Categoria: Saúde

  • BASES TEÓRICAS E BEM-ESTAR

    BASES TEÓRICAS E BEM-ESTAR

    A concepção de saúde inclui bem-estar como um conceito chave. Em decorrência, encontram-se na literatura diferentes proposições teóricas para bem-estar.Um componente largamente reconhecido como principal integrante de uma vida saudável é a felicidade (Diener, Scollon & Lucas, 2003).

    Embora o estilo de vida moderno

    …não estimule as pessoas a avaliar seus momentos de felicidade ou de completa realização pessoal, elas são diariamente incitadas a planejar o seu dia-a-dia para vencer os desafios da vida moderna como, por exemplo, conseguir e manter um emprego, proteger suas vidas da violência urbana, equilibrar as finanças, esquivar-se de hábitos ou estilos de vida que comprometem a sua saúde e, ao mesmo tempo, praticar ações que promovem a sua integridade física, emocional e social.

    Pesquisadores espalhados por diversos países estão empenhados em descobrir o quanto as pessoas se consideram felizes ou em que medida são capazes de realizar plenamente suas potencialidades. Esses estudiosos, embora utilizem duas perspectivas distintas, investigam um tema complexo denominado bem-estar.A atenção dispensada ao tema não é recente. Desde a Grécia antiga, filósofos como Aristóteles já tentavam decifrar o enigma da existência feliz. Enquanto filósofos ainda debatem a essência do estado de felicidade, pesquisadores empenharam-se, nas últimas três décadas, para construir conhecimento e trazer evidências científicas sobre bem-estar. Desses desafios estão participando diversos estudiosos que conseguiram, após décadas de investigações, instalar o conceito de bem-estar no campo científico da psicologia e transformá-lo em um dos temas mais enfaticamente discutidos e aplicados para compreender os fatores psicológicos que integram uma vida saudável.
    As concepções científicas mais proeminentes da atualidade sobre bem-estar no campo psicológico podem, segundo Ryan e Deci (2001), ser organizadas em duas perspectivas:
    uma que aborda o estado subjetivo de felicidade (bem-estar hedônico), e se denomina bem-estar subjetivo, e outra que investiga o potencial humano (bem-estar eudemônico) e trata de bem-estar psicológico. Na visão desses autores, essas duas tradições de estudo refletem visões filosóficas distintas sobre felicidade: enquanto a primeira (hedonismo) adota uma visão de bem-estar como prazer ou felicidade, a segunda (eudemonismo) apoia-se na noção de que bem estar consiste no pleno funcionamento das potencialidades de uma pessoa, ou seja, em sua capacidade de pensar, usar o raciocínio e o bom senso.
    Este artigo tem por objetivos apresentar as duas abordagens tradicionais sobre bem-estar – subjetivo e psicológico – e introduzir uma concepção teórica mais estruturada sobre bem-estar no ambiente de trabalho.

    Bem-Estar Subjetivo

    Bem-estar subjetivo (BES) constitui um campo de estudos que procura compreender as avaliações que as pessoas fazem de suas vidas (Diener, Suh & Oishi, 1997). Esse campo teve um crescimento acelerado na última década, revelando como seus principais tópicos de pesquisa satisfação e felicidade (Diener & cols., 2003). Tais avaliações devem ser cognitivas (satisfações globais com a vida e com outros domínios específicos como com o casamento e o trabalho) e devem incluir também uma análise pessoal sobre a freqüência com que se experimentam emoções positivas e negativas. Para que seja relatado um nível de BES adequado, é necessário que o indivíduo reconheça manter em nível elevado sua satisfação com a vida, alta freqüência de experiências emocionais positivas e baixas freqüências de experiências emocionais negativas. Ainda segundo Diener e cols. (1997), nesse campo de conhecimento não se procura estudar estados psicológicos negativos ou patológicos, tais como depressão, ansiedade e estresse, mas diferenciar os níveis de bem-estar que as pessoas conseguem alcançar em suas vidas. Essas concepções reafirmam que BES compreende um tema aderente aos princípios defendidos pelos atuais propagadores (Seligman & Csikszentmihalyi, 2000) da psicologia positiva. O conceito de BES apareceu ao final dos anos 1950, quando se buscavam indicadores de qualidade de vida para monitorar mudanças sociais e implantação de políticas sociais (Land, 1975). Como marcos da literatura sobre o tema durante a década de 1960, podem ser apontados os livros de Andrews e Withey (1976) e Campbell, Converge e Rodgers (1976), por preconizarem que, embora as pessoas vivam em ambientes objetivamente definidos, é ao mundo subjetivamente definido que elas respondem. Nessa perspectiva, BES tornou-se um importante indicador de qualidade de vida.
    Outras influentes obras sobre o assunto foram três trabalhos (Bradburn, 1969; Cantril, 1967; Gurin, Veroff & Feld 1960) que enfatizaram satisfação com a vida e felicidade como elementos integrantes do conceito de qualidade de vida. Os dois componentes que integram a visão contemporânea de BES – satisfação com a vida e afetos positivos e negativos – tiveram sua gênese nos trabalhos seminais de Campbell e cols. (1976) e de Bradburn (1969). A primeira revisão sobre BES foi realizada por Wilson em 1967, num estudo intitulado “Correlatos de Felicidade Declarada”. Embora naquela época os dados sobre o assunto fossem limitados, Wilson (1967, p. 294) pôde concluir que entre pessoas felizes incluíam-se as que eram “[…] jovens, com boa educação, bons salários, extrovertidas, otimistas, despreocupadas, com religiosidade, casadas, elevada autoestima, moral no trabalho, aspirações modestas, de ambos os gêneros e que detinham diversificados níveis de inteligência”. Atualmente, o interesse de pesquisadores não se limita mais à descrição dos atributos de pessoas felizes, nem tampouco a identificar correlações entre características demográficas e níveis de BES. O esforço atual dos pesquisadores está orientado pela busca de compreensão do processo que sustenta a felicidade (Diener, Suh, Lucas & Smith, 1999). Atualmente, BES é concebido por Diener e Lucas (2000) como um conceito que requer auto-avaliação, ou seja, ele só pode ser observado e relatado pelo próprio indivíduo e não por indicadores externos escolhidos e definidos por terceiros.

    Consoante essa visão, não é considerado adequado avaliar BES por meio de indicadores externos ao indivíduo, mesmo que tenham como base fatores estatisticamente construídos, tais como controle de doenças, queda da mortalidade infantil, redução dos índices de criminalidade e violência, queda de taxas de desemprego ou de analfabetismo, bem como outros indicadores aplicados para descrever avanços em políticas sociais e que projetam a qualidade de vida de extratos sociais, comunidades ou de nações.
    Para acessar o BES, é necessário considerar que cada pessoa avalia sua própria vida aplicando concepções subjetivas e, nesse processo, apoia-se em suas próprias expectativas, valores, emoções e experiências prévias. Essas concepções subjetivas, segundo Diener e Lucas (2000), estão organizadasem pensamentos e sentimentos sobre a existência individual.
    Parece existir, portanto, uma representação mental (cognitiva) sobre a vida pessoal, organizada e armazenada subjetivamente, sobre a qual pesquisadores de BES procuram obter informações quando solicitam às pessoas relatos sobre ela.

    Deve-se ressaltar que a avaliação feita pelo próprio indivíduo sobre seu BES inclui, entre outros aspectos, componentes positivos que não envolvem, necessariamente, elementos de prosperidade econômica (Diener & cols., 1999).
    No Brasil, já existem estudos focalizando o bem-estar subjetivo. Os autores têm se dedicado a construir e validar medidas de bem-estar subjetivo (Albuquerque & Troccoli, 2004; Siqueira, Martins e Moura, 1999), a investigar seus antecedentes (Freire, 2001) e suas relações com sentimentos de solidão e interações sociais (Capitanini, 2000), bem como a analisar a influência de bem-estar subjetivo sobre qualidade de vida (Prebianchi, 2003).
    Existe um entendimento por parte de diversos estudiosos (Diener & cols., 1997; Diener & cols., 1999; Diener & Lucas, 2000) de que BES se constitui em um amplo fenômeno e deve ser considerado como uma área de interesse científi co que engloba dois conceitos específicos: julgamentos globais de satisfação com a vida, ou com domínios específicos dela, e experiências emocionais positivas e negativas (Diener & cols., 1999). Nesse sentido, o conceito de BES articula duas perspectivas em psicologia: uma que se assenta nas teorias sobre estados emocionais, emoções, afetos e sentimentos (afetos positivos e afetos negativos) e outra que se sustenta nos domínios da cognição e se operacionaliza por avaliações de satisfação (com a vida em geral, com aspectos específicos da vida como o trabalho).

    A dimensão emocional de BES: afetos positivos e negativos

    A composição emocional do conceito BES inclui um balanço entre duas dimensões emocionais: emoções positivase emoções negativas. Para que o balanço represente uma dimensão de BES, é necessário resultar em uma relação positiva entre as emoções vividas, qual seja, a vivência de mais emoções positivas do que negativas no decorrer da vida. Esta dimensão de BES guarda forte relação com a visão hedônica de felicidade, na medida em que dá ênfase aos aspectos afetivos da vida (Keyes, Shmotkin & Ryff, 2002).

    Quando se estudam os afetos positivos e negativos, não se trata de identificar a presença contínua de sensações positivas em toda a vida, mas, sim, detectar se, em sua grande maioria,as experiências vividas foram entremeadas muito mais por emoções prazerosas do que por sofrimentos. Segundo alguns pesquisadores (Andrews & Robinson, 1991; Diener & Diener, 1996; Thomas & Diener, 1990), as pessoas costumam relatar maior constância de emoções positivas do que negativas em suas vidas. Por outro lado, estudos têm revelado que pessoas que tendem a viver intensas emoções positivas são as que também tendem a relatar fortes experiências emocionais negativas (Diener & Lucas, 2000). Thomas e Diener (1990) relataram que a memorização de experiências emocionais não é precisa. Tais resultados de pesquisa levaram Diener e Lucas (2000) a sugerir aos pesquisadores cautela para não considerarem os relatos sobre experiências emocionais como fiéis às situações realmente vividas.

    Por que as experiências emocionais são importantes para as avaliações que uma pessoa faz do seu BES? Segundo Diener e Lucas (2000), as análises sobre bem-estar podem estar muito mais relacionadas à freqüência com que se experimentam emoções positivas do que à intensidade dessas emoções.

    Explicam os dois autores que, ao se levar em conta na avaliação do BES mais a freqüência do que a intensidade de emoções positivas, as pessoas estão considerando, provavelmente, serem as emoções positivas intensas muito raras e também porque estas são, muitas vezes, acompanhadas por alguns custos para o indivíduo que as experimenta. Existem evidências em estudos sobre afetos (Diener & Diener, 1996) e satisfação com a vida (Andrews, 1991), revelando que as pessoas tendem a relatar mais vivências de afetos positivos do que negativos e a revelar satisfações com a vida em níveis acima do nível médio das medidas aplicadas, independentemente da idade, do nível sócio-econômico ou etnia dos grupos pesquisados.

    O debate sobre os componentes emocionais do BES teve suas primeiras formulações no trabalho seminal de Bradburn (1969). Este pesquisador defendia a idéia de que os afetos positivos e negativos não eram duas polaridades de um mesmo contínuo, mas formavam dois contínuos distintos de afetividade, capazes de apresentar correlações particulares com conjuntos específicos de traços de personalidade. Bradburn propôs uma estrutura bidimensional para os afetos: afetos positivos e afetos negativos.

    Segundo Diener e Emmons (1985), os trabalhos de Bradburn (1969) e Bradburn e Caplovitz (1965) não só introduziram o debate acerca da defi nição de felicidade nos domínios da psicologia como também apontaram uma forma de mensurá-la por duas dimensões relativamente independentes uma da outra.

    Na visão de Bradburn e Caplovitz (1965), felicidade ou bem-estar subjetivo seria um construto composto por dois conjuntos de sentimentos separados: afetos positivos (AP) e afetos negativos (AN). Para avaliá-los, esses estudiosos usavam 10 itens agrupados em duas escalas, sendo cinco para avaliar AP (Positive Affect Scale, ou PAS) e outros cinco para aferir AN (Negative Affect Scale, ou NAS).

    Numa série de estudos desenvolvidos por esses pesquisadores, foram observadas correlações fracas entre os itens das duas escalas, altas correlações entre os itens de cada escala e correlações diferenciadas de cada escala com diversas outras variáveis. Esses resultados levaram Bradburn e colaboradores a reafi rmar a relativa independência entre AP e AN e a apontá-los como duas dimensões na estrutura dos afetos.

    Ainda nos anos 1960, Ostrom (1969) defendia a noção de BES ser uma atitude, apoiando-se na noção largamente difundida naquela época de que as atitudes eram compostas por elementos cognitivos e afetivos. Consoante esse entendimento, BES como uma atitude teria componentes cognitivos ou intelectuais, bem como envolveria aspectos emocionais. As discussões sobre quais componentes afetivos integrariam BES provocaram a indicação de um variado leque de conceitos psicológicos, sendo especialmente apontados para sua composição traços como ansiedade e depressão para representar afetos negativos.

    Na composição de afetos positivos, a auto-estima foi apontada como um conceito psicológico que representava saúde mental, porque incluía uma auto-avaliação em que o próprio indivíduo se reconhece como tendo valor e sendo dotado de características positivas e também negativas. Além do senso pessoal de auto-estima,outros conceitos também foram arrolados como integrantes da dimensão positiva de BES, tais como auto-aceitação, auto-imagem e auto-respeito. Posteriormente, outros pesquisadores (Diener & Emmons,1985; Watson, Clark &Tellegen, 1988) apresentaram evidências sobre a existência das duas dimensões na estrutura dos afetos apregoadas por Bradburn (1969). Desde então, instalou-se a proposta de se considerar BES como um construto psicológico integrado por experiências emocionais positivas e negativas e a se denominar tais experiências de afetos positivos (positive affects) e afetos negativos (negative affects).

