Tag: vida

  • CARTA 7

    CARTA 7

    A Carta 7 foi impressa e ao conferir as páginas ficou surpresa – pasma – ao descobrir que a metade da primeira página havia sido ocupada com as palavras: (mais…)

  • ORAÇÃO CELTA

    Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente ódio.

    Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.

    Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.

    Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.

    Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.

    Que os teus momentos de amor contenham a magia da tua alma eterna em cada beijo.

    Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.

    Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.

    Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.

    Que em cada amigo o teu coração faça festa,

    que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.

    Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.

    Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.

    Que um suave olhar te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.

    Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!

    Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.

    Aquele amor que não se explica, só se sente.

    Que esse amor seja o teu acalento secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.

    Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.

    Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.

     

  • CAUSAS DA INSÔNIA

    CAUSAS DA INSÔNIA

    Você se arrasta para a cama, cansado, pensando que irá pegar no sono em poucos segundos e ainda fica acordado por muito tempo antes de conseguir dormir? Ou você cai no sono rapidamente, mas acorda várias vezes durante a noite?

    Ou quem sabe você acorda às 4h ou 5h da manhã e não consegue mais dormir, embora ainda se sinta cansado e não tenha que se levantar antes das 7h. Todas essas são formas de insônia.

    Grande parte das pessoas já teve insônia em algum momento da vida e uma boa quantidade ainda tem regularmente.

    A insônia é um termo amplo que descreve problemas para dormir, permanecer dormindo, ou dormir pelo tempo que você precisa para se sentir revigorado. A insônia, como outros transtornos secundários do sono, é geralmente sintoma de que um outro problema físico, emocional, comportamental ou ambiental está afetando o sono. A maioria dos pesquisadores determina os diferentes tipos de insônia baseados em sua freqüência e duração. Veja a seguir, as principais formas de insônia.

    Insônia transitória ou ocasional – dura normalmente entre uma e várias noites e, em geral, é causada por estresse ou emoção.
    Insônia intermitente – aparece e desaparece durante um longo período e geralmente é resultado de estresse ou ansiedade.
    Insônia crônica – ocorre na maioria das noites, dura pelo menos duas semanas (às vezes dura mais tempo) e pode ser conseqüência de um ou mais problemas de saúde.
    As insônias transitória e intermitente são mais facilmente tratadas com métodos comprovados de redução de estresse e/ou mudando o ambiente onde se dorme. Pessoas que têm insônia crônica também podem precisar de ajuda profissional, especialmente se ela estiver relacionada a um problema de saúde.

    Existem vários problemas (como a azia, por exemplo) que podem afetar o sono. A ligação entre azia e insônia é discutida na seção seguinte.

    Insônia e azia

    A maioria de nós já teve aquela sensação de queimação ou dor persistente no meio do peito, que conhecemos como azia. Apesar de seu nome em inglês (heartburn), azia não tem nada a ver com o coração. Ela é provocada quando o esôfago, o tubo que liga a boca ao estômago, é exposto ao conteúdo altamente ácido do estômago.

    Quando isso ocorre, diz-se que há um refluxo do que há no estômago para o esôfago. É esse forte ácido no esôfago que causa a sensação de queimação. Além da queimação, você pode sentir um gosto amargo na boca e fortes acessos de tosse, ambos devido ao refluxo ácido.

    O refluxo normalmente ocorre quando se está deitado. Nessa posição, a força da gravidade não ajuda a levar o alimento que está no estômago para o intestino delgado, que é para onde ele deve ir. Como geralmente dormimos na posição horizontal, o refluxo é mais comum durante a noite. A apnéia do sono também pode provocar refluxo através de efeito de sifão, que puxa o conteúdo do estômago para o esôfago.

    Se você tiver refluxo regularmente, deve procurar um médico. É possível que ele recomende algumas mudanças na sua dieta e no seu estilo de vida, como:

    evitar o álcool;
    evitar alimentos muito condimentados e outros alimentos que normalmente provocam azia, como chocolate, hortelã e café;
    controlar o peso;
    controlar o estresse;
    não fazer refeições pesadas até três horas antes de se deitar;
    deitar depois de pelo menos uma hora após a refeição.
    Uma técnica que pode ajudar é elevar a cabeça à noite para deixar que a gravidade faça seu trabalho. Isso pode ser feito colocando-se calços debaixo dos pés da cama do lado da cabeceira. Outra opção é colocar diversos travesseiros sob a cabeça e ombros para elevar a parte superior do corpo na hora de dormir (mas cuidado para não dobrar demais o pescoço).

    Você também pode pensar em uma cama ajustável eletronicamente, como as usadas em hospitais. Embora certamente seja uma opção mais cara do que alguns travesseiros, alguns planos de saúde cobrem a despesa com a cama regulável se for necessária para algum problema de saúde. Se a apnéia for a causa da azia, ela precisa ser tratada.

    Insônia, estresse e humor

    O estresse e o humor são complicados, e a relação entre cada um deles e o sono também é complicada. Em algumas pessoas, entretanto, o estresse e os transtornos do humor podem causar insônia.

    Estresse

    O estresse também tem um grande efeito sobre o sono. Entende-se melhor o estresse como uma reação a um estímulo externo (como uma situação difícil no trabalho ou um casamento se aproximando) ou a um estímulo interno (doença ou dor), ou a ambos. As pessoas reagem ao estresse de maneiras diferentes. Algumas, especialmente jovens, usam o sono como uma fuga para situações emocionais desagradáveis e podem passar uma grande parte do dia na cama. Nessas circunstâncias, o sono pode ocupar 12 horas do dia, ou mais. Outras acham que o estresse leva à insônia.

    É importante lembrar que o estresse pode se originar de situações positivas e negativas. Formaturas, casamentos, férias e outros acontecimentos agradáveis podem causar estresse e também ansiedade, podendo também afetar o sono. A insônia relacionada a esses tipos de acontecimentos geralmente desaparece quando o evento termina.

    Para limitar o efeito que o estresse tem sobre seu sono, você precisa aprender a lidar com a maneira como seu organismo reage a ele.

    Transtornos do humor

    Você sabia que a depressão, ansiedade e outros distúrbios emocionais podem afetar seu sono? O inverso também acontece: dormir mal pode causar depressão, ansiedade, irritabilidade e mesmo mudanças na personalidade. Às vezes, tudo acontece ao mesmo tempo, resultando em um ciclo muito difícil de quebrar. Entender a possível ligação entre os trasntornos do sono e os transtornos do humor pode ajudar você a chegar à origem dos dois problemas.

    A depressão e a ansiedade são os problemas que mais interferem no sono. Existem muitos tipos de depressão e diferentes maneiras com que podem afetar os padrões do sono. No chamado transtorno bipolar pode ocorrer uma forma extrema de insônia em que a pessoa dorme somente quatro horas ou menos por noite. A falta de sono provoca, em vez de tristeza, uma euforia exagerada e potencialmente perigosa.

    Se você acha que um transtorno do humor está afetando seu sono e os sintomas persistirem por mais de três semanas, é aconselhável procurar um profissional. A primeira consulta deve ser com seu médico, que deve examinar você. Se não for encontrado nenhum problema físico, então, você deve procurar um terapeuta para ajudar você com seu possível transtorno do humor. Normalmente, seu médico pode indicar um bom terapeuta.

    Algumas pessoas nessas condições podem estar sendo medicadas. Infelizmente, como verá na próxima seção, essas substâncias controladas também podem causar insônia.

  • A MÚSICA DE BOB MARLEY

    A MÚSICA DE BOB MARLEY

    Através de sua música ele se tornou o maior símbolo da Jamaica: Bob Marley usou o reggae para cantar a liberdade, a paz e o amor. Com o sucesso mundial, ele ajudou a divulgar um movimento religioso que nasceu na ilha. O movimento Rastafári.

    Ele conseguiu isso compondo boas canções que misturaram reggae e rock e viraram sucessos internacionais, e também ao abraçar o movimento político e religioso rastafári, defender o uso da maconha como forma de se aproximar de Deus (ou Jah, como os rastafáris chamam o Todo-Poderoso) e pregar contra a desigualdade social na Jamaica.

    Como todo ídolo com algum envolvimento político que morre precocemente – no caso dele vítima de um câncer que não foi combatido a tempo por conta dos preceitos rastafáris -, não faltam teorias conspiratórias sobre o que aconteceu com Marley. Uma delas sustenta que o cantor e compositor jamaicano foi assassinado pela Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos por defender ideias esquerdistas. Mas, apesar de ser uma parte importante de sua vida, não foram as posições políticas de Marley – muitas delas reveladoras de uma visão pouco elaborada sobre os problemas jamaicanos – sua maior contribuição para o mundo, e sim suas canções.

    Bob Marley foi o primeiro artista que nasceu e viveu num país pobre a fazer um estrondoso sucesso internacional e a influenciar vários artistas e gêneros no universo da cultura pop. Esse fato é mais do que suficiente para fazê-lo merecedor de toda a reverência que se tem por sua obra artística. Uma espécie de Bob Dylan tropical, ele fez canções de protesto baseadas nas sonoridades do rock e do reggae e tornou o ritmo jamaicano mundialmente conhecido e identificado com os movimentos de rebeldia jovem, a ponto de influenciar até o punk rock nos anos 70 e 80.

    Como o reggae esteve intimamente associado à criação de uma identidade nacional pelo povo jamaicano, principalmente após a independência total do país em relação a Inglaterra nos anos 1960, a música de Bob Marley refletiu os principais temas que afligiam os jamaicanos, como a fome, a criminalidade urbana, a violência política, a brutalidade policial e a herança da escravidão. Conheça como foi a infância e a adolescência de Marley até ele ter seu talento musical descoberto:

    Bob Marley e a invenção do reggae

    Robert Nesta Marley nasceu em 6 de fevereiro de 1945 numa pequena vila no interior da Jamaica chamada Nine Miles. Filho de Norval Sinclair Marley, um administrador rural branco – que foi deserdado pela família por casar-se com uma mulher negra – e de Cedella Malcolm, filha de um próspero fazendeiro negro, Marley passou sua infância desfrutando da vida no campo nas terras da sua família em Nine Miles.

    Seu pai abandonou sua mãe logo após o casamento e Marley praticamente não conviveu com ele, salvo por um breve período em que, quando era um pré-adolescente, Norval praticamente o sequestrou e o levou para morar em Kingston, capital da Jamaica. Fora isso, sua infância não teve grandes sobressaltos. Quando criança, ele conviveu bastante com seu avô materno que era chegado em temas místicos e tinha construído fama no interior do país por suas curas utilizando plantas medicinais. Foi nesse ambiente bucólico e com algumas pitadas de misticismo que o tímido e observador Marley começou a construir sua poética visão de mundo.

    As coisas mudaram para valer quando ele teve de voltar a Kingston, desta vez levado por sua mãe. Eles ocuparam uma casa num conjunto popular subsidiado pelo governo na favela de Trench Town, uma das localidades mais pobres do país. Enquanto frequentava a escola local e aprendia o ofício de soldador, Marley entrou em contato com o ska, um gênero musical jamaicano que mistura música folclórica com jazz, rhythm’n’blues e ritmos africanos e caribenhos. Era início dos anos 60 e Marley começou a apreciar também o rock e a música negra norte-americana, como a das canções de Fats Domino. Com essas influências e uma guitarra improvisada, feita de bambu, fios de cobre e lata, ele começou a dar seus primeiros passos na música.

    Ao deixar a pacata vida rural e se defrontar com a miséria, a violência e os sons da vida urbana em Kingston, Marley começou a formar na sua cabeça uma concepção musical inovadora que misturava o ska, o rock e o som negro norte-americano com letras que expressavam sua indignação com as injustiças ao seu redor. Os aforismos que aprendera com seu avô durante a infância inspiraram ele em sua primeira composição chamada de “Judge Not”, escrita em algum momento entre 1961 e 1962.

    O talento de Marley já era notado por seus colegas. Um deles era Jimmy Cliff que conhecia o dono de uma loja de discos em Kingston chamado Leslie Kong, que às vezes atuava também como produtor dos grupos e artistas de ska. Kong levou Marley para o estúdio, onde gravaram “Judge Not”, uma balada agressiva, que se tornou o primeiro compacto lançado por Marley. A gravação serviu também para que um veterano músico jamaicano, Joe Higgs, descobrisse Marley e o colocasse junto com Peter Tosh, Bunny Livingstone, Junior Braithwaite e Beverly Kelso para formar um quinteto vocal nomeado “The Wailers”.

    Em 1964, eles gravaram e lançaram um compacto com a canção “Simmer Down”, que rapidamente se tornou um sucesso em todo o país. Isso lhes rendeu um contrato de três anos com o selo do produtor Coxsone Dodd. Outros sucessos, como “Rude Boy”, prometiam bons rendimentos para os Wailers, mas eles receberam bem menos do que o esperado e em 1966 decidiram acabar com o grupo.

    Marley partiu então para Newark, Delaware (EUA), onde sua mãe estava morando desde 1963. Lá trabalhou durante quase um ano em fábricas e outros trabalhos braçais. Em 1968, ao retornar para a Jamaica reuniu-se novamente com Peter Tosh e Bunny Livingstone para trazer o Wailers de volta. Desta vez, no entanto, por influência de sua esposa, a cantora Rita Anderson com quem havia se casado em 1966, Marley e a banda tornaram-se devotos do movimento rastafári. Nesse reencontro, o grupo começou a produzir uma nova sonoridade que alterava radicalmente o ritmo do ska e trazia para a música deles muitas influências do rock e da música negra dos Estados Unidos. Além disso, questões sociais e econômicas ganharam mais ênfase ainda em suas letras tornando as canções dos Wailers verdadeiros hinos de protesto na Jamaica. Nascia o reggae, um gênero que Marley tornaria popular no mundo inteiro nos anos seguintes.

  • A MÚSICA INSTRUMENTAL BRASILEIRA

    A MÚSICA INSTRUMENTAL BRASILEIRA

    Pode-se dizer que a Música Instrumental Brasileira surgiu e foi feita sempre onde os músicos profissionais trabalharam: começando pelas confeitarias, hotéis e salas de cinema (onde produziu um Ernesto Nazareth), passando pelo mercado da partitura e da música do teatro de revista (Chiquinha Gonzaga) e chegando aos estúdios das rádios e gravadoras (Pixinguinha e Radamés Gnattali).

    Segue abaixo um pequeno roteiro de gravações para se ouvir, que podem traçar um pequeno panorama dos grandes nomes da Música Instrumental Brasileira:

    Pixinguinha sera o primeiro da minha lista. Um grande pioneiro da profissionalização, arranjador mais importante da década de 1930 e que depois passou a atuar como instrumentista no conjunto de Benedito Lacerda.

