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  • TV E VIOLÊNCIA: UM CASAMENTO PERFEITO

    TV E VIOLÊNCIA: UM CASAMENTO PERFEITO

    NR: Nos dias atuais, a televisão, com pouquíssimas exceções. vem se tornando cada dia mais,  um  vetor de disseminação da ignorância,  massificação e violência.Seja em filmes, novelas, noticiarios, o que é exbido na programação televisiva na maioria das vezes descamba para este lado. E quem sofre o maior impacto, são as crianças, que desde cedo são condicionadas pela TV.Leiam abaixo, artigo do prof. Valdemar Setzer sobre o tema.

    tviolencia

    As forças que estão por detrás da tecnologia são infinitamente inteligentes, mas falta-lhes algo fundamental: o bom senso. Ainda bem, pois com isso sempre acabam exagerando, de modo que muitas pessoas passam a perceber por experiência própria que o uso indevido e indiscriminado de máquinas prejudica o ser humano. Este é o caso da poluição e é o caso da TV.

    Em particular, está havendo uma reação muito grande contra o excesso de violência (em quantidade e em qualidade) na TV. Neste artigo, vamos mostrar que infelizmente não é possível acabar com a violência na TV, pois ela é conseqüência da natureza do próprio aparelho.

    Jerry Mander, em seu livro Four Arguments for the Elimination of Television (New York: Morrow 1978) faz uma simpática assertiva: a TV não transmite violência por preferência dos telespectadores, mas por que é o conteúdo que mais se adapta à natureza do aparelho e ao estado de consciência do telespectador. Vamos entender essa afirmação.

    A primeira natureza do aparelho de TV que nos importa aqui é o fato sua da imagem ser irreal e muito grosseira. A irrealidade, ou ‘virtualidade’, faz com que as pessoas subestimem a influência do aparelho. De fato, provavelmente quase todos os pais protegem suas crianças, para que essas não vivenciem situações emocionalmente fortes (como por exemplo a morte de um parente, a visão de uma pessoa acidentada deitada na rua toda ensangüentada, etc.). Trancam a porta de casa, erguem altos muros ao redor da mesma, passam a morar em prédios ou condomínios no intuito de melhor proteger seus filhos. No entanto, permitem a penetração, no lar, de toda sorte de violência (entre outras imagens e palavras inconvenientes para as crianças) ao ligar a TV. Há vários anos constatou-se que nos EUA mais da metade de todas as crianças ou jovens tinham um aparelho de TV em seu quarto, isto é, em geral sem absolutamente qualquer controle do que assistem. Pelo contrário, a mentalidade educacional deturpada de hoje em dia leva os pais a achar que não devem coibir nada, pois qualquer controle talvez crie traumas. Eles não percebem que as crianças precisam sentir-se guiadas e controladas (com amor), e que a falta disso gera graves problemas psicológicos.

    A grosseria da imagem pode ser constatada observando-se os programas. Nas novelas, em geral é focalizado apenas o rosto dos atores, pois se o corpo inteiro fosse focalizado, não se perceberia a expressão facial; os olhos, nariz e boca tornar-se-iam pequenas manchas. Com isso, não se notariam as emoções que os atores devem transmitir. Se uma árvore aparece inteira na tela, não se consegue distinguir suas folhas. Compare-se com nossa fantástica acuidade visual, que permite ver com nitidez todos esses efeitos no mundo real, em meio a um campo de visão de quase 180 graus (abra-se os braços e veja-se até onde se consegue ver as mãos). E por falar no mundo real, se queremos ver um objeto com mais nitidez aproximamo-nos dele. No caso da TV essa aproximação não ajuda em nada, pelo contrário, apenas prejudica a visão, pois passa-se a ver, no caso de TV colorida, os pontos da máscara de cor vermelha, verde e azul escuro, a partir dos quais se tem a impressão das várias cores meio fantasmagóricas que compõem as imagens. No caso de TV branco e preta, viam-se as linhas formadas pela varredura do feixe eletrônico que, batendo na tela fosforizada, fá-la emitir luz no local do choque. Podemos, assim, já colocar aqui um dos efeitos perniciosos da TV: ela deseduca o sentido da visão, pois acostuma-se a não procurar maior acuidade, por exemplo aproximando-se mais do objeto que se quer examinar. Isso para adultos é ruim, mas para crianças, que justamente estão desenvolvendo seus sentidos, é altamente prejudicial.

    Essa varredura do feixe faz com que a imagem se forme atomisticamente, compondo 30 quadros completos por segundo, sendo 60 para as linhas impares, varridas primeiramente, e 60 para as linhas pares, varridas logo em seguida. Essa alternância visa diminuir o efeito de piscar da imagem. A nossa retina retém imagens por cerca de 1/10 de segundo, de modo que com um período menor temos a impressão de continuidade, por exemplo do movimento de uma pessoa. Mas se se olhar com o lado dos olhos, perceber-se-á o piscar da imagem. O piscar, mesmo se não percebido conscientemente, é detectado pelo nosso cérebro e o afeto. Este é um terceiro fator da natureza do aparelho, que será muito importante nas considerações a seguir.

    Do ponto de vista do telespectador, pode-se constatar que das atividades interiores pensar, sentir (de sentimentos) e querer (volição que leva a ações, desde a concentração do pensamento em certos assuntos escolhidos como a movimentação dos membros), apenas a segunda está realmente em atividade. De fato, a imobilidade física leva o telespectador a não exercer nenhuma ação. Nem a de concentrar os pensamentos, pois estes estão abafados, já que normalmente a TV induz um estado semi-hipnótico. Esse efeito, que é óbvio quando se observa uma pessoa assistindo um programa (ela fica em geral com cara de bobo, principalmente as crianças, que têm rosto mais maleável), foi constatado cientificamente infelizmente por poucas pesquisas de efeitos neuro-fisiológicos da TV. H.E.Krugman (‘Brain Wave Measurements of Media Involvement’, Journal of Advertising Research, 11:1, Feb. 1971, pp. 3-9), usando o movimento dos olhos e eletro-encefalograma, mostrou que a TV induz rapidamente (cerca de ½ minuto) um estado semi-hipnótico ou de sonolência, de desatenção. Descrevendo-se a um psicólogo a situação de um telespectador, sem mencionar que está assistindo TV, isto é, que está sentado estaticamente, uma luz pisca 30 vezes por segundo à sua frente, o som vem de um ponto fixo, e o ambiente está em penumbra, esse psicólogo imediatamente reconhecerá uma sessão de hipnotismo.

    Comparemos com a leitura. Quando uma pessoa lê, ela é forçada a prestar atenção no que está lendo, pois caso contrário perde o fio da meada. Quando se lê um romance, é necessário imaginar os personagens, o ambiente em que a ação se passa, etc.; quando se lê algo filosófico ou científico, é necessário associar conceitos constantemente. Em ambos os casos, o pensamento está muito ativo. Mas na TV, as imagens já vêm prontas; por outro lado, é impossível acompanhá-las conscientemente, pensando-se no que elas significam, associando-se idéias ou lembranças a elas, etc., pois, como justificaremos adiante, elas necessariamente sucedem-se com muita rapidez. Com isso, não se consegue nem prestar atenção durante um tempo razoável, nem criticar calmamente o que está sendo transmitido e compará-lo com nosso conhecimento prévio como o permite um livro – na velocidade individual de cada leitor. Quando o primeiro governo socialista assumiu na França, tentou fazer da TV um veículo educativo – para começar, acabando com os ‘enlatados’ americanos. A reação foi violenta: os telespectadores classificaram as transmissões como “chatas” e alguns disseram que a TV não era um veículo de transmissão de cultura – havia outros melhores para isso. Assim, se alguma emissora quiser transmitir um programa que exija concentração mental e raciocínio, os telespectadores em sua grande maioria vão mudar de canal.

    Em palestras em que abordamos o problema da TV, costumamos recomendar aos participantes: “Se os senhores quiserem desenvolver seu pensamento, leiam. Se querem prejudicar seu pensamento, abafando-o cada vez mais, vejam TV.” O famoso psicólogo Bruno Bettelheim escreveu (‘Parents vs. Television’, Redbook, Nov. 1963): “A TV aprisiona a fantasia, não a liberta. Um bom livro incentiva o pensamento e liberta-o simultaneamente”. Jane Healey, em seu livro contra a TV Endangered Minds – Why Our Children Don’t Think (New York: Simon & Schuster, 1990), menciona prejuízos que os neurônios sofrem ao ser excitados indevidamente pela avalanche de imagens da TV.

    É fácil verificar pessoalmente como o telespectador em geral não acompanha conscientemente o que está sendo transmitido. Basta repetir uma experiência relatada por F. Emery e M. Emery em seu livro A Choice of Futures – to Enlighten or to Inform? (Leiden: H.E.Stenfert Kroese, 1976), na qual telefonou-se para pessoas da cidade de San Francisco perguntando que notícias haviam acabado de assistir no jornal nacional americano. Pois metade das pessoas não se lembrava de uma única notícia sequer! Sugerimos repetir essa experiência sem naturalmente contar aos outros que ela será feita. Em particular, o estado de desatenção leva à conclusão de que a TV não tem quase efeito informativo e muito menos educativo. Marie Winn dedicou seu livro The Plug-in Drug (New York: Viking, 1979) a provar esses pontos, desmascarando por exemplo o mito de que o programa Vila Sésamo (‘Sesame Street’) tinha efeitos educativos. A falta de efeito educativo é constatada por M.A.Erausquin et alli, em seu livro Os Teledependentes (São Paulo: Summus Editorial, 1980), dizendo “Cada vez mais parece mais provado que a televisão em si é incapaz de ensinar praticamente nada.” Não é difícil entender o porquê dessas características: a aquisição de informação deve ser um processo individual, lento e consciente. Por outro lado, educação requer, além de lentidão, interação e não-passividade, inexistentes na TV, e tem que ser necessariamente altamente contextual em relação a quem está sendo educado ou se educando. De fato, os pais sempre escolheram os livros que iriam comprar para suas crianças, verificando se são adequados à idade, maturidade, educação, etc. Uma professora dá uma aula levando em conta o que deu na aula anterior, o que foi dado na semana, mês ou ano passado, a particular situação dos alunos reais que tem em frente de si, etc. Nada disso se passa com a TV (e nem com o ensino com computador ou com a Internet!), um veículo de comunicação de massa, não tendo portanto nada de individual e contextual. É por isso que programas educacionais pela TV nunca deram os resultados esperados: alguém conhece alguma estatística de quantas pessoas aprenderam o que com os nossos programas educativos? Se um programa é seguido de uma aula com professor-gente que reveja e aprofunde o assunto transmitido, obviamente o efeito será da aula, e não do que foi observado com o aparelho. Cremos que do ponto de vista educacional a TV só tem lugar como reprodutor de vídeo, em brevíssima ilustração (alguns minutos), talvez depois da 6a série – desde que a professora discuta logo em seguida o que foi visto, repita o vídeo, discuta-o novamente, etc.