    A estrutura bidimensional dos afetos proposta por Bradburn (1969) levou diversos estudiosos a elaborar e validar medidas para aferi-la. Em 1988, Watson e cols. validaram a Lista de Afetos Positivos e Negativos (Positive Affect and Negative Affect Schedule – PANAS), composta de duas escalas com 10 itens cada, que se mostraram, segundo seus autores, consistentes, válidas e efi cientes para medir as duas dimensões de afetividade. De acordo com Watson e cols. (1988), AP representa a extensão na qual uma pessoa se sente entusiasta, ativa e alerta. Um nível alto de AP constitui um estado de alta energia, plena concentração e engajamento prazeroso, enquanto baixo AP é caracterizado por tristeza e letargia. Afeto negativo (AN) é uma dimensão geral de engajamento sem prazer, incluindo, em seu nível mais alto, sensações negativas diversas, tais como raiva, desprezo, culpa, medo e nervosismo. O nível mais baixo de AN inclui calma, serenidade e sossego.

    A escala de AP integrante da PANAS inclui 10 palavras que descrevem sentimentos e emoções positivas (interessado, forte, entusiasmado, orgulhoso, ativo, inspirado, determinado,atento, animado e estimulado), enquanto a escala de AN compõe-se de outras 10 palavras que expressam a dimensão negativa da afetividade (angustiado, descontrolado, culpado, assustado, hostil, irritado, envergonhado, nervoso, inquieto e amedrontado). Nos anos 1980, os estudos em que foram utilizadas as medidas de estrutura dos afetos aplicaram predominantemente a PANAS. Naquela época, ainda não se apregoava com a ênfase e clareza que se vê hoje a inclusão dos afetos positivose negativos como dimensões do BES. Dava-se maior ênfase a eles como traços afetivos que se aproximavam muito de determinados traços de personalidade. Enquanto AP era visto como um correlato de dimensões positivas da personalidade como extroversão, AN tornava-se um correspondente de neuroticismo.

    Os estudos que utilizavam a PANAS procuravam relacionar o conceito genérico de bem-estar a diferentes 204 Psic.: Teor. e Pesq., Brasília, 2008, Vol. 24 n. 2, pp. 201-209 M. M. M. Siqueira & V. A. R. Padovam indicadores de doenças mentais ou psicopatologias, tais como depressão, ansiedade e estresse. No Brasil, já existe uma medida de afetos positivos e negativos. Trata-se da Escala de Ânimo Positivo e Negativo (EAPN), desenvolvida e validada por Siqueira e cols. (1999).

    A EAPN é uma medida composta por 14 afetos, que se distribuem em duas sub-escalas: a que mede afetos positivos por meio de seis itens (feliz, alegre, animado, bem, satisfeito e contente) e a que avalia afetos negativos por intermédio de oito itens (irritado, desmotivado, angustiado, deprimido, chateado, nervoso, triste e desanimado). Segundo as autoras da medida, os afetos positivos constituem uma sub-escala com índice de precisão de 0,87, enquanto os afetos negativos compõem uma sub-escala com precisão de 0,88. As respostas são dadas numa escala de cinco pontos (1=nada; 2=pouco; 3=mais ou menos; 4=muito; 5=extremamente) que mede a intensidade com que as pessoas vivenciam os 14 afetos.

    Outra medida brasileira da dimensão emocional BES está incluída na Escala de Bem-Estar Subjetivo (EBES) construída e validada por Albuquerque e Tróccoli (2004). A EBES inclui 21 itens de afetos positivos e 26 de afetos negativos, que constituem, respectivamente, os fatores 1 e 2, ambos com índices de precisão de 0,95. O terceiro fator avalia, mediante 15 itens, a dimensão cognitiva de BES, satisfação-insatisfação com a vida, cuja precisão é de 0,90. A inserção de afetos positivos e negativos na composição emocional de BES se deu, com maior ênfase, nos anos 1970 e 1980, quando diversos autores (Andrews & Withey, 1976; Campbell & cols., 1976; Diener, 1984; Emmons, 1986) incluíram os afetos positivos e negativos, ao lado de satisfação com a vida (componente cognitivo), como integrantes de BES.

     A dimensão cognitiva de BES: satisfação com a vida 

    Satisfação com a vida é o julgamento que o indivíduo faz sobre sua vida (Keyes & cols., 2002) e que refl ete o quanto esse indivíduo se percebe distante ou próximo a suas aspirações (Campbell & cols., 1976). Trata-se, segundo Neugarten, Havighurst e Tobin (1961), de um estado psicológico que guarda estreita relação com bem-estar mais do que avaliações objetivas da qualidade de vida pessoal. Neugarten e cols., afirmam, ainda, que uma pessoa com alta qualidade de vida poderia relatar insatisfações, enquanto uma pessoa com baixa qualidade de vida poderia até revelar satisfações com a vida. O conceito é ainda considerado como uma dimensão subjetiva de qualidade de vida, ao lado de felicidade e bem-estar. Na abordagem objetiva de qualidade de vida, entende-se que saúde, ambiente físico, recursos, moradia e outros indicadores observáveis e quantificáveis contemplam o espectro da qualidade de vida que uma pessoa detém. Por outro lado, a perspectiva subjetiva de qualidade de vida, incluindo-se nela satisfação com a vida, é defendida como uma possibilidade de se levar em conta, em avaliações individuais, diferenças culturais na percepção do padrão de vida.

    Nesse sentido, aceita-se como relevante que mesmo quando certos grupos compartilham a mesma cultura, observam-se variações entre os indivíduos quanto a suas crenças, valores, objetivos e necessidades. Sem compreender os valores e crenças de uma população e como estes são manifestados individualmente, a avaliação de qualquer tema sobre a vida pessoal seria arbitrária. Parece, portanto, que satisfação com a vida teve suas origens nas concepções de qualidade de vida, tendo sido um conceito apropriado e redefinido por estudiosos das ciências comportamentais para compor um dos elementos que integram a definição de BES.

    As tentativas para integrar satisfação com a vida ao conceito de BES são relativamente antigas. A primeira vez que se aproximou o conceito ao de bem-estar foi em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos no ano de 1957, coordenada por Gurin e publicada em 1960 (Gurin & cols., 1960), um survey populacional em que se aferiu níveis de satisfação com a vida, felicidade e moral.

    Nesse estudo, entretanto, satisfação com a vida era ainda considerada um componente de qualidade de vida, assim como também eram os conceitos de felicidade e moral (Keyes & cols., 2002). Nos anos 1980, diversos pesquisadores (George & Bearon, 1980; Stones & Kozma, 1980; Stull, 1987) já reconheciam satisfação com a vida como dimensão cognitiva de BES. Reconhecer tal natureza tornou-se importante não só porque era possível distinguir satisfação com a vida do componente emocional de BES, afetos positivos/negativos, como também porque possibilitava compreender como se dava a estruturação dos dois componentes de BES entre amostras com características demográficas distintas.

    Como conseqüência desse reconhecimento, pôde-se identificar, por exemplo, que pessoas idosas eram mais satisfeitas com suas vidas do que pessoas jovens, mas estas relatavam menos afetos positivos do que aquelas (Andrews & Robinson, 1991; Campbell, 1981). Ademais, o reconhecimento de satisfação com a vida como componente cognitivo de BES propiciou aos estudiosos em psicologia contar com elaborações teóricas mais consistentes, que lhes permitem investigar bem-estar como um construto formatado dentro dos domínios da psicologia e proceder a investigações usando medidas específicas de cada um dos componentes de BES, bem como avaliar relações entre os seus componentes cognitivo (satisfação com a vida) e emocional (afetos positivos e negativos).

    Uma primeira medida de satisfação com a vida foi desenvolvida por Neugarten e colaboradores em 1961. A medida continha duas versões, A e B, construídas para avaliar sentimentos gerais de bem-estar que permitissem identificar envelhecimento bem-sucedido. A versão A contém um checklist de 20 frases, sendo 12 positivas e oito negativas (ex.: Eu tenho tido mais sorte na vida do que a maioria das pessoas) com as quais o respondente concorda ou discorda. A versão B inclui 12 questões abertas sobre as quais é atribuído um escore após análise do conteúdo das respostas (ex.: Qual é a coisa mais importante de sua vida no momento?).

    Uma medida de satisfação com a vida, denominada Escala de Satisfação Geral com a Vida – ESGV, foi desenvolvida e validada por pesquisadores no Brasil (Siqueira, Gomide & Freire, 1996). A ESGV é uma escala unidimensional que contém 31 frases, cobrindo o mesmo número de aspectos, tais como amigos, aparência física e nível de instrução, e permite avaliar o quanto cada indivíduo está satisfeito ou insatisfeito com cada um deles por uma escala de respostas de cinco pontos (1=muito insatisfeito, 2=insatisfeito, 3=nem satisfeito nem insatisfeito, 4=satisfeito, 5=muito satisfeito). A precisão da escala é de 0,70. O largo leque de aspectos integrantes da ESGV permite ao pesquisador ter um panorama geral do nível em que indivíduos e grupos se sentem satisfeitos mediante uma avaliação global de sua vida. Portanto, a ESGV não permite avaliar satisfações em domínios especificos da vida.

    Na próxima seção, serão apresentadas as origens e as dimensões de outra perspectiva de estudos em psicologia sobre bem-estar, qual seja, aquela em que os pesquisadores se basearam no funcionamento psicológico positivo para erigir o conceito de bem-estar psicológico, também referido por Ryan e Deci (2001) como bem-estar eudemônico.

    Bem-Estar Psicológico

    As proposições acerca do conceito de bem-estar psicológico (BEP) apareceram como críticas à fragilidade das formulações que sustentavam BES e aos estudos psicológicos que enfatizaram a infelicidade e o sofrimento e negligenciaram as causas e conseqüências do funcionamento positivo.

    Os trabalhos de Ryff (1989) e, mais tarde, Ryff e Keyes (1995) são dois marcos na literatura sobre o tema. Segundo esses autores, as formulações teóricas em que se apoiam o campo de estudos de BES são frágeis por diversas razões.
    Como primeiro argumento, apontam o fato de que o clássico estudo de Bradburn (1969) que sugeriu a existência de duas dimensões na estruturação dos afetos (positivos e negativos) são resultantes do efeito de serendipidade, visto que Bradburn, na época, buscava identifi car como certas mudanças sociais de nível macro (mudanças em níveis educacionais, padrões de emprego, urbanização ou tensões políticas) afetavam o padrão de vida dos cidadãos e este o seu senso de bem-estar, dando-se atenção mínima para compreensão de bem-estar.

    De modo similar, satisfação com a vida, postulada como componente cognitivo de BES, surge como tal após deslocamentos do conceito que emergiu no campo sociológico, sem que o mesmo tenha assento teórico consistente em psicologia.
    Como segundo argumento para sustentar as proposições de BEP, os autores (Ryff, 1989; Ryff & Keyes, 1995) afirmam que dentro do campo de teorização psicológica existem diversas teorias que permitem construir concepções sólidas sobre o funcionamento psíquico, enfatizando-se os seus aspectos positivos.

    Deste corpo teórico, basicamente desenvolvido nos anos 1950 e 1960, seria possível retirar suportes conceituais para conceber o processo aplicado na resolução de desafios que se apresentam durante a vida (Keyes & cols., 2002) e que constituem o entendimento central de BEP.

    Enquanto BES tradicionalmente se sustenta em avaliações de satisfações com a vida e num balanço entre afetos positivos e negativos que revelam felicidade, as concepções teóricas de BEP são fortemente construídas sobre formulações psicológicas acerca do desenvolvimento humano e dimensionada sem capacidades para enfrentar os desafios da vida.

    Segundo uma síntese apresentada por Ryff (1989), após análise e revisão da literatura, a estrutura de uma abordagem acerca do funcionamento psicológico positivo apóia-se em diversas teorias clássicas existentes em psicologia que se assentam em uma abordagem clínica, ressaltando-se, entre outras, as que tratam particularmente dos fenômenos da individuação (Jung, 1933), auto-realização (Maslow, 1968), maturidade (Allport, 1961) e completo funcionamento ( Rodgers, 1961). Também foram utilizadas, nesse mesmo intento, visões teóricas sobre desenvolvimento humano (Erickson, 1959; Neugarten, 1973), incluindo-se nesse domínio o uso das formulações sobre estágios de desenvolvimento, bem como as descrições de mudanças na personalidade nas fases adulta e de velhice.

    Ao lado de todas essas vertentes, também foram utilizadas as proposições relativas à saúde mental (Jahoda, 1958), aplicadas para justifi car o conceito de bem-estar como ausência de doença e fortalecer o significado de saúde psicológica. Tomando como referenciais todas essas concepções teóricas e, especialmente, as que permitiam delas abstrair visões distintas do funcionamento psicológico positivo, Ryff (1989) elaborou uma proposta integradora ao formular um modelo de seis componentes de BEP, reorganizado e reformulado posteriormente por Ryff e Keyes (1995), cujas defi nições são apresentadas a seguir:

    Auto-aceitação: Definida como o aspecto central da saúde mental, trata-se de uma característica que revela elevado nível de autoconhecimento, ótimo funcionamento e maturidade. Atitudes positivas sobre si mesmo emergem como uma das principais características do funcionamento psicológico positivo.
    Relacionamento positivo com outras pessoas: Descrito como fortes sentimentos de empatia e afeição por todos os seres humanos, capacidade de amar fortemente, manter amizade e identificação com o outro.
    Autonomia: São seus indicadores o locus interno de avaliação e o uso de padrões internos de auto-avaliação, resistência à aculturação e independência acerca de aprovações externas.
    Domínio do ambiente: Capacidade do indivíduo para escolher ou criar ambientes adequados às suas características psíquicas, de participação acentuada em seu meio e manipulação e controle de ambientes complexos.
    Propósito de vida: Manutenção de objetivos, intenções e de senso de direção perante a vida, mantendo o sentimento de que a vida tem um significado.
    Crescimento pessoal: Necessidade de constante crescimento e aprimoramento pessoais, abertura a novas experiências, vencendo desafi os que se apresentam em diferentes fases da vida.