    Outro time de profissionais pioneiros são os músicos que trabalharam ao lado de Radamés Gnattali na Rádio Nacional. Além dos músicos da orquestra, que tocava ao vivo nos programas, Radamés formou um conjunto espetacular de base, que incluiu, em diversos momentos, os seguintes músicos: Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto (violão); Chiquinho do Acordeom; Luciano Perrone (bateria); Edu da Gaita; Zé Menezes (guitarra). Além, é claro, do próprio Radamés ao piano.

    Uma boa mostra do trabalho desse pessoal também está nas gravações realizada pelo Sexteto Radamés.

    Uma terceira geração de instrumentistas foi a que surgiu nos estúdios e palcos às voltas com os grandes cancionistas que surgiram nos movimentos dos anos 1960. São tantos músicos, que não dá para falar de todos. Então apenas uma pequena seleção:

    Baden Powell, aluno de Meira, do célebre regional do Canhoto, que tocou também com Jacob do Bandolim. O Baden ficou célebre a partir dos Afro-sambas, feitos em parceria com Vinícius de Morais. Mas desde cedo ele também gravou muita música instrumental. Como vai ser comum a partir desta época – o músico instrumental tem mais campo de trabalho nos EUA ou Europa do que no Brasil. Baden Powell transferiu-se para Paris, onde viveu muitos anos.

    Outro conjunto instrumental pioneiro, surgido por estas épocas foi o Quarteto Novo. Inicialmente Trio Novo, que acompanhou Geraldo Vandré por uma turnê. Depois veio se somar mais um músico ao conjunto que tinha Theo de Barros (violão e contrabaixo), Heraldo do Monte (violão, viola caipira e guitarra elétrica) e Airto Moreira (percussão). Em 1967 o grupo gravou seu célebre disco instrumental.

    Músicos que acompanham cantores. Os melhores são contratados pelos grandes nomes da MPB, mas tem ganas de fazer sua música autoral, instrumental.

    E dois grandes nomes da MPB se notabilizaram por ter sempre os melhores instrumentistas do país atrás de si no palco: Elis Regina e Milton Nascimento. Basta que se diga que a banda de Elis Regina contou com Cesar Camargo Mariano nos instrumentos de teclado, Hélio Delmiro na Guitarra, e Luizão Maia no contrabaixo.

    Hélio Delmiro deve ser colocado entre os principais guitarristas que já pisaram no planeta, o que pode ser comprovado por quem ouvir com atenção seu principal disco: Emotiva, de 1980.

    Dos que andaram tocando e gravando com Milton, destaque para Tonhinho Horta, outro monstro da guitarra, reconhecido universalmente.

    Na verdade, são trilhões de grupos instrumentais ou artistas solo de altíssimo nível que o Brasil ostenta em atividade. De um modo ou de outro eles derivam de escolas começadas por estes grandes pioneiros e fazem músicas que vem sendo chamadas com maior ou menor propriedade de Choro, de jazz brasileiro, de samba-jazz, entre outros nomes.

    Eu considero que o nome Música Instrumental Brasileira reflete melhor a proposta de usar ritmos e idiomas musicais associados à música popular brasileira e criar a partir deles obras autorais, com muito improviso, dialogando com a tradição internacional do jazz e da música instrumental, e criando uma expressão muito brasileira – ao mesmo tempo muito reconhecida internacionalmente.

  • Gravidez o Milagre da Vida

    Gravidez o Milagre da Vida

    Durante a gravidez, diversas transformações ocorrem no corpo da mulher que se prepara para receber uma nova vida. A gravidez é o período de crescimento e desenvolvimento de um ou mais embriões. Chamamos de gravidez o período de crescimento e desenvolvimento de um ou mais embriões no interior do útero.

    Para que ocorra a gravidez é necessário que o óvulo, gameta feminino, seja fecundado pelo espermatozoide, gameta masculino. O resultado dessa fecundação dá origem ao zigoto, que após várias mitoses se transforma no embrião. Quando esse embrião chega ao útero, ele se fixa na parede uterina em um processo que conhecemos como nidação, que ocorre geralmente no 7º dia após a fecundação.

    Assim que ocorre a nidação, tem-se o início da gravidez, também chamada de gestação. Na espécie humana, a gravidez dura aproximadamente nove meses ou cerca de trinta e nove semanas.

    Durante as primeiras semanas após a fecundação, a futura mamãe ainda não sente os efeitos da gravidez, mas isso não quer dizer que seu bebê não esteja se desenvolvendo, pelo contrário, ele continua crescendo a cada segundo. Como o corpo da mulher está se preparando para abrigar um novo ser, ele também sofrerá diversas transformações. A primeira delas é a ausência de menstruação, que se dá pela produção de determinados hormônios que impedem a descamação do endométrio. A partir da quarta semana após a fecundação, o embrião começa a produzir o hormônio Gonadotrofina Coriônica Humana beta ou beta-HCG, sigla em inglês, que causa sintomas como náuseas, cansaço e dores nos seios. Nesse período, os testes de gravidez comercializados em farmácias podem não conseguir detectar o hormônio presente na urina, mas um exame de sangue certamente conseguirá detectar a gravidez.

    Assim que a mulher souber que está grávida, é extremamente importante que ela inicie o pré-natal com um médico de sua confiança. Esse acompanhamento é importante tanto para a saúde da mãe, como para a saúde do bebê.

    A futura mamãe também deverá se preocupar com os alimentos que ingere, pois alimentos crus ou mal cozidos podem transmitir doenças como a toxoplasmose, que podem atingir o embrião causando sérios prejuízos e até mesmo a morte do bebê.

    Aproximadamente na sétima semana de gestação, um tampão de muco com a função de impedir o contato do útero com o meio externo se desenvolverá no colo uterino, dando ao bebê uma maior proteção. É provável que a gestante sinta cólicas leves à medida que o embrião se implanta no útero. É muito importante lembrar que cólicas fortes e sangramentos não são normais e que ocorrendo qualquer um desses sintomas, a mulher deverá entrar em contato com seu médico imediatamente.

     

  • VOCÊ PODE CURAR SUA VIDA

    VOCÊ PODE CURAR SUA VIDA

    Segundo a psicóloga Americana Louise L. Hay, todas as doenças que temos são criadas por nós. Afirma ela, que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo.Todas as doenças têm origem num estado de não-perdão, diz a psicóloga Americana Louise L. Hay.

    Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar. Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais. Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão.

    Perdoar dissolve o ressentimento.

    A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise. Perdoar é entender! Entender o quê? A natureza humana daquele que nos ofendeu e prejudicou. Tem muito a ver com mágoa. Você sabe o que é mágoa? É aquilo que sentimos quando alguém não correspondeu ao que esperávamos dele(a). Ou mais diretamente, mágoa é quando os outros não são como queremos. Por mais que alguém tenha assumido algum compromisso com você, ele(a) é humano, corruptível e passível de erros. Todos podem falhar, mesmo que não devessem.

    Isso os isenta da responsabilidade? Não! Mas dá pra voltar atrás e mudar as coisas? Também não! Então penso ser melhor pensar preventivamente e entender o modo como os outros funcionam, do que viver esperando que mudem ou que ajam sempre de acordo com o que pensamos ser o comportamento ideal. O que é perdoar? Perdoar é entender e aceitar os outros como são, com seus limites e imperfeições, pois também nós temos nossos limites, imperfeições.
    Então da próxima vez que alguém te magoar, pare e pense: Ele(a) foi apenas ele mesmo, e o que pôde ser de melhor naquela circunstância. Ele não é perfeito e jamais será. Dessa forma você nem precisará “perdoar”, porque ao entender, já não se ofende, e porque entendeu o que se passou no nível mais básico e ao mesmo tempo profundo de entendimento. As pessoas são o que são, nem mais, nem menos.
    Errados somos nós que esperamos demais, de nós, da vida, das pessoas, porque um dia nos ensinaram que as coisas deveriam ser de um determinado jeito. Nos mostraram uma ilusão (ou várias), gostamos dela, e agora ficamos bravos e depressivos quando vemos que são apenas ilusões.
    E tão importante quanto saber o que é perdoar  aprendendo a lidar corretamente com os outros como realmente são, é entender a natureza espiritual do perdão. Quando você segura algo na mente com emoção, esse algo tende a se manifestar. Essa é a essência da fé. Quando cremos fortemente em algo, esse algo tende a se manifestar. Esse fenômeno também é conhecido como Lei da Atração. São nomes diferentes para o mesmo fenômeno espiritual. O que as pessoas não enxergam é que quando alimentam uma mágoa ou ressentimento, estão “segurando” uma idéia fixa – normalmente negativa – na mente. E o fato de “segurar” algo negativo na mente não só tende a atrair fatos e eventos negativos, como tende a evitar que fatos positivos se manifestem, estagnando suas vidas.
    Ou resumindo, assim como você deve manter seu corpo limpo e bem arrumado, igualmente você deve fazer com sua mente e coração. Mantê-los limpos e iluminados, deixando ir quem deve ir, deixando pra trás o que não condiz mais com seu presente, e abrindo-se para novas oportunidades, confiante que elas realmente virão.

    Reflita, vale a pena tentar evitá-las:

    CAUSAS SOMATIZAÇÃO DE  DOENÇAS:

    • AMIGDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
    • ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
    • APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
    • ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
    • ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
    • ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
    • BRONQUITE: Ambiente familiar inflamado. Gritos, discussões
    • CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
    • COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
    • DERRAME: Resistência. Rejeição à vida.
    • DIABETES: Tristeza profunda.
    • DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.
    • DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de auto-valorização.
    • DOR NOS JOELHOS: medo de recomeçar, medo de seguir em frente. Pessoas que procuram se apoiar nos outros.
    • ENXAQUECA: Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
    • FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro(a).
    • FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.
    • GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
    • HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
    • HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
    • INSÔNIA: Medo, culpa.
    • LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
    • MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.
    • NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
    • PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
    • PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
    • PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
    • PRESSÃO BAIXA: Falta de amor quando criança.. Derrotismo.
    • PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.
    • PULMÕES: Medo de absorver a vida.
    • QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
    • RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
    • REUMATISMO: Sentir-se vitima.. Falta de amor. Amargura
    • RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
    • RINS: medo da crítica, do fracasso, desapontamento.
    • SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
    • TIREÓIDE: Humilhação.
    • TUMORES: Alimentar mágoas.. .Acumular remorsos.
    • ÚLCERAS: Medo… Crença de não ser bom o bastante.
    • VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.

    Curioso não?

    Por isso vamos tomar cuidado com os nossos sentimentos…

    Principalmente daqueles, que escondemos de nós mesmos.

    Quem esconde os sentimentos, retarda o crescimento da Alma.

    Remédios indicados: Auto-estima, Perdão, Amor.

     

     

  • ORAÇÃO DE NATAL

    Senhor,

    Começo a ouvir os primeiros toques das músicas de Natal.
    O meu coração começa a bater mais forte.
    Não sei se é porque está acabando o ano ou se é porque tenho muito que agradecer, ou se tenho que dizer para Ti, para meus amigos, muito obrigada…

    São tantas as idéias, são tantas as coisas que aconteceram…
    São tantos os momentos que ocorreram neste ano, que já me perdi em lágrimas, sorrisos,
    recordações… mas ficaram os apertos de mão e os abraços recebidos.

    São tantas e tantas coisas… só tenho a agradecer!!!

    Sei que devo agradecer por mais um ano e com ele mil sonhos e mil idéias para acontecerem.
    Mas, diante deste turbilhão de coisas e acontecimentos,
    eu venho Te pedir… Tu mesmo me ensinaste a pedir,
    mas não sei pedir… estou como uma criança, diante de uma loja de brinquedos.

    Senhor, ensina-me a pedir!
    Ensina-me a ter um coração de Salomão, que só pediu sabedoria.
    Um coração de criança, que só pede amor.
    Um coração de doente, que só pede saúde.
    Um coração de monge, que só pede tranqüilidade.
    Um coração de cego, que só pede enxergar.
    Um coração de guerreiro, que só pede coragem.
    Um coração de mãe, que só pede união na família.
    Um coração de pai, que só pede que não falte nada.
    Um coração de virgem, que só pede realização na vida.
    Um coração de médico, que só pede para poder ajudar os outros.
    Um coração de sábio, que só pede a paz.

    Senhor, que este pobre e humilde coração, possa neste Natal apenas bater uníssono com o coração de Cristo e que eu possa ter em minha mente um só pensamento:
    o Teu pensamento, para que eu saiba dizer:

    Feliz Natal!!!

     

  • AUTOCONTROLE E MEDITAÇÃO

    AUTOCONTROLE E MEDITAÇÃO

    No instante de fúria, tudo parece conspirar para que você pule no pescoço de alguém: o coração dispara, as pupilas se dilatam, os músculos recebem mais sangue e se preparam para o ataque. Seria um combate feroz se não fosse seu próprio cérebro, que, sem você contar até dez, se lembra das prováveis consequências do embate.

    É fácil concluir que não existe vida social sem autocontrole. A ciência provou e já deu até o endereço de onde fica a regulação das emoções no cérebro. A boa notícia é que as últimas descobertas dão esperanças aos mais impulsivos: com treino, dá para melhorar o controle emocional.

    Elisa Harumi Kozasa, neurocientista do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein, é uma das autoras de um estudo recém-publicado na revista internacional “NeuroImage”. A pesquisa comparou o desempenho de pessoas que meditam com o de quem não medita em uma atividade que exige controle de impulsos. Saiu-se melhor quem meditava.

    “O treinamento em meditação modifica as áreas cerebrais. O córtex fica mais espesso em partes relacionadas à atenção, à tomada de decisões e ao controle de impulsos”, explica.

    Além de meditação, os treinamentos para autocontrole envolvem terapia comportamental e técnicas de reconhecimento facial de emoções. A ideia não é aprender a engolir sapos ou a forjar um pensamento positivo. “Suprimir a raiva ou o estresse é ‘autoilusão‘, não autocontrole. É preciso entender o que causa o impulso, não rejeitá-lo”, diz José Roberto Leite, psicólogo e pesquisador da Unifesp.

    Emoções são respostas do organismo a estímulos internos ou externos. O que determina o tamanho do pavio da pessoa ou o quanto ela é ansiosa não é só “gênio”.

