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  • TEMPERATURA DO CORPO

    TEMPERATURA DO CORPO

    O ser humano é homeotérmico, isto é, possui a capacidade de manter a temperatura corporal dentro de uma faixa razoavelmente estreita – em torno de 36,5 °C –, apesar das variações térmicas do ambiente. O equilíbrio térmico é conseguido por meio do balanço entre a perda e a produção ou aquisição de calor.

    Parte da energia liberada pelo funcionamento normal dos órgãos internos e pelos músculos durante a atividade física é energia térmica (calor). Uma pessoa em repouso libera a cada segundo uma quantidade de calor correspondente a cerca de 90 joules. Ao se praticar exercícios, a velocidade de produção de calor pelos músculos aumenta em função da intensidade do exercício e torna-se, transitoriamente, maior que a velocidade de dissipação dessa energia.

    O primeiro meio utilizado para remover esse excesso de calor dos músculos é a sua transferência, por condução, para o sangue. Desta maneira, grande parte dessa energia térmica é transferida para o resto do organismo pela circulação. Quando isso ocorre, a temperatura interna como um todo começa a se elevar, desencadeando reflexos fisiológicos que promovem um aumento da transferência do calor interno para a pele e desta para o meio ambiente.

    Estando o ambiente externo a uma temperatura mais baixa que a temperatura corporal, há três mecanismos básicos pelos quais se dá a perda de calor para o ambiente: condução, irradiação e, caso a temperatura da pele atinja 37,0 °C, a transpiração.

    A transpiração faz uso do alto calor de vaporização da água (580 cal/g a 37°C) para retirar quantidades apreciáveis de calor do corpo – o calor latente de vaporização da água é 540 cal/g no ponto de ebulição, mas a temperaturas mais baixas ele é significativamente maior, dado que as energias de ligação entre as moléculas de água são maiores nessas condições.

    A fim de analisar a evolução da temperatura corporal durante atividades físicas, alunas da 3ª série do ensino médio do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, CAp-UFRJ, fizeram uma série de exercícios e, usando um termômetro digital desenvolvido por elas e um programa específico de computador, mediram suas temperaturas praticamente a cada instante. Com um frequencimeto comercial posto na altura do peito, os batimentos cardíacos das estudantes também foram medidos. Dos dados obtidos, elas traçaram gráficos que ilustram o comportamento regulatório do corpo.

    Os resultados mostraram que a temperatura começa estável e aumenta progressivamente à medida que a atividade física vai ficando mais intensa. A fase em que os exercícios são mais pesados corresponde à temperatura mais alta alcançada, em torno de 37,5 °C – devido à transpiração, a temperatura se estabiliza neste patamar mesmo com a continuação da atividade.

    O monitoramento da freqüência cardíaca no mesmo período mostra uma repetição do comportamento observado para a temperatura, com algumas pequenas diferenças. No começo dos exercícios quase não há variação na freqüência cardíaca, mas quando o ritmo da atividade acelera, os batimentos sobem bastante.

    Nos gráficos fica bem nítida a correlação entre temperatura e freqüência cardíaca. Quando os batimentos estão baixos (entre 80 e 100 batimentos por minuto) a temperatura não varia nem um grau Celsius, pois quase não há mudanças na freqüência. Já quando há um aumento grande da freqüência, a temperatura também fica muito mais alta.

     

     

  • A CRIANÇA DESCOBRINDO SEU CORPO

    A CRIANÇA DESCOBRINDO SEU CORPO

    A criança se expressa e sente através de seu corpo. Por isso, é importante que ela conheça, explore e vivencie seu corpo. Esta aprendizagem não deve centrar-se unicamente nas partes externas e visíveis, mas também naquelas que a criança não vê, mas sente, e que geram nela um grande interesse e uma grande curiosidade.

    A experiência da criança com seu corpo.

    O corpo da criança é o veículo que lhe transmite todas as sensações durante os seus primeiros meses de vida. Ela reage com ele às experiências agradáveis e também às desagradáveis. Ele é o seu primeiro terreno de reconhecimento: ao chupar os dedos, ela toma contato com as mãos. Além disso, é também a primeira barreira de contato com o exterior. A partir do primeiro ano, seus tropeços freqüentes são uma indicação de suas limitações, mas também de suas possibilidades.
    No seu segundo ano de vida, a criança aproveita a possibilidade de controlar seu corpo: caminha com mais segurança e começa a controlar seus esfíncteres. Mas sua curiosidade é dirigida principalmente às partes genitais, acima de tudo para confirmar se há ou não diferenças entre ele e os outros que o rodeiam. Esta revelação provoca um golpe duro em seu egocentrismo: ela descobre que não é a única. Ela valoriza seu corpo e necessita que os outros também o valorizem. Ao descobrir sua pequenez perante os adultos, a criança precisa se afirmar, e o faz incessantemente: quando se machuca, apela para o consolo dos mais velhos; quando se corta, teme que tenha havido alguma alteração em seu corpo e pede, por essa razão, cuidados e atenção.
    A sua percepção do corpo varia com freqüência. Basta comprovar como evoluem os seus desenhos sobre a figura humana. A princípio, era um simples círculo, que depois se parece com um girino, para logo transformar-se em uma cabeça na qual insere duas ou quatro extremidades. Mais adiante, o desenho vai se completando com olhos, orelhas, boca, nariz. Aos cinco ou seis anos, já pode desenhar uma figura humana com as proporções adequadas.

    A imagem corporal
    Para qualquer indivíduo em processo de formação da própria concepção, a construção da imagem corporal é um elemento indispensável. Ela é conseqüência da experiência subjetiva da percepção do (remove “seu”) próprio corpo e dos sentimentos a respeito dele. Além disso, a impressão que uma pessoa tem de si mesma se configura a partir das relações que ela tem com os outros indivíduos.
    A construção da imagem corporal começa desde os primeiros dias da nossa vida. Não é nem homogênea, nem constante. Em um primeiro momento, compreendemos como os segmentos que constituem o corpo se relacionam para formar uma figura. Posteriormente, conseguimos pensar no corpo como uma estrutura em conjunto.
    A imagem corporal que cada pessoa tem de si mesma depende de sua auto-estima e segurança, bem como de sua forma de se relacionar com o mundo material e com os outros indivíduos. Daí, a importância de prestar atenção e estimular adequadamente este processo de construção, desde os primeiros dias de vida de nossos filhos.

    As partes externas do corpo
    Um dos primeiros passos para construir a imagem corporal é perceber o corpo e representá-lo mentalmente. Para isso, além de estimular a criança para que se olhe no espelho e descubra sua imagem e as partes que a compõem, é apropriado que ela também a descubra através dos sentidos. Desde pequenos, podemos convidar nossos filhos a mostrar e dizer o nome das diferentes partes do corpo, e tentar provocar sensações distintas nessas parte. Como por exemplo, descobrir as zonas mais sensíveis às cócegas, qual a sensação nas plantas dos pés ao caminhar sobre superfícies diferentes, o som dos dentes ao abrirmos e fecharmos os maxilares, ou o perfume que fica nas mãos depois de se tocar uma flor.
    Também é importante que nossos filhos aprendam a função das diversas partes de seu corpo. Podemos pedir-lhe, por exemplo, que descreva as coisas que fazemos com as mãos -acenar, acariciar, aplaudir, segurar objetos, desenhar -ou que experimente as distintas formas de ficar parado -com os pés juntos, separados, um à frente e outro atrás -e de caminhar -nos calcanhares, nas pontas dos pés, aos saltos, para frente, para atrás, para a direita ou para a esquerda.
    Uma vez que tenha descoberto os variados segmentos corporais e a função de cada um, torna-se imprescindível avançar com o sentido de percepção da integração de cada um destes elementos em relação aos outros. Isto vai ajudar a compreender o corpo como um todo e não como uma mera soma de partes. Por exemplo, quando caminhamos, utilizamos principalmente os pés e as pernas, mas o tronco também tem uma função indispensável, porque nos ajuda a permanecer erguidos. Já os braços acompanham balançando ligeiramente para manter o equilíbrio, e a cabeça nos permite fixar a direção para onde estamos nos dirigimos.

    As partes internas do corpo
    A partir dos três ou quatro anos, a criança começa a perguntar sobre as coisas que ocorrem dentro do corpo. A sua imaginação sobre o assunto é muito variada, e a função dos pais, longe de dar lições de anatomia, é inspirar tranquilidade com o tipo de informação que seja compreensível para ela. As comparações são excelentes aliadas nesta tarefa. Por exemplo, quando lhe falamos do aparelho digestivo, podemos compará-lo com o liquidificador que utilizamos na cozinha. Os alimentos entram por um orifício (a boca), descendo por um tubo (o esôfago) e chegam a um recipiente onde são convertidos em uma papa (o estômago).
    Essa papa é novamente conduzida por um tubo (o intestino delgado), tudo o que dá energia para o corpo passa para o sangue e o que não é útil para a saúde vai para outro tubo (o intestino grosso), convertendo-se em matéria fecal, que o corpo expele quando vamos ao banheiro. As representações gráficas ou reproduções em relevo do corpo humano são também um bom recurso para explicar a uma criança o que se passa em seu interior. De qualquer maneira, não podemos esquecer que, além de ver órgãos e aparelhos em um desenho, é importante que ela possa tocá-los, tirar e recolocá-los em seu lugar. Para os menores, é muito difícil transformar o que vêem numa imagem plana em realidade. Por isso, é uma boa estratégia utilizar reproduções tridimensionais do interior do corpo, que podem ser desde bonecos que se abrem e permitem ver a visualização e manipulação de seu interior, até jogos didáticos daqueles em que se pode extrair com pinças os vários órgãos, ou reproduzir diversos processos, como a circulação e a digestão.

    O corpo como instrumento de expressão e comunicação
    Algo muito importante para transmitir aos filhos é o fato de que o corpo, composto por matéria, possui uma estreita relação com aquilo que sentimos e pensamos. Esta integração realça a possibilidade que o nosso corpo nos dá de exprimir o que sentimos e de nos comunicarmos com os outros. Um bom exercício para acelerar esta percepção em crianças menores é o jogo de fazer expressões diferentes: de medo, de alegria, de tristeza, de surpresa ou de preocupação.
    Com os mais velhos, podemos jogar de descrever expressões que comunicam sentimentos mais complexos: quando temos vergonha de algo, mordemos o lábio inferior e inclinamos a cabeça ligeiramente para o lado; se algo não está bem, torcemos a boca e movemos a mão direita para um lado e para o outro; se alguma coisa nos parece gostosa, passamos a língua nos lábios de um lado para o outro; se queremos dizer que vamos dormir, colocamos as mãos juntas como uma almofada sob a cabeça.

     

     

  • SISTEMAS DO CORPO HUMANO

    SISTEMAS DO CORPO HUMANO

    O corpo humano é dividido em sistemas e o instrumentador cirúrgico deve ter conhecimento básico sobre estes sistemas para que possa atuar em qualquer tipo de cirurgia. Este sistema é representado pela pele e seus anexos. A pele é o responsável pelo revestimento do corpo.

    Sua função é proteger o corpo contra a entrada ou saída exagerada de líquidos, manterem a temperatura interna estável, defender o organismo das agressões ambientais, sejam essas, de ordem química, física ou biológica, além de desempenhar um grande papel sensitivo e contribuir na produção da vitamina D.

    É composta pela derme, epiderme e tecido subcutâneo. Abaixo descreveremos os detalhes de cada camada e seus anexos. São eles:

    Epiderme: Formada por cinco camadas de células sobrepostas, não possui irrigação sanguíneas nem terminações nervosas! É ela que dá resistência à pele, pois possui grande quantidade de queratina. A epiderme que confere a pela a elasticidade e a flexibilidade.

    Derme: Encontra-se logo abaixo da epiderme, é irrigada por vasos sanguíneos e aloja as terminações nervosas, o que confere a sensibilidade à pele como um todo. Nesta camada também se localizam os vasos linfáticos, as glândulas sebáceas e as sudoríparas.

    Subcutâneo: é uma camada de tecido conjuntivo frouxo localizado abaixo da derme, a camada profunda da pele, unindo-a de maneira pouco firme aos órgãos adjacentes

    A pele possui os seus anexos, são eles:
    Pelos; Cabelos; Unhas;

    Glândulas sebáceas: São responsáveis pela lubrificação da pele e possui poder bactericida. Formam-se junto à raiz dos pelos, havendo geralmente várias glândulas para cada pelo.

    Glândulas sudoríparas: Existentes em toda a extensão do corpo, porém concentrando-se em algumas áreas específicas, como por exemplo, na região das axilas, produzindo o suor.

    Esse sistema é formado pelos ossos, cartilagens e articulações. Sua função é dar sustentação ao corpo, proteger os órgãos internos localizados em cavidades por ele limitados, como por exemplo, a caixa torácica e o crânio.

    É um elemento fundamental para a inserção dos musculoesqueléticos, alguns deles possuem em seu interior tecido hematopoiético. São de forma variada e no adulto são em número de 206.

    Podemos destacar os seguintes tipos de ossos:
    Longos: No comprimento predomina sobre a largura e espessura. Podemos citar como exemplo os ossos dos membros superiores;

    Curtos: São os que se equivalem nas três dimensões. São exemplos, rótula, ossos do carpo e vértebra.

    Planos: Comprimento e largura predominam sobre a espessura. Podemos citar como exemplos os ossos de crânio;

    Pneumáticas: Apresentam ar em seu interior e são bastante leves. Como exemplo, temos os ossos do maxilar.

    Temos ainda outras estruturas que estão relacionadas com o sistema esquelético. São elas:

    Esqueleto cefálico: É formado por uma parte superior, o crânio e uma parte inferior, a face. Os ossos do crânio formam uma caixa resistente protegendo o cérebro. Os ossos da face por sua vez protegem os órgãos do sentido como a visão, olfato e gustação.

    Articulação: É a união de dois ou mais ossos.

    Coluna vertebral: Possui 33 vértebras em sua extensão, dispostas nas regiões cervical, torácica, lombar, sacral e coccígea.

    Costelas: São formadas por doze pares de ossos alongados que delimitam a cavidade torácica. Sua função é de proteção do órgão e dar sustentação do corpo.

    Esterno: É o osso achatado ímpar e ocupa a parte anterior do tórax.

    Membros superiores: São formados pela cintura escapular, braço, antebraço e mão.

    Membros inferiores: São formados pela cintura pélvica, coxa, perna e pé.

     

     

  • CONSTITUIÇÃO DO CORPO HUMANO

    CONSTITUIÇÃO DO CORPO HUMANO

    O corpo humano é constituído por células e substâncias intracelulares líquidas. São eles:

    Célula: É a menor unidade formadora dos tecidos do corpo humano. Ela é microscópica e constitui-se de uma membrana externa, citoplasma e um núcleo. Essas estruturas são imersas no citoplasma que é líquido. No núcleo encontra-se o material genético da célula.

    Tecido: É um grupo de células que possuem a mesma função e estrutura interna. O corpo humano é formado por tecidos nos quais podemos dividi-los.

    Tecido epitelial: É formado por células justapostas e reveste o organismo externamente e internamente, ou seja, a pele e as mucosas. Os tecidos epiteliais são divididos em germinativos, glandulares e de absorção.

    Tecido conjuntivo: É formado por células separadas com muita substância intercelular, na qual se encontram fibras elásticas e conjuntivas. Sua função é de proteger os órgãos de armazenar gorduras.

    Tecido adiposo: É o tecido que contém energia em forma de gordura, localizado logo abaixo da pele.

    Tecido cartilaginoso: Este tecido é formado por células afastadas entre as quais fica uma substância intercelular rígida, porém flexível. É o que forma a cartilagem encontrada na traqueia, na orelha, nos tendões, septo nasal e nas extremidades ósseas.

    Tecido ósseo: É formado por células chamadas de osteócitos, com muitas substâncias intercelulares formada por sais de cálcio deixando-a rígida, formando assim, os ossos do corpo humano.

    Tecido hematopoiético: É o tecido encontrado em determinados pontos dos organismos que é responsável pela produção de elementos do sangue

    Tecido muscular: É o tecido que forma os músculos do corpo humano. Possui células que têm a propriedade de se contrair e se alongar chamados de fibras musculares. O tecido muscular pode ainda ser subdividido conforme veremos abaixo.

    Musculatura lisa: Não apresentam estrias e são responsáveis pela de contração involuntária.

    Musculatura estriada: As células possuem estrias transversais e são responsáveis pela contração voluntária. Apresentam-se na cor vermelha. O tecido muscular cardíaco é estriado, mas sua contração é involuntária.

    Tecido nervoso: É formado por células nervosas chamadas neurônio. Sua função é transmitir os estímulos através de suas células.

     

     

  • TERAPIA FLORAL

    TERAPIA FLORAL

    Acreditando que determinadas flores têm propriedades vibracionais, ou seja, energéticas semelhantes à da alma humana em equilíbrio, o médico inglês Edward Bach legou para o mundo, na primeira metade deste século, 38 essências florais inglesas, indicadas para re-harmonizar as emoções humanas e, conseqüentemente, promover a saúde das pessoas.

    Seguindo seus passos, pesquisadores florais de diferentes regiões do mundo continuam extraindo, de novas flores, as vibrações necessárias para inúmeros males.

    As flores veiculam a mensagem das forças vitais da natureza. Consideradas, pelos adeptos da terapia floral, elementos de transformação e equilíbrio entre as forças vitais da natureza e do cosmo, as essências florais são utilizadas como instrumento de harmonização, funcionando como auxiliares eficazes na cura de diversos males. Sutis, essas essências transferem suas vibrações suaves, harmonizadoras, para quem se utiliza delas, levando às pessoas uma agradável sensação de conforto e bem-estar.

