Categoria: Fitoterapia

  • FITOTERAPIA E O JOGO DOS 7 ERROS

    FITOTERAPIA E O JOGO DOS 7 ERROS

    Quando era criança, adorava revistas que traziam aqueles jogos dos 7 erros, onde você devia comparar uma figura com outra, teoricamente igual, e marcar as diferenças entre elas. Nunca soube exatamente porque eram sempre 7 erros e não 6 ou 8 ou 10, etc. Mas a lição ficou: nem sempre o que parece idêntico à primeira vista é realmente uma cópia fiel do original.

    Recentemente, a onda dos medicamentos naturais – especialmente os Fitoterápicos – levantou uma série de questionamentos que lembra bastante o jogo dos 7 erros. Alguns remédios naturais dizem possuir os mesmos compostos químicos, propriedades e indicações terapêuticas de remédios industrializados, e deixam para o consumidor a tarefa de descobrir as diferenças escondidas entre uns e outros. Em muitos casos, este tipo de jogo termina minando a confiança nos remédios naturais que são verdadeiramente eficazes.

    Uma pesquisa realizada em 1997 no Beth Israel Deaconess Medical Center (Boston, EUA) mostrou que 1 em cada 2 pessoas utiliza alguma forma de medicina alternativa, mas apenas 30% revelam o fato aos seus médicos. Os principais motivos da falta de comunicação incluem preconceito, vergonha e receio de ser criticado ou incompreendido.

    Muitos fitoterápicos funcionam de fato e a maioria deles possui interações medicamentosas relevantes. Não comunicar o fato ao seu médico pode resultar em conseqüências que você não será capaz de resolver. Por exemplo: a camomila pode potencializar o efeito de remédios anticoagulantes. Um caso desse tipo, envolvendo alterações hemorrágicas em uma senhora de 70 anos que fazia uso regular de Warfarina (anticoagulante utilizado no tratamento de tromboses), foi descrito recentemente no prestigiado Canadian Medical Association Journal.

    Além da camomila, outros alimentos e fitoterápicos também podem aumentar o risco de hemorragia em pessoas que utilizam remédios anticoagulantes. A lista inclui coenzima Q10, gengibre, alho, ginseng, ginkgo, garra do diabo e casca de salgueiro.

    Outra interação que freqüentemente passa despercebida é o uso de fitoterápicos e suplementos que estimulam o sistema imunológico (p.ex.: alfafa, astrágalo, equinácea, ginseng e suplementos de zinco). Este equívoco é perigoso no caso de pessoas que sofrem de doenças de fundo auto-imune, tais como Artrite Reumatóide, Lúpus e Diabetes tipo 1, ou pacientes sob tratamento imunossupressor por algum motivo (p.ex., pessoas que receberam órgãos transplantados). Nestes casos, ervas que estimulam o sistema de defesa podem resultar em exacerbação da doença ou rejeição do órgão transplantado, com graves conseqüências.

    Uma vez que a interação entre suplementos naturais e medicamentos anestésicos ainda não foi muito bem estudada, a maioria dos cirurgiões recomenda que qualquer suplemento ou fitoterápico seja suspenso pelo menos 2 semanas antes da operação.

    Algumas pessoas com queixa de cansaço fácil e “baixos níveis de energia” costumam procurar o auxílio de fitoterápicos antes mesmo de uma avaliação médica. E passam semanas tomando vitaminas naturais na esperança de resolver o problema. Infelizmente, alguns destes incautos na verdade podem estar sofrendo de Anemia, Hipotireoidismo, Apnéia Obstrutiva do Sono, Mononucleose Infecciosa, Insuficiência Cardíaca Congestiva, Diabetes, Insuficiência Renal ou mesmo Depressão, e sua busca por uma solução rápida e prática estaria apenas retardando o tratamento mais adequado.

    Substituir medicamentos tradicionais por similares naturais ou confiar que, se um fitoterápico foi eficaz para o seu vizinho também será para você, é um enorme risco. Em caso de dúvida, procure sempre a ajuda do seu médico
    de confiança. Ao contrário das figuras com 7 erros, sua saúde não merece ser tratada como um jogo.

    POR: DR. ALESSANDRO LOIOLA

    FONTE: ARTIGOS.COM

  • FITOTERÁPICO CASTANHA DA INDIA

    FITOTERÁPICO CASTANHA DA INDIA

    Uma das plantas mais utilizadas no Brasil para problemas circulatórios é a castanha da índia pois esta planta medicinal possui inúmeras funções e uma das que se destacam com certeza é o fortalecimento e auxílio no sistema cardio vascular.

    A planta em sí da castanha da india é semelhante a outras, por exemplo as folhas são parecidas com as de algumas espécies de pinheiros norte americanos ou até mesmo uma certa semelhança com a folha da mandioca, já a semente que é o que tem fins medicinais, se parece com o nosso guaraná.

