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  • PADRÕES NATURAIS

    PADRÕES NATURAIS

    padroes-naturaisHistórico dos padrões

    Para planejarmos e praticarmos intervenções positivas em qualquer local que seja precisamos ler e compreender os padrões naturais, tal exercício de aprendizagem e

    Sensibilidade, nos tornará melhores observadores dos sistemas complexos da natureza.

    Os sistemas complexos não podem ser explicados por meio de fórmulas científicas ou simplesmente com mapas, computadores ou ferramentas e equipamentos industrializados. Os desafios que os dias atuais impõem as nossas vidas não são lineares como sugerem inúmeros padrões tecnológicos e mecanicistas.

    Precisamos adotar práticas que nos recoloquem em contato e entendimento com o meio natural o qual estamos inseridos, novas abordagens precisam ser utilizadas em todo e qualquer planejamento e para isso uma observação da natureza faz-se necessária.
    A permacultura tem como foco norteador fundamental a observação atenta da natureza e sua linguagem, as informações geradas são aplicadas nos projetos e transferidas para o cotidiano. Para tal é necessário novas maneiras de pensar e ver as coisas e suas relações. Para aqueles que perderam a conexão com o planeta valorizando apenas conhecimentos científicos e tecnológicos a partir das descobertas e invenções humanas.

     A observação da natureza

    Um exemplo sobre padrões é o fato de nossa pele ter seus poros abertos quando estamos expostos ao sol, tal fato faz com que suemos. Isso não se dá apenas devido apenas ao calor ou a luz do sol, mas sim pelo nosso sistema de auto regulação da temperatura interna, agindo para manter em equilíbrio as temperaturas do nosso corpo.

    É sábio de nossa parte compreender que se um sistema com plantas e animais criado por nos não responde positivamente aos nossos anseios, devemos deixar que os elementos naturais dêem suas respostas. Estaremos aprendendo mais um pouco sobre os padrões de organização da natureza e suas conexões estes sistemas vivos são complexos porem não complicados ou simplistas, por outro lado são muitas as intervenções e ações antrópicas realizadas pelo homem que desconsideram os fenômenos naturais e suas conexões. O uso da linguagem dos padrões economiza palavras e ainda facilita o trabalho, permitindo a consolidação do projeto permacultural por meio apenas da comparação entre necessidades e funções de cada elemento com a realidade circundante. A linguagem dos padrões nos dá informações básicas para descobrir, pensar, criar e praticar muitas vezes estabelecendo relações entre comportamento, forma, função e necessidade. Seguem alguns exemplos.

    Árvore como padrão – machado

    A árvore serve como ótimo exemplo para analisar e entender os padrões da natureza, se cortarmos esta em linha vertical podemos observar a semelhança a um machado (tipo de padrão), antigo, este por sua vez representava o símbolo da mulher em muitas tribos européias, e  também a fertilidade.
    Ao mesmo tempo podemos notar que os galhos se parecem com marcas de líquen em uma pedra e ainda com um corte transversal no tronco ela nos mostra padrões de um alvo, este por sua vez traduz o tempo (idade da planta) sob forma das estações do ano, sendo este padrão também encontrado em conchas e escamas de peixes.
    O encaixe ou união de varias dessas formas esta presente na coluna dos seres vertebrados, dão ideia de resistência, união, força coletiva e ao mesmo tempo flexibilidade.

    Dendrítico

    Olhando uma árvore de frente a copa e seu sistema de raízes, podemos ver impressões parecidas as de um pulmão ou sistema circulatório, este também chamado de padrão Dendrítico, também se parece com a forma de uma bacia hidrográfica. Os galhos das árvores geralmente possui uma divisão entre 5 e 8 vezes, com uma media de 3 divisões de cada galho, e este é normalmente 2 vezes mais longo que o seguinte. O ângulo entre cada galho esta entre 36 e 38 graus. Esta forma esta presente em raios, cristais minerais, vasos sanguíneos entre outros. Representa resistência e união e estão presentes também nas bacias hidrográficas, sistemas respiratórios e circulatórios e trovões.

    Teias

    Um padrão presente nas teias de aranhas tecedeiras, que podem ser copiados – estas tecem suas teias com fios retos inicialmente, estes têm um ponto de encontro central. Na seqüência elas tecem espirais ao redor dos primeiros fios. Tais órbitas vão se ampliando a partir do centro. Tais movimentos e modelos são utilizados por artesões que constroem cestos, chapéus e outros utensílios em fibras vegetais.

    Anéis

    Representados no formato das cebolas no corte transversal em um galho (mais um padrão presente nas árvores). Se fizermos um corte em um braço, por exemplo, poderemos ver anéis presentes e em tamanhos variados.

    Ondas

    Realizando cortes verticais em anéis, veremos ondas – estas por sua vês estão nas marés, formação de dunas, na mais simples movimentação da superfície de lago ou lagoa, ou mesmo em um pingo caindo em um copo com água. A natureza nos mostra seus padrões de inúmeras maneiras e nos mais variados meios.

    Espiral

    Espirais estão galáxia, nos furacões, DNA, vórtice, concha de caracol e se repetem por inúmeros elementos. Nos segmentos de uma espiral de margarida, por exemplo, podemos visualizar as mesmas proporções de crescimento, estas se repetem pelas demais espirais. Este padrão muda sua direção de acordo com os hemisférios norte ou sul. Tal fato pode ser observado ao esvaziar um tanque ou pia com água.

    Estruturas hexagonais

    Estas formas nos dão ideia de união, força, resistência, coletividade – estão presentes na escamas dos peixes, colmeia de abelhas e outros insetos, no couro de animais muitos animais e casco de tartaruga. Estão impressos também no tecido epitelial – este tem função protetora entre outras. Nos cristais também podemos encontrar tais padrões, estes materiais apresentam alta resistência.