    As essências florais sintetizam os fundamentos de uma nova medicina, criada pelo dr. Bach, e tornam-se extremamente benéficas e eficazes na promoção da saúde, já que as doenças se originam, em grande parte, nas emoções mais profundas, que estão em desequilíbrio e mal resolvidas dentro de nós.

    Estresse, cansaço, ansiedade, medo, pânico, solidão, insegurança, ciúme, problemas de relacionamento em casa ou no trabalho, além de angústia, depressão, desespero e crises em diferentes fases da vida (adolescência, idade adulta, menopausa e andropausa, terceira idade), problemas na infância, pesadelos, insônia, tabagismo, alcoolismo, drogas, dificuldades na escola e uma série de conflitos internos ou externos vêm-se tornando responsáveis por distúrbios físicos e mentais que afetam cada vez mais gente.

    Para preencher a lacuna instalada no coração, na mente e na alma das pessoas, os florais aparecem como espécies de “remédios” contra as inquietações e desarmonias internas, que comprometem a saúde da pessoa.

     

     

  • MOXABUSTÃO

    MOXABUSTÃO

    A Moxabustão é uma técnica milenar chinesa que visa prevenir e tratar doenças pelo aquecimento de pontos de acupuntura através da queima de ervas medicinais. A erva mais utilizada é a  Artemísia Vulgaris. Também podem ser utilizados outros materiais como o carvão, que apresenta odor mais suave. A Moxabustão já era realizada pelas famílias reais quando a Acupuntura falhava. Segundo os textos chineses antigos, todas as pessoas que desejam ter uma vida longa e saudável devem realizar moxabustão em pontos específicos do corpo.

    A Moxabustão realiza a tonificação energética, elimina a estagnação e regula a circulação de energia. Dessa forma, melhora o funcionamento de órgãos e vísceras do corpo.

    Tem como indicações principais o tratamento de dores nas costas, ombros, joelhos, tornozelos, calcâneo, epicondilite, ansiedade, estresse, depressão, asma, bronquite, diarréia, doenças crônicas de pele, hemorróidas, enurese, incontinência urinária, paralisia facial, enxaqueca, cólica menstrual, infertilidade, impotência sexual, compulsão alimentar, fraqueza e cansaço.

    Como contra-indicação encontram-se os estados de excesso de calor pela Medicina Chinesa, como febre. Por isto, é importante que seja feito o diagnóstico correto pela Medicina Tradicional Chinesa, para melhor direcionar o tratamento.

    A Moxabustão pode ser direta ou indireta. A Moxabustão direta é realizada diretamente sobre a pele e pode ocasionar bolhas ou cicatrizes. Geralmente não é utilizada pelos médicos acupunturistas. A Moxabustão indireta realizada com o bastão de Moxabustão é o método mais usado atualmente, a uma distância de 1 a 2 cm da pele. A Moxabustão indireta também pode ser realizada sobre fatia de gengibre, camada de sal,caixa de madeira, sobre o cabo da agulha, moxa adesiva.

    Um método desenvolvido recentemente e que tem conseguido bons resultados é a Moxa Elétrica, um aparelho projetado para aquecer os pontos de acupuntura, simulando a Moxabustão indireta com uso de bastão de A. vulgaris.

     

     

  • ACUPUNTURA E AURICULOTERAPIA

    ACUPUNTURA E AURICULOTERAPIA

    A acupuntura é uma tecnologia de intervenção em saúde, que aborda de modo integral e dinâmico o processo saúde-doença no ser humano. Pode ser usada isolada ou de forma integrada com outros recursos terapêuticos. Ela tem origem na medicina tradicional chinesa (MTC) e compreende um conjunto de procedimentos, que permitem o estímulo preciso de locais anatômicos definidos por meio da inserção de agulhas filiformes metálicas, para promoção, manutenção e recuperação da saúde, bem como para prevenção de agravos e doenças.

    Como uma das ferramentas da MTC, utiliza linguagem que retrata simbolicamente as leis da natureza e que valoriza a inter-relação harmônica entre as partes visando à integridade.

    Como fundamento, aponta a teoria do Yin-Yang, divisão do mundo em duas forças ou princípios fundamentais, interpretando todos os fenômenos em opostos complementares.
    O objetivo desse conhecimento é obter meios de equilibrar essa dualidade.
    Também inclui a teoria dos Cinco Movimentos, que atribui a todas as coisas e fenômenos na natureza, assim como no corpo, uma das cinco energias (madeira, fogo, terra, metal, água).

    Sua origem e história

    A história da acupuntura confunde-se com a história da medicina na China. Seus primórdios remontam à pré-história chinesa, cerca de 5.000 AC. A linguagem escrita milenar permitiu a continuidade do conhecimento.
    Posteriormente, outros países orientais contribuíram para o desenvolvimento das técnicas de acupuntura.
    As notícias sobre acupuntura no velho mundo ocidental chegaram com os primeiros exploradores europeus, que visitaram o império Chinês, ainda na idade média. A denominação chinesa zhen jiu, que significa agulha (zhen) e calor (jiu), foi adaptada nos relatos trazidos pelos jesuítas no século XVII, resultando no vocábulo acupuntura (derivado das palavras latinas acus, agulha, e punctio, punção). O efeito terapêutico da estimulação de zonas neuro-reativas ou “pontos de acupuntura” foi, a princípio, descrito e explicado numa linguagem de época, simbólica e analógica, consoante com a filosofia clássica chinesa.

    Como funciona

    A Medicina Tradicional Chinesa parte do pressuposto que existe uma energia que permeia e dá vida a todos os seres. Esta energia, denominada, Qi, também se encontra nos seres humanos e circula no corpo através de 12 caminhos principais, denominados meridianos. A inserção de agulhas em determinados pontos destes meridianos faz a manipulação da energia Qi, para equilibrar as forças opostas do Yin e do Yang.
    Quando o Yin e o Yan estão em harmonia, o Qi flui livremente pelo corpo e a pessoa está saudável.
    Quando o indivíduo está doente, ferido, recém operado, ou se sente mal, tem conflitos emocionais, má alimentação ou outras dificuldades com o meio externo, significa que o fluxo da energia Qi está obstruído ao longo de um ou mais destes meridianos.
    Daí a inserção das agulhas na superfície cutânea, em pontos específicos – há centenas deles – para remover obstruções energéticas do Qi, prejudiciais à saúde, portanto, reparadoras do equilíbrio entre o Yin e o Yang.
    Dependendo da situação, essas agulhas podem ser giradas, aquecidas, estimuladas com correntes elétricas, ondas curtas, ultra som ou luz.

    O diagnóstico do acupunturista

    A acupuntura não trata a doença; e sim o doente. Ela utiliza as técnicas baseadas na lei dos 5 elementos e a lei do Yin e Yang para a promoção do equilíbrio e harmonização dos ritmos energéticos do paciente. Uma meticulosa anamnese, com a apreciação da variação dos sintomas, mais uma análise profunda das alterações do pulso; da morfologia da língua; e o conhecimento de fatores etiológicos importantes na Medicina Chinesa, como o vento, o frio, o calor, o verão, a umidade, o seco e o calor de fogo são importantíssimos para o plano diagnóstico e terapêutico do acupunturista.

    Sobre a língua: A avaliação da língua, por exemplo, (cor, forma e saburra) possibilita avaliar a condição energética (Yin e Yang), dos órgãos e das vísceras.

    Sobre o pulso: A avaliação do pulso (pulsologia) informa sobre o estado energético dos meridianos principais do corpo, evidenciando bloqueios ou deficiências. Esse exame permite identificar quais os procedimentos técnicos nos meridianos, que garantam a capacidade de adaptação energética do paciente às mudanças externas, como as climáticas sazonais, locais e etiológicas.

    Indicações

    A OMS – Organização Mundial de Saúde recomenda a acupuntura aos seus Estados-Membros, tendo produzido várias publicações sobre sua eficácia e segurança, capacitação de profissionais, bem como métodos de pesquisa e avaliação dos resultados terapêuticos das medicinas complementares e tradicionais. O consenso do National Institutes of Health dos Estados Unidos referendou a indicação da acupuntura, de forma isolada ou como coadjuvante, em várias doenças e agravos à saúde. Além disso, uma pesquisa publicada no fim de 2006 na China, pelo jornal oficial China Daily, informou que a acupuntura pode tratar 461 doenças, a maioria delas relacionada ao sistema nervoso e imunológico, aos aparelhos digestivo e geniturinário, e aos sistemas muscular e ósseo, além da pele.
    O responsável pelo estudo, é o Dr. Du Yuanhao, do Centro de Pesquisa de Acupuntura Chinesa de Tianjin.

    Ela é indicada:

    Analgésica – Dor de qualquer origem, crônica ou aguda.
    Antiinflamatória – Artrite e traumatismo
    Relaxante muscular – Contratura muscular, torcicolo
    Ansiolítica (calmante) – Insônia, stress, ansiedade, irritabilidade, síndrome de abstinência de dependência química
    Antidepressiva (leve) – Angústia, depressão, irritabilidade
    Broncodilatadora – Asma, enfisema, bronquite
    Vasodilatadora – Anomalias circulatórias (arteriais), AVC (derrame cerebral), angina de peito, seqüelas do infarto.
    Antiemética – Náuseas e vômitos de origem gastrointestinal, da gravidez e/ou pós-quimioterapia, constipação, gastrite, retocolite ulcerativa.
    Cicatrizante – melhoria da circulação, escaras, acne, incisões cirúrgicas
    Imunidade – Rinite, alergia, asma, herpes, sinusite
    Odontalgias pós-operatórias, paralisia facial
    Distúrbios hormonais – menopausa, impotência sexual, frigidez, infertilidade, TPM – tensão pré menstrual, distúrbios do crescimento.

    Contra-Indicações
    A Acupuntura deve ser realizada por um profissional capacitado, pois, é um procedimento invasivo, que exige conhecimentos de anatomia e fisiologia. Não existem contra-indicações e nem efeitos colaterais, salvo eletro-acupuntura em pacientes portadores de marca-passo.

    Auriculoacupuntura

    Esta é uma especialidade da Acupuntura que tem como foco o tratamento diretamente no pavilhão auricular (na orelha) tonificando assim os pontos patógenos, através de agulhas previamente preparadas para este fim.

  • MASSOTERAPIA

    MASSOTERAPIA

    A massoterapia tem desempenhado um papel importante nos cuidados gerais de saúde para muita gente, principalmente no mundo estressante como é aquele em que vivemos hoje. A massoterapia, como o nome sugere, consiste no tratamento ou terapia através de massagens e pode ser aplicada a diferentes partes do corpo ou de forma contínua em todo o corpo, para aliviar o stress e a tensão, diminuir as dores musculares, controlar a dor, eliminar traumas físicos, melhorar a circulação sanguínea e flexibilidade, promover a saúde e bem-estar e também melhorar a qualidade de vida.

    O massoterapeuta é o profissional que pratica a massoterapia e pode utilizar diversas técnicas de massagens de acordo com o seu diagnóstico. Isto é o que distingue a massoterapia de uma massagem comum. A capacidade de um profissional qualificado, neste caso o massoterapeuta, direccionar o seu trabalho em função das necessidades do cliente.Por exemplo, se o cliente tiver dores musculares ou quiser aumentar a flexibilidade o massoterapeuta usará um conjunto de técnicas de massagem da massoterapia diferentes das que usaria para um cliente que quer aliviar o stress e relaxar. No entanto, numa massagem comum, o massagista segue uma determinada sequência, geralmente igual para todos os clientes.

    O massoterapeuta pode-se especializar em diversos tipos de massagem. Uma pessoa que faz um curso de massoterapia passa a ser um profissional qualificado e pode trabalhar em locais como: clínicas de massoterapia, de estética ou reabilitação, clubes esportivos, spas entre outros. O massoterapeuta é o responsável pela seleção das melhores técnicas de massagens que cada paciente vai receber na sua sessão consoante as suas necessidades.

    A massoterapia engloba os mais diversos tipos de massagens, tanto de origem ocidental como oriental. Algumas das técnicas utilizadas na massoterapia são: A Drenagem Linfática, o Shiatsu, a Reflexologia Podal, o Do-in, o Tuiná, a Ayurvédica, a Tailandesa, a Massagem Relaxante entre outras.

    Abaixo estão alguns dos benefícios da massoterapia:

    1 – Estimula a circulação sanguínea de uma forma geral

    2 – Ajuda a controlar o estress, as tensões, a irritabilidade e ansiedade

    3 – Alivia e ajuda a combater as dores musculares

    4 – Ajuda a normalizar as funções fisiológicas

    5 – Contribui para o fortalecimento do sistema imunológico

    6 – Promove o bem-estar e uma melhor qualidade de vida

    7 – Contribui para a eliminação de resíduos metabólicos no corpo

    Lembre-se sempre antes de marcar e fazer uma sessão de massoterapia de contactar o seu médico. Ele vai avaliar se as técnicas envolvidas na sessão são indicadas para o seu caso em específico.

     

     

  • CÉTICOS VERSUS HOMEOPATIA

    CÉTICOS VERSUS HOMEOPATIA

    Não é novidade saber que a homeopatia sofre ataques reiterados, em forma de surtos, como um sofrimento crônico por parte dos desinteressados na saúde dos povos do Brasil e do Mundo; por parte daqueles que buscam o caminho desesperado de lançar o ceticismo como arma de propaganda contra esta TERAPÊUTICA que tanto tem ajudado as populações do mundo há mais de dois séculos, nos seus diversos continentes.

    Com apelos publicitários expressivos, lançam mão agora de falsos conceitos sobre a ciência, para enganar a opinião pública e principalmente tentar ludibriar as INSTITUIÇÕES de ensino, de pesquisa e de profissionais. Seu objetivo central é tirar a chance daqueles que porventura poderiam procurar a HOMEOPATIA como forma de tratamento,subtraindo-lhes também a possibilidade de mais uma opção na busca de resultados satisfatórios para seus sofrimentos. Os motivos verdadeiros que os movem, naturalmente se escondem atrás das fontes de seus financiamentos. E estas fontes não são oriundas da ciência nem daqueles que são sinceros com os interesses da mesma!

    A homeopatia tem sido uma ferramenta a mais nas mãos das ciências médicas há mais de 200 anos,prestando serviços à saúde das populações. Ao longo destes anos, os HOMEOPATAS jamais se furtaram ao debate acadêmico e científico. Aliás, buscam com esforços permanentes, estarem inseridos nos meios institucionais e propícios ao mesmo. E do ponto de vista da ciência, existe algo que nunca se pode abrir mão: SÃO OS FATOS. Os resultados dos tratamentos daqueles que buscam a HOMEOPATIA são fatos repetidos em todos os lugares deste planeta, onde ela possa surgir e ser aplicada, com técnica e método bem descrito e publicado, acessível a todos, bem diferente dos produtos e conhecimentos patenteados, que se tornam objetos restritos a países e empresas que os detêm por puros interesses econômicos.

    Os resultados clínicos são A PROPAGANDA principal da homeopatia, responsável pelo seu crescimento no Mundo e constatado pela própria Organização Mundial de Saúde, em seus sucessivos relatórios dos últimos anos. Vale ressaltar que uma parcela expressiva destes pacientes percorrem previamente outros caminhos de tratamentos, e poderiam bem ter obtido resultados de efeito placebo com qualquer outra técnica ou por simples sugestão.

    É importante salientar que a Organização Mundial de Saúde, além de constatar o crescimento do uso da homeopatia nos diversos continentes, vem também adotando como estratégia o incentivo aos seus países membros, para que adotem o uso da homeopatia como recurso terapêutico e adotem pesquisas sobre a segurança e a eficácia de seu uso.

    Na tentativa de explicarem os efeitos da HOMEOPATIA, inúmeros homeopatas e pesquisadores ao longo da história, procuraram teorizar sobre esta forma terapêutica. No entanto, em ciência, a teorização é uma permanente tentativa de explicação do fenômeno, e para alcançar tal objetivo, esta se modifica ou se ajusta, acompanhando novas descobertas, até que se chegue a uma conclusão teórica satisfatória em relação ao conhecimento científico. Isto faz parte da história do conhecimento. Uma teoria não nega cientificamente um fato. Ao contrário, é o fato que pode negar ou confirmar uma teoria. O fato, enfim, não existe devido a uma teoria, mas ao contrário, uma teoria existe devido a um fato. Eis a questão central. Os grandes laboratórios, quando lançam no mercado suas drogas, o fazem com alarde de muitas teorias, falando sobre seus efeitos, explicando teoricamente como e porquê funcionam. Depois de algum tempo, quantas delas são retiradas do mercado, por apresentarem efeitos não previstos em suas formulações e teorizações, muitas vezes fatais e/ou mutiladores de seres humanos. Outras vezes, apresentam reações terapêuticas novas, não evidenciadas em suas pesquisas, incorporando nova indicação de seu uso terapêutico.

    SÃO OS FATOS OBSERVADOS PELA EVOLUÇÃO CLÍNICA DOS PACIENTES E DOENTES que atestam e cientificamente definem o valor de um tratamento, pois a prova final será dada pela qualidade dos resultados clínicos, em termos de segurança e eficácia, para a medicina. Assim é a ciência. Assim também é a ciência médica. Dizer que a teoria está acima dos fatos, é colocar a ciência de cabeça para baixo. Isto é gesto e atitude daqueles que não têm boas intenções para com o conhecimento.