    Mas o que diferencia a castanha da india de outras plantas com que ela se parece é seu valor medicinal como fitoterápico, ela tem o poder de restaurar a circulação especialmente em pernas de pessoas com varízes e também auxilia e muito no tratamento de hemorróidas se for feito uma associação com outra planta medicinal chamada de hamamelis, se for feita a associação com o ginko biloba ela potencializa seu poder de ajudar o sistema circulatório auxiliando também na circulação cerebral.

    Ela pode ser tomara tanto em forma de chá, sendo fervida se for colocada partes de sua semente ou até mesmo ela inteira, se for no caso de pó pode ser feita apenas a infusão, e também pode ser consumida em forma de capsulas que é encontrada em lojas de produtos naturais e farmácias. A castanha da india é um fitoterápico e deve ser consumido sob orientação de médico ou nutricionista, mas seus benefícios para a manutenção e prevenção da saúde são extraordinários.

     

  • FITOTERAPIA NO BRASIL

    FITOTERAPIA NO BRASIL

    No Brasil, o emprego das plantas na medicina popular surgiu por intermédio dos índios com a contribuição dos negros e dos europeus. Quando ainda era colônia de Portugal, os cuidados médicos eram restritos às metrópoles, enquanto na zona suburbana e rural, a população tinha que recorrer às ervas medicinais.

    Assim, essa terapia alternativa de cura surgiu da mistura de conhecimentos dos indígenas, fazendeiros e jesuítas. Os escravos africanos também tiveram sua contribuição na tradição do uso de plantas medicinais, em nosso país, ao trazerem consigo plantas para usarem nos rituais religiosos e por suas propriedades farmacológicas, descobertas empiricamente.

    Os índios que aqui habitam, em suas diversas tribos, utilizam as plantas medicinais e através dos pajés, o conhecimento sobre as ervas locais e sua utilização é transmitida e aprimorada entre as gerações. Quando os descobridores chegaram, depararam-se com esses conhecimentos, principalmente aqueles que passaram a viver no país, sentindo necessidade de utilizar o que a natureza lhes tinha a oferecer, além do contato com os índios que passaram a auxiliá-los. Dessa forma, os europeus ampliaram seu contato com a flora medicinal brasileira e utilizaram-na para suprir suas necessidades alimentares e medicamentosas.

    A partir daí, no Brasil, até o século XX, utilizavam-se bastante as plantas medicinais para curar diversas enfermidades, sendo essa prática tradicionalmente transmitida ao longo dos tempos.

    A partir do momento em que os leigos começaram a utilizar formas alternativas de cura, sem o conhecimento acadêmico, surge o conflito entre as formas de cura alternativa e o saber científico.

    Contudo, com a industrialização, a urbanização e também a evolução tecnológica relacionada à elaboração de fármacos sintéticos ocorreu aumento da utilização desses medicamentos pela população, deixando-se de lado o conhecimento tradicional das plantas medicinais.

    A crença na utilização das plantas no tratamento das doenças obtinha bons resultados, mas aos poucos foi sendo substituída pelo uso dos remédios industrializados, que prometia cura rápida e total.

    Porém, devido aos efeitos colaterais ou ao alto custo dos medicamentos, o uso das plantas foi novamente retomado. As pessoas estão questionando os riscos da utilização abusiva e irracional de produtos farmacêuticos e procuram substituí-los pelas plantas medicinais. Além disso, existe uma insatisfação da população em relação ao sistema de saúde oficial, assim como também a necessidade do controle de seu próprio corpo e recuperação de sua saúde, assumindo as práticas de saúde para si.

    Embora as drogas sintéticas ainda representem a maior parte dos fármacos utilizados pela população, o espaço da fitoterapia tem crescido na farmácia caseira.

    O uso dessa prática alternativa em saúde persiste até hoje devido à dificuldade no acesso à assistência de saúde para parte da população.

    Contudo, apesar de ser um método com baixo custo e não agressivo pode desencadear alguns efeitos colaterais se utilizada incorretamente. Assim, várias pesquisas científicas vêm sendo realizadas com objetivo de alertar e indicar o uso correto de determinadas plantas.

    Na década de 80, foram realizadas pesquisas a fim de verificar o uso de terapias alternativas de mães e gestantes em Centros de Saúde na cidade de São Paulo. Observou-se como eram utilizados e obtidos os conhecimentos sobre as plantas medicinais, constatando-se que a maioria já havia utilizado a fitoterapia para diversos males, como tentativas de aborto (com ou sem sucesso). Outras conheciam, porém não utilizavam por não acreditarem ou não encontrarem as plantas de que precisavam.

    Em uma pesquisa foi verificada a utilização de terapias alternativas por enfermeiros brasileiros com objetivo de descobrir o como, o porquê e o que eles utilizavam ou indicavam aos seus pacientes. Segundo os resultados obtidos, os enfermeiros utilizavam, cada vez mais, métodos alternativos no cuidado com os pacientes, justificado pela falta de credibilidade nos recursos alopatas e pela facilidade do cuidado e manutenção da saúde dos pacientes com um custo mais baixo.