    Talvez fosse interessante citar aqui um outro casamento perfeito com a TV. Como Jerry Mander chamou a atenção em seu livro, nunca se gastou tanto em propaganda quanto depois do advento da TV, e é nela que as grandes empresas investem mais na tentativa bem sucedida de fazer as pessoas comprarem a sua marca, o que não precisam ou o que é mais caro. Se a propaganda pela TV não tivesse sucesso, alguém acharia que essas grandes empresas gastariam centenas de milhões de dólares nessa atividade? Esse sucesso é justamente devido ao fato de os telespectadores estarem normalmente em estado semi-hipnótico, gravando toda a propaganda em seu subconsciente. Mais tarde, em um super-mercado, que justamente é feito para se poder ver e pegar todos os produtos, o comprador muitas vezes apanha, sem perceber, aqueles que estão gravados em seu subconsciente. Aí sim, temos o real efeito da TV: não é o de informar ou de educar, e sim de condicionar.

    Ações – vontade – inativas e pensamentos abafados: sobram os sentimentos. Esses sim, são ativados, e como! São a única arma que as emissoras têm para atrair a atenção do telespectador. Pior, a única arma para que ele não passe do estado de sonolência para o sono profundo, o que seria um desastre em termos de audiência. Como escreveu B.S.Centerwall (‘Television and Violence – the Scale of the Problem and Where to Go From Here’, Journal of the American Medical Association, June 10, 1992, 267:22, pp. 3059-3063), o negócio das emissoras de TV não é de vender programas, mas de vender audiência para os anunciantes. Mesmo as TVs não-comerciais acabam caindo no mesmo padrão para atrair telespectadores, pois se não tiverem audiência perdem a justificativa de sua existência e seus funcionários ficariam desempregados. Portanto, se os sentimentos é que são ativados, vamos transmitir para eles! Agora pode-se compreender por que, como constatamos acima, as novelas transmitem em geral apenas os rostos dos atores: para que os seus sentimentos sejam bem transmitidos, sua expressão facial deve ser nítida. Se fossem transmitidos de corpo inteiro a grosseria da imagem faria perder essa expressão. Ora, as novelas têm como finalidade prender a atenção do telespectador justamente pelo forte da TV, os sentimentos, nesse caso provindos dos conflitos pessoais retratados. Portanto não se pode deixar de transmitir as emoções fingidas pelos atores, principalmente por meio de seus rostos.

    Uma outra maneira de prender a atenção do telespectador é pelo excesso de sons, de movimentos e de cores. Neil Postman escreveu em Amusing Ouserlves to Death – Public Discourse in the Age of Show Business (New York: Penguin, 1985) que a TV tinha transformado tudo em ‘show’: a educação, a política, a religião, etc. Em termos educacionais, veja-se o exemplo da série ‘Beeckman’s World’, ‘O mundo de Beeckman’, onde experiências interessantíssimas e muito simples de Física eram transmitidas num verdadeiro festival de caretas, gritaria, com um homem em cena fantasiado de ratão, e pastelões. Isto é, demonstrações excelentes tinham que se dobrar à ‘linguagem’ dos ‘shows’. Estes justamente caracterizam-se pelo excesso de movimentos, sons exagerados e excitantes, cores berrantes. É mais uma maneira de atingir os sentimentos do telespectador e de fazê-lo não adormecer. Veja-se como a transmissão de um concerto de música clássica é transformada num ‘show’: a câmera não pára, focalizando ora a batuta do maestro, ora os movimentos do arco de um violinista, ora a audiência, etc. – em lugar de transmitir simplesmente o som, que é o que interessa. Em relação aos sons, note-se como muitos locutores falam gritado: eles têm consciência de que idealmente, nada pode ser calmo na TV, e com sua gritaria contribuem para prender a atenção do telespectador, e fazer com que este não passe do estado de sonolência para o sono profundo.

    Uma parte dos truques usados pelos diretores de imagem para evitar o adormecimento do telespectador, é fazer a imagem mudar constantemente. Jerry Mander, no livro citado, relata em 1978 que nos EUA as imagens eram alteradas, nos programas comerciais, em média de 8 a 10 vezes por minuto, empregando-se para isso, além de mudanças totais de imagem, mudança de fundo (é o que ocorre quando um locutor vira-se, sem razão aparente, mudando a câmera), efeitos zoom, etc. No Domingo 9/1/2000 fizemos uma contagem de 10 minutos de um programa de auditório da SBT às 11:40 e obtivemos uma média de 11,3 mudanças de imagem por minuto. Logo em seguida, num intervalo para comerciais da Globo medimos 16,3 (!) mudanças por minuto. O extremo exagero da tentativa de despertar o telespectador encontra-se nos ‘video-clips’, verdadeiros ‘shows’ de histerismo.

    Enfatizamos: se um programa transmitir algo delicado, sutil, calmo, ele será tomado com extremamente ‘chato’ pelo telespectador, que sentirá muito sono, levando-o a mudar de canal. A impossibilidade dessa transmissão resulta das características do próprio aparelho e o estado que ele induz no telespectador, e não do particular programa.

    Pois bem, juntemos a grosseria da imagem aos sons berrantes e ao excesso de movimentos. O resultado é… violência! Violência é o que a TV transmite melhor! (O que já foi notado por Jerry Mander no livro citado.) Note-se como os esportes violentos, como o Futebol, ou os movimentados como o Basquete, são apreciados. E note-se como um jogo de tênis é monótono, apesar do esforço dos operadores das câmeras e do diretor de imagem. Cremos que a grande atração da transmissão das corridas de Fórmula 1 é a expectativa de um grande acidente – e quanto mais grave, melhor. O ideal é se o carro espatifar-se, pneus voarem para os alto, sendo uma explosão o máximo do que os telespectadores querem apreciar. Note-se o que ocorre depois de um desses acidentes: passa-se a repetir seguidamente as imagens do mesmo – afinal, aí é que a TV atinge o máximo da adequação do transmitido às características do aparelho e ao estado do telespectador. Em oposição, imagine-se a chatice que seria assistir pela TV um jogo de xadrez ou de Go!

    Há possibilidade das transmissoras de TV mudarem por si próprias sua programação? Infelizmente, não. Como afirmou Centerwall no artigo citado, se o negócio das estações de TV é vender telespectadores aos anunciantes, elas jamais controlarão seus programas enquanto estes atraírem audiência. Cremos que o único meio de elas mudarem seria os telespectadores boicotarem seus programas. Infelizmente a conscientização das massas imbecilizadas justamente por assistir TV em vez de fazer algo que desenvolva a capacidade de pensar, a consciência, sensibilidade e ação, é praticamente nula. Precisamos enfatizar que, mesmo mudando sua programação para conter menos violência, a TV continuaria sendo altamente prejudicial, principalmente para crianças, por abafar a consciência e o pensamento, e aniquilar a vontade (uma vez um aluno nos escreveu que, depois de ouvir nossos argumentos contra a TV, e ficar convencido de que estávamos corretos, chegou em casa e tentou não ligá-la, mas não o conseguiu!). Nesse sentido, o título do livro citado de Marie Winn, comparando a TV a uma droga que causa dependência, é absolutamente adequado.

    Qual o problema de assistir violência ou outras imagens e sons inconvenientes? Além da deseducação dos sentidos e dos sentimentos, o problema é que o ser humano grava tudo o que vivencia, a maior parte em seu subconsciente. Por exemplo, se uma pessoa encontrar um conhecido e não reparar conscientemente na cor de seu sapato, não se lembrará da mesma. Mas se, no dia seguinte, ela for hipnotizada, lembrará perfeitamente daquela cor. (Entre parênteses, para nós esse efeito de gravar tudo é uma indicação de que temos uma memória infinita, e portanto o ser humano não é uma máquina.) Assim, todas as milhões de imagens de violência assistidas ficam também gravadas para sempre, em sua quase totalidade no subconsciente. Em uma situação de ‘stress’, de emergência ou de ação inconsciente, elas podem influir na atitude, nas ações, nos pensamentos e nos sentimentos. É por isso que a propaganda pela TV funciona melhor que por outros meios: ao ver caixas de diferentes sabões em pó no supermercado, todas de mesmo tamanho, talvez de mesmo preço, praticamente de mesmo conteúdo (o que talvez muda é um perfumezinho) o que a compradora escolherá? Sem querer, aquela marca que ficou gravada em seu subconsciente. Da mesma maneira, em uma situação especial, principalmente de inconsciência (devido a tensão, drogas, emergência, etc.) uma pessoa pode agir ou reagir seguindo os atos violentos que assistiu pela TV ou pelo cinema. (Há pequenas diferenças entre o cinema e a TV, mas não vamos nos estender sobre esse aspecto.) Talvez isso explique o trágico acontecimento passado em São Paulo, de um jovem que atirou em espectadores em um cinema, justamente em um filme – que ele tinha visto – com muitos tiros e arma parecida. Talvez assim se possa compreender por que jovens metralham seus companheiros de escola, por motivos aparentemente fúteis.

    Há muito se conhece resultados de pesquisas mostrando que crianças, logo após assistir programas violentos, reagem mais agressivamente do que outras que não os assistiram. R.M.Liebert et alli, em The Early Window – Effects of Television on Children and Youth (New York: Pergamon 1982) faz uma resenha de pesquisas sobre efeito de violência em TV; a quase totalidade dos resultados mostra o efeito violento que ela causa a curto prazo. Mas foi justamente o já citado Centerwall que mostrou pela primeira vez, por meio de estatísticas, que havia uma alta correlação entre o aumento do número de aparelhos instalados em países ou regiões que não tinham TV, e o aumento, cerca de 15 anos depois, do número de homicídios. Isto é, foi a primeira demonstração de efeito da violência a longo prazo. Quem sabe leva cerca de 15 anos depois de assistir programas violentos na TV, para crianças atingirem uma idade em que podem ter a força e acesso às armas para matar outros. Ou quem sabe leva 15 anos para que as imagens violentas acumulem- se ou trabalhem no subconsciente a ponto de influenciar o comportamento das pessoas. A situação é mais perigosa com jovens (aos 20 anos, eles em média já assistiram mais de 20.000 horas de TV, 20.000 horas de lixo gravado no subconsciente!), que ainda não desenvolveram sua consciência moral a ponto de controlarem seus atos como adultos deveriam ser capazes de fazer. Animais não têm auto-consciência, isto é, não refletem antes de fazer alguma ação. Eles são simplesmente levados pelos seus instintos ou pelo condicionamento. É o ser humano, esse não-animal, que pode pensar nas conseqüências de seus atos antes de fazê-los, usando para isso sua moral, que obviamente os animais não possuem. Mas para isso ele tem que estar em plena consciência e, se estiver em inconsciência, ser dominado por bons instintos, adquiridos com uma educação para o bem e a ação social – antítese do que é mostrado em programas violentos. Assim, pode-se dizer que a TV animaliza o ser humano.