    Quanto ao uso de qualquer medicamento, é preciso lembrar que em primeiro lugar, se leva em consideração a segurança do mesmo. No caso dos medicamentos homeopáticos, a descoberta e o desenvolvimento da técnica de seu preparo, de forma dinamizada e em doses pequenas (popularmente conhecidas como doses homeopáticas), foi o fator definitivamente seguro para o seu uso, pois afastou a possibilidade de efeitos tóxicos, tão bem demonstrado pelos manifestantes. O segundo critério para o uso de um medicamento, diz respeito à sua eficácia. Neste caso, a eficácia do medicamento homeopático, por ser usado em pequenas doses, está ligada à qualidade do medicamento escolhido, e não à sua quantidade. É a escolha criteriosa do medicamento para cada paciente, de forma que este seja sensível ao mesmo (escolha qualitativa) que pode fazê-lo reagir ao mesmo, ainda que a pequenas doses. Eis o segredo do seu funcionamento: Isto se deve à aplicação da chamada lei dos semelhantes. Usar o mesmo medicamento para um conjunto de indivíduos que não apresentem semelhanças sintomatológicas entre si e nem tampouco com o medicamento utilizado, e desejar efeitos, é puro desconhecimento sobre o assunto.

    Outro objetivo dessas manifestações de ataque contra a homeopatia se dão também no sentido de querer afastá-la dos serviços de saúde pública nos países onde a mesma está presente. A preocupação que os move não é com os gastos com a homeopatia nos serviços públicos onde a mesma está inserida, pois estes não são capazes de desequilibrar nenhum orçamento. A humanidade, que nos tempos modernos, se vê às voltas com inúmeras doenças, sejam as crônico degenerativas, sejam as epidêmicas infecto-contagiosas emergentes ou re-emergentes, que desafiam os sistemas de saúde do mundo todo para serem enfrentadas e resolvidas de forma definitiva, encontrando limites no conhecimento; na tecnologia; na capacidade de solução definitiva; nos custos financeiros cada vez mais elevados aos sistemas sanitários, ainda que conte com grandes avanços e conquistas nos conhecimentos e na tecnologia médico-farmacêutica, continua tendo na HOMEOPATIA uma aliada, se somando aos outros esforços das diversas especialidades na área médica.

    Sabemos que a crise econômica na EUROPA e nos EUA tem feito com que empresas manifestem seu lado mais selvagem, na competição pelo mercado. No entanto, queremos afirmar que isto jamais se deve fazer às custas da saúde e da vida humana. REPUDIAMOS TAIS AÇÕES E REAFIRMAMOS O RESPEITO À VIDA. No Brasil, a HOMEOPATIA está presente há 170 anos, prestando serviços ao nosso povo desde então, inclusive aos escravos, que não tinham garantias de atendimento público de saúde e muito menos privado, nos primeiros tempos de sua chegada a este País. Hoje, há uma grande luta pela ampliação de sua presença no SUS e nas UNIVERSIDADES. Tem o seu reconhecimento como especialidade médica junto ao Conselho Federal de Medicina desde 1980, e vem construindo um grande amadurecimento nas relações institucionais, particularmente mais intenso no convívio fraterno com todas as outras especialidades médicas, junto ao Conselho Federal de Medicina e à Associação Médica Brasileira. Neste sentido, os médicos homeopatas se prestam à mesma luta pelo aprimoramento e respeito ao trabalho médico, dividindo com todas as especialidades irmãs, a responsabilidade de elevar o prestígio e a qualidade da nossa medicina. Por isso, o nosso repúdio a este movimento de pseudo-céticos ingleses, que procuram expandir mundo afora os seus ataques à Homeopatia, que insultam deliberadamente a inteligência, a autonomia, as instituições, a auto-determinação e a soberania da nação brasileira!

     

     

  • COMPROVAÇÃO DA CURA HOMEOPÁTICA

    COMPROVAÇÃO DA CURA HOMEOPÁTICA

    Frequentemente, a classe homeopática é surpreendida por críticas ao seu modelo terapêutico, na maioria das vezes por indivíduos que desconhecem os preceitos básicos da Homeopatia. O jargão mais utilizado é que a Homeopatia “não apresenta comprovação científica”.

    Lembrando que os pilares fundamentais da Homeopatia são o princípio terapêutico pela similitude e a experimentação dos medicamentos em indivíduos humanos (sadios), iremos discorrer nessa introdução sobre a comprovação científica da lei dos semelhantes, confirmada em inúmeros estudos clínicos e experimentais da Farmacologia moderna.

    Importa salientar que o modelo homeopático é fundamentalmente experimental, fruto da observação criteriosa do efeito das substâncias no organismo humano. Apoiado nestas evidências, Samuel Hahnemann propôs o tratamento pelo princípio da semelhança. Nos parágrafos 63 e 64 de sua obra máxima, Organon da arte de curar, Hahnemann estipula o mecanismo universal de ação das drogas, sistematizando-o: “todo medicamento causa certa alteração no estado de saúde humano pela sua ação primária; a esta ação primária do medicamento, o organismo opõe sua força de conservação, chamada ação secundária ou reação vital, no sentido de neutralizar o distúrbio inicial”.

    Observando que esta “ação secundária ou reação vital do organismo” poderia ser empregada de forma curativa, desde que direcionada no sentido correto, Hahnemann propôs um modelo terapêutico no qual se administra ao indivíduo doente um medicamento que causou (experimentação em indivíduos sadios) sintomas semelhantes aos seus, com o intuito de estimular uma reação do organismo contra a própria doença. Daí surgiu o princípio terapêutico pela similitude: “todo medicamento capaz de despertar determinados sintomas no indivíduo sadio, pode curar esses mesmos sintomas no indivíduo doente”.

    Assim fundamentado, Hahnemann passou a experimentar uma série de substâncias em indivíduos considerados “sadios”, anotando todos os sintomas (ações ou efeitos primários, patogenéticos) que neles surgissem, confeccionando com isto a Matéria Médica Homeopática. À medida que defrontava pacientes com sintomas semelhantes às drogas experimentadas, aplicava-as a esses enfermos, no sentido de estimular a reação vital, secundária e curativa do organismo, obtendo com isso a melhora progressiva e duradoura dos sintomas.

    Desse modo, a aplicação do princípio terapêutico homeopático implica no estimular uma reação homeostática e curativa do organismo, direcionada pelos efeitos primários da droga que causou nos experimentadores sadios sintomas semelhantes aos sintomas da doença original.

    Fundamentando cientificamente o princípio da similitude perante a Farmacologia e a Fisiologia modernas, vimos estudando nas últimas décadas os eventos adversos das drogas alopáticas e encontrando uma infinidade de evidências, tanto em compêndios farmacológicos quanto em ensaios clínicos e estudos experimentais, que descrevem uma reação secundária e oposta do organismo ao estímulo primário das drogas, confirmando as observações de Hahnemann e os pressupostos homeopáticos. Esta ação secundária e oposta do organismo, no sentido de manter a homeostase orgânica, é denominada efeito rebote ou reação paradoxal do organismo, segundo a racionalidade científica moderna.

    Ilustrando o acima exposto, teríamos que drogas utilizadas classicamente para o tratamento da angina de peito e que promovem, inicialmente, a melhora da dor torácica como efeito primário, despertam, como ação secundária ou efeito rebote, após a descontinuação da medicação ou tratamento irregular, exacerbação dessa dor torácica, tanto na frequência quanto na intensidade, em alguns casos não responsivos a qualquer terapêutica. Drogas utilizadas usualmente no controle da hipertensão arterial podem provocar uma hipertensão arterial rebote, como reação secundária ao estímulo primário. Agentes cardiotônicos, empregados no tratamento da insuficiência cardíaca, promovem, após a suspensão da administração, rebote hemodinâmico, com riscos de desencadear severos problemas cardíacos. Fármacos empregados para diminuir o colesterol, despertam um aumento rebote e significante do colesterol sanguíneo. No emprego de drogas psiquiátricas (ansiolíticas, sedativas, antidepressivas, antipsicóticas, etc.), observa-se uma reação do organismo no sentido de manter a homeostase orgânica, despertando como resposta secundária sintomas opostos aos esperados na sua utilização terapêutica primária, agravando os quadros iniciais. Medicamentos neurológicos, utilizados em sua ação primária para evitar convulsões, movimentos discinéticos ou contrações musculares apresentam, como reação secundária ou efeito rebote, uma exacerbação desses mesmos sintomas após a suspensão da medicação. Drogas antiinflamatórias, utilizadas primariamente para suprimir a inflamação, desencadeiam respostas paradoxais no organismo aumentando a inflamação. Drogas antiagregantes plaquetárias, empregadas por seu efeito primário na profilaxia da trombose sanguínea, promovem complicações trombóticas como ação secundária ou efeito rebote. Diuréticos, utilizados primariamente para diminuir a volemia (edema, hipertensão arterial, ICC, etc.), causam aumento da retenção de sódio e potássio, em consequência do aumento rebote da volemia. Medicamentos empregados para a acidez gástrica ou dispepsia (gastrites, úlceras gastroduodenais, etc.) promovem aumento rebote da acidez gástrica com consequente piora das gastrites e das úlceras gastroduodenais após o efeito primário antiácido. Fármacos empregados na asma brônquica desencadeiam piora da bronco constrição, como resposta secundária do organismo à suspensão ou descontinuidade do tratamento, etc.

    Trazendo algumas das muitas evidências encontradas na Ciência moderna sobre o princípio da similitude terapêutica, completo o relato com exemplos do emprego de drogas convencionais segundo o método homeopático. Utilizando-se da reação secundária do organismo como forma de tratamento (princípio homeopático), administrou-se um contraceptivo bifásico (anovulatório) para pacientes que apresentavam esterilidade funcional, incapazes de ovular e engravidar. Após a suspensão da droga, observou-se a ovulação em aproximadamente 25% das pacientes e, dentre estas, 10% engravidaram. Outras drogas modernas poderiam ser utilizadas segundo o método homeopático de tratamento, desde que provocassem no indivíduo humano os mesmos sintomas que se desejam tratar no indivíduo doente.

    Nesse breve relato, citei algumas evidências científicas do princípio de cura homeopático ou princípio terapêutico pela similitude, descritas com detalhes no livro “Semelhante Cura Semelhante: o princípio de cura homeopático fundamentado pela racionalidade médica e científica”.

     

     

     

  • ESCLARECENDO A HOMEOPATIA

    ESCLARECENDO A HOMEOPATIA

    Grande incompreensão existe a respeito da especialidade médica denominada Homeopatia, sendo confundida, pela maioria das pessoas, com a Fitoterapia, que é a utilização de plantas medicinais no tratamento de doenças, que se assemelha mais ao tratamento convencional do que ao modelo homeopático, como veremos a seguir.

    Desde a Grécia Antiga, a Medicina possui duas correntes terapêuticas, fundamentadas no princípio dos contrários e no princípio dos semelhantes. Em consequência do princípio dos contrários surgiu a chamada “Alopatia” (Enantiopatia) e a própria Fitoterapia, que buscam suprimir os sintomas das doenças com substâncias (sintéticas ou naturais) que atuem “contrariamente” aos mesmos (“anti-“) (Ex: antiinflamatório para a inflamação, antiácido para a acidez, antidepressivo para a depressão, antitérmico para a febre, etc.).

    Baseando-se no princípio dos semelhantes, em 1796, o médico alemão Samuel Hahnemann criou a Homeopatia (tratamento através de substâncias que causam sintomas “semelhantes” aos da doença a ser tratada), apoiando-se na observação experimental de que toda substância capaz de provocar determinados sintomas numa pessoa sadia pode curar estes mesmos sintomas numa pessoa doente. Contrariamente ao que se pensa, a Homeopatia é um sistema científico definido, com uma metodologia de pesquisa própria, apoiada em dados da experimentação farmacológica dos medicamentos em indivíduos humanos (sadios), reproduzidos ao longo dos séculos.

    O médico homeopata tem como finalidade encontrar um medicamento que foi capaz de causar nos indivíduos sadios sintomas semelhantes (“homeo”) aos que se desejam combater nos indivíduos doentes, estimulando o organismo a reagir contra a sua enfermidade. As ultra diluições das substâncias (medicamento dinamizado) são utilizadas com o intuito de diminuir o poder patogenético das mesmas, evitando uma possível agravação dos sintomas quando se administram doses fortes de uma substância que causa sintomas semelhantes aos do paciente, de forma análoga às doses infinitesimais da imunoterapia clássica.

    Cada medicamento homeopático experimentado em indivíduos humanos (sadios) provoca uma série de sintomas (mentais, gerais e físicos), que devem ser semelhantes aos sintomas do indivíduo doente, para que se consiga trazê-lo de volta ao estado de saúde. Em vista disso, torna-se indispensável o conhecimento dos sinais e sintomas objetivos e subjetivos do paciente, a fim de podermos encontrar o medicamento que mais se lhe assemelhe. É por isso que o médico homeopata se interessa por particularidades individuais, considerado estranho por quem não entenda o modelo homeopático.

    Assim sendo, é imperioso realizar um interrogatório abrangente e minucioso, no qual o médico homeopata busca compreender a totalidade sintomática característica do indivíduo, manifesta na forma de ser e reagir frente as situações cotidianas, ao meio e às pessoas que o cercam. Tudo que diga respeito ao paciente exprime o estado de sua vitalidade, desde os conteúdos imaginários e fantásticos, passando pelos sonhos, sensações, sentimentos e pensamentos, incluindo as características gerais e físicas que o caracterizam. O médico homeopata espera que o paciente expresse os seus sofrimentos físicos, psíquicos e emocionais de forma espontânea, sincera e detalhada, a fim de que num clima de compreensão mútua (médico-paciente) possa-se desenvolver o trabalho de equipe na busca do medicamento correto (individualizado).

    Para isso ocorrer, torna-se fundamental ao paciente e aos que o acompanham a observação constante do seu modo de pensar, sentir e agir, buscando entender as causas profundas que o fizeram adoecer e renovando em si mesmo o diálogo interior na prática do ensinamento grego: “conheça-te a si mesmo”. Devemos frisar que o entendimento íntimo do ser humano é um trabalho difícil e incomum, mas pode ser adquirido de forma gradativa segundo o esforço que cada um empregue nessa tarefa de auto-análise, estando nesse conteúdo de “conflitos” (suscetibilidades), geralmente, o fator desencadeante para a instalação de grande parte das doenças e enfermidades humanas.

    Em vista desse grau de complexidade do ser humano (equilíbrio bio-psico-sócio-espiritual), que deve direcionar a escolha do medicamento homeopático individualizado, o tratamento pode ser mais ou menos demorado, considerando-se também a gravidade e a duração da enfermidade.

    Para os sintomas físicos, com os quais estamos mais familiarizados segundo a medicina convencional, devemos observar todas as particularidades ou modalidades que os tornam característicos a cada indivíduo: tipo de dor ou sensação; localização e irradiação; época e hora de surgimento; fatores de melhora ou piora; sintomas ou sensações concomitantes; etc.

    Quanto aos sintomas gerais, que representam as características generalizantes do organismo e que se relacionam aos vários sintomas melhorando ou agravando-os, devemos valorizar as seguintes modalidades: posições ou movimentos; temperatura, clima ou estação do ano; condições atmosféricas e do tempo; comidas e bebidas; transpiração, eliminações, evacuações; etc.

    A grande importância dada por Hahnemann aos sintomas mentais, ou seja, às características relacionadas ao pensar e ao sentir, ao caráter e à moral, mostra a compreensão ampla que ele tinha do binômio doente-doença, por abordar um tema (psicossomática) que apenas recentemente começa a ser valorizado pela medicina convencional. São esses os sintomas mais difíceis de serem relatados, por constituírem um plano mais importante da individualidade e por delatarem nossas “limitações” e “fraquezas” (suscetibilidades) que, por defesa, buscamos esconder a todo custo. No entanto, esses mesmos sintomas estão diretamente relacionados aos desequilíbrios fisiológicos (sistema integrativo psico-neuro-imuno-endócrino-metabólico) que predispõem o surgimento das diversas classes de doenças ou enfermidades (“mente sã em corpo são”).

    Na escolha do medicamento individualizado para o binômio doente-doença, a Homeopatia Unicista procura abranger com um único medicamento a totalidade característica dos sintomas, buscando na compreensão íntima do indivíduo as suscetibilidades mentais, gerais e físicas que o fazem adoecer. Importa frisarmos que a Homeopatia não é inócua, podendo causar danos ao organismo quando mal empregada, devendo-se evitar a auto-medicação pouco criteriosa.

    É de fundamental importância que o paciente (ou seus acompanhantes) observe o aparecimento de qualquer mudança significativa após a ingestão do medicamento, em todos os níveis (mentais, gerais e físicos), anotando-se as suas características particulares, época de surgimento, duração, intensidade, etc. Algumas vezes, podem ocorrer reações passageiras (agravação inicial dos sintomas, retorno de sintomas antigos, episódios febris benignos, eliminação ou exoneração através da pele, das secreções ou por vias naturais, etc.), indicando que o organismo está reagindo na busca de seu equilíbrio e, por isso, devem ser respeitadas. Vale ressaltar que, quando ocorrerem, essas reações benéficas são breves e acompanhadas de uma melhora do quadro geral, tornando-se muitas vezes imperceptíveis. O surgimento de sintomas novos e incomodativos que antes não existiam, além das reações intensas e prolongadas, devem ser comunicados ao médico, de forma análoga aos efeitos adverso-colaterais do tratamento convencional.

    Com esses breves esclarecimentos, desejamos auxiliar os indivíduos a compreenderem aspectos básicos do modelo terapêutico homeopático, familiarizando-os com conceitos e condutas diversas do modelo terapêutico alopático ou convencional.

    Para finalizar, lembramos que segundo a compreensão homeopática do processo saúde-doença a verdadeira cura não significa o simples desaparecimento deste ou daquele sintoma em si; ela requer que o doente tenha atingido um ótimo estado de equilíbrio geral, físico, emocional e psíquico:

    “No estado de saúde, a força vital imaterial, que dinamicamente anima o corpo material, reina com poder ilimitado e mantém todas as suas partes em admirável atividade harmônica, nas suas sensações e funções, de maneira que o espírito dotado de razão que reside em nós possa livremente dispor desse instrumento vivo e são para atender aos mais altos fins de nossa existência”. (Samuel Hahnemann, Organon da arte de curar, § 9)

     

  • CROMOTERAPIA

    CROMOTERAPIA

    Várias foram as civilizações antigas, como a egípcia, a grega, a indiana, a chinesa e outras que fizeram uso das cores para tratamento de saúde. Na China e na Índia a cor era mais relacionada à Mitologia e à Astrologia. Na Grécia muitos filósofos-médicos foram absorver o conhecimento da ciência médica na fonte egípcia, com os sacerdotes-médicos.

