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  • MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL

    MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL

    Ela não é uma religião, filosofia ou estilo de vida. A meditação transcendental é um método de autodesenvolvimento que é capaz de aquietar a mente, mas também melhorar a tomada de decisões, a criatividade e afastar o estresse, a depressão e até doenças cardiovasculares.

    O objetivo desta meditação é fazer a mente transcender, ou seja, atingir o repouso profundo, diminuindo a quantidade de pensamento. Diferente dos outros métodos de meditação conhecidos, a transcendental não exige concentração, direcionamento, nem esforço. “É uma técnica natural que funciona com as tendências normais do corpo humano”, explica o professor Jacinto Osawa, da Sociedade Internacional de Meditação.

    Trazida para o mundo ocidental em 1958 pelo guru indiano Maharishi Mahesh Yogi, a técnica utiliza mantras, conjuntos de sons e ultrassons, que atuam no corpo de quem o vocaliza, trazendo benefício a curto e longo prazo. “Temos um conjunto de mantras armazenados. Eles são ensinados individualmente para a pessoa, que não precisa estar necessariamente em um ambiente específico para entrar em estado de meditação. Basta apenas que se esteja sentado confortavelmente em uma cadeira”, diz o professor Jacinto.

    Meditação transcendental
    Os benefícios

    Mais de 600 estudos, feitos por importantes universidades dos Estados Unidos e da Europa, já foram divulgados atestando os benefícios da meditação transcendental para o corpo e para a mente. “A comunidade médica teve seus olhos voltados para a meditação transcendental a partir da década de 70. Desde então, há cada vez mais pesquisas, que mostram resultados positivos”, conta Elisa Haruma Kozasa, pesquisadora do departamento de psicobiologia da Unifesp.

    A meditação pode auxiliar alguém a ter uma vida mais saudável porque, por meio dela, a pessoa tende a levar uma vida mais tranquila, o que contribui para o aumento da qualidade e expectativa de vida. É por meio desse tipo de meditação que a mente é conduzida para o estado de repouso profundo e assim, o corpo identifica onde estão localizados os problemas e direciona automaticamente todas as energias para lá. “O segredo da meditação está em possibilitar a mudança de foco, ou seja, a pessoa deixa de pensar nos problemas e foca somente no mantra, no momento presente. Com isso, o corpo produz uma resposta de relaxamento, com a liberação de hormônios, como a endorfina, os batimentos cardíacos ficam reduzidos e a respiração fica mais lenta”, explica Elisa.

    A pesquisadora conta ainda que, somente através da meditação, é possível ficar relaxado e, ao mesmo tempo, em estado de alerta. “Quando você medita, entra em um estágio diferente de consciência, que está entre a vigília física e o estado de sono, e essa tranquilidade atingida nesse estágio diferente faz muito bem para a saúde mental e corporal”.

    Grande parte dos benefícios são imediatos e melhoram com o passar do tempo. Entre os mais significativos estão:

    – O fortalecimento da comunicação do córtex pré-frontal do cérebro, o que permite desenvolver o funcionamento total do cérebro. O praticante de meditação transcendental tende a ter um pensamento prático mais forte e coordenar a tomada de decisões, graças ao aumento nas funções executivas;

    – A abertura da percepção a um campo de criatividade e inteligência, localizada nas profundezas da mente;

    – A redução da ativação do sistema nervoso simpático, que por sua vez dilata os vasos sanguíneos e reduz os hormônios do estresse;

    – A melhora da saúde cardiovascular;

    – O combate à depressão, na medida em que estimula o bem-estar físico e mental;

    – A ajuda na libertação de vícios como o tabaco, o álcool e outras drogas;

    – Reduz a ansiedade e os níveis de colesterol ruim, além de combater a insônia e a síndrome metabólica.

    Embora natural, a técnica requer instruções para ser usada de forma correta. Para isso, a Sociedade Internacional de Meditação indica o aprofundamento da técnica por meio de cursos e aulas. Como explica o professor Osawa, não é necessário nenhum tipo de conhecimento teórico para que se pratique a meditação, por isso, qualquer pessoa pode procurar as aulas. “Não há restrições de idade, nem de condição física ou mental. É importante que se tenha a mente voltada desde cedo para a saúde do corpo”, comenta o professor.

