esse é o caminho
Categoria: Aconteceu
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Barney vai a selva
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O “Inominável” Presidente do Brasil é denunciado no tribunal de Haia
Cacique Raoni denuncia o “Inominavel” Presidente do Brasil no Tribunal de Haia por crimes ambientais.
Os caciques Raoni Metuktire e Almir Suruí abriram ontem (22) uma denúncia contra o ser que não deve ser citado, apenas em casos excepcionais, presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Tribunal Penal Internacional (TPI), citando crimes ambientais, em um contexto de crimes contra a humanidade.
A representação feita pelas duas lideranças indígenas contou com ajuda do advogado francês William Bourdon, famoso por defender causas internacionais de direitos humanos e mais recentemente casos de “whistleblowers” como Edward Snowden, Julian Assange e ativistas africanos.Esta é a quinta denúncia contra o “inominável” no TPI. O próximo passo será uma análise preliminar pela Procuradoria da corte para decidir se autoriza a investigação do caso.
Segundo o advogado Bourdon, em documento divulgado a Ecoa, o caso pode ajudar no reconhecimento do ecocídio entre os crimes internacionais julgados pelo TPI, que tem competência para analisar crimes de guerra, genocídios e crimes contra a humanidade. Ecocídio é definido como dano sério e duradouro ao meio ambiente, na medida em que causa danos significativos à vida humana e aos recursos naturais.“Os crimes pelos quais Bolsonaro é acusado provavelmente serão qualificados como crimes contra a humanidade. No entanto, esses crimes contra a humanidade foram perpetrados em um contexto mais amplo de crime ambiental”, disse Bourdon. “No contexto da superexploração dos recursos naturais da floresta amazônica, são inúmeros os exemplos de ecocídio.”
O advogado acrescentou que, em setembro de 2016, a Procuradoria do TPI anunciou publicamente que uma de suas prioridades na seleção dos casos seria o combate aos crimes ambientais. “Isto reforça nossa crença que os crimes denunciados podem ser crimes contra a humanidade”, acredita.
A denúncia de Raoni e Almir Suruí cita recordes de desmatamento desde o início do governo Bolsonaro, recorde também de assassinatos de lideranças indígenas em 2019 e descreve o desmantelamento de agências responsáveis pela proteção ambiental.“A terra vai se rebelar”, diz Raoni
Numa viagem organizada pela ONG Darwin-Climax-Coalitions, que apresentou Raoni a Bourdon dois anos atrás, jornalistas estrangeiros ouviram o cacique caiapó e outros líderes indígenas na sua aldeia na Terra Indígena Capoto-Jarina (MT), na semana passada.
Num áudio disponibilizado pela ONG, Raoni disse, de acordo com seu tradutor oficial: “As barragens que estão construídas nos rios, eu repudio, não gosto. Também o desmatamento que estão fazendo, não gosto. Queria que as florestas continuassem existindo para minimizar a temperatura. Vocês estão vendo que está muito quente agora? Quando a árvore fica em pé, faz sombra e fica frio.”
“Tive visões, e uma pessoa me falou: ‘Raoni, estão desmatando e acabando com toda a floresta e os animais. Os espíritos dos peixes e dos animais estão muito bravos’. Não sei… Acho que a terra vai se rebelar contra os humanos. Os animais falaram comigo, e eu estou contando a vocês. As florestas precisam ficar em pé. Mas muitas pessoas são loucas e doidas e continuam desmatando.”
O cacique Megaron Txucarramãe, sobrinho de Raoni e considerado por muitos seu sucessor, disse que, desde que Bolsonaro tomou poder, passou a atacar seu tio.“Meu tio quer viver em paz. E os índios querem viver do jeito deles, do jeito que eles são”, disse Megaron, numa gravação disponibilizada pela ONG. “Temos dois artigos na Constituição […] que nos garantem viver na terra indígena do nosso jeito, caçar, pescar, fazer roça, viver nossa cultura, costume, ritual. Ele quer acabar com nós, mas nós não aceitamos.”
“A Funai não é mais defensora do índio. O presidente da Funai do Bolsonaro é a favor de ruralista, que quer acabar com terra, plantar soja, criar boi […] Ao redor da aldeia, se você voar um pouco, vai ver tudo desmatado. É só soja e boi.”
Outras denúncias
Entre as outras denúncias contra Bolsonaro no TPI, três dizem respeito ao combate à pandemia, e a quarta aborda direitos das populações indígenas.
Em dezembro, o escritório da Procuradoria do TPI informou à Comissão Arns e ao Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu) que a corte estava analisando a representação das duas entidades, protocolada em novembro de 2019. Na denúncia, Bolsonaro é acusado por crimes contra a humanidade e incitação do genocídio de povos indígenas.