    Por meio de um estudo com amostra nacional de 3.032 americanos com idade entre 25 e 74 anos, Keyes e cols. (2002) procuraram apresentar evidências empíricas sobre as relações entre BES e BEP. Análises fatoriais confirmaram que os dois conceitos, embora mantivessem correlações entre si, poderiam ser considerados distintos e serem mantidas suas identidades conforme consta na literatura. Os resultados do estudo também revelaram que um estado ótimo de bem-estar, definido pelas autoras como alto BES e alto BEP, aumentava com a idade, com o nível educacional, com fortes traços disposicionais, tais como extroversão e conscienciosidade, mas decrescia com o neuroticismo, considerado este último um componente negativo da personalidade.

    Ao observar entre os participantes adultos de sua amostra quais eram as características de pessoas que apresentavam BES superior a BEP ou o inverso, verificou-se que entre eles estavam os mais jovens, que galgaram níveis educacionais mais elevados e que mostravam, como traço de personalidade, maior abertura a experiências.

    Bem-Estar no Trabalho

    Ainda não existem na literatura concepções claras sobre o conceito de bem-estar no trabalho. Quando tratam do assunto, os pesquisadores escolhem conceitos diversos para representá-lo, quer seja um fator positivo como satisfação com o trabalho (Amaral & Siqueira, 2004) quer seja conceitos negativos como burnout (Maslach, Schaufeli & Leiter, 2001) ou estresse (Byrne, 1994). Ademais, bem-estar e saúde são abordados de forma interdependente, especialmente quando os pesquisadores apontam fatores que possam comprometer ambos, tais como perigos do ambiente de trabalho, fatores de personalidade e estresse ocupacional (Danna & Griffi n, 1999) ou, ainda, segurança no trabalho, horas trabalhadas, controle do trabalho e estilo gerencial (Sparks, Fargher & Cooper, 2001).

    Para os propósitos deste artigo, bem-estar no trabalho é concebido como um conceito integrado por três componentes:
    satisfação no trabalho, envolvimento com o trabalho e comprometimento organizacional afetivo. Esses três conceitos, já consolidados no campo da Psicologia Organizacional e do Trabalho, representam vínculos positivos com o trabalho (satisfação e envolvimento) e com a organização (comprometimento afetivo) conforme relatam Siqueira e Gomide Jr. (2004).

    Foi tomada como referência teórica para as formulações acerca do conceito de bem-estar no trabalho as proposições de Diener e cols. (2003) sobre a estruturação do conceito de bem-estar subjetivo, apresentada pelos autores como um modelo hierárquico de felicidade. Nesse modelo, os autores defendem que bem-estar subjetivo reflete uma avaliação geral da vida e que pesquisadores interessados em investigá-lo deveriam avaliar diversos componentes de níveis inferiores na hierarquia. No topo da hierarquia, quatro grandes componentes representam bem-estar subjetivo: afetos positivos, afetos negativos, satisfação geral com a vida e satisfação com domínios específicos. Essa estrutura de quatro componentes inclui, na realidade, duas grandes dimensões psicológicas: emoções e cognições. Representando as emoções estão afetos positivos e negativos e representando as cognições estão as avaliações geral e específicas sobre a vida.

    Com inspiração nesse modelo, sugere-se que bem-estar no trabalho possa ser entendido como um construto psicológico multidimensional, integrado por vínculos afetivos positivos com o trabalho (satisfação e envolvimento) e com a organização (comprometimento organizacional afetivo). A estrutura proposta para o conceito de bem-estar no trabalho aglutina três conceitos com conotações positivas, na medida em que abarca ligações prazerosas no contexto de trabalho, como demonstrado a seguir pelas definições contidas na literatura:
    Satisfação no trabalho: “[…] um estado emocional positivo ou de prazer, resultante de um trabalho ou de experiências de trabalho.” (Locke, 1976, p. 1.300).

    Envolvimento com o trabalho: “[…] grau em que o desempenho de uma pessoa no trabalho afeta sua auto-estima” (Lodahl & Kejner, 1965, p. 25).
    Comprometimento organizacional afetivo: “[…] um estado no qual um indivíduo se identifi ca com uma organização particular e com seus objetivos, desejando manter-se afiliado a ela com vista a realizar tais objetivos” (Mowday, Steers & Porter, 1979, p. 225).

    As três definições acima representam as concepções seminais dos três conceitos. Entretanto, para integrar o conceito de bem-estar no trabalho, considera-se necessário avançar sobre essas concepções.

    Mais recentemente, satisfação no trabalho, embora persistam controvérsias quanto à sua natureza cognitiva ou afetiva, tem sido apontada como um vínculo afetivo positivo com o trabalho, e têm sido definidas como aspectos específicos deste vínculo as satisfações que se obtêm nos relacionamentos com as chefias e com os colegas de trabalho, as satisfações advindas do salário pago pela empresa, das oportunidades de promoção ofertadas pela política de gestão da empresa e, finalmente, das satisfações com as tarefas realizadas. Portanto, o conceito de satisfação evoluiu para uma concepção multidimensional, que envolve avaliações prazerosas sobre cinco domínios específi cos no ambiente de trabalho (Siqueira & Gomide Jr, 2004).

    Envolvimento com o trabalho, após mais de quatro décadas de sua concepção original proposta por Lodhal e Kejner (1965), permite compreendê-lo mais contemporaneamente como um estado de fluxo (Csikszentmihalyi, 1997/1999).
    Para compreensão dessa abordagem, faz-se necessário entender o que signifi ca estado de fl uxo. Segundo Csikszentmihalyi (1997/1999), o estado de fluxo ocorre em momentos em que o que sentimos, desejamos e pensamos se harmonizam. Esses momentos […] costumam ocorrer quando alguém encara metas que exigem respostas apropriadas. É fácil entrar em fluxo em jogos de xadrez, tênis ou pôquer, porque eles possuem metas e regras para a ação que tornam possível ao jogador agir sem questionar o que deve ser feito e como fazê-lo.

    Ainda segundo o autor, atividades ou experiências de fluxo ocorrem quando há concentração em metas, há feedback imediato e quando altos desafios são respondidos por altas habilidades individuais. Nessas condições, a energia de um indivíduo estaria concentrada na experiência: desaparecem pensamentos e sentimentos contraditórios, esvai-se a noção de tempo e as horas parecem passar como minutos. Para avaliar se alguém é capaz de experimentar um estado de fluxo, o autor propõe que se responda à seguinte questão:

    “Você se envolve em algo tão profundamente que nada mais parece importar, a ponto de perder a noção do tempo?” (Csikszentmihalyi, 1997/1999,).
    Na visão de Csikszentmihalyi (1997/1999), o trabalho também produz fluxo. Isso ocorre quando as atividades de trabalho incluem desafi os que exigem habilidades especiais e as metas estabelecidas e o feedback são claros e imediatos. Nessas condições, o trabalho se assemelha a atividades que produzem fluxo, desencadeando no indivíduo maior envolvimento e transformando a atividade em uma experiência positiva. Assim, poderiam florescer sensações muitos semelhantes às que se experimentam quando alguém pratica seu esporte favorito ou desempenha uma atividade artística.

    Nesse sentido, o envolvimento com o trabalho seria um conceito muito próximo à noção de fluxo.
    O terceiro componente apontado neste artigo como integrante do conceito de bem-estar no trabalho é o comprometimento organizacional afetivo. Ele representa a concepção de ligação positiva do empregado com um empregador, de elevada identificação com os objetivos da organização Psic.: Teor. e Pesq., Brasília, 2008, Vol. 24 n. 2, pp. 201-209 207 Bem-Estar Subjetivo, Psicológico e no Trabalho (Borges-Andrade, 1994; Mowday & cols., 1979) e de reconhecimento sobre o quanto estar ligado àquela organização pode repercutir positivamente na vida do indivíduo .

    A ligação afetiva com uma organização pode incluir experiências emocionais positivas, que se traduzem em sentimentos positivos como entusiasmo, orgulho, contentamento, confiança, apego e dedicação (Siqueira, 1995). Com essa concepção, o comprometimento afetivo traz para o conceito de bem-estar no trabalho uma visão de que as relações estabelecidas pelo indivíduo com a organização que o emprega estão assentadas em uma interação que lhe propicia vivências positivas e prazerosas.

    Caso essa situação não se confirme, entende-se que poderiam ser experimentadas sensações negativas ou de desprazer por trabalhar em uma organização. Nesse caso, seria observada ausência do compromisso afetivo e possível desencadeamento de experiências negativas no dia-a-dia do trabalhador.

    Para que se possa observar entre trabalhadores um nível elevado de bem-estar no trabalho, seria necessário que eles relatassem estar satisfeitos com o trabalho, reconhecessem envolvimento com as tarefas que realizam e, finalmente, revelassem que mantêm compromisso afetivo com a organização empregadora.

     

     

  • COMO CUIDAR DOS SEUS PÉS

    COMO CUIDAR DOS SEUS PÉS

    Pode ser que você não pense com muita freqüência nos seus pés – bem no final de suas pernas – mas eles são parte essencial de quase tudo que você faz. Seja para andar, correr, exercitar-se ou apenas ficar em pé, ter pés confortáveis e bem cuidados (em vez de doloridos) torna a experiência muito mais prazerosa.

    Hei! Lembra-se de nós? Bem aqui embaixo? Cuide de seus pés para evitar dores que possam se transformar em problemas crônicos. Veja mais imagens da saúde dos pés (em inglês).

    E isso não é apenas uma questão de se sentir bem. Quando seus pés não recebem a atenção de que precisam, podem se desenvolver problemas crônicos que possivelmente o incomodarão durante anos. Em muitos casos, há alguns alongamentos e exercícios simples que podem ajudar a manter seus pés em forma. Esse artigo apresentará algumas idéias, além de orientações valiosas que o tornarão um especialista em comprar calçados – capaz de sempre escolher sapatos confortáveis e que lhe dêem sustentação (no tamanho certo).

    Entretanto, existem algumas situações em que não se recomenda que você cuide de seus pés por conta própria. Quando ocorre alguma lesão séria ou uma emergência, você deve procurar um podólogo – ou mesmo um pronto-socorro. As pessoas que têm problemas constantes de circulação ou diabetes,  também devem se consultar com um médico para resolver quaisquer problemas relacionados aos pés. Aqui vai o porquê: problemas de circulação geralmente estão associados a pés de pessoas de idade, mas o fato é que qualquer pessoa pode ter esse tipo de problema. Quando não há sangue suficiente circulando nos pés, você pode sentir formigamento, dormência, cãibra e descoloração da pele e das unhas.

    Circunstâncias do dia-a-dia podem limitar o fluxo de sangue: quando os pés ficam gelados ao ar livre ou em água fria; quando os sapatos, meias ou roupas íntimas estão muito apertadas; mesmo quando você fica sentado por muito tempo com as pernas cruzadas. Fumar (em inglês) diminui a circulação do corpo todo, assim como beber muito café ou refrigerante cafeinado (tanto a nicotina quanto a cafeína comprimem os vasos sanguíneos). E se você estiver sob muita pressão, seus nervos podem comprimir seus vasos sanguíneos pequenos, diminuindo sua capacidade de conduzir o sangue. Alguns noivos nervosos realmente ficam com os “pés gelados”!

    Outras pessoas têm problemas de saúde contínuos, como a diabetes, que faz a circulação ficar mais lenta. Além disso, para a maioria de nós, um corte ou uma bolha no pé até incomoda, mas é um problema relativamente insignificante. Para um diabético, essas “pequenas” feridas podem ter sérias conseqüências. Os pés de um diabético têm duas desvantagens comuns que podem levar a problemas sérios e específicos.

    Além da circulação reduzida, uma perda da sensibilidade nos pés, chamada neuropatia, pode fazer com que o diabético não sinta pequenas dores que normalmente indicam que nos cortamos ou machucamos. Como resultado, os problemas menores podem passar despercebidos e não serem tratados, e se desenvolver uma infecção.

    Por esse motivo, saber como cuidar de seus pés é importantíssimo.

    Uma das melhores maneiras de evitar problemas nos pés é o cuidado preventivo.

     

     

  • MASTIGAR DEVAGAR AJUDA A PERDER PESO

    MASTIGAR DEVAGAR AJUDA A PERDER PESO

    Na busca quase eterna por boa forma e qualidade de vida, a alimentação adequada é fundamental. Mas, além de se preocupar com a ingestão de alimentos saudáveis e nutritivos, uma das primeiras dicas para quem quer perder peso é mastigar devagar. Isso faz com que se coma menos, já que a sensação de saciedade chegará antes de se comer mais do que o necessário.

    Isso porque o organismo leva de 15 a 20 minutos para avisar o cérebro de que está saciado.

    A mastigação lenta proporciona uma comunicação efetiva entre estômago e cérebro, fazendo com que haja maior liberação de hormônios de saciedade e também aumente a percepção de quando se está realmente satisfeito. Com isso, há uma menor ingestão de alimentos e, consequentemente, o controle do peso  explica a nutricionista Bruna Chagas Petrungaro.