    O que fazer? Em primeiro lugar, estudar, observar e refletir sobre o que é o aparelho de TV e o estado que ele impõe nos telespectadores. Se se chegar a conclusões semelhantes às nossas, o mais simples é não ter. Se o aparelho existe em casa, principalmente se for de fácil acesso, haverá uma luta constante para não ligá-lo ou desligá-lo. Essa luta está fadada ao insucesso se houver crianças em casa, pois estas não podem compreender o mal que ele faz. Por isso não tivemos TV até nossa filha mais nova tornar-se adulta. Como nunca tivemos TV, esta não fazia parte do ambiente e as crianças não sentiam sua falta: estavam acostumadas a improvisar continuamente brincadeiras, a ler muito, a tocar instrumentos musicais, etc. Marie Winn, no livro citado, conta o caso de um jornal de Denver, no Colorado, que convocou famílias a desligar a TV por 1 mês. 100 se inscreveram, e 25 foram até o fim. Todas estas relataram depois como o começo foi difícil, mas como no fim todos os envolvidos estavam entusiasmados, tendo arranjado várias atividades úteis para fazer. No entanto – veja-se o poder desse aparelho – todas essas 25 acabaram voltando para a TV depois de terminada a experiência! Se houver uma razão muito especial para ter uma TV em casa, ela deve ser colocada em um local de difícil acesso, talvez trancada em um armário. Deve ser de lá retirada apenas quando se decide conscientemente assistir um determinado programa (se bem que duvidamos da necessidade de assistir qualquer coisa pela TV – nós e nossa esposa simplesmente não a assistimos, apesar de ainda a termos em casa, e não sentimos a mínima falta dela.). Depois de assistir apenas o programa escolhido, deve-se colocá-la novamente no local trancado. A TV não deve fazer parte do lar, pois destrói a vida familiar ou, se a pessoa mora sozinha, não permite que ela tenha uma vida interior de calma e reflexão. Alguns pais podem criticar-nos dizendo que estamos sendo um pouco radicais. Não, não é verdade, estamos sendo é totalmente radicais, mas é essa a atitude que se deve tomar em educação frente àquilo que se reconhece como mal para as crianças e jovens. Os pais não são radicais em não deixar seus filhos pequenos guiar carro (sim, há algumas aberrações nessa área), em tomar álcool ou drogas, em não deixá-los brincar com armas verdadeiras (aliás, alguém pode achar alguma boa razão para crianças brincar com armas de brinquedo, brincar de matar outros)? É obrigação dos pais dirigirem seus filhos, orientarem-nos e não dar-lhes total liberdade, achando que se não o fizerem criarão traumas, fruto de um psicologismo moderno. As crianças e os jovens sabem inconscientemente que não têm experiência de vida e que precisam ser guiados. E a primeira coisa a fazer é eliminar de casa o que é prejudicial do ponto de vista educacional. Esperamos ter deixado claro que a TV é prejudicial nesse sentido, independentemente do programa sendo transmitido, e muitíssimo pior ainda nos casos de programas violentos – talvez a grande maioria. Uma parte dessa maioria está nos desenhos animados, essa aberração caricata do mundo, talvez adequada para adultos quando transmitem uma crítica social – origem da tiras –, mas jamais para crianças que deveriam receber uma imagem real do mundo, que deveriam respeitar, e não uma caricatura da qual só se pode rir. A TV, e em particular seus programas violentos, fazem com que as crianças deixem de ser infantis, como chamou a atenção Neil Postman em um livro de 1994, recém traduzido como O Desaparecimento da Infância (Rio de janeiro: Graphia Editorial, 1999).

    Infelizmente, é quase impossível, devido à natureza do aparelho, que o casamento perfeito entre a TV e a violência seja desfeito. Nós é que temos que nos mudar, conscientizando-nos dos prejuízos causados por esse aparelho, e dele nos desligarmos. Qualquer pequeno benefício que ele pode trazer é prejudicado de longe pelos enormes prejuízos que ele nos causa, em particular às nossas crianças e jovens. Só que elas não podem reagir sozinhas – cabe a nós tomar a única atitude possível: impedir o acesso delas a esse aparelho verdadeiramente diabólico. Tenham coragem e iniciativa para experimentar e verão em suas crianças resultados fantasticamente positivos.

    Autor : Valdemar W. Setzer
    Fonte: www.ime.usp.br/~vwsetzer

  • MUSICOTERAPIA

    MUSICOTERAPIA

    O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDA/H, catalogado sob CID-10) é um transtorno neurobiológico de origem genética e suas características são distração, impulsividade e hiperatividade. A criança/adolescente em idade escolar com TDA/H é aquela que, além do normal para a idade, tumultua o ambiente, tem dificuldades em obedecer, tem problemas de auto-estima e é solitária.

    O seu rendimento escolar é baixo mesmo sendo inteligente, pois não consegue “parar” para aprender. A música, por meio de técnicas da musicoterapia, tem sido usada como auxiliar nesses transtornos, por prescindir de palavras. A presente pesquisa realizou atividades musicais com 6 alunos portadores de TDA/H durante 6 meses, procurando levá-los a uma nova tomada de consciência por meio do fazer musical, com foco em: precisão rítmica, treino de melodias em grupo de modo a estimular a integração entre os alunos, atenção à diversidade de timbres dos instrumentos, audição orientada para musicas variadas.

    Os encontros musicais serviam como terapia alternativa àquelas tradicionais para hiperativos e, além de sensibilizá-los musicalmente, procurou-se fazê-los perceber que a disciplina conseguida poderia ser estendida a outras situações da vida principalmente na escola, melhorando o seu rendimento escolar.

     INTRODUÇÃO

    Um dos desafios da vida escolar, tanto para quem ensina como para quem aprende, é a chamada hiperatividade: alunos que não conseguem ficar quietos e tumultuam o ambiente, prejudicando a sua aprendizagem e a da turma. A partir da vivência com alunos hiperativos, percebeu-se a possibilidade da utilização da música com fins terapêuticos, centrada no auxílio à aprendizagem.
    As técnicas musicoterápicas utilizadas combinam o agir-fazer musical com a terapia, pois tal como é definido pela literatura, o campo de atuação da musicoterapia envolve a combinação dinâmica de muitas disciplinas destas duas áreas do conhecimento, que devem misturar-se para chegar-se a um objetivo profissional (BRUSCIA, 2000). Tem-se, de um lado, o fazer musical consciente e competente, com a devida noção do poder da música sobre os indivíduos, e por outro, técnicas de terapia.

    1 – A hiperatividade em Crianças

    Os estudos apontam a hiperatividade como um transtorno neurobiológico de origem genética. Atualmente é catalogado na medicina sob o CID-10, com a denominação de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDA/H). É mais comum entre crianças e adolescentes do sexo masculino, e os seus sintomas podem estender-se até à vida adulta, porém mais brandamente. As características principais são: impulsividade e desatenção. Há pessoas que apresentam apenas a desatenção (Transtorno do Déficit de Atenção: TDA) e outras, cerca de 50%, demonstram também agressividade, comportamento mentiroso e oposição. Uma pessoa com TDA/H influencia o ambiente em que vive, geralmente negativamente: na família é sempre o responsável por situações embaraçosas; na escola é inicialmente bem aceito por ser agitado e brincalhão, porém, como também é competitivo e por não saber compartilhar, vai aos poucos perdendo as amizades (PHELAN, 2005). Algumas das consequências das citadas características é a baixa tolerância à frustração e a tendência ao isolamento, o que faz das pessoas com TDA/H seres humanos com baixa auto-estima. A Música Como Recurso para a Aprendizagem do aluno Hiperativo.

    No entanto, é importante ressaltar que uma criança considerada inadequada para trabalhos minuciosos, para estudos em grupo e outras atividades que exijam concentração, pode se mostrar ótima companheira de jogos, pois num local entediante, sem brinquedos, ela dá sempre um jeito de inventar mil brincadeiras (já que não consegue ficar parada). Esta mesma capacidade inventiva pode manifestar-se em modos diferentes de resolver questões matemáticas (que nem sempre estarão corretas), ou sugestões originais para algum problema, visto que é impulsiva e geralmente falante. (SILVA, 2003). Isso tudo revela, sem dúvida, um alto índice de inteligência, grande capacidade criativa e potenciais que só esperam um modo ou forma para desenvolver-se.

    O diagnóstico e tratamento para este transtorno devem ser feitos por uma equipa multidisciplinar que envolve a família, a escola, psicólogos, médicos e terapeutas. Atualmente, combina-se o uso de medicação (psicoestimulantes, que paradoxalmente agem aumentando a atividade cerebral, mas criando condições para que o cérebro do hiperativo mantenha um controle sobre a impulsividade, vigilância e atenção) com terapias comportamentais, artes terapias e a musicoterapia. Partindo-se da verificação de que o aluno com TDA/H possui importante capacidade criativa e espontaneidade nas suas ações e que tais características são de grande valia no meio artístico, planeamos e desenvolvemos vivências musicais direcionadas à interação entre os participantes, à observação e avaliação de seus comportamentos, estimulando a sua participação e vibrando com os seus progressos, a fim de elevar a sua autoestima.
    Tendo por base estas informações, atividades musicoterápicas foram desenvolvidas em ambiente escolar com alunos que apresentam problemas de aprendizagem, alguns portadores de TDA/H, e outros apenas com TDA, como se passa a relatar.

    2 – Atividades Musicoterápicas

    Foram selecionados 6 meninos com idades entre 8 e 11 anos, estudantes de um colégio particular de Belém-PA, Brasil. A seleção ocorreu por meio de avaliação com os orientadores educacionais e através dos pais, que deram a anuência ao trabalho, assim como a direção do Colégio. Foi feita uma entrevista com os pais, que na ocasião preencheram uma ficha de anamnese sobre seus filhos. Durante o desenvolvimento do trabalho de atividades musicais A Música Como Recurso para a Aprendizagem do Aluno Hiperativo com fins terapêuticos a comunicação entre as pesquisadoras, pais, professores e orientadores educacionais foi constante.

    No próprio colégio onde os alunos estudam, mas em dias e horários diferentes dos das aulas, as pesquisadoras dispuseram de uma sala com almofadas, aparelho de som, instrumentos musicais (violão, teclado e percussão variadas), material de desenho e pintura. Formaram-se dois grupos com três alunos cada, trabalhando-se por uma hora com cada grupo, uma vez por semana. As atividades musicais foram realizadas visando a melhorar a atenção e a concentração dos alunos e promover a sua socialização.

    De início percebeu-se a aptidão do grupo para batidas e chocalhos, apesar de terem à disposição instrumentos melódicos e orientação para extrair os sons destes instrumentos. Assim, foram realizados vários jogos com instrumentos de percussão onde se procurava despertar sincronia, pulsação, interatividade e leitura de partituras alternativas. As combinações sonoras levaram à formação de parcerias entre instrumentos diferentes como forma de estimular a interação entre o grupo: chocalhos e tambores de diferentes timbres deveriam se comunicar entre si.