    No Piauí foi realizado um trabalho com mulheres – mães de crianças até cinco anos – com objetivo de fazer comparação entre os saberes científicos e populares na utilização das plantas medicinais em condições de saúde-enfermidade. Essas mães tinham mais contato com farmácias vivas – criadas pela Universidade Federal do Ceará – para viabilizar a utilização de plantas medicinais aos que não tinham acesso à alopatia – do que com médicos. Constatou-se que o uso das plantas medicinais nos programas de atenção básica em saúde pode ser uma alternativa terapêutica devido ao baixo custo, facilidade na aquisição e compatibilidade com a cultura da população atendida.

    Desde 1976, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem o objetivo de considerar a chamada medicina tradicional, difundir práticas úteis e eficazes e a promover integração dos conhecimentos e das técnicas da medicina ocidental nos sistemas de medicina tradicional em seus programas de promoção de terapias alternativas.

    Em 1978, a OMS recomendou na Conferência de Alma-Ata, que fossem estabelecidas políticas nacionais de saúde com base no uso de recursos da medicina tradicional por meio dos sistemas nacionais de prestação de serviços de saúde.

    A OMS tem incentivado os países na identificação e exploração dos aspectos da medicina tradicional que fornecem remédios ou práticas eficazes e seguras, para que se obtenha saúde, as quais devem ser recomendadas em programas relacionados aos cuidados primários de saúde.

    Em 1986 no Brasil, aparece pela primeira vez oficialmente, no Relatório Final da VIII Conferência Nacional de Saúde, a proposta de se introduzir as práticas alternativas de assistência à saúde, nos serviços de saúde, dando ao usuário o direito democrático de escolher a terapêutica de sua preferência e incluir o conhecimento das práticas alternativas no currículo de ensino em saúde.

    O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), em 1995, aprova o parecer 004/95, que discute as atividades em terapias alternativas com fundamento na visão holística de totalidade do ser humano, o que favorece as práticas de terapias naturais de saúde por profissionais de enfermagem desde que os mesmos tenham comprovação de formação básica em tais terapias a fim de proporcionar o tratamento seguro para si e para o cliente.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), hoje a utilização de plantas medicinais é a principal opção terapêutica da maior parte da população mundial (cerca de 80%). O mercado de fitoterápicos movimenta aproximadamente US$ 22 bilhões ao ano. No ano 2000, o setor arrecadou US$ 6,6 bilhões nos EUA e US$ 8,5 bilhões na Europa. Recentemente, uma pesquisa comprovou que aproximadamente 37% da população adulta dos EUA utiliza esses produtos, onde são considerados “suplementos dietéticos”, diferente do Brasil, onde são classificados como medicamentos, de acordo com a Portaria nº22/1967 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e pela Resolução-RDC nº17/2000 5. Estima-se que, no Brasil, esse comércio seja da ordem de 5% do mercado total de fármacos, avaliados em mais de US$ 400 milhões.

     

  • CONHEÇA AS DIFERENÇAS ENTRE FITOTERAPIA E HOMEOPATIA

    CONHEÇA AS DIFERENÇAS ENTRE FITOTERAPIA E HOMEOPATIA

    A Fitoterapia é o tratamento mediante o uso de plantas (reino vegetal). As matérias-primas dos fitoterápicos são plantas (folhas, caule, flores, raízes ou frutos) com efeitos farmacológicos medicinais, alimentícios, coadjuvantes técnicos ou cosméticos.

    Na Homeopatia os medicamentos são preparados a partir de substâncias provenientes dos reinos mineral, vegetal ou animal. A lei que rege a homeopatia afirma que os semelhantes se curam pelos semelhantes. Uma pessoa sã ingere doses tóxicas de certa substância e apresenta dores gástricas, vômitos e diarréia; essa mesma substância, preparada homeopaticamente, é administrada ao enfermo que apresenta dores gástricas, vômitos e diarréia, obtêm-se a cura desses sintomas.

    As preparações básicas dessas substâncias recebem o nome de tinturas-mãe e a partir delas são iniciados os processos das diluições sucessivas seguidas de agitação (dinamização), chegando-se às doses mínimas. Desta maneira, a toxicidade das substâncias é atenuada e o potencial curativo é aumentado. A dinamização desperta na substância a capacidade de agir sobre a força vital do organismo vivo. A homeopatia não trata doenças trata a pessoa que apresenta a doença.

     

     

  • CHÁ VERDE ORIGEM E BENEFÍCIOS

    CHÁ VERDE ORIGEM E BENEFÍCIOS

    O Chá Verde é consumido há muitos de anos no Oriente, mas só se popularizou no mundo todo por volta de 2000, devido às suas propriedades medicinais.