  • AUTOCONTROLE E MEDITAÇÃO

    AUTOCONTROLE E MEDITAÇÃO

    No instante de fúria, tudo parece conspirar para que você pule no pescoço de alguém: o coração dispara, as pupilas se dilatam, os músculos recebem mais sangue e se preparam para o ataque. Seria um combate feroz se não fosse seu próprio cérebro, que, sem você contar até dez, se lembra das prováveis consequências do embate.

    É fácil concluir que não existe vida social sem autocontrole. A ciência provou e já deu até o endereço de onde fica a regulação das emoções no cérebro. A boa notícia é que as últimas descobertas dão esperanças aos mais impulsivos: com treino, dá para melhorar o controle emocional.

    Elisa Harumi Kozasa, neurocientista do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein, é uma das autoras de um estudo recém-publicado na revista internacional “NeuroImage”. A pesquisa comparou o desempenho de pessoas que meditam com o de quem não medita em uma atividade que exige controle de impulsos. Saiu-se melhor quem meditava.

    “O treinamento em meditação modifica as áreas cerebrais. O córtex fica mais espesso em partes relacionadas à atenção, à tomada de decisões e ao controle de impulsos”, explica.

    Além de meditação, os treinamentos para autocontrole envolvem terapia comportamental e técnicas de reconhecimento facial de emoções. A ideia não é aprender a engolir sapos ou a forjar um pensamento positivo. “Suprimir a raiva ou o estresse é ‘autoilusão‘, não autocontrole. É preciso entender o que causa o impulso, não rejeitá-lo”, diz José Roberto Leite, psicólogo e pesquisador da Unifesp.

    Emoções são respostas do organismo a estímulos internos ou externos. O que determina o tamanho do pavio da pessoa ou o quanto ela é ansiosa não é só “gênio”.

    “Há um papel da genética, mas a influência do ambiente e do comportamento é grande. Quem vive em ambientes com pessoas ansiosas tem mais tendência a ser ansioso”, explica Kozasa.

    Sentir raiva ou nojo, duas emoções universais, é involuntário e fisiológico: todos sentem. Mas o que será feito com esse impulso pode ser uma escolha, de acordo com a monja Coen, primaz da Comunidade Zen Budista. “Podemos controlar o que fazemos com as nossas emoções. Para isso, é preciso saber reconhecê-las e nomeá-las.” É aí que entra a meditação.

     

    ATENÇÃO PLENA

    “É como arrumar a casa”, define Stephen Little, instrutor de práticas de redução de estresse e de autocuidado do Hospital Israelita Albert Einstein. “Meditar ajuda a criar caminhos neurológicos mais claros. É como abrir uma brecha entre a emoção e o instante da decisão.”

    Como o foco da atenção é redirecionado –por exemplo, para a respiração–, a técnica treina a concentração, fundamental para manter o controle. As distrações contribuem para que sejamos levados pelas emoções, no estilo “deixa a vida me levar”, explica Little.

    Em um mundo de distrações, concentrar-se não é nada fácil. Quem nunca meditou pode achar a prática difícil pelo simples fato de precisar ficar quieto, sem estímulos externos. O jeito mais simples de conseguir isso é prestando atenção à respiração. Mas há outras formas, como repetir mentalmente uma palavra ou expressão ou deixar o pensamento fluir.

    O único porém é que os efeitos não são imediatos. Os melhores resultados aparecem em estudos com pessoas que praticam a técnica há mais de dez anos. “Mas dá para ter uma boa diferença em oito semanas”, incentiva Kozasa. Ela se refere a um programa de 45 minutos por dia, com acompanhamento.

    A curto prazo, na hora que der vontade de rodar a baiana, o velho truque de controlar a respiração ajuda de verdade (veja abaixo como isso pode ser feito).

    A psicóloga Ana Maria Rossi, autora do livro autocontrole nova maneira de gerenciar o estresse (Best Seller), afirma que, quando alguém tenta se controlar, o principal erro é o de se concentrar exatamente no sentimento que quer inibir.

    “Pensamos: ‘Não vou ficar nervosa’. Isso só atrapalha. O cérebro não entende a negativa. É preciso mudar o foco.” Ela recomenda a técnica da visualização: “Quem tem medo de falar em público pode se imaginar em uma situação de completo domínio.”

    Para José Roberto Leite, não basta só pensar no controle emocional. “Controlar as emoções é apenas um dos aspectos. Se eu não tenho ataques de raiva ou de ansiedade, mas como desesperadamente, não adianta nada. Há vários tipos de controle.”