    Buscava-se a compreensão de que, tal como os instrumentos musicais, as pessoas também devem saber se comunicar. Foi promovida a escuta atenta e direcionada de trechos de músicas selecionadas, a fim de sensibilizá-los musicalmente. Em cada aula procurou-se focar um ponto, porém com atividades variadas de curta duração (10 a 15 minutos) respeitando a pouca tolerância que o portador de TDA/H tem para se concentrar.

    A avaliação sobre estas atividades foi feita durante todo o processo em que os pais, professores e orientadores eram instados a manifestar-se sobre o desempenho e comportamento, além da observação das pesquisadoras feita com base nos trabalhos desenvolvidos por eles.

    3 – Resultados

    Após o período de 6 meses, verificou-se uma melhoria na auto-estima das crianças, que mostraram a sua alegria em participar nas atividades musicais. O facto de conseguirem seguir comandos e obedecer a regras foi um fator que lhes deu mais confiança em si mesmas, o que se refletiu em outros campos. E foi neste contexto que pudemos observar que:

    a) se o aluno considera a atividade interessante, sua atenção é total; A Música Como Recurso para a Aprendizagem do Aluno Hiperativo;
    b) a música vivenciada como prática de conjunto propicia a interação e a sociabilidade;
    c) é possível fazer a relação entre uma individualidade timbristica e as diferenças entre as pessoas;
    d) o trabalho com sons exige alta concentração, obtida com a escuta e a percepção musical de forma lúdica e agradável. Enfim, esta relação de intimidade com a música no manuseio dos instrumentos proporciona a idéia de liberdade, disciplina e organização, tão necessárias à aprendizagem na sala de aula, porém, às vezes, tão ausentes, principalmente tratando-se de alunos hiperativos.

    Conclusão

    Ao trabalhar com atividades musicoterápicas com essas crianças, verificámos o grande contributo destas dinâmicas para o desenvolvimento escolar: na medida em que o aluno se interessa pelas atividades ele fica entusiasmado, começa a seguir comandos, e a cada acerto torna-se mais motivado, e assim, como num espiral ascendente a sua auto-estima vai-se fortificando.

    Os 6 alunos tinham em no seu histórico escolar a marca das notas baixas, e em alguns casos a aprovação mediante critérios diferenciados, já que não conseguiam fazer provas como as demais crianças.Após o trabalho musical – com exceção de uma das crianças cuja família se mudou para outra cidade, tendo que interromper o trabalho – apenas um aluno ficou reprovado; 1 passou para o ano seguinte ainda por avaliação diferenciada e os demais foram avaliados normalmente e passaram de ano. Os pais reiteraram progressos no seu convívio social com a família e amigos.

    Além disso, percebeu-se que o tratamento para este tipo de transtorno não está apenas em remédios, mas pode contar com o auxílio essencial de terapias alternativas e de formas não convencionais de ensino para a busca de melhores resultados escolares. Outras crianças juntaram-se ao grupo inicial no segundo semestre e, apesar de não fazerem parte do grupo de estudo, o trabalho realizado com elas serviu para confirmar os resultados satisfatórios alcançados com o primeiro grupo. A Música Como Recurso para a Aprendizagem do Aluno Hiperativo.

     

     

  • DEPRESSÃO E HOMEOPATIA

    DEPRESSÃO E HOMEOPATIA

     “A Depressão é a pior dor não física conhecida pelo ser humano”.

    O que é Depressão?

    Depressão

    É uma alteração significativa do estado de ânimo, qualificada mais recentemente como distúrbio do humor.

    O desequilíbrio das substâncias químicas do sistema nervoso central pode estar por trás das doenças mentais.
    As drogas usadas pela psiquiatria afetam os níveis destas substâncias, chamadas de neurotransmissores, pois transmitem sinais elétricos entre as células do cérebro.

    Elas são produzidas através dos alimentos e afetam nosso pensamento e comportamento.
    O excesso ou a deficiência de alguma delas prejudica a função cerebral, provocando distorções do humor, das percepções e das emoções. A deficiência de serotonina tem sido associada à ansiedade e à depressão.
    O organismo produz serotonina a partir do aminoácido l-triptofano na presença da vitamina b6 (piridoxal-5-fosfato). O ferro, o cromo, a vitamina c e o magnésio também ajudam a converter o triptofano em serotonina.
    Autópsias realizadas em muitos suicidas mostram um baixo nível de serotonina no cérebro. As drogas antidepressivas funcionam através do aumento do nível de serotonina e norepinefrina no cérebro.
    A dopamina está relacionada ao prazer. acredita-se que sua escassez possa resultar em depressão e o excesso em mania. O caminho para a produção de dopamina começa com o aminoácido fenilalanina e passa pelo aminoácido tirosina. Dentre outros nutrientes necessários à essa conversão estão as vitaminas b6, c e os minerais ferro, magnésio, manganês, cobre e zinco. O caminho para a produção de dopamina começa com o aminoácido fenilalanina e passa pelo aminoácido tirosina.Dentre outros nutrientes necessários à essa conversão estão as vitaminas b6, c e os minerais ferro, magnésio, manganês, cobre e zinco. Deficiência na transmissão cerebral de dopamina e de noradrenalina pode gerar estados depressivos.
    A serotonina está envolvida no ciclo do sono, na regulação términca, no controle do comportamento agressivo e nas oscilações do humor. sua depleção nos neurônios efetores está relacionada a quadros depressivos.
    Estimular o humor no sentido antidepressivo através da alimentação significa aumentar a formação e a transmissão da serotonina, dopamina e noradrenalina, envolvendo a administração dos seus precursores : l-triptofano, l-fenilalanina e l-tirosina com o devido complemento de vitamina b6 e cromo.
    Na depressão pode haver uma deficiência de vitamina b1, b3, b5, b6, b12, c, magnésio, zinco, ferro e cromo.
    Tomando os aminoácidos tirosina e triptofano, tanto os níveis de norepinefrina quanto de serotonina aumentam.
    A l-tirosina está envolvida na síntese da adrenalina e os níveis ade drenalina “são quase sempre ínfimos em pacientes com adepressão”. Cafeína, tabaco, álcool e açucar podem ser bastante problemáticos para pessoas propensas à depressão.
    Através de estudos foi observado uma sobrecarga de vanádio no organismo de pessoas com distúrbio bipolar, tanto na fase maníaca quanto na fase depressiva. A vitamina c pode ajudar a remover do organismo o excesso de vanádio.
    Muitas pessoas deprimidas melhoram sozinhas, mas a deterioração dos sentimentos pode aumentar, caracterizando uma depressão mais profunda.
    Algumas pessoas experimentam uma depressão tão severa, que suas vidas são transformadas, e se esforçam por achar um significado e um propósito para ela. Para estas pessoas existem várias abordagens que podem ajuda-las a sair da depressão : psicoterapia,homeopatia, alopatia, fitoterapia, alimentação natural e várias outras práticas com o corpo como a ioga, etc.
    “A depressão severa está sendo reconhecida como um dos maiores problemas de saúde pública neste século”.
    “A depressão é tão universal como o resfriado comum. pode ser tão superficial que nem mereça este nome… ou pode mudar para o outro extremo, podendo paralisar quase totalmente qualquer ação”.
    O médico grego hipócrates descreveu a depressão quatrocentos anos antes de cristo.
    Algumas pessoas deprimidas são capazes de levar uma vida relativamente normal. Para outras pessoas, todavia, certos estágios da depressão são por demais escuros e vazios para que elas tentem fazer qualquer coisa a respeito. Algumas pessoas conseguem controlar certas situações que contribuem para a autopreservação, como comer e beber; mas há quem fique tão deprimido que perde até mesmo essa capacidade.

    Sintomas da depressão

    Há muitos níveis diferentes de depressão, desde um vago sentimento doentio até sintomas extremos, como ouvir vozes, ter alucinações e passar por impulsos suicidas que algumas vezes acompanham as depressões mais profundas.

    Nos distúrbios depressivos de gravidade moderada as características centrais são humor depressivo, pessimismo, falta de alegria, diminuição da energia. O paciente pode se tornar negligente com sua aparência e o seu modo de vestir.

    Os outros sintomas são variáveis e incluem:

    • irritabilidade
    • impaciência, raiva e hostilidade incomuns
    • afastamento social
    • choro
    • perda ou ganho de peso
    • perda de apetite ou excesso de guloseimas
    • falta de concentração
    • incapacidade de tomar decisões
    • desinteresse pelo sexo
    • sensação de impotência
    • violentas mudanças de humor
    • desesperança
    • temor e ansiedade
    • culpa
    • sensibilidade às críticas
    • lágrimas sem motivo aparente
    • sentimento de inadequação
    • mudanças no hábito de dormir
    • desinteresse pelas pessoas e atividades antes consideradas importantes.
    • sentimentos descontrolados de desesepero total
    • retraimento

    A mudança no estilo de vida geralmente é o indicador mais claro da depressão.
    Em seus piores momentos a depressão assemelha-se a uma nuvem escura e espessa que desce sobre nós de maneira inesperada.
    Algumas pessoas notam que o indivíduo está sofrendo por dentro, mas geralmente elas não sabem o que poderiam fazer, como fazer ou dizer.

    Outras pessoas, que muitas vezes são os parentes mais próximos, os amigos, insistirão que a pessoa se controle, que ela não tem nada e precisa sair dessa para continuar a viver normalmente.
    As pessoas que acreditam em respostas simples estão equivocadas. As frases ditas por elas apenas lançam o indivíduo em uma depressão profunda. O mundo assume uma realidade de isolamento.É neste mundo em que vivem os depressivos.

    “Agora estou mergulhando no desconhecido. será preciso muito tempo para que me desvencilhe da tristeza. não há atalhos, será preciso percorrer todo o longo caminho”.

    Tipos diferentes de depressão

    Depressão endógena

    A Depressão é considerada como se viesse de dentro da pessoa, é uma indicação que há algum tipo de desequilibro na química do corpo da pessoa.
    Para os psicoterapeutas, essas causas podem proceder da infância ou de algum outro trauma que nunca foi resolvido.
    Na maioria das vezes os pacientes são tratados tanto por meio da terapia quanto por meio da medicação antidepressiva.

    Depressão reativa

    Com grande freqüência, a depressão é uma reação a eventos ou a circunstâncias. Quando as coisas importantes nos acontecem, reagimos. A morte de alguém a quem amamos, a idéia de deixarmos o nosso lar, uma doença pode fazer-nos mergulhar no desespero. Parte do nosso desespero pode vir da ira não-reconhecida e também causada pelo temor. Todas essas coisas servem de combustível para a depressão em potencial, visto que não conseguimos controlá-las, recuamos para a depressão reativa como medida de proteção.