As outras três foram feitas pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e a Rede Sindical Brasileira UNISaúde, uma coalizão de mais de um milhão de trabalhadores da saúde.
Com sede em Haia, na Holanda, o TPI foi estabelecido em 1998 e é composto por cerca de 100 países, incluindo o Brasil. A corte recebe mais de 500 denúncias por ano, mas apenas cerca de 10 viram investigações e uma parte ainda menor é aceita pelo tribunal para ir a julgamento.
Até hoje, a corte realizou 28 julgamentos. Os juízes do TPI já emitiram 35 mandados de prisão, e 17 pessoas foram detidas no centro de detenção da corte. Treze seguem foragidas, de acordo com o site oficial, enquanto as outras morreram. Quatro pessoas foram julgadas e condenadas pela corte internacional. Em 2019, o julgamento de Bosco Ntaganda considerou o ex-líder rebelde do Congo culpado por crimes de guerra e o condenou a 30 anos de prisão, maior sentença já dada pelo tribunal. O caso, no entanto, ainda cabe recurso.Fernanda Ezabella
Colaboração para Ecoa, de São Paulo
23/01/2021 08h00fonte: ECOA – Por um mundo melhor
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20 anos do Pacto Global
Faz 20 anos que o Pacto Global foi criado pela ONU, baseado nas áreas dos direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção .
Mas será que este pacto foi aplicado globalmente ? Infelizmente todos sabemos que não…
Pois é… existe um Pacto Global, onde é sugerido às empresas, aceitar, apoiar e aplicar, dentro da sua esfera de influência, um conjunto de valores fundamentais nas áreas de direitos humanos, padrões trabalhistas, meio ambiente e combate à corrupção.
O Pacto Global é uma iniciativa proposta pela Organização das Nações Unidas para encorajar empresas a adotar políticas de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade.
Este pacto foi anunciado pelo ex-secretário das Nações Unidas Kofi Annan no Fórum Econômico Mundial (Fórum de Davos) na reunião de 31 de janeiro de 1999 e foi oficialmente lançado em 26 de julho de 2000 no escritório da ONU em Nova Iorque.
O pacto é baseado nos seguintes documentos:
- Declaração Universal dos Direitos Humanos
- Declaração da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
- Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
- Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção
Vamos aos 10 principios do Pacto:
Direitos HumanosPrincípio 1- As empresas devem apoiar e respeitar a proteção dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente; e
Princípio 2 – certificar-se de que não são cúmplices em abusos dos direitos humanos.Trabalho
Princípio 3 – As empresas devem defender a liberdade de associação e o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva;
Princípio 4 – A eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou compulsório;
Princípio 5 – A erradicação efetiva do trabalho infantil; e
Princípio 6 – A eliminação da discriminação no emprego e ocupação.Meio Ambiente
Princípio 7 – As empresas devem apoiar uma abordagem preventiva sobre os desafios ambientais;
Princípio 8 – desenvolver iniciativas a fim de promover maior responsabilidade ambiental;
Princípio 9 – incentivar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias ambientalmente sustentáveis;Combate à Corrupção
Princípio 10 – As empresas devem combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina.
Ainda dá tempo. Vamos modificar o que precisa ser modificado em nosso mundo.
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Esperança na Pandemia
A FDA dos EUA (Administração de Alimentos e Drogas em português) aprovou o uso experimental de sangue de pessoas curadas do COVID-19 como tratamento para pacientes infectados.
As autoridades de saúde chinesas iniciaram este procedimento em meados de fevereiro de 2020, pedindo para que as pessoas que se recuperaram do novo coronavírus doem sangue para extrair o plasma com o objetivo de tratar os doentes que ainda se encontram em estado grave.
Alguns médicos já estão usando infusões de plasma sanguíneo de pessoas que se recuperaram do coronavírus para tratar aqueles que ainda lutam contra a infecção. O método é apontado como uma solução enquanto os laboratórios farmacêuticos ainda estão em busca de desenvolverem um tratamento e uma vacina contra o vírus.
Conhecida como terapia de plasma convalescente, o tratamento remonta ao final do século XIX, e os médicos de hoje creem que pode ser a solução provisória que necessitamos para conter o vírus enquanto são desenvolvidos tratamentos e vacinas.
Método pioneiro
Na década de 1890, o cientista alemão Emil Behring foi pioneiro na implementação de um novo tratamento para a difteria. Behring, juntamente com o médico japonês Kitasato Shibasaburo, descobriu que o soro sanguíneo de animais infectados com certas toxinas poderia ser usado em humanos para tratamento de várias doenças.