    “Há um papel da genética, mas a influência do ambiente e do comportamento é grande. Quem vive em ambientes com pessoas ansiosas tem mais tendência a ser ansioso”, explica Kozasa.

    Sentir raiva ou nojo, duas emoções universais, é involuntário e fisiológico: todos sentem. Mas o que será feito com esse impulso pode ser uma escolha, de acordo com a monja Coen, primaz da Comunidade Zen Budista. “Podemos controlar o que fazemos com as nossas emoções. Para isso, é preciso saber reconhecê-las e nomeá-las.” É aí que entra a meditação.

     

    ATENÇÃO PLENA

    “É como arrumar a casa”, define Stephen Little, instrutor de práticas de redução de estresse e de autocuidado do Hospital Israelita Albert Einstein. “Meditar ajuda a criar caminhos neurológicos mais claros. É como abrir uma brecha entre a emoção e o instante da decisão.”

    Como o foco da atenção é redirecionado –por exemplo, para a respiração–, a técnica treina a concentração, fundamental para manter o controle. As distrações contribuem para que sejamos levados pelas emoções, no estilo “deixa a vida me levar”, explica Little.

    Em um mundo de distrações, concentrar-se não é nada fácil. Quem nunca meditou pode achar a prática difícil pelo simples fato de precisar ficar quieto, sem estímulos externos. O jeito mais simples de conseguir isso é prestando atenção à respiração. Mas há outras formas, como repetir mentalmente uma palavra ou expressão ou deixar o pensamento fluir.

    O único porém é que os efeitos não são imediatos. Os melhores resultados aparecem em estudos com pessoas que praticam a técnica há mais de dez anos. “Mas dá para ter uma boa diferença em oito semanas”, incentiva Kozasa. Ela se refere a um programa de 45 minutos por dia, com acompanhamento.

    A curto prazo, na hora que der vontade de rodar a baiana, o velho truque de controlar a respiração ajuda de verdade (veja abaixo como isso pode ser feito).

    A psicóloga Ana Maria Rossi, autora do livro autocontrole nova maneira de gerenciar o estresse (Best Seller), afirma que, quando alguém tenta se controlar, o principal erro é o de se concentrar exatamente no sentimento que quer inibir.

    “Pensamos: ‘Não vou ficar nervosa’. Isso só atrapalha. O cérebro não entende a negativa. É preciso mudar o foco.” Ela recomenda a técnica da visualização: “Quem tem medo de falar em público pode se imaginar em uma situação de completo domínio.”

    Para José Roberto Leite, não basta só pensar no controle emocional. “Controlar as emoções é apenas um dos aspectos. Se eu não tenho ataques de raiva ou de ansiedade, mas como desesperadamente, não adianta nada. Há vários tipos de controle.”

    Segundo ele, é comum a pessoa priorizar uma das áreas –a profissional, por exemplo– em detrimento das outras. “Há várias esferas: a física, a psicológica, a profissional. É preciso encarar a vida como uma empresa que tem que ser gerenciada em vários aspectos, senão vai à falência.”

    POR: JULIANA VINES

    FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO 

  • TPM TEM MAIS DE  2OO SINTOMAS

    TPM TEM MAIS DE 2OO SINTOMAS

    Os hormônios são a chave de muitas mudanças físicas e emocionais que acontecem no corpo. Há, portanto, uma diferença entre homens e mulheres. Enquanto nos homens, o único hormônio que determina a função sexual é a testosterona, nas mulheres em menos 15 dias tudo pode mudar.

    Na mulher, os hormônios que regulam o comportamento são o estrógeno e a progesterona e começam a ser liberados no corpo a partir da puberdade. Quando chega a última fase da puberdade, a chamada “menarca”, que é a primeira menstruação da mulher, também pode vir junto uma síndrome que, dependendo da intensidade, muda completamente a vida da mulher.

    A Tensão Pré Menstrual (TPM) é um conjunto de sintomas físicos e emocionais que começam no meio do ciclo menstrual da mulher e desaparecem como num passe de mágica quando chega a menstruação. São mais de 200 sintomas que variam de mulher para mulher. No Bem Estar desta quarta-feira (28), o ginecologista José Bento e a endocrinologista Cintia Cercato falaram sobre a puberdade e os diferentes níveis de TPM.

    Existe uma diferença entre o comportamento dos homens e das mulheres. Os médicos acreditam que o principal motivo dessa diferença é a oscilação hormonal. O homem nasce com uma produção baixa de testosterona, que aumenta na puberdade e se mantém estável até a andropausa, quando cai.

    Já a mulher nasce com uma quantidade reduzida de estrógeno e progesterona, que aumentam na primeira menstruação e, a partir daí, começam a oscilar freneticamente a cada duas semanas e só cai quando chega na menopausa. A variação hormonal tem o mesmo “desenho” da variação emocional. Enquanto os homens são estáveis e permanentes, as mulheres enfrentam altos e baixos durante todo período fértil.
    Um dos pressupostos básicos para que a mulher tenha TPM é ter um ciclo regular de menstruação. A TPM depende dessa oscilação hormonal, e o ciclo regular faz com que ela fique caracterizada. Portanto, a TPM só aparece depois da menarca, a primeira menstruação e última fase da puberdade.
    O estrógeno e a progesterona desempenham papeis diferentes no corpo da mulher. Basicamente, na primeira fase do ciclo, o estrógeno está subindo e a progesterona está em baixa quantidade. Após a ovulação, começa a TPM e as mudanças hormonais passam a determinar mudanças físicas e emocionais. As físicas tem mais relação com a progesterona e as emocionais com o estrógeno.  Mousse de absacate com cacau e banana alivia sintomas da TPM

    TPM afeta o humor das mulheres

    Estrógeno e serotonina: as mudanças hormonais da mulher têm relação com o estrógeno, pois ele está associado à produção e ação da serotonina.
    As pesquisas mostram que conforme o estrógeno sobe, a serotonina – hormônio que provoca sensação de bem estar – também sobe. E se o estrógeno desce, a serotonina acompanha a queda.
    Progesterona e retenção de líquido: a progesterona tem efeito “mineralocorticóide”. Basicamente, ela age nos receptores dos rins que fazem a reabsorção da água, estimulando essa reabsorção. Em outras palavras, ela bloqueia parcialmente a liberação de água pelo rim. Isso explica a retenção de líquido durante o período pré-menstrual e consequentemente os principais sintomas físicos, como o inchaço e massalgia (dor na mama).

    Tipos de TPM

    Os mais de 200 sintomas da TPM variam de mulher para mulher, mas 4 deles são mais comuns. Através destes sintomas, é possível dividir os tipos de TPM como mostra abaixo:

    Inchaço: para as mulheres em que o inchaço é o sintoma que aparece com mais força durante a TPM, a recomendação médica é fazer sessões regulares de drenagem linfática, um tipo de massagem que ajuda a combater a retenção de líquido, assim como a dieta sem sal. Atividade física também melhora o inchaço porque melhora a circulação. Para inchaço na perna, a meia elástica pode ajudar.
    Tomar bastante água ajuda a inibir o hormônio ACTH, o anti-diurético, que é produzido pelo rim e gera a quantidade de água no corpo. Nesse tipo de TPM também é comum a mulher apresentar dores, principalmente na mama (massalgia) e dor de cabeça. Reduzir sal também ajuda a evitar as dores. Evitar roupas muito apertadas também é uma boa dica, porque diminui a pressão no corpo e alivia esse tipo de dor.

    Ansiedade: para quem tem irritabilidade, nervosismo e sensibilidade emocional como principal sintoma da TPM, a recomendação médica é fazer atividades que ajudem a relaxar e reequilibrar o corpo, como yoga e meditação. É aconselhável reduzir alimentos ricos em cafeína (café, refrigerante, chá-preto). Cortar álcool também é importante porque o álcool é um excitante do cérebro.

    Depressão: não é recomendada a cafeína, porque nesse tipo de TPM, além do cansaço e da depressão, o sono também pode ser afetado. Por isso a primeira dica é tentar dormir mais e melhor. Para isso, o conselho é evitar comer demais e beber álcool logo antes de dormir. Banho morno à noite ajuda a relaxar e fazer atividade física de manhã é a melhor das dicas porque ajuda a dar disposição para enfrentar o dia através da liberação de endorfinas.

    Compulsão: é uma das piores queixas das mulheres porque a compulsão as faz engordar e desencadeia outros sintomas. A recomendação neste caso é levar lanches saudáveis e frutas para o trabalho e comer de três em três horas. Alimentos ricos em fibras têm maior poder de saciedade e por isso podem ajudar a controlar a compulsão. Estão na lista aveia, pão e arroz integral, sementes de linhaça e frutas com casca (como maçã, pêra e pêssego).
    Ao agendar uma consulta no médico, a mulher pode levar um caderno com anotações dos sintomas que sente normalmente durante a TPM. Isso pode ajudá-lo a resolver o problema.

    Pílula anticoncepciona: O uso da pílula faz com que as variações hormonais reduzam bastante, controlando a TPM. Em uma situação normal, a progesterona começa baixinha no começo do ciclo e vai crescendo bem devagar, até que na ovulação dá um pico e se mantém estável até a menstruação, quando cai abruptamente a nível zero. Já o estrógeno sobe gradualmente até a ovulação, quando atinge seu pico. Depois, ele começa a cair levemente e, quando vem a menstruação, cai abruptamente a nível zero. Quando a mulher toma pílula, os dois sobre gradualmente, mas muito menos, até a ovulação, onde atingem um leve pico, depois descem gradualmente, juntos.

    TPM x chocolate

    Muitas mulheres associam o chocolate à TPM. Além de ser doce, ele tem uma grande quantidade de triptofano, uma substância que se transforma em serotonina, o hormônio do bem-estar. A serotonina ajuda a aliviar os sintomas da TPM e, portanto, pode e deve ser usada nessa fase do ciclo. No entanto, o chocolate não é o campeão de triptofano.
    Por exemplo, uma barra de chocolate ao leite tem 0,13 gramas de triptofano, enquanto um ovo de galinha tem 1g, ou seja, equivale a 7 barras e meia de chocolate. Semente de girassol, abacate e banana também contém essa substância. Outros alimentos “anti-TPM” que podem ajudar a acelerar a criação da serotonina a partir do triptofano são os ricos em magnésio (abacate, nozes, castanhas, brócolis e folhas verde-escuras) e os ricos em vitamina B6 (banana, batata, feijão, ovo, carne vermelha, pão e cereais).

  • EXAMES DE ROTINA INDESPENSÁVEIS PARA MULHERES

    EXAMES DE ROTINA INDESPENSÁVEIS PARA MULHERES

    Exames são fundamentais para prevenir doenças e fazer diagnósticos precisos. Porém, na opinião do clínico geral e geriatra Paulo Camiz – médico do AvalDoc, uma consulta bem feita é tão ou mais importante do que fazer exames.

    “Enquanto conversamos com os pacientes, perguntando sobre sua profissão, hábitos alimentares, exposição a malefícios como tabagismo e consumo de álcool, histórico familiar e outros, já estamos investigando e identificando possíveis fatores de risco que serão o ponto de partida para a realização de exames, se for o caso”, justifica ele.

    Isto já é tendência na medicina: investigar a saúde – ou possíveis doenças – dos pacientes a partir de encontros periódicos com os médicos.
    Camiz, que é professor de Clínica Geral do Hospital das Clínicas de São Paulo, diz que, do ponto de vista populacional, não há nenhum exame preventivo necessário na infância ou na adolescência – a não ser que haja alguma queixa específica. “Nessa faixa etária, ir ao médico periodicamente – uma vez ao ano – ou quando houver algum tipo de queixa já é suficiente”, afirma.

    Quando se inicia a vida sexual ou a partir dos 35 anos, uma rotina básica de exames já é necessária. A seguir, o médico explica quais são os principais:

    A população feminina, em geral, têm uma saúde melhor que a dos homens. Isso pode ser explicada pelo fato do acompanhamento periódico que elas realizam junto ao ginecologista desde jovens.

    Por isso, incentiva os homens a também terem essa atitude. “Ir ao médico uma vez ao ano – ou com intervalos ainda maiores, se estiverem saudáveis – garante um bom monitoramento da saúde. O clínico geral está apto a resolver 99% dos problemas de homens e mulheres”, salienta.

    As mulheres devem fazer o Papanicolau depois do início da atividade sexual, e uma avaliação do colesterol, a partir dos 35 anos, anualmente. A partir dos 45 anos, devem avaliar anualmente o nível de glicose também. “Fatores como sedentarismo, obesidade ou disfunções endócrinas podem justificar outros exames, em idade menor. A menopausa precoce também deve antecipar esses cuidados”, pondera o médico.
    A partir dos 50 anos, as mulheres devem, ainda, se submeter a exames para detectar câncer de mama e o câncer no intestino grosso. Ecocardiograma, eletrocardiograma e outros também devem ser realizados apenas se houver algum fator de risco.

    Para finalizar, fica a dica: “orientações sobre como manter uma vida saudável, com atividade física constante, boa alimentação e vacinação de adultos – contra gripe e tétano – são mais impactantes que realizar exames a todo momento”, analisa o médico.

    POR: JESSICA MORAES.

  • BASES TEÓRICAS E BEM-ESTAR

    BASES TEÓRICAS E BEM-ESTAR

    A concepção de saúde inclui bem-estar como um conceito chave. Em decorrência, encontram-se na literatura diferentes proposições teóricas para bem-estar.Um componente largamente reconhecido como principal integrante de uma vida saudável é a felicidade (Diener, Scollon & Lucas, 2003).

    Embora o estilo de vida moderno

    …não estimule as pessoas a avaliar seus momentos de felicidade ou de completa realização pessoal, elas são diariamente incitadas a planejar o seu dia-a-dia para vencer os desafios da vida moderna como, por exemplo, conseguir e manter um emprego, proteger suas vidas da violência urbana, equilibrar as finanças, esquivar-se de hábitos ou estilos de vida que comprometem a sua saúde e, ao mesmo tempo, praticar ações que promovem a sua integridade física, emocional e social.