    O estado de ansiedade

    A depressão é freqüentemente invocada como álibi psicológico por quem não quer enfrentar a ansiedade.
    As descrições de ansiedade e depressão parecem opostas:

    O ansioso apreende o futuro apoiando-se no passado, enquanto o deprimido está inteiramente voltado em direção ao passado e não percebe nenhum futuro;
    O ansioso possui uma grande energia, mesmo se estiver se sentindo bloqueado (inibição ansiosa), enquanto o depressivo vê sua energia sumir (desânimo depressivo);
    O ansioso procura desesperadamente uma saída, enquanto o deprimido se vê sem saída.
    O deprimido se sente esmagado pelo presente e se refugia no passado, e o ansioso se sente insatisfeito com o presente e apreensivo quanto ao futuro.
    É muito raro encontrar deprimidos que não apresentem nenhuma ansiedade e os estudos epidemiológicos mostram que os ansiosos correm grandes riscos de vir a sofrer depressão se não forem tratados. Os dois estados se misturam no que se convencionou chamar de:

    Estados ansiosos-depressivos:

    o ansioso / o depressivo
    inquieto / tem certeza da infelicidade
    inibido / desanimado
    febril / desligado
    ativo / inativo
    enerva-se / escarnece a situação
    fugidio / imóvel
    oprimido / desesperado
    irritado / triste
    não consegue dormir / acorda tarde
    procura uma saída / não vê solução
    quer sarar / não quer mais acordar
    teme a morte / deseja a morte
    se sente tenso / se sente vazio
    não consegue se concentrar / não consegue refletir
    colérico / indiferente
    suportam mal os outros / se auto-acusa
    não consegue fazer nada / deseja não fazer nada
    vê perigos / vê desgraças
    diarréia / resfriados
    transpira / frio

    Transtorno afetivo bipolar

    Num momento elevação do humor, da energia e da atividade (mania) e em outro momento um rebaixamento do humor com redução da energia e da atividade (depressão).
    Os três graus de depressão
    Leve, moderada ou grave, o paciente apresenta rebaixamento do humor, redução da energia e diminuição da atividade.
    Existe uma alteração da capacidade de experimentar o prazer, perda de interesse, diminuição da capacidade de concentração, associadas em geral a fadiga acentuada, mesmo após um esforço mínimo.
    Em geral com problemas de sono e diminuição do apetite.
    Existe quase sempre uma diminuição da auto-estima e da autoconfiança e freqüentente idéias de culpabilidade e/ou indignidade, mesmo nas formas leves.
    Pode ser acompanhado de sintomas somáticos como perda de interesse ou prazer, despertar precoce, depressão matinal, lentidão psicomotora acentuada, agitação, perda do apetite, perda de peso e perda da libido (desejo sexual).
    Na depressão leve ou na moderada o paciente vai perdendo gradativamente a capacidade de desempenhar as suas atividades de rotina.
    Na depressão grave surgem vários sintomas como perda da auto-estima, idéias de desvalia ou culpa, idéias e atos suicidas. pode surgir um episódio depressivo grave com sintomas psicóticos, como alucinações, idéias delirantes, lentidão psicomotora ou estupor com impossibilidade de manter as atividades sociais.
    Para o médico homeopata o mais importante é identificar o modo reacional de cada um ao meio onde vive, ou seja, os sintomas do paciente.
    A seguir descreveremos alguns tipos homeopáticos e como eles fazem seu quadro depressivo.

    Depressão Melancólica de Aurum Metallicum

    Uma cólera violenta pela menor contradição ou pelo menor obstáculo.
    Sua agitação o impede de dormir.
    Corre o risco de descompensar devido a um choque afetivo, um fracasso profissional e pela velhice.
    Decepcionado consigo, se sente inferior, se diz incapaz de fazer algo de bom, repleto de amargura. evita conversa.
    Se torna descuidado com suas roupas e seus modos, sentimentos irracionais de grande culpa, remorso, auto-acusação, delírio de autopunição.
    Desgosto pela vida, amargura, misantropia, desespero, pessimismo.
    Desejo de morrer, acha que merece a morte, desejo obsessivo pelo suicídio.
    Aurum é o medicamento homeopático mais freqüente nos riscos de suicídio quando acompanhado destes sintomas.
    Sente como se tivesse que fugir para longe.
    Gostaria de morrer ou dormir e nunca mais acordar.Sente tanta preguiça que prefere ficar sentado a ir para a cama.
    Triste com lágrimas, mas não consegue chorar, mesmo nos momentos mais dolorosos.
    Depressão com exaustão, se sente muito deprimido e aborrecido, quer ficar só com dor no coração.
    Mal humorado, não quer ver ninguém.
    Tem medo de ser envenenado.
    Se aborrece por visões, que lhe provocam choro.

    Depressão desesperadora de Arsenicum Album

    Queixas e reclamações do deprimido reivindicador.
    Astenia, sinal de esgotamento das possibilidades reacionais do paciente.
    Angústia intensa.
    Astenia, sinal de esgotamento das possibilidades reacionais do paciente.
    Diminuição dos interesses, apesar que persiste o desejo de ter uma companhia, quer ser tratado por um médico.

    Depressão Oculta de Lycopodium

    Se recusa a aceitar o medo e a humilhação de uma insuficiência psíquica.
    Não querem aceitar o apoio psicoterápico.
    Silencioso, reservado, distante e solitário.
    Retração e desinteresse.
    A angústia (com insônias) e a astenia não permitem negar o desmoronamento depressivo.

    Depressão Secreta de Sepia

    Enfraquecimento dos interesses habituais pelo trabalho que é a sua grande paixão, junto com sua religiosidade.
    A angústia impede o sono, tornando o dia insuportável de viver.
    Perda do impulso vital.

    Depressão Astênica de Calcarea Carbonica

    Astenia, cansaço desproporcional que não aliva pelo repouso, sob a influência de um estresse, sobretudo de natureza afetiva (luto, problema familiar).
    Perda dos interesses habituais.
    Tristeza e retração social, com sentimentos de incapacidade e de vergonha de não poder continuar trabalhando.

    Revolta Depressiva de Nux Vomica

    Não admite estar com depressão, acha que isto é uma desculpa para pessoas sem força de vontade.
    Angústia violenta e astenia contra a qual luta tanto quanto pode.
    Doente difícil de cuidar, impaciente, infiel ao médico e aos tratamentos.
    Sofre pelo fracasso familiar, profissional, humilhação.

    Ameaça Depressiva de Natrum Muriaticum

    Tenta negar o sofrimento.
    Angústia paralisante com mutismo.
    Interrupção no trabalho, ritmo de vida acomodado.
    Toda situação de sofrimento (luto, agressão, frustração) pode levar a um estado depressivo.
    Tem medo da vida ou pensa no suicídio após um sofrimento amoroso.

    Falha Depressiva de Phosphorus

    Astenia profunda atrapalhando qualquer atividade, sonolência diurna, lentidão motoro e ideativa.
    Consciência de estar um “morto-vivo”.
    Instáveis para seguir regularmente um tratamento.
    Perda dos interesses habituais.

    Depressão Trágica de Platina

    Nada existe, exceto o eu, o pedestal se desmorona.
    Desinteresse, nenhum projeto.
    Não tolera o fracasso, a menor ofensa. pode se suicidar por insatisfação existencial.

    Crises Depressivas de Lachesis

    Angústia em crises paroxísticas
    Delírios sobre ciúmes ou misteriosos complôs.
    Possessividade afetiva.

    Depressão Infantil de Pulsatilla

    Menina ou mulher infantil
    Imagina o seu fim, vive por antecipação com os olhos cheios de lágrimas, com pena de si.
    Meu caixão será o meu segundo berço.

    OBS.: Estes são apenas alguns dos mais de cem tipos homeopáticos sujeitos a depressão.

     

  • AUTOCONTROLE E MEDITAÇÃO

    AUTOCONTROLE E MEDITAÇÃO

    No instante de fúria, tudo parece conspirar para que você pule no pescoço de alguém: o coração dispara, as pupilas se dilatam, os músculos recebem mais sangue e se preparam para o ataque. Seria um combate feroz se não fosse seu próprio cérebro, que, sem você contar até dez, se lembra das prováveis consequências do embate.

    É fácil concluir que não existe vida social sem autocontrole. A ciência provou e já deu até o endereço de onde fica a regulação das emoções no cérebro. A boa notícia é que as últimas descobertas dão esperanças aos mais impulsivos: com treino, dá para melhorar o controle emocional.

    Elisa Harumi Kozasa, neurocientista do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein, é uma das autoras de um estudo recém-publicado na revista internacional “NeuroImage”. A pesquisa comparou o desempenho de pessoas que meditam com o de quem não medita em uma atividade que exige controle de impulsos. Saiu-se melhor quem meditava.

    “O treinamento em meditação modifica as áreas cerebrais. O córtex fica mais espesso em partes relacionadas à atenção, à tomada de decisões e ao controle de impulsos”, explica.

    Além de meditação, os treinamentos para autocontrole envolvem terapia comportamental e técnicas de reconhecimento facial de emoções. A ideia não é aprender a engolir sapos ou a forjar um pensamento positivo. “Suprimir a raiva ou o estresse é ‘autoilusão‘, não autocontrole. É preciso entender o que causa o impulso, não rejeitá-lo”, diz José Roberto Leite, psicólogo e pesquisador da Unifesp.

    Emoções são respostas do organismo a estímulos internos ou externos. O que determina o tamanho do pavio da pessoa ou o quanto ela é ansiosa não é só “gênio”.

    “Há um papel da genética, mas a influência do ambiente e do comportamento é grande. Quem vive em ambientes com pessoas ansiosas tem mais tendência a ser ansioso”, explica Kozasa.

    Sentir raiva ou nojo, duas emoções universais, é involuntário e fisiológico: todos sentem. Mas o que será feito com esse impulso pode ser uma escolha, de acordo com a monja Coen, primaz da Comunidade Zen Budista. “Podemos controlar o que fazemos com as nossas emoções. Para isso, é preciso saber reconhecê-las e nomeá-las.” É aí que entra a meditação.

     

    ATENÇÃO PLENA

    “É como arrumar a casa”, define Stephen Little, instrutor de práticas de redução de estresse e de autocuidado do Hospital Israelita Albert Einstein. “Meditar ajuda a criar caminhos neurológicos mais claros. É como abrir uma brecha entre a emoção e o instante da decisão.”

    Como o foco da atenção é redirecionado –por exemplo, para a respiração–, a técnica treina a concentração, fundamental para manter o controle. As distrações contribuem para que sejamos levados pelas emoções, no estilo “deixa a vida me levar”, explica Little.

    Em um mundo de distrações, concentrar-se não é nada fácil. Quem nunca meditou pode achar a prática difícil pelo simples fato de precisar ficar quieto, sem estímulos externos. O jeito mais simples de conseguir isso é prestando atenção à respiração. Mas há outras formas, como repetir mentalmente uma palavra ou expressão ou deixar o pensamento fluir.

    O único porém é que os efeitos não são imediatos. Os melhores resultados aparecem em estudos com pessoas que praticam a técnica há mais de dez anos. “Mas dá para ter uma boa diferença em oito semanas”, incentiva Kozasa. Ela se refere a um programa de 45 minutos por dia, com acompanhamento.