    A Cromoterapia está intimamente ligada ao antigo Egito assim como a própria Medicina. O vínculo da Medicina ao Egito data de 2800 a.C. com IMHOTEP, considerado o Pai Universal da Medicina, pois foi ele quem escreveu os primeiros livros de Medicina, em rolos de papiros. E também foi ele quem fundou a primeira Escola de Medicina.Séculos mais tarde, Hipócrates (460-377 a.C.), médico grego, esteve no Egito estudando a matéria Médica com os sacerdotes-médicos, durante três anos. De retorno a Cós, sua cidade natal, fundou a primeira Escola de Medicina da Grécia e elaborou o Juramento Médico baseado nos escritos de Imhotep.
    Também o tratamento médico com o uso de cores iniciou no Egito, conforme pesquisas do Dr. Paul Galioughi, autor do livro “La Médicine des Pharaons”, onde relata como os sacerdotes-médicos tratavam os doentes com as cores, utilizando-se de flores e pedras preciosas.
    Então, podemos dizer que a Cromoterapia nasceu no antigo Egito; adormeceu milênios; e ressurge como uma Medicina-energética, assim como a Homeopatia e a Acupuntura.
    Diversos foram os pesquisadores do uso das cores, dos quais citamos:

    JOHN OTT – Médico e Diretor do Instituto Sarasota – Flórida/USA, que pesquisou o efeito das cores sobre tumores cancerosos. Autor do livro “Health And Light”;

    DINSHAH GHADIALI – Médico indiano, residente em New Jersey/USA, que estruturou a Cromoterapia em bases científicas. Autor de uma Enciclopédia, em 3 volumes, sobre a utilização das cores nas doenças;

    NIELS FINSEN – Médico em Copenhague, Dinamarca.
    Autor do livro “Propriedades Actínicas da Luz do Sol”. Fundou o Instituto da Luz para a cura de pacientes com tuberculose. Realizou curas surpreendentes em cerca de dois mil pacientes com a aplicação da Cromoterapia, recebendo o Prêmio Nobel, em 1903;

    RENÉ NUNES – Jornalista, Conferencista e Professor, de Brasília – Brasil (falecido em 1995), que se dedicou à pesquisa e aplicação da Cromoterapia em mais de dez mil pacientes, obtendo grande índice de recuperação. Autor de diversas obras, das quais cito “Cromoterapia Técnica”. Foi o grande divulgador da Cromoterapia como ciência médica-energética no Brasil e no exterior.

    Define-se Cromoterapia como a ciência que utiliza as cores do Espectro Solar para restaurar o equilíbrio físico-energético em áreas do corpo humano atingidas por alguma disfunção.
    As 7 cores do Espectro são:

    – VERMELHO
    – LARANJA
    – AMARELO
    – VERDE
    – AZUL
    – ANIL
    – VIOLETA

    A Cromoterapia está fundamentada em três ciências:

    Medicina – A arte de curar;
    Física – Ciência que estuda as transformações da energia, em especial no capítulo dedicada à natureza da luz: sua origem no espectro eletromagnético e seus elementos, como comprimento de onda, freqüência e velocidade;
    Bioenergética – Ciência que demonstra a existência do corpo bioenergêtico, analisando a energia vital.

    A Cromoterapia traz benefícios aos portadores de qualquer disfunção, começando por aliviar as dores e finalmente pela recuperação dos pacientes, na maioria das doenças.
    Salienta-se a eficácia da Cromoterapia no tratamento da ENXAQUECA, doença que atinge um terço da população mundial adulta, conforme estatística da OMS (Organização Mundial de Saúde). A causa principal da Enxaqueca é energética (entrada de energia cósmica pela região occipital), mas pode estar aliada a uma disfunção orgânica como tensão pré-menstrual, má digestão, sinusite, problemas de visão, obstrução das carótidas que conduzem o sangue até os neurônios, compressão das vértebras da coluna cervical, etc…
    A Cromoterapia faz o equilíbrio do fluxo energético e trata a causa física, eliminando a dor e restabelecendo a saúde após uma série de aplicações, numa média de dez a quinze.
    A CROMOTERAPIA consta da relação das principais terapias alternativas ou complementares reconhecidas pela OMS em 1976, de acordo com a Conferência Internacional de Atendimentos Primários em Saúde de 1962, em Alma-Ata. Essa relação foi ratificada pela OMS em 1983, através do Diretor Geral da World Health Organization-OMS, Dr. Halfdan Mahler, e pelo Diretor do Programa de Medicinas Tradiconais da OMS, Dr. Robert Bannerman.

     

     

  • TERAPIA HOLÍSTICA

    TERAPIA HOLÍSTICA

    TERAPIA HOLÍSTICA (Terapia = harmonizar, equilibrar; Holística = do grego holus: totalidade) é mais Qualidade e Bem-Estar em sua vida, utilizando-se de uma somatória de técnicas milenares e modernas, sempre suaves e naturais, proporcionando harmonia, autoconhecimento e incrementando sua capacidade de ser bem-sucedido.

    Aconselhamento, Terapia Floral, Terapia Corporal , Acupuntura, Auriculoterapia, Cromoterapia, Fitoterapia, Reiki, dentre muitas outras técnicas popularmente chamadas de ” terapias alternativas ” são aplicadas pelo Terapeuta Holístico, que procede ao estudo e à análise do cliente, realizados sempre sob o paradigma holístico, cuja abordagem leva em consideração os aspectos sócio-somato-psíquicos.Cada caso é considerado único e deve-se dispor dos mais variados métodos, para possibilitar a opção por aqueles com os quais o cliente tenha maior afinidade, promovendo a otimização da qualidade de vida, estabelecendo um processo interativo com seu cliente, levando este ao autoconhecimento e a mudanças em várias áreas, sendo as mais comuns: comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma, incremento na capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida (aumento máximo das oportunidades e minimização das condições adversas), além de conhecimento e habilidade para tomada de decisão. Avalia os desequilíbrios energéticos, suas predisposições e possíveis consequências, além de promover a catalização da tendência natural ao auto-equilíbrio, facilitando-a pela aplicação de uma somatória de terapêuticas de abordagem holística, com o objetivo de transmutar a desarmonia em autoconhecimento.

    Paradigma Holístico: tendência atual de abordagem em diversas áreas do saber, onde a visão de totalidade, de síntese e de interconexão entre todos os ítens se sobrepõe à análise e “dissecação” das “partes”. Exemplos: Terapia Holística*, Empresariado Holístico (meio ambiente, qualidade de vida do empregador e do funcionário, lucro, tudo é tido como interdependente e igualmente importante), Educação Holística (as matérias são estudadas interconectadas entre si).

    A profissão de Terapeuta Holístico é LÍCITA, ou seja, inexiste Lei que a preveja, limite ou impeça o seu LIVRE exercício. Entretanto, ela não é REGULAMENTADA, ou seja, não existe Lei ou Decreto Federal específicos sobre o tema. A ausência de Regulamentação pelo governo para muitas profissões tem sido altamente benéficas, para outras, nem tanto, pois a colocam como alvo de polêmicas e perseguições. A correta interpretação da Constituição Federal garante que a ausência de regulamentação por Lei Federal torna LIVRE o exercício profissional. A CBO – Classificação Brasileira de Ocupações registra mais de 30.000 profissões e destas, cerca de 17 possuem Lei regulamentando e órgão de fiscalização próprio. Ou seja, via de regra, a esmagadora maioria das profissões brasileiras são desregulamentadas, cabendo à “lei de mercado” a seleção dos trabalhadores, daí a grande importância da Auto-Regulamentação, das Normas Técnicas Voluntárias, Certificados de Conformidade e do CRT – Carteira de Terapeuta Holístico Credenciado, cuja adesão espontânea por parte do profissional, possibilita ao público interessado selecioná-los como seus escolhidos.

     

     

  • OS BENEFÍCIOS DO REIKI

    OS BENEFÍCIOS DO REIKI

    Reiki é uma técnica de cura através das mãos, onde o iniciado em Reiki impõe suas mãos sobre pontos energéticos (chacras), da pessoa que está realizando o tratamento  promovendo bem estar geral . A energia Reiki  passa pelo corpo do iniciado, e é transmitido pela suas mãos para o paciente.

    Reiki é uma terapia que trabalha a nível emocional, mental e espiritual e pode mudar muita coisa na sua vida, aqui estão exemplos práticos dessas mudanças:

    * Reiki acalma, reduz o stress e provoca no organismo uma sensação de profundo relaxamento, conforto e Paz.

    * Reiki pode trazer-lhe uma clareza espiritual que antes não sentia.

    * Reiki oferece-lhe uma sensação de alívio emocional durante o tratamento e até prolongando-se após a aplicação. O Reiki ajuda no processo de libertação das emoções.

    * Reiki limpa e clarifica o seu campo energético.

    * Reiki alivia a dor.

    * Reiki consegue aumentar o nivel e a qualidade do sangue que circula no nosso organismo, conseguindo mesmo fazer parar pequenas hemorragias.

    * Reiki consegue “limpar” os nossos órgãos como o fígado, rins, as artérias e outros.

    * Reiki é seguro no tratamento de doenças crónicas e agudas, doenças relacionadas com stress e desordens, como nos casos de sinusite, rinite, menopausa, cistite, asma, fadiga crónica, artrite, ciática, insónia, depressão, apenas para mencionar algumas delas.

    * Reiki acelera o processo de recuperação em caso de cirurgia ou doença de longo termo. Reiki tem ainda a capacidade de reduzido os efeitos secundários e ajustar a ajuda aos tratamentos tradicionais do paciente. Por exemplo um paciente sujeito a quimioterapia que receba Reiki durante o mesmo processo nota uma redução significativa dos efeitos secundários do tratamento.

    * Reiki pode ser aplicado às plantas, animais, comida, água, dirigido ao Nosso Planeta Terra.

    * Reiki purifica os ambientes e remove as “más” energias ou espíritos, seja do seu escritório, da sua casa, carro, jardim ou divisão da casa, onde quer que seja o local, você pode canalizar energia e purificar o ambiente.

    * Reiki ajuda atletas a recuperar mais rápidamente das suas lesões e entrar mais rapidamente na sua atividade.

    * Reiki é para todos, ele cura adultos, idosos, crianças e bebés, os seus animais, as suas plantas e até mesmo o Planeta Terra, se assim o desejar, tudo está dentro do pensamento e amor que emite na prática do mesmo.

    * Reiki é para animais, é claro que sim, eles ajudam-nos a recuperar de doenças, situações de stress, separações e ansiedades, traumas. Os animais devem sempre ser tratados como membros da nossa familia, mas atenção o Reiki não substitui os cuidados médicos que os mesmos possam necessitar.

    * Reiki é energia positiva, nunca pode causar qualquer mal a nada e nem a ninguém. A Energia do Reiki é amor no estado puro, todo o Terapeuta ao aplicar Reiki a si ou ao próximo deverá estar num estado de Amor Incondicional e perfeita União com Deus e o Universo!

    A Cura Pelo Reiki

    Pode ser uma verdadeira surpresa, ela é usada para curar todos os tipos de condições e males instalados no seu corpo físico, emocional e/ou espiritual.

    Muitos pacientes experimentam uma aceleração do seu processo de Cura quando combinam o Reiki com a medicina tradicional ou outras terapias.

    Reiki vem do Universo

    Vem de uma inteligência Superior que gere toda a vida no Nosso Planeta, o Reiki funciona através das necessidades específicas e individuais de cada paciente, a qual resulta sempre em cura, mas nem sempre ocorre na forma de cura desejada pelo paciente. A sintonia entre o paciente, o terapeuta e o Universo é de uma grande valia, assim como a receptividade do paciente durante o tratamento.

    Acontece muitas vezes que o paciente andou desviado do seu caminho, isso causou demasiados desequilíbrios no nosso organismo e muitas vezes não estamos conscientes destes processos, uma vez ultrapassadas algumas questões que são clarificadas com a terapia Reiki, ocorrem surpresas muito boas, o cliente encontra um estado de alívio e de cura desejada para o seu processo.

    O Reiki permite aos pacientes um estado de profundo relaxamento e Paz. Está provado que o Reiki tem sido decisivo e responsável pelos processos de Cura de muitos pacientes pelo mundo fora.

    Reiki e Ciência

    Muitos cientistas concordam que uma força inteligente e superior existe, que um espirito divino/universal continua a suportar e a criar constantemente no Universo.

    Eles assumem ainda que é um Campo da mais Pura Energia e que é ela que comanda tudo que vemos e não vemos no nosso Planeta e Universo.

    Afirmam ainda que Nós Somos Energia, assim como tudo o que existe, é constituído por energia, está provado também que o nosso corpo tem pontos de energia mais fortes sendo uma d’elas as nossas mãos.

     

     

  • MEDITAÇÃO

    MEDITAÇÃO

    Em nosso dia a dia, nos vemos em volta de muitas decisões a serem tomadas, caminhos a decidir, pessoas a enfrentar. Tudo isso nos deixa cansados antes do tempo, ansiosos, temerosos com o futuro, inseguros com as decisões e com o corre-corre do dia a dia, e com a má alimentação, redes de fast foods, restaurantes sem controle nutricional, as pessoas estão mais propensas a terem sua pressão arterial desequilibrada, obesidade, dores musculares entre tantas outras doenças ou problemas decorrentes do estresse.

    As pressões do dia a dia fazem com que o indivíduo tenha um significado diferente da vida, pois este deixa de usufruir as diversidades e métodos simples e baratos para garantir uma melhor qualidade de vida. Se o destino da Humanidade é a evolução, então é preciso mudar o foco das atitudes, pensamentos e sentimentos, não estacionar no tempo e espaço e deixar fluir a vida, com mais leveza, consciência e amor próprio.

    A Arte de MEDITAR nada mais é que DITAR a si o controle emocional e mental. MEDITAÇÃO = ME DITA AÇÃO. Ou seja, com calma e equilíbrio é possível tomar diversas decisões e promover a sua própria vida condutas mais afortunadas. E em alguns testes, o índice de violência também diminui e muito, com grupos de meditação que aplicam a prática diariamente para essa finalidade, portanto, toda a comunidade se beneficia, pois a meditação também trabalha com o todo e não somente com o indivíduo.

    Quando resolvi adaptar este projeto, que inicialmente foi criado por uma empresa tendo como finalidade, aliviar o estresse e melhorar a autoestima dos funcionários, na época não havia o estudo dirigido de frases que hoje temos com a PNL (Programação Neurolinguística), e as diversas técnicas de meditação e mentalização que ela nos proporciona, e muito menos a preocupação em cuidar da alma das pessoas (tanto funcionários, alunos etc), já que o corpo é dividido em 4 partes: mental, físico, emocional e espiritual.

    Neste programa, são utilizadas algumas técnicas de PNL, meditação e aromaterapia, acompanhadas de orientações simples para uso diário, bem como exercícios de respiração para alívio do estresse.

    Quando as pessoas tomam consciência que são elas quem conduzem suas próprias vidas e passam a tomar as rédeas das situações, começam a ter uma melhor visualização dos fatos e a meditação proporciona a maior concentração e um quando mais amplo das possibilidades existentes para cada situação. Com isso a pessoa automaticamente volta a ser dona de si e realmente a SE DITAR novas regras para melhorar sua qualidade de sua vida. E é possível afirmar que para uma vida saudável, existe um corpo, mente e um espírito saudáveis. A mudança comportamental é inevitável e com isso a psicossomática ocorrerá positivamente.

    Por que a meditação faz bem a saúde?

    Já é conclusivo em diversos estudos e pesquisas feitos em instituições de credibilidade que a meditação:
    – tranqüiliza, dando equilíbrio emocional e mental;
    – proporciona maior concentração das tarefas mais simples até as mais complexas;
    – melhora a memória, uma vez que proporciona um controle mental;
    – o indivíduo também consegue seu controle emocional, evitando os altos e baixos emocionais que causam desequilíbrios até hormonais e em conseqüência levando o mesmo a doenças físicas.

    Como vários eventos na vida de uma pessoa podem desequilibrar toda sua estrutura física, emocional, mental e até espiritual, através das palestras que visam proporcionar o autoconhecimento e de forma adequada, elaborar um processo de melhorar os relacionamentos pessoais e interpessoais, é possível desenvolver, no grupo, o potencial de cada um e com isso eliminar pré-ocupações, nervosismo, irritabilidade, má alimentação somente na conscientização e meditação. Muitas doenças são psicossomáticas e através de processos milenares é possível a volta do equilíbrio energético e com isso o equilíbrio físico.

    FONTE: TERAPIA ALTERNATIVA PARA TODOS

  • AROMATERAPIA

    AROMATERAPIA

    O que é Aromaterapia ?

    Aromaterapia é uma terapia complementar utilizada para promover e manter a saúde e o equilíbrio físico, mental e espiritual. Pela sua natureza holística, procura buscar a causa da doença em vez de tratar somente os sintomas, preparando o corpo a despertar a sua habilidade de se manter em estado de equilíbrio.

    A Aromaterapia utiliza os óleos essenciais puros extraídos de várias partes de plantas e árvores. Os óleos essenciais são substâncias líquidas e aromáticas, que apresentam uma ampla variedade de propriedades terapêuticas, podendo ser relaxantes, estimulantes ou equilibrantes.