    Segundo ele, é comum a pessoa priorizar uma das áreas –a profissional, por exemplo– em detrimento das outras. “Há várias esferas: a física, a psicológica, a profissional. É preciso encarar a vida como uma empresa que tem que ser gerenciada em vários aspectos, senão vai à falência.”

    POR: JULIANA VINES

    FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO 

  • MEDITAÇÃO

    MEDITAÇÃO

    Em nosso dia a dia, nos vemos em volta de muitas decisões a serem tomadas, caminhos a decidir, pessoas a enfrentar. Tudo isso nos deixa cansados antes do tempo, ansiosos, temerosos com o futuro, inseguros com as decisões e com o corre-corre do dia a dia, e com a má alimentação, redes de fast foods, restaurantes sem controle nutricional, as pessoas estão mais propensas a terem sua pressão arterial desequilibrada, obesidade, dores musculares entre tantas outras doenças ou problemas decorrentes do estresse.

    As pressões do dia a dia fazem com que o indivíduo tenha um significado diferente da vida, pois este deixa de usufruir as diversidades e métodos simples e baratos para garantir uma melhor qualidade de vida. Se o destino da Humanidade é a evolução, então é preciso mudar o foco das atitudes, pensamentos e sentimentos, não estacionar no tempo e espaço e deixar fluir a vida, com mais leveza, consciência e amor próprio.

    A Arte de MEDITAR nada mais é que DITAR a si o controle emocional e mental. MEDITAÇÃO = ME DITA AÇÃO. Ou seja, com calma e equilíbrio é possível tomar diversas decisões e promover a sua própria vida condutas mais afortunadas. E em alguns testes, o índice de violência também diminui e muito, com grupos de meditação que aplicam a prática diariamente para essa finalidade, portanto, toda a comunidade se beneficia, pois a meditação também trabalha com o todo e não somente com o indivíduo.

    Quando resolvi adaptar este projeto, que inicialmente foi criado por uma empresa tendo como finalidade, aliviar o estresse e melhorar a autoestima dos funcionários, na época não havia o estudo dirigido de frases que hoje temos com a PNL (Programação Neurolinguística), e as diversas técnicas de meditação e mentalização que ela nos proporciona, e muito menos a preocupação em cuidar da alma das pessoas (tanto funcionários, alunos etc), já que o corpo é dividido em 4 partes: mental, físico, emocional e espiritual.

    Neste programa, são utilizadas algumas técnicas de PNL, meditação e aromaterapia, acompanhadas de orientações simples para uso diário, bem como exercícios de respiração para alívio do estresse.

    Quando as pessoas tomam consciência que são elas quem conduzem suas próprias vidas e passam a tomar as rédeas das situações, começam a ter uma melhor visualização dos fatos e a meditação proporciona a maior concentração e um quando mais amplo das possibilidades existentes para cada situação. Com isso a pessoa automaticamente volta a ser dona de si e realmente a SE DITAR novas regras para melhorar sua qualidade de sua vida. E é possível afirmar que para uma vida saudável, existe um corpo, mente e um espírito saudáveis. A mudança comportamental é inevitável e com isso a psicossomática ocorrerá positivamente.

    Por que a meditação faz bem a saúde?

    Já é conclusivo em diversos estudos e pesquisas feitos em instituições de credibilidade que a meditação:
    – tranqüiliza, dando equilíbrio emocional e mental;
    – proporciona maior concentração das tarefas mais simples até as mais complexas;
    – melhora a memória, uma vez que proporciona um controle mental;
    – o indivíduo também consegue seu controle emocional, evitando os altos e baixos emocionais que causam desequilíbrios até hormonais e em conseqüência levando o mesmo a doenças físicas.

    Como vários eventos na vida de uma pessoa podem desequilibrar toda sua estrutura física, emocional, mental e até espiritual, através das palestras que visam proporcionar o autoconhecimento e de forma adequada, elaborar um processo de melhorar os relacionamentos pessoais e interpessoais, é possível desenvolver, no grupo, o potencial de cada um e com isso eliminar pré-ocupações, nervosismo, irritabilidade, má alimentação somente na conscientização e meditação. Muitas doenças são psicossomáticas e através de processos milenares é possível a volta do equilíbrio energético e com isso o equilíbrio físico.