Behring descreveu na época essas moléculas protetoras como “antitoxinas” e passou o resto da década otimizando o processo, acabando por descobrir que os cavalos eram o animal mais eficiente para produzir grandes volumes de soro de antitoxinas.
Em 1901 Behring ganhou o primeiro Prêmio Nobel da Medicina por seu trabalho sobre essas terapias com soro para difteria.
Ao longo das primeiras décadas do século XX, o tratamento ficou conhecido como terapia plasmática convalescente, sendo frequentemente utilizado em tempos de surto de doenças infecciosas.Os produtos sanguíneos de pacientes recuperados eram tratamento comum para tudo, desde sarampo e papeira até poliomielite, tendo sido amplamente utilizados durante a pandemia de gripe espanhola em 1918.
Um estudo de 2006 mostrou que essa terapia reduziu significativamente as taxas de mortalidade, de 37% entre os não tratados para 16% entre os pacientes tratados com plasma convalescente. A descoberta de antibióticos e o desenvolvimento de vacinas tornariam este método obsoleto.
Funcionou então, pode funcionar agora
No início dos anos 2000, um novo coronavírus respiratório apareceu na China. Perante um vírus inteiramente novo, com uma elevada taxa de mortalidade e sem opções de tratamento, médicos em Hong Kong conduziram um estudo de plasma convalescente improvisado, inspirado em estudos de casos similares recentes fora de África, e que tinham demonstrado potencial eficácia no tratamento do vírus ebola.A taxa de mortalidade total entre os pacientes tratados foi de 12,5 por cento e a geral em Hong Kong de 17 por cento. A ilação mais importante foi que os mais precocemente tratados apresentaram melhores índices do que aqueles que receberam o tratamento mais tarde.
Um estudo mais recente sobre os efeitos da terapia plasmática convalescente, que incorpora relatórios clínicos desde a gripe espanhola até a SARS, detectou uma impressionante redução de 75% na mortalidade geral entre os doentes tratados com essa terapia.Medida provisória
O imunologista Arturo Casadevall reacendeu a ideia do plasma convalescente, após relatos de que o tratamento estava sendo testado na China. Casadevall não só propôs a terapia centenária como um tratamento precoce potencialmente útil em pacientes recentemente diagnosticados com o vírus, mas também como profilaxia útil para os profissionais de saúde e para membros de famílias que cuidam de pacientes com COVID-19 em casa.
Casadevall e sua equipe da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, rapidamente começaram a investigação, tendo a FDA respondido prontamente alguns dias depois, não só acelerando as aprovações de ensaios clínicos de plasma convalescente, como também permitindo disposições imediatas de uso compassivo. Isto possibilita aos médicos ter a capacidade de administrar o tratamento a pacientes fora das limitações de um ensaio clínico, desde que certas condições sejam satisfeitas.
Ainda há muitas questões que precisam de ser respondidas antes que o tratamento possa ser amplamente implantado.
Quantos anticorpos precisam ser detectados no sangue dos pacientes recuperados para que o tratamento sérico seja eficaz? Qual é a quantidade de plasma convalescente que precisa ser administrada para tratar a doença? Qual é o momento ideal para administrar o tratamento? O tratamento oferece alguma imunidade confiável em pacientes que não contraíram o vírus?Os cientistas não esperam encontrar com isso a cura para a COVID-19, mas somente algo que ajude a mitigar o fenômeno enquanto não houver tratamentos e vacinas.
Produzir e implantar tratamentos de plasma convalescente requer apenas redes de bancos de sangue pré-existentes. O atual sistema de coleta e fornecimento de sangue nos Estados Unidos poderia ser rapidamente mobilizado para começar a coletar doações de pacientes recuperados da COVID-19.
Quando Casadevall e seus colegas possam verificar a melhor prática para o tratamento, o plasma convalescente poderia ser estendido a um enorme volume de pacientes em meses, achatando a curva de transmissão e ganhando mais tempo para os cientistas trabalharem em uma vacina eficaz.
Posição da OMS
Mike Ryan, chefe do programa de emergências em saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que o método é válido, mas que é importante acertar o tempo de aplicação do plasma para que ele seja eficiente à imunidade dos pacientes.
O plasma de ex-pacientes que foram infectados pelo coronavírus contém anticorpos que podem reduzir a carga viral em pacientes graves, explicou a Comissão Nacional de Saúde da China durante uma coletiva de imprensa, realizada em 17/02/2020.