    No caso de alimentos sólidos especialmente as carnes bovinas, o ideal é mastigar pelo menos 30 vezes antes de engolir. Ao mastigar devagar, os alimentos se mantêm por mais tempo em contato com as papilas gustativas presentes na língua. Como é por meio delas que se sente o sabor, quanto mais mastigações, maior será a apreciação do alimento e o estímulo das papilas. Logo, maior será a percepção da saciedade.

    O processo de digestão inicia-se pela boca. Com uma mastigação correta, a produção de saliva é mais eficiente, o que ajuda a formar um bolo alimentar mais macio e fácil de ser deglutido, evitando vários problemas e desconfortos gástricos.

    Além disso, a mastigação mantém a força dos músculos do rosto, modela a forma do osso e a posição dos dentes, além de ser a primeira fase da digestão complementa a fonoaudióloga Paula Pinheiro.

    Para melhorar a digestão

    • Descanse os talheres no prato a cada mastigação.
    • Coloque pouca comida no garfo.
    • Escolha um local calmo e tranquilo para fazer suas refeições.
    • Evite realizar outras atividades durante a refeição (como ver TV, ler jornal ou acessar a internet).
    • Inicie a refeição com um prato ou porção generosa de salada. Enquanto mastiga lentamente as verduras e legumes, você ganha tempo para que a mensagem de saciedade chegue ao cérebro e se reduz a chance de repetir, por gula, o prato quente _ e mais calórico.
    •  Limite a ingestão de líquidos como acompanhamento da refeição a um copo de 200 ml. Dê preferência à água sem gás ou sucos naturais. Além de atrapalhar a digestão, o excesso de bebida pode aumentar o volume do estômago, fazendo com que a pessoa consuma uma maior quantidade de alimentos.

     

     

  • TERAPIA FLORAL

    TERAPIA FLORAL

    Acreditando que determinadas flores têm propriedades vibracionais, ou seja, energéticas semelhantes à da alma humana em equilíbrio, o médico inglês Edward Bach legou para o mundo, na primeira metade deste século, 38 essências florais inglesas, indicadas para re-harmonizar as emoções humanas e, conseqüentemente, promover a saúde das pessoas.

    Seguindo seus passos, pesquisadores florais de diferentes regiões do mundo continuam extraindo, de novas flores, as vibrações necessárias para inúmeros males.

    As flores veiculam a mensagem das forças vitais da natureza. Consideradas, pelos adeptos da terapia floral, elementos de transformação e equilíbrio entre as forças vitais da natureza e do cosmo, as essências florais são utilizadas como instrumento de harmonização, funcionando como auxiliares eficazes na cura de diversos males. Sutis, essas essências transferem suas vibrações suaves, harmonizadoras, para quem se utiliza delas, levando às pessoas uma agradável sensação de conforto e bem-estar.

    As essências florais sintetizam os fundamentos de uma nova medicina, criada pelo dr. Bach, e tornam-se extremamente benéficas e eficazes na promoção da saúde, já que as doenças se originam, em grande parte, nas emoções mais profundas, que estão em desequilíbrio e mal resolvidas dentro de nós.

    Estresse, cansaço, ansiedade, medo, pânico, solidão, insegurança, ciúme, problemas de relacionamento em casa ou no trabalho, além de angústia, depressão, desespero e crises em diferentes fases da vida (adolescência, idade adulta, menopausa e andropausa, terceira idade), problemas na infância, pesadelos, insônia, tabagismo, alcoolismo, drogas, dificuldades na escola e uma série de conflitos internos ou externos vêm-se tornando responsáveis por distúrbios físicos e mentais que afetam cada vez mais gente.

    Para preencher a lacuna instalada no coração, na mente e na alma das pessoas, os florais aparecem como espécies de “remédios” contra as inquietações e desarmonias internas, que comprometem a saúde da pessoa.

     

     

  • MOXABUSTÃO

    MOXABUSTÃO

    A Moxabustão é uma técnica milenar chinesa que visa prevenir e tratar doenças pelo aquecimento de pontos de acupuntura através da queima de ervas medicinais. A erva mais utilizada é a  Artemísia Vulgaris. Também podem ser utilizados outros materiais como o carvão, que apresenta odor mais suave. A Moxabustão já era realizada pelas famílias reais quando a Acupuntura falhava. Segundo os textos chineses antigos, todas as pessoas que desejam ter uma vida longa e saudável devem realizar moxabustão em pontos específicos do corpo.

    A Moxabustão realiza a tonificação energética, elimina a estagnação e regula a circulação de energia. Dessa forma, melhora o funcionamento de órgãos e vísceras do corpo.

    Tem como indicações principais o tratamento de dores nas costas, ombros, joelhos, tornozelos, calcâneo, epicondilite, ansiedade, estresse, depressão, asma, bronquite, diarréia, doenças crônicas de pele, hemorróidas, enurese, incontinência urinária, paralisia facial, enxaqueca, cólica menstrual, infertilidade, impotência sexual, compulsão alimentar, fraqueza e cansaço.

    Como contra-indicação encontram-se os estados de excesso de calor pela Medicina Chinesa, como febre. Por isto, é importante que seja feito o diagnóstico correto pela Medicina Tradicional Chinesa, para melhor direcionar o tratamento.

    A Moxabustão pode ser direta ou indireta. A Moxabustão direta é realizada diretamente sobre a pele e pode ocasionar bolhas ou cicatrizes. Geralmente não é utilizada pelos médicos acupunturistas. A Moxabustão indireta realizada com o bastão de Moxabustão é o método mais usado atualmente, a uma distância de 1 a 2 cm da pele. A Moxabustão indireta também pode ser realizada sobre fatia de gengibre, camada de sal,caixa de madeira, sobre o cabo da agulha, moxa adesiva.

    Um método desenvolvido recentemente e que tem conseguido bons resultados é a Moxa Elétrica, um aparelho projetado para aquecer os pontos de acupuntura, simulando a Moxabustão indireta com uso de bastão de A. vulgaris.

     

     

  • ACUPUNTURA E AURICULOTERAPIA

    ACUPUNTURA E AURICULOTERAPIA

    A acupuntura é uma tecnologia de intervenção em saúde, que aborda de modo integral e dinâmico o processo saúde-doença no ser humano. Pode ser usada isolada ou de forma integrada com outros recursos terapêuticos. Ela tem origem na medicina tradicional chinesa (MTC) e compreende um conjunto de procedimentos, que permitem o estímulo preciso de locais anatômicos definidos por meio da inserção de agulhas filiformes metálicas, para promoção, manutenção e recuperação da saúde, bem como para prevenção de agravos e doenças.

    Como uma das ferramentas da MTC, utiliza linguagem que retrata simbolicamente as leis da natureza e que valoriza a inter-relação harmônica entre as partes visando à integridade.

    Como fundamento, aponta a teoria do Yin-Yang, divisão do mundo em duas forças ou princípios fundamentais, interpretando todos os fenômenos em opostos complementares.
    O objetivo desse conhecimento é obter meios de equilibrar essa dualidade.
    Também inclui a teoria dos Cinco Movimentos, que atribui a todas as coisas e fenômenos na natureza, assim como no corpo, uma das cinco energias (madeira, fogo, terra, metal, água).

    Sua origem e história

    A história da acupuntura confunde-se com a história da medicina na China. Seus primórdios remontam à pré-história chinesa, cerca de 5.000 AC. A linguagem escrita milenar permitiu a continuidade do conhecimento.
    Posteriormente, outros países orientais contribuíram para o desenvolvimento das técnicas de acupuntura.
    As notícias sobre acupuntura no velho mundo ocidental chegaram com os primeiros exploradores europeus, que visitaram o império Chinês, ainda na idade média. A denominação chinesa zhen jiu, que significa agulha (zhen) e calor (jiu), foi adaptada nos relatos trazidos pelos jesuítas no século XVII, resultando no vocábulo acupuntura (derivado das palavras latinas acus, agulha, e punctio, punção). O efeito terapêutico da estimulação de zonas neuro-reativas ou “pontos de acupuntura” foi, a princípio, descrito e explicado numa linguagem de época, simbólica e analógica, consoante com a filosofia clássica chinesa.

    Como funciona

    A Medicina Tradicional Chinesa parte do pressuposto que existe uma energia que permeia e dá vida a todos os seres. Esta energia, denominada, Qi, também se encontra nos seres humanos e circula no corpo através de 12 caminhos principais, denominados meridianos. A inserção de agulhas em determinados pontos destes meridianos faz a manipulação da energia Qi, para equilibrar as forças opostas do Yin e do Yang.
    Quando o Yin e o Yan estão em harmonia, o Qi flui livremente pelo corpo e a pessoa está saudável.
    Quando o indivíduo está doente, ferido, recém operado, ou se sente mal, tem conflitos emocionais, má alimentação ou outras dificuldades com o meio externo, significa que o fluxo da energia Qi está obstruído ao longo de um ou mais destes meridianos.
    Daí a inserção das agulhas na superfície cutânea, em pontos específicos – há centenas deles – para remover obstruções energéticas do Qi, prejudiciais à saúde, portanto, reparadoras do equilíbrio entre o Yin e o Yang.
    Dependendo da situação, essas agulhas podem ser giradas, aquecidas, estimuladas com correntes elétricas, ondas curtas, ultra som ou luz.

    O diagnóstico do acupunturista

    A acupuntura não trata a doença; e sim o doente. Ela utiliza as técnicas baseadas na lei dos 5 elementos e a lei do Yin e Yang para a promoção do equilíbrio e harmonização dos ritmos energéticos do paciente. Uma meticulosa anamnese, com a apreciação da variação dos sintomas, mais uma análise profunda das alterações do pulso; da morfologia da língua; e o conhecimento de fatores etiológicos importantes na Medicina Chinesa, como o vento, o frio, o calor, o verão, a umidade, o seco e o calor de fogo são importantíssimos para o plano diagnóstico e terapêutico do acupunturista.

    Sobre a língua: A avaliação da língua, por exemplo, (cor, forma e saburra) possibilita avaliar a condição energética (Yin e Yang), dos órgãos e das vísceras.

    Sobre o pulso: A avaliação do pulso (pulsologia) informa sobre o estado energético dos meridianos principais do corpo, evidenciando bloqueios ou deficiências. Esse exame permite identificar quais os procedimentos técnicos nos meridianos, que garantam a capacidade de adaptação energética do paciente às mudanças externas, como as climáticas sazonais, locais e etiológicas.

    Indicações

    A OMS – Organização Mundial de Saúde recomenda a acupuntura aos seus Estados-Membros, tendo produzido várias publicações sobre sua eficácia e segurança, capacitação de profissionais, bem como métodos de pesquisa e avaliação dos resultados terapêuticos das medicinas complementares e tradicionais. O consenso do National Institutes of Health dos Estados Unidos referendou a indicação da acupuntura, de forma isolada ou como coadjuvante, em várias doenças e agravos à saúde. Além disso, uma pesquisa publicada no fim de 2006 na China, pelo jornal oficial China Daily, informou que a acupuntura pode tratar 461 doenças, a maioria delas relacionada ao sistema nervoso e imunológico, aos aparelhos digestivo e geniturinário, e aos sistemas muscular e ósseo, além da pele.
    O responsável pelo estudo, é o Dr. Du Yuanhao, do Centro de Pesquisa de Acupuntura Chinesa de Tianjin.

    Ela é indicada:

    Analgésica – Dor de qualquer origem, crônica ou aguda.
    Antiinflamatória – Artrite e traumatismo
    Relaxante muscular – Contratura muscular, torcicolo
    Ansiolítica (calmante) – Insônia, stress, ansiedade, irritabilidade, síndrome de abstinência de dependência química
    Antidepressiva (leve) – Angústia, depressão, irritabilidade
    Broncodilatadora – Asma, enfisema, bronquite
    Vasodilatadora – Anomalias circulatórias (arteriais), AVC (derrame cerebral), angina de peito, seqüelas do infarto.
    Antiemética – Náuseas e vômitos de origem gastrointestinal, da gravidez e/ou pós-quimioterapia, constipação, gastrite, retocolite ulcerativa.
    Cicatrizante – melhoria da circulação, escaras, acne, incisões cirúrgicas
    Imunidade – Rinite, alergia, asma, herpes, sinusite
    Odontalgias pós-operatórias, paralisia facial
    Distúrbios hormonais – menopausa, impotência sexual, frigidez, infertilidade, TPM – tensão pré menstrual, distúrbios do crescimento.

    Contra-Indicações
    A Acupuntura deve ser realizada por um profissional capacitado, pois, é um procedimento invasivo, que exige conhecimentos de anatomia e fisiologia. Não existem contra-indicações e nem efeitos colaterais, salvo eletro-acupuntura em pacientes portadores de marca-passo.

    Auriculoacupuntura

    Esta é uma especialidade da Acupuntura que tem como foco o tratamento diretamente no pavilhão auricular (na orelha) tonificando assim os pontos patógenos, através de agulhas previamente preparadas para este fim.

  • MASSOTERAPIA

    MASSOTERAPIA

    A massoterapia tem desempenhado um papel importante nos cuidados gerais de saúde para muita gente, principalmente no mundo estressante como é aquele em que vivemos hoje. A massoterapia, como o nome sugere, consiste no tratamento ou terapia através de massagens e pode ser aplicada a diferentes partes do corpo ou de forma contínua em todo o corpo, para aliviar o stress e a tensão, diminuir as dores musculares, controlar a dor, eliminar traumas físicos, melhorar a circulação sanguínea e flexibilidade, promover a saúde e bem-estar e também melhorar a qualidade de vida.