    FONTE: TERAPIA ALTERNATIVA PARA TODOS

  • X – MUITO BEM, MAS O QUE É …

    Agora vem a melhor parte.
    Aquela em terei o prazer de lhe dizer que você não vai ser um pobre infeliz, tornando-se vegetariano – um asceta comedor de folinhas de alface e cenouras cruas. (E as proteínas? E as proteínas ???).

    E tu terás por sustento as ervas da Terra.

    Gênese 3:18

    Pois bem – as proteínas. Só o que a carne possui, já que ela é um deserto de vitaminas e sais minerais.(Em ferro e cálcio, perde longe para a maioria dos vegetais.) Pois saiba, caro companheiro herbívoro, que:
    Os feijões e seus primos – Soja, lentilha, ervilha e grão-de-bico, contêm mais proteínas por peso que as carnes! E mais cálcio de ferro! Cem gramas de feijão preto, lentilha ou soja, por exemplo, contêm mais proteína que cem gramas de carne. O mesmo para o amendoim, o requeijão, o levedo de cerveja, o germe de trigo e o pão integral! E a aveia, o arroz integral, as nozes e suas primas, o leite, os ovos, e diversos outros alimentos são ricos em proteínas. Até brócolis e batata, entre outros vegetais, embora em menor proporção.
    Ou seja: se você comer diariamente uma porção de feijão ou um de seus primos, algo de soja, ou um pouco de germe de trigo ou amendoim (creme de amendoim é uma delícia!) já resolveu sua proteína.
    A soja é um festival de proteínas boas e baratas. A “proteína de soja”, em flocos, faz pratos deliciosos. Como? Você já provou e achou horrível Garanto-lhe que foi mal feita! A base para uma proteína irresistível é um reles detalhe que vou revelar-lhe: O pequeno segredo da proteína de soja gostosa é: ao contrário do que diz a embalagem, não a hidrate em água antes de usar. Ela fica “aguada” e meio sem graça. Hidrate colocando diretamente no molho – um caprichado molho, de tomate com cebola e temperinhos, e/ ou cebola com shoyo. O molho de soja – o shoyo – dá um belo sabor e uma cor caprichada (em pequena dose!).
    A soja contêm isoflavonas – fitormônios que têm uma estrutura química semelhante à do estrogênio, hormônio sexual feminino. É portanto, um “repositor hormonal”, sem efeitos colaterais, e eficiente. Além da soja, o inhame produz esse efeito. Com ela, você terá centenas de opções, como patéis, croquetes, lasanhas, bolinhos, cheeseburger, guisadinho com vegetal, arroz e carreteiro… e tudo mais.
    A soja em grão se presta para saladas, sopas etc.
    O queijo de soja, o tofú, é a proteína mais “nobre” da soja. Parece queijo de minas. Com mel ou geléia, ou com sal, ou em patês, ou receitas deliciosa.
    O leite de soja é um achado. Além de ser usado em receitas, pode substituir com vantagem o leite de vaca. (Reflita: o homem é o único mamífero que continua tomando leite depois de desmamado. Parece natural isso? Não. O leite produz muco(atenção, turma da rinite, da asma e cia), e o consumo de leite causa ou acentua a depressão!) Para mulheres na menopausa, é um achado: as isoflavonas da soja previne a osteoporose, o colesterol alto, os sintomas calóricos. Uma tranquilidade.
    Não se atire em excesso de ovos, queijo, manteiga e leite, com receio de “enfraquecer” sem a carne. Se você mantiver uma dieta equilibrada, com cereais, verduras, e frutas, isso jamais acontecerá. Não é necessário abandonar os laticínios e os ovos de saída. Mas procure ovos caseiros, de galinhas criadas soltas, com milho (em lugares que vendem produtos orgânicos).
    Guardei a declaração de um nutricionista, que me parece lapidar:
    O prato comum do brasileiro, de feijão com arroz, se este for integral, já é uma refeição quase perfeita, com nutrientes básicos necessários. É só acrescentar verduras e ai está a refeição ideal.
    Portanto, relaxe. Feijão com arroz integral – e deu para a proteína.
    A propósito: a base de uma alimentação sadia deveriam ser cereais integrais. A base. Isso quer dizer, uns 60 por cento, mais ou menos. Arroz, trigo, centeio,cevada, aveia etc. Eles contêm proteínas, fibras, montes de vitaminas e sais minerais. (Experimente macarrão de trigo integral, de vários formatos).