Pedido de doação de plasma
“Gostaria de pedir aos que se recuperaram que doassem seu plasma. Ao fazer isso, dariam esperança àqueles que ainda estão gravemente doentes”, disse Guo Yanhong, funcionária da Comissão Nacional de Saúde chinesa.Em Wuhan, epicentro da epidemia, onze pacientes receberam transfusões de plasma no finla de fevereiro, anunciou o Ministério da Ciência e Tecnologia da China.
“Um deles já voltou para casa, outro conseguiu se levantar e andar, e os outros estão se recuperando. Os ensaios clínicos mostraram que as transfusões de plasma (de pacientes curados) são seguras e eficazes”, disse Sun Yanrong, pesquisadora do centro biológico do Ministério.
Em uma postagem em uma rede social, o China National Biotec Group afirmou que os pacientes que receberam transfusões de plasma viram sua condição “melhorar em 24 horas”.“Apenas o plasma será usado, os outros componentes do sangue, incluindo glóbulos vermelhos e plaquetas, serão restituídos aos doadores”, completaram.
Fonte OMS
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A Floresta manda um recado…
A Floresta queimada manda um recado a todos que ainda não perceberam que dependem dela viva.
Paulistanos receberam de forma contundente um recado da floresta. Em tempos de desinformação e fake news rolando pelas redes sociais, se alguém ainda achava que eram boatos falsos a situação de emergência sobre queimadas na Amazônia, o recado certamente foi penetrante como o fogo. No dia 20 de agosto de 2019, o céu de São Paulo se tornou cinza e escuro por causa da fumaça produzida por esses incêndios silvestres de grande porte que estão acontecendo na região amazônica, conjugado com o ar frio e úmido que está no litoral de São Paulo.

A tragédia foi poeticamente descrita por Tarso de Melo em uma postagem no Facebook:
“A QUEDA DO CÉU: O céu está escuro às três da tarde. Não é preto, não é cinza. É uma mescla estranha de cores. É escuro. Há uma floresta queimada sobre São Paulo. Vai cair sobre a cidade a cinza de milhares de árvores. Assim se dá o encontro entre o Brasil que se julga civilizado e o Brasil que queimamos para civilizar. O Brasil que matamos cai sobre o Brasil que se acha vivo, esperto, moderno. A floresta vem visitar, vem avisar. Vai cair o céu” (https://www.facebook.com/tarso.demelo).Tarso salienta que espera que junto com o poema tenha compartilhado também por aí a vontade de ler “A queda do céu: palavras de um xamã yanomami” (Cia. das Letras, 2016).
O tema já estava rolando nas redes com a polêmica demissão do presidente do INPE por divulgar números que mostram situação alarmante do desmatamento na Amazônia (https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49256294). Um desmatamento que parece estar sendo criminosamente orquestrado neste ano, quando foi criado o “dia do fogo”, um fato totalmente absurdo, que infelizmente não é fake News.
“O “dia do fogo” foi revelado no último dia 5 pelo jornal Folha do Progresso, de Novo Progresso, Rondônia. De acordo com a publicação, os produtores se sentem “amparados pelas palavras do presidente” Jair Bolsonaro (PSL) e coordenaram a queima de pasto em processo de desmate na mesma data. O objetivo, segundo um dos líderes ouvidos sob anonimato, é mostrar para o presidente que querem trabalhar” (https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2019/08/em-dia-do-fogo-sul-do-pa-registra-disparo-no-numero-de-queimadas.shtml)
Realmente, no momento atual, é crítico confirmar a veracidade de todas as informações que recebemos. E sobre este fato não há mais dúvidas, a situação que ocorreu em SP no dia 20 de agosto, foi contundente o suficiente para mobilizar muitos meios de comunicação e pesquisa que divulgaram grande número de notícias. Selecionamos textos com dados e referências bastante consistentes que podem ser facilmente confirmadas:
A Amazônia tá em chamas e dá pra ver do espaço
E qual a real dimensão disso tudo? O problema se limita apenas aos moradores da Amazônia ou de São Paulo?
Algumas reportagens relatam o evento e suas implicações em SP, focando nos componentes tóxicos e problemas de saúde que poderão causar à população e meio ambiente local. Obviamente esses aspectos são graves e precisam ser averiguados.
Contudo, a parte mais importante da “mensagem da floresta” talvez seja o alerta de que não importa onde você more, sua saúde e bem estar estão diretamente relacionados à saúde da floresta. Se você considera essa afirmação alarmista e exagerada recomendo fortemente que leia o relatório de avaliação científica “O futuro da Amazônia”, do renomado pesquisador brasileiro Antonio Nobre.