    A Aromaterapia é muito mais do que a simples aplicação de óleos essenciais. É a arte de utilizar os óleos essenciais, empregando a ciência do seu potencial curativo para estimular a descontração e, ao mesmo tempo, criar uma sensação de prazer e de tranqüilidade em quem a ela se submete.

    Origens da Aromaterapia

    A prática do uso de substâncias aromáticas para elevar o espírito ou para auxiliar a cura de doenças tem sido usada por todas as civilizações através da História. Antigos textos descrevem a arte de preparar unguentos, óleos medicinais e preparações para a saúde do corpo e da alma, e “perfumes mágicos” para aumentar o carisma e restaurar a felicidade são referências comuns nesses textos.

    A moderna Aromaterapia como conhecemos hoje é um desenvolvimento do século XX (1901-2000). O termo “Aromaterapia” foi inicialmente usado por um químico francês chamado Gattefossé, cuja família possuía uma indústria de perfumes. Trabalhando em seu laboratório, um dia Gattefossé queimou sua mão acidentalmente e mergulhou-a numa vasilha contendo óleo essencial de Lavanda. A queimadura curou-se rapidamente, sem bolhas, e esse evento levou Gattefossé a estudar as propriedades terapêuticas dos óleos essenciais.

    Após Gattefossé, outro pioneiro foi Dr. Jean Valnet, que usou os óleos essenciais para tratar os ferimentos dos soldados na Segunda Guerra Mundial e desenvolveu suas pesquisas. Mas, foi a bioquímica francesa Marguerite Maury que desenvolveu o método de diluição e aplicação dos óleos através da massagem – o tratamento hoje conhecido como Aromaterapia.

    A Aromaterapia é atualmente recomendada como uma terapia natural e complementar por muitos profissionais de saúde.

    Abordagem holística

    O tratamento de Aromaterapia encontra-se entre os mais eficientes quando usado para tratar a pessoa como um todo, isto é, focando todos os aspectos da saúde e bem estar do indivíduo, seja físico, mental/emocional ou espiritual.

    Um excelente meio para aliviar o estresse

    O apelo popular da Aromaterapia com o público geral deve-se, em grande parte, na divulgação de seus efeitos benéficos para aliviar o estresse e a maravilhosa sensação de bem-estar que os óleos essenciais promovem. E também, a facilidade de uso doméstico para problemas comuns como resfriados comuns, dores musculares, dores de cabeça, machucados, micoses, etc.

    Quem se beneficia

    A Aromaterapia pode beneficiar uma série de indivíduos e problemas. Ela tem sido particularmente útil em problemas relacionados ao estresse tais como:

    · Problemas de pele· Má digestão
    · Distúrbios de sono
    · Falta de ânimo
    · Dores e mal-estar
    · Ansiedade

    Contudo, você não precisa se sentir mal antes de consultar um aromaterapeuta. Neste mundo moderno e agitado, a Aromaterapia pode ser usada para trazer um rápido estímulo no nível de energia e induzir um estado de espírito calmo e descontraído.

     

  • RECICLAGEM DE GARRAFA PET

    RECICLAGEM DE GARRAFA PET

    O que é PET

    pets-coloridasO politereftalato de etileno, mais conhecido como PET, é um tipo de plástico muito utilizado na fabricação de garrafas (refrigerantes, água, sucos, óleos e etc.) e de alguns tipos de tecidos. Do ponto de vista químico, o PET é um polímero termoplástico.

    Uma das grandes vantagens do PET é que ele pode ser reprocessado várias vezes, facilitando e favorecendo seu processo de reciclagem e uso contínuo na cadeia produtiva.

    A importância da reciclagem do PET

    Com o uso em grande escala das garrafas PET, principalmente a partir da década de 1990, surgiu um problema ambiental sério. Muitas destas garrafas eram descartadas e acabam parando em terrenos, rios, esgotos, mares e matas. Como este material pode se manter até 750 anos na natureza, tornou-se de fundamental importância a sua coleta e reciclagem.

    Além de favorecer o meio ambiente, a reciclagem de garrafas PET gera empregos nas cooperativas de catadores de lixo reciclável e também nas empresas que trabalham diretamente com o processo de reciclagem e produção de matéria-prima a partir de embalagens PET. Ao invés de ficar poluindo o meio ambiente, o material pode voltar a cadeia produtiva.

    A reciclagem de garrafas PET passa pelos seguintes processos:

    1º) As embalagens PET passam por um processo de lavagem e prensagem;

    2º) Os fardos de PET passam por um processo de trituração, resultando em flocos;

    3º) Os flocos passam por um processo conhecido como extrusão, resultando em grãos;

    4º) Os grãos são transformados em fios de poliéster ou produtos plásticos como, por exemplo, embalagens.

    Grãos resultantes do processo de reciclagem servem para artesanato e reutilização em vaso decorativo feito a partir de garrafa PET.

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    Com criatividade podemos criar em casa vários objetos úteis ou decorativos com garrafas PET como, por exemplo:

    • Luminárias
    • Vasos para plantas
    • Regadores para plantas
    • Porta guardanapo
    • Banquinhos
    • Porta lápis e canetas
    • Jogos educativos
    • Potes para utensílios

     

     

     

  • GESTÃO DO LIXO

    GESTÃO DO LIXO

     

    lixo-no-lixoReciclagem nos últimos anos, o volume de lixo urbano reciclado no Brasil aumentou. Entre 2003 e 2008, passou de 5 milhões de toneladas para 7,1 milhões, equivalente a 13% dos resíduos gerados nas cidades, segundo dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre).O setor movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Mesmo assim, o País perde em torno de R$ 8 bilhões anualmente por deixar de reciclar os resíduos que são encaminhados aos aterros ou lixões, de acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente. Isso porque o serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros.“Se os resíduos são misturados, em geral, apenas 1% pode ser reciclado. Se há a separação correta, o índice de aproveitamento passa para 70% ou mais”, explica a diretora-excutiva da Brasil Ambiental, Marialva Lyra. Ela destaca a importância da coleta seletiva para o processo da reciclagem.
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    Catadores

    O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) surgiu no final dos anos 90 e hoje está presente em praticamente todo território nacional por meio de 600 bases, entre associações e cooperativas, e de 85 mil catadores organizados.
    “Noventa e nove porcento do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores “organizados e não organizados”, relatou o articulador e um dos fundadores do movimento, Eduardo Ferreira de Paula, também secretário da Rede Latino Americana e do Caribe de Catadores.
    O Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos de 2009, realizado pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, apontou que a participação das associações de catadores com apoio da prefeitura na coleta seletiva ocorre em 30% das cidades brasileiras.
    A lei 11.445 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para fazer o trabalho de coleta seletiva. “Assim as cooperativas viram um negócio e não apenas uma atividade social”, afirma Eduardo Ferreira de Paula.
    Para a socióloga, Elisabeth Grimberg, coordenadora-executiva do Instituto Polis, as prefeituras são fundamentais. “O poder público municipal terá que investir e coordenar todo processo e implantar tecnologias voltadas para a reciclagem e co-implementar processos de integração dos catadores, associações e cooperativas”, afirma.

    latinha-de-aluminioO alumínio é o campeão de reciclagem no País, com índice de 90%, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010 do IBGE. Isso se deve ao alto valor de mercado de sua sucata, associado ao elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico.
    Para o restante dos materiais, à exceção das embalagens longa vida, os índices de reciclagem variam entre 45% e 55%.

     

     

     

     

  • ENTULHO ELETRÔNICO

    ENTULHO ELETRÔNICO

    catadores-de-lixoO Drama do entulho eletrônico

    A obsolescência programada, que faz tudo ficar velho antes da hora, é o alimento para um dos grandes problemas ambientais de nosso tempo. Nos movimentados portos de Karachi, no Paquistão -o homônimo Karachi e Qasim-, cargueiros provenientes de Dubai transportam contêineres com peças velhas e quebradas de computadores.

    O lixo eletrônico recolhido vem dos Estados Unidos, Japão, Austrália, Inglaterra, Kuwait, Arábia Saudita, Singapura e Emirados Árabes.

    Esse material (carcaças de discos rígidos, monitores, impressoras ou mesmo aparelhos inteiros) é reciclado no bairro de Sher Shah, onde se separa o joio do trigo. Ali, mais de 20 000 pessoas vivem da reciclagem, que é feita sem cuidados com o meio ambiente ou com a saúde. Sher Shah tem o mais alto índice de casos de câncer de pulmão e de problemas respiratórios do país, por causa da inalação de gases tóxicos, emitidos durante o processo de separação das peças. “O quilo de metal extraído na reciclagem do lixo eletrônico é comercializado a 120 rupias, ou 1,40 dólar”, diz Madhumita Dutta, da organização Toxics Link India. Em Gana, na África, o quadro é semelhante.

    O subúrbio de Agbogbloshie, da capital do país, Acra, é talvez o maior aterro eletrônico do mundo. É chamado pelos moradores de “Sodoma e Gomorra”. No local, gangues fazem pente-fino em drives de computadores, laptops, palmtops, tablets e smartphones provenientes dos Estados Unidos e da Europa, em busca não só de material a ser vendido, mas também de informações sigilosas dos antigos proprietários. Os dados, que permanecem em geral intactos no computador, mesmo obsoleto, são usados depois em golpes pela internet. “O lixo eletrônico é um dos problemas de mais rápido crescimento no mundo”, disse a VEJA a consultora Leslie Byster, da ONG International Campaign for Responsible Technology (Campanha Internacional pela Tecnologia Responsável).

    O MAPA-MÚNDI DO FERRO VELHO, as idas e vindas do chamado e-lixo (em toneladas por ano).

    Apesar de a Convenção de Basileia, na Suíça, em 1989, ter proibido o movimento entre fronteiras de resíduos perigosos (entre os quais as sobras eletrônicas), a legislação e notoriamente driblada pelos exportadores de traquitanas com chip, que etiquetam a carga como doação de equipamentos usados. O relatório ambiental de 2010 da ONU sobre lixo tecnológico calcula que são produzidos anualmente 50 milhões de toneladas. O relatório também prevê que o volume de dejetos procedentes de computadores abandonados crescera 500% em países como Índia, China e África do Sul ate 2020. O Brasil, o México e o Senegal são, entre as nações em desenvolvimento, os campeões mundiais de lixo per capita, com 0,5 quilo anual produzido por habitante.

    O quadro brasileiro pode ser ainda mais grave. Segundo a professora Wanda Gunther, da Faculdade de Saúde Pública da USP, faltam dados e estudos nacionais amplos sobre o problema. mas o crescimento econômico fará aumentar a podridão eletrônica, em um caminho natural — e saudável, até que provoque sujeira — do capitalismo. As pessoas tendem a trocar seus produtos, passando a frente os já velhos e ultrapassados. Querem o novo, e o destino final do que já não presta, ou não tem interessados na cadeia econômica, e o descarte.
    Simples assim. O nome do jogo, nesse caminho, e obsolescência programada, recurso de administração desenvolvido nos anos 20 pelo americano Alfred Sloan, então presidente da General Motors. Sloan criou um mecanismo, hoje tão natural que parece ter existido desde tempos imemoriais, de modo a atrair os consumidores a trocar de carro frequentemente, tendo como apelo a mudança anual de modelos e acessórios. Bill Gates, fundador da Microsoft, usou a estratégia nas atualizações do Windows, o onipresente programa de computador. Mais recentemente, a obsolescência programada virou regra nos produtos da Apple. O iPad foi lançado em janeiro de 2010. em marco de 2011, surgiu o iPad 2. Há rumores de que já em fevereiro de 2012 seja anunciada a versão 3. Não tardará que cheguem aos lixões do Paquistão e também aos da África, rejeitados. No início dos anos 90, a vida media de equipamentos eletrônicos nos estados Unidos era de quatro anos, num casamento entre a qualidade do material usado para o hardware e a espantosa velocidade de desenvolvimento dos softwares.

    Hoje, a vida media é de um ano e meio. Segundo Neil maycroft, professor da Lincoln School of Art & design, da Inglaterra, a curta existência dos aparelhos e resultado de dois fatores. “de um lado, os produtos são feitos para durar pouco. De outro, ha a obsolescência estilística”, diz. “Somos regidos pela cultura de trocar a cada ano de modelo — de computador, de tablita, de celular — quando o antigo ainda funcionava muito bem”, diz maycroft. Trata-se de uma das características mais evidentes de nosso tempo, o efêmero a impor hábitos. Não e postura necessariamente danosa, e sim produto da agilidade da tecnologia ancorada nos espetaculares avanços dos microprocessadores associados a internet. Segundo o instituto de pesquisa Gartner, 364 milhões de PCs e 468 milhões de celulares e smartphones serão vendidos globalmente ate o fim deste ano. E um mar de equipamentos que presumivelmente engrossara as estatísticas do lixo tecnológico ate 2014. O nó eletrônico parece um nó górdio — impossível de desatar. “E necessária uma legislação internacional mais rigorosa sobre o problema”, diz Leslie byster.

    Porém, como salienta o especialista em sustentabilidade britânico James Clark, da Universidade de York, não haverá solução sem a conscientização das vantagens econômicas envolvidas na reciclagem do lixo eletrônico. “o Japão, graças a um programa benfeito de reaproveitamento de equipamentos, hoje acumula três vezes mais ouro, prata e o metal índio (usado na fabricação de telas de cristal líquido e painéis solares) do que o mundo usa anualmente”, diz Clark. Iniciativas como a japonesa, na contramão da deposição pura e simples, numa selva de malversações e contrabando, alimentam um negócio interessante, e de futuro, desde que organizado e com regras claras. O mercado de reciclagem do lixo eletrônico crescerá dos 5,7 bilhões de dólares atuais para 15 bilhões de dólares até 2014. Há solução para o drama do lixo eletrônico, e ela é limpa.

     

     

  • MANUAL DA RECICLAGEM

    MANUAL DA RECICLAGEM

    Os especialistas derrubam alguns dos mitos mais difundidos sobre a reciclagem e dão dicas básicas para quem quer começar a separar o lixo.

    VALE A PENA FAZER
    Separar o lixo seco de todos os restos orgânicos: um copo sujo de cafezinho pode inutilizar quilos de papel limpo- e reciclável. Lavar as embalagens para retirar os resíduos dos alimentos e dos produtos de higiene e limpeza.

    NÃO VALE A PENA FAZER

    Separar o lixo seco por tipo de material. As empresas e cooperativas farão uma nova triagem- estando o lixo organizado ou não. Amassar latas e garrafas PET ou desmontar as embalagens longa-vida, são medidas que não encurtam em nada o processo de reciclagem.

    lampadaO LIXO ESPECIAL

    Lâmpadas
    O que fazer: separar as fluorescentes num lixo à parte. Misturados aos outros restos, os cacos costumam ferir os catadores. Já as lâmpadas incandescentes não são recicladas, uma vez que, segundo mostram as pesquisas, não causam impacto negativo no meio ambiente – elas devem ser depositadas, portanto, no lixo comum.

    bateriaBaterias
    O que fazer: reciclam-se só as de telefones sem fio, filmadoras e celulares – as outras, assim como as pilhas domésticas, têm alta concentração de metais pesados e por essa razão são tidas como prejudiciais ao meio ambiente. Deposite as pilhas domésticas em um posto de coleta e para reciclar as baterias, faça um lixo separado: como as baterias são frágeis, podem romper-se e contaminar o restante dos detritos.

    Cacos de vidros planos e de espelhos
    O que fazer: embalar em jornal e colocar num lixo separado. Seguirão para vidraçarias – e não para as tradicionais fábricas que reciclam vidro.

    OS ESTRAGOS DO ÓLEO DE COZINHAoleo
    O óleo de cozinha é um dos alimentos mais nocivos ao meio ambiente. Jogado no ralo da pia, ele termina contaminando rios e mares. Eis o número:
    1 LITRO de óleo de cozinha polui 1 MILHÃO DE LITROS de água.

    Como reciclar: colocar o óleo em garrafas PET bem vedadas e entregá-las a uma das várias organizações especializadas nesse tipo de reciclagem (ver no site www.cempre.org.br).

    Destinos do óleo usado: fábricas de sabão e produção de biodiesel.

     

     

  • A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM

    A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM

    Reciclar significa transformar objetos materiais usados em novos produtos para o consumo. Esta necessidade foi despertada pelos seres humanos, a partir do momento em que se verificou os benefícios que este procedimento trás para o planeta Terra.
    Importância e vantangens da reciclagem
    A partir da década de 1980, a produção de embalagens e produtos descartáveis aumentou significativamente, assim como a produção de lixo, principalmente nos países desenvolvidos. Muitos governos e ONGs estão cobrando de empresas posturas responsáveis: o crescimento econômico deve estar aliado à preservação do meio ambiente. Atividades como campanhas de coleta seletiva de lixo e reciclagem de alumínio e papel, já são comuns em várias partes do mundo.

    No processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera riquezas, os materiais mais reciclados são o vidro, o alumínio, o papel e o plástico. Esta reciclagem contribui para a diminuição significativa da poluição do solo, da água e do ar. Muitas indústrias estão reciclando materiais como uma forma de reduzir os custos de produção.

    Um outro benefício da reciclagem é a quantidade de empregos que ela tem gerado nas grandes cidades. Muitos desempregados estão buscando trabalho neste setor e conseguindo renda para manterem suas famílias. Cooperativas de catadores de papel e alumínio já são uma boa realidade nos centros urbanos do Brasil.

    Sacolas feitas com papel reciclável
    sacolas-reciclaveisMuitos materiais como, por exemplo, o alumínio pode ser reciclado com um nível de reaproveitamento de quase 100%. Derretido, ele retorna para as linhas de produção das indústrias de embalagens, reduzindo os custos para as empresas.

