Rosie é uma robô… e ela trabalha no Serenata de Amor,
um projeto de tecnologia que usa inteligência artificial para auditar contas públicas e combater a corrupção. (mais…)

Rosie é uma robô… e ela trabalha no Serenata de Amor,
um projeto de tecnologia que usa inteligência artificial para auditar contas públicas e combater a corrupção. (mais…)

Em 1988, o professor John Boys, da Universidade de Auckland (Nova Zelândia), construiu o primeiro protótipo de fonte de alimentação elétrica que dispensava contato físico com os equipamentos alimentados. (mais…)

A pesquisa científica trouxe novas técnicas que permitiram a transferência de genes de uma espécie para outra, proporcionando uma gama de aplicações voltadas ao benefício da saúde da sociedade. A produção de insulina humana foi uma das principais conquistas da biotecnologia, por ser essencial para os portadores de diabetes. Ainda no campo da saúde, a biotecnologia é utilizada para produção de hormônios humanos e vacinas. (mais…)

Especialistas apontam para a necessidade de novas práticas de ensino que atendam as exigências da educação do século 21. Há aqueles que apostam nas tecnologias digitais como ferramentas indispensáveis capazes de endereçar essas demandas de ensino-aprendizagem.
No entanto, outros estudiosos garantem que, ao mesmo tempo em que a chamada era digital democratiza a informação, ela também pode estar desprovida de objetivos formativos, colocando a informação apenas a serviço do mercado, da publicidade, do consumo.
Para o especialista em educação brasileira, José Carlos Libâneo, antes de propor qualquer adoção tecnológica em sala de aula, é preciso, primeiro, que os professores repensem como ajudar no desenvolvimento das capacidades intelectuais dos estudantes por meio dos conteúdos de suas disciplinas.
“Penso que as características de todo bom professor precisam ser identificadas a partir de sua base pedagógica. Não são as tecnologias digitais que as definem e nem apenas as demandas da escola do futuro”, afirma ele, que é pós-doutor em Educação pela Universidad de Valladolid, da Espanha.
Libâno aponta três características fundamentais para a prática docente: dominar a matéria que ensina, saber como ensinar os conteúdos e identificar as necessidades individuais de cada estudante. Essas condições, afirma, são importantes para atender às novas exigências educacionais, como: formar jovens com capacidade reflexiva, capazes de fundamentar e lidar criticamente com a informação e a produção própria de conteúdo utilizando a palavra, a imagem, o movimento, o hipertexto etc.
No caso da primeira característica, o domínio do conteúdo que o docente leciona é imprescindível para a formação dos alunos. “Para um professor ensinar matemática aos seus alunos, por exemplo, ele precisa, primeiramente, e como condição absoluta, dominar o conteúdo. Nada feito sem saber o conteúdo que ensinará. É sumamente desejável que tenha uma cultura geral, ou melhor, uma cultura interdisciplinar”, diz.
Além disso, o educador também precisa saber como ensinar, mais especificamente, como pode ajudar o aluno a entender a lógica mental por trás dos conteúdos da disciplina. “Ele precisa identificar na matéria as capacidades intelectuais (conceitos, ações mentais) mais importantes a serem desenvolvidas e propor atividades e experiências que estimulem, envolvam e melhorem a aprendizagem ativa e a compreensão dos alunos”, assegura.
Conhecer o aluno
Por fim, é preciso identificar quem é o estudante ao qual leciona, principalmente seus motivos, seus objetivos subjetivos, a relação que ele tem com a matéria trabalhada. “É preciso saber em que contexto sociocultural e institucional ‘João’ vive, como esse contexto influi na sua aprendizagem e como esse contexto pode ser modificado. Entre essas práticas socioculturais incluem-se o contexto familiar, as foras de organização e funcionamento da escola, mas também o contexto das TICs [Tecnologias da Informação e Comunicação].”
De acordo com Libâno, só a partir dessas tarefas, consideradas “básicas”, é que as tecnologias digitais podem desempenhar um papel mais assíduo na prática docente.
“Como pedagogo, posso afirmar que as TICs atuam no âmbito psíquico dos estudantes, na sua relação com os objetos de conhecimento, nas formas de percepção, expressão e comunicação com os outros”, diz. “São inúmeros os benefícios. Elas ajudam a modificar as formas de aprender dos estudantes, seja definindo novas interações com os conteúdos, colocando os estudantes nas redes sociais, intervindo nas relações na sala de aula, entre outros.”