Ele explica, em uma linguagem muito simples e acessível a qualquer leigo, os serviços ambientais dessa enorme floresta incluindo a razão de a porção meridional da América do Sul, a leste dos Andes, não ser desértica, como áreas na mesma latitude, a oeste dos Andes e em outros continentes. A floresta amazônica não somente mantém o ar úmido para si mesma, mas exporta rios aéreos de vapor que, transportam a água para as chuvas fartas que irrigam regiões distantes no verão hemisférico.
Além de ser essencial para manter os ciclos hidrológicos de grande parte do Brasil ele ainda menciona que “Entre os serviços que a floresta presta ao clima, está um seguro contra eventos atmosféricos destrutivos, atenuando a concentração da energia nos ventos” Pg. 19. Ou seja, de forma curta e direta, sem floresta teremos muito menos chuvas e condições climáticas bastante complicadas em grande parte do centro-sul do Brasil, e até mesmo na região de Buenos Aires, na Argentina.

fuligem na América do Sul. Foto satélite NOAA fonte:Reddit Esses Rios Voadores foram pesquisados e divulgados pelo Projeto Brasil das águas: revelando o azul do verde e amarelo (https://brasildasaguas.com.br). O trajeto dessas correntes atmosféricas que trazem rios voadores se tornou negra pela fuligem e se tornou visível nas imagens de satélite
Agora cabe a cada um de nós escolher se queremos ter rios voadores que irrigam grande parte do nosso pais com vapor puro de água ou se vamos deixar que sejam “assoreados” com fuligem tóxica. Se você escolhe a natureza peço que seja solidário às questões da Amazônia e que divulgue as verdades sobre a grave situação que estamos vivendo.
Fonte: https://www.instagram.com/ecosurfoficial/
Não se trata de uma questão político partidária, para a floresta não existe esquerda ou direita, há apenas vida, que precisa ser preservada em benefício de todos os seres.
Há queimadas concretas e abstratas ocorrendo neste momento histórico.
FONTE: MONICA CARAPEÇOS
https://sitionosnateia.com.br/2019/08/salve-a-floresta/ -

Experimento: Cultivo na lama da SAMARCO
Arroz cultivado na lama da Samarco é mais pobre em nutrientes
Experimento produziu grãos com baixos componentes tóxicos, mas com pouco rendimento e menor crescimento das raízes
Estudos preliminares em lama de resíduos da mineradora Samarco mostram baixas concentrações de substâncias tóxicas, mas também de nutrientes. (mais…)
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ALERTA – Votação para liberação do plantio de cana na Amazônia
Liberação de cana na Amazônia joga contra as florestas e o etanol brasileiro
Senado deve votar, nesta terça-feira, projeto de lei que autoriza o cultivo de cana-de-açúcar na Amazônia Legal, proibido há oito anos.
PL está na pauta de votação do Senado desta terça (27/03/2017). Confira a íntegra da carta:
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Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para a Humanidade
Estes são os objetivos para uma humanidade sustentável até 2030, determinados pela ONU.
São fruto do trabalho conjunto de Governos e Cidadãos de todo o mundo para criar um modelo global de governança com a finalidade de acabar com a pobreza, proteger o ambiente e promover a prosperidade e o bem-estar de todos até 2030. (mais…)
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ONU considera ‘nula e sem efeito’ alteração no status de Jerusalém
A ONU rejeitou a declaração de Donald Trump ????
Maioria dos países, incluindo o Brasil, assinou resolução afirmando que qualquer alteração no status de Jerusalém é “nula e sem efeito”.
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Agrotóxico além do limite no Brasil !
Brasil libera quantidade de agrotóxicos até 5 mil vezes maior do que Europa…
Oito brasileiros se intoxicam com agrotóxicos por dia devido à permissividade da lei brasileira, aponta estudo inédito
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Justiça suspende extinção de Reserva na Amazônia 🙂
De acordo com o juiz Rolando Spanholo, da 21ª Vara Federal, do Distrito Federal, medida precisa de aval do Congresso
Dessa vez, o “bombardeio” contra a proposta vem da Justiça Federal no Distrito Federal, que determinou a suspensão imediata de “todo e qualquer ato administrativo” para acabar com a Renca, que fica na divisa entre o Sul e Sudoeste do Amapá com o Noroeste do Pará. (mais…)
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Filme solar – a revolução da energia…
Painéis Orgânicos Fotovoltaicos, muito prazer, OPV. Trata-se de um filme super fino, com cerca de 1 mm de espessura, considerado um tipo de painel solar de terceira geração. Pesa cerca de 0.5 kg/m² e possui um raio de curvatura de até 10 cm. Sua superfície tem um nível de transparência que alcança 50%. (mais…)
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Conheça o “concreto vivo”
Apesar de ser o material de construção mais usado do planeta, a humanidade tenta há alguns milênios encontrar formas de tornar o concreto mais durável. Mesmo quando misturado com outros compostos ou é reforçado, todo concreto racha. E, em alguns casos, as rachaduras fazem a estrutura entrar em colapso.Mas pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, afirmam ter encontrado a solução para esse problema na biologia. Uma equipe de cientistas, liderada pelo professor Henk Jonkers, criou o que batizaram de bioconcreto, uma espécie de concreto que se conserta sozinho utilizando bactérias. (mais…) -

Monge mumificado não está morto ?