    Muitas campanhas educativas têm despertado a atenção para o problema do lixo nas grandes cidades. Cada vez mais, os centros urbanos, com grande crescimento populacional, tem encontrado dificuldades em conseguir locais para instalarem depósitos de lixo. Portanto, a reciclagem apresenta-se como uma solução viável economicamente, além de ser ambientalmente correta. Nas escolas, muitos alunos são orientados pelos professores a separarem o lixo em suas residências. Outro dado interessante é que já é comum nos grandes condomínios a reciclagem do lixo.

    Símbolos da reciclagem por material
    simbolos-de-reciclagem

    Assim como nas cidades, na zona rural a reciclagem também acontece. O lixo orgânico é utilizado na fabricação de adubo orgânico para ser utilizado na agricultura.

    Como podemos observar, se o homem souber utilizar os recursos da natureza, poderemos ter , muito em breve, um mundo mais limpo e mais desenvolvido. Desta forma, poderemos conquistar o tão sonhado desenvolvimento sustentável do planeta.

     

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    Exemplos de Produtos Recicláveis

     

    • Vidro: potes de alimentos (azeitonas, milho, requeijão, etc), garrafas, frascos de medicamentos, cacos de vidro.
    • Papel: jornais, revistas, folhetos, caixas de papelão, embalagens de papel.
    • Metal: latas de alumínio, latas de aço, pregos, tampas, tubos de pasta, cobre, alumínio.
    • Plástico: potes de plástico, garrafas PET, sacos pláticos,embalagens e sacolas de supermercado.

     

  • HABITAÇÃO E BIOCONSTRUÇÃO

    HABITAÇÃO E BIOCONSTRUÇÃO

    bioconstrucaoEdificações – Habitações sustentáveis

    A permacultura trata das questões ligadas a abrigo, casa, estruturas de apoio, etc., da mesma maneira como outros fatores ou necessidades, sempre buscando maior eficiência.

    Para uma construção seguindo os padrões da permacultura, buscamos analisar as energias que entram no local e como estas poderão ser direcionadas a tornar mais eficientes nossas casas, galpões, oficinas, depósitos, armazéns e toda e qualquer edificação de que necessitarmos. Nossas edificações precisam de muitos serviços que podem ser aperfeiçoados com as influências naturais. A topografia, o clima, insolação, chuvas, ventos, vegetação local e qualquer outro fator natural devem ser levados em consideração.

    Estes aspectos determinam as larguras de nossas paredes, altura de pé direito, tipos de piso e altura destes em relação ao chão. Para uma edificação por menor que seja sua área a ser construída, existem alguns fatores a serem considerados. Também devemos observar as finalidades de cada edificação, pensando inclusive e principalmente quanto a auto-suficiência energética. Também devemos observar fatores sociais na hora de edificar, muitos trabalhos podem e devem ser desenvolvidos sob forma de mutirão para reduzir custos, passar conhecimentos e trocar experiências e mais ainda, sociabilizar grupos através de trabalhos coletivos.

    Na atualidade muitas são as residências que estão se tornando local de trabalho, isso devido ao desenvolvimento tecnológico e facilidades de comunicação, também como crescente mercado de serviços. Muitas pessoas e até família inteiras trabalham e residem na mesma estrutura física, ou seja, passam maior tempo nestes locais, dessa forma esse tempo deve ser o melhor possível, quanto conforto térmico e acústico, umidade do ar que respira-se em seus interiores. Os tipos de iluminação mais adequados e a tais locais e a atividades desenvolvidas. A forma de abastecimento de água, energia elétrica, energia térmica ou mecânica são importantes para o bom funcionamento da habitação.
    A interação da casa com jardins, sanitários compostáveis, banheiros para banho de verão, horta, acessos e outros elementos externos devem ser muito bem pensados. Podemos também anexar estruturas como estufas para melhor climatizar o ambiente e facilitar o trabalho de produção de mudas, estando esta mais próxima. Varandas feitas com trepadeiras e outras plantas podem substituir telhados convencionais. Áreas de serviços podem ter banheiros de verão ladeados por plantas aquáticas ou círculos de bananas, estas vão receber as águas cinza e poderão apoiar outras estruturas como horta ou estufa – nosso abrigo deve ter o maior número possível de conexões quanto a ciclagem de efluentes. Devemos posicionar nossas estruturas de maneira a aproveitar luz natural, brisas de verão, umidade, energia solar, etc. é importante lembrar que cada região tem suas características particulares e, estas devem ser levadas em consideração, não podemos utilizar determinada técnica, método ou matérias, simplesmente por temos visito isso em outra região e acharmos interessante ou esteticamente bonita.
    Muitas são as casa ou abrigos que foram construídas de forma convencional e sem levar em consideração tais fatores, neste caso pode-se fazer um planejamento para que algumas adaptações sejam realizadas de acordo com as necessidades de utilização a fim de aumentar a eficiência energética, melhorar conforto térmico e acústico, facilitar acessos entre outras. Devemos sempre respeitar aspectos inerentes a toda e qualquer obra, alguns “puxadinhos” acabam por comprometer a segurança estruturas.

    Ecoconstrução – conhecimento tradicional para construção do novo
    Há milhares de anos a humanidade construiu em terra crua. Esta, tão abundante em todos os continentes, sempre foi um dos principais materiais utilizados nas construções das primeiras habitações desde a Antiguidade. No Egito ou Mesopotâmia isso já ocorria de forma intensa. Na Europa as civilizações Romanas, na Ásia os Muçulmanos ou os Monges na China utilizavam a terra crua como matéria prima para erguer seus aglomerados habitacionais, assim surgindo os primeiros povoados. Com tal material as mais diversas civilizações antigas ergueram cidades inteiras – umas das primeiras que se tem registro histórico é Jericó, construída há séculos. Até hoje ainda existe continuidade na utilização deste material em construções nos diversos continentes ou regiões do planeta.

    Algumas técnicas

    Taipa de pilão
    A terra é compactada dentro de formas laterais de acordo com as medidas desejadas. Tal técnica já foi utilizada há séculos em inúmeras civilizações, comunidades e sociedades antigas, algumas até hoje mantém este tipo de construção, seja por ausência de poder econômico ou de material e até mesmo pela tradição de determinados povos que conseguiram manter sua cultura em alguns aspectos.
    Super adobe
    É uma técnica mais recente e propicia a construção de paredes portantes ou divisórias, estas ficam com espessura variando entre 45 cm e 60 cm, dependendo dos materiais utilizados, da função e do tipo de revestimento. Em virtude da utilização da terra o super adobe oferece melhor conforto térmico em relação a uso de materiais convencionais, além de maior economia.
    Tijolos de adobe
    Palavra Árabe ou Berbere – assimilada em espanhol e português, depois repassada as Américas onde foi adaptada para o inglês. Designa Tijolo de Terra Crua preparados em moldes e secos ao sol ou sombra, de preferência na sombra. Após ser produzido é utilizado de maneira clássica para erguer paredes, abóbadas ou cúpulas.
    Fardos de palha
    Material encontrado na natureza ou cultivado (como arroz, trigo, centeio, etc.). A palha depois de separada do grão pode ser devolvida ao meio natural na forma de composto ou canteiros instantâneos e ainda como cobertura morta para manter a umidade do solo. Também pode ser empregada na construção civil para construção de habitações humanas sob forma de fardos como se fossem tijolos gigantes.
    Ferrocimento
    A técnica do ferrocimento não é tão antiga como as algumas citadas neste trabalho, porém não menos importantes. Até hoje alguns veleiros antigo em atividade têm parte de sua estrutura nesta técnica. Consiste de uma armação de vergalhão em ferro, com malhas variadas revestidas de uma tela mais fina que pode ser de plástico ou de arame de aço, rebocada com argamassa a base de cimento e areia. É de fácil construção e pode ser construída em regime de mutirão e de rápida aprendizagem. Podem ser construídos reservatórios com formas ovais ou onduladas desde que não contenham cantos. A proporção deve ser de 2 / 1 nas paredes e 3 / 1 na base e tampa em caso de reservatórios.
    Telhado vivo
    Quando pensamos em coberturas e telhados nas mais diversas regiões do mundo, logo nos vem na cabeça as famosas telhas de argila queimada nos mais variados modelos e tamanhos. Também aquelas de amianto e cimento comuns em algumas regiões devido ao custo bem menor em relação às de barro e ainda, por não exigirem estruturas mais fortes de madeira ou ferro como as de barro. É possível pensar em todos estes fatores e reduzir custos da obra com um tipo de cobertura “viva” são os chamados Tetos Verdes ou de Grama ou ainda, Telhado Vivo.
    Rebocos naturais
    O reboco é a penúltima fase de uma parede, porém em alguns casos ele não é necessário – “paredes a vista”. Devem ser muito bem feitos para que possam ficar agradavelmente visíveis aos habitantes. Rebocos têm normalmente entre 0,5 cm e 2 cm, porém em alguns casos chegam a espessuras bem maiores. Quanto mais espesso for o revestimento, maior é a chance de rachaduras, e mais tempo de mão de obra. Existem inúmeros materiais que podem ser utilizados em rebocos naturais e na mais variadas misturas. Areia, argila, esterco, serragem, lodo de açude ou lagoa, leite, cactos, cal entre outros. Em cada tipo de técnica de para paredes, podem variar tanto os materiais como a espessura, textura, finalidade e modo de aplicação dos rebocos.
    Pinturas
    Em algumas culturas tradicionais as cores vivas são amplamente utilizadas, símbolos são desenhados. É possível tornar a habitação uma verdadeira vitrine de experimentos desde que bem executados. Ao preparar pinturas com cal deve-se observar as proporções para que a mistura fique fluída, normalmente aplica-se mais de uma demão a fim de conseguir uma melhor textura e tons de coloração, pinturas muito grossas costumam soltar com o tempo para isso temos que cuidar controlar para não haver excesso de material sólido.

     

  • REUTILIZAÇÃO DA ÁGUA

    REUTILIZAÇÃO DA ÁGUA

    reutilizacao-de-aguaAproximadamente 97,50 % das águas estão distribuídas nos mares e oceanos, ou seja, está salgada, o que a torna imprópria para o consumo. Existem as grandes Geleiras no mundo, além disto, muitos países se encontram em regiões onde o inverno “congela quase tudo”, desta forma sabe-se que 2,24 % de toda a água do planeta estão indisponíveis sob forma de gelo.

    Tal realidade natural limita um pouco mais o acesso a tal elemento. Finalmente chegamos ao resultado final, para atender as necessidades básicas da vida humana na terra, sobram aproximadamente 0,30 % de toda água, os rios, lagos, lagoas, aquíferos, lençóis freáticos compõem este pequeno percentual.

    É necessário planejar adequadamente o uso da água, em qualquer propriedade, seja qual for seu tamanho. Em muitas regiões já temos pessoas bebendo águas contaminadas, na várzea (Amazônia) é um fato comum, pois existem banheiros onde os dejetos são lançados direto nos rios, e logo abaixo é comum ver outras colhendo água para fazer comida, beber e tomar banho. O Brasil  tem abundância em água, assim como  os países que possuem grandes reservas de petróleo, temos também uma Lei que trata das questões relacionadas.

    Legislação do Brasil que trata da água – Lei 9433 / 97 – Lei de Recursos Hídricos – “A Água é um Bem Público, Limitado e Dotado de Valor Econômico”, é o que estabelece a Lei de Recurso Hídricos Brasileira – Lei das Águas, esta trata do seguinte:

    Permacultura e água

    Ao planejarmos nossos sistemas independentes da escala ou funções, devemos buscar estimular e manter a cultura de manejar de forma melhor tal recurso, implantando sistemas naturais de tratamento de efluentes como círculos de bananeiras e tanques com plantas aquáticas que tem capacidade limpar a água que utilizamos. Separamos as águas em: cinzas e negras, a primeira diz respeito a água que vem do banho, lavagem de roupa, limpeza da casa, etc.

    A segunda trata da água proveniente do sanitários, e mesmo neste caso, podemos adotar um sanitário compostável que permite a transformação de nossos dejetos em composto para posterior utilização na agricultura por exemplo. Adotamos práticas de redução de detergentes, sodas, produtos de limpeza como cloro ativado. A Permacultura trabalha para uma constante redução no consumo deste tão importante recurso, aperfeiçoamento de seus usos e ainda, torná-lo possível de ser reutilizado e reciclado. É importante identificarmos todas as fontes e aproveitar de forma mais adequada estas, muito importante proteger nascentes e sempre monitorá-las.

    A captação e armazenamento também é uma das formas de melhor utilizar a água que está no sistema sob forma de chuva, esta poderá ser captada e armazenada, a umidade do solo pode ser mantida por mais tempo com cobertura morta nas áreas de plantio. Canais de irrigação e infiltração podem ser construídos para reabastecer o lençol freático, além de promover a irrigação. Tais técnicas devem sempre respeitar as características do terreno.

    Objetivamos criar uma cultura permanente o cuidado com a água, e para isso discutimos tal assunto sob vários pontos de vistas e tentando envolver o maior número de pessoas e segmentos. A água quando bem utilizada também altera as temperaturas locais em escalas de microclimas – pequenos lagos, açudes e tanques artificiais podem ser implantados estrategicamente para atuar como reguladores.

    Seguindo princípios básicos de criação de pontos de utilização das energias que entram em um sistema, poderemos nos valer do método “Yeomans” de modificação do terreno. Tal modelo aumenta a eficiência das águas que passam pelo sítio, melhorando, assim, a qualidade do solo e a fertilidade assim como do sistema como um todo.

    Para os trabalhos com captação de água de chuva, devemos saber os índices pluviométricos da região, é possível medir isso fazendo um monitoramento climático simples ou podemos conseguir dados nos órgãos ligados ao setor de meteorologia, atualmente na internet e meios de comunicação já facilitam para algumas informações.

    Se temos 1mm de chuva em 1m² de telhado, logo temos 1 litro de água, que pode ser coletada e armazenada. É importante termos claro que existem perdas através de evaporação, pois, logo que caem as primeiras “águas”, porém não justifica o motivo de deixar de captar o restante. Outro fato que deve ser observado que as primeiras águas “lavam” o telhado – depois de vários dias ou até semanas sem receber chuvas, o telhado está com partículas de materiais, folhas, poeira, fezes de pássaros, etc. para resolver tal problema, existe uma “válvula de separação” que vai receber estas águas.

    Construir canais ou drenos de divergência para abastecer sistemas de irrigação ou reservatórios são medidas importantes e apoiam os sistemas em geral. Podem ser executados interligando açudes lagos ou tanques, assim os excessos das chuvas irão de um para outro. As estruturas ligas ao transporte, armazenamento ou consumo de água devem ser pensadas de acordo com os índices pluviométricos de cada região, bem como as mais diversas finalidades.

    Nas proximidades destes elementos podem e devem ser plantadas árvores ou arbustos. A capacidade de absorção de um canal será influenciada de acordo com as plantas em suas laterais – mais plantas + mais raízes + mais húmus = melhor absorção e mesmo em locais que não possam ser plantados imediatamente, com o tempo a vida neste se manifestará. Da mesma forma com na agricultura podemos utilizar as linhas chaves para construir sistemas de manejo de água – estes elementos (canais de irrigação, infiltração, drenos, etc) estarão ligados e seguindo as curvas de nível para abasteçam açudes, tanques, barragem, etc. Devemos pensar formas de conseguir maiores e melhores eficiências hidráulicas em nossos projetos.

     

     

  • TECNOLOGIAS PARA ENERGIA RENOVÁVEL

    TECNOLOGIAS PARA ENERGIA RENOVÁVEL

    energia-solarEnergia solar é designação dada a qualquer tipo de captação de energia proveniente do sol, esta pode ser luminosa ou térmica é captada e transformada em uma outra forma para utilização em nossos sistemas. Tais utilidades podem ser desde aquecimento de água ou e ambientes energia elétrica através de células fotovoltaicas.

    Biomassa – Em se tratando de geração de energia a biomassa abrange derivados de organismos vivos que são utilizados como combustíveis ou na produção destes. Neste caso estamos excluindo os combustíveis fosseis (embora sejam derivados de origem vegetal ou animal), pois, são altamente poluentes e necessitam de muito tempo para serem geradas.

    A biomassa pode e deve ser considerada como fonte de energia renovável pois podemos plantar ou criar nossas fontes primárias – biocombustíveis a partir de óleos vegetais – por exemplo. A energia da biomassa é a partir de processos de como a combustão de material orgânico produzida e acumulada em um ecossistema, parte dessa é utilizada pelo próprio ecossistema em sua manutenção, porém mesmo assim tem baixo custo, é renovável, permite o reaproveitamento de resíduos, é menos poluente que outras formas. A queima de biomassa provoca a liberação de dióxido de carbono na atmosfera, este por sua ves havia sido previamente absorvido pelas plantas que deram origem ao combustível, o balanço de emissões de CO2 é nulo.

    biodigestor minBiodigestores são ótimos exemplos de sistemas para produção de combustível (biogás) e ainda, fertilizantes biológicos para lavouras. É um exemplo de utilização da biomassa. Hoje no Brasil programas de eletrificação rural estão levando energia elétrica para varias regiões onde até pouco tempo não existia tal recurso. Isto porém poderia ter seus custos financeiros e ambientais reduzidos caso fossem estimulados a utilização de micro-centrais por biodigestores. Nosso pais têm as condições climáticas favoráveis para explorar a imensa energia derivada dos dejetos animais e restos de cultura e substituir o gás de bujão e o combustível líquido (querosene, gasolina, óleo diesel), com isso teríamos mais recursos para homem urbano aliviando significativa parcela de importação de derivados do petróleo. No Brasil os estudos com biogás foram iniciados de maneira mais intensa na década de 1970, entretanto, os resultados alcançados já apresentam ótimas tecnologias e pode nos torna aptos a desenvolver programas alternativos com esse tipo de fonte energética.

    energia-eolicaEnergia eólica tem sido aproveitada a muito tempo em civilizações antigas para mover embarcações, estas eram impulsionados por velas. Muitos também eram os moinhos de vento que tinham suas engrenagens movidas pela ação do vento sobre suas pás. Esta energia era transformada em energia mecânica para moer grãos ou bombear água, em muitos casos durante a execução de obras eram utilizados para drenar canais.
    Atualmente esta fonte de energia natural é considerada uma das mais promissoras, justamente pelo fato de ser renovável – permanente. Estas fontes podem abastecer turbinas eólicas ligadas a redes elétricas ou podem atuar de forma isolada em locais de difícil acesso ou em que não ajam outra fontes. No Brasil já temos algumas iniciativas para geração de energia elétrica com tal recurso, porém ainda é muito pouco utilizado o rico potencial que aqui existe. Este tipo de energia também é utilizado para irrigação.