No entanto, ele pondera que é impossível aceitar que a escola trabalhe com o uso ferramental das tecnologias ou a partir de um currículo fixado apenas nas habilidades dissociadas do seu conteúdo e significado.
“Elas [as tecnologias], dessa forma, praticamente não contribuem para o desenvolvimento das capacidades intelectuais e a formação da personalidade dos estudantes. É necessário o domínio da linguagem informacional, habilidade de articular as aulas com as mídias e multimídias, as lógicas e modos de lidar com o conhecimento das tecnologias”, diz.

Reciclagem nos últimos anos, o volume de lixo urbano reciclado no Brasil aumentou. Entre 2003 e 2008, passou de 5 milhões de toneladas para 7,1 milhões, equivalente a 13% dos resíduos gerados nas cidades, segundo dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre).O setor movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Mesmo assim, o País perde em torno de R$ 8 bilhões anualmente por deixar de reciclar os resíduos que são encaminhados aos aterros ou lixões, de acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente. Isso porque o serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros.“Se os resíduos são misturados, em geral, apenas 1% pode ser reciclado. Se há a separação correta, o índice de aproveitamento passa para 70% ou mais”, explica a diretora-excutiva da Brasil Ambiental, Marialva Lyra. Ela destaca a importância da coleta seletiva para o processo da reciclagem.

Catadores
O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) surgiu no final dos anos 90 e hoje está presente em praticamente todo território nacional por meio de 600 bases, entre associações e cooperativas, e de 85 mil catadores organizados.
“Noventa e nove porcento do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores “organizados e não organizados”, relatou o articulador e um dos fundadores do movimento, Eduardo Ferreira de Paula, também secretário da Rede Latino Americana e do Caribe de Catadores.
O Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos de 2009, realizado pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, apontou que a participação das associações de catadores com apoio da prefeitura na coleta seletiva ocorre em 30% das cidades brasileiras.
A lei 11.445 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para fazer o trabalho de coleta seletiva. “Assim as cooperativas viram um negócio e não apenas uma atividade social”, afirma Eduardo Ferreira de Paula.
Para a socióloga, Elisabeth Grimberg, coordenadora-executiva do Instituto Polis, as prefeituras são fundamentais. “O poder público municipal terá que investir e coordenar todo processo e implantar tecnologias voltadas para a reciclagem e co-implementar processos de integração dos catadores, associações e cooperativas”, afirma.
O alumínio é o campeão de reciclagem no País, com índice de 90%, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010 do IBGE. Isso se deve ao alto valor de mercado de sua sucata, associado ao elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico.
Para o restante dos materiais, à exceção das embalagens longa vida, os índices de reciclagem variam entre 45% e 55%.

O Drama do entulho eletrônico
A obsolescência programada, que faz tudo ficar velho antes da hora, é o alimento para um dos grandes problemas ambientais de nosso tempo. Nos movimentados portos de Karachi, no Paquistão -o homônimo Karachi e Qasim-, cargueiros provenientes de Dubai transportam contêineres com peças velhas e quebradas de computadores.
O lixo eletrônico recolhido vem dos Estados Unidos, Japão, Austrália, Inglaterra, Kuwait, Arábia Saudita, Singapura e Emirados Árabes.
Esse material (carcaças de discos rígidos, monitores, impressoras ou mesmo aparelhos inteiros) é reciclado no bairro de Sher Shah, onde se separa o joio do trigo. Ali, mais de 20 000 pessoas vivem da reciclagem, que é feita sem cuidados com o meio ambiente ou com a saúde. Sher Shah tem o mais alto índice de casos de câncer de pulmão e de problemas respiratórios do país, por causa da inalação de gases tóxicos, emitidos durante o processo de separação das peças. “O quilo de metal extraído na reciclagem do lixo eletrônico é comercializado a 120 rupias, ou 1,40 dólar”, diz Madhumita Dutta, da organização Toxics Link India. Em Gana, na África, o quadro é semelhante.