     

  • PRINCÍPIOS DA PERMACULTURA

    PRINCÍPIOS DA PERMACULTURA

    principios-da-permaculturaLocalização relativa e conexão entre os elementos

    Quanto à localização, cada elemento deve estar localizado próximo um do outro de acordo com a relação existente entre os mesmos, para que estes possam estar

    O essencial no planejamento ou desenho é a conexão dos elementos de como estes estão ligados entre si, ao contrário dos modelos convencionais de produção agrícola ou planejamento de comunidades urbanas ou rurais e elaboração de projetos.

    Para que cada elemento funcione de forma eficiente deve-se localizá-lo no lugar onde possa auxiliar outros e também ser beneficiado com produtos dos demais.
    Uma árvore pode alimentar uma galinha e ao mesmo tempo servir como abrigo, um açude deve estar acima da casa para que esta possa ser abastecida de água por gravidade, evitando assim o consumo de energia pela utilização de uma bomba, este mesmo açude pode servir como espelho de água levando luz para dentro de ambientes. Árvores podem servir como quebra ventos, porém sem sombrear a casa durante o inverno. Ao planejarmos devemos considerar a relação direta entres os elementos, para tanto precisamos ver características, necessidades e produtos. Algumas questões servem como base para o planejamento:

    • Que uso têm os produtos de certo elemento para as necessidades de outros;
    • Quais são as necessidades deste que serão supridas pelos outros;
    • De que forma este é incompatível com aquele;
    • De que forma este beneficia outras partes do sistema.

     Elementos e funções

    No projeto cada elemento deve ter o maior número de funções possíveis, por exemplo, um tanque serve para armazenar água, criar peixes e plantas aquáticas, refletir luz, controle contra incêndios, irrigação entre outras. As plantas também podem ser dispostas de maneira a atender várias funções, para isso devemos escolher espécies funcionais sempre que possível. Quebra-ventos podem ser constituídos por árvores que forneçam forragem, açucares néctar e pólen para abelhas, fixação de nitrogênio entre outros produtos e/u funções, outras pioneiras podem preparar o solo para as mais sensíveis e de crescimento mais lento. Uma estufa bem posicionada perto da casa pode climatizar-la por termosifonamento fazendo com que o ambiente fique aquecido durante o inverno e resfriado no verão juntamente com dutos de ventilação ligados ao lago já citado, este por sua vês irá umedecer ar do ambiente interno em época mais secas. A água proveniente do lavatório pode ser utilizada no sanitário, fazendo com esta tenha dupla função. Um fogão pode servir para cozinhar e aquecer água para banho, com um sistema de serpentina simples, porém funcional. Os estercos de suínos e bovinos, restos de alimentos e plantas aquáticas do açude podem ser utilizados como fonte de energia pela produção de biogás, bem como biofertilizantes para a lavoura entre outros exemplos.

    Importância das funções e os elementos

    Funções de relevante importância devem ser executadas por um maior número de elementos possíveis, assim como necessidades básicas como água, alimento e energia devem ser supridas por mais de uma fonte. Uma fazenda ou chácara deveria ter pastagens anuais e perenes para que o gado tenha diversidade e alternativas de alimentos. Em uma casa é bom que ter duas fontes de aquecimento de água (fogão a lenha e aquecedor solar). Sistemas de abastecimento de água por desnível podem gerar energia com micro-centrais.

    Planejamento energético e eficiente

    Para um planejamento energético eficiente também chamado de “econômico eficiente”, é necessário posicionar plantas, áreas para animais e estruturas de acordo com zona e setores, levando em consideração relevo, fatores climáticos, localização geográfica (nascer e por do sol, norte e sul) e demais elementos naturais do local. Existe porém exceções para fatores de mercado, acesso, ecossistemas alagáveis, banhados e condições de solos rochosos entre outros.

    Recursos biológicos

    No sistema permacultural os animais e plantas, são utilizados de maneira a aperfeiçoar o trabalho da fazenda ou sítio, tais sistemas biológicos fazem com que haja uma redução no consumo de energia quando localizados e utilizados de forma mais eficiente. Fornecem combustíveis, fertilizantes, serviço de aração do solo e ainda são controladores naturais de insetos evitando pesticidas e adubos sintéticos. Também fazem o controle de ervas invasoras, realizam ciclagem de nutrientes e corrigem o solo controlando exclusive problemas de erosão. Para acumulo de recursos biológicos em um sitio, deve haver cuidados especiais, pois se constituem em um investimento de longo prazo. Podemos utilizar esterco verde e plantas leguminosas no lugar de fertilizantes nitrogenados, ácidos ou solúveis. Animais substituem cortadores de grama reduzindo o consumo de energia (elétrica mecânica ou humana). As galinhas e porcos podem preparar o solo para receber as sementes, além de arar a terra já fertilizam com esterco.

    Ser permacultor não significa abrir mão de toda tecnologia existente, mas sim utilizar este de forma mais adequada e sustentável, conciliando a tecnologias, conhecimentos e modos ancestrais de respeito a terra. Nos sistemas permaculturais são aceitos equipamentos e ferramentas convencionais nos estágios iniciais de preparação do sitio a fim de acelerar os processos em locais muito degradados, porém sempre buscando a criação de sistemas biológicos sustentáveis.