    O massoterapeuta é o profissional que pratica a massoterapia e pode utilizar diversas técnicas de massagens de acordo com o seu diagnóstico. Isto é o que distingue a massoterapia de uma massagem comum. A capacidade de um profissional qualificado, neste caso o massoterapeuta, direccionar o seu trabalho em função das necessidades do cliente.Por exemplo, se o cliente tiver dores musculares ou quiser aumentar a flexibilidade o massoterapeuta usará um conjunto de técnicas de massagem da massoterapia diferentes das que usaria para um cliente que quer aliviar o stress e relaxar. No entanto, numa massagem comum, o massagista segue uma determinada sequência, geralmente igual para todos os clientes.

    O massoterapeuta pode-se especializar em diversos tipos de massagem. Uma pessoa que faz um curso de massoterapia passa a ser um profissional qualificado e pode trabalhar em locais como: clínicas de massoterapia, de estética ou reabilitação, clubes esportivos, spas entre outros. O massoterapeuta é o responsável pela seleção das melhores técnicas de massagens que cada paciente vai receber na sua sessão consoante as suas necessidades.

    A massoterapia engloba os mais diversos tipos de massagens, tanto de origem ocidental como oriental. Algumas das técnicas utilizadas na massoterapia são: A Drenagem Linfática, o Shiatsu, a Reflexologia Podal, o Do-in, o Tuiná, a Ayurvédica, a Tailandesa, a Massagem Relaxante entre outras.

    Abaixo estão alguns dos benefícios da massoterapia:

    1 – Estimula a circulação sanguínea de uma forma geral

    2 – Ajuda a controlar o estress, as tensões, a irritabilidade e ansiedade

    3 – Alivia e ajuda a combater as dores musculares

    4 – Ajuda a normalizar as funções fisiológicas

    5 – Contribui para o fortalecimento do sistema imunológico

    6 – Promove o bem-estar e uma melhor qualidade de vida

    7 – Contribui para a eliminação de resíduos metabólicos no corpo

    Lembre-se sempre antes de marcar e fazer uma sessão de massoterapia de contactar o seu médico. Ele vai avaliar se as técnicas envolvidas na sessão são indicadas para o seu caso em específico.

     

     

  • CÉTICOS VERSUS HOMEOPATIA

    CÉTICOS VERSUS HOMEOPATIA

    Não é novidade saber que a homeopatia sofre ataques reiterados, em forma de surtos, como um sofrimento crônico por parte dos desinteressados na saúde dos povos do Brasil e do Mundo; por parte daqueles que buscam o caminho desesperado de lançar o ceticismo como arma de propaganda contra esta TERAPÊUTICA que tanto tem ajudado as populações do mundo há mais de dois séculos, nos seus diversos continentes.

    Com apelos publicitários expressivos, lançam mão agora de falsos conceitos sobre a ciência, para enganar a opinião pública e principalmente tentar ludibriar as INSTITUIÇÕES de ensino, de pesquisa e de profissionais. Seu objetivo central é tirar a chance daqueles que porventura poderiam procurar a HOMEOPATIA como forma de tratamento,subtraindo-lhes também a possibilidade de mais uma opção na busca de resultados satisfatórios para seus sofrimentos. Os motivos verdadeiros que os movem, naturalmente se escondem atrás das fontes de seus financiamentos. E estas fontes não são oriundas da ciência nem daqueles que são sinceros com os interesses da mesma!

    A homeopatia tem sido uma ferramenta a mais nas mãos das ciências médicas há mais de 200 anos,prestando serviços à saúde das populações. Ao longo destes anos, os HOMEOPATAS jamais se furtaram ao debate acadêmico e científico. Aliás, buscam com esforços permanentes, estarem inseridos nos meios institucionais e propícios ao mesmo. E do ponto de vista da ciência, existe algo que nunca se pode abrir mão: SÃO OS FATOS. Os resultados dos tratamentos daqueles que buscam a HOMEOPATIA são fatos repetidos em todos os lugares deste planeta, onde ela possa surgir e ser aplicada, com técnica e método bem descrito e publicado, acessível a todos, bem diferente dos produtos e conhecimentos patenteados, que se tornam objetos restritos a países e empresas que os detêm por puros interesses econômicos.

    Os resultados clínicos são A PROPAGANDA principal da homeopatia, responsável pelo seu crescimento no Mundo e constatado pela própria Organização Mundial de Saúde, em seus sucessivos relatórios dos últimos anos. Vale ressaltar que uma parcela expressiva destes pacientes percorrem previamente outros caminhos de tratamentos, e poderiam bem ter obtido resultados de efeito placebo com qualquer outra técnica ou por simples sugestão.

    É importante salientar que a Organização Mundial de Saúde, além de constatar o crescimento do uso da homeopatia nos diversos continentes, vem também adotando como estratégia o incentivo aos seus países membros, para que adotem o uso da homeopatia como recurso terapêutico e adotem pesquisas sobre a segurança e a eficácia de seu uso.

    Na tentativa de explicarem os efeitos da HOMEOPATIA, inúmeros homeopatas e pesquisadores ao longo da história, procuraram teorizar sobre esta forma terapêutica. No entanto, em ciência, a teorização é uma permanente tentativa de explicação do fenômeno, e para alcançar tal objetivo, esta se modifica ou se ajusta, acompanhando novas descobertas, até que se chegue a uma conclusão teórica satisfatória em relação ao conhecimento científico. Isto faz parte da história do conhecimento. Uma teoria não nega cientificamente um fato. Ao contrário, é o fato que pode negar ou confirmar uma teoria. O fato, enfim, não existe devido a uma teoria, mas ao contrário, uma teoria existe devido a um fato. Eis a questão central. Os grandes laboratórios, quando lançam no mercado suas drogas, o fazem com alarde de muitas teorias, falando sobre seus efeitos, explicando teoricamente como e porquê funcionam. Depois de algum tempo, quantas delas são retiradas do mercado, por apresentarem efeitos não previstos em suas formulações e teorizações, muitas vezes fatais e/ou mutiladores de seres humanos. Outras vezes, apresentam reações terapêuticas novas, não evidenciadas em suas pesquisas, incorporando nova indicação de seu uso terapêutico.

    SÃO OS FATOS OBSERVADOS PELA EVOLUÇÃO CLÍNICA DOS PACIENTES E DOENTES que atestam e cientificamente definem o valor de um tratamento, pois a prova final será dada pela qualidade dos resultados clínicos, em termos de segurança e eficácia, para a medicina. Assim é a ciência. Assim também é a ciência médica. Dizer que a teoria está acima dos fatos, é colocar a ciência de cabeça para baixo. Isto é gesto e atitude daqueles que não têm boas intenções para com o conhecimento.

    Quanto ao uso de qualquer medicamento, é preciso lembrar que em primeiro lugar, se leva em consideração a segurança do mesmo. No caso dos medicamentos homeopáticos, a descoberta e o desenvolvimento da técnica de seu preparo, de forma dinamizada e em doses pequenas (popularmente conhecidas como doses homeopáticas), foi o fator definitivamente seguro para o seu uso, pois afastou a possibilidade de efeitos tóxicos, tão bem demonstrado pelos manifestantes. O segundo critério para o uso de um medicamento, diz respeito à sua eficácia. Neste caso, a eficácia do medicamento homeopático, por ser usado em pequenas doses, está ligada à qualidade do medicamento escolhido, e não à sua quantidade. É a escolha criteriosa do medicamento para cada paciente, de forma que este seja sensível ao mesmo (escolha qualitativa) que pode fazê-lo reagir ao mesmo, ainda que a pequenas doses. Eis o segredo do seu funcionamento: Isto se deve à aplicação da chamada lei dos semelhantes. Usar o mesmo medicamento para um conjunto de indivíduos que não apresentem semelhanças sintomatológicas entre si e nem tampouco com o medicamento utilizado, e desejar efeitos, é puro desconhecimento sobre o assunto.

    Outro objetivo dessas manifestações de ataque contra a homeopatia se dão também no sentido de querer afastá-la dos serviços de saúde pública nos países onde a mesma está presente. A preocupação que os move não é com os gastos com a homeopatia nos serviços públicos onde a mesma está inserida, pois estes não são capazes de desequilibrar nenhum orçamento. A humanidade, que nos tempos modernos, se vê às voltas com inúmeras doenças, sejam as crônico degenerativas, sejam as epidêmicas infecto-contagiosas emergentes ou re-emergentes, que desafiam os sistemas de saúde do mundo todo para serem enfrentadas e resolvidas de forma definitiva, encontrando limites no conhecimento; na tecnologia; na capacidade de solução definitiva; nos custos financeiros cada vez mais elevados aos sistemas sanitários, ainda que conte com grandes avanços e conquistas nos conhecimentos e na tecnologia médico-farmacêutica, continua tendo na HOMEOPATIA uma aliada, se somando aos outros esforços das diversas especialidades na área médica.

    Sabemos que a crise econômica na EUROPA e nos EUA tem feito com que empresas manifestem seu lado mais selvagem, na competição pelo mercado. No entanto, queremos afirmar que isto jamais se deve fazer às custas da saúde e da vida humana. REPUDIAMOS TAIS AÇÕES E REAFIRMAMOS O RESPEITO À VIDA. No Brasil, a HOMEOPATIA está presente há 170 anos, prestando serviços ao nosso povo desde então, inclusive aos escravos, que não tinham garantias de atendimento público de saúde e muito menos privado, nos primeiros tempos de sua chegada a este País. Hoje, há uma grande luta pela ampliação de sua presença no SUS e nas UNIVERSIDADES. Tem o seu reconhecimento como especialidade médica junto ao Conselho Federal de Medicina desde 1980, e vem construindo um grande amadurecimento nas relações institucionais, particularmente mais intenso no convívio fraterno com todas as outras especialidades médicas, junto ao Conselho Federal de Medicina e à Associação Médica Brasileira. Neste sentido, os médicos homeopatas se prestam à mesma luta pelo aprimoramento e respeito ao trabalho médico, dividindo com todas as especialidades irmãs, a responsabilidade de elevar o prestígio e a qualidade da nossa medicina. Por isso, o nosso repúdio a este movimento de pseudo-céticos ingleses, que procuram expandir mundo afora os seus ataques à Homeopatia, que insultam deliberadamente a inteligência, a autonomia, as instituições, a auto-determinação e a soberania da nação brasileira!

     

     

  • COMPROVAÇÃO DA CURA HOMEOPÁTICA

    COMPROVAÇÃO DA CURA HOMEOPÁTICA

    Frequentemente, a classe homeopática é surpreendida por críticas ao seu modelo terapêutico, na maioria das vezes por indivíduos que desconhecem os preceitos básicos da Homeopatia. O jargão mais utilizado é que a Homeopatia “não apresenta comprovação científica”.

    Lembrando que os pilares fundamentais da Homeopatia são o princípio terapêutico pela similitude e a experimentação dos medicamentos em indivíduos humanos (sadios), iremos discorrer nessa introdução sobre a comprovação científica da lei dos semelhantes, confirmada em inúmeros estudos clínicos e experimentais da Farmacologia moderna.

    Importa salientar que o modelo homeopático é fundamentalmente experimental, fruto da observação criteriosa do efeito das substâncias no organismo humano. Apoiado nestas evidências, Samuel Hahnemann propôs o tratamento pelo princípio da semelhança. Nos parágrafos 63 e 64 de sua obra máxima, Organon da arte de curar, Hahnemann estipula o mecanismo universal de ação das drogas, sistematizando-o: “todo medicamento causa certa alteração no estado de saúde humano pela sua ação primária; a esta ação primária do medicamento, o organismo opõe sua força de conservação, chamada ação secundária ou reação vital, no sentido de neutralizar o distúrbio inicial”.

    Observando que esta “ação secundária ou reação vital do organismo” poderia ser empregada de forma curativa, desde que direcionada no sentido correto, Hahnemann propôs um modelo terapêutico no qual se administra ao indivíduo doente um medicamento que causou (experimentação em indivíduos sadios) sintomas semelhantes aos seus, com o intuito de estimular uma reação do organismo contra a própria doença. Daí surgiu o princípio terapêutico pela similitude: “todo medicamento capaz de despertar determinados sintomas no indivíduo sadio, pode curar esses mesmos sintomas no indivíduo doente”.

    Assim fundamentado, Hahnemann passou a experimentar uma série de substâncias em indivíduos considerados “sadios”, anotando todos os sintomas (ações ou efeitos primários, patogenéticos) que neles surgissem, confeccionando com isto a Matéria Médica Homeopática. À medida que defrontava pacientes com sintomas semelhantes às drogas experimentadas, aplicava-as a esses enfermos, no sentido de estimular a reação vital, secundária e curativa do organismo, obtendo com isso a melhora progressiva e duradoura dos sintomas.

    Desse modo, a aplicação do princípio terapêutico homeopático implica no estimular uma reação homeostática e curativa do organismo, direcionada pelos efeitos primários da droga que causou nos experimentadores sadios sintomas semelhantes aos sintomas da doença original.

    Fundamentando cientificamente o princípio da similitude perante a Farmacologia e a Fisiologia modernas, vimos estudando nas últimas décadas os eventos adversos das drogas alopáticas e encontrando uma infinidade de evidências, tanto em compêndios farmacológicos quanto em ensaios clínicos e estudos experimentais, que descrevem uma reação secundária e oposta do organismo ao estímulo primário das drogas, confirmando as observações de Hahnemann e os pressupostos homeopáticos. Esta ação secundária e oposta do organismo, no sentido de manter a homeostase orgânica, é denominada efeito rebote ou reação paradoxal do organismo, segundo a racionalidade científica moderna.