     

     

  • INTEGRAÇÃO DE PLANTAS E ANIMAIS

    INTEGRAÇÃO DE PLANTAS E ANIMAIS

    Em um sistema permacultural animais executam funções de muita importância, algumas chegam a ser vitais como: reciclagens de nutrientes, trabalho mecânico, gerar ricas fontes de proteína, fornecer de matérias primas para biodigestores, composteiras, minhocários e até para construção (eco-construção).

    Os animais podem ser colocados em consórcio com sistemas de plantas. Em pomares, colocamos frangos a fim de comer as ervas daninhas e restos de frutas consumidas por pássaros, além de adubarem o solo. Além destes, outros como ovelhas ou porcos, podem ser introduzidos depois de certa idade das árvores e de acordo com as espécies. Para tal existem cuidados especiais com a cascas das árvores para não serem danificadas. Caso isso ocorra os animais devem ser retirados.

    Currais ou pocilgas podem ser conectados a esterqueiras e/ou biodigestores a fim de produzir biofertilizantes e gás metano para abastecer outros elementos com este tipo de energia. Coelhos, codornas, patos, frangos, perus, marrecos, gansos, abelhas, galinhas de angola (ótimas para capina em hortas, pois não comem a hortaliças). Pombos são excelentes produtores de esterco rico em fosfato, isso pode auxiliar solos pobres quanto a este nutriente. De uma forma geral animais são capazes de realizar interações benéficas e simbióticas com outros elementos. Estas interações podem ser competitivas nos resta tirar os proveitos auxiliando as interações, manejando o sistema de forma sustentável. Peixes nas mais variadas espécies podem ser produzidos em consorcio com porcos, marrecos. Hortas mandalas podem ter no centro marrecos para controlar insetos e ainda fertilizar a água de um lago, está será utilizada na irrigação dos canteiros, assim muitas são as formas de utilizar animais no sitio, fazenda ou chácara, até mesmo em cidade pequenas poderemos ter animais nos quintais.

     

  • PLANEJAMENTO PERMACULTURA

    PLANEJAMENTO PERMACULTURA

    planejamento-permaculturalClima e microclima
    Como já vimos o planeta esta se adequando quanto as suas necessidades climáticas assim, mais do que nunca precisamos analisar as questões climáticas para elaborar nossos projetos. O clima é um fator muito importante e pode ser limitador para diversidade em um ambiente.Cada região tem seus climas característicos predominantes, (secos, temperados, subtropical, úmido tropical, etc), mesmo assim podemos observar os microclimas. Estes estão relacionados a topografia, vegetação, tipos de solos entre outros. Uma estrutura bem posicionada pode criar um microclima favorável a determinadas plantas e climatização natural para ambientes internos.

    No Brasil existem vários biomas e ecossistemas com característica peculiares, isso nos motiva cada vês mais a pensar na questão de trabalhar microclima e aperfeiçoar pequenos espaços. Devemos analisar a constância e velocidade dos ventos, a umidade relativa do ar devido, influência de um rio.
    Os microclimas variam em propriedades vizinhas, por isso devemos observá-los a fim de posicionar melhor qualquer estrutura de que iremos necessitar. Também esta observação nos permitirá melhores plantios e colheitas mais fartas. Uma casa em região fria deve ser construída de maneira que o sol aqueça esta a maior parte do dia. Árvores que servem como quebra ventos podem também direcionar este para locais em que desejamos mais ventilação natural.

    Solo

    No sistema permacultural os solos são vistos como fator positivo e não limitante, em algumas regiões as metodologias aplicadas quanto ao manejo e uso de solo com técnicas da permacultura provaram ser ótimos para recuperar, melhorar e utilizar de forma mais sustentável tal recurso. Em zoneamento veremos que a zona I é selecionada com base em informações sobre o solo, para tal devemos construir a casa e colocar os elementos ligados diretamente a esta onde tiver o melhor solo do sitio, com isso o trabalho será adiantado e os resultados serão mais rápidos. As culturas e intensidade de uso do solo antes de nossa chegada também são informações muito importantes para nos auxiliar no planejamento. Um solo “limpo” ou que tenha sido durante muito tempo queimado necessita de cuidados especiais. Tal local é facilmente degradado pelo vento ou escorrimento superficial. No sistema permacultural três enfoques principais quanto às questões de uso do solo, isso interfere nas relações de perda deste.
    * Plantar florestas e arbustos com fins de reflorestamento – estas áreas depois poderão se tornar produtivas em alimentos se praticados métodos de Agroflorestas;
    * Utilizar sistemas de arados que não revirem o solo – nestes casos, animais podem ser utilizados, pois, além de arar estes também auxiliam na fertilização;
    * Estimular a biodiversidade no solo e cobertura morta – as minhocas são ótimas para arejar solos compactados.
    É preciso entender que algumas plantas que chamamos de invasoras estão preparando solos degradados para que outras espécies possam se fixar – sucessão ecológica. Os níveis que caracterizam um solo de qualidade dizem respeito à umidade, oxigênio, nutrientes e matéria orgânica. Ao pensarmos em reabilitação de solos devemos obserar alguns passos intervenções;
    Conter, evitar e corrigir erosão, corrigir e controlar os escorrimentos superficiais;
    Adicionar matéria orgânica ao solo com plantio de coberturas e adubação verde;
    Promover a aeração da terra compactada – para tal em determinadas situações utilizar maquinas em processos inicias;
    Corrigir solos e regular o pH através de plantas especificas, melhor que mudar o pH – solos ácidos (carvão, cal, gesso, magnesita) agem de forma lenta e eficiente. Solos alcalinos (fosfato acido e urina para potássio). Sangue, ossos, estercos e compostos ajudam a neutralizar o pH em qualquer tipo de solo.
    Nutrir o solo com minerais orgânicos – evitar fertilizantes sintéticos e/ou solúveis. Sementes podem ser peletizadas e pulverização foliar com biofertilizantes são idéias.
    Os resultados serão solos vivos e ricos em biodiversidade, capazes de receber água mais facilmente e conduzi-la para que as plantas se utilizem deste recurso.

    Vegetação

    As plantas da região, sua densidade e característica sazonais influenciam no microclima – florestas e matas nativas ou vinhas, plantações, arbustos cultivados influenciam no sitio, fazenda ou chácaras. Estas provocam transpiração, transferência de calor, sombreamento, proteção contra ventos, isolamento térmico, além de fornecer inúmeros outros produtos e serviços. Com a transpiração as plantas convertem água em vapor e umedecem o ar em sua volta propiciando melhores condições climáticas para todo o ambiente. Isso apóia a cultura de outras espécies com menos resistência a climas secos. Tal função é semelhante ao suor dos animais que esfriam seu corpo por meio deste. Podemos promover estas atividades com plantas de vários tamanhos de acordo com as necessidades do local, também e inclusive em ambientes internos é possível promover a transpiração e assim climatizar-los.
    Com as plantas sombreando um terreno este pode perder até 20% de sua temperatura estando protegido do sol em excesso. Devemos projetar nossas propriedades com plantas de acordo com a necessidade de mais ou menos luz e calor. Vegetação provem madeira para energia, construções e moveis, (esta deve ser maneja com cuidado). Possibilitam a produção de alimento com fontes de néctar para abelhas e de uma forma geral melhora a vida em volta do sitio. A forma como a vegetação cultivada estará disposta na fazenda depende das necessidades e características climáticas do terreno. As espécies da família das leguminosas entre outras operam no solo juntamente com organismos para fixar Nitrogênio. Este em abundância na atmosfera, transfere-se para o solo formando nódulos que vão ajudar outras espécies. Ao trabalharmos com espécies com tais funções estamos facilitando a recuperação da terra e diretamente. De forma positiva estamos interferindo nos processos para favorecer a sucessão ecológica.

    Topografia – localização

    Topografia se traduz mais simplesmente como sendo a forma da terra ou a maneira como o terreno se mostra através de planaltos, planícies, montanhas, serras, depressões ou outras denominações locais de cada região, significa até que ponto o terreno é plano ou ondulado. Mudar características topográficas na maioria das vezes é caro e altamente impactante e, mesmo as intervenções mais simples devem ser bem pensadas e planejadas para utilizar da melhor maneira possível as dobras do terreno, curvas de nível e outros aspectos.
    A topografia do local influência nos microclimas e esta pode ser benéfica dependendo do modo e nível de mudança que causamos no relevo do terreno. Uma terraplenagem em grande escala pode interferir de forma definitiva, ou levar anos para que o local volte a ter sua climatização natural de antes. A própria ciclagem de nutrientes é atrapalhada com terraplenagem extensa – nestes momentos são comuns vemos muita terra orgânica sendo entulhada e desperdiçada. Esta fará falta no momento de plantar no terreno em volta das estruturas. A topografia exerce papel importantíssimo na drenagem do local e podemos utilizar este aspecto para ter plantios mais produtivos e diversificados de acordo com este fluxo, seu ritmo e capacidade. Determina a profundidade dos solos e acesso a estes, também influência no consumo de energia com transporte dentro da propriedade e no próprio ritmo e intensidade de trabalho humano, animal ou mecanizado.

    Devemos observar se existem áreas suscetíveis a alagações ou erosão, bem como inclinações, elevações, gargantas ou montes rochosos, todos devem ser estudados e com a imaginação e criatividade do permacultor, estes fatores devem ser utilizados para promover a otimização do terreno. As direções são muito importantes (norte, sul, leste e oeste), influenciam de forma direta nas questões de climatização natural de estruturas.

    Estruturas, elementos – intervenções

    Já discutimos sobre os posicionamentos dos elementos e as conexões que podem haver ou ser estimuladas entre estes. Além disso, são inúmeros os elementos e as mais variadas funções. Muros, barrancos, treliças, cercas vivas, estufas podem atuar como produtores de alimento e auxiliares na climatização. Açudes e outros elementos armazenadores de água também produzem comida, reciclam nutrientes, fornecem matérias primas para produção de energia e protegem vida silvestre. Parreiras ou caramanchão podem ser construídos ao redor de habitações ou oficinas, podendo assim ser utilizados como área de trabalho ao ar livre, produzir alimentos e para lazer.
    Quebra ventos reduzem a velocidade deste e amortecem os efeitos que causam erosão, protegem plantações mais sensíveis, reduzindo perdas com sementes. Estes elementos atuam positivamente sobre a temperatura do ar e do solo aumentando a umidade. Além desses fatores e muitos outros protegem animais de tempestades, frio ou calor em excesso.

    Setorização

    Até o momento estivemos observando, analisando e buscando compreender inúmeros fatores sob diferentes aspectos visando entender todas as energias externas que tenham influência dentro do local como: luz solar, relevo, ventos, chuvas, riscos de catástrofes como: incêndios, enchentes, poluição atmosférica, chuvas ácidas, estas devido a centros urbanos próximos.
    Depois de observarmos as diversas possibilidades de interferência destes fatores, devemos planejar de maneira a utilizarmos tais energias em nosso favor, ou no caso de catástrofes, como nos protegermos delas ou minimizarmos seus efeitos. Para tal realizamos uma divisão da propriedade em setores, no centro deste colocamos nosso sítio, fazenda ou chácara e a partir dele planejamos a nossa volta e em todas as direções. Demarcamos nossos setores de acordo com as informações que coletamos. Exemplos: qual setor tem sol no inverno e no verão, onde estão os ventos predominantes, setor de risco de incêndio, onde podem ter corredeiras em caso de chuvas fortes e assim por diante. Nestes setores estarão nossos elementos, estruturas, plantios, abrigos, casa, acessos entre outros.

    Zoneamento

    Como vimos os setores são criados com base nas energias externas ao local, já o zoneamento trata das internas, nestes casos tem muita importância as atividades humanas, fluxos de nutrientes e movimento das águas. Devemos pensar e elaborar nosso projeto planejando a menor realização de trabalho possível, bem como o menor consumo de matérias, recursos e energias. Para isso a conexão entre os elementos é determinante. O que cada elemento vai produzir de trabalho, como e onde este produto de tal trabalho será consumido são exemplos do que pensar. A busca por maior eficiência energética possível, deve ser objetivo constante. As distâncias entre cada estrutura ou elemento são muito importantes para determinar resultados satisfatórios e eficientes.
    No projeto permacultural definimos seis (06) zonas básicas que dizem respeito a todo sítio e seus elementos. Lembrando sempre que quanto amor a área, maiores serão as necessidade para manutenção.

    Zona 0 – Este é o primeiro elemento a ser pensado – nossa casa, o centro do sistema, a partir do qual iniciamos o nosso trabalho, pondo a casa em ordem, esta, bem como a sua volta existem muitos espaços que podem se tornar produtivos. Peitorais de janelas, laterais de parede, o próprio teto (exemplo de telhado vivo). Toda a habitação pode ser planejada ou modificada para que seja mais eficiente na utilização de recursos e na produção de alimento. Além disto, estamos climatizando naturalmente os ambientes internos regulando a temperatura na habitação, além de utilizar os microclimas criados pela existência da própria estrutura.

    Zona 1 – Esta compreende a área mais próxima da casa, e de acordo com a necessidade de visitas diárias, é onde colocamos os elementos como: a horta, as ervas culinárias, jardins com policultivo para também produzir alimento, alguns animais de pequeno porte e árvores frutíferas de uso freqüente. Também é onde concentraremos a armazenagem de ferramentas e de alimentos, para utilização em longo prazo. Entendemos que a horta é um elemento essencial da Zona 1, pois funciona como base de sustentação da alimentação da família. Ela poderá ser manejada com o auxílio de animais que façam o trabalho de fertilização e controle de insetos. Nesta zona também incluímos elementos necessários à nossa sobrevivência: água potável, espaço para a produção de composto e uma área de serviço para apoiar a horta e cozinha.

    Zona 2 – Esta zona oferece apoio e proteção a primeira e poderá ficar um pouco mais distante da casa, nela estarão elementos que necessitam de manejo freqüente sem a intensidade, porem com menos intensidade que os da zona 1. Frutíferas de médio porte, galinhas e tanques pequenos de aqüicultura poderão fazer parte desta. Outros animais menores como patos, gansos, pombos, coelhos, codornas e outros de acordo com a região e suas características.

    Zona 3 – A zona 3 ficará mias distante da zona 0, podendo receber culturas com fins comercias as quais necessitam de espaços maiores, e que dispensam manejos diários. Sistemas de florestas de alimentos também poderão ser implantados. Animais de médio e grande porte, com rodízio de pastagens também são colocados nesta zona, os produtos terão fins geralmente comerciais: frutas, castanhas, cereais e grãos, tanques para peixes, pocilgas entre outros elementos essenciais à diversidade da produção.

    Zona 4 – Visitada raramente, nela poderemos incluir a produção de madeiras valiosas, açudes maiores e a produção de espécies silvestres comerciais. Em regiões de floresta, o extrativismo sustentável e o manejo florestal também poderão fazer parte desta Zona, bem como a recriação de florestas de alimentos em regiões que foram desmatadas.

    Zona 5 – Esta zona servira com objeto de pesquisa e só entraremos para aprender ou para uma coleta ocasional de sementes. É onde não interferimos, permitindo, assim, que exista o desenvolvimento natural da floresta. Sem esta Zona ficamos sem referência para a compreensão dos processos que tentamos incluir nas outras zonas.

    É importante incluir elementos de armazenamento e captação de água e nutrientes em todas as zonas, a partir do ponto mais elevado da propriedade.

     

  • RESÍDUOS VIRAM ALIMENTO

    RESÍDUOS VIRAM ALIMENTO

    A técnica utilizada para a produção desses alimentos já é conhecida. Apesar do nome pouco sonoro, a extrusão termoplástica – processo de tratamento térmico, que por uma combinação de calor, umidade e trabalho mecânico, modifica profundamente as matérias primas, dando-lhes novas formas, estruturas e características funcionais e nutricionais – tem resultados bastante apreciados.

    Na máquina extrusora podem ser colocados junto à farinha de arroz, separadamente, o bagaço da cana de açúcar, o da cevada ou a casca de maracujá. Submetidos a altas temperaturas, que podem superar os 120º Celsius na hora do cozimento, o produto é moldado em formato de salgadinho ou cereal matinal.

    “Para obter diversos efeitos no produto final, podemos alternar a força mecânica e a temperatura e adicionar outros ingredientes. Para que um biscoito fique mais aerado e crocante, por exemplo, incluímos mais farinha de arroz. Esta mistura também é necessária para que os produtos tenham mais sabor, além de melhor textura”, diz o pesquisador.

    De acordo com Piler, o produto mais difícil de ser processado é o bagaço da cana, por ser bastante fibroso. “Ele contém cerca de 30% de lignina, a mesma fibra da casca das árvores. Mas seu alto teor de celulose, parte de fibra insolúvel, traz benefícios para o consumidor, ajudando a regular o intestino. Além disso, ele possui um sabor adocicado”, garante o pesquisador.