     Ciclos energéticos

    Os ciclos energéticos no modelo convencional existente necessitam de grandes quantidades de energia para funcionarem, mesmo assim são deficientes, pois estão centrados no setor de transporte armazenagem e comércio, além disto, visa o acumulo de riqueza e para tal sofre manipulação a fim de garantir maior lucratividade financeira. Para conseguir “eficiência” e atender a demanda, são necessários grandes gastos com equipamentos e produtos sintéticos que só degradam cada vez mais o solo e o meio ambiente com um todo. Um bom projeto utiliza-se de energias naturais que entram no sistema com aquelas geradas no local garantindo um completo ciclo energético.
    A interação entre os mais diversos elementos aumenta a energia disponível no local, na permacultura não se busca apenas reciclar, mas também captar, armazenar e utilizar tudo que estiver disponível no ambiente.

    Sistemas intensivos em pequena escala

    Sistemas intensivos em pequena escala consistem na utilização de pequenas áreas da melhor forma possível no que diz respeito a funcionalidade e eficiência. Se não necessitamos mexer em um determinado espaço de terra o melhor que temos a fazer é deixá-lo em equilíbrio natural, pois estaremos evitando um desperdício de energia, tempo e trabalho, tal procedimento evita poluição e degradação, pois, se começarmos produzir trabalho desnecessário, estaremos gerando poluição. Buscamos a cooperação entre visinhos, amigos e trabalho em regime mutirão, e utilização dos recursos locais, assim como a distribuição de excedentes nas proximidades reduzindo os custos.
    É comum vermos terrenos urbanos cobertos com concretos e jardins artificiais enquanto no meio natural uma devastação desordenada para produzir alimentos que poderiam estar sendo plantados em terrenos nas cidades (permacultura urbana), ao mesmo tempo em que teríamos determinados alimentos no local, também seriam trabalhadas questões como microclima.

    Diversidade

    Um ambiente degradado é caracterizado principalmente pela redução de biodiversidade, haja vista que esta o mantém em equilíbrio. Neste aspecto incentivar a diversidade é fundamental na permacultura, pois teremos maiores chances de produzir diferentes variedades de alimentos, além de ter várias maneiras para recuperar o solo. Quanto a energias também teremos outras fontes. Na América latina existem experiências de pomares juntos com jardins na volta das casas em sistemas compactos e diversos com o consórcio de diferentes plantas com variedades de funções. Se tivermos apenas uma fonte proteica, por exemplo, e esta falhar teremos que buscar tal produto fora de nosso local, e isso com já foi comentado aumenta os custos e impactos negativos.

    Bordas – funções e efeitos

    Para entender melhor sobre padrões e bordas e suas relações com permacultura precisamos saber um pouco sobre ecologia e o que se discute em tal ciência. É muito importante o estudo desta que trata dos ecossistemas que podem ser definidos de forma resumida como, grupos de organismos e suas relações entre si e o meio. A interação dos elementos em um ambiente é básica e de suma importância para manter os ciclos de energias e dar continuidade à involução das empecíeis e evolução da vida. Neste caso entendemos que os seres humanos são partes integrantes do meio e não superior aos outros elementos que compõem paisagem.
    Ao projetarmos um local devemos levar em consideração os limites ou fronteiras existentes entre os meios ou elementos – a interfase entre o ar e a água, a linha da costa entre a terra e o mar, a área entre a floresta e o campo, a área entre os níveis que congelam e que não o congelam durante uma geada, são alguns exemplos do que chamamos de BORDAS. As bordas existem em qualquer local, onde espécies, climas, solos, limites naturais ou artificiais se encontrem e interajam ou propiciem alguma interação entre outros elementos.
    O efeito de borda propicia a diversidade no local, pois terá características de dois ecossistemas, com isso temos diferentes fontes de energia. Sendo assim, onde não existam bordas é possível criar-las com a localização dos elementos de forma a incentivar a diversidade e aumento de produtividade. Se há falta de água no local podemos construir açudes e tanques ou cacimbas. Em áreas muito planas construímos barreiras, canais, montes, ribanceiras, taipas, barrancos, pequenas ilhas dentro de lagos ou represas, por todo o terreno é possível criar elementos que sejam positivos para o ambiente, com isso estamos incentivando a formação de ecossistemas complexos e diversos.
    Por outro ponto de vista devemos projetar bordas conforme os padrões da natureza já que isso possibilita o melhor aproveitamento destas.

     

  • ÉTICA E PRINCÍPIOS DA PERMACULTURA

    ÉTICA E PRINCÍPIOS DA PERMACULTURA

    etica-na-permaculturaÉtica da Permacultura

    A permacultura adota um padrão ético específico buscando a sustentabilidade que passa obrigatoriamente por um repensar quanto aos hábitos e atitudes, bem como valores de

    A ética está focada em três pontos importantes:

    O cuidado com a terra

    O cuidado com a terra perpassa pelo respeito e a todas as estruturas vivas ou não, aos elementos que compõem nosso planeta, a atmosfera, os minerais, sistemas biológicos ou físico-químicos.

    Devemos valorizar tudo que nos cerca e ainda, nos incluirmos como elementos do sistema e não como organismo superior. Adotamos medidas que utilizem de forma benéfica os recursos necessários a nossa existência, protegendo e reabilitando o que está degradado buscando sempre a conservação e manutenção do todo para que os sistemas sejam permanentes. Caso não cuidemos da terra, estamos simplesmente destruindo nossa própria existência e a oportunidade das futuras gerações gozarem de tudo que estamos vivenciando.