    O Poder Emagrecedor do Chá Verde

    O Chá Verde é bastante indicado pela fitoterapia para pessoas que querem emagrecer, devido aos seus efeitos termogênicos que aceleram a queima de calorias  e, em consequência, a perda de gorduras corporais. A vantagem é que essa estimulação ocorre no organismo sem os inconvenientes de alguns medicamentos e suplementos, como problemas renais, cardíacos e dermatológicos (surgimento de acne).

    Pesquisas indicam também que o Chá Verde possui propriedades estimulantes que contribuem para um melhor desempenho na prática de exercícios físicos.

    Além da perda de peso corporal e da queima de calorias e gordura, o Chá Verde promove a drenagem de toxinas e retenção de líquidos, o que significa a redução de inchaços e melhora a aparência de celulite, ao amenizar o aspecto “casca de laranja” de locais como coxas e glúteos.

    O Chá Verde tem ainda propriedades hidratantes e ajuda na boa circulação sanguínea. Já a pele se beneficia do seu poder antioxidante que estimula a produção do colágeno e bloqueia a ação dos radicais livres.

    Apesar desses e outros benefícios do Chá Verde, sua ingestão deve ser acompanhada por um profissional, caso a pessoa tenha problemas de saúde, como obesidade, pressão alta e doenças cardíacas. O chá écontra-indicado para pessoas que apresentam problemas de ansiedade generalizada, insônia ou nervosismo, já que a erva é estimulante e pode piorar estes quadros.

    O Chá Verde pode ser consumido antes das refeições ou ao longo do dia (nesse caso, a quantidade diária ingerida não deve ultrapassar 800 ml). Vale ressaltar que o Chá Verde deve ser consumido até no máximo quatro horas antes de dormir, caso contrário, a bebida pode causar insônia e diurese noturna.

    Outra dica em relação ao uso da bebida é se certificar da autenticidade da erva, que deve ser originária da planta Camellia Sinensis, pois alguns chás vendidos no mercado não são elaborados com as folhas verdadeiras.

    Fitoterápicos para Emagrecer Proibidos no Brasil pela ANVISA

    Há décadas os remédios fitoterápicos para emagrecer são buscados por pessoas que querem se livrar dos efeitos colaterais causados pelos emagrecedores alopáticos. Os produtos fitoterápicos são fáceis de adquirir, principalmente pela internet, já que a maioria é vendida sem receita médica, e entre alguns dos mais populares estão o Agar Agar, a Quitosana e a Pholia Magra.

    No entanto, em alguns medicamentos de fitoterapia para emagrecer foram detectados efeitos colaterais que podem prejudicar a saúde de quem os ingere, e por isso eles estão proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Uma das substâncias naturais proibidas recentemente é Caralluma Fimbriata, originária de uma planta da índia que promete suprimir o apetite. A Anvisa não encontrou nenhuma evidência quanto ao seu poder emagrecedor, além de suspeitar da existência de efeitos colaterais. A fabricação e venda da Caralluma está proibida até que mais pesquisas comprovem sua eficácia e segurança.

    Outros medicamentos proibidos pela Anvisa são o Chá de Sete Ervas da marca Rouxinol e o Chá Emagrecedor 30 Ervas da marca Suco da Terra. Ambos não têm eficácia comprovada, não apresentam as ervas indicadas na embalagem e apresentam riscos gástricos para os usuários.

    O Dietrine Phaseolam é mais um medicamento cujas vendas estão suspensas pela Anvisa. Embora a Faseolamina (extrato de feijão branco), a qual é o composto do medicamento, não seja proibida no país, o fabricante não tem autorização da Anvisa para comercializá-la.

    A Erva de São João não teve sua comercialização proibida, mas entrou para a lista dos medicamentos controlados da Anvisa e só pode ser vendida com retenção de receita médica de controle especial. A erva tem efeitos ansiolíticos e antidepressivos comprovados e é indicada como auxiliar em tratamentos para a perda de peso.

    Apesar de outros remédios fitoterápicos não serem proibidos pela Anvisa, o consumo só deve ser feito com a indicação de um médico, pois eles não estão livres de efeitos colaterais. Por exemplo, a Quitosana (extraída da casca de crustáceos) pode causar alergias graves em pessoas com intolerância a peixes e frutos do mar. Já o Chá Verde pode causar insônia em pessoas ansiosas, se consumido poucas horas antes de dormir.