O subúrbio de Agbogbloshie, da capital do país, Acra, é talvez o maior aterro eletrônico do mundo. É chamado pelos moradores de “Sodoma e Gomorra”. No local, gangues fazem pente-fino em drives de computadores, laptops, palmtops, tablets e smartphones provenientes dos Estados Unidos e da Europa, em busca não só de material a ser vendido, mas também de informações sigilosas dos antigos proprietários. Os dados, que permanecem em geral intactos no computador, mesmo obsoleto, são usados depois em golpes pela internet. “O lixo eletrônico é um dos problemas de mais rápido crescimento no mundo”, disse a VEJA a consultora Leslie Byster, da ONG International Campaign for Responsible Technology (Campanha Internacional pela Tecnologia Responsável).
O MAPA-MÚNDI DO FERRO VELHO, as idas e vindas do chamado e-lixo (em toneladas por ano).
Apesar de a Convenção de Basileia, na Suíça, em 1989, ter proibido o movimento entre fronteiras de resíduos perigosos (entre os quais as sobras eletrônicas), a legislação e notoriamente driblada pelos exportadores de traquitanas com chip, que etiquetam a carga como doação de equipamentos usados. O relatório ambiental de 2010 da ONU sobre lixo tecnológico calcula que são produzidos anualmente 50 milhões de toneladas. O relatório também prevê que o volume de dejetos procedentes de computadores abandonados crescera 500% em países como Índia, China e África do Sul ate 2020. O Brasil, o México e o Senegal são, entre as nações em desenvolvimento, os campeões mundiais de lixo per capita, com 0,5 quilo anual produzido por habitante.
O quadro brasileiro pode ser ainda mais grave. Segundo a professora Wanda Gunther, da Faculdade de Saúde Pública da USP, faltam dados e estudos nacionais amplos sobre o problema. mas o crescimento econômico fará aumentar a podridão eletrônica, em um caminho natural — e saudável, até que provoque sujeira — do capitalismo. As pessoas tendem a trocar seus produtos, passando a frente os já velhos e ultrapassados. Querem o novo, e o destino final do que já não presta, ou não tem interessados na cadeia econômica, e o descarte.
Simples assim. O nome do jogo, nesse caminho, e obsolescência programada, recurso de administração desenvolvido nos anos 20 pelo americano Alfred Sloan, então presidente da General Motors. Sloan criou um mecanismo, hoje tão natural que parece ter existido desde tempos imemoriais, de modo a atrair os consumidores a trocar de carro frequentemente, tendo como apelo a mudança anual de modelos e acessórios. Bill Gates, fundador da Microsoft, usou a estratégia nas atualizações do Windows, o onipresente programa de computador. Mais recentemente, a obsolescência programada virou regra nos produtos da Apple. O iPad foi lançado em janeiro de 2010. em marco de 2011, surgiu o iPad 2. Há rumores de que já em fevereiro de 2012 seja anunciada a versão 3. Não tardará que cheguem aos lixões do Paquistão e também aos da África, rejeitados. No início dos anos 90, a vida media de equipamentos eletrônicos nos estados Unidos era de quatro anos, num casamento entre a qualidade do material usado para o hardware e a espantosa velocidade de desenvolvimento dos softwares.
Hoje, a vida media é de um ano e meio. Segundo Neil maycroft, professor da Lincoln School of Art & design, da Inglaterra, a curta existência dos aparelhos e resultado de dois fatores. “de um lado, os produtos são feitos para durar pouco. De outro, ha a obsolescência estilística”, diz. “Somos regidos pela cultura de trocar a cada ano de modelo — de computador, de tablita, de celular — quando o antigo ainda funcionava muito bem”, diz maycroft. Trata-se de uma das características mais evidentes de nosso tempo, o efêmero a impor hábitos. Não e postura necessariamente danosa, e sim produto da agilidade da tecnologia ancorada nos espetaculares avanços dos microprocessadores associados a internet. Segundo o instituto de pesquisa Gartner, 364 milhões de PCs e 468 milhões de celulares e smartphones serão vendidos globalmente ate o fim deste ano. E um mar de equipamentos que presumivelmente engrossara as estatísticas do lixo tecnológico ate 2014. O nó eletrônico parece um nó górdio — impossível de desatar. “E necessária uma legislação internacional mais rigorosa sobre o problema”, diz Leslie byster.