    Cuidar das pessoas

    Está ligado diretamente ao cuidado com a terra, já que os seres humanos, pois somos componentes do sistema. A manutenção das necessidades básicas como alimento, abrigo, energia, educação, trabalho, lazer entre tantas outras que estamos habituados, é um ponto primordial na permacultura. Nossa espécie exerce muita influência no meio, pois podemos causar impactos consideráveis sejam eles negativos ou positivos, uma forma de garantir impactos benéficos é ter nossas necessidades básicas também garantidas com isso reduziremos o consumo dos recursos naturais não renováveis. Somos uma espécie que tem funções estratégicas, porém podem resultar em tragédias quando estamos em desequilíbrio com nos mesmos.

    Distribuição dos excedentes

    A permacultura trata de forma diferenciada os resultados excedentes da produção seja de alimento, energia ou serviços ou mesmo dinheiro. Sempre que projetamos um sistema de forma sustentável ele proverá as necessidades básicas, com isso a produtividade tende a aumentar. Adotamos uma ética que vise a distribuição destes buscando criar modelos comerciais alternativos que atendam seus princípios éticos.
    No modelo atual e convencional o acumulo de riquezas a custo da miséria de outros indivíduos leva a uma desestruturação da sociedade e dos assentamentos humanos bem como a degradação ambiental e insustentabilidade dos sistemas produtivos.

  • A METAFÍSICA ATUAL

    A METAFÍSICA ATUAL

    A palavra “Metafísica” significa “além do físico, do material” (meta: além, e física: matéria). Assim, é compreensível que esse nome tenha sido dado a um “movimento de pensamento” que se difunde no Brasil, mais intensamente em São Paulo, há uns trinta anos, e que afirma e comprova que não somos seres passivos frente a um destino aleatório – cruel ou risonho, mas tão indecifrável quanto indeterminado – e sim agentes constantemente ativos, mesmo que nem sempre conscientes, de tudo aquilo que nos acontece de agradável ou desagradável. (mais…)

  • A BASE DE TODA METAFÍSICA

    A BASE DE TODA METAFÍSICA

    e nas vossas memórias
    como princípio e também como fim
    de toda a metafísica.

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  • EQUILÍBRIO NÃO É CALMA

    Se uma pessoa é comumente calma, parece evidente que ficar irritada seja um sinal de que ela está em estado de desequilíbrio. Até aí tudo bem, já que, passado o motivo da irritação, ela voltará a ser o que sempre foi: calma. E novos momentos de desequilíbrio retornarão, como um desafio natural da vida.

    Mas, e se uma pessoa é mais agitada, dinâmica e gosta de participar de várias atividades ao mesmo tempo? Não se sentiria ela fora de equilíbrio se tivesse que ficar parada ou precisasse fazer uma coisa de cada vez ou ainda se não pudesse agir com todo o seu dinamismo característico? Não é uma boa ideia pedir a alguém assim que se “equilibre”, ou seja, que se “acalme”, pois sua estabilidade está em ser o que se é e não agir conforme o conceito ditado e aceito como “normal” pela maioria das pessoas.
    Se você quer sentir equilíbrio em sua vida, precisa observar-se e conhecer-se bem para saber qual o seu ponto de estabilidade (o seu e não o dos outros), que de forma alguma significa descanso. É claro que descansar é preciso, é necessário também manter-se calmo em situações que exijam decisões bem pensadas, mas não confunda descanso com sentir-se estável. Pois este último está relacionado com o fato de se estar bem em si mesmo, seja lá qual for sua maneira própria, natural e única de ser, frente a situações diversas que ocorrem em sua vida.

    Não queira ser igual a ninguém, nem usar o equilíbrio dos outros como modelo para sua vida. Ainda que você não acredite, você, e só VOCÊ, é modelo para si mesmo. Você não nasceu para ser igual; você nasceu para ser diferente – e gostar dessa diferença.

    Seja você mesmo, aceite a sua própria diferença e encontre o seu próprio equilíbrio.

  • A CONSCIÊNCIA METAFÍSICA

    A CONSCIÊNCIA METAFÍSICA

    Tudo o que se passa ao seu redor é de acordo com a atitude interior.

    Para compreender isso é importante lembrar que cada um reage de uma maneira própria à mesma situação. (mais…)

  • CAUSAS DA DOENÇA FÍSICA

    CAUSAS DA DOENÇA FÍSICA

    Se você apresenta algum distúrbio físico , é importante perceber qual aspecto de sua vida não esta fluindo bem.A doença se manisfesta no corpo físico por causa de conflitos interiores que antes de serem somatizados no corpo físico, estão presentes no nosso emocional, como depressões, medos, inseguranças, angústias etc.

    Uma vez somatizada a doença você precisará de um acompanhamento médico, e tomar medicamentos , mas se você não se concientizar e mudar sua condição interna, não existirá médico e medicamentos que ajudaram na sua cura, somente você pode se curar, com mudanças no seu padrão de pensamentos e atitudes.

    Você através de sua própria leitura, poderá olhar para si mesmo é dizer:” qual área de minha vida não esta fluindo bem”?

    Observe o que esta afetando sua estabilidade emocional, reflita sobre suas atitudes, e observe como seu corpo reage a essas emoções.

    A consciência metafísica acelera o processo de recuperação, por indicar em você aquilo que esta mal resolvido.

    Exemplos: Olhos: ” O que em sua vida, você não gosta de olhar e ver?

    Fígado: Com quem ou com o que você esteve bravo nesses últimos dias?

    Listas possíveis de questões mais profundas:

    Acidentes: São causados por raiva dos outros ou de si mesmo, sentimentos de carência, desesperança e desejo de atenção.

    Aids: Raiva de si mesmo, culpa sexual, vergonha baixa auto estima, sentimentos de isolamento, solidão.

    Alergias: Irritações consigo mesmo , ou com outras pessoas ou com a vida , a maioria das alergias são causadoas por traumas antigos.

