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  • II – NOSSO MODELO ORIGINAL DE FÁBRICA

    II – NOSSO MODELO ORIGINAL DE FÁBRICA

    paz e amor bicho-6.jpg.thumbO conflito não é entre o bem e o mal, mas entre o conhecimento e a ignorância.

    Buda.

    Se compararmos a máquina humana do Homo Sapiens com dois modelos básicos – carnívoro e herbívoro – é difícil não perceber o óbvio: nosso modelo não é o carnívoro. Os carnívoros receberam de fábrica dentes caninos, afiados, para rasgar a carne de presa. E não possuem molares– os dentes trituradores.(Dê uma olhada nos dentes do seu gato).Já os herbívoros e o homem não têm caninos frontais. E possuem pré-molares e molares – uma eficiente máquina trituradora de grãos e sementes. Bem claro, não?
    Além disso, a saliva: a dos carnívoros não possui ptialina – uma substância que promove a pré-digestão, na boca, dos amidos (presentes nos vegetais). A dos herbívoros e do homem a posuem!

    Os carnívoros não mastigam a carne. Sua digestão começa no estômago, que possui um suco gástrico poderoso – vinte vezes mais ácido que o dos herbívoros, para digerir carnes e osso.
    Mas o mais importante distintivo da espécie humana e dos herbívoros é o intestino.
    O intestino dos carnívoros se destina a dar trânsito à carne – uma substância repleta de toxinas. O que fez a engenharia da Mãe Natureza? Um conduto curto – três vezes, no máximo, o tamanho do animal – e sem reentrâncias, para que os resíduos venenosos sejam eliminados rapidamente. Já os herbívoros – e o homem – têm o quê? Longos intestinos – dez a doze vezes o tamanho do corpo! E repletos de vilosidades – reentrâncias e saliência que aumentam a superfície de absorção dos vegetais.

    Claríssimo, não é?

    vegetariano

    Pois não é – parece. O que faz o Homo-dito-Sapiens?
    Coloca no seu motor-vegetais o combustível inadequado e medonho da carne. Toxinas. Essas substâncias lentamente pelo seu longo intestino herbívoro.
    E elas têm um longo tempo, e uma estrutura infernalmente propícia para absorvê-las – ao invés de livrar-se delas!
    Isso é pior do que colocar óleo disel queimado no motor de uma ferrari.
    Imagine o efeito de anos – décadas – desse processo de envenenamento lento, e é fácil entender porque as pessoas adoecem tanto, e padecem de prisão de ventre, colite, apendicite, pele flácida e envelhecida, as juntas enferrujadas, e têm alergias, gases, halitose e muito mais.

  • I – POR TRÁS DA FOME NO MUNDO

    I – POR TRÁS DA FOME NO MUNDO

    “Detesto exceções e privilégios. O que não pode ser de todos, não o quero para mim.”
    Gandhi

    Planeta Terra: 7 bilhões de pessoas – 925 milhões com fome crônica.

    Falta de alimentos? Não Falta de consciência.

     

    Você sabia que, se numa área de terra qualquer, cultivamos forrageiras para alimentar o gado, este afinal irá alimentar mil pessoas: mas, se nessa mesma área plantarmos grãos, serão alimentadas por eles quatorze mil pessoas.

    Essa é a proporção real: 14 por 1.

    fomenomundo

    Multiplique isso por milhares. Por milhões. E saberá para onde vai a comida das crianças famintas do planeta Terra.

    Mais precisamente, um terço dos grãos do mundo vira comida animal!

    E mais: os animais de corte são verdadeiros “sumidouros de proteínas”. De toda a proteína que um boi consome – 100 % – sabe quanto ele vai devolver? Dez por cento.

    Isso faz da carne o alimento mais anti-econômico e elitista da planeta. Enquanto milhões de pessoas morrem de fome, utiliza-se imensas extensões de terra, água e grãos para criar e alimentar animais para suprir os consumidores de carne.

    Só o rebanho bovino do Brasil tem 172 milhões de cabeças. Uma para cada brasileiro! Cada um desses bovinos recebe, com certeza, melhor alimentação do que nossos milhões de crianças subnutridas e famintas.

    Tomemos a soja,uma fonte magnífica e barata de proteínas. O Brasil está coberto de um mar de soja. A América do Sul,  já é o maior exportador de soja do mundo – Brasil e Argentina exportaram 86 milhões de toneladas na última safra.

    Um país assim não deveria ter desnutridos nem famintos. Mas, o que acontece com a nossa soja? Em vez de alimentar pessoas,vai alimentar o gado do Primeiro Mundo, para os que pagam em dólares aos nossos produtores. Que dormem tranquilos, à noite, sem sequer cogitarem do significado social do alimento que plantam.

    O que nos leva a uma questão igualmente nevrálgica.

    O alimento que a Terra generosamente produz para o sustento de todos os seus filhos, deveria ser um patrimônio de toda a humanidade. São as energias do Sol, armazenadas pelos vegetais – que nos são doadas de graça. Por que razão nós permitimos que essa dádiva da Natureza para sustentar a humanidade se transformasse em objeto de lucro de uns poucos, em detrimento de todos?
    O alimento devia ser produzido e consumido por cada comunidade, para nutrir todos os homens: mas nós o transformamos em objeto de comércio.

    E de lucro! E enquanto as indústrias de alimentos – as segundas mais lucrativas do mundo – enriquecem alguns, o alimento necessário é negado às classes miseráveis. Transformar os frutos da Terra em objeto de comércio, especulação e lucro, é tão imoral como pretender-se vender a luz do sol ou o ar.

    A Terra pode perfeitamente produzir o suficiente para alimentar toda sua população atual e mais ainda. Bastaria que alimentássemos pessoas em vez de gado.
    Cosumir carne nos faz – mesmo a contragosto – coniventes com a fome, a desnutrição, e a especulação e o lucro daqueles que ganham comece desperdício energético que assola o planeta.