Porém, como salienta o especialista em sustentabilidade britânico James Clark, da Universidade de York, não haverá solução sem a conscientização das vantagens econômicas envolvidas na reciclagem do lixo eletrônico. “o Japão, graças a um programa benfeito de reaproveitamento de equipamentos, hoje acumula três vezes mais ouro, prata e o metal índio (usado na fabricação de telas de cristal líquido e painéis solares) do que o mundo usa anualmente”, diz Clark. Iniciativas como a japonesa, na contramão da deposição pura e simples, numa selva de malversações e contrabando, alimentam um negócio interessante, e de futuro, desde que organizado e com regras claras. O mercado de reciclagem do lixo eletrônico crescerá dos 5,7 bilhões de dólares atuais para 15 bilhões de dólares até 2014. Há solução para o drama do lixo eletrônico, e ela é limpa.

Energia solar é designação dada a qualquer tipo de captação de energia proveniente do sol, esta pode ser luminosa ou térmica é captada e transformada em uma outra forma para utilização em nossos sistemas. Tais utilidades podem ser desde aquecimento de água ou e ambientes energia elétrica através de células fotovoltaicas.
Biomassa – Em se tratando de geração de energia a biomassa abrange derivados de organismos vivos que são utilizados como combustíveis ou na produção destes. Neste caso estamos excluindo os combustíveis fosseis (embora sejam derivados de origem vegetal ou animal), pois, são altamente poluentes e necessitam de muito tempo para serem geradas.
A biomassa pode e deve ser considerada como fonte de energia renovável pois podemos plantar ou criar nossas fontes primárias – biocombustíveis a partir de óleos vegetais – por exemplo. A energia da biomassa é a partir de processos de como a combustão de material orgânico produzida e acumulada em um ecossistema, parte dessa é utilizada pelo próprio ecossistema em sua manutenção, porém mesmo assim tem baixo custo, é renovável, permite o reaproveitamento de resíduos, é menos poluente que outras formas. A queima de biomassa provoca a liberação de dióxido de carbono na atmosfera, este por sua ves havia sido previamente absorvido pelas plantas que deram origem ao combustível, o balanço de emissões de CO2 é nulo.
Biodigestores são ótimos exemplos de sistemas para produção de combustível (biogás) e ainda, fertilizantes biológicos para lavouras. É um exemplo de utilização da biomassa. Hoje no Brasil programas de eletrificação rural estão levando energia elétrica para varias regiões onde até pouco tempo não existia tal recurso. Isto porém poderia ter seus custos financeiros e ambientais reduzidos caso fossem estimulados a utilização de micro-centrais por biodigestores. Nosso pais têm as condições climáticas favoráveis para explorar a imensa energia derivada dos dejetos animais e restos de cultura e substituir o gás de bujão e o combustível líquido (querosene, gasolina, óleo diesel), com isso teríamos mais recursos para homem urbano aliviando significativa parcela de importação de derivados do petróleo. No Brasil os estudos com biogás foram iniciados de maneira mais intensa na década de 1970, entretanto, os resultados alcançados já apresentam ótimas tecnologias e pode nos torna aptos a desenvolver programas alternativos com esse tipo de fonte energética.
Energia eólica tem sido aproveitada a muito tempo em civilizações antigas para mover embarcações, estas eram impulsionados por velas. Muitos também eram os moinhos de vento que tinham suas engrenagens movidas pela ação do vento sobre suas pás. Esta energia era transformada em energia mecânica para moer grãos ou bombear água, em muitos casos durante a execução de obras eram utilizados para drenar canais.
Atualmente esta fonte de energia natural é considerada uma das mais promissoras, justamente pelo fato de ser renovável – permanente. Estas fontes podem abastecer turbinas eólicas ligadas a redes elétricas ou podem atuar de forma isolada em locais de difícil acesso ou em que não ajam outra fontes. No Brasil já temos algumas iniciativas para geração de energia elétrica com tal recurso, porém ainda é muito pouco utilizado o rico potencial que aqui existe. Este tipo de energia também é utilizado para irrigação.

Clima e microclima
Como já vimos o planeta esta se adequando quanto as suas necessidades climáticas assim, mais do que nunca precisamos analisar as questões climáticas para elaborar nossos projetos. O clima é um fator muito importante e pode ser limitador para diversidade em um ambiente.Cada região tem seus climas característicos predominantes, (secos, temperados, subtropical, úmido tropical, etc), mesmo assim podemos observar os microclimas. Estes estão relacionados a topografia, vegetação, tipos de solos entre outros. Uma estrutura bem posicionada pode criar um microclima favorável a determinadas plantas e climatização natural para ambientes internos.