    Amnésia: Não querer saber ou lembrar de coisas do passado e não querer lidar com responsabilidades da vida.

    Ansiedade: Medo de estar presente, ou chamar atenção, pelo fato de não se sentir seguro, ” de quem o do que você esta com medo”?

    Apatia: medo e pouca disponibilidade de estar vivo e comprometido com a vida, origina-se de um trauma de infância ou de uma perda.

    Artrite: pensamentos rígidos, medos ou inflexibilidade.

    Bexiga: estar zangado com algo ou alguém.

    Câncer: Raiva reprimida por si mesmo, ou dos outros, falta de ajuda, irritação, desistência da vida, vontade de morrer.

    Coração: Medo ou pouco disposto a confiar no amor, medo de ser ferido, abuso.

    Costas: representam o apoio, não apoiar a si mesmo, falta de amor, falta de apoio financeiro.

    Depressão: Falta de convicção de que temos o poder de mudar nossas vidas.

    Diabetes: Confira suas atitudes e convicções sobre o amor, alegria, felicidade e energia psíquica.

    Enxaquecas: pouca disponibilidade de confiar no processo da vida.

    Estômago: representa de digerir alimentos e idéias novas .

    Fígado: Armazenar a raiva seja de si mesmo ou dos outros.

    Garganta: medo de se comunicar livremente, tragamos nossas palavras e nos sufocamos com ela.

    Joelhos: poucos dispostos a reder-nos a nos mesmos e a nossa personalidade.

    Mandíbula: ressentimentos e raiva reprimidos e não verbalizados.

    Mãos: vontade de alcançar, medo ou estar pouco disposto a receber ( mão direita), a dar ( mão esquerda).

    Ombros: repugnância para com os processos da vida, fardos pesados demais, sentimentos frustados.

    Ouvidos: medo de ouvir ou escutar por não querer se esforçar para fazê-lo.

    Pernas: vontade de sair e avançar, não se sentir apoiado no seu caminho seja pelos outros ou por si mesmo.

    Pés: representam vontade auto confiança, levantar e se firmar, medo de alguém ou de sair de algum lugar.

    Pescoço: Pouco disposto a ser flexível, ” teimoso”, rigidez.

    Pulmões: vontade de respirar, estar com medo ou pouco disposto a experimentar a vida e tomar tudo aquilo que a vida oferece.

    Rins: quando o nível do medo no corpo sobe os rins são afetados, reter e armazenar o medo.

     

     

  • A Meatrix

    Uma paródia dos filmes “The Matrix” que destaca os problemas da agricultura industrial. Ao invés do Keanu Reaves, a estrela de “The Meatrix” é um jovem porquinho, Leo, que vive em uma agradável propriedade familiar… É o que ele pensa. (mais…)

  • NO RUMO DA FRATERNIDADE UNIVERSAL

    NO RUMO DA FRATERNIDADE UNIVERSAL

    Este é um momento planetário especial, em que as grandes mudanças exteriores e interiores já em curso requerem urgente transformação da consciência coletiva, para adequá-la à nova civilização do terceiro milênio.
    (mais…)

  • IX – COMO FIZERDES A VOSSOS IRMÃOS…

    IX – COMO FIZERDES A VOSSOS IRMÃOS…

    abateEnquanto o homem assassinar animais e comer sua carne, vamos continuar tendo guerras.

    George Bernard Shaw.

    Na Idade Média se acreditava que esta nossa terrinha minúscula era o centro do universo. Custamos a descobrir que a nossa galáxia tampouco era o universo, mas uma das tantas “ilhas de estrelas” – bilhões delas – do cosmo. Uma correção radical de foco em nosso sentimento de arrogância, mas pelo visto não bastou.

    Recentemente, o mapeamento do genoma humano confirmou que somos geneticamente irmãos da comunidade animal – uma linhagem a mais, não os “reis da criação”. (Quanto tempo até que a mera informação intelectual produza efeitos conscienciais?). (mais…)

  • VIII – O COMBUSTÍVEL SECRETO

    VIII – O COMBUSTÍVEL SECRETO

    solEnquanto aceitarmos ser túmulos ambulantes de animais sacrificados, como poderemos ter condições ideais nesta terra?

    Leon Tolstói

    “O que está em cima é como o que está embaixo”. O preceito hermético é o que melhor descreve a constituição do universo.
    A nutrição é processo inevitável em todos os planos. Nas regiões mais elevadas do plano astral, pela absorção consciente do prana, a energia solar, através da respiração.

    Um terço, talvez, da humanidade atual (encarnada e desencarnada) habite esses níveis (nem falemos dos superiores).

    O resto, é aquilo que se sabe: o Umbral — a extensa faixa vibratória colada à crosta terrestre, com vários sub-níveis, e as regiões das trevas mesmo. (mais…)

  • V – É ASSIM QUE AS COISAS…

    V – É ASSIM QUE AS COISAS…

    amigodohomemOs animais são meus amigos… e eu não consumo os meus amigos.  Isso é terrível! Não só devido ao sofrimento e à morte dos animais, mas também devido ao fato de o homem se privar da mais elevada capacidade espiritual, que é a de sentir simpatia e compaixão por todos os seres vivos, violentando seus próprios sentimentos e se tornando cruel.

    George Bernard Shaw

    Lembro muito bem. Por volta dos seis anos de idade, tive um momento de intensa dor e mal-estar ao pensar que a carne que comíamos exigia o sacrifício animais. E a resposta enfática dos adultos: não, a gente não podia viver sem comer carne; iria enfraquecer e morrer.

    Foi um triste momento, o de ter que soterrar minha dor e compaixão naquela sentença irremovível. Recordo a “acomodação” forçada que me obriguei a fazer, tentando “esquecer” a dor e o peso na consciência, mas me sentindo muito mal.