    Chás da Origem ao Preparo

    Acredita-se que o chá tenha sido descoberto por um imperador chinês que, esperava que sua água fosse fervida, embaixo de uma árvore. Ao bebê-la notou um gosto agradável e uma cor diferente, e viu que isso se devia à queda de uma folha da árvore no seu copo. Nascia o chá, costume que foi difundido pelo mundo todo.
    Chás são infusões em água quente, preparadas a partir de folhas, raízes e flores. Popularmente, a infusão feita a partir de qualquer planta é conhecida como chá, mas o verdadeiro chá é preparado a partir da Camellia sinensis. A partir dessa planta, podem-se obter outros tipos de chá, como o chá preto, chá verde, oolong e aromatizados.
    Para extrair o princípio ativo da planta, recorremos a processos como a maceração e a decocção. Na maceração, deve-se triturar ou amassar a parte que deseja utilizar e mergulhar no líquido escolhido (água, óleo, álcool de cereais, etc.), de acordo com sua necessidade. A mistura deve descansar durante o tempo necessário, que pode ser de até 24 horas.
    A decocção é um processo mais utilizado em cascas, caules e frutos secos. A parte da planta utilizada deve ser fervida e permanecer tampada por alguns minutos. Quando mais fresca, por menos tempo a planta deve ser fervida.
    Muitas pessoas preferem as ervas frescas na hora de preparar o seu chá, devido ao sabor mais acentuado. Mas algumas delas têm o sabor e propriedades mais acentuadas após sua secagem. Outro fator que favorece o uso das ervas secas reside no fato de nem sempre haver a disponibilidade da versão fresca da planta.
    Há três maneiras básicas para secar folhas: pendurar, congelar ou através da imersão em óleo. As folhas devem ser colhidas, de preferência, no final da manhã e antes das flores nascerem, para garantir um melhor resultado e sabor.
    Os chás são bebidas muito utilizadas no mundo todo, já que trazem benefícios ao organismo. Mas é bom tomar cuidado para não fazer o seu mau uso, como cometer excessos ou consumir um chá cuja conservação não tenha sido feita da maneira correta, pois os efeitos podem ser o contrário do que se espera.

     

  • FITOTERAPIA CHINESA

    FITOTERAPIA CHINESA

    A Fitoterapia, literalmente terapia através das plantas, é conhecida na China há quase 3000 anos, época em que os livros eram escritos em pergaminhos, casco de tartaruga e seda.

    Na época da última dinastia Han (25-220 dC), quando os clássicos foram compilados, surgiu a Matéria Medica Clássica do Esposo Divino e Discussões de Desordens Induzidas pelo Frio (Shang Han Lun) de Zhang Zhong Jing, os quais são as fontes de todas as prescrições utilizadas até hoje.

    O povo acreditava na sua habilidade de observar e entender a natureza, a saúde e a doença eram objetos dos princípios da ordem natural.

    O universo é composto de várias forças: a complementaridade oposta do Yin e Yang e os Cinco Elementos. O microcosmo humano é a miniatura destas forças.

    No Shang Han Lun o autor separa as agressões externas (vento, frio, calor, umidade, secura) dos fatores internos (alegria, medo, raiva, melancolia, preocupação) como causas das doenças. Ele distingue as energias que causam perturbações das infecções por penetração de um agente nocivo.

    O respeito à milenar tradição da Fitoterapia Chinesa fez com que as fórmulas utilizadas hoje fossem as mesmas da Dinastia Han. Estas Fórmulas Magistrais encontradas nos livros em diversos idiomas são utilizadas e estudadas em quase todos os países. No Japão, desde 1950 o Ministério da Saúde Japonês reconhece 148 destas fórmulas como de utilidade pública.

    Na fitoterapia chinesa, não se pensa em cura mas sim em equilibrio, pois o organismo busca a auto-cura. Para isto precisamos desestagnar algumas energias paradas, como no caso da TPM – que para medicina chinesa é estagnação do sangue e a pessoa necessita de ervas, que aqueçam e melhorem a circulação do sangue, principalmente naquela parte do corpo.

    O mais importante é suprir o que o corpo necessita naquele momento:

    Seja um Tônico para aumentar a energia de um organismo com falta de CHI (energia), ou uma fórmula para sedar e ajudar a dormir melhor, restaurando esta energia, ou ainda um Tônico de Sangue, por que a pessoa não esta se alimentando direito. Tudo isto pode ser visto, num diagnóstico chinez, de pulso e de lingua ou no diagnóstico japonês do Hara. Se você fornece o que o organismo esta precisando, a pessoa fica em seu melhor estado, com a mente clara, alegre e com energia. Fora deste estado está o desequilibrio, pois saúde é bem estar.

    Devemos conservar o que se tem de mais precioso: O corpo, a Energial Vital dentro do corpo, o Sangue (principalmente as mulheres, pois possuem Deficiência de Sangue, por causa de partos e menstruações, etc) e a mente tranquila. Por isso a maioria dos fitoterápicos são de carater preventivo. A idéia é não deixar o corpo adoecer.

    A Fitoterapia Chinesa é como a alquimia, para se fazer uma fórmula é preciso conhecer as capacidades energéticas, curativas e sinérgicas das ervas, ou seja, a interação de uma planta com as outras. Na formulação Chinesa existe uma erva Imperador, que vai determinar a ação da fórmula, as ervas Ministros, que ajudam a potencializar a ação do Imperador, as ervas Assistentes que são necessárias para o bem estar da pessoa e cuidam do estômago para que este receba bem a fórmula, e por fim as ervas Mensageiras que levam as ervas para o local necessário.