Quando o corpo foi descoberto, peritos avaliaram que ele teria cerca de 200 anos e havia sido preservado em peles de animais.
Mas o monge Barry Kerzin, que é médico do dalai lama, disse ao jornal mongol que o monge está num estado espiritual muito especial conhecido como “tukdam”. (mais…)
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Painel capta energia solar até da Lua !!!
Existe uma fonte de energia permanente e gratuita… o sol. Cada vez mais devemos ver as possibilidades infinitas da energia solar. O Rawlemon é uma inovação no conceito de captação de energia solar, até mesmo em dias nublados, e pelo reflexo da lua !!!
Painéis solares são conhecidos por serem pouco eficientes e por terem um design não muito agradável. Os globos solares Rawlemon buscam mudar essa história, oferecendo uma tecnologia até 70% melhor na captação de luz do Sol e ainda um formato belo que pode ser considerado até mesmo o de um artigo de decoração para a sua casa.
Os aparelhos da Rawlemon podem captar até mesmo a energia solar refletida pela Lua. O projeto é do alemâo André Broessel, que começou a trabalhar no produto há três anos com o objetivo de baratear e tornar mais eficiente captura da energia advinda do Sol.

O conceito do novo aparelho é relativamente simples. Ele é uma esfera de vidro perfeita que faz a refração da luz em um raio concentrado. Para seguir a movimentação do Sol durante o dia, o Rawlemon conta com um microrastreador que segue o astro em sua percurso diário de leste a oeste. O mesmo se aplica quando o produto é usado à noite.”É uma oportunidade única de coletar enegia em uma situação em que outros sistemas falham”, de acordo com a descrição do projeto.
Após a captação, a energia é armazenada em baterias que podem abastecer a seu casa ou até mesmo um restaurante, segundo os criadores.
“Estamos concebendo produtos autônomos que podem concentrar a luz mesmo em um dia nublado, que estão gerando energia onde quer que você esteja. É energia grátis”, disse Broessel ao Gizmodo.

O projeto de Broessel fez sua estreia na plataforma de financiamento coletivo IndieGoGo recentemente, com a meta de arrecadar 120 mil dólares, cerca de 282 mil reais. Até o momento, o projeto conseguiu pouco mais de 4 mil dólares, aproximadamente 9.400 reais. Ainda há mais 26 dias de campanha de captação de fundos.
A versão beta do produto sai por 150 dólares (354 reais), mas a contribuição mínima para apoiar a iniciativa é de 1 dólar (2,38 reais). Se a meta financeira não for atingida, o dinheiro é devolvido aos apoiadores.fonte: Info
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NOVAS TECNOLOGIAS EM EDUCAÇÃO
Especialistas apontam para a necessidade de novas práticas de ensino que atendam as exigências da educação do século 21. Há aqueles que apostam nas tecnologias digitais como ferramentas indispensáveis capazes de endereçar essas demandas de ensino-aprendizagem.No entanto, outros estudiosos garantem que, ao mesmo tempo em que a chamada era digital democratiza a informação, ela também pode estar desprovida de objetivos formativos, colocando a informação apenas a serviço do mercado, da publicidade, do consumo.
Para o especialista em educação brasileira, José Carlos Libâneo, antes de propor qualquer adoção tecnológica em sala de aula, é preciso, primeiro, que os professores repensem como ajudar no desenvolvimento das capacidades intelectuais dos estudantes por meio dos conteúdos de suas disciplinas.
“Penso que as características de todo bom professor precisam ser identificadas a partir de sua base pedagógica. Não são as tecnologias digitais que as definem e nem apenas as demandas da escola do futuro”, afirma ele, que é pós-doutor em Educação pela Universidad de Valladolid, da Espanha.