    Relato isso com um objetivo: testemunhar esse movimento que ocorre no interior da consciência das criaturas, quando têm que conciliar sua sensibilidade e compaixão pelos animais com o irraigado hábito do carnivorismo. Tentar “esquecer” o que se passa na realidade é a única forma de calar a dor da consciência. Mas se temos coragem de fazer, temos que ter coragem de olhar o que fazemos.
    paz e amor bicho-10.jpg.thumbO animal sente. Não apenas sente dor, mas tem sentimentos. Quando um boi, porco ou ovelha marcha para a execução, eles pressentem o que vai ocorrer.
    Nós temos hoje a bênção da anestesia até para restaurar um dente. Os infelizes bovinos são marcados a sangue frio com ferro em brasa, tratados com brutalidade, apanham com frequência, e muitas vezes sofrem fome. Para morrer, ao ingressar no brete sinistro – quando se rebelam, recebem choques elétricos nas partes sensíveis – são contemplados com um disparo de pistola de ar comprimido na testa que deixa o animal desacordado por “alguns minutos”.
    Depois ele é erguido por uma pata trazeira, e cortam sua garganta com um cutelo.
    “O animal tem que ser sangrado vivo, para que o sangue seja bomboado para fora do corpo, evitando a proliferação dos microorganismos, diz um fiscal. Em 1997, a ativista dos direitos dos animais a americana Gail Eisnitz escreveu o livro Slaughterhouse (“Matadouro”, inédito no Brasil) no qual acusava os matadouros de sangrar muitos animais ainda conscientes. O abate a marretadas está proibido no Brasil, o que não quer dizer que não aconteça – já que quase 50% dos abates são clandestinos. O problema da marretada é que não é fácil acertar o boi com o primeiro golpe. Muitas vezes, são necessários dezenas para desacordá-lo”. (Superinteressante, abril/2002, p.48) Se é que isso acontece completamente. E quando são esfaqueados, não sentem?
    Já os porcos, “são confinados do nascimento ao abate, diz o agrônomo Luis Carlos Pinheiro Machado Filho, da UFSC. As gestantes são forçadas a parir atadas a uma fivela, apertadas na baia. O abate é parecido com o de bovinos, com a diferença de que o atordoamento é feito com um choque elétrico na cabeça e que o animal é jogado num tanque de àgua fervendo após o sangramento, para facilitar a retirada da pele. Gail Eisnitz afirma, em seu livro, que muitos porcos caem na água fervendo ainda vivos” (Superinteressante,idem, ibidem).
    Outros seres indefesos, moluscos, crustáceos, polvos e lulas são jogados vivos nas panelas em ebulição para retornarem depois, com apelidos requintados, para atender à gula humana. Galinhas perus são degolados sumariamente nos quintais, ou guilhotinados em massa nos aviários e criadouros.
    As infelizes galinhas de postura são confinadas em gaiolas exíguas, mal podendo mexer-se, para não “desperdiçar energia”,entupidas de antibióticos para não “adoecer” e de anabolizantes para crescer mais rápido. Têm bicos cortados para não matem umas às outras, nem possam escolher partes da ração.
    As luzes nesse locais jamais se apagam, para que elas, desesperadas pelo stress, não cessem de comer e durmam pouco, produzindo mais e mais. Prisioneiros de guerra nessas condições nos despertariam revolta. Mas elas não falam. Entretanto, seu desespero e angústia impregnam a carne e os ovos – ou você pensa que as nergias astrais do animal são destruidas pelo cozimento? E ninguém associa a depressão e síndrome do pânico de nosso tempo com nada disso. Mas os espiritualistas dizem que acreditam e corpo astral.
    Os humanos requintam na crueldade com os irmãos menores. Adoecem os pobres gansos, enfiando um funil em sua garganta e literalmente entupindo-os de comida, hipertrofiando-lhes o fígado, até que mal possam se arrastar pelo chão, para produzir o patê de foigras. Submetem os pobres suinos ao regime de ceva forçado em chiqueiros imundos. E criam os mais inocentes e indefesos animais para sacrificar depois sem piedade.

    “Quantas vezes, enquanto o cabrito doméstico lambe as mãos do seu senhor, a quem se afinizara inocentemente, recebe o infeliz animal a facada traiçoeira nas entranhas, apenas porque é véspera do Natal de Jesus.”
    Ramatís – Fisiologia da alma

    paz e amor bicho-11.jpg.thumbSim, sim, claro: você, pessoa sensível, incapaz de maltratar um animal, jamais suportaria assistir, que dirá protagonizar, a matança de um boi, porco, ovelha ou ave. Entretanto, é a demanda de carne, por parte de materialista e espiritualistas, que sustenta e expande essas carnificínas diárias que cobrem o planeta de rios de sangue inocente. Os carnívoros são os “acionistas ideológicos” da indústria da tortura e da morte.

    Se as pessoas tivessem que matar, com suas próprias mãos, o animal que fossem consumir. É óbvio que se reduziria drásticamente o carnivorismo. Não o fazendo, passam procuração para os outros, que se brutalizam no ofício da morte. Mas é a mesma a resposabilidade do mandante e do executor.

    Pense nisso. Não se violente tentando “esquecer” o que aquilo realmente é; não cale o protesto de sua sensibilidade, fingindo ignorar que é a porção de um ser vivo, que lhe foi arrancada com dor e crueldade. Não renuncie ao nível humano de seu ser.
    Mas – dirá você – isso acontece há milênios. Não é possível que só agora passe a ser um crime e uma crueldade!
    Mas a guerra, a tortura, a escravidão, a perseguição religiosa e racial – tudo isso também é milenar, não? Porém só agora – quando nossa consciência coletiva se sensibilizou o suficiente, isso passou a nos ser inadmissível!
    Então a humanidade inteira está diariamente cometendo uma chacina – e ninguém diz nada?
    Está. Por que você acha que este mundo ainda é o que é?