    Pesquisadores espalhados por diversos países estão empenhados em descobrir o quanto as pessoas se consideram felizes ou em que medida são capazes de realizar plenamente suas potencialidades. Esses estudiosos, embora utilizem duas perspectivas distintas, investigam um tema complexo denominado bem-estar.A atenção dispensada ao tema não é recente. Desde a Grécia antiga, filósofos como Aristóteles já tentavam decifrar o enigma da existência feliz. Enquanto filósofos ainda debatem a essência do estado de felicidade, pesquisadores empenharam-se, nas últimas três décadas, para construir conhecimento e trazer evidências científicas sobre bem-estar. Desses desafios estão participando diversos estudiosos que conseguiram, após décadas de investigações, instalar o conceito de bem-estar no campo científico da psicologia e transformá-lo em um dos temas mais enfaticamente discutidos e aplicados para compreender os fatores psicológicos que integram uma vida saudável.
    As concepções científicas mais proeminentes da atualidade sobre bem-estar no campo psicológico podem, segundo Ryan e Deci (2001), ser organizadas em duas perspectivas:
    uma que aborda o estado subjetivo de felicidade (bem-estar hedônico), e se denomina bem-estar subjetivo, e outra que investiga o potencial humano (bem-estar eudemônico) e trata de bem-estar psicológico. Na visão desses autores, essas duas tradições de estudo refletem visões filosóficas distintas sobre felicidade: enquanto a primeira (hedonismo) adota uma visão de bem-estar como prazer ou felicidade, a segunda (eudemonismo) apoia-se na noção de que bem estar consiste no pleno funcionamento das potencialidades de uma pessoa, ou seja, em sua capacidade de pensar, usar o raciocínio e o bom senso.
    Este artigo tem por objetivos apresentar as duas abordagens tradicionais sobre bem-estar – subjetivo e psicológico – e introduzir uma concepção teórica mais estruturada sobre bem-estar no ambiente de trabalho.

    Bem-Estar Subjetivo

    Bem-estar subjetivo (BES) constitui um campo de estudos que procura compreender as avaliações que as pessoas fazem de suas vidas (Diener, Suh & Oishi, 1997). Esse campo teve um crescimento acelerado na última década, revelando como seus principais tópicos de pesquisa satisfação e felicidade (Diener & cols., 2003). Tais avaliações devem ser cognitivas (satisfações globais com a vida e com outros domínios específicos como com o casamento e o trabalho) e devem incluir também uma análise pessoal sobre a freqüência com que se experimentam emoções positivas e negativas. Para que seja relatado um nível de BES adequado, é necessário que o indivíduo reconheça manter em nível elevado sua satisfação com a vida, alta freqüência de experiências emocionais positivas e baixas freqüências de experiências emocionais negativas. Ainda segundo Diener e cols. (1997), nesse campo de conhecimento não se procura estudar estados psicológicos negativos ou patológicos, tais como depressão, ansiedade e estresse, mas diferenciar os níveis de bem-estar que as pessoas conseguem alcançar em suas vidas. Essas concepções reafirmam que BES compreende um tema aderente aos princípios defendidos pelos atuais propagadores (Seligman & Csikszentmihalyi, 2000) da psicologia positiva. O conceito de BES apareceu ao final dos anos 1950, quando se buscavam indicadores de qualidade de vida para monitorar mudanças sociais e implantação de políticas sociais (Land, 1975). Como marcos da literatura sobre o tema durante a década de 1960, podem ser apontados os livros de Andrews e Withey (1976) e Campbell, Converge e Rodgers (1976), por preconizarem que, embora as pessoas vivam em ambientes objetivamente definidos, é ao mundo subjetivamente definido que elas respondem. Nessa perspectiva, BES tornou-se um importante indicador de qualidade de vida.
    Outras influentes obras sobre o assunto foram três trabalhos (Bradburn, 1969; Cantril, 1967; Gurin, Veroff & Feld 1960) que enfatizaram satisfação com a vida e felicidade como elementos integrantes do conceito de qualidade de vida. Os dois componentes que integram a visão contemporânea de BES – satisfação com a vida e afetos positivos e negativos – tiveram sua gênese nos trabalhos seminais de Campbell e cols. (1976) e de Bradburn (1969). A primeira revisão sobre BES foi realizada por Wilson em 1967, num estudo intitulado “Correlatos de Felicidade Declarada”. Embora naquela época os dados sobre o assunto fossem limitados, Wilson (1967, p. 294) pôde concluir que entre pessoas felizes incluíam-se as que eram “[…] jovens, com boa educação, bons salários, extrovertidas, otimistas, despreocupadas, com religiosidade, casadas, elevada autoestima, moral no trabalho, aspirações modestas, de ambos os gêneros e que detinham diversificados níveis de inteligência”. Atualmente, o interesse de pesquisadores não se limita mais à descrição dos atributos de pessoas felizes, nem tampouco a identificar correlações entre características demográficas e níveis de BES. O esforço atual dos pesquisadores está orientado pela busca de compreensão do processo que sustenta a felicidade (Diener, Suh, Lucas & Smith, 1999). Atualmente, BES é concebido por Diener e Lucas (2000) como um conceito que requer auto-avaliação, ou seja, ele só pode ser observado e relatado pelo próprio indivíduo e não por indicadores externos escolhidos e definidos por terceiros.

    Consoante essa visão, não é considerado adequado avaliar BES por meio de indicadores externos ao indivíduo, mesmo que tenham como base fatores estatisticamente construídos, tais como controle de doenças, queda da mortalidade infantil, redução dos índices de criminalidade e violência, queda de taxas de desemprego ou de analfabetismo, bem como outros indicadores aplicados para descrever avanços em políticas sociais e que projetam a qualidade de vida de extratos sociais, comunidades ou de nações.
    Para acessar o BES, é necessário considerar que cada pessoa avalia sua própria vida aplicando concepções subjetivas e, nesse processo, apoia-se em suas próprias expectativas, valores, emoções e experiências prévias. Essas concepções subjetivas, segundo Diener e Lucas (2000), estão organizadasem pensamentos e sentimentos sobre a existência individual.
    Parece existir, portanto, uma representação mental (cognitiva) sobre a vida pessoal, organizada e armazenada subjetivamente, sobre a qual pesquisadores de BES procuram obter informações quando solicitam às pessoas relatos sobre ela.

    Deve-se ressaltar que a avaliação feita pelo próprio indivíduo sobre seu BES inclui, entre outros aspectos, componentes positivos que não envolvem, necessariamente, elementos de prosperidade econômica (Diener & cols., 1999).
    No Brasil, já existem estudos focalizando o bem-estar subjetivo. Os autores têm se dedicado a construir e validar medidas de bem-estar subjetivo (Albuquerque & Troccoli, 2004; Siqueira, Martins e Moura, 1999), a investigar seus antecedentes (Freire, 2001) e suas relações com sentimentos de solidão e interações sociais (Capitanini, 2000), bem como a analisar a influência de bem-estar subjetivo sobre qualidade de vida (Prebianchi, 2003).
    Existe um entendimento por parte de diversos estudiosos (Diener & cols., 1997; Diener & cols., 1999; Diener & Lucas, 2000) de que BES se constitui em um amplo fenômeno e deve ser considerado como uma área de interesse científi co que engloba dois conceitos específicos: julgamentos globais de satisfação com a vida, ou com domínios específicos dela, e experiências emocionais positivas e negativas (Diener & cols., 1999). Nesse sentido, o conceito de BES articula duas perspectivas em psicologia: uma que se assenta nas teorias sobre estados emocionais, emoções, afetos e sentimentos (afetos positivos e afetos negativos) e outra que se sustenta nos domínios da cognição e se operacionaliza por avaliações de satisfação (com a vida em geral, com aspectos específicos da vida como o trabalho).

    A dimensão emocional de BES: afetos positivos e negativos

    A composição emocional do conceito BES inclui um balanço entre duas dimensões emocionais: emoções positivase emoções negativas. Para que o balanço represente uma dimensão de BES, é necessário resultar em uma relação positiva entre as emoções vividas, qual seja, a vivência de mais emoções positivas do que negativas no decorrer da vida. Esta dimensão de BES guarda forte relação com a visão hedônica de felicidade, na medida em que dá ênfase aos aspectos afetivos da vida (Keyes, Shmotkin & Ryff, 2002).

    Quando se estudam os afetos positivos e negativos, não se trata de identificar a presença contínua de sensações positivas em toda a vida, mas, sim, detectar se, em sua grande maioria,as experiências vividas foram entremeadas muito mais por emoções prazerosas do que por sofrimentos. Segundo alguns pesquisadores (Andrews & Robinson, 1991; Diener & Diener, 1996; Thomas & Diener, 1990), as pessoas costumam relatar maior constância de emoções positivas do que negativas em suas vidas. Por outro lado, estudos têm revelado que pessoas que tendem a viver intensas emoções positivas são as que também tendem a relatar fortes experiências emocionais negativas (Diener & Lucas, 2000). Thomas e Diener (1990) relataram que a memorização de experiências emocionais não é precisa. Tais resultados de pesquisa levaram Diener e Lucas (2000) a sugerir aos pesquisadores cautela para não considerarem os relatos sobre experiências emocionais como fiéis às situações realmente vividas.

    Por que as experiências emocionais são importantes para as avaliações que uma pessoa faz do seu BES? Segundo Diener e Lucas (2000), as análises sobre bem-estar podem estar muito mais relacionadas à freqüência com que se experimentam emoções positivas do que à intensidade dessas emoções.

    Explicam os dois autores que, ao se levar em conta na avaliação do BES mais a freqüência do que a intensidade de emoções positivas, as pessoas estão considerando, provavelmente, serem as emoções positivas intensas muito raras e também porque estas são, muitas vezes, acompanhadas por alguns custos para o indivíduo que as experimenta. Existem evidências em estudos sobre afetos (Diener & Diener, 1996) e satisfação com a vida (Andrews, 1991), revelando que as pessoas tendem a relatar mais vivências de afetos positivos do que negativos e a revelar satisfações com a vida em níveis acima do nível médio das medidas aplicadas, independentemente da idade, do nível sócio-econômico ou etnia dos grupos pesquisados.

    O debate sobre os componentes emocionais do BES teve suas primeiras formulações no trabalho seminal de Bradburn (1969). Este pesquisador defendia a idéia de que os afetos positivos e negativos não eram duas polaridades de um mesmo contínuo, mas formavam dois contínuos distintos de afetividade, capazes de apresentar correlações particulares com conjuntos específicos de traços de personalidade. Bradburn propôs uma estrutura bidimensional para os afetos: afetos positivos e afetos negativos.

    Segundo Diener e Emmons (1985), os trabalhos de Bradburn (1969) e Bradburn e Caplovitz (1965) não só introduziram o debate acerca da defi nição de felicidade nos domínios da psicologia como também apontaram uma forma de mensurá-la por duas dimensões relativamente independentes uma da outra.

    Na visão de Bradburn e Caplovitz (1965), felicidade ou bem-estar subjetivo seria um construto composto por dois conjuntos de sentimentos separados: afetos positivos (AP) e afetos negativos (AN). Para avaliá-los, esses estudiosos usavam 10 itens agrupados em duas escalas, sendo cinco para avaliar AP (Positive Affect Scale, ou PAS) e outros cinco para aferir AN (Negative Affect Scale, ou NAS).

    Numa série de estudos desenvolvidos por esses pesquisadores, foram observadas correlações fracas entre os itens das duas escalas, altas correlações entre os itens de cada escala e correlações diferenciadas de cada escala com diversas outras variáveis. Esses resultados levaram Bradburn e colaboradores a reafi rmar a relativa independência entre AP e AN e a apontá-los como duas dimensões na estrutura dos afetos.

    Ainda nos anos 1960, Ostrom (1969) defendia a noção de BES ser uma atitude, apoiando-se na noção largamente difundida naquela época de que as atitudes eram compostas por elementos cognitivos e afetivos. Consoante esse entendimento, BES como uma atitude teria componentes cognitivos ou intelectuais, bem como envolveria aspectos emocionais. As discussões sobre quais componentes afetivos integrariam BES provocaram a indicação de um variado leque de conceitos psicológicos, sendo especialmente apontados para sua composição traços como ansiedade e depressão para representar afetos negativos.

    Na composição de afetos positivos, a auto-estima foi apontada como um conceito psicológico que representava saúde mental, porque incluía uma auto-avaliação em que o próprio indivíduo se reconhece como tendo valor e sendo dotado de características positivas e também negativas. Além do senso pessoal de auto-estima,outros conceitos também foram arrolados como integrantes da dimensão positiva de BES, tais como auto-aceitação, auto-imagem e auto-respeito. Posteriormente, outros pesquisadores (Diener & Emmons,1985; Watson, Clark &Tellegen, 1988) apresentaram evidências sobre a existência das duas dimensões na estrutura dos afetos apregoadas por Bradburn (1969). Desde então, instalou-se a proposta de se considerar BES como um construto psicológico integrado por experiências emocionais positivas e negativas e a se denominar tais experiências de afetos positivos (positive affects) e afetos negativos (negative affects).

    A estrutura bidimensional dos afetos proposta por Bradburn (1969) levou diversos estudiosos a elaborar e validar medidas para aferi-la. Em 1988, Watson e cols. validaram a Lista de Afetos Positivos e Negativos (Positive Affect and Negative Affect Schedule – PANAS), composta de duas escalas com 10 itens cada, que se mostraram, segundo seus autores, consistentes, válidas e efi cientes para medir as duas dimensões de afetividade. De acordo com Watson e cols. (1988), AP representa a extensão na qual uma pessoa se sente entusiasta, ativa e alerta. Um nível alto de AP constitui um estado de alta energia, plena concentração e engajamento prazeroso, enquanto baixo AP é caracterizado por tristeza e letargia. Afeto negativo (AN) é uma dimensão geral de engajamento sem prazer, incluindo, em seu nível mais alto, sensações negativas diversas, tais como raiva, desprezo, culpa, medo e nervosismo. O nível mais baixo de AN inclui calma, serenidade e sossego.

    A escala de AP integrante da PANAS inclui 10 palavras que descrevem sentimentos e emoções positivas (interessado, forte, entusiasmado, orgulhoso, ativo, inspirado, determinado,atento, animado e estimulado), enquanto a escala de AN compõe-se de outras 10 palavras que expressam a dimensão negativa da afetividade (angustiado, descontrolado, culpado, assustado, hostil, irritado, envergonhado, nervoso, inquieto e amedrontado). Nos anos 1980, os estudos em que foram utilizadas as medidas de estrutura dos afetos aplicaram predominantemente a PANAS. Naquela época, ainda não se apregoava com a ênfase e clareza que se vê hoje a inclusão dos afetos positivose negativos como dimensões do BES. Dava-se maior ênfase a eles como traços afetivos que se aproximavam muito de determinados traços de personalidade. Enquanto AP era visto como um correlato de dimensões positivas da personalidade como extroversão, AN tornava-se um correspondente de neuroticismo.