No Brasil existem vários biomas e ecossistemas com característica peculiares, isso nos motiva cada vês mais a pensar na questão de trabalhar microclima e aperfeiçoar pequenos espaços. Devemos analisar a constância e velocidade dos ventos, a umidade relativa do ar devido, influência de um rio.
Os microclimas variam em propriedades vizinhas, por isso devemos observá-los a fim de posicionar melhor qualquer estrutura de que iremos necessitar. Também esta observação nos permitirá melhores plantios e colheitas mais fartas. Uma casa em região fria deve ser construída de maneira que o sol aqueça esta a maior parte do dia. Árvores que servem como quebra ventos podem também direcionar este para locais em que desejamos mais ventilação natural.
No sistema permacultural os solos são vistos como fator positivo e não limitante, em algumas regiões as metodologias aplicadas quanto ao manejo e uso de solo com técnicas da permacultura provaram ser ótimos para recuperar, melhorar e utilizar de forma mais sustentável tal recurso. Em zoneamento veremos que a zona I é selecionada com base em informações sobre o solo, para tal devemos construir a casa e colocar os elementos ligados diretamente a esta onde tiver o melhor solo do sitio, com isso o trabalho será adiantado e os resultados serão mais rápidos. As culturas e intensidade de uso do solo antes de nossa chegada também são informações muito importantes para nos auxiliar no planejamento. Um solo “limpo” ou que tenha sido durante muito tempo queimado necessita de cuidados especiais. Tal local é facilmente degradado pelo vento ou escorrimento superficial. No sistema permacultural três enfoques principais quanto às questões de uso do solo, isso interfere nas relações de perda deste.
* Plantar florestas e arbustos com fins de reflorestamento – estas áreas depois poderão se tornar produtivas em alimentos se praticados métodos de Agroflorestas;
* Utilizar sistemas de arados que não revirem o solo – nestes casos, animais podem ser utilizados, pois, além de arar estes também auxiliam na fertilização;
* Estimular a biodiversidade no solo e cobertura morta – as minhocas são ótimas para arejar solos compactados.
É preciso entender que algumas plantas que chamamos de invasoras estão preparando solos degradados para que outras espécies possam se fixar – sucessão ecológica. Os níveis que caracterizam um solo de qualidade dizem respeito à umidade, oxigênio, nutrientes e matéria orgânica. Ao pensarmos em reabilitação de solos devemos obserar alguns passos intervenções;
Conter, evitar e corrigir erosão, corrigir e controlar os escorrimentos superficiais;
Adicionar matéria orgânica ao solo com plantio de coberturas e adubação verde;
Promover a aeração da terra compactada – para tal em determinadas situações utilizar maquinas em processos inicias;
Corrigir solos e regular o pH através de plantas especificas, melhor que mudar o pH – solos ácidos (carvão, cal, gesso, magnesita) agem de forma lenta e eficiente. Solos alcalinos (fosfato acido e urina para potássio). Sangue, ossos, estercos e compostos ajudam a neutralizar o pH em qualquer tipo de solo.
Nutrir o solo com minerais orgânicos – evitar fertilizantes sintéticos e/ou solúveis. Sementes podem ser peletizadas e pulverização foliar com biofertilizantes são idéias.
Os resultados serão solos vivos e ricos em biodiversidade, capazes de receber água mais facilmente e conduzi-la para que as plantas se utilizem deste recurso.
As plantas da região, sua densidade e característica sazonais influenciam no microclima – florestas e matas nativas ou vinhas, plantações, arbustos cultivados influenciam no sitio, fazenda ou chácaras. Estas provocam transpiração, transferência de calor, sombreamento, proteção contra ventos, isolamento térmico, além de fornecer inúmeros outros produtos e serviços. Com a transpiração as plantas convertem água em vapor e umedecem o ar em sua volta propiciando melhores condições climáticas para todo o ambiente. Isso apóia a cultura de outras espécies com menos resistência a climas secos. Tal função é semelhante ao suor dos animais que esfriam seu corpo por meio deste. Podemos promover estas atividades com plantas de vários tamanhos de acordo com as necessidades do local, também e inclusive em ambientes internos é possível promover a transpiração e assim climatizar-los.