    A curto prazo, na hora que der vontade de rodar a baiana, o velho truque de controlar a respiração ajuda de verdade (veja abaixo como isso pode ser feito).

    A psicóloga Ana Maria Rossi, autora do livro autocontrole nova maneira de gerenciar o estresse (Best Seller), afirma que, quando alguém tenta se controlar, o principal erro é o de se concentrar exatamente no sentimento que quer inibir.

    “Pensamos: ‘Não vou ficar nervosa’. Isso só atrapalha. O cérebro não entende a negativa. É preciso mudar o foco.” Ela recomenda a técnica da visualização: “Quem tem medo de falar em público pode se imaginar em uma situação de completo domínio.”

    Para José Roberto Leite, não basta só pensar no controle emocional. “Controlar as emoções é apenas um dos aspectos. Se eu não tenho ataques de raiva ou de ansiedade, mas como desesperadamente, não adianta nada. Há vários tipos de controle.”

    Segundo ele, é comum a pessoa priorizar uma das áreas –a profissional, por exemplo– em detrimento das outras. “Há várias esferas: a física, a psicológica, a profissional. É preciso encarar a vida como uma empresa que tem que ser gerenciada em vários aspectos, senão vai à falência.”

    POR: JULIANA VINES

    FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO 

  • O QUE É QUIROPRAXIA

    O QUE É QUIROPRAXIA

    Quiropraxia é a ciência, arte e filosofia que se preocupa com a saúde plena, restabelecendo e mantendo o sistema nervoso livre de interferências e funcionando apropriadamente, sem o uso de medicamentos ou cirurgia.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Quiropraxia é uma profissão da saúde que lida com o diagnóstico, tratamento e a prevenção das desordens do sistema neuro-músculo-esquelético e dos efeitos destas desordens na saúde em geral. Há uma ênfase em técnicas manuais, incluindo o ajuste e/ou a manipulação articular e com um enfoque particular nas subluxações.

    Complexo de Subluxação

    Segundo o CID -10 M99.1 (Código Internacional de Doenças), “complexo de subluxação é uma relação aberrante entre duas estruturas articulares adjacentes que pode ter sequelas funcionais ou patológicas, causando uma alteração nas reflexões neurofisiológicas e/ou biomecânicas destas estruturas articulares, e/ou outros sistemas corpóreos que podem ser diretamente ou indiretamente afetados por estas estruturas.”

    A Quiropraxia baseia-se no fato de que o corpo é um organismo com características auto-reguladoras e auto-curadoras. Estas funções importantes são controladas pelo cérebro e por todos os nervos do corpo que passam pela coluna vertebral. Os ossos do crânio protegem os tecidos delicados do cérebro. Os ossos móveis da coluna protegem as trilhas de comunicação da medula espinhal e suas raízes nervosas que saem em todas as direções. Se a comunicação do sistema nervoso sofrer algum tipo de “interferência” ou “irritação” por um mau posicionamento ou movimento inadequado dos ossos, ele pode causar o mau funcionamento dos tecidos e órgãos por todo o corpo. Os Quiropraxistas chamam isso de Complexo de Subluxação .

    A manipulação articular promove o ajuste Quiropráxico que tem por objetivo remover o complexo de subluxação e devolver a normalidade possível ao organismo. Assim ao retirar o que está causando a interferência ou irritação nervosa, aumenta o movimento, melhora a circulação, reduz o inchaço e a dor. Uma coluna vertebral saudável, bem alinhada e movendo-se por toda a faixa de movimento permite que o sistema nervoso funcione apropriadamente e o corpo volta a ser capaz de exercer sua fisiologia natural para curar-se.

    Tipos de Subluxação

    1.CERVICAL – Dores de cabeça, insônia, pressão alta, acne, sinusite, alergias, estrabismo, problemas oculares e auditivos, amnésia, crises nervosas, cansaço crônico, vertigem, febres, catarro, dormência de braços, dores, neurite, surdez, neuralgias, torcicolos, faringite, ronco.

    2.TORÁCICA – Artrite, asma, úlcera, gastrite, reumatismo, tosse, dificuldades para respirar, dores em braços, problemas coronários, dores no peito, bronquite, pleurite, pneumonia, gripe, congestão, herpes, má circulação, sanguínea, indigestão, cardiologia, dor no abdómen, gases fadigas, urticária, problemas renais.

    3.LOMBAR – Prisão de ventre, varizes, dor em nervo ciático, lombalgia, hérnias, cólicas, diarreia, dor e debilidade crônica, problemas de bexiga, problemas menstruais, incontinência, impotência, dores de joelho, edemas em membro inferior, pés frios, pernas tensas, esterilidade, pernas fracas.

    4.SACRO – Dores ao sentar, hemorróidas, certos tipos de esterilidade, coceira, varizes, dores no quadril.

    O tratamento de Quiropraxia

    Da mesma maneira que há razões diferentes para visitar um quiropraxista, há tipos diferentes de tratamentos. Alguns pacientes querem simplesmente o alívio da dor. Outros estão procurando um modo de se manter saudável. Em qualquer desses casos a Quiropraxia atua.

    Quiropraxia só trata de dores nas costas?

    O tratamento de quiropraxia corrige problemas vertebrais (subluxações) em qualquer lugar em sua coluna, não só sua dor nas costas. Uma subluxação existe quando os ossos vertebrais (vértebras) se tomam desalinhados ou perdem sua amplitude normal de movimento. Nesses locais ocorrem irritações ou pressões sobre os nervos o que interfere na comunicação entre o cérebro e o corpo (e vice-versa). Usando ajustes altamente específicos, a subluxação será eliminada, e a comunicação restabelecida. Assim, sua coluna e seu sistema nervoso voltam a funcionar corretamente. Para que isso aconteça, estão disponíveis diferentes tipos de cuidado quiropraxista.

    Quais os cuidados necessários?

    Todo tratamento de quiropraxia começa com um exame inicial depois do qual podem ser recomendadas radiografias para determinar a seriedade de seu problema. Além de ser ajustado, você pode ser orientado a fazer exercícios, mudar seus hábitos alimentares além de dicas sobre como melhorar sua postura. Tratamento de alívio – Aqui buscamos o alívio de dor aguda e do desconforto que o acompanha. Dependendo do diagnóstico, da idade e da condição física, podem ser requeridas visitas freqüentes por um período relativamente curto. Tratamento corretivo – Busca eliminar os problemas vertebrais que existem há mais tempo. Como eles existiram por um tempo mais longo requerem um período mais longo de tratamento. É como se o corpo já estivesse acostumado àquela posição “errada”, e o trabalho da Quiropraxia será o de “ensinar” o corpo a aceitar como “normal” esta nova posição. Tratamento de manutenção- Ajuda a manter os benefícios que você alcançou nos tratamentos de alívio e corretivo. Continuando o trabalho de quiropraxia e recebendo ajustes periódicos você se mantém saudável e previne a volta ou o aparecimento de novas subluxações. O cuidado da quiropraxia, exercícios e uma dieta sensata lhe ajudarão a desfrutar de uma melhor saúde no futuro.

    Sabemos ainda que é o cérebro que coordena todas as células, órgãos, sistemas e funções do organismo. É o cérebro que controla a temperatura corpórea, a pressão arterial, a frequência cardíaca e a respiração, controla ainda nossos movimentos físicos ao andarmos, ficarmos em pé ou sentarmos, aceita milhares de informações vindas dos nossos vários sentidos (visão, audição, olfato) além de nos deixa pensar, sonhar, raciocinar, sentir emoções, etc.

  • MASTIGAR DEVAGAR AJUDA A PERDER PESO

    MASTIGAR DEVAGAR AJUDA A PERDER PESO

    Na busca quase eterna por boa forma e qualidade de vida, a alimentação adequada é fundamental. Mas, além de se preocupar com a ingestão de alimentos saudáveis e nutritivos, uma das primeiras dicas para quem quer perder peso é mastigar devagar. Isso faz com que se coma menos, já que a sensação de saciedade chegará antes de se comer mais do que o necessário.

    Isso porque o organismo leva de 15 a 20 minutos para avisar o cérebro de que está saciado.

    A mastigação lenta proporciona uma comunicação efetiva entre estômago e cérebro, fazendo com que haja maior liberação de hormônios de saciedade e também aumente a percepção de quando se está realmente satisfeito. Com isso, há uma menor ingestão de alimentos e, consequentemente, o controle do peso  explica a nutricionista Bruna Chagas Petrungaro.

    No caso de alimentos sólidos especialmente as carnes bovinas, o ideal é mastigar pelo menos 30 vezes antes de engolir. Ao mastigar devagar, os alimentos se mantêm por mais tempo em contato com as papilas gustativas presentes na língua. Como é por meio delas que se sente o sabor, quanto mais mastigações, maior será a apreciação do alimento e o estímulo das papilas. Logo, maior será a percepção da saciedade.

    O processo de digestão inicia-se pela boca. Com uma mastigação correta, a produção de saliva é mais eficiente, o que ajuda a formar um bolo alimentar mais macio e fácil de ser deglutido, evitando vários problemas e desconfortos gástricos.

    Além disso, a mastigação mantém a força dos músculos do rosto, modela a forma do osso e a posição dos dentes, além de ser a primeira fase da digestão complementa a fonoaudióloga Paula Pinheiro.

    Para melhorar a digestão

    • Descanse os talheres no prato a cada mastigação.
    • Coloque pouca comida no garfo.
    • Escolha um local calmo e tranquilo para fazer suas refeições.
    • Evite realizar outras atividades durante a refeição (como ver TV, ler jornal ou acessar a internet).
    • Inicie a refeição com um prato ou porção generosa de salada. Enquanto mastiga lentamente as verduras e legumes, você ganha tempo para que a mensagem de saciedade chegue ao cérebro e se reduz a chance de repetir, por gula, o prato quente _ e mais calórico.
    •  Limite a ingestão de líquidos como acompanhamento da refeição a um copo de 200 ml. Dê preferência à água sem gás ou sucos naturais. Além de atrapalhar a digestão, o excesso de bebida pode aumentar o volume do estômago, fazendo com que a pessoa consuma uma maior quantidade de alimentos.

     

     

  • COMO FUNCIONA O CHORO

    COMO FUNCIONA O CHORO

    Todo mundo tem um daqueles dias em que tudo parece dar errado. Seu despertador não funciona, você fica sem gasolina no caminho para o trabalho (para o qual você já estava atrasado), você derrama café na sua mesa, e fica preso em um engarrafamento na hora de voltar para casa. No final do dia, só o que você quer fazer é tomar um banho quente e correr para a cama. E neste ponto, muitos de nós recorremos ao verdadeiro e natural método para aliviar o estresse – o choro.

    O choro alivia o estresse

    Obviamente, experiências mais sérias e traumáticas podem “abrir a torneira” instantaneamente como nascimentos, mortes, doenças (particularmente em filhos ou pais), infidelidade e crimes violentos. As causas mais comuns do choro, no entanto, são baixos níveis de estresse ou frustração e assistir algo triste na televisão.