    Os estudos que utilizavam a PANAS procuravam relacionar o conceito genérico de bem-estar a diferentes 204 Psic.: Teor. e Pesq., Brasília, 2008, Vol. 24 n. 2, pp. 201-209 M. M. M. Siqueira & V. A. R. Padovam indicadores de doenças mentais ou psicopatologias, tais como depressão, ansiedade e estresse. No Brasil, já existe uma medida de afetos positivos e negativos. Trata-se da Escala de Ânimo Positivo e Negativo (EAPN), desenvolvida e validada por Siqueira e cols. (1999).

    A EAPN é uma medida composta por 14 afetos, que se distribuem em duas sub-escalas: a que mede afetos positivos por meio de seis itens (feliz, alegre, animado, bem, satisfeito e contente) e a que avalia afetos negativos por intermédio de oito itens (irritado, desmotivado, angustiado, deprimido, chateado, nervoso, triste e desanimado). Segundo as autoras da medida, os afetos positivos constituem uma sub-escala com índice de precisão de 0,87, enquanto os afetos negativos compõem uma sub-escala com precisão de 0,88. As respostas são dadas numa escala de cinco pontos (1=nada; 2=pouco; 3=mais ou menos; 4=muito; 5=extremamente) que mede a intensidade com que as pessoas vivenciam os 14 afetos.

    Outra medida brasileira da dimensão emocional BES está incluída na Escala de Bem-Estar Subjetivo (EBES) construída e validada por Albuquerque e Tróccoli (2004). A EBES inclui 21 itens de afetos positivos e 26 de afetos negativos, que constituem, respectivamente, os fatores 1 e 2, ambos com índices de precisão de 0,95. O terceiro fator avalia, mediante 15 itens, a dimensão cognitiva de BES, satisfação-insatisfação com a vida, cuja precisão é de 0,90. A inserção de afetos positivos e negativos na composição emocional de BES se deu, com maior ênfase, nos anos 1970 e 1980, quando diversos autores (Andrews & Withey, 1976; Campbell & cols., 1976; Diener, 1984; Emmons, 1986) incluíram os afetos positivos e negativos, ao lado de satisfação com a vida (componente cognitivo), como integrantes de BES.

     A dimensão cognitiva de BES: satisfação com a vida 

    Satisfação com a vida é o julgamento que o indivíduo faz sobre sua vida (Keyes & cols., 2002) e que refl ete o quanto esse indivíduo se percebe distante ou próximo a suas aspirações (Campbell & cols., 1976). Trata-se, segundo Neugarten, Havighurst e Tobin (1961), de um estado psicológico que guarda estreita relação com bem-estar mais do que avaliações objetivas da qualidade de vida pessoal. Neugarten e cols., afirmam, ainda, que uma pessoa com alta qualidade de vida poderia relatar insatisfações, enquanto uma pessoa com baixa qualidade de vida poderia até revelar satisfações com a vida. O conceito é ainda considerado como uma dimensão subjetiva de qualidade de vida, ao lado de felicidade e bem-estar. Na abordagem objetiva de qualidade de vida, entende-se que saúde, ambiente físico, recursos, moradia e outros indicadores observáveis e quantificáveis contemplam o espectro da qualidade de vida que uma pessoa detém. Por outro lado, a perspectiva subjetiva de qualidade de vida, incluindo-se nela satisfação com a vida, é defendida como uma possibilidade de se levar em conta, em avaliações individuais, diferenças culturais na percepção do padrão de vida.

    Nesse sentido, aceita-se como relevante que mesmo quando certos grupos compartilham a mesma cultura, observam-se variações entre os indivíduos quanto a suas crenças, valores, objetivos e necessidades. Sem compreender os valores e crenças de uma população e como estes são manifestados individualmente, a avaliação de qualquer tema sobre a vida pessoal seria arbitrária. Parece, portanto, que satisfação com a vida teve suas origens nas concepções de qualidade de vida, tendo sido um conceito apropriado e redefinido por estudiosos das ciências comportamentais para compor um dos elementos que integram a definição de BES.

    As tentativas para integrar satisfação com a vida ao conceito de BES são relativamente antigas. A primeira vez que se aproximou o conceito ao de bem-estar foi em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos no ano de 1957, coordenada por Gurin e publicada em 1960 (Gurin & cols., 1960), um survey populacional em que se aferiu níveis de satisfação com a vida, felicidade e moral.

    Nesse estudo, entretanto, satisfação com a vida era ainda considerada um componente de qualidade de vida, assim como também eram os conceitos de felicidade e moral (Keyes & cols., 2002). Nos anos 1980, diversos pesquisadores (George & Bearon, 1980; Stones & Kozma, 1980; Stull, 1987) já reconheciam satisfação com a vida como dimensão cognitiva de BES. Reconhecer tal natureza tornou-se importante não só porque era possível distinguir satisfação com a vida do componente emocional de BES, afetos positivos/negativos, como também porque possibilitava compreender como se dava a estruturação dos dois componentes de BES entre amostras com características demográficas distintas.

    Como conseqüência desse reconhecimento, pôde-se identificar, por exemplo, que pessoas idosas eram mais satisfeitas com suas vidas do que pessoas jovens, mas estas relatavam menos afetos positivos do que aquelas (Andrews & Robinson, 1991; Campbell, 1981). Ademais, o reconhecimento de satisfação com a vida como componente cognitivo de BES propiciou aos estudiosos em psicologia contar com elaborações teóricas mais consistentes, que lhes permitem investigar bem-estar como um construto formatado dentro dos domínios da psicologia e proceder a investigações usando medidas específicas de cada um dos componentes de BES, bem como avaliar relações entre os seus componentes cognitivo (satisfação com a vida) e emocional (afetos positivos e negativos).

    Uma primeira medida de satisfação com a vida foi desenvolvida por Neugarten e colaboradores em 1961. A medida continha duas versões, A e B, construídas para avaliar sentimentos gerais de bem-estar que permitissem identificar envelhecimento bem-sucedido. A versão A contém um checklist de 20 frases, sendo 12 positivas e oito negativas (ex.: Eu tenho tido mais sorte na vida do que a maioria das pessoas) com as quais o respondente concorda ou discorda. A versão B inclui 12 questões abertas sobre as quais é atribuído um escore após análise do conteúdo das respostas (ex.: Qual é a coisa mais importante de sua vida no momento?).

    Uma medida de satisfação com a vida, denominada Escala de Satisfação Geral com a Vida – ESGV, foi desenvolvida e validada por pesquisadores no Brasil (Siqueira, Gomide & Freire, 1996). A ESGV é uma escala unidimensional que contém 31 frases, cobrindo o mesmo número de aspectos, tais como amigos, aparência física e nível de instrução, e permite avaliar o quanto cada indivíduo está satisfeito ou insatisfeito com cada um deles por uma escala de respostas de cinco pontos (1=muito insatisfeito, 2=insatisfeito, 3=nem satisfeito nem insatisfeito, 4=satisfeito, 5=muito satisfeito). A precisão da escala é de 0,70. O largo leque de aspectos integrantes da ESGV permite ao pesquisador ter um panorama geral do nível em que indivíduos e grupos se sentem satisfeitos mediante uma avaliação global de sua vida. Portanto, a ESGV não permite avaliar satisfações em domínios especificos da vida.

    Na próxima seção, serão apresentadas as origens e as dimensões de outra perspectiva de estudos em psicologia sobre bem-estar, qual seja, aquela em que os pesquisadores se basearam no funcionamento psicológico positivo para erigir o conceito de bem-estar psicológico, também referido por Ryan e Deci (2001) como bem-estar eudemônico.

    Bem-Estar Psicológico

    As proposições acerca do conceito de bem-estar psicológico (BEP) apareceram como críticas à fragilidade das formulações que sustentavam BES e aos estudos psicológicos que enfatizaram a infelicidade e o sofrimento e negligenciaram as causas e conseqüências do funcionamento positivo.

    Os trabalhos de Ryff (1989) e, mais tarde, Ryff e Keyes (1995) são dois marcos na literatura sobre o tema. Segundo esses autores, as formulações teóricas em que se apoiam o campo de estudos de BES são frágeis por diversas razões.
    Como primeiro argumento, apontam o fato de que o clássico estudo de Bradburn (1969) que sugeriu a existência de duas dimensões na estruturação dos afetos (positivos e negativos) são resultantes do efeito de serendipidade, visto que Bradburn, na época, buscava identifi car como certas mudanças sociais de nível macro (mudanças em níveis educacionais, padrões de emprego, urbanização ou tensões políticas) afetavam o padrão de vida dos cidadãos e este o seu senso de bem-estar, dando-se atenção mínima para compreensão de bem-estar.

    De modo similar, satisfação com a vida, postulada como componente cognitivo de BES, surge como tal após deslocamentos do conceito que emergiu no campo sociológico, sem que o mesmo tenha assento teórico consistente em psicologia.
    Como segundo argumento para sustentar as proposições de BEP, os autores (Ryff, 1989; Ryff & Keyes, 1995) afirmam que dentro do campo de teorização psicológica existem diversas teorias que permitem construir concepções sólidas sobre o funcionamento psíquico, enfatizando-se os seus aspectos positivos.

    Deste corpo teórico, basicamente desenvolvido nos anos 1950 e 1960, seria possível retirar suportes conceituais para conceber o processo aplicado na resolução de desafios que se apresentam durante a vida (Keyes & cols., 2002) e que constituem o entendimento central de BEP.

    Enquanto BES tradicionalmente se sustenta em avaliações de satisfações com a vida e num balanço entre afetos positivos e negativos que revelam felicidade, as concepções teóricas de BEP são fortemente construídas sobre formulações psicológicas acerca do desenvolvimento humano e dimensionada sem capacidades para enfrentar os desafios da vida.

    Segundo uma síntese apresentada por Ryff (1989), após análise e revisão da literatura, a estrutura de uma abordagem acerca do funcionamento psicológico positivo apóia-se em diversas teorias clássicas existentes em psicologia que se assentam em uma abordagem clínica, ressaltando-se, entre outras, as que tratam particularmente dos fenômenos da individuação (Jung, 1933), auto-realização (Maslow, 1968), maturidade (Allport, 1961) e completo funcionamento ( Rodgers, 1961). Também foram utilizadas, nesse mesmo intento, visões teóricas sobre desenvolvimento humano (Erickson, 1959; Neugarten, 1973), incluindo-se nesse domínio o uso das formulações sobre estágios de desenvolvimento, bem como as descrições de mudanças na personalidade nas fases adulta e de velhice.

    Ao lado de todas essas vertentes, também foram utilizadas as proposições relativas à saúde mental (Jahoda, 1958), aplicadas para justifi car o conceito de bem-estar como ausência de doença e fortalecer o significado de saúde psicológica. Tomando como referenciais todas essas concepções teóricas e, especialmente, as que permitiam delas abstrair visões distintas do funcionamento psicológico positivo, Ryff (1989) elaborou uma proposta integradora ao formular um modelo de seis componentes de BEP, reorganizado e reformulado posteriormente por Ryff e Keyes (1995), cujas defi nições são apresentadas a seguir:

    Auto-aceitação: Definida como o aspecto central da saúde mental, trata-se de uma característica que revela elevado nível de autoconhecimento, ótimo funcionamento e maturidade. Atitudes positivas sobre si mesmo emergem como uma das principais características do funcionamento psicológico positivo.
    Relacionamento positivo com outras pessoas: Descrito como fortes sentimentos de empatia e afeição por todos os seres humanos, capacidade de amar fortemente, manter amizade e identificação com o outro.
    Autonomia: São seus indicadores o locus interno de avaliação e o uso de padrões internos de auto-avaliação, resistência à aculturação e independência acerca de aprovações externas.
    Domínio do ambiente: Capacidade do indivíduo para escolher ou criar ambientes adequados às suas características psíquicas, de participação acentuada em seu meio e manipulação e controle de ambientes complexos.
    Propósito de vida: Manutenção de objetivos, intenções e de senso de direção perante a vida, mantendo o sentimento de que a vida tem um significado.
    Crescimento pessoal: Necessidade de constante crescimento e aprimoramento pessoais, abertura a novas experiências, vencendo desafi os que se apresentam em diferentes fases da vida.

    Por meio de um estudo com amostra nacional de 3.032 americanos com idade entre 25 e 74 anos, Keyes e cols. (2002) procuraram apresentar evidências empíricas sobre as relações entre BES e BEP. Análises fatoriais confirmaram que os dois conceitos, embora mantivessem correlações entre si, poderiam ser considerados distintos e serem mantidas suas identidades conforme consta na literatura. Os resultados do estudo também revelaram que um estado ótimo de bem-estar, definido pelas autoras como alto BES e alto BEP, aumentava com a idade, com o nível educacional, com fortes traços disposicionais, tais como extroversão e conscienciosidade, mas decrescia com o neuroticismo, considerado este último um componente negativo da personalidade.

    Ao observar entre os participantes adultos de sua amostra quais eram as características de pessoas que apresentavam BES superior a BEP ou o inverso, verificou-se que entre eles estavam os mais jovens, que galgaram níveis educacionais mais elevados e que mostravam, como traço de personalidade, maior abertura a experiências.

    Bem-Estar no Trabalho

    Ainda não existem na literatura concepções claras sobre o conceito de bem-estar no trabalho. Quando tratam do assunto, os pesquisadores escolhem conceitos diversos para representá-lo, quer seja um fator positivo como satisfação com o trabalho (Amaral & Siqueira, 2004) quer seja conceitos negativos como burnout (Maslach, Schaufeli & Leiter, 2001) ou estresse (Byrne, 1994). Ademais, bem-estar e saúde são abordados de forma interdependente, especialmente quando os pesquisadores apontam fatores que possam comprometer ambos, tais como perigos do ambiente de trabalho, fatores de personalidade e estresse ocupacional (Danna & Griffi n, 1999) ou, ainda, segurança no trabalho, horas trabalhadas, controle do trabalho e estilo gerencial (Sparks, Fargher & Cooper, 2001).

    Para os propósitos deste artigo, bem-estar no trabalho é concebido como um conceito integrado por três componentes:
    satisfação no trabalho, envolvimento com o trabalho e comprometimento organizacional afetivo. Esses três conceitos, já consolidados no campo da Psicologia Organizacional e do Trabalho, representam vínculos positivos com o trabalho (satisfação e envolvimento) e com a organização (comprometimento afetivo) conforme relatam Siqueira e Gomide Jr. (2004).