    Ilustrando o acima exposto, teríamos que drogas utilizadas classicamente para o tratamento da angina de peito e que promovem, inicialmente, a melhora da dor torácica como efeito primário, despertam, como ação secundária ou efeito rebote, após a descontinuação da medicação ou tratamento irregular, exacerbação dessa dor torácica, tanto na frequência quanto na intensidade, em alguns casos não responsivos a qualquer terapêutica. Drogas utilizadas usualmente no controle da hipertensão arterial podem provocar uma hipertensão arterial rebote, como reação secundária ao estímulo primário. Agentes cardiotônicos, empregados no tratamento da insuficiência cardíaca, promovem, após a suspensão da administração, rebote hemodinâmico, com riscos de desencadear severos problemas cardíacos. Fármacos empregados para diminuir o colesterol, despertam um aumento rebote e significante do colesterol sanguíneo. No emprego de drogas psiquiátricas (ansiolíticas, sedativas, antidepressivas, antipsicóticas, etc.), observa-se uma reação do organismo no sentido de manter a homeostase orgânica, despertando como resposta secundária sintomas opostos aos esperados na sua utilização terapêutica primária, agravando os quadros iniciais. Medicamentos neurológicos, utilizados em sua ação primária para evitar convulsões, movimentos discinéticos ou contrações musculares apresentam, como reação secundária ou efeito rebote, uma exacerbação desses mesmos sintomas após a suspensão da medicação. Drogas antiinflamatórias, utilizadas primariamente para suprimir a inflamação, desencadeiam respostas paradoxais no organismo aumentando a inflamação. Drogas antiagregantes plaquetárias, empregadas por seu efeito primário na profilaxia da trombose sanguínea, promovem complicações trombóticas como ação secundária ou efeito rebote. Diuréticos, utilizados primariamente para diminuir a volemia (edema, hipertensão arterial, ICC, etc.), causam aumento da retenção de sódio e potássio, em consequência do aumento rebote da volemia. Medicamentos empregados para a acidez gástrica ou dispepsia (gastrites, úlceras gastroduodenais, etc.) promovem aumento rebote da acidez gástrica com consequente piora das gastrites e das úlceras gastroduodenais após o efeito primário antiácido. Fármacos empregados na asma brônquica desencadeiam piora da bronco constrição, como resposta secundária do organismo à suspensão ou descontinuidade do tratamento, etc.

    Trazendo algumas das muitas evidências encontradas na Ciência moderna sobre o princípio da similitude terapêutica, completo o relato com exemplos do emprego de drogas convencionais segundo o método homeopático. Utilizando-se da reação secundária do organismo como forma de tratamento (princípio homeopático), administrou-se um contraceptivo bifásico (anovulatório) para pacientes que apresentavam esterilidade funcional, incapazes de ovular e engravidar. Após a suspensão da droga, observou-se a ovulação em aproximadamente 25% das pacientes e, dentre estas, 10% engravidaram. Outras drogas modernas poderiam ser utilizadas segundo o método homeopático de tratamento, desde que provocassem no indivíduo humano os mesmos sintomas que se desejam tratar no indivíduo doente.

    Nesse breve relato, citei algumas evidências científicas do princípio de cura homeopático ou princípio terapêutico pela similitude, descritas com detalhes no livro “Semelhante Cura Semelhante: o princípio de cura homeopático fundamentado pela racionalidade médica e científica”.

     

     

     

  • ESCLARECENDO A HOMEOPATIA

    ESCLARECENDO A HOMEOPATIA

    Grande incompreensão existe a respeito da especialidade médica denominada Homeopatia, sendo confundida, pela maioria das pessoas, com a Fitoterapia, que é a utilização de plantas medicinais no tratamento de doenças, que se assemelha mais ao tratamento convencional do que ao modelo homeopático, como veremos a seguir.

    Desde a Grécia Antiga, a Medicina possui duas correntes terapêuticas, fundamentadas no princípio dos contrários e no princípio dos semelhantes. Em consequência do princípio dos contrários surgiu a chamada “Alopatia” (Enantiopatia) e a própria Fitoterapia, que buscam suprimir os sintomas das doenças com substâncias (sintéticas ou naturais) que atuem “contrariamente” aos mesmos (“anti-“) (Ex: antiinflamatório para a inflamação, antiácido para a acidez, antidepressivo para a depressão, antitérmico para a febre, etc.).

    Baseando-se no princípio dos semelhantes, em 1796, o médico alemão Samuel Hahnemann criou a Homeopatia (tratamento através de substâncias que causam sintomas “semelhantes” aos da doença a ser tratada), apoiando-se na observação experimental de que toda substância capaz de provocar determinados sintomas numa pessoa sadia pode curar estes mesmos sintomas numa pessoa doente. Contrariamente ao que se pensa, a Homeopatia é um sistema científico definido, com uma metodologia de pesquisa própria, apoiada em dados da experimentação farmacológica dos medicamentos em indivíduos humanos (sadios), reproduzidos ao longo dos séculos.

    O médico homeopata tem como finalidade encontrar um medicamento que foi capaz de causar nos indivíduos sadios sintomas semelhantes (“homeo”) aos que se desejam combater nos indivíduos doentes, estimulando o organismo a reagir contra a sua enfermidade. As ultra diluições das substâncias (medicamento dinamizado) são utilizadas com o intuito de diminuir o poder patogenético das mesmas, evitando uma possível agravação dos sintomas quando se administram doses fortes de uma substância que causa sintomas semelhantes aos do paciente, de forma análoga às doses infinitesimais da imunoterapia clássica.

    Cada medicamento homeopático experimentado em indivíduos humanos (sadios) provoca uma série de sintomas (mentais, gerais e físicos), que devem ser semelhantes aos sintomas do indivíduo doente, para que se consiga trazê-lo de volta ao estado de saúde. Em vista disso, torna-se indispensável o conhecimento dos sinais e sintomas objetivos e subjetivos do paciente, a fim de podermos encontrar o medicamento que mais se lhe assemelhe. É por isso que o médico homeopata se interessa por particularidades individuais, considerado estranho por quem não entenda o modelo homeopático.

    Assim sendo, é imperioso realizar um interrogatório abrangente e minucioso, no qual o médico homeopata busca compreender a totalidade sintomática característica do indivíduo, manifesta na forma de ser e reagir frente as situações cotidianas, ao meio e às pessoas que o cercam. Tudo que diga respeito ao paciente exprime o estado de sua vitalidade, desde os conteúdos imaginários e fantásticos, passando pelos sonhos, sensações, sentimentos e pensamentos, incluindo as características gerais e físicas que o caracterizam. O médico homeopata espera que o paciente expresse os seus sofrimentos físicos, psíquicos e emocionais de forma espontânea, sincera e detalhada, a fim de que num clima de compreensão mútua (médico-paciente) possa-se desenvolver o trabalho de equipe na busca do medicamento correto (individualizado).

    Para isso ocorrer, torna-se fundamental ao paciente e aos que o acompanham a observação constante do seu modo de pensar, sentir e agir, buscando entender as causas profundas que o fizeram adoecer e renovando em si mesmo o diálogo interior na prática do ensinamento grego: “conheça-te a si mesmo”. Devemos frisar que o entendimento íntimo do ser humano é um trabalho difícil e incomum, mas pode ser adquirido de forma gradativa segundo o esforço que cada um empregue nessa tarefa de auto-análise, estando nesse conteúdo de “conflitos” (suscetibilidades), geralmente, o fator desencadeante para a instalação de grande parte das doenças e enfermidades humanas.

    Em vista desse grau de complexidade do ser humano (equilíbrio bio-psico-sócio-espiritual), que deve direcionar a escolha do medicamento homeopático individualizado, o tratamento pode ser mais ou menos demorado, considerando-se também a gravidade e a duração da enfermidade.

    Para os sintomas físicos, com os quais estamos mais familiarizados segundo a medicina convencional, devemos observar todas as particularidades ou modalidades que os tornam característicos a cada indivíduo: tipo de dor ou sensação; localização e irradiação; época e hora de surgimento; fatores de melhora ou piora; sintomas ou sensações concomitantes; etc.

    Quanto aos sintomas gerais, que representam as características generalizantes do organismo e que se relacionam aos vários sintomas melhorando ou agravando-os, devemos valorizar as seguintes modalidades: posições ou movimentos; temperatura, clima ou estação do ano; condições atmosféricas e do tempo; comidas e bebidas; transpiração, eliminações, evacuações; etc.

    A grande importância dada por Hahnemann aos sintomas mentais, ou seja, às características relacionadas ao pensar e ao sentir, ao caráter e à moral, mostra a compreensão ampla que ele tinha do binômio doente-doença, por abordar um tema (psicossomática) que apenas recentemente começa a ser valorizado pela medicina convencional. São esses os sintomas mais difíceis de serem relatados, por constituírem um plano mais importante da individualidade e por delatarem nossas “limitações” e “fraquezas” (suscetibilidades) que, por defesa, buscamos esconder a todo custo. No entanto, esses mesmos sintomas estão diretamente relacionados aos desequilíbrios fisiológicos (sistema integrativo psico-neuro-imuno-endócrino-metabólico) que predispõem o surgimento das diversas classes de doenças ou enfermidades (“mente sã em corpo são”).

    Na escolha do medicamento individualizado para o binômio doente-doença, a Homeopatia Unicista procura abranger com um único medicamento a totalidade característica dos sintomas, buscando na compreensão íntima do indivíduo as suscetibilidades mentais, gerais e físicas que o fazem adoecer. Importa frisarmos que a Homeopatia não é inócua, podendo causar danos ao organismo quando mal empregada, devendo-se evitar a auto-medicação pouco criteriosa.

    É de fundamental importância que o paciente (ou seus acompanhantes) observe o aparecimento de qualquer mudança significativa após a ingestão do medicamento, em todos os níveis (mentais, gerais e físicos), anotando-se as suas características particulares, época de surgimento, duração, intensidade, etc. Algumas vezes, podem ocorrer reações passageiras (agravação inicial dos sintomas, retorno de sintomas antigos, episódios febris benignos, eliminação ou exoneração através da pele, das secreções ou por vias naturais, etc.), indicando que o organismo está reagindo na busca de seu equilíbrio e, por isso, devem ser respeitadas. Vale ressaltar que, quando ocorrerem, essas reações benéficas são breves e acompanhadas de uma melhora do quadro geral, tornando-se muitas vezes imperceptíveis. O surgimento de sintomas novos e incomodativos que antes não existiam, além das reações intensas e prolongadas, devem ser comunicados ao médico, de forma análoga aos efeitos adverso-colaterais do tratamento convencional.

    Com esses breves esclarecimentos, desejamos auxiliar os indivíduos a compreenderem aspectos básicos do modelo terapêutico homeopático, familiarizando-os com conceitos e condutas diversas do modelo terapêutico alopático ou convencional.

    Para finalizar, lembramos que segundo a compreensão homeopática do processo saúde-doença a verdadeira cura não significa o simples desaparecimento deste ou daquele sintoma em si; ela requer que o doente tenha atingido um ótimo estado de equilíbrio geral, físico, emocional e psíquico:

    “No estado de saúde, a força vital imaterial, que dinamicamente anima o corpo material, reina com poder ilimitado e mantém todas as suas partes em admirável atividade harmônica, nas suas sensações e funções, de maneira que o espírito dotado de razão que reside em nós possa livremente dispor desse instrumento vivo e são para atender aos mais altos fins de nossa existência”. (Samuel Hahnemann, Organon da arte de curar, § 9)

     

  • CROMOTERAPIA

    CROMOTERAPIA

    Várias foram as civilizações antigas, como a egípcia, a grega, a indiana, a chinesa e outras que fizeram uso das cores para tratamento de saúde. Na China e na Índia a cor era mais relacionada à Mitologia e à Astrologia. Na Grécia muitos filósofos-médicos foram absorver o conhecimento da ciência médica na fonte egípcia, com os sacerdotes-médicos.

    A Cromoterapia está intimamente ligada ao antigo Egito assim como a própria Medicina. O vínculo da Medicina ao Egito data de 2800 a.C. com IMHOTEP, considerado o Pai Universal da Medicina, pois foi ele quem escreveu os primeiros livros de Medicina, em rolos de papiros. E também foi ele quem fundou a primeira Escola de Medicina.Séculos mais tarde, Hipócrates (460-377 a.C.), médico grego, esteve no Egito estudando a matéria Médica com os sacerdotes-médicos, durante três anos. De retorno a Cós, sua cidade natal, fundou a primeira Escola de Medicina da Grécia e elaborou o Juramento Médico baseado nos escritos de Imhotep.
    Também o tratamento médico com o uso de cores iniciou no Egito, conforme pesquisas do Dr. Paul Galioughi, autor do livro “La Médicine des Pharaons”, onde relata como os sacerdotes-médicos tratavam os doentes com as cores, utilizando-se de flores e pedras preciosas.
    Então, podemos dizer que a Cromoterapia nasceu no antigo Egito; adormeceu milênios; e ressurge como uma Medicina-energética, assim como a Homeopatia e a Acupuntura.
    Diversos foram os pesquisadores do uso das cores, dos quais citamos:

    JOHN OTT – Médico e Diretor do Instituto Sarasota – Flórida/USA, que pesquisou o efeito das cores sobre tumores cancerosos. Autor do livro “Health And Light”;

    DINSHAH GHADIALI – Médico indiano, residente em New Jersey/USA, que estruturou a Cromoterapia em bases científicas. Autor de uma Enciclopédia, em 3 volumes, sobre a utilização das cores nas doenças;

    NIELS FINSEN – Médico em Copenhague, Dinamarca.
    Autor do livro “Propriedades Actínicas da Luz do Sol”. Fundou o Instituto da Luz para a cura de pacientes com tuberculose. Realizou curas surpreendentes em cerca de dois mil pacientes com a aplicação da Cromoterapia, recebendo o Prêmio Nobel, em 1903;

    RENÉ NUNES – Jornalista, Conferencista e Professor, de Brasília – Brasil (falecido em 1995), que se dedicou à pesquisa e aplicação da Cromoterapia em mais de dez mil pacientes, obtendo grande índice de recuperação. Autor de diversas obras, das quais cito “Cromoterapia Técnica”. Foi o grande divulgador da Cromoterapia como ciência médica-energética no Brasil e no exterior.