    Acreditamos que trabalhar com as Fórmulas Magistrais, que pertecem na sua maioria a Dinastia Han, seja o modo mais eficientes de se usar a Fitoterapia Chinesa.

  • FITOTERÁPICOS COMO ALTERNATIVA DE TRATAMENTO

    FITOTERÁPICOS COMO ALTERNATIVA DE TRATAMENTO

    Os benefícios das plantas medicinais e de medicamentos fitoterápicos são reconhecidos em todo o mundo como elementos importantes na prevenção, promoção e recuperação da saúde. Para ampliar o acesso a esses medicamentos, o Ministério da Saúde disponibiliza a utilização de fitoterápicos na rede pública.

    Atualmente, 12 medicamentos são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde. Entre eles, estão a Aloe vera (Babosa) para o tratamento de psoríase e queimaduras, o Salix Alba (Salgueiro) contra dores lombares e a Rhamnus purshiana(Cáscara-sagrada) para prisão de ventre.

    Financiados com recursos da União, estados e municípios, os medicamentos podem ser manipulados ou industrializados, e devem possuir registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os produtos são oferecidos em 14 estados: Acre, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal.

    São medicamentos que desempenham um papel importante em cuidados contra dores, inflamações, disfunções e outros incômodos, ampliando as alternativas de tratamento seguras e eficazes pelo SUS. Indicado para o alívio sintomático de doenças de baixa gravidade e por curtos períodos de tempo, os fitoterápicos podem ser produzidos a partir de plantas frescas ou secas e de seus derivados que ganham diferentes formas farmacêuticas, como xaropes, soluções, comprimidos, pomadas, géis e cremes.

    O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, explica que os investimentos em pesquisas para a produção de medicamentos, a partir da flora brasileira, contribuem para o acesso da população e o seu uso racional. “O desenvolvimento dos fitoterápicos no Brasil incorpora as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental, numa mesma iniciativa”, observa.

    Como todo medicamento, o fitoterápico deve ser utilizado conforme orientação médica. Para ter acesso, o usuário tem que procurar um profissional – médico legalmente habilitado em prescrever fitoterápicos – em uma das unidades básicas de saúde dos 14 estados que disponibilizam esses medicamentos. Nessas unidades, o cidadão pode receber atendimento médico gratuito. Com um documento de identificação pessoal e a receita atualizada em mãos, o paciente pode retirar o medicamento em uma das farmácias dessas unidades básicas.

    FITOTERÁPICOS NO SUS

    A promoção do acesso aos medicamentos fitoterápicos teve início em 2007, com a disponibilização pelas secretarias estaduais e municipais de saúde da Maytenus ilicifolia (Espinheira-santa), utilizada no tratamento de úlceras e gastrites, e da Mikania glomerata (Guaco), indicada para os sintomas da gripe. Em 2008, o Governo Federal aprovou o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. O programa tem como objetivo garantir à população o acesso seguro e o uso racional a plantas medicinais e aos fitoterápicos.

    São diretrizes do programa a promoção da pesquisa, desenvolvimento e inovação; a regulamentação e produção de fitoterápicos e insumos à base de plantas medicinais e o cultivo e manejo dessas plantas. Também integram essas diretrizes a distribuição pelo SUS; a comercialização pelo setor privado; a capacitação de recursos humanos e a orientação aos usuários. A iniciativa, além de melhorar o acesso da população a tratamentos integrativos e complementares – seguros e eficazes – promove o uso sustentável da biodiversidade brasileira, o fortalecimento da agricultura familiar e o desenvolvimento tecnológico e industrial da saúde.

    Este ano, o programa ganhou reforço com o repasse pelo Ministério da Saúde de R$ 6,7 milhões a 12 municípios em sete estados, para apoiar o projeto Arranjos Produtivos Locais de Plantas Medicinais e Fitoterápicos no SUS. O montante visa o investimento na aquisição de equipamentos e materiais, contratação de pessoal e qualificação técnica para promover a interação e a cooperação entre os agentes produtivos, o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva, a produção e a distribuição de plantas medicinais e fitoterápicos no SUS.

     

  • A FITOTERAPIA NO MUNDO ATUAL

    A FITOTERAPIA NO MUNDO ATUAL

    Por trás da beleza da natureza esconde-se uma guerra surda pela sobrevivência dos mais aptos. As plantas para sobreviver e evoluir têm que competir por espaço e se defender do ataque de herbívoros e patógenos, em geral. Neste embate de milhões de anos, as plantas foram desenvolvendo suas próprias defesas químicas.

    Esta é uma das razões pelas quais a constituição química das plantas é tão complexa, e porque muitas plantas biossintetizam substâncias para atuar em alvos específicos moleculares de seus predadores. Metabólitos secundários de plantas e micro-organismos são produzidos para modular seus próprios metabolismos e, consequentemente, também podem alcançar alvos terapêuticos de doenças humanas.