    De qualquer forma, nem mesmo os mais “machos” dos homens estão livres das lágrimas. Como seres humanos, estamos sempre propensos a chorar e somos os únicos seres do planeta que derramam lágrimas emocionais (os elefantes e gorilas podem ser exceções, embora ainda não tenham sido comprovadas). Então, a não ser que você seja um crocodilo de água salgada que chora apenas para eliminar o excesso de sal dos olhos, as chances são grandes de que você já tenha chorado muito – e ainda venha a chorar mais ainda.

    Já se fala sobre o choro há bastante tempo. Rumores históricos dizem até mesmo que São Francisco de Assis ficou cego por derramar tantas lágrimas. Uma antiga pesquisa sobre esse tema atribuiu essa resposta fisiológica à cremação de entes queridos nos tempos pré-históricos. De acordo com Paul D. MacLean, quando nossos antigos ancestrais cremavam seus mortos eles eram inundados por emoções, bem como pela fumaça que entravam em seus olhos. MacLean acreditava que esses fatores causavam lágrimas reflexivas e que com o tempo acabaram ligadas à morte em nossas psiques.

    Neste artigo, você lerá sobre como a sociedade atual percebe o choro e como homens e mulheres diferem tanto física como emocionalmente quando se trata de chorar. Nós também discutiremos a fisiologia por trás do choro, os vários tipos de lágrimas e como o choro pode te ajudar a evitar e diagnosticar problemas de saúde.

    O propósito do choro

    O que acontece exatamente quando você chora? Um fluido salgado cheio de proteína, água, muco e óleo é liberado da glândula lacrimal na região superior e externa de nosso olho. Em seguida este fluido, mais conhecido como lágrima, escorre pelo nosso olho, atravessa o rosto e, no caso das mulheres, estraga a maquiagem.

    No entanto, nem todas as lágrimas são emocionais. Na verdade, existem três tipos de lágrimas, e todas elas com diferentes propósitos. As lágrimas basais estão onipresentes em nossos olhos. Essas constantes lágrimas são o que impedem os nossos olhos de secar completamente. O corpo humano produz uma média de 140 a 280 gramas de lágrimas basais por dia. Elas drenam através da cavidade nasal, razão pela qual muitos de nós ficamos com o nariz escorrendo.

    Piscando os olhos

    O segundo tipo são as lágrimas reflexivas que servem para proteger o olho humano de algo irritante como a fumaça, cebolas ou até mesmo um forte vento empoeirado. Para conseguir essa façanha, os nervos sensoriais de sua córnea comunicam essa irritação ao seu tronco cerebral, que por sua vez envia hormônios para as glândulas localizadas nas pálpebras. Esses hormônios fazem com que os olhos produzam lágrimas, livrando-os da substância irritante.

    O terceiro tipo de lágrimas são as lágrimas emocionais. Tudo começa na parte do cérebro onde a tristeza é registrada. O sistema endócrino é então acionado para que libere hormônios para a área ocular que então causa a formação de lágrimas. As lágrimas emocionais são comuns entre as pessoas que vêem a mãe de Bambi morrer ou sofrem perdas pessoais.

    A frase “o choro lava a alma” sugere que chorar pode verdadeiramente fazer com que você se sinta física e emocionalmente melhor. Alguns cientistas concordam com essa teoria, afirmando que o choro lava os produtos químicos acumulados no organismo durante momentos de grande estresse. Esses pesquisadores acreditam que o choro emocional é a forma que o corpo tem de se livrar dessas toxinas.

    Na verdade, um estudo coletou tanto lágrimas reflexivas como emocionais (depois de descascar uma cebola e assistir a um filme triste, respectivamente). Quando os cientistas analisaram o conteúdo dessas lágrimas, eles descobriram que elas eram bem diferentes. As lágrimas reflexivas são compostas geralmente por 98% de água, enquanto que vários produtos químicos estão presentes nas lágrimas emocionais [fonte: The Daily Journal).

    Em primeiro lugar aparece uma proteína chamada de prolactina, que já é bem conhecida por controlar a produção de leite materno. Hormônios adrenocorticotróficos são também comuns e indicam um alto nível de estresse. A outra substância química encontradas nas lágrimas emocionais é a encefalina-leucina, uma endorfina que reduz a dor e trabalha para melhorar o humor. É claro que muitos cientistas apontam que a pesquisa nessa área ainda é bastante limitada e que outros estudos devem ser realizados antes de que se chegue à alguma conclusão.

    Ponha o choro para fora

    Como dito anteriormente, muitas pessoas e até mesmo cientistas acreditam que o choro é benéfico. Frey acredita que o choro pode ser um mecanismo de segurança, pois livra o corpo das toxinas relacionadas ao estresse.

    Concorde você ou não com esta teoria, a maioria dos psicólogos acredita que conter suas emoções pode se tornar algo perigoso a longo prazo. Algumas pesquisas indicam até mesmo que sufocar lágrimas emocionais pode aumentar o risco para doenças cardíacas e hipertensão. Outros estudos têm mostrado que pessoas que sofrem de doenças como colite e úlceras tendem a ter uma atitude menos positiva em relação ao choro do que seus homólogos mais saudáveis. Os psicólogos recomendam que as pessoas que sofrem de tristeza e mágoa devem expressar seus sentimentos através da fala e do choro, em vez de tentar manter suas emoções sob controle.

    Infelizmente, muitas doenças e condições têm no choro o principal sintoma, ao invés de uma solução. Por exemplo, a depressão pós-parto é um período de muita tristeza vivenciado por 9 entre 16% das mulheres após o parto. Isso pode resultar em choro excessivo, entre outros sintomas.

    O aumento no choro também é grande em indivíduos que sofrem de transtorno de estresse pós-traumático, muitas vezes enfrentado por aqueles que vivenciaram crimes violentos ou outra grave situação emocional, como por exemplo os soldados quando voltam de uma guerra.

    No geral, é importante lembrar que o choro faz parte da composição humana, bem como o riso. Embora você não queira chorar na frente de seu chefe ou de seu ex-namorado que está agora ao lado de sua bela e nova namorada, acredita-se que é sempre melhor emocional e fisicamente “colocar o choro para fora” no lugar de prendê-lo.

     

     

  • AS CONEXÕES FÍSICAS DO CÉREBRO

    AS CONEXÕES FÍSICAS DO CÉREBRO

    O cérebro possui várias conexões físicas, assim como um prédio ou um avião tem suas partes interligadas por fiação elétrica. No caso do cérebro, as conexões são feitas por neurônios que conectam as entradas sensoriais e as saídas motoras com os centros nos vários lobos do córtex. Também há conexões entre esses centros corticais e outras partes do cérebro.

    Diferentes áreas do cérebro superior possuem funções específicas.

    Lobo parietal – recebe e processa todas as entradas somatossensoriais do corpo (toque, dor); as fibras da medula espinhal se distribuem pelo tálamo para várias partes do lobo parietal. E essas conexões formam um “mapa” da superfície do corpo no lobo parietal. Esse mapa é chamado de homúnculo.

    O homúnculo tem uma aparência bem estranha, porque a representação de cada área está relacionada ao número de conexões sensoriais de neurônios em vez de ao tamanho físico da área.

    A parte traseira do lobo parietal (próxima ao lobo temporal) tem uma seção chamada de área de Wernicke, muito importante para compreender as informações sensoriais (visuais e auditivas) associadas à linguagem. Danos a essa área do cérebro produzem o que se conhece como “afasia sensorial”, na qual os pacientes não conseguem entender a linguagem mas ainda são capazes de produzir sons.
    Lobo frontal – o lobo frontal está envolvido nas habilidades motoras (incluindo a fala) e nas funções cognitivas.
    O centro motor do cérebro (giro pré-central) localiza-se na parte de trás do lobo frontal, logo na frente do lobo parietal. Ele recebe conexões da parte somatossensorial do lobo parietal e processa e inicia as funções motoras. Assim como o homúnculo no lobo parietal, o giro pré-central possui um mapa motor do cérebro. Para mais detalhes, consulte A Science Odyssey: You Try It – Probe the Brain Activity (“Uma odisséia espacial: experimente – examine a atividade cerebral”, em inglês).
    Uma área no lado esquerdo do lobo frontal, chamada de área de Broca, processa a linguagem por meio do controle dos músculos que criam os sons (boca, lábios e laringe). Danos a essa área resultam na “afasia motora,” problema no qual os pacientes conseguem entender a linguagem mas não podem produzir sons corretos ou com qualquer significado.
    As áreas restantes do lobo frontal realizam processos associativos (pensamento, aprendizado e memória).

    Lobo occipital – o lobo occipital recebe e processa informações visuais diretamente dos olhos e relaciona essas informações com o lobo parietal (área de Wernicke) e com o córtex motor (lobo frontal). Uma das coisas que ele deve fazer é interpretar as imagens invertidas que são projetadas na retina pelo cristalino do olho.

    Lobo temporal – o lobo temporal processa informações auditivas a partir dos ouvidos e as relaciona com a área de Wernicke do lobo parietal e com o córtex motor do lobo frontal.

    Ínsula – a ínsula influencia funções automáticas do tronco encefálico. Por exemplo, quando você prende a respiração, os impulsos da ínsula suprimem os centros de respiração do bulbo. A ínsula também processa informações sobre o paladar.

    Hipocampo – o hipocampo localiza-se dentro do lobo temporal e é importante para a memória de curto prazo.

    Amígdala – ela se localiza dentro do lobo temporal e controla o comportamento sexual e social e outras emoções.

    Gânglios basais – os gânglios basais trabalham junto ao cerebelo para coordenar movimentos precisos, como movimentos da ponta dos dedos.

    Sistema límbico – esse sistema é importante no comportamento emocional e no controle dos movimentos dos músculos das vísceras (músculos do aparelho digestivo e cavidades do corpo).

     

  • COMO FUNCIONA O CÉREBRO

    COMO FUNCIONA O CÉREBRO

    O cérebro realiza várias tarefas incríveis:

    controla a temperatura corpórea, a pressão arterial, a freqüência cardíaca e a respiração aceita milhares de informações vindas dos nossos vários sentidos (visão, audição, olfato) controla nossos movimentos físicos ao andarmos, falarmos, ficarmos em pé ou sentarmos nos deixa pensar, sonhar, raciocinar e sentir emoções.

    Todas essas tarefas são coordenadas, controladas e reguladas por um órgão que tem mais ou menos o tamanho de uma pequena couve-flor: o cérebro.

    O cérebro humano

    Nosso cérebro, medula espinhal e nervos periféricos compõem um sistema de controle e processamento integrado de informações. O estudo científico do cérebro e do sistema nervoso é chamado de neurociência ou neurobiologia. Como o campo da neurociência é tão vasto e o cérebro e o sistema nervoso, tão complexos, este artigo vai começar dando uma visão geral sobre esse órgão.

    Vamos examinar aqui as estruturas do cérebro e o que cada uma delas faz. Após essa explicação geral sobre o cérebro, você vai poder entender conceitos como controle motor, processamento visual, processamento auditivo, sensações, aprendizagem, memória e emoções.

