esse é o caminho
Categoria: A alimentação à luz do Cosmo
Paz e Amor, bicho !
É preciso acordar os homens para que os animais possam dormir em paz.
Ensinamentos de Mariléa de Castro no livreto: “Paz e Amor, bicho!”
Veja online aqui no Informaluz
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Barney vai a selva
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UM NOVO MODO DE VIVER
Paz e Amor, Bicho!, por certo os leitores estarão sentindo que chegou a hora de iniciarmos um outro modo de viver. Este precisa ter início a partir do completo respeito pelos nossos irmãos e companheiros de jornada, os animais, de um modo geral e, dentre estes, em especial, o gado, que tem servido com 100% de suas vidas e que nós temos massacrado impiedosamente ao longo da história, para consumirmos suas carcaças, como verdadeiros urubus devorando carniças, sem nenhum respeito por esses nossos irmãos!
Sem dúvida, chegou a hora de os humanos sentirem que tudo o que existe neste planeta é sagrado e, portanto, precisa ser respeitado como tal, a começar por todas as demais espécies vivas que convivem conosco neste lugar maravilhoso do universo.
Sabemos que será difícil para muitos esta mudança radical que precisamos fazer em nosso modo de viver, mas ela é necessária e urgente e requer o esforço individual de cada um de nós para que mudemos os nosso hábitos viciosos, a começar pelo “feio comportamento” de assassinar e ingerir os animais, nossos companheiros de jornada no plano evolutivo.
O que estamos vendo hoje em nosso mundo é o predomínio quase absoluto dos “falsos valores”. Criamos uma sociedade materialista e insensível, de criaturas que foram transformadas em verdadeiras máquinas de consumir, uma vez que desde nossa tenra infância nos ensinaram e prepararam para que nos tornássemos “consumidores inconscientes”. Isto chegou a tal ponto que trocamos o sábio slogan “Penso, logo existo” pelos odioso “Consumo,logo existo”.
Acompanhando esta máxima absurda, temos outro “slogan” que também baliza o nosso dia a dia dizendo que “tempo é dinheiro”. E lá vão os humanos completamente inconscientes correr atrás da melhor forma de ganhar o máximo de dinheiro possível para consumirem cada vez mais, geralmente para atender a “falsas necessidades”. Basta ver, por exemplo, que é comum aparecerem pessoas que se vangloriam de ter 50, 100, 200 ou até mais pares de sapatos e outras coisas do gênero.Acabamos por esquecer que estamos aqui não para que nos tornemos “consumidores inconscientes”, mas sim para “servir e aprender, ajudar e amar”.
Muitos dirão que nada podem fazer para mudar esta perversa situação, uma vez que nem mesmo as autoridades constituídas nos ensinam algo diferente disso e tudo no planeta gira em torno desta triste realidade. A tal ponto que parece não existir uma saída.Em parte, os que dizem isso têm razão, pois nossos “dirigentes” não tiveram até agora nem mesmo a capacidade de eliminar dos meios de comunicação, especialmente da televisão, a absurda publicidade de bebidas alcoólicas, contribuindo assim para criarmos uma juventude composta em grande parte por “beberrões inconsequentes”, que nem sabem por que bebem tanto e para o que serve e o que provoca a bebida que ingerem. Daí tantos acidentes graves em nosso trânsito, com perdas de preciosas vidas em pleno desabrochar.

Aos que pensam que nada podem fazer para mudar este “triste estado das coisas” e que, infelizmente, são a grande maioria, é necessário relembrar o que nos ensinou nosso querido Gandhi: Nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo.
Este é o ponto chave e aqui deve começar sem demora a ação consciente e responsável dos humanos livres e despertos.
Seguindo o ensinamento de Gandhi, torna-se urgente que reorganizamos a sociedade em que vivemos, dando um caráter sagrado a todas as coisas, respeitando os nossos irmãos, os animais, parando imediatamente de assassiná-los barbaramente como temos feito. Pois não precisamos, de modo algum, consumir suas carcaças para nos alimentarmos, uma vez que estão ao nosso dispor no planeta alimentos maravilhosos e adequados para o tipo de corpos que temos e que não incluem carne de nenhum tipo de animal.
Temos legumes de todos os tipo, verduras, uma infinidade de grãos saudáveis e saborosos, como vários tipos de feijões, lentilha, grão-de-bico, milho, trigo, arroz, soja, cevada, linhaça e tantos outros.
Aqui no Brasil, em especial, temos uma quantidade imensa de frutas dos mais variados tipos e a culinária vegetariana nos oferece pratos deliciosos, de “lamber os beiços”.
Não vamos esquecer, também, de que temos solos férteis e abundantes por todo o país, assim como muita água, e de que este país é o lugar que “se plantando tudo dá”.
Para mostrar que tudo isso não é uma utopia, mas algo perfeitamente possível e viável, queremos apresentar aqui um modelo que estamos desenvolvendo e que denominado “Base 13:20 de Vida Alternativa e Sustentável”.
Trata-se de uma pequena área, na zona rural, no interior de São Paulo, na qual iniciamos nossa intervenção há pouco mais de três anos.
Começamos por tratar com muito amor a terra, que estava completamente degradada. Apagamos pouco a