Tag: fome

  • Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para a Humanidade

    Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para a Humanidade

    Estes são os objetivos para uma humanidade sustentável até 2030, determinados pela ONU.

    São fruto do trabalho conjunto de Governos e Cidadãos de todo o mundo para criar um modelo global de governança com a finalidade de acabar com a pobreza, proteger o ambiente e promover a prosperidade e o bem-estar de todos até 2030. (mais…)

  • POBREZA E BEM-ESTAR SOCIAL

    POBREZA E BEM-ESTAR SOCIAL

    No mundo contemporâneo, aumenta cada vez mais a distância entre o mundo rico – chamado desenvolvido – e o mundo pobre – chamado subdesenvolvido. Entre esses o chamado mundo em desenvolvimento, no qual o Brasil se insere.

    Para isso, no entanto, é preciso plasmar uma nova ordem mundial centrada na paz, nos valores humanos e no respeito à soberania dos povos, combinando liberdade, justiça e equidade.

    No mundo contemporâneo, aumenta cada vez mais a distância entre o mundo rico – chamado desenvolvido – e o mundo pobre – chamado subdesenvolvido. Entre esses o chamado mundo em desenvolvimento, no qual o Brasil se insere.

    Para isso, no entanto, é preciso plasmar uma nova ordem mundial centrada na paz, nos valores humanos e no respeito à soberania dos povos, combinando liberdade, justiça e equidade.

    No campo, a política de apoio à agricultura familiar ganhou impulso notável e a de aquisição de produtos dos agricultores familiares começa a criar novas possibilidades de incentivar o mercado de consumo popular de alimentos. A de reforma agrária, no entanto, apesar das metas alcançadas em termos de assentamentos, ainda carece de melhor desenvoltura em razão de fatores que extrapolam a vontade do governo, como a nossa herança colonial e escravista ainda fortemente presente em nossa sociedade e nas instâncias do Estado brasileiro. O desafio, portanto, será aprofundar a democratização do espaço rural abolindo o latifúndio improdutivo em nosso país.

    É preciso também vencer a guerra contra ao analfabetismo, a evasão e o baixo rendimento escolar. Ao lado de outras iniciativas do governo, a proposta de criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), em tramitação no Congresso Nacional, vem na direção de qualificar a educação do ensino infantil ao ensino médio. Um passo adiante, seguindo o esforço do governo em intensificar as ações socioeducativas – em turno alternado – para crianças e adolescentes que estavam em situação de trabalho, será agendarmos a implantação das escolas em tempo integral.

    Abolir a pobreza, fortalecer a democracia e construir um estado de bem estar social sustentável exigem um novo padrão de desenvolvimento com justiça social em todo o mundo. O Brasil precisa acelerar a retomada do crescimento econômico com distribuição de renda, gerando os empregos necessários, principalmente para a juventude. Precisa investir mais intensamente em geração de conhecimento e tecnologia, com ênfase na qualidade da educação, de modo a criar as premissas para o desenvolvimento sustentável de novo tipo e melhores oportunidades e condições de vida para a população.

    É preciso, igualmente, consolidar a rede de proteção e promoção social em construção no Brasil, garantindo políticas públicas de saúde, previdência e assistência social, tendo como centralidade a família em determinado território e fortalecendo os laços familiares e comunitários, bem como os mecanismos institucionais de atenção integral às pessoas mais vulneráveis, sejam crianças, adolescentes, idosos ou pessoas com deficiência.

    O mercado não tem como princípio a equidade social – este papel cabe ao Estado exercer. O neoliberalismo dos nossos dias aprofundou a pobreza, as desigualdades e o fenômeno da exclusão. Se formos capazes de enfrentar esses novos-velhos desafios, equilibrando liberdade e equidade, estaremos construindo as novas bases do bem estar social no mundo.

     

     

     

  • I – POR TRÁS DA FOME NO MUNDO

    I – POR TRÁS DA FOME NO MUNDO

    “Detesto exceções e privilégios. O que não pode ser de todos, não o quero para mim.”
    Gandhi

    Planeta Terra: 7 bilhões de pessoas – 925 milhões com fome crônica.

    Falta de alimentos? Não Falta de consciência.

     

    Você sabia que, se numa área de terra qualquer, cultivamos forrageiras para alimentar o gado, este afinal irá alimentar mil pessoas: mas, se nessa mesma área plantarmos grãos, serão alimentadas por eles quatorze mil pessoas.

    Essa é a proporção real: 14 por 1.

    fomenomundo

    Multiplique isso por milhares. Por milhões. E saberá para onde vai a comida das crianças famintas do planeta Terra.

    Mais precisamente, um terço dos grãos do mundo vira comida animal!

    E mais: os animais de corte são verdadeiros “sumidouros de proteínas”. De toda a proteína que um boi consome – 100 % – sabe quanto ele vai devolver? Dez por cento.

    Isso faz da carne o alimento mais anti-econômico e elitista da planeta. Enquanto milhões de pessoas morrem de fome, utiliza-se imensas extensões de terra, água e grãos para criar e alimentar animais para suprir os consumidores de carne.

    Só o rebanho bovino do Brasil tem 172 milhões de cabeças. Uma para cada brasileiro! Cada um desses bovinos recebe, com certeza, melhor alimentação do que nossos milhões de crianças subnutridas e famintas.

    Tomemos a soja,uma fonte magnífica e barata de proteínas. O Brasil está coberto de um mar de soja. A América do Sul,  já é o maior exportador de soja do mundo – Brasil e Argentina exportaram 86 milhões de toneladas na última safra.

    Um país assim não deveria ter desnutridos nem famintos. Mas, o que acontece com a nossa soja? Em vez de alimentar pessoas,vai alimentar o gado do Primeiro Mundo, para os que pagam em dólares aos nossos produtores. Que dormem tranquilos, à noite, sem sequer cogitarem do significado social do alimento que plantam.

    O que nos leva a uma questão igualmente nevrálgica.

    O alimento que a Terra generosamente produz para o sustento de todos os seus filhos, deveria ser um patrimônio de toda a humanidade. São as energias do Sol, armazenadas pelos vegetais – que nos são doadas de graça. Por que razão nós permitimos que essa dádiva da Natureza para sustentar a humanidade se transformasse em objeto de lucro de uns poucos, em detrimento de todos?
    O alimento devia ser produzido e consumido por cada comunidade, para nutrir todos os homens: mas nós o transformamos em objeto de comércio.

    E de lucro! E enquanto as indústrias de alimentos – as segundas mais lucrativas do mundo – enriquecem alguns, o alimento necessário é negado às classes miseráveis. Transformar os frutos da Terra em objeto de comércio, especulação e lucro, é tão imoral como pretender-se vender a luz do sol ou o ar.

    A Terra pode perfeitamente produzir o suficiente para alimentar toda sua população atual e mais ainda. Bastaria que alimentássemos pessoas em vez de gado.
    Cosumir carne nos faz – mesmo a contragosto – coniventes com a fome, a desnutrição, e a especulação e o lucro daqueles que ganham comece desperdício energético que assola o planeta.