    Ao longo do processo evolutivo, o homem foi aprendendo a selecionar plantas para a sua alimentação e para o alívio de seus males e doenças. O resultado desse processo é que muitos povos passaram a dominar o conhecimento do uso de plantas e ervas medicinais.

    O uso de medicamentos é muito recente e sua comprovação por testes clínicos é ainda mais recente. Enquanto os medicamentos apresentam, em sua quase totalidade, um único princípio ativo que é responsável pelo seu efeito farmacológico, os extratos vegetais e de fungos, por exemplo, são constituídos por misturas multicomponentes de substâncias ativas, parcialmente ativas e inativas, que, muitas das vezes, atuam em alvos farmacológicos diferentes. A eficácia destes extratos é o resultado de seu uso, durante muitos anos, por diferentes grupos étnicos.

    Até hoje, alguns povos ainda fazem uso consciente de medicamentos fitoterápicos tradicionais relacionados com saberes e práticas que foram adquiridas ao longo dos séculos. No entanto, deve-se ressaltar que, muitas vezes, o uso desta medicina tradicional se dá por falta de acesso ao medicamento, e é nesse cenário que aparecem os espertalhões que vendem fitoterápicos falsos e milagrosos.

    As plantas consideradas medicinais beneficiaram, e continuam beneficiando a humanidade. Não precisaram dos testes clínicos como os fármacos sintéticos, credenciaram-se pelo seu uso tradicional ao longo de séculos. Ainda hoje muitas são utilizadas para tratamento de enfermidades, mesmo havendo medicamentos sintéticos no mercado para o tratamento das mesmas patologias. No entanto, existem plantas que são venenos por conterem toxinas poderosas que podem levar à morte. Algumas plantas medicinais são, inclusive, incompatíveis com o uso de certos medicamentos.

    A sociedade tem a percepção de que todo produto natural é seguro e desprovido de efeitos colaterais. Em alguns casos, os efeitos dos produtos naturais são apenas psicológicos e, em outros, causam danos irreversíveis à saúde. A falta de informação do público sobre os fitoterápicos tem sido explorada por muitos espertalhões em busca de curas milagrosas e lucros fáceis. Outros com intenções duvidosas, ao invés de esclarecerem os seus benefícios, lançam dúvidas e emitem opiniões sem levar em consideração os milênios que as plantas medicinais estão a serviço da humanidade. A única maneira de combater estes espertalhões é levar informações confiáveis de cientistas ao grande público, sem parcialidade ou interesses econômicos escusos.

    As indústrias farmacêuticas foram, e continuam sendo beneficiadas pelos conhecimentos populares sobre o uso medicinal das plantas. Recentemente, mostrou-se que 50% dos medicamentos aprovados entre 1981 e 2006, pelo FDA, são direta ou indiretamente derivados de produtos naturais. As chances de se obter novas entidades químicas de plantas, fungos, bactérias etc, terrestres ou marinhos são reais. Mesmo que a nova entidade química não passe em todos os testes clínicos, ela servirá de modelo para a síntese de novos candidatos a fármaco.

    Apesar dos muitos desafios enfrentados nas últimas décadas, a Química de Produtos Naturais tem tido avanços importantes com a intersecção com outras áreas afins como Bioquímica, Biologia Molecular, Etnofarmacologia, Imunologia, e de tecnologias inovadoras de análise e elucidação estrutural como a ressonância magnética nuclear, espectrometria de massas4 etc… No Brasil, a Química de Produtos Naturais (QPN) sempre foi uma das áreas que lideraram o desenvolvimento da Química.5 Porém, a QPN enfrenta atualmente diversos desafios a nível global e econômico. A biodiversidade está diminuindo com a redução das florestas e dos recifes de coral, em razão do aumento populacional, da poluição atmosférica e da expansão do agronegócio. Além disso, não se sabe exatamente qual será o efeito do aumento do CO2 na sobrevivência e desenvolvimento das grandes florestas. Como consequência, muitos protótipos naturais para o desenvolvimento de novos fármacos estão sendo perdidos.

    O Brasil precisa avançar no campo da fitoterapia. Este avanço depende de uma forte campanha de esclarecimento público, que deve incluir a classe médica, para mostrar a segurança e eficácia das plantas medicinais de uso tradicional, como uma alternativa terapêutica. É também importante que os melhores químicos de produtos naturais se envolvam com o estudo de plantas medicinais, desde o trabalho de identificação do princípio ativo ao controle de qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor. A complexidade na composição química dos extratos dos fitoterápicos é uma das principais razões para a reprodução dos seus efeitos farmacológicos desejados, e este é o grande desafio que os químicos precisam vencer, padronizando o extrato e informando ao usuário quais são o(s) princípio(s) ativo(s) e a(s) sua(s) concentração(ões).