    Foi tomada como referência teórica para as formulações acerca do conceito de bem-estar no trabalho as proposições de Diener e cols. (2003) sobre a estruturação do conceito de bem-estar subjetivo, apresentada pelos autores como um modelo hierárquico de felicidade. Nesse modelo, os autores defendem que bem-estar subjetivo reflete uma avaliação geral da vida e que pesquisadores interessados em investigá-lo deveriam avaliar diversos componentes de níveis inferiores na hierarquia. No topo da hierarquia, quatro grandes componentes representam bem-estar subjetivo: afetos positivos, afetos negativos, satisfação geral com a vida e satisfação com domínios específicos. Essa estrutura de quatro componentes inclui, na realidade, duas grandes dimensões psicológicas: emoções e cognições. Representando as emoções estão afetos positivos e negativos e representando as cognições estão as avaliações geral e específicas sobre a vida.

    Com inspiração nesse modelo, sugere-se que bem-estar no trabalho possa ser entendido como um construto psicológico multidimensional, integrado por vínculos afetivos positivos com o trabalho (satisfação e envolvimento) e com a organização (comprometimento organizacional afetivo). A estrutura proposta para o conceito de bem-estar no trabalho aglutina três conceitos com conotações positivas, na medida em que abarca ligações prazerosas no contexto de trabalho, como demonstrado a seguir pelas definições contidas na literatura:
    Satisfação no trabalho: “[…] um estado emocional positivo ou de prazer, resultante de um trabalho ou de experiências de trabalho.” (Locke, 1976, p. 1.300).

    Envolvimento com o trabalho: “[…] grau em que o desempenho de uma pessoa no trabalho afeta sua auto-estima” (Lodahl & Kejner, 1965, p. 25).
    Comprometimento organizacional afetivo: “[…] um estado no qual um indivíduo se identifi ca com uma organização particular e com seus objetivos, desejando manter-se afiliado a ela com vista a realizar tais objetivos” (Mowday, Steers & Porter, 1979, p. 225).

    As três definições acima representam as concepções seminais dos três conceitos. Entretanto, para integrar o conceito de bem-estar no trabalho, considera-se necessário avançar sobre essas concepções.

    Mais recentemente, satisfação no trabalho, embora persistam controvérsias quanto à sua natureza cognitiva ou afetiva, tem sido apontada como um vínculo afetivo positivo com o trabalho, e têm sido definidas como aspectos específicos deste vínculo as satisfações que se obtêm nos relacionamentos com as chefias e com os colegas de trabalho, as satisfações advindas do salário pago pela empresa, das oportunidades de promoção ofertadas pela política de gestão da empresa e, finalmente, das satisfações com as tarefas realizadas. Portanto, o conceito de satisfação evoluiu para uma concepção multidimensional, que envolve avaliações prazerosas sobre cinco domínios específi cos no ambiente de trabalho (Siqueira & Gomide Jr, 2004).

    Envolvimento com o trabalho, após mais de quatro décadas de sua concepção original proposta por Lodhal e Kejner (1965), permite compreendê-lo mais contemporaneamente como um estado de fluxo (Csikszentmihalyi, 1997/1999).
    Para compreensão dessa abordagem, faz-se necessário entender o que signifi ca estado de fl uxo. Segundo Csikszentmihalyi (1997/1999), o estado de fluxo ocorre em momentos em que o que sentimos, desejamos e pensamos se harmonizam. Esses momentos […] costumam ocorrer quando alguém encara metas que exigem respostas apropriadas. É fácil entrar em fluxo em jogos de xadrez, tênis ou pôquer, porque eles possuem metas e regras para a ação que tornam possível ao jogador agir sem questionar o que deve ser feito e como fazê-lo.

    Ainda segundo o autor, atividades ou experiências de fluxo ocorrem quando há concentração em metas, há feedback imediato e quando altos desafios são respondidos por altas habilidades individuais. Nessas condições, a energia de um indivíduo estaria concentrada na experiência: desaparecem pensamentos e sentimentos contraditórios, esvai-se a noção de tempo e as horas parecem passar como minutos. Para avaliar se alguém é capaz de experimentar um estado de fluxo, o autor propõe que se responda à seguinte questão:

    “Você se envolve em algo tão profundamente que nada mais parece importar, a ponto de perder a noção do tempo?” (Csikszentmihalyi, 1997/1999,).
    Na visão de Csikszentmihalyi (1997/1999), o trabalho também produz fluxo. Isso ocorre quando as atividades de trabalho incluem desafi os que exigem habilidades especiais e as metas estabelecidas e o feedback são claros e imediatos. Nessas condições, o trabalho se assemelha a atividades que produzem fluxo, desencadeando no indivíduo maior envolvimento e transformando a atividade em uma experiência positiva. Assim, poderiam florescer sensações muitos semelhantes às que se experimentam quando alguém pratica seu esporte favorito ou desempenha uma atividade artística.

    Nesse sentido, o envolvimento com o trabalho seria um conceito muito próximo à noção de fluxo.
    O terceiro componente apontado neste artigo como integrante do conceito de bem-estar no trabalho é o comprometimento organizacional afetivo. Ele representa a concepção de ligação positiva do empregado com um empregador, de elevada identificação com os objetivos da organização Psic.: Teor. e Pesq., Brasília, 2008, Vol. 24 n. 2, pp. 201-209 207 Bem-Estar Subjetivo, Psicológico e no Trabalho (Borges-Andrade, 1994; Mowday & cols., 1979) e de reconhecimento sobre o quanto estar ligado àquela organização pode repercutir positivamente na vida do indivíduo .

    A ligação afetiva com uma organização pode incluir experiências emocionais positivas, que se traduzem em sentimentos positivos como entusiasmo, orgulho, contentamento, confiança, apego e dedicação (Siqueira, 1995). Com essa concepção, o comprometimento afetivo traz para o conceito de bem-estar no trabalho uma visão de que as relações estabelecidas pelo indivíduo com a organização que o emprega estão assentadas em uma interação que lhe propicia vivências positivas e prazerosas.

    Caso essa situação não se confirme, entende-se que poderiam ser experimentadas sensações negativas ou de desprazer por trabalhar em uma organização. Nesse caso, seria observada ausência do compromisso afetivo e possível desencadeamento de experiências negativas no dia-a-dia do trabalhador.

    Para que se possa observar entre trabalhadores um nível elevado de bem-estar no trabalho, seria necessário que eles relatassem estar satisfeitos com o trabalho, reconhecessem envolvimento com as tarefas que realizam e, finalmente, revelassem que mantêm compromisso afetivo com a organização empregadora.

     

     

  • COMO CUIDAR DOS SEUS PÉS

    COMO CUIDAR DOS SEUS PÉS

    Pode ser que você não pense com muita freqüência nos seus pés – bem no final de suas pernas – mas eles são parte essencial de quase tudo que você faz. Seja para andar, correr, exercitar-se ou apenas ficar em pé, ter pés confortáveis e bem cuidados (em vez de doloridos) torna a experiência muito mais prazerosa.

    Hei! Lembra-se de nós? Bem aqui embaixo? Cuide de seus pés para evitar dores que possam se transformar em problemas crônicos. Veja mais imagens da saúde dos pés (em inglês).

    E isso não é apenas uma questão de se sentir bem. Quando seus pés não recebem a atenção de que precisam, podem se desenvolver problemas crônicos que possivelmente o incomodarão durante anos. Em muitos casos, há alguns alongamentos e exercícios simples que podem ajudar a manter seus pés em forma. Esse artigo apresentará algumas idéias, além de orientações valiosas que o tornarão um especialista em comprar calçados – capaz de sempre escolher sapatos confortáveis e que lhe dêem sustentação (no tamanho certo).

    Entretanto, existem algumas situações em que não se recomenda que você cuide de seus pés por conta própria. Quando ocorre alguma lesão séria ou uma emergência, você deve procurar um podólogo – ou mesmo um pronto-socorro. As pessoas que têm problemas constantes de circulação ou diabetes,  também devem se consultar com um médico para resolver quaisquer problemas relacionados aos pés. Aqui vai o porquê: problemas de circulação geralmente estão associados a pés de pessoas de idade, mas o fato é que qualquer pessoa pode ter esse tipo de problema. Quando não há sangue suficiente circulando nos pés, você pode sentir formigamento, dormência, cãibra e descoloração da pele e das unhas.

    Circunstâncias do dia-a-dia podem limitar o fluxo de sangue: quando os pés ficam gelados ao ar livre ou em água fria; quando os sapatos, meias ou roupas íntimas estão muito apertadas; mesmo quando você fica sentado por muito tempo com as pernas cruzadas. Fumar (em inglês) diminui a circulação do corpo todo, assim como beber muito café ou refrigerante cafeinado (tanto a nicotina quanto a cafeína comprimem os vasos sanguíneos). E se você estiver sob muita pressão, seus nervos podem comprimir seus vasos sanguíneos pequenos, diminuindo sua capacidade de conduzir o sangue. Alguns noivos nervosos realmente ficam com os “pés gelados”!

    Outras pessoas têm problemas de saúde contínuos, como a diabetes, que faz a circulação ficar mais lenta. Além disso, para a maioria de nós, um corte ou uma bolha no pé até incomoda, mas é um problema relativamente insignificante. Para um diabético, essas “pequenas” feridas podem ter sérias conseqüências. Os pés de um diabético têm duas desvantagens comuns que podem levar a problemas sérios e específicos.

    Além da circulação reduzida, uma perda da sensibilidade nos pés, chamada neuropatia, pode fazer com que o diabético não sinta pequenas dores que normalmente indicam que nos cortamos ou machucamos. Como resultado, os problemas menores podem passar despercebidos e não serem tratados, e se desenvolver uma infecção.

    Por esse motivo, saber como cuidar de seus pés é importantíssimo.

    Uma das melhores maneiras de evitar problemas nos pés é o cuidado preventivo.

     

     

  • ACUPUNTURA E AURICULOTERAPIA

    ACUPUNTURA E AURICULOTERAPIA

    A acupuntura é uma tecnologia de intervenção em saúde, que aborda de modo integral e dinâmico o processo saúde-doença no ser humano. Pode ser usada isolada ou de forma integrada com outros recursos terapêuticos. Ela tem origem na medicina tradicional chinesa (MTC) e compreende um conjunto de procedimentos, que permitem o estímulo preciso de locais anatômicos definidos por meio da inserção de agulhas filiformes metálicas, para promoção, manutenção e recuperação da saúde, bem como para prevenção de agravos e doenças.

    Como uma das ferramentas da MTC, utiliza linguagem que retrata simbolicamente as leis da natureza e que valoriza a inter-relação harmônica entre as partes visando à integridade.

    Como fundamento, aponta a teoria do Yin-Yang, divisão do mundo em duas forças ou princípios fundamentais, interpretando todos os fenômenos em opostos complementares.
    O objetivo desse conhecimento é obter meios de equilibrar essa dualidade.
    Também inclui a teoria dos Cinco Movimentos, que atribui a todas as coisas e fenômenos na natureza, assim como no corpo, uma das cinco energias (madeira, fogo, terra, metal, água).

    Sua origem e história

    A história da acupuntura confunde-se com a história da medicina na China. Seus primórdios remontam à pré-história chinesa, cerca de 5.000 AC. A linguagem escrita milenar permitiu a continuidade do conhecimento.
    Posteriormente, outros países orientais contribuíram para o desenvolvimento das técnicas de acupuntura.
    As notícias sobre acupuntura no velho mundo ocidental chegaram com os primeiros exploradores europeus, que visitaram o império Chinês, ainda na idade média. A denominação chinesa zhen jiu, que significa agulha (zhen) e calor (jiu), foi adaptada nos relatos trazidos pelos jesuítas no século XVII, resultando no vocábulo acupuntura (derivado das palavras latinas acus, agulha, e punctio, punção). O efeito terapêutico da estimulação de zonas neuro-reativas ou “pontos de acupuntura” foi, a princípio, descrito e explicado numa linguagem de época, simbólica e analógica, consoante com a filosofia clássica chinesa.

    Como funciona

    A Medicina Tradicional Chinesa parte do pressuposto que existe uma energia que permeia e dá vida a todos os seres. Esta energia, denominada, Qi, também se encontra nos seres humanos e circula no corpo através de 12 caminhos principais, denominados meridianos. A inserção de agulhas em determinados pontos destes meridianos faz a manipulação da energia Qi, para equilibrar as forças opostas do Yin e do Yang.
    Quando o Yin e o Yan estão em harmonia, o Qi flui livremente pelo corpo e a pessoa está saudável.
    Quando o indivíduo está doente, ferido, recém operado, ou se sente mal, tem conflitos emocionais, má alimentação ou outras dificuldades com o meio externo, significa que o fluxo da energia Qi está obstruído ao longo de um ou mais destes meridianos.
    Daí a inserção das agulhas na superfície cutânea, em pontos específicos – há centenas deles – para remover obstruções energéticas do Qi, prejudiciais à saúde, portanto, reparadoras do equilíbrio entre o Yin e o Yang.
    Dependendo da situação, essas agulhas podem ser giradas, aquecidas, estimuladas com correntes elétricas, ondas curtas, ultra som ou luz.

    O diagnóstico do acupunturista

    A acupuntura não trata a doença; e sim o doente. Ela utiliza as técnicas baseadas na lei dos 5 elementos e a lei do Yin e Yang para a promoção do equilíbrio e harmonização dos ritmos energéticos do paciente. Uma meticulosa anamnese, com a apreciação da variação dos sintomas, mais uma análise profunda das alterações do pulso; da morfologia da língua; e o conhecimento de fatores etiológicos importantes na Medicina Chinesa, como o vento, o frio, o calor, o verão, a umidade, o seco e o calor de fogo são importantíssimos para o plano diagnóstico e terapêutico do acupunturista.

    Sobre a língua: A avaliação da língua, por exemplo, (cor, forma e saburra) possibilita avaliar a condição energética (Yin e Yang), dos órgãos e das vísceras.

    Sobre o pulso: A avaliação do pulso (pulsologia) informa sobre o estado energético dos meridianos principais do corpo, evidenciando bloqueios ou deficiências. Esse exame permite identificar quais os procedimentos técnicos nos meridianos, que garantam a capacidade de adaptação energética do paciente às mudanças externas, como as climáticas sazonais, locais e etiológicas.