    Afinal, o que é um cereal integral? É exatamente um cereal – aquilo que a Mãe Natureza criou para nós: uma pequena urna cheia de nutrientes. Aí, vem o homo-dito-sapiens (homo-stupidus seria mais correto) e faz o quê? Tira as camadas externas do cereal – o chamado polimento – justamente as que contêm as proteínas, sais minerais e vitaminas em quantidade. Deixa a parte interna, que é quase só amido (engorda e pouco alimenta), jogando fora a porção nobre do cereal. Burrice é pouco para qualificar isso.
    Aveia é um cereal fantástico. Use ao natural, com frutas,iogurte, etc, e em receitas – biscoitos, bolos, tortas salgadas. Uma criança criada com mingau de aveia adoçado com mel é um dínamo de saúde.
    E finalmente, uma informação consoladora para novos (e velhos) vegetarianos: há uma alternativa de produtos – “carnes” vegetais – em formatos e aspectos próprios para substituir a carne, que permitem uma culinária prática e sem grandes traumas saudosistas. (“Ah! Um bifinho à milanesa! Uma carne acebolada! Um churrasquinho! Um cachorro-quente!”).
    Refiro-me à linha de produtos marca “Superbom”, em latinhas (sem conservantes) intituladas “Carne Vegetal”, “Bife Vegetal” e “Salsicha Vegetal”, à base de gluten de trigo. O “Bife vem em rodelas, e com ele se faz a carne de panela, bife à milanesa, strogonoff, churrasco, e dezenas, centenas de variações. A “carne” é um guisadinho. E a salsicha – bem, é uma salsicha escrita. Onde se encontram? Nos bons supermercados, geralmente na prateleira dos “dietéticos” (mas nem sempre: pode ser na vizinhança da salsicha comum e das sardinhas). E em alguns armazéns de produtos naturais. (Não, não é marquetingue: eles nem sabem que eu existo).
    E conclua: só não é vegetariano e feliz quem não quiser.
    Ah! Você desejaria abandonar a carne, mas acha tão difícil… Que fazer?
    Há uma receita infalível, com dois itens.
    Primeiro: leia o capítulo inicial de Fisiologia da Alma, de Ramatís.
    Segundo: vá por partes. Primeiro corte a carne suína. Depois de algum tempo, decida cortar a carne bovina. Também gradualmente – diminuindo os dias da semana, instituindo o “dia do peixe”, e um “dia da carne” – introduza as carnes vegetai, por exemplo. Dê-se um tempo; e livre-se depois das aves. Esse é o grande marco de sua liberdade.
    Se chegar a “só peixe”, parabéns. Se precisar ficar por aí algum tempo, já pode respirar aliviado. Há uma distância que separa o animal bem individualizado – o mamífero, a ave – do peixe, que obedece ao comando de uma alma-grupo. (O que não significa que não sinta dor, não sofra. Se até os vegetais sentem!).
    Tem gente, porém, que nem titubeia: encerra de repente, e de uma só vez, o capítulo carnívoro de sua vida. Sem sentir saudades. Sem recaídas.
    Se você recair, não se desespere: retorne devagar e recomece.
    Mas o dia chegará, e lhe desejo de todo coração, em que você estará liberto do condicionamento milenar, liberto da escravidão do hábito, livre do peso da crueldade.
    Sua saúde vai melhorar, sua disposição e seu astral idem. Sua concentração, sua meditação, sua pele, suas articulações, rins, fígado, intestinos, e até (conheço casos!) dores de coluna vão melhorar/curar-se. Seu equilíbrio interior vai insensivelmente mudar – para melhor. Você estará mais leve, mais tranqüilo, mais pacífico – e provavelmente mais próximo do peso ideal. E muito, muito mais longe dos achaques da velice, da esclerose e da senilidade.
    Um dia chegará, em que você vai sentar num gramado verde, olhar o céu, as árvores, os insetinhos nas folhas, ouvindo as cigarras e os pássaros, sentindo na pele o abraço do sol, vendo uma lagartinha que avança devagar num talo de grama, e lá em cima uma asa preguiçosa que plana no silêncio; estendendo a mão, vai sentir o dorso da pedra aquecida, a maciez da grama; vai pressentir, ao seu redor, os milhares de pequenas que se abrigam no regaço da Grande Mãe – e você vai sorrir, sabendo que pode se sentir, como se sente, irmão de todos eles – um Filho Universo.