    Define-se Cromoterapia como a ciência que utiliza as cores do Espectro Solar para restaurar o equilíbrio físico-energético em áreas do corpo humano atingidas por alguma disfunção.
    As 7 cores do Espectro são:

    – VERMELHO
    – LARANJA
    – AMARELO
    – VERDE
    – AZUL
    – ANIL
    – VIOLETA

    A Cromoterapia está fundamentada em três ciências:

    Medicina – A arte de curar;
    Física – Ciência que estuda as transformações da energia, em especial no capítulo dedicada à natureza da luz: sua origem no espectro eletromagnético e seus elementos, como comprimento de onda, freqüência e velocidade;
    Bioenergética – Ciência que demonstra a existência do corpo bioenergêtico, analisando a energia vital.

    A Cromoterapia traz benefícios aos portadores de qualquer disfunção, começando por aliviar as dores e finalmente pela recuperação dos pacientes, na maioria das doenças.
    Salienta-se a eficácia da Cromoterapia no tratamento da ENXAQUECA, doença que atinge um terço da população mundial adulta, conforme estatística da OMS (Organização Mundial de Saúde). A causa principal da Enxaqueca é energética (entrada de energia cósmica pela região occipital), mas pode estar aliada a uma disfunção orgânica como tensão pré-menstrual, má digestão, sinusite, problemas de visão, obstrução das carótidas que conduzem o sangue até os neurônios, compressão das vértebras da coluna cervical, etc…
    A Cromoterapia faz o equilíbrio do fluxo energético e trata a causa física, eliminando a dor e restabelecendo a saúde após uma série de aplicações, numa média de dez a quinze.
    A CROMOTERAPIA consta da relação das principais terapias alternativas ou complementares reconhecidas pela OMS em 1976, de acordo com a Conferência Internacional de Atendimentos Primários em Saúde de 1962, em Alma-Ata. Essa relação foi ratificada pela OMS em 1983, através do Diretor Geral da World Health Organization-OMS, Dr. Halfdan Mahler, e pelo Diretor do Programa de Medicinas Tradiconais da OMS, Dr. Robert Bannerman.

     

     

  • TERAPIA HOLÍSTICA

    TERAPIA HOLÍSTICA

    TERAPIA HOLÍSTICA (Terapia = harmonizar, equilibrar; Holística = do grego holus: totalidade) é mais Qualidade e Bem-Estar em sua vida, utilizando-se de uma somatória de técnicas milenares e modernas, sempre suaves e naturais, proporcionando harmonia, autoconhecimento e incrementando sua capacidade de ser bem-sucedido.

    Aconselhamento, Terapia Floral, Terapia Corporal , Acupuntura, Auriculoterapia, Cromoterapia, Fitoterapia, Reiki, dentre muitas outras técnicas popularmente chamadas de ” terapias alternativas ” são aplicadas pelo Terapeuta Holístico, que procede ao estudo e à análise do cliente, realizados sempre sob o paradigma holístico, cuja abordagem leva em consideração os aspectos sócio-somato-psíquicos.Cada caso é considerado único e deve-se dispor dos mais variados métodos, para possibilitar a opção por aqueles com os quais o cliente tenha maior afinidade, promovendo a otimização da qualidade de vida, estabelecendo um processo interativo com seu cliente, levando este ao autoconhecimento e a mudanças em várias áreas, sendo as mais comuns: comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma, incremento na capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida (aumento máximo das oportunidades e minimização das condições adversas), além de conhecimento e habilidade para tomada de decisão. Avalia os desequilíbrios energéticos, suas predisposições e possíveis consequências, além de promover a catalização da tendência natural ao auto-equilíbrio, facilitando-a pela aplicação de uma somatória de terapêuticas de abordagem holística, com o objetivo de transmutar a desarmonia em autoconhecimento.

    Paradigma Holístico: tendência atual de abordagem em diversas áreas do saber, onde a visão de totalidade, de síntese e de interconexão entre todos os ítens se sobrepõe à análise e “dissecação” das “partes”. Exemplos: Terapia Holística*, Empresariado Holístico (meio ambiente, qualidade de vida do empregador e do funcionário, lucro, tudo é tido como interdependente e igualmente importante), Educação Holística (as matérias são estudadas interconectadas entre si).

    A profissão de Terapeuta Holístico é LÍCITA, ou seja, inexiste Lei que a preveja, limite ou impeça o seu LIVRE exercício. Entretanto, ela não é REGULAMENTADA, ou seja, não existe Lei ou Decreto Federal específicos sobre o tema. A ausência de Regulamentação pelo governo para muitas profissões tem sido altamente benéficas, para outras, nem tanto, pois a colocam como alvo de polêmicas e perseguições. A correta interpretação da Constituição Federal garante que a ausência de regulamentação por Lei Federal torna LIVRE o exercício profissional. A CBO – Classificação Brasileira de Ocupações registra mais de 30.000 profissões e destas, cerca de 17 possuem Lei regulamentando e órgão de fiscalização próprio. Ou seja, via de regra, a esmagadora maioria das profissões brasileiras são desregulamentadas, cabendo à “lei de mercado” a seleção dos trabalhadores, daí a grande importância da Auto-Regulamentação, das Normas Técnicas Voluntárias, Certificados de Conformidade e do CRT – Carteira de Terapeuta Holístico Credenciado, cuja adesão espontânea por parte do profissional, possibilita ao público interessado selecioná-los como seus escolhidos.

     

     

  • OS BENEFÍCIOS DO REIKI

    OS BENEFÍCIOS DO REIKI

    Reiki é uma técnica de cura através das mãos, onde o iniciado em Reiki impõe suas mãos sobre pontos energéticos (chacras), da pessoa que está realizando o tratamento  promovendo bem estar geral . A energia Reiki  passa pelo corpo do iniciado, e é transmitido pela suas mãos para o paciente.

    Reiki é uma terapia que trabalha a nível emocional, mental e espiritual e pode mudar muita coisa na sua vida, aqui estão exemplos práticos dessas mudanças:

    * Reiki acalma, reduz o stress e provoca no organismo uma sensação de profundo relaxamento, conforto e Paz.

    * Reiki pode trazer-lhe uma clareza espiritual que antes não sentia.

    * Reiki oferece-lhe uma sensação de alívio emocional durante o tratamento e até prolongando-se após a aplicação. O Reiki ajuda no processo de libertação das emoções.

    * Reiki limpa e clarifica o seu campo energético.

    * Reiki alivia a dor.

    * Reiki consegue aumentar o nivel e a qualidade do sangue que circula no nosso organismo, conseguindo mesmo fazer parar pequenas hemorragias.

    * Reiki consegue “limpar” os nossos órgãos como o fígado, rins, as artérias e outros.

    * Reiki é seguro no tratamento de doenças crónicas e agudas, doenças relacionadas com stress e desordens, como nos casos de sinusite, rinite, menopausa, cistite, asma, fadiga crónica, artrite, ciática, insónia, depressão, apenas para mencionar algumas delas.

    * Reiki acelera o processo de recuperação em caso de cirurgia ou doença de longo termo. Reiki tem ainda a capacidade de reduzido os efeitos secundários e ajustar a ajuda aos tratamentos tradicionais do paciente. Por exemplo um paciente sujeito a quimioterapia que receba Reiki durante o mesmo processo nota uma redução significativa dos efeitos secundários do tratamento.

    * Reiki pode ser aplicado às plantas, animais, comida, água, dirigido ao Nosso Planeta Terra.

    * Reiki purifica os ambientes e remove as “más” energias ou espíritos, seja do seu escritório, da sua casa, carro, jardim ou divisão da casa, onde quer que seja o local, você pode canalizar energia e purificar o ambiente.

    * Reiki ajuda atletas a recuperar mais rápidamente das suas lesões e entrar mais rapidamente na sua atividade.

    * Reiki é para todos, ele cura adultos, idosos, crianças e bebés, os seus animais, as suas plantas e até mesmo o Planeta Terra, se assim o desejar, tudo está dentro do pensamento e amor que emite na prática do mesmo.

    * Reiki é para animais, é claro que sim, eles ajudam-nos a recuperar de doenças, situações de stress, separações e ansiedades, traumas. Os animais devem sempre ser tratados como membros da nossa familia, mas atenção o Reiki não substitui os cuidados médicos que os mesmos possam necessitar.

    * Reiki é energia positiva, nunca pode causar qualquer mal a nada e nem a ninguém. A Energia do Reiki é amor no estado puro, todo o Terapeuta ao aplicar Reiki a si ou ao próximo deverá estar num estado de Amor Incondicional e perfeita União com Deus e o Universo!

    A Cura Pelo Reiki

    Pode ser uma verdadeira surpresa, ela é usada para curar todos os tipos de condições e males instalados no seu corpo físico, emocional e/ou espiritual.

    Muitos pacientes experimentam uma aceleração do seu processo de Cura quando combinam o Reiki com a medicina tradicional ou outras terapias.

    Reiki vem do Universo

    Vem de uma inteligência Superior que gere toda a vida no Nosso Planeta, o Reiki funciona através das necessidades específicas e individuais de cada paciente, a qual resulta sempre em cura, mas nem sempre ocorre na forma de cura desejada pelo paciente. A sintonia entre o paciente, o terapeuta e o Universo é de uma grande valia, assim como a receptividade do paciente durante o tratamento.

    Acontece muitas vezes que o paciente andou desviado do seu caminho, isso causou demasiados desequilíbrios no nosso organismo e muitas vezes não estamos conscientes destes processos, uma vez ultrapassadas algumas questões que são clarificadas com a terapia Reiki, ocorrem surpresas muito boas, o cliente encontra um estado de alívio e de cura desejada para o seu processo.

    O Reiki permite aos pacientes um estado de profundo relaxamento e Paz. Está provado que o Reiki tem sido decisivo e responsável pelos processos de Cura de muitos pacientes pelo mundo fora.

    Reiki e Ciência

    Muitos cientistas concordam que uma força inteligente e superior existe, que um espirito divino/universal continua a suportar e a criar constantemente no Universo.

    Eles assumem ainda que é um Campo da mais Pura Energia e que é ela que comanda tudo que vemos e não vemos no nosso Planeta e Universo.

    Afirmam ainda que Nós Somos Energia, assim como tudo o que existe, é constituído por energia, está provado também que o nosso corpo tem pontos de energia mais fortes sendo uma d’elas as nossas mãos.

     

     

  • AROMATERAPIA

    AROMATERAPIA

    O que é Aromaterapia ?

    Aromaterapia é uma terapia complementar utilizada para promover e manter a saúde e o equilíbrio físico, mental e espiritual. Pela sua natureza holística, procura buscar a causa da doença em vez de tratar somente os sintomas, preparando o corpo a despertar a sua habilidade de se manter em estado de equilíbrio.

    A Aromaterapia utiliza os óleos essenciais puros extraídos de várias partes de plantas e árvores. Os óleos essenciais são substâncias líquidas e aromáticas, que apresentam uma ampla variedade de propriedades terapêuticas, podendo ser relaxantes, estimulantes ou equilibrantes.

    A Aromaterapia é muito mais do que a simples aplicação de óleos essenciais. É a arte de utilizar os óleos essenciais, empregando a ciência do seu potencial curativo para estimular a descontração e, ao mesmo tempo, criar uma sensação de prazer e de tranqüilidade em quem a ela se submete.

    Origens da Aromaterapia

    A prática do uso de substâncias aromáticas para elevar o espírito ou para auxiliar a cura de doenças tem sido usada por todas as civilizações através da História. Antigos textos descrevem a arte de preparar unguentos, óleos medicinais e preparações para a saúde do corpo e da alma, e “perfumes mágicos” para aumentar o carisma e restaurar a felicidade são referências comuns nesses textos.

    A moderna Aromaterapia como conhecemos hoje é um desenvolvimento do século XX (1901-2000). O termo “Aromaterapia” foi inicialmente usado por um químico francês chamado Gattefossé, cuja família possuía uma indústria de perfumes. Trabalhando em seu laboratório, um dia Gattefossé queimou sua mão acidentalmente e mergulhou-a numa vasilha contendo óleo essencial de Lavanda. A queimadura curou-se rapidamente, sem bolhas, e esse evento levou Gattefossé a estudar as propriedades terapêuticas dos óleos essenciais.

    Após Gattefossé, outro pioneiro foi Dr. Jean Valnet, que usou os óleos essenciais para tratar os ferimentos dos soldados na Segunda Guerra Mundial e desenvolveu suas pesquisas. Mas, foi a bioquímica francesa Marguerite Maury que desenvolveu o método de diluição e aplicação dos óleos através da massagem – o tratamento hoje conhecido como Aromaterapia.

    A Aromaterapia é atualmente recomendada como uma terapia natural e complementar por muitos profissionais de saúde.

    Abordagem holística

    O tratamento de Aromaterapia encontra-se entre os mais eficientes quando usado para tratar a pessoa como um todo, isto é, focando todos os aspectos da saúde e bem estar do indivíduo, seja físico, mental/emocional ou espiritual.