Libâno aponta três características fundamentais para a prática docente: dominar a matéria que ensina, saber como ensinar os conteúdos e identificar as necessidades individuais de cada estudante. Essas condições, afirma, são importantes para atender às novas exigências educacionais, como: formar jovens com capacidade reflexiva, capazes de fundamentar e lidar criticamente com a informação e a produção própria de conteúdo utilizando a palavra, a imagem, o movimento, o hipertexto etc.
No caso da primeira característica, o domínio do conteúdo que o docente leciona é imprescindível para a formação dos alunos. “Para um professor ensinar matemática aos seus alunos, por exemplo, ele precisa, primeiramente, e como condição absoluta, dominar o conteúdo. Nada feito sem saber o conteúdo que ensinará. É sumamente desejável que tenha uma cultura geral, ou melhor, uma cultura interdisciplinar”, diz.
Além disso, o educador também precisa saber como ensinar, mais especificamente, como pode ajudar o aluno a entender a lógica mental por trás dos conteúdos da disciplina. “Ele precisa identificar na matéria as capacidades intelectuais (conceitos, ações mentais) mais importantes a serem desenvolvidas e propor atividades e experiências que estimulem, envolvam e melhorem a aprendizagem ativa e a compreensão dos alunos”, assegura.
Conhecer o aluno
Por fim, é preciso identificar quem é o estudante ao qual leciona, principalmente seus motivos, seus objetivos subjetivos, a relação que ele tem com a matéria trabalhada. “É preciso saber em que contexto sociocultural e institucional ‘João’ vive, como esse contexto influi na sua aprendizagem e como esse contexto pode ser modificado. Entre essas práticas socioculturais incluem-se o contexto familiar, as foras de organização e funcionamento da escola, mas também o contexto das TICs [Tecnologias da Informação e Comunicação].”De acordo com Libâno, só a partir dessas tarefas, consideradas “básicas”, é que as tecnologias digitais podem desempenhar um papel mais assíduo na prática docente.
“Como pedagogo, posso afirmar que as TICs atuam no âmbito psíquico dos estudantes, na sua relação com os objetos de conhecimento, nas formas de percepção, expressão e comunicação com os outros”, diz. “São inúmeros os benefícios. Elas ajudam a modificar as formas de aprender dos estudantes, seja definindo novas interações com os conteúdos, colocando os estudantes nas redes sociais, intervindo nas relações na sala de aula, entre outros.”
No entanto, ele pondera que é impossível aceitar que a escola trabalhe com o uso ferramental das tecnologias ou a partir de um currículo fixado apenas nas habilidades dissociadas do seu conteúdo e significado.
“Elas [as tecnologias], dessa forma, praticamente não contribuem para o desenvolvimento das capacidades intelectuais e a formação da personalidade dos estudantes. É necessário o domínio da linguagem informacional, habilidade de articular as aulas com as mídias e multimídias, as lógicas e modos de lidar com o conhecimento das tecnologias”, diz.
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SUPERFATURAMENTO NA MERENDA ESCOLAR
Os contratos foram assinados com as empresas Atacadista de Alimentos Fonte Fofinho Ltda e Comércio J. A. de Mercadorias e Serviços Ltda, em 11 de setembro de 2012 e tiveram vigência até 10 de março de 2013.
O TCDF apurou que com a empresa Atacadista de Alimentos Fonte Fofinho Ltda foram adquiridos 710.859 quilos de leite em pó, ao valor de R$ 18,50 a unidade. No pregão eletrônico feito pela secretaria no mesmo período, a unidade foi cotada em R$ 11,10. Isso representa uma diferença de 67%.
Na empresa Comércio J. A. de Mercadorias e Serviços Ltda foram adquiridos 131.352 quilos de milho verde, a R$ 8,90 por quilo. Em licitação feita no mesmo ano, foi pago R$ 4,08 por quilo. Uma diferença de 118%, de acordo com o tribunal.
O TCDF determinou que a Secretaria de Educação do Distrito Federal pague somente os valores cotados para os mesmos produtos no último pregão eletrônico. A secretaria tem dez dias para explicar as irregularidades.
Em nota, a Secretaria de Educação informou que os dois últimos pagamentos referentes aos contratos foram suspensos, atendendo às orientações do tribunal. “A contratação emergencial foi necessária tendo em vista que não havia sido concluído o processo licitatório regular”, diz a nota. “Caso não fosse feita a compra emergencial, cerca de 500 mil crianças poderiam ficar sem merenda escolar”.
A secretaria diz ainda que 20 empresas foram consultadas sobre a contratação emergencial e apenas quatro se interessaram. A de menor preço declinou da proposta e o segundo colocado foi chamado. “Diante disso, os preços unitários dos itens contratados puderam ser comparados com a estimativa de preços do processo regular que estava em andamento e percebeu-se que os valores não estavam tão díspares”.