    A mesma crueldade insensível que leva as criaturas a mandarem outras para morrer ou serem mutiladas nos campos de batalha é a que autoriza a morte à distância dos animais inocentes: é a mesma inconsciência.
    Felizmente há os que estão acordando, e cada vez em maior número.
    ”Não em nosso nome”, gritam multidões em protesto contra a guerra insana.
    É isso que se requer para mudar o mundo: não em nosso nome, declararmos, se querem matar, torturar e maltratar qualquer ser vivo.
    Mas adianta eu parar de comer carne? O resto do mundo vai continuar, Não vai mudar nada …
    Não? Pense em quantos restaurantes vegetarianos existiam há 40 anos.
    Quantos livro ou cursos de culinária vegetariana. E quantas pessoas você conhecia que eram vegetarianos. E pense em tudo isso hoje. E na quantidade enorme de animais que já não estão sendo consumidos. Faz diferença, sim. No mundo inteiro há um número crescente de pessoas acordando, e estendendo essa influência: família, amigos, colegas. Cada energia plantada na vibração do vegetarianismo é um pilar que fortalece essa ponte de inofensividade e paz que um dia há de conduzir a humanidade para um mundo sem sangue e sem guerras. O mundo que nós precisamos construir – não apenas sonhar – com nossas atitudes.

    “Os corações integralmente bondosos e piedosos não só evitam matar o animal ou ave,como ainda não têm coragem de devorar-lhes as entranhas sob os temperos de cebola, sal e pimenta… Aqueles que fogem na hora cruel de massacre do irmão bem demonstram compreender a perversidade do ato e o reconhecem como injusto e bárbaro. É óbvio que, se depois o devoram cozido ou assado, ainda maior se lhes torna a culpa, porque o mesmo ato que condenam fica justificado na hora famélica da ingestão dos restos mortais do animal.”

    Ramatís – Fisiologia da Alma

     

  • III – O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM

    III – O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM

    A natureza não tem recompensas nem castigos: tem consequências.

    Você sabe que diariamente se comete o crime e a irresponsabilidade de cultivar lavouras com adubos e pesticidas químicos.
    Logo, aquelas plantações verdinhas de forrageiras infectadas vão parar – é claro! – no seu bife de cada dia, depois de terem andado sobre quatro patas durante algum tempo. E vão direto para seu fígado, rins e intestino, mais a pele.

    bifeadtivadoMas essa é apenas a primeira cena de um filme de terror – “A Bioquímica Mortal”, infelizmente verdadeiro. Há um coquetel de substâncias de que seu bife/churrasco é aditivado. Para tornar mais rentável a produção. Antibióticos, vacinas, hormônios, anabolizantes, estimulantes de apetite, dados aos animais.Antibióticos são uma artilharia pesada, destruidora de microorganismos.
    Mas desde que os rebanhos e aves não adoeçam, para serem lucrativos, os efeitos no consumidor dela – você – não importam. Quais estarão sendo as consequencias, depois de décadas?
    Mais preocupante ainda é o casa dos hormônios. Na delicada bioquímica natural do corpo,bastam gotas deles para comandar todas as reações orgânicas.
    Imagine doses incontroladas absorvidas durante anos. Pense nos sintomas pós-menopausa que só têm feito se agravar nas últimas décadas. Nos cânceres de mama, de últero e de prostata. Ou seja: vacinas, antibióticos, hormônios, estimuladores de apetite – esse bifinho “gostoso” é uma bomba-relógio que vai deixar estilhaços, lamento dizer, dentro de você. Mas não é tudo.
    A carne demora alguns dias para chegar dos abatedouros até o açougue e tende a assumir uma coloração escura e acinzentada – que afugentaria os consumidores. O produtor então acrescenta uma bela coloração vermelha: nitratos. Substâncias cancerígenas – um pequeno detalhe que ninguém comenta.

    Ainda tem mais.

    Benzopireno – é uma substância química que causa câncer de estômago e leucemia. Em pouco mais de um quilo de carne assada, há mais benzopireno que na fumaça de seiscentos cigarros. E também há o Metilcolantreno – um cancerígeno que se forma na alta temperatura, ao cozer a gordura da carne.
    Ainda mais. Um organismo sob forte stress – como um animal prestes a ser sacrificado – segrega um monte de adrenalina, o hormônio de ataque-e-defesa. Que, junto com as toxinas metabólicas, o ácido úrico e tudo mais que circulava no organismo animal, é armazenado na carne e nas víceras, quando se interrompe bruscamente a circulação. Ah, e não esqueçamos os micro-organismos – bactérias e vírus, e vermes e protózoarios. Alguns perigosamente presentes na carne malpassada. Sobretudo de porco.
    Sem esquecer os animais doentes. Sim, os manifestamente doentes são sacrificados (e os abatedouros clandestinos?).

    Mas se num ser humano a doença grave às vezes se instala silenciosamente, o que dizer do animal, que não pode descrever o que sente? Ou cada boi, porco, ovelha ou ave passa por check-up completo antes do abate?

  • II – NOSSO MODELO ORIGINAL DE FÁBRICA

    II – NOSSO MODELO ORIGINAL DE FÁBRICA

    paz e amor bicho-6.jpg.thumbO conflito não é entre o bem e o mal, mas entre o conhecimento e a ignorância.