    Nosso cérebro: Estrutura dos neurônios
    Nosso cérebro é composto por aproximadamente 100 bilhões de células nervosas, chamadas de neurônios. Os neurônios têm a incrível habilidade de juntar e transmitir sinais eletroquímicos, como se fossem entradas, saídas e fios de um computador. Os neurônios compartilham as mesmas características e têm as mesmas partes que as outras células, mas o aspecto eletroquímico os deixa transmitir sinais por longas distâncias e passar mensagens de um para o outro. Os neurônios possuem três partes básicas: corpo celular, axônio e dendritos.

    Corpo celular – essa parte principal contém todos os componentes necessários da célula, como o núcleo (que contém DNA), retículo endoplasmático e ribossomos (para construir proteínas) e mitocôndria (para produzir energia). Se o corpo celular morrer, o neurônio morre.
    Axônio – essa projeção da célula, longa e semelhante a um cabo, transporta a mensagem eletroquímica (impulso nervoso ou potencial de ação) pela extensão da célula; dependendo do tipo do neurônio, os axônios podem ser cobertos por uma fina camada de mielina, como um fio elétrico com isolamento. A mielina é feita de gordura e ajuda a acelerar a transmissão de um impulso nervoso através de um axônio longo. Os neurônios com mielina costumam ser encontrados nos nervos periféricos (neurônios sensoriais e motores), ao passo que os neurônios sem mielina são encontrados no cérebro e na medula espinhal.
    Dendritos ou terminações nervosas – essas projeções pequenas e semelhantes a galhos realizam as conexões com outras células e permitem que o neurônio se comunique com outras células ou perceba o ambiente a seu redor. Os dendritos podem se localizar em uma ou nas duas terminações da célula.

    Nosso cérebro: Tipos de neurônios básicos
    Existem neurônios de vários tamanhos. Por exemplo, um único neurônio sensorial da ponta do nosso dedo tem um axônio que se estende por todo o comprimento do nosso braço, ao passo que os neurônios dentro do cérebro podem se estender por somente alguns poucos milímetros. Os neurônios possuem formatos diferentes, dependendo de sua função. Os neurônios motores, que controlam as contrações dos músculos, possuem um corpo celular em uma ponta, um axônio longo no meio e dendritos na outra ponta. Já os neurônios sensoriais têm dendritos nas duas pontas, conectados por um longo axônio com um corpo celular no meio.

    Os neurônios também variam no que diz respeito a suas funções:

    os neurônios sensoriais transportam sinais das extremidades do nosso corpo (periferias) para o sistema nervoso central;
    os neurônios motores (motoneurônios) transportam sinais do sistema nervoso central para as extremidades (músculos, pele, glândulas) do nosso corpo;
    os receptores percebem o ambiente (químicos, luz, som, toque) e codificam essas informações em mensagens eletroquímicas, que são transmitidas pelos neurônios sensoriais;
    os interneurônios conectam vários neurônios dentro do cérebro e da medula espinhal.

    O tipo mais simples de via neural é um arco reflexo monossináptico (conexão simples), como o reflexo patelar. Quando o médico bate no ponto certo do nosso joelho com um martelo de borracha, os receptores enviam um sinal para a medula espinhal através de um neurônio sensorial. Esse neurônio passa a mensagem para um neurônio motor, que controla os músculos da nossa perna. Os impulsos nervosos viajam pelo neurônio motor e estimulam o músculo específico a se contrair. A resposta é um movimento muscular que acontece rapidamente e não envolve nosso cérebro. Os seres humanos possuem vários reflexos desse tipo, mas, conforme as tarefas vão ficando mais complexas, o “circuito” também fica mais complicado e o cérebro se integra nele.

    Partes do cérebro
    Os seres mais simples têm os mais simples sistemas nervosos constituídos por arcos reflexos. Por exemplo, vermes achatados e invertebrados não possuem um cérebro centralizado. Eles têm associações separadas de neurônios, organizadas em arcos reflexos simples. Os vermes achatados possuem redes neurais, neurônios individuais conectados que formam uma rede ao redor do animal.
    A maioria dos invertebrados tem cérebro simples que consistem em grupos localizados de corpos celulares neurais chamados de gânglios. Cada gânglio controla funções sensoriais e motoras em seu segmento através de um arco reflexo e os gânglios são conectados para formar um sistema nervoso simples. Conforme o sistema nervoso evoluiu, as cadeias de gânglios evoluíram para cérebros simples mais centralizados.

    Principais divisões do cérebro:

    Medula espinhal
    Tronco encefálico
    Cerebelo
    Cérebro anterior
    Diencéfalo – tálamo, hipotálamo
    Córtex cerebral

    O cérebro evoluiu a partir dos gânglios dos invertebrados. Não importa o animal, um cérebro tem as seguintes partes:

    tronco encefálico – o tronco encefálico consiste em bulbo, ponte e mesencéfalo; o tronco encefálico controla os reflexos e funções automáticas (freqüência cardíaca, pressão arterial), movimentos dos membros e funções viscerais (digestão, micção);

    cerebelo – integra informações do sistema vestibular que indicam posição e movimento e utiliza essas informações para coordenar os movimentos dos membros;

    hipotálamo e glândula pituitária – controlam as funções viscerais, temperatura corporal e respostas de comportamento, como alimentar-se, beber, respostas sexuais, agressão e prazer;

    cérebro superior, também chamado de córtex cerebral ou apenas córtex – o cérebro consiste no córtex, grandes tratos fibrosos (corpo caloso) e algumas estruturas mais profundas (gânglio basal, amígdala, hipocampo); integra informações de todos os órgãos dos sentidos, inicia as funções motoras, controla as emoções e realiza os processos da memória e do pensamento, expressão de emoções e pensamentos são mais predominantes em mamíferos superiores.

    Dos peixes aos humanos é possível ver que o córtex fica maior, ocupa uma porção maior da área total do cérebro e se dobra. O córtex aumentado assume funções superiores adicionais, como processamento de informações, fala, pensamento e memória. Além disso, a parte do cérebro chamada de tálamo evoluiu para ajudar a transmitir informações do tronco encefálico e da medula espinhal para o córtex cerebral.

  • 16 FATOS CURIOSOS SOBRE O CORPO

    16 FATOS CURIOSOS SOBRE O CORPO

    1 – Impressão da língua
    Não saia mostrando a língua por aí se quiser esconder sua identidade. Similar à impressão digital, todo mundo tem uma impressão da língua única e exclusiva.

    2 – Perda de pele e pelos
    Seu animal de estimação não é o único na casa com problema de queda de pelos. Os humanos perdem 600 mil partículas de pele por hora. Isso resulta em cerca de 680 g por ano, por isso uma pessoa comum terá perdido cerca de 47 kg de pele até os 70 anos de idade.

    3 – Contagem de ossos
    Um adulto tem menos ossos que um bebê. Começamos a vida com 350 ossos, mas como eles se fundem durante o crescimento, terminamos com apenas 206 quando adultos.

    4 – Novo estômago
    Você sabia que seu estômago ganha um revestimento novo a cada três ou quatro dias? Do contrário, os ácidos fortes que seu estômago usa para digerir a comida também o fariam digerir-se.

    5 – Memória de cheiro
    Seu nariz pode não ser tão sensível quanto o de um cachorro, mas ele é capaz de lembrar-se de 50 mil cheiros diferentes.

    6 – Intestinos longos
    O intestino delgado é cerca de quatro vezes maior que a altura de um adulto médio. Se ele não desse voltas e mais voltas, seu comprimento de 5,5 m a 7 m não caberia dentro da cavidade abdominal, tornando as coisas meio bagunçadas para nós.

    7 – Bactérias
    Isso realmente vai fazer sua pele arrepiar: cada 6,4 cm2 de pele no corpo humano tem cerca de 32 milhões de bactérias, mas felizmente, a grande maioria delas não oferece risco algum.

    8 – Fonte do odor do corpo
    A fonte de pés com chulé, como a do cecê, é o suor. E as pessoas transpiram muito em seus pés. Um par de pés tem 500 mil glândulas sudoríparas e pode produzir mais de 470 ml de suor por dia.

    9 – Velocidade do espirro
    O ar do espirro humano pode viajar a uma velocidade de 160 km/h ou mais – outra boa razão para você cobrir seu nariz e boca quando espirrar, ou desviar a cabeça quando ouvir um vindo em sua direção.

    10 – Distância do sangue
    O sangue tem uma longa estrada para percorrer: estendidos de ponta a ponta, há cerca de 96,5 mil km de vasos sanguíneos no corpo humano. E o trabalhador árduo que é o coração bombeia cerca de 7.500 litros de sangue através dessas veias todos os dias.

    11 – Quantidade de saliva
    Você pode não querer nadar em sua saliva, mas se você guardasse toda ela, poderia. Durante sua vida, uma pessoa média produz cerca de 23.650 litros de saliva – o suficiente para encher duas piscinas.

    12 – Altura do ronco
    Aos 60 anos de idade, 60% dos homens e 40% das mulheres vão roncar. Mas o som de um ronco pode parecer ensurdecedor. Embora o ronco beire os 60 decibéis (o nível de ruído de uma fala normal), ele pode atingir mais de 80 decibéis. Oitenta decibéis é tão alto quanto o som de uma britadeira quebrando o concreto. Os níveis de ruído acima de 85 decibéis são considerados perigosos ao ouvido humano.

    13 – Cor e quantidade de cabelo
    Louras podem ou não se divertir mais, mas elas definitivamente têm mais cabelo. A color dos cabelos ajuda a determinar quão denso o cabelo da cabeça é, e as louras (apenas as naturais, claro), lideram a lista. A cabeça humana média tem 100 mil folículos capilares, cada um dos quais é capaz de produzir 20 fios de cabelos durante a vida de uma pessoa. As louras têm cerca de 146 mil folículos. As morenas tendem a ter cerca de 110 mil folículos, enquanto aquelas com cabelos castanhos têm exatos 100 mil folículos. As ruivas têm a cabeleira menos densa, com cerca de 86 mil folículos

    14 – Crescimento das unhas
    Se você corta as unhas das mãos com mais frequência que a dos pés, isso é natural. As unhas que ficam mais expostas e são mais usadas geralmente crescem mais rápido. As unhas dos dedos das mãos crescem mais rápido na mão que você escreve e nos dedos mais longos. Em média, unhas crescem cerca de 2,5 mm por mês.

    15 – Peso da cabeça
    Não é de se espantar que os bebês têm dificuldade para sustentar suas cabeças: a cabeça humana tem 1/4 do nosso comprimento total ao nascimento, mas apenas 1/8 quando chegamos à fase adulta.

    16 – Necessidade de sono
    Se você disser que está morrendo por uma boa noite de sono, pode estar sendo literal. Dá até para ficar sem comer por semanas sem sucumbir, mas 11 dias é o máximo que se chega sem dormir. Depois de 11 dias, você dormirá – para sempre!