O órgão diz que “no caso de uma compra emergencial, os preços exercidos acabam sendo sempre mais altos. Mas a avaliação dos órgãos técnicos demonstrou que tais valores não eram tão mais elevados que aqueles previstos no processo licitatório”, e ressalta a dificuldade de encontrar fornecedores “capazes de atender a grande demanda da Secretaria de Educação, principalmente de forma emergencial”.
Além disso, a secretaria alega que “todos os trâmites legais foram cumpridos e a compra emergencial foi feita com o aval da Procuradoria-Geral do Distrito Federal”.
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PERIGO !!! SINAL VERDE PARA O SALMÃO TRANSGÊNICO NOS EUA
Os EUA estão prestes a servir a primeira carne modificada geneticamente do mundo: um salmão mutante que pode devastar as populações de salmão selvagens e ameaçar a saúde humana. Esse peixe Frankenstein pode abrir as comportas para a carne biotecnológica em todo o mundo, a menos que nos mobilizemos.A FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) afirmou que um salmão transgênico que cresce duas vezes mais rápido que o normal não causaria grande impacto ambiental, o que abre caminho para a aprovação do primeiro animal geneticamente modificado para ser consumido por humanos.
A agência ainda fará uma consulta pública sobre o tema, mas especialistas veem a declaração como o último passo antes da aprovação.
Em 2010, a FDA afirmou que o peixe era seguro como alimento, mas não tomou outras medidas desde então.
Empresários da Aquabounty, que produz o peixe, especulam que o governo tem prorrogado qualquer ação por pressão de grupos que se opõem aos transgênicos.
Críticos, que chamam o salmão de “frankenpeixe”, temem que ele possa causar alergias ou até dizimar a população natural de salmões se a variedade transgênica procriar na natureza –sem contar os questionamentos éticos envolvidos.
A empresa, que já gastou mais de US$ 67 milhões para desenvolver o peixe, afirma que há medidas protetoras contra problemas ambientais –uma delas é que só seriam criadas fêmeas estéreis, ainda que uma pequena porcentagem pudesse se reproduzir.
O peixe transgênico recebeu um gene de hormônio do crescimento do salmão do Pacífico, que é mantido “funcionando” o ano inteiro por meio de um gene de um peixe similar a uma enguia. A combinação permite que o salmão chegue ao peso ideal para venda em 18 meses em vez de três anos.
Ainda não está claro, porém, se o público aprovará o peixe, caso a FDA dê seu aval.
Se o salmão entrar no mercado, os consumidores podem nem saber que estão comprando peixe transgênico, já que o produto não seria acompanhado de qualquer aviso caso seja decido que ele tem as mesmas propriedades do convencional.
A empresa diz que o novo salmão é similar ao “normal” em sabor, cor e textura.
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RESÍDUOS VIRAM ALIMENTO
A técnica utilizada para a produção desses alimentos já é conhecida. Apesar do nome pouco sonoro, a extrusão termoplástica – processo de tratamento térmico, que por uma combinação de calor, umidade e trabalho mecânico, modifica profundamente as matérias primas, dando-lhes novas formas, estruturas e características funcionais e nutricionais – tem resultados bastante apreciados.
Na máquina extrusora podem ser colocados junto à farinha de arroz, separadamente, o bagaço da cana de açúcar, o da cevada ou a casca de maracujá. Submetidos a altas temperaturas, que podem superar os 120º Celsius na hora do cozimento, o produto é moldado em formato de salgadinho ou cereal matinal.
“Para obter diversos efeitos no produto final, podemos alternar a força mecânica e a temperatura e adicionar outros ingredientes. Para que um biscoito fique mais aerado e crocante, por exemplo, incluímos mais farinha de arroz. Esta mistura também é necessária para que os produtos tenham mais sabor, além de melhor textura”, diz o pesquisador.
De acordo com Piler, o produto mais difícil de ser processado é o bagaço da cana, por ser bastante fibroso. “Ele contém cerca de 30% de lignina, a mesma fibra da casca das árvores. Mas seu alto teor de celulose, parte de fibra insolúvel, traz benefícios para o consumidor, ajudando a regular o intestino. Além disso, ele possui um sabor adocicado”, garante o pesquisador.
Com a farinha do bagaço da cana ou com o da cevada, ricos em fibras, é possível desenvolver pães, biscoitos e sopas. Já a farinha da casca do maracujá serve para criar bebidas cremosas e biscoitos. O pesquisador orienta um grupo de doutorandos que estuda a fabricação de uma bebida nutritiva à base de cereais, entre eles o arroz.