    Com a farinha do bagaço da cana ou com o da cevada, ricos em fibras, é possível desenvolver pães, biscoitos e sopas. Já a farinha da casca do maracujá serve para criar bebidas cremosas e biscoitos. O pesquisador orienta um grupo de doutorandos que estuda a fabricação de uma bebida nutritiva à base de cereais, entre eles o arroz.

  • PADRÕES NATURAIS

    PADRÕES NATURAIS

    padroes-naturaisHistórico dos padrões

    Para planejarmos e praticarmos intervenções positivas em qualquer local que seja precisamos ler e compreender os padrões naturais, tal exercício de aprendizagem e

    Sensibilidade, nos tornará melhores observadores dos sistemas complexos da natureza.

    Os sistemas complexos não podem ser explicados por meio de fórmulas científicas ou simplesmente com mapas, computadores ou ferramentas e equipamentos industrializados. Os desafios que os dias atuais impõem as nossas vidas não são lineares como sugerem inúmeros padrões tecnológicos e mecanicistas.

    Precisamos adotar práticas que nos recoloquem em contato e entendimento com o meio natural o qual estamos inseridos, novas abordagens precisam ser utilizadas em todo e qualquer planejamento e para isso uma observação da natureza faz-se necessária.
    A permacultura tem como foco norteador fundamental a observação atenta da natureza e sua linguagem, as informações geradas são aplicadas nos projetos e transferidas para o cotidiano. Para tal é necessário novas maneiras de pensar e ver as coisas e suas relações. Para aqueles que perderam a conexão com o planeta valorizando apenas conhecimentos científicos e tecnológicos a partir das descobertas e invenções humanas.

     A observação da natureza

    Um exemplo sobre padrões é o fato de nossa pele ter seus poros abertos quando estamos expostos ao sol, tal fato faz com que suemos. Isso não se dá apenas devido apenas ao calor ou a luz do sol, mas sim pelo nosso sistema de auto regulação da temperatura interna, agindo para manter em equilíbrio as temperaturas do nosso corpo.

    É sábio de nossa parte compreender que se um sistema com plantas e animais criado por nos não responde positivamente aos nossos anseios, devemos deixar que os elementos naturais dêem suas respostas. Estaremos aprendendo mais um pouco sobre os padrões de organização da natureza e suas conexões estes sistemas vivos são complexos porem não complicados ou simplistas, por outro lado são muitas as intervenções e ações antrópicas realizadas pelo homem que desconsideram os fenômenos naturais e suas conexões. O uso da linguagem dos padrões economiza palavras e ainda facilita o trabalho, permitindo a consolidação do projeto permacultural por meio apenas da comparação entre necessidades e funções de cada elemento com a realidade circundante. A linguagem dos padrões nos dá informações básicas para descobrir, pensar, criar e praticar muitas vezes estabelecendo relações entre comportamento, forma, função e necessidade. Seguem alguns exemplos.

    Árvore como padrão – machado

    A árvore serve como ótimo exemplo para analisar e entender os padrões da natureza, se cortarmos esta em linha vertical podemos observar a semelhança a um machado (tipo de padrão), antigo, este por sua vez representava o símbolo da mulher em muitas tribos européias, e  também a fertilidade.
    Ao mesmo tempo podemos notar que os galhos se parecem com marcas de líquen em uma pedra e ainda com um corte transversal no tronco ela nos mostra padrões de um alvo, este por sua vez traduz o tempo (idade da planta) sob forma das estações do ano, sendo este padrão também encontrado em conchas e escamas de peixes.
    O encaixe ou união de varias dessas formas esta presente na coluna dos seres vertebrados, dão ideia de resistência, união, força coletiva e ao mesmo tempo flexibilidade.

    Dendrítico

    Olhando uma árvore de frente a copa e seu sistema de raízes, podemos ver impressões parecidas as de um pulmão ou sistema circulatório, este também chamado de padrão Dendrítico, também se parece com a forma de uma bacia hidrográfica. Os galhos das árvores geralmente possui uma divisão entre 5 e 8 vezes, com uma media de 3 divisões de cada galho, e este é normalmente 2 vezes mais longo que o seguinte. O ângulo entre cada galho esta entre 36 e 38 graus. Esta forma esta presente em raios, cristais minerais, vasos sanguíneos entre outros. Representa resistência e união e estão presentes também nas bacias hidrográficas, sistemas respiratórios e circulatórios e trovões.

    Teias

    Um padrão presente nas teias de aranhas tecedeiras, que podem ser copiados – estas tecem suas teias com fios retos inicialmente, estes têm um ponto de encontro central. Na seqüência elas tecem espirais ao redor dos primeiros fios. Tais órbitas vão se ampliando a partir do centro. Tais movimentos e modelos são utilizados por artesões que constroem cestos, chapéus e outros utensílios em fibras vegetais.

    Anéis

    Representados no formato das cebolas no corte transversal em um galho (mais um padrão presente nas árvores). Se fizermos um corte em um braço, por exemplo, poderemos ver anéis presentes e em tamanhos variados.

    Ondas

    Realizando cortes verticais em anéis, veremos ondas – estas por sua vês estão nas marés, formação de dunas, na mais simples movimentação da superfície de lago ou lagoa, ou mesmo em um pingo caindo em um copo com água. A natureza nos mostra seus padrões de inúmeras maneiras e nos mais variados meios.

    Espiral

    Espirais estão galáxia, nos furacões, DNA, vórtice, concha de caracol e se repetem por inúmeros elementos. Nos segmentos de uma espiral de margarida, por exemplo, podemos visualizar as mesmas proporções de crescimento, estas se repetem pelas demais espirais. Este padrão muda sua direção de acordo com os hemisférios norte ou sul. Tal fato pode ser observado ao esvaziar um tanque ou pia com água.

    Estruturas hexagonais

    Estas formas nos dão ideia de união, força, resistência, coletividade – estão presentes na escamas dos peixes, colmeia de abelhas e outros insetos, no couro de animais muitos animais e casco de tartaruga. Estão impressos também no tecido epitelial – este tem função protetora entre outras. Nos cristais também podemos encontrar tais padrões, estes materiais apresentam alta resistência.

     

  • PRINCÍPIOS DA PERMACULTURA

    PRINCÍPIOS DA PERMACULTURA

    principios-da-permaculturaLocalização relativa e conexão entre os elementos

    Quanto à localização, cada elemento deve estar localizado próximo um do outro de acordo com a relação existente entre os mesmos, para que estes possam estar

    O essencial no planejamento ou desenho é a conexão dos elementos de como estes estão ligados entre si, ao contrário dos modelos convencionais de produção agrícola ou planejamento de comunidades urbanas ou rurais e elaboração de projetos.

    Para que cada elemento funcione de forma eficiente deve-se localizá-lo no lugar onde possa auxiliar outros e também ser beneficiado com produtos dos demais.
    Uma árvore pode alimentar uma galinha e ao mesmo tempo servir como abrigo, um açude deve estar acima da casa para que esta possa ser abastecida de água por gravidade, evitando assim o consumo de energia pela utilização de uma bomba, este mesmo açude pode servir como espelho de água levando luz para dentro de ambientes. Árvores podem servir como quebra ventos, porém sem sombrear a casa durante o inverno. Ao planejarmos devemos considerar a relação direta entres os elementos, para tanto precisamos ver características, necessidades e produtos. Algumas questões servem como base para o planejamento:

    • Que uso têm os produtos de certo elemento para as necessidades de outros;
    • Quais são as necessidades deste que serão supridas pelos outros;
    • De que forma este é incompatível com aquele;
    • De que forma este beneficia outras partes do sistema.

     Elementos e funções

    No projeto cada elemento deve ter o maior número de funções possíveis, por exemplo, um tanque serve para armazenar água, criar peixes e plantas aquáticas, refletir luz, controle contra incêndios, irrigação entre outras. As plantas também podem ser dispostas de maneira a atender várias funções, para isso devemos escolher espécies funcionais sempre que possível. Quebra-ventos podem ser constituídos por árvores que forneçam forragem, açucares néctar e pólen para abelhas, fixação de nitrogênio entre outros produtos e/u funções, outras pioneiras podem preparar o solo para as mais sensíveis e de crescimento mais lento. Uma estufa bem posicionada perto da casa pode climatizar-la por termosifonamento fazendo com que o ambiente fique aquecido durante o inverno e resfriado no verão juntamente com dutos de ventilação ligados ao lago já citado, este por sua vês irá umedecer ar do ambiente interno em época mais secas. A água proveniente do lavatório pode ser utilizada no sanitário, fazendo com esta tenha dupla função. Um fogão pode servir para cozinhar e aquecer água para banho, com um sistema de serpentina simples, porém funcional. Os estercos de suínos e bovinos, restos de alimentos e plantas aquáticas do açude podem ser utilizados como fonte de energia pela produção de biogás, bem como biofertilizantes para a lavoura entre outros exemplos.

    Importância das funções e os elementos

    Funções de relevante importância devem ser executadas por um maior número de elementos possíveis, assim como necessidades básicas como água, alimento e energia devem ser supridas por mais de uma fonte. Uma fazenda ou chácara deveria ter pastagens anuais e perenes para que o gado tenha diversidade e alternativas de alimentos. Em uma casa é bom que ter duas fontes de aquecimento de água (fogão a lenha e aquecedor solar). Sistemas de abastecimento de água por desnível podem gerar energia com micro-centrais.

    Planejamento energético e eficiente

    Para um planejamento energético eficiente também chamado de “econômico eficiente”, é necessário posicionar plantas, áreas para animais e estruturas de acordo com zona e setores, levando em consideração relevo, fatores climáticos, localização geográfica (nascer e por do sol, norte e sul) e demais elementos naturais do local. Existe porém exceções para fatores de mercado, acesso, ecossistemas alagáveis, banhados e condições de solos rochosos entre outros.

    Recursos biológicos

    No sistema permacultural os animais e plantas, são utilizados de maneira a aperfeiçoar o trabalho da fazenda ou sítio, tais sistemas biológicos fazem com que haja uma redução no consumo de energia quando localizados e utilizados de forma mais eficiente. Fornecem combustíveis, fertilizantes, serviço de aração do solo e ainda são controladores naturais de insetos evitando pesticidas e adubos sintéticos. Também fazem o controle de ervas invasoras, realizam ciclagem de nutrientes e corrigem o solo controlando exclusive problemas de erosão. Para acumulo de recursos biológicos em um sitio, deve haver cuidados especiais, pois se constituem em um investimento de longo prazo. Podemos utilizar esterco verde e plantas leguminosas no lugar de fertilizantes nitrogenados, ácidos ou solúveis. Animais substituem cortadores de grama reduzindo o consumo de energia (elétrica mecânica ou humana). As galinhas e porcos podem preparar o solo para receber as sementes, além de arar a terra já fertilizam com esterco.

    Ser permacultor não significa abrir mão de toda tecnologia existente, mas sim utilizar este de forma mais adequada e sustentável, conciliando a tecnologias, conhecimentos e modos ancestrais de respeito a terra. Nos sistemas permaculturais são aceitos equipamentos e ferramentas convencionais nos estágios iniciais de preparação do sitio a fim de acelerar os processos em locais muito degradados, porém sempre buscando a criação de sistemas biológicos sustentáveis.

     Ciclos energéticos

    Os ciclos energéticos no modelo convencional existente necessitam de grandes quantidades de energia para funcionarem, mesmo assim são deficientes, pois estão centrados no setor de transporte armazenagem e comércio, além disto, visa o acumulo de riqueza e para tal sofre manipulação a fim de garantir maior lucratividade financeira. Para conseguir “eficiência” e atender a demanda, são necessários grandes gastos com equipamentos e produtos sintéticos que só degradam cada vez mais o solo e o meio ambiente com um todo. Um bom projeto utiliza-se de energias naturais que entram no sistema com aquelas geradas no local garantindo um completo ciclo energético.
    A interação entre os mais diversos elementos aumenta a energia disponível no local, na permacultura não se busca apenas reciclar, mas também captar, armazenar e utilizar tudo que estiver disponível no ambiente.

    Sistemas intensivos em pequena escala

    Sistemas intensivos em pequena escala consistem na utilização de pequenas áreas da melhor forma possível no que diz respeito a funcionalidade e eficiência. Se não necessitamos mexer em um determinado espaço de terra o melhor que temos a fazer é deixá-lo em equilíbrio natural, pois estaremos evitando um desperdício de energia, tempo e trabalho, tal procedimento evita poluição e degradação, pois, se começarmos produzir trabalho desnecessário, estaremos gerando poluição. Buscamos a cooperação entre visinhos, amigos e trabalho em regime mutirão, e utilização dos recursos locais, assim como a distribuição de excedentes nas proximidades reduzindo os custos.
    É comum vermos terrenos urbanos cobertos com concretos e jardins artificiais enquanto no meio natural uma devastação desordenada para produzir alimentos que poderiam estar sendo plantados em terrenos nas cidades (permacultura urbana), ao mesmo tempo em que teríamos determinados alimentos no local, também seriam trabalhadas questões como microclima.

    Diversidade

    Um ambiente degradado é caracterizado principalmente pela redução de biodiversidade, haja vista que esta o mantém em equilíbrio. Neste aspecto incentivar a diversidade é fundamental na permacultura, pois teremos maiores chances de produzir diferentes variedades de alimentos, além de ter várias maneiras para recuperar o solo. Quanto a energias também teremos outras fontes. Na América latina existem experiências de pomares juntos com jardins na volta das casas em sistemas compactos e diversos com o consórcio de diferentes plantas com variedades de funções. Se tivermos apenas uma fonte proteica, por exemplo, e esta falhar teremos que buscar tal produto fora de nosso local, e isso com já foi comentado aumenta os custos e impactos negativos.

    Bordas – funções e efeitos

    Para entender melhor sobre padrões e bordas e suas relações com permacultura precisamos saber um pouco sobre ecologia e o que se discute em tal ciência. É muito importante o estudo desta que trata dos ecossistemas que podem ser definidos de forma resumida como, grupos de organismos e suas relações entre si e o meio. A interação dos elementos em um ambiente é básica e de suma importância para manter os ciclos de energias e dar continuidade à involução das empecíeis e evolução da vida. Neste caso entendemos que os seres humanos são partes integrantes do meio e não superior aos outros elementos que compõem paisagem.
    Ao projetarmos um local devemos levar em consideração os limites ou fronteiras existentes entre os meios ou elementos – a interfase entre o ar e a água, a linha da costa entre a terra e o mar, a área entre a floresta e o campo, a área entre os níveis que congelam e que não o congelam durante uma geada, são alguns exemplos do que chamamos de BORDAS. As bordas existem em qualquer local, onde espécies, climas, solos, limites naturais ou artificiais se encontrem e interajam ou propiciem alguma interação entre outros elementos.
    O efeito de borda propicia a diversidade no local, pois terá características de dois ecossistemas, com isso temos diferentes fontes de energia. Sendo assim, onde não existam bordas é possível criar-las com a localização dos elementos de forma a incentivar a diversidade e aumento de produtividade. Se há falta de água no local podemos construir açudes e tanques ou cacimbas. Em áreas muito planas construímos barreiras, canais, montes, ribanceiras, taipas, barrancos, pequenas ilhas dentro de lagos ou represas, por todo o terreno é possível criar elementos que sejam positivos para o ambiente, com isso estamos incentivando a formação de ecossistemas complexos e diversos.
    Por outro ponto de vista devemos projetar bordas conforme os padrões da natureza já que isso possibilita o melhor aproveitamento destas.

     

  • ÉTICA E PRINCÍPIOS DA PERMACULTURA

    ÉTICA E PRINCÍPIOS DA PERMACULTURA

    etica-na-permaculturaÉtica da Permacultura

    A permacultura adota um padrão ético específico buscando a sustentabilidade que passa obrigatoriamente por um repensar quanto aos hábitos e atitudes, bem como valores de

    A ética está focada em três pontos importantes:

    O cuidado com a terra

    O cuidado com a terra perpassa pelo respeito e a todas as estruturas vivas ou não, aos elementos que compõem nosso planeta, a atmosfera, os minerais, sistemas biológicos ou físico-químicos.

    Devemos valorizar tudo que nos cerca e ainda, nos incluirmos como elementos do sistema e não como organismo superior. Adotamos medidas que utilizem de forma benéfica os recursos necessários a nossa existência, protegendo e reabilitando o que está degradado buscando sempre a conservação e manutenção do todo para que os sistemas sejam permanentes. Caso não cuidemos da terra, estamos simplesmente destruindo nossa própria existência e a oportunidade das futuras gerações gozarem de tudo que estamos vivenciando.

    Cuidar das pessoas

    Está ligado diretamente ao cuidado com a terra, já que os seres humanos, pois somos componentes do sistema. A manutenção das necessidades básicas como alimento, abrigo, energia, educação, trabalho, lazer entre tantas outras que estamos habituados, é um ponto primordial na permacultura. Nossa espécie exerce muita influência no meio, pois podemos causar impactos consideráveis sejam eles negativos ou positivos, uma forma de garantir impactos benéficos é ter nossas necessidades básicas também garantidas com isso reduziremos o consumo dos recursos naturais não renováveis. Somos uma espécie que tem funções estratégicas, porém podem resultar em tragédias quando estamos em desequilíbrio com nos mesmos.

    Distribuição dos excedentes

    A permacultura trata de forma diferenciada os resultados excedentes da produção seja de alimento, energia ou serviços ou mesmo dinheiro. Sempre que projetamos um sistema de forma sustentável ele proverá as necessidades básicas, com isso a produtividade tende a aumentar. Adotamos uma ética que vise a distribuição destes buscando criar modelos comerciais alternativos que atendam seus princípios éticos.
    No modelo atual e convencional o acumulo de riquezas a custo da miséria de outros indivíduos leva a uma desestruturação da sociedade e dos assentamentos humanos bem como a degradação ambiental e insustentabilidade dos sistemas produtivos.