    Indicações

    A OMS – Organização Mundial de Saúde recomenda a acupuntura aos seus Estados-Membros, tendo produzido várias publicações sobre sua eficácia e segurança, capacitação de profissionais, bem como métodos de pesquisa e avaliação dos resultados terapêuticos das medicinas complementares e tradicionais. O consenso do National Institutes of Health dos Estados Unidos referendou a indicação da acupuntura, de forma isolada ou como coadjuvante, em várias doenças e agravos à saúde. Além disso, uma pesquisa publicada no fim de 2006 na China, pelo jornal oficial China Daily, informou que a acupuntura pode tratar 461 doenças, a maioria delas relacionada ao sistema nervoso e imunológico, aos aparelhos digestivo e geniturinário, e aos sistemas muscular e ósseo, além da pele.
    O responsável pelo estudo, é o Dr. Du Yuanhao, do Centro de Pesquisa de Acupuntura Chinesa de Tianjin.

    Ela é indicada:

    Analgésica – Dor de qualquer origem, crônica ou aguda.
    Antiinflamatória – Artrite e traumatismo
    Relaxante muscular – Contratura muscular, torcicolo
    Ansiolítica (calmante) – Insônia, stress, ansiedade, irritabilidade, síndrome de abstinência de dependência química
    Antidepressiva (leve) – Angústia, depressão, irritabilidade
    Broncodilatadora – Asma, enfisema, bronquite
    Vasodilatadora – Anomalias circulatórias (arteriais), AVC (derrame cerebral), angina de peito, seqüelas do infarto.
    Antiemética – Náuseas e vômitos de origem gastrointestinal, da gravidez e/ou pós-quimioterapia, constipação, gastrite, retocolite ulcerativa.
    Cicatrizante – melhoria da circulação, escaras, acne, incisões cirúrgicas
    Imunidade – Rinite, alergia, asma, herpes, sinusite
    Odontalgias pós-operatórias, paralisia facial
    Distúrbios hormonais – menopausa, impotência sexual, frigidez, infertilidade, TPM – tensão pré menstrual, distúrbios do crescimento.

    Contra-Indicações
    A Acupuntura deve ser realizada por um profissional capacitado, pois, é um procedimento invasivo, que exige conhecimentos de anatomia e fisiologia. Não existem contra-indicações e nem efeitos colaterais, salvo eletro-acupuntura em pacientes portadores de marca-passo.

    Auriculoacupuntura

    Esta é uma especialidade da Acupuntura que tem como foco o tratamento diretamente no pavilhão auricular (na orelha) tonificando assim os pontos patógenos, através de agulhas previamente preparadas para este fim.

  • MASSOTERAPIA

    MASSOTERAPIA

    A massoterapia tem desempenhado um papel importante nos cuidados gerais de saúde para muita gente, principalmente no mundo estressante como é aquele em que vivemos hoje. A massoterapia, como o nome sugere, consiste no tratamento ou terapia através de massagens e pode ser aplicada a diferentes partes do corpo ou de forma contínua em todo o corpo, para aliviar o stress e a tensão, diminuir as dores musculares, controlar a dor, eliminar traumas físicos, melhorar a circulação sanguínea e flexibilidade, promover a saúde e bem-estar e também melhorar a qualidade de vida.

    O massoterapeuta é o profissional que pratica a massoterapia e pode utilizar diversas técnicas de massagens de acordo com o seu diagnóstico. Isto é o que distingue a massoterapia de uma massagem comum. A capacidade de um profissional qualificado, neste caso o massoterapeuta, direccionar o seu trabalho em função das necessidades do cliente.Por exemplo, se o cliente tiver dores musculares ou quiser aumentar a flexibilidade o massoterapeuta usará um conjunto de técnicas de massagem da massoterapia diferentes das que usaria para um cliente que quer aliviar o stress e relaxar. No entanto, numa massagem comum, o massagista segue uma determinada sequência, geralmente igual para todos os clientes.

    O massoterapeuta pode-se especializar em diversos tipos de massagem. Uma pessoa que faz um curso de massoterapia passa a ser um profissional qualificado e pode trabalhar em locais como: clínicas de massoterapia, de estética ou reabilitação, clubes esportivos, spas entre outros. O massoterapeuta é o responsável pela seleção das melhores técnicas de massagens que cada paciente vai receber na sua sessão consoante as suas necessidades.

    A massoterapia engloba os mais diversos tipos de massagens, tanto de origem ocidental como oriental. Algumas das técnicas utilizadas na massoterapia são: A Drenagem Linfática, o Shiatsu, a Reflexologia Podal, o Do-in, o Tuiná, a Ayurvédica, a Tailandesa, a Massagem Relaxante entre outras.

    Abaixo estão alguns dos benefícios da massoterapia:

    1 – Estimula a circulação sanguínea de uma forma geral

    2 – Ajuda a controlar o estress, as tensões, a irritabilidade e ansiedade

    3 – Alivia e ajuda a combater as dores musculares

    4 – Ajuda a normalizar as funções fisiológicas

    5 – Contribui para o fortalecimento do sistema imunológico

    6 – Promove o bem-estar e uma melhor qualidade de vida

    7 – Contribui para a eliminação de resíduos metabólicos no corpo

    Lembre-se sempre antes de marcar e fazer uma sessão de massoterapia de contactar o seu médico. Ele vai avaliar se as técnicas envolvidas na sessão são indicadas para o seu caso em específico.

     

     

  • COMPROVAÇÃO DA CURA HOMEOPÁTICA

    COMPROVAÇÃO DA CURA HOMEOPÁTICA

    Frequentemente, a classe homeopática é surpreendida por críticas ao seu modelo terapêutico, na maioria das vezes por indivíduos que desconhecem os preceitos básicos da Homeopatia. O jargão mais utilizado é que a Homeopatia “não apresenta comprovação científica”.

    Lembrando que os pilares fundamentais da Homeopatia são o princípio terapêutico pela similitude e a experimentação dos medicamentos em indivíduos humanos (sadios), iremos discorrer nessa introdução sobre a comprovação científica da lei dos semelhantes, confirmada em inúmeros estudos clínicos e experimentais da Farmacologia moderna.

    Importa salientar que o modelo homeopático é fundamentalmente experimental, fruto da observação criteriosa do efeito das substâncias no organismo humano. Apoiado nestas evidências, Samuel Hahnemann propôs o tratamento pelo princípio da semelhança. Nos parágrafos 63 e 64 de sua obra máxima, Organon da arte de curar, Hahnemann estipula o mecanismo universal de ação das drogas, sistematizando-o: “todo medicamento causa certa alteração no estado de saúde humano pela sua ação primária; a esta ação primária do medicamento, o organismo opõe sua força de conservação, chamada ação secundária ou reação vital, no sentido de neutralizar o distúrbio inicial”.

    Observando que esta “ação secundária ou reação vital do organismo” poderia ser empregada de forma curativa, desde que direcionada no sentido correto, Hahnemann propôs um modelo terapêutico no qual se administra ao indivíduo doente um medicamento que causou (experimentação em indivíduos sadios) sintomas semelhantes aos seus, com o intuito de estimular uma reação do organismo contra a própria doença. Daí surgiu o princípio terapêutico pela similitude: “todo medicamento capaz de despertar determinados sintomas no indivíduo sadio, pode curar esses mesmos sintomas no indivíduo doente”.

    Assim fundamentado, Hahnemann passou a experimentar uma série de substâncias em indivíduos considerados “sadios”, anotando todos os sintomas (ações ou efeitos primários, patogenéticos) que neles surgissem, confeccionando com isto a Matéria Médica Homeopática. À medida que defrontava pacientes com sintomas semelhantes às drogas experimentadas, aplicava-as a esses enfermos, no sentido de estimular a reação vital, secundária e curativa do organismo, obtendo com isso a melhora progressiva e duradoura dos sintomas.

    Desse modo, a aplicação do princípio terapêutico homeopático implica no estimular uma reação homeostática e curativa do organismo, direcionada pelos efeitos primários da droga que causou nos experimentadores sadios sintomas semelhantes aos sintomas da doença original.

    Fundamentando cientificamente o princípio da similitude perante a Farmacologia e a Fisiologia modernas, vimos estudando nas últimas décadas os eventos adversos das drogas alopáticas e encontrando uma infinidade de evidências, tanto em compêndios farmacológicos quanto em ensaios clínicos e estudos experimentais, que descrevem uma reação secundária e oposta do organismo ao estímulo primário das drogas, confirmando as observações de Hahnemann e os pressupostos homeopáticos. Esta ação secundária e oposta do organismo, no sentido de manter a homeostase orgânica, é denominada efeito rebote ou reação paradoxal do organismo, segundo a racionalidade científica moderna.

    Ilustrando o acima exposto, teríamos que drogas utilizadas classicamente para o tratamento da angina de peito e que promovem, inicialmente, a melhora da dor torácica como efeito primário, despertam, como ação secundária ou efeito rebote, após a descontinuação da medicação ou tratamento irregular, exacerbação dessa dor torácica, tanto na frequência quanto na intensidade, em alguns casos não responsivos a qualquer terapêutica. Drogas utilizadas usualmente no controle da hipertensão arterial podem provocar uma hipertensão arterial rebote, como reação secundária ao estímulo primário. Agentes cardiotônicos, empregados no tratamento da insuficiência cardíaca, promovem, após a suspensão da administração, rebote hemodinâmico, com riscos de desencadear severos problemas cardíacos. Fármacos empregados para diminuir o colesterol, despertam um aumento rebote e significante do colesterol sanguíneo. No emprego de drogas psiquiátricas (ansiolíticas, sedativas, antidepressivas, antipsicóticas, etc.), observa-se uma reação do organismo no sentido de manter a homeostase orgânica, despertando como resposta secundária sintomas opostos aos esperados na sua utilização terapêutica primária, agravando os quadros iniciais. Medicamentos neurológicos, utilizados em sua ação primária para evitar convulsões, movimentos discinéticos ou contrações musculares apresentam, como reação secundária ou efeito rebote, uma exacerbação desses mesmos sintomas após a suspensão da medicação. Drogas antiinflamatórias, utilizadas primariamente para suprimir a inflamação, desencadeiam respostas paradoxais no organismo aumentando a inflamação. Drogas antiagregantes plaquetárias, empregadas por seu efeito primário na profilaxia da trombose sanguínea, promovem complicações trombóticas como ação secundária ou efeito rebote. Diuréticos, utilizados primariamente para diminuir a volemia (edema, hipertensão arterial, ICC, etc.), causam aumento da retenção de sódio e potássio, em consequência do aumento rebote da volemia. Medicamentos empregados para a acidez gástrica ou dispepsia (gastrites, úlceras gastroduodenais, etc.) promovem aumento rebote da acidez gástrica com consequente piora das gastrites e das úlceras gastroduodenais após o efeito primário antiácido. Fármacos empregados na asma brônquica desencadeiam piora da bronco constrição, como resposta secundária do organismo à suspensão ou descontinuidade do tratamento, etc.

    Trazendo algumas das muitas evidências encontradas na Ciência moderna sobre o princípio da similitude terapêutica, completo o relato com exemplos do emprego de drogas convencionais segundo o método homeopático. Utilizando-se da reação secundária do organismo como forma de tratamento (princípio homeopático), administrou-se um contraceptivo bifásico (anovulatório) para pacientes que apresentavam esterilidade funcional, incapazes de ovular e engravidar. Após a suspensão da droga, observou-se a ovulação em aproximadamente 25% das pacientes e, dentre estas, 10% engravidaram. Outras drogas modernas poderiam ser utilizadas segundo o método homeopático de tratamento, desde que provocassem no indivíduo humano os mesmos sintomas que se desejam tratar no indivíduo doente.

    Nesse breve relato, citei algumas evidências científicas do princípio de cura homeopático ou princípio terapêutico pela similitude, descritas com detalhes no livro “Semelhante Cura Semelhante: o princípio de cura homeopático fundamentado pela racionalidade médica e científica”.

     

     

     

  • TERAPIA HOLÍSTICA

    TERAPIA HOLÍSTICA

    TERAPIA HOLÍSTICA (Terapia = harmonizar, equilibrar; Holística = do grego holus: totalidade) é mais Qualidade e Bem-Estar em sua vida, utilizando-se de uma somatória de técnicas milenares e modernas, sempre suaves e naturais, proporcionando harmonia, autoconhecimento e incrementando sua capacidade de ser bem-sucedido.

    Aconselhamento, Terapia Floral, Terapia Corporal , Acupuntura, Auriculoterapia, Cromoterapia, Fitoterapia, Reiki, dentre muitas outras técnicas popularmente chamadas de ” terapias alternativas ” são aplicadas pelo Terapeuta Holístico, que procede ao estudo e à análise do cliente, realizados sempre sob o paradigma holístico, cuja abordagem leva em consideração os aspectos sócio-somato-psíquicos.Cada caso é considerado único e deve-se dispor dos mais variados métodos, para possibilitar a opção por aqueles com os quais o cliente tenha maior afinidade, promovendo a otimização da qualidade de vida, estabelecendo um processo interativo com seu cliente, levando este ao autoconhecimento e a mudanças em várias áreas, sendo as mais comuns: comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma, incremento na capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida (aumento máximo das oportunidades e minimização das condições adversas), além de conhecimento e habilidade para tomada de decisão. Avalia os desequilíbrios energéticos, suas predisposições e possíveis consequências, além de promover a catalização da tendência natural ao auto-equilíbrio, facilitando-a pela aplicação de uma somatória de terapêuticas de abordagem holística, com o objetivo de transmutar a desarmonia em autoconhecimento.

    Paradigma Holístico: tendência atual de abordagem em diversas áreas do saber, onde a visão de totalidade, de síntese e de interconexão entre todos os ítens se sobrepõe à análise e “dissecação” das “partes”. Exemplos: Terapia Holística*, Empresariado Holístico (meio ambiente, qualidade de vida do empregador e do funcionário, lucro, tudo é tido como interdependente e igualmente importante), Educação Holística (as matérias são estudadas interconectadas entre si).

    A profissão de Terapeuta Holístico é LÍCITA, ou seja, inexiste Lei que a preveja, limite ou impeça o seu LIVRE exercício. Entretanto, ela não é REGULAMENTADA, ou seja, não existe Lei ou Decreto Federal específicos sobre o tema. A ausência de Regulamentação pelo governo para muitas profissões tem sido altamente benéficas, para outras, nem tanto, pois a colocam como alvo de polêmicas e perseguições. A correta interpretação da Constituição Federal garante que a ausência de regulamentação por Lei Federal torna LIVRE o exercício profissional. A CBO – Classificação Brasileira de Ocupações registra mais de 30.000 profissões e destas, cerca de 17 possuem Lei regulamentando e órgão de fiscalização próprio. Ou seja, via de regra, a esmagadora maioria das profissões brasileiras são desregulamentadas, cabendo à “lei de mercado” a seleção dos trabalhadores, daí a grande importância da Auto-Regulamentação, das Normas Técnicas Voluntárias, Certificados de Conformidade e do CRT – Carteira de Terapeuta Holístico Credenciado, cuja adesão espontânea por parte do profissional, possibilita ao público interessado selecioná-los como seus escolhidos.