    Há países que aceitam medicamentos fitoterápicos com vários ingredientes, sinalizando uma mudança de atitude para o reconhecimento destes medicamentos, desde que tenham uma boa observação clínica. Esta mudança está ligada ao entendimento de que o corpo humano é um organismo complexo e que poucas doenças podem ser atribuídas a uma única causa.

    O Ministério da Saúde ao recomendar e indicar 66 plantas medicinais aprovadas pela ANVISA, cujo uso está consagrado na cultura da medicina popular brasileira, teve uma atitude correta e coerente. A etapa seguinte é fiscalizar a comercialização destes fitoterápicos para preservar a saúde do consumidor.

     

  • DEFINIÇÃO DE FITOTERAPIA

    DEFINIÇÃO DE FITOTERAPIA

    Do ponto de vista etimológico, o termo “fito” de fitoterapia vem do grego antigo, com o termo mais preciso para “phyton”, que significa “vegetal”. Fitoterapia é a “terapia pelo vegetal ou do mundo vegetal”, hoje consideramos mais fitoterapia como “terapia das plantas”.

    O que é Fitoterapia ?

    Uma prática tradicional, às vezes, muito antiga, baseada na utilização de plantas, as quais tiveram suas virtudes descobertas empiricamente. Segundo a OMS, a fitoterapia é considerada como uma terapia tradicional, e é muito utilizada nos países em desenvolvimento. É uma medicina não convencional, devido à ausência de estudos clínicos.

    Uma prática baseada em pesquisas avançadas e em provas científicas de extratos ativos de plantas. Os extratos ativos identificados são padronizados. Essa prática faz com que os fitoterápicos sejam reconhecidos e estejam de acordo com os regulamentos em vigor no país. A sua circulação está sujeita à autorização de colocação no mercado para produtos acabados, e à regulamentação de matérias primas farmacêutica para preparações magistrais de plantas medicinais, sendo essas manipuladas apenas em farmácias. Falamos de Farmacognosia e Biologia farmacêutica. Mundialmente, estima-se que existam cerca de 35.000 espécies de plantas medicinais.

    Princípios ativos
    São substâncias químicas encontradas nas plantas, que agem isoladamente ou em conjunto para uma ação terapêutica (fonte: Jardim Botânico Bauru, SP).

    Os medicamentos convencionais e a fitoterapia, qual o lugar deles ?

    Você deve saber que mais de um terço dos medicamentos conhecidos como químicos ou alopáticos (encontrados nas farmácias), provem originalmente das plantas. A molécula é utilizada tanto na sua forma original, quanto pode ser modificada por um químico (por exemplo, a aspirina).

    Esse é sobretudo o caso de alguns medicamentos antigos, e de alguns medicamentos utilizados hoje, contra o câncer (por exemplo, o extrato de taxol). Por enquanto, a maioria dos novos medicamentos é produzida por processos químicos e matemáticos muito complexos (síntese), no qual são produzidas milhões de moléculas até o final, sendo selecionadas apenas algumas para realização de ensaios clínicos.

    Exemplos de medicamentos com origem fitoterápica:

    – A aspirina tem sua origem na planta salgueiro e contém uma molécula de ácido acetilsalicílico. O ácido salicílico é um composto do Salgueiro, o qual é transformado quimicamente em ácido acetilsalicílico (aspirina), tendo essa transformação química sido descoberta por um químico alemão da empresa Bayer.

    – A digitalina, que vem da planta dedaleira, é utilizada na insuficiência cardíaca.

    – A papoula é uma planta que contém muitos alcaloides. Estes grupos de substâncias nitrogenadas (contém uma molécula de nitrogênio) são a base de muitas moléculas que agem sobre o sistema nervoso. Algumas são, infelizmente, muito perigosas e ilegais (heroína), mas existem moléculas que possuem uma solução extraordinária na luta contra a dor, no caso a morfina. Esta molécula é isolada a partir da planta papoula. Também pode ser extraída dessa planta a codeína, uma molécula de ação central e muito eficaz contra a tosse seca e a dor (na verdade, esta molécula é transformada na maioria das pessoas em 10% de morfina).

    Mais recentemente, uma molécula virou notícia: a artemisina. Esta substância é extraída de uma planta que cresce na China, a Atermisia annua L. Esta molécula é muito eficaz em associação com outros tratamentos, na luta contra a malária (que causa milhões de mortes por ano). Artemisia annua é uma planta chinesa que há alguns anos deixou a medicina tradicional chinesa e passou a ser empregada com sucesso nos laboratórios farmacêuticos ocidentais. Esta molécula ilustra o potencial incrível das plantas medicinais na luta contra doenças graves. Enquanto investimos pesadamente em técnicas de laboratório para triagem de moléculas (técnica que combina química e informática) para desenvolver um número astronômico de moléculas, a fitoterapia oferece uma alternativa surpreendente. Isso explica o grande interesse geoestratégico, mas também, como vemos, do potencial fitoterápico desse “ouro verde” da China e de sua capital econômica Shangai!