    Um excelente meio para aliviar o estresse

    O apelo popular da Aromaterapia com o público geral deve-se, em grande parte, na divulgação de seus efeitos benéficos para aliviar o estresse e a maravilhosa sensação de bem-estar que os óleos essenciais promovem. E também, a facilidade de uso doméstico para problemas comuns como resfriados comuns, dores musculares, dores de cabeça, machucados, micoses, etc.

    Quem se beneficia

    A Aromaterapia pode beneficiar uma série de indivíduos e problemas. Ela tem sido particularmente útil em problemas relacionados ao estresse tais como:

    · Problemas de pele· Má digestão
    · Distúrbios de sono
    · Falta de ânimo
    · Dores e mal-estar
    · Ansiedade

    Contudo, você não precisa se sentir mal antes de consultar um aromaterapeuta. Neste mundo moderno e agitado, a Aromaterapia pode ser usada para trazer um rápido estímulo no nível de energia e induzir um estado de espírito calmo e descontraído.

     

  • EQUILÍBRIO NÃO É CALMA

    Se uma pessoa é comumente calma, parece evidente que ficar irritada seja um sinal de que ela está em estado de desequilíbrio. Até aí tudo bem, já que, passado o motivo da irritação, ela voltará a ser o que sempre foi: calma. E novos momentos de desequilíbrio retornarão, como um desafio natural da vida.

    Mas, e se uma pessoa é mais agitada, dinâmica e gosta de participar de várias atividades ao mesmo tempo? Não se sentiria ela fora de equilíbrio se tivesse que ficar parada ou precisasse fazer uma coisa de cada vez ou ainda se não pudesse agir com todo o seu dinamismo característico? Não é uma boa ideia pedir a alguém assim que se “equilibre”, ou seja, que se “acalme”, pois sua estabilidade está em ser o que se é e não agir conforme o conceito ditado e aceito como “normal” pela maioria das pessoas.
    Se você quer sentir equilíbrio em sua vida, precisa observar-se e conhecer-se bem para saber qual o seu ponto de estabilidade (o seu e não o dos outros), que de forma alguma significa descanso. É claro que descansar é preciso, é necessário também manter-se calmo em situações que exijam decisões bem pensadas, mas não confunda descanso com sentir-se estável. Pois este último está relacionado com o fato de se estar bem em si mesmo, seja lá qual for sua maneira própria, natural e única de ser, frente a situações diversas que ocorrem em sua vida.

    Não queira ser igual a ninguém, nem usar o equilíbrio dos outros como modelo para sua vida. Ainda que você não acredite, você, e só VOCÊ, é modelo para si mesmo. Você não nasceu para ser igual; você nasceu para ser diferente – e gostar dessa diferença.

    Seja você mesmo, aceite a sua própria diferença e encontre o seu próprio equilíbrio.

  • SEU CORPO ENVIA SINAIS

    SEU CORPO ENVIA SINAIS

    metafisicasaudeVocê já ouviu falar em somatização? Doenças psicossomáticas ?

    Pois é, nosso corpo assimila aquilo que pensamos ou sentimos.

    Já existem diversas doenças catalogadas como psicossomáticas, como o Lúpus e a doença de Crohn. Além destas, diversas doenças podem se manifestar dependendo da intensidade e polaridade de nossos sentimentos e pensamentos.

    A dor de garganta aparece quando não é possível comunicar as aflições e frustrações. Não engula desaforos, mágoas, reclamações. Saiba ter voz, seja uma pessoa assertiva, não precisa brigar!

    Aprenda a se comunicar e expressar seus pensamentos de maneira clara e objetiva, sem perder a paciência. Se você viver guardando seus sentimentos e pensamentos, uma hora, uma das duas coisas ocorre: pode ocorrer um problema sério na região da boca e garganta (saúde) ou você estoura e diz de uma vez só, tudo o que pensa, com raiva e ressentimentos e acaba magoando todos ao redor. Procure não acumular fatos. Assim que ocorrer algo que te desagrade, você pode chamar a pessoa que o magoou e dizer: eu admiro esta característica sua. Comece sempre com algo positivo daquela pessoa. E quando for “reclamar”, reclame de um fato, de uma atitude, não da pessoa. Diga: Não gostei quando você fez isso, pois me senti assim… Um bom líder sabe se comunicar. Elogia pessoas em público e crítica fatos em particular.

    O resfriado escorre quando o corpo não chora. Chorar alivia, então chore sempre que sentir vontade. No passado, a pior crença repassada por nossos antepassados era: homem de verdade não chora. Então muitos homens guardaram tão profundamente suas dores e sofrimentos que acabaram cedo com sua saúde e morreram antes do tempo. Precisamos tirar um momento para rir, chorar, brincar, viajar, fazer exercícios físicos, dançar, curtir a vida. Equilíbrio! E lembre-se: chorar de vez em quando, é natural, faz bem e só mostra que você tem sensibilidade e não tem medo de mostrar suas emoções.

    O estômago arde quando as raivas não conseguem sair, quando algo acontece e você não aceita, não consegue digerir o fato. Ache uma válvula de escape, grite, dê soco no travesseiro, escreva tudo num papel e queime, pratique um esporte, lute boxe, ache uma maneira de extravasar as emoções, faça terapia. E se possível, elimine as pessoas “nocivas” na sua vida.

    O diabetes invade quando a solidão dói. Mas estar sozinho é sempre uma escolha, então se abra para o mundo. Não espere receber amor primeiro, aprenda a dar e receberá de volta. Se todos pararem e esperarem o outro dar o primeiro passo, não haverá mais amor no mundo.

    O corpo engorda quando a insatisfação com o mundo aperta. Aprenda a aceitar as coisas como elas são. Não seja exigente demais com você, nem com o mundo. Relaxe! Deixe a ansiedade desaparecer… O mundo é perfeito exatamente como é. E se sua frustração refere-se a resultados obtidos, saiba que você pode estar bem mais próximo(a) dos seus sonhos do que imagina. Tenha paciência, nada é impossível e o amanhã pode ser bem melhor, dê mais uma chance para você e seus sonhos. Antes de comer algo, pergunte-se: estou com fome de que? Se não for uma fome física e sim algo emocional/espiritual, não tente resolver com a comida. Coma o que desejar, mas apenas quando estiver com fome e esteja presente quando mastigar – foque no agora. Ao invés de engolir desesperadamente na frente da TV, sem sentir o gosto da comida, saboreie cada mordida, sinta o sabor, cheire, feche os olhos, sinta a textura dos alimentos na sua boca e tenha gratidão a ele. Se você conseguir fazer isso, seu metabolismo funcionará perfeitamente e tudo que não for necessário, seu corpo expelirá.

    A dor de cabeça aparece quando as duvidas aumentam e aparecem as críticas. Surge um desconforto como se você estivesse vivendo um problema sem saída. Relaxe, ore, medite, converse com alguém, peça ajuda! Confie mais em você e na vida. Acalme-se, tenha mais fé, creia mais em você e em Deus. Como dizem os orientais: se um problema tem saída, resolva! E se não tem, por que se preocupar tanto? Neste caso, aceite-o!

    Problemas na coluna indicam que você tem a sensação de que há pessoas ao seu redor que dependem de você. É como se você não quisesse, mas sente que tem que carregar o mundo nas costas, pois acha que os outros são incapazes de resolver seus problemas sem a sua ajuda. Isso não é verdade! Todo mundo tem a capacidade para resolver as coisas. É você quem acha isso, então liberte-se desta crença. Acredite mais nos outros. Cada um tem o direito de viver a vida como deseja, não queira impor seu modo de viver a outros. Aceite as diferenças, afinal você também quer ser aceito(a) exatamente como é, não é mesmo?

    O coração pára quando o sentido da vida parece terminar. Mantenha seu coração sadio, procure pontos negativos em fatos passados e atuais. Dê mais sentido aos fatos. Você já reparou que tudo tem seu lado positivo? Basta saber procurar… E sempre tenha planos ousados e divertidos para o futuro, isso o manterá vivo e “motivado”, com o coração leve e saudável.

    A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável. Ninguém consegue manifestar perfeição, pois é impossível até mesmo defini-la. Quem poderia citar o que seria mundialmente considerado perfeito? Aceite-se e aceite o mundo exatamente como ele é. Pare de querer controlar tudo. São as diferenças e as pequenas imperfeições que fazem do mundo um lugar tão maravilhoso… Isso vale para seu corpo também. Aceite-se exatamente como é, seu corpo é o templo da sua alma. Se existir algo que queira mudar em seu corpo, faça; mas não deixe que sua felicidade e amor próprio dependam disso. Se você está num relacionamento e seu parceiro(a) não está satisfeito com seu corpo, mude de parceiro. Afinal, você é muito mais maravilhoso e especial do que seu corpo físico. Você é a auto-manifestação de Deus na terra. E pode ter certeza: existem muitas pessoas que gostariam de estar com você! Para você ser completamente amado e aceito por alguém, comece se aceitando e se amando e isso ocorrerá naturalmente.

    As unhas quebram, os cabelos e a pele perdem a força e o brilho quando as defesas ficam ameaçadas. E isso acontece quando você está se sentindo deprimido, sem vontade de seguir além… Se estiver com depressão, procure os amigos, familares e/ou ajuda médica. Deseje melhorar, leia bons livros, assista a programas divertidos, instrutivos e/ou inspiradores, tenha um tempo só pra você, faça coisas de que gostaria em frente ao espelho, divirta-se! Insira mais diversão na sua vida, isso só depende de você!

    O peito aperta quando o orgulho escraviza. Você não é vítima do mundo. Ninguém é, a menos que se coloque nesta posição. Para todo ditador, existe um ou vários submissos. Não tenha pena de você, pelo contrário, orgulhe-se de ser a pessoa que é. Encontre características positivas suas. Se estiver difícil, pergunte a amigos e familiares, pode ter certeza de que você ficará muito feliz com o feedback deles. E escreva num caderno para se lembrar e comece a fazer as suas anotações positivas sobre você, as pessoas e fatos ao redor.

    A pessoa enfarta quando sente a ingratidão e estresse. Procure não exigir tanto das pessoas. Quando fizer algo pequeno, médio ou grande por alguém, não espere algo em troca. A pessoa pode não retribuir da maneira que você deseja e você envenena seu coração com raiva e sentimento de frustração e ingratidão. Na maioria das vezes a pessoa nem imaginava o quanto isso era importante pra você, é a sua visão que coloca este peso. Não deixe que suas exigências de como os outros devem se comportar atrapalhe a sua saúde e felicidade. Você pode ter feito coisas que magoaram muitas pessoas e você nem imagina. Perdoe SEMPRE! E perdoe-se!

    A pressão sobe quando o medo aprisiona. Mas medo de que? Muitas vezes o medo é irracional. A menos que você esteja realmente numa situação perigosa (perdido em alto mar, sem socorro á vista, seu avião caiu no meio da Amazônia e você está perdido, sozinho e machucado, etc…) a menos que a adrenalina gerada seja algo que pode te ajudar a reagir corretamente numa situação de emergência, acalme-se! Faça a pergunta: E se este fato que eu receio realmente venha a ocorrer, qual é a pior coisa que poderia me acontecer? Faça as pazes com todas as possibilidades. Se você não tem controle sobre algum fato, solte-o! Entregue a Deus, ore, medite, relaxe… E entregue ao universo. Cuidado com os 15 minutos antes de dormir, não tenha medo do amanhã, confie de que tudo ocorrerá da melhor maneira, entregue o problema a Deus e durma bem. Muitas vezes ao acordar, o problema terá diminuído ou até desaparecido, pois muitos dos nossos medos são irreais.

    As neuroses paralisam quando a”criança interna” tiraniza. Quando você repetidamente não consegue realizar sonhos e projetos importantes, acaba se frustrando, sente que não tem controle ou que o mundo está contra você. Neste momento, tudo parece ser um empecilho, você vê um mundo perigoso e injusto e se sente como uma criança sozinha e desamparada, despreparada para lidar com as situações. Mas você não é mais uma criança, é um adulto e tem força e capacidade para resolver e realizar qualquer coisa que deseja, procure ajuda, mude e seja feliz! Muitas pessoas procuram remédios físicos quando na verdade precisam mudar suas atitudes, pensamentos e sentimentos.

    A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade. Se sua temperatura subiu, você está se sentindo sem forças para lidar com as situações. Não se compare com outras pessoas, não pense que só você tem problemas ou que existem pessoas sortudas e pra você, nada dá certo. Isso não é verdade! Todos temos problemas, o que muda é como os encaramos e resolvemos. Você é capaz de resolver qualquer situação. Dê uma chance para você e seus sonhos grandiosos… Não seja tão exigente, deixe que tudo ocorrerá no tempo de Deus. Equilibre seu organismo, equilibrando suas emoções.

    O câncer se instala quando a pessoa guardou mágoas e rancores por toda uma vida. É como se aqueles sentimentos estivessem comendo a pessoa de dentro pra fora. É por isso que não adianta curar apenas com remédios, é preciso aprender a perdoar as pessoas, principalmente a si mesmo e seguir em frente, vivendo no presente, com planos concretos para o futuro. Perdoar é um processo, pode levar tempo, mas nada é tão belo e transformador do que o perdão, ele liberta a alma, a pessoa se renova e se cura.

    Para todos os casos acima, 15-20 minutos de oração/meditação
    ou uma respiração profunda e lenta ao acordar podem fazer “milagres”…
    Experimente começar o dia em paz e harmonia,
    seu corpo agradece e você verá o resultado na sua vida em geral.
    Tente, é de graça e pode salvar a sua vida!
    Palavras CHAVE para o BEM VIVER:
    Amor – Humildade – Paz – Tolerância
    Confiança – e Luz, MUITA LUZ !!!