Com as plantas sombreando um terreno este pode perder até 20% de sua temperatura estando protegido do sol em excesso. Devemos projetar nossas propriedades com plantas de acordo com a necessidade de mais ou menos luz e calor. Vegetação provem madeira para energia, construções e moveis, (esta deve ser maneja com cuidado). Possibilitam a produção de alimento com fontes de néctar para abelhas e de uma forma geral melhora a vida em volta do sitio. A forma como a vegetação cultivada estará disposta na fazenda depende das necessidades e características climáticas do terreno. As espécies da família das leguminosas entre outras operam no solo juntamente com organismos para fixar Nitrogênio. Este em abundância na atmosfera, transfere-se para o solo formando nódulos que vão ajudar outras espécies. Ao trabalharmos com espécies com tais funções estamos facilitando a recuperação da terra e diretamente. De forma positiva estamos interferindo nos processos para favorecer a sucessão ecológica.
Topografia se traduz mais simplesmente como sendo a forma da terra ou a maneira como o terreno se mostra através de planaltos, planícies, montanhas, serras, depressões ou outras denominações locais de cada região, significa até que ponto o terreno é plano ou ondulado. Mudar características topográficas na maioria das vezes é caro e altamente impactante e, mesmo as intervenções mais simples devem ser bem pensadas e planejadas para utilizar da melhor maneira possível as dobras do terreno, curvas de nível e outros aspectos.
A topografia do local influência nos microclimas e esta pode ser benéfica dependendo do modo e nível de mudança que causamos no relevo do terreno. Uma terraplenagem em grande escala pode interferir de forma definitiva, ou levar anos para que o local volte a ter sua climatização natural de antes. A própria ciclagem de nutrientes é atrapalhada com terraplenagem extensa – nestes momentos são comuns vemos muita terra orgânica sendo entulhada e desperdiçada. Esta fará falta no momento de plantar no terreno em volta das estruturas. A topografia exerce papel importantíssimo na drenagem do local e podemos utilizar este aspecto para ter plantios mais produtivos e diversificados de acordo com este fluxo, seu ritmo e capacidade. Determina a profundidade dos solos e acesso a estes, também influência no consumo de energia com transporte dentro da propriedade e no próprio ritmo e intensidade de trabalho humano, animal ou mecanizado.
Devemos observar se existem áreas suscetíveis a alagações ou erosão, bem como inclinações, elevações, gargantas ou montes rochosos, todos devem ser estudados e com a imaginação e criatividade do permacultor, estes fatores devem ser utilizados para promover a otimização do terreno. As direções são muito importantes (norte, sul, leste e oeste), influenciam de forma direta nas questões de climatização natural de estruturas.
Já discutimos sobre os posicionamentos dos elementos e as conexões que podem haver ou ser estimuladas entre estes. Além disso, são inúmeros os elementos e as mais variadas funções. Muros, barrancos, treliças, cercas vivas, estufas podem atuar como produtores de alimento e auxiliares na climatização. Açudes e outros elementos armazenadores de água também produzem comida, reciclam nutrientes, fornecem matérias primas para produção de energia e protegem vida silvestre. Parreiras ou caramanchão podem ser construídos ao redor de habitações ou oficinas, podendo assim ser utilizados como área de trabalho ao ar livre, produzir alimentos e para lazer.
Quebra ventos reduzem a velocidade deste e amortecem os efeitos que causam erosão, protegem plantações mais sensíveis, reduzindo perdas com sementes. Estes elementos atuam positivamente sobre a temperatura do ar e do solo aumentando a umidade. Além desses fatores e muitos outros protegem animais de tempestades, frio ou calor em excesso.
Até o momento estivemos observando, analisando e buscando compreender inúmeros fatores sob diferentes aspectos visando entender todas as energias externas que tenham influência dentro do local como: luz solar, relevo, ventos, chuvas, riscos de catástrofes como: incêndios, enchentes, poluição atmosférica, chuvas ácidas, estas devido a centros urbanos próximos.
Depois de observarmos as diversas possibilidades de interferência destes fatores, devemos planejar de maneira a utilizarmos tais energias em nosso favor, ou no caso de catástrofes, como nos protegermos delas ou minimizarmos seus efeitos. Para tal realizamos uma divisão da propriedade em setores, no centro deste colocamos nosso sítio, fazenda ou chácara e a partir dele planejamos a nossa volta e em todas as direções. Demarcamos nossos setores de acordo com as informações que coletamos. Exemplos: qual setor tem sol no inverno e no verão, onde estão os ventos predominantes, setor de risco de incêndio, onde podem ter corredeiras em caso de chuvas fortes e assim por diante. Nestes setores estarão nossos elementos, estruturas, plantios, abrigos, casa, acessos entre outros.