    Buda.

    Se compararmos a máquina humana do Homo Sapiens com dois modelos básicos – carnívoro e herbívoro – é difícil não perceber o óbvio: nosso modelo não é o carnívoro. Os carnívoros receberam de fábrica dentes caninos, afiados, para rasgar a carne de presa. E não possuem molares– os dentes trituradores.(Dê uma olhada nos dentes do seu gato).Já os herbívoros e o homem não têm caninos frontais. E possuem pré-molares e molares – uma eficiente máquina trituradora de grãos e sementes. Bem claro, não?
    Além disso, a saliva: a dos carnívoros não possui ptialina – uma substância que promove a pré-digestão, na boca, dos amidos (presentes nos vegetais). A dos herbívoros e do homem a posuem!

    Os carnívoros não mastigam a carne. Sua digestão começa no estômago, que possui um suco gástrico poderoso – vinte vezes mais ácido que o dos herbívoros, para digerir carnes e osso.
    Mas o mais importante distintivo da espécie humana e dos herbívoros é o intestino.
    O intestino dos carnívoros se destina a dar trânsito à carne – uma substância repleta de toxinas. O que fez a engenharia da Mãe Natureza? Um conduto curto – três vezes, no máximo, o tamanho do animal – e sem reentrâncias, para que os resíduos venenosos sejam eliminados rapidamente. Já os herbívoros – e o homem – têm o quê? Longos intestinos – dez a doze vezes o tamanho do corpo! E repletos de vilosidades – reentrâncias e saliência que aumentam a superfície de absorção dos vegetais.

    Claríssimo, não é?

    vegetariano

    Pois não é – parece. O que faz o Homo-dito-Sapiens?
    Coloca no seu motor-vegetais o combustível inadequado e medonho da carne. Toxinas. Essas substâncias lentamente pelo seu longo intestino herbívoro.
    E elas têm um longo tempo, e uma estrutura infernalmente propícia para absorvê-las – ao invés de livrar-se delas!
    Isso é pior do que colocar óleo disel queimado no motor de uma ferrari.
    Imagine o efeito de anos – décadas – desse processo de envenenamento lento, e é fácil entender porque as pessoas adoecem tanto, e padecem de prisão de ventre, colite, apendicite, pele flácida e envelhecida, as juntas enferrujadas, e têm alergias, gases, halitose e muito mais.

  • I – POR TRÁS DA FOME NO MUNDO

    I – POR TRÁS DA FOME NO MUNDO

    “Detesto exceções e privilégios. O que não pode ser de todos, não o quero para mim.”
    Gandhi

    Planeta Terra: 7 bilhões de pessoas – 925 milhões com fome crônica.

    Falta de alimentos? Não Falta de consciência.

     

    Você sabia que, se numa área de terra qualquer, cultivamos forrageiras para alimentar o gado, este afinal irá alimentar mil pessoas: mas, se nessa mesma área plantarmos grãos, serão alimentadas por eles quatorze mil pessoas.

    Essa é a proporção real: 14 por 1.

    fomenomundo

    Multiplique isso por milhares. Por milhões. E saberá para onde vai a comida das crianças famintas do planeta Terra.

    Mais precisamente, um terço dos grãos do mundo vira comida animal!

    E mais: os animais de corte são verdadeiros “sumidouros de proteínas”. De toda a proteína que um boi consome – 100 % – sabe quanto ele vai devolver? Dez por cento.

    Isso faz da carne o alimento mais anti-econômico e elitista da planeta. Enquanto milhões de pessoas morrem de fome, utiliza-se imensas extensões de terra, água e grãos para criar e alimentar animais para suprir os consumidores de carne.

    Só o rebanho bovino do Brasil tem 172 milhões de cabeças. Uma para cada brasileiro! Cada um desses bovinos recebe, com certeza, melhor alimentação do que nossos milhões de crianças subnutridas e famintas.

    Tomemos a soja,uma fonte magnífica e barata de proteínas. O Brasil está coberto de um mar de soja. A América do Sul,  já é o maior exportador de soja do mundo – Brasil e Argentina exportaram 86 milhões de toneladas na última safra.

    Um país assim não deveria ter desnutridos nem famintos. Mas, o que acontece com a nossa soja? Em vez de alimentar pessoas,vai alimentar o gado do Primeiro Mundo, para os que pagam em dólares aos nossos produtores. Que dormem tranquilos, à noite, sem sequer cogitarem do significado social do alimento que plantam.

    O que nos leva a uma questão igualmente nevrálgica.

    O alimento que a Terra generosamente produz para o sustento de todos os seus filhos, deveria ser um patrimônio de toda a humanidade. São as energias do Sol, armazenadas pelos vegetais – que nos são doadas de graça. Por que razão nós permitimos que essa dádiva da Natureza para sustentar a humanidade se transformasse em objeto de lucro de uns poucos, em detrimento de todos?
    O alimento devia ser produzido e consumido por cada comunidade, para nutrir todos os homens: mas nós o transformamos em objeto de comércio.

    E de lucro! E enquanto as indústrias de alimentos – as segundas mais lucrativas do mundo – enriquecem alguns, o alimento necessário é negado às classes miseráveis. Transformar os frutos da Terra em objeto de comércio, especulação e lucro, é tão imoral como pretender-se vender a luz do sol ou o ar.

    A Terra pode perfeitamente produzir o suficiente para alimentar toda sua população atual e mais ainda. Bastaria que alimentássemos pessoas em vez de gado.
    Cosumir carne nos faz – mesmo a contragosto – coniventes com a fome, a desnutrição, e a especulação e o lucro daqueles que ganham comece desperdício energético que assola o planeta.