     

     

  • MEDITAÇÃO

    MEDITAÇÃO

    Em nosso dia a dia, nos vemos em volta de muitas decisões a serem tomadas, caminhos a decidir, pessoas a enfrentar. Tudo isso nos deixa cansados antes do tempo, ansiosos, temerosos com o futuro, inseguros com as decisões e com o corre-corre do dia a dia, e com a má alimentação, redes de fast foods, restaurantes sem controle nutricional, as pessoas estão mais propensas a terem sua pressão arterial desequilibrada, obesidade, dores musculares entre tantas outras doenças ou problemas decorrentes do estresse.

    As pressões do dia a dia fazem com que o indivíduo tenha um significado diferente da vida, pois este deixa de usufruir as diversidades e métodos simples e baratos para garantir uma melhor qualidade de vida. Se o destino da Humanidade é a evolução, então é preciso mudar o foco das atitudes, pensamentos e sentimentos, não estacionar no tempo e espaço e deixar fluir a vida, com mais leveza, consciência e amor próprio.

    A Arte de MEDITAR nada mais é que DITAR a si o controle emocional e mental. MEDITAÇÃO = ME DITA AÇÃO. Ou seja, com calma e equilíbrio é possível tomar diversas decisões e promover a sua própria vida condutas mais afortunadas. E em alguns testes, o índice de violência também diminui e muito, com grupos de meditação que aplicam a prática diariamente para essa finalidade, portanto, toda a comunidade se beneficia, pois a meditação também trabalha com o todo e não somente com o indivíduo.

    Quando resolvi adaptar este projeto, que inicialmente foi criado por uma empresa tendo como finalidade, aliviar o estresse e melhorar a autoestima dos funcionários, na época não havia o estudo dirigido de frases que hoje temos com a PNL (Programação Neurolinguística), e as diversas técnicas de meditação e mentalização que ela nos proporciona, e muito menos a preocupação em cuidar da alma das pessoas (tanto funcionários, alunos etc), já que o corpo é dividido em 4 partes: mental, físico, emocional e espiritual.

    Neste programa, são utilizadas algumas técnicas de PNL, meditação e aromaterapia, acompanhadas de orientações simples para uso diário, bem como exercícios de respiração para alívio do estresse.

    Quando as pessoas tomam consciência que são elas quem conduzem suas próprias vidas e passam a tomar as rédeas das situações, começam a ter uma melhor visualização dos fatos e a meditação proporciona a maior concentração e um quando mais amplo das possibilidades existentes para cada situação. Com isso a pessoa automaticamente volta a ser dona de si e realmente a SE DITAR novas regras para melhorar sua qualidade de sua vida. E é possível afirmar que para uma vida saudável, existe um corpo, mente e um espírito saudáveis. A mudança comportamental é inevitável e com isso a psicossomática ocorrerá positivamente.

    Por que a meditação faz bem a saúde?

    Já é conclusivo em diversos estudos e pesquisas feitos em instituições de credibilidade que a meditação:
    – tranqüiliza, dando equilíbrio emocional e mental;
    – proporciona maior concentração das tarefas mais simples até as mais complexas;
    – melhora a memória, uma vez que proporciona um controle mental;
    – o indivíduo também consegue seu controle emocional, evitando os altos e baixos emocionais que causam desequilíbrios até hormonais e em conseqüência levando o mesmo a doenças físicas.

    Como vários eventos na vida de uma pessoa podem desequilibrar toda sua estrutura física, emocional, mental e até espiritual, através das palestras que visam proporcionar o autoconhecimento e de forma adequada, elaborar um processo de melhorar os relacionamentos pessoais e interpessoais, é possível desenvolver, no grupo, o potencial de cada um e com isso eliminar pré-ocupações, nervosismo, irritabilidade, má alimentação somente na conscientização e meditação. Muitas doenças são psicossomáticas e através de processos milenares é possível a volta do equilíbrio energético e com isso o equilíbrio físico.

    FONTE: TERAPIA ALTERNATIVA PARA TODOS

  • A METAFÍSICA ATUAL

    A METAFÍSICA ATUAL

    A palavra “Metafísica” significa “além do físico, do material” (meta: além, e física: matéria). Assim, é compreensível que esse nome tenha sido dado a um “movimento de pensamento” que se difunde no Brasil, mais intensamente em São Paulo, há uns trinta anos, e que afirma e comprova que não somos seres passivos frente a um destino aleatório – cruel ou risonho, mas tão indecifrável quanto indeterminado – e sim agentes constantemente ativos, mesmo que nem sempre conscientes, de tudo aquilo que nos acontece de agradável ou desagradável. (mais…)

  • EQUILÍBRIO NÃO É CALMA

    Se uma pessoa é comumente calma, parece evidente que ficar irritada seja um sinal de que ela está em estado de desequilíbrio. Até aí tudo bem, já que, passado o motivo da irritação, ela voltará a ser o que sempre foi: calma. E novos momentos de desequilíbrio retornarão, como um desafio natural da vida.

    Mas, e se uma pessoa é mais agitada, dinâmica e gosta de participar de várias atividades ao mesmo tempo? Não se sentiria ela fora de equilíbrio se tivesse que ficar parada ou precisasse fazer uma coisa de cada vez ou ainda se não pudesse agir com todo o seu dinamismo característico? Não é uma boa ideia pedir a alguém assim que se “equilibre”, ou seja, que se “acalme”, pois sua estabilidade está em ser o que se é e não agir conforme o conceito ditado e aceito como “normal” pela maioria das pessoas.
    Se você quer sentir equilíbrio em sua vida, precisa observar-se e conhecer-se bem para saber qual o seu ponto de estabilidade (o seu e não o dos outros), que de forma alguma significa descanso. É claro que descansar é preciso, é necessário também manter-se calmo em situações que exijam decisões bem pensadas, mas não confunda descanso com sentir-se estável. Pois este último está relacionado com o fato de se estar bem em si mesmo, seja lá qual for sua maneira própria, natural e única de ser, frente a situações diversas que ocorrem em sua vida.

    Não queira ser igual a ninguém, nem usar o equilíbrio dos outros como modelo para sua vida. Ainda que você não acredite, você, e só VOCÊ, é modelo para si mesmo. Você não nasceu para ser igual; você nasceu para ser diferente – e gostar dessa diferença.

    Seja você mesmo, aceite a sua própria diferença e encontre o seu próprio equilíbrio.

  • A CONSCIÊNCIA METAFÍSICA

    A CONSCIÊNCIA METAFÍSICA

    Tudo o que se passa ao seu redor é de acordo com a atitude interior.

    Para compreender isso é importante lembrar que cada um reage de uma maneira própria à mesma situação. (mais…)

  • LOGOSOFIA NO DIA A DIA

    LOGOSOFIA NO DIA A DIA

    “Una ao esforço á inteligência; trabalharás menos e fará mais.”

    Raumsol (Carlos Pecotche)

    Você conhece o termo Logosofia ? Logosofia é a ciência do conhecimento de sí próprio.Ciência do conhecimento de si mesmo, da evolução consciente e da superação integral.

    A logosofia é uma ciência antiga, mas apenas no século passado, foi realmente consolidada como uma ciência de fato. Já dizia Sócrates na antiguidade: Conhece-te a ti mesmo.

    O termo “Logosofia” é formado de dois radicais gregos: logos e sofia. O primeiro pode ser entendido como ciência ou estudo. O segundo significa sabedoria. Assim, o vocábulo “Logosofia” pode ser entendido como a “ciência da sabedoria”, ou seja, um estudo que leva o interessado a alcançar a sabedoria universal, por meio de um método e uma técnica que são próprios desta ciência.

    Carlos Bernardo González Pecotche nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 11 de agosto de 1901. Com apenas 29 anos, reagindo contra a rotina dos conhecimentos e sistemas usados para a educação e a formação do ser humano, deu nascimento à Logosofia, ciência de profundo significado humanístico.

    O legado de sua obra abre o caminho para o cultivo de uma nova cultura e o advento de uma nova civilização que ele denominou “civilização do espírito”.

    Esta é a base para uma vida plena. É muito simples, basta olhar de fato para sí próprio e ver as coisas pelas quais somos de fato responsáveis, como nossas atitudes, palavras e pensamentos.

    No caso de realizações, simplesmente acreditar e agir.

  • O QUE É METAFÍSICA

    Pode ser definida como o estudo do ser ou da realidade, e se destina a buscar respostas para perguntas complexas como: O que é realidade? O que é a vida? O que é natural? O que é sobre-natural? O que nos faz essencialmente humanos? (mais…)

  • OS QUE HERDARÃO A TERRA

    OS QUE HERDARÃO A TERRA

    Há tanto que ser mudado, se quisermos construir o mundo melhor que é necessidade imperiosa de nossas consciências, neste limiar da Nova Era…

    Códigos, instituições, relacionamentos,a produção e distribuição dos bens da Terra, a educação, a perspectiva da ciência, a religiosidade, as artes curativas, a política,as artes…

    Tanto a ser mudado – e talvez um único fator, uma chave mágica nos daria entrada nesse mundo novo – cujo território, afinal, jaz no interior de nossas consciências, sendo o mundo lá fora mero reflexo.
    Essa pequena chave de acesso chama-se “respeito à Vida”.
    Não há uma única miséria, violência,desonestidade,injustiça,desiquilíbrio individual ou coletivo,neste planeta, que não resulte da ausência, em qualquer grau, desse valor essencial; começando pelo respeito incondicional ao ser humano – qualquer ser humano, seja como ou qual for – e estendendo-se a todas as formas de vida.
    Não nos foi ensinado, desde que nascemos, que a Vida é sagrada, e divinos todos os seres. Por isso, por nossa falta de revêrencia ao divino que habita todas as formas, podemos passar indiferentes por um ser divino jogado na calçada, podemos conviver com a existência de crianças com fome e velhos desampardos – todos divinos; admitimos a guerra, a pobreza e a desigualdade, a destruição da Terra e de seus filhos menores.

    Em suma: assistimos inertes ao desrespeito à Vida.

    A Vida, a Vida Divina, chama sagrada que anima a todos os entes,não é objeto de nossa reverência, respeito e amor. Inútéis serão todas as religiões, rituais e crenças, enquanto não ensinarem a humanidade a vivenciar essa suprema verdade.
    Por trás de coisas a priori tão diversas, como um plantador de arroz envenenando flora e fauna com seus pesticídas, indústrias jogando metais pesados na água que vamos beber, um motorista que ignora um idoso no ponto de ônibus,um traficante com drogas à porta de uma escola, um carroceiro que espanca seu cavalo, um jovem que mata os pais, pais que matam filhos, um político corrupto desviando verbas sociais, a mutilação e matança dos jovens nos matadouros das guerras e dos animais nos matadouros civis – uma única e verdadeira causa: nós não respeitamos a vida. Ela não é para nós um valor supremo (só nos textos).
    Sua sacralidade não basta para deter a mão dos torturadores, paralisar os linchadores, inibir os violentos, coibir os assassinos passionais. Por que?
    Ninguém ensinou aos maridos homicidas que não são donos da vida; nem aos adolescentes violentos pela miséria que uma vida vale mais que um par de tênis alheio. Por que?
    Porque nós, coletivamente, não respeitamos essa vida, de modo incondicional. E enquanto permanecemos na ilusão de que se pode pedir paz e exigir segurança num mundo sem esse respeito essencial, enquanto admitirmos a crueldade e a destruição de qualquer forma de vida inocente, tudo que fizermos será incapaz de mudar verdadeiramente o mundo.
    A única argamassa definitiva capaz de cimentar a construção desse Mundo Melhor será a consolidação, na consciência coletiva, desse princípio simples e difícil: A Vida é Sagrada. Um único artigo. Sem parágrafos. Sem exceções.
    Para as criaturas de boa vontade, que sinceramente desejam colocar-se no rol dos servidores da Vida, dos seres mansos e pacíficos – únicos que poderão renascer, dentro em breve, neste planetinha – há uma perplexidade: por onde começar? São tão vastas as mudanças requeridas, de atitudes, comportamentos e hábitos! O que pode fazer um único ser humano, no âmbito de sua singela vida ?
    Há uma sugestão simples, concreta e acessível, e contudo de alcance inimaginável: pare de matar (ou, retire a procuração para que o façam por você).
    Como? Você seria incapaz disso?
    Confira, por favor, no seu prato de cada dia.
    Se há seres animais sendo mortos para se transformarem em sua refeição – sendo isso, como é, tão desnecessário quanto nocivo á saúde – evidentemente o respeito á Vida não senta á mesa junto com você.
    Não existem vidas maiores ou menores: existe a Vida.
    E onde existe sensibilidade à dor e aos sofrimentos, causá-los é incorrer no pior de todo os carmas: o da crueldade.
    Há uma atitude individual concreta, possível e infinitamente poderosa, por seu alcance, em qualque um de nós, que se diga consciente da Lei Evolutiva, pode tomar para iniciar hoje a transformação deste mundo violento e biocida num outro, pacífico e fraterno: respeitar a Vida. Começando por defender o direito à vida de todos os seres indefesos do planeta, suspendendo a matança daqueles que a humanidade intitula indevidamente de comida.
    Podemos ensinar a nossos filhos o respeito incondicional a todas as vidas; podemos ensiná-los a respeitar e amar pássaros,insetos,gatos e cachorros,baleias,tartarugas-marinhas,golfinhos e micos-leões dourados; mas não podemos desmentir isso quando nós sentamos à mesa. Não podemos amar e matar, respeitar e destruir ao mesmo tempo.E se a nossa reverência à Vida for genuína, será contagiosa. E uma criança nossa defenderar um caracol de ser pisado, levará gentilmente um inseto perdido até a janela – e nunca, nunca, nunca, poderá ferir nenhum ser humano. Como nunca admitiu ou viu admitir que nenhum ser vivo fosse ferido.
    Utopia? Não. Existem crianças que foram criadas assim.
    Se houvesse mais, nós poderíamos sair tranqüilos pelas ruas à noite.
    Se houvesse muitas mais, seria impossível a qualquer demente com poder levar pessoas à guerra(aliás, não haveria dementes no poder). E se elas fossem a totalidade das crianças da Terra, este já seria aquele Mundo Melhor.