Como vimos os setores são criados com base nas energias externas ao local, já o zoneamento trata das internas, nestes casos tem muita importância as atividades humanas, fluxos de nutrientes e movimento das águas. Devemos pensar e elaborar nosso projeto planejando a menor realização de trabalho possível, bem como o menor consumo de matérias, recursos e energias. Para isso a conexão entre os elementos é determinante. O que cada elemento vai produzir de trabalho, como e onde este produto de tal trabalho será consumido são exemplos do que pensar. A busca por maior eficiência energética possível, deve ser objetivo constante. As distâncias entre cada estrutura ou elemento são muito importantes para determinar resultados satisfatórios e eficientes.
No projeto permacultural definimos seis (06) zonas básicas que dizem respeito a todo sítio e seus elementos. Lembrando sempre que quanto amor a área, maiores serão as necessidade para manutenção.
Zona 0 – Este é o primeiro elemento a ser pensado – nossa casa, o centro do sistema, a partir do qual iniciamos o nosso trabalho, pondo a casa em ordem, esta, bem como a sua volta existem muitos espaços que podem se tornar produtivos. Peitorais de janelas, laterais de parede, o próprio teto (exemplo de telhado vivo). Toda a habitação pode ser planejada ou modificada para que seja mais eficiente na utilização de recursos e na produção de alimento. Além disto, estamos climatizando naturalmente os ambientes internos regulando a temperatura na habitação, além de utilizar os microclimas criados pela existência da própria estrutura.
Zona 1 – Esta compreende a área mais próxima da casa, e de acordo com a necessidade de visitas diárias, é onde colocamos os elementos como: a horta, as ervas culinárias, jardins com policultivo para também produzir alimento, alguns animais de pequeno porte e árvores frutíferas de uso freqüente. Também é onde concentraremos a armazenagem de ferramentas e de alimentos, para utilização em longo prazo. Entendemos que a horta é um elemento essencial da Zona 1, pois funciona como base de sustentação da alimentação da família. Ela poderá ser manejada com o auxílio de animais que façam o trabalho de fertilização e controle de insetos. Nesta zona também incluímos elementos necessários à nossa sobrevivência: água potável, espaço para a produção de composto e uma área de serviço para apoiar a horta e cozinha.
Zona 2 – Esta zona oferece apoio e proteção a primeira e poderá ficar um pouco mais distante da casa, nela estarão elementos que necessitam de manejo freqüente sem a intensidade, porem com menos intensidade que os da zona 1. Frutíferas de médio porte, galinhas e tanques pequenos de aqüicultura poderão fazer parte desta. Outros animais menores como patos, gansos, pombos, coelhos, codornas e outros de acordo com a região e suas características.
Zona 3 – A zona 3 ficará mias distante da zona 0, podendo receber culturas com fins comercias as quais necessitam de espaços maiores, e que dispensam manejos diários. Sistemas de florestas de alimentos também poderão ser implantados. Animais de médio e grande porte, com rodízio de pastagens também são colocados nesta zona, os produtos terão fins geralmente comerciais: frutas, castanhas, cereais e grãos, tanques para peixes, pocilgas entre outros elementos essenciais à diversidade da produção.
Zona 4 – Visitada raramente, nela poderemos incluir a produção de madeiras valiosas, açudes maiores e a produção de espécies silvestres comerciais. Em regiões de floresta, o extrativismo sustentável e o manejo florestal também poderão fazer parte desta Zona, bem como a recriação de florestas de alimentos em regiões que foram desmatadas.
Zona 5 – Esta zona servira com objeto de pesquisa e só entraremos para aprender ou para uma coleta ocasional de sementes. É onde não interferimos, permitindo, assim, que exista o desenvolvimento natural da floresta. Sem esta Zona ficamos sem referência para a compreensão dos processos que tentamos incluir nas outras zonas.
É importante incluir elementos de armazenamento e captação de água e nutrientes em todas as zonas, a partir do ponto mais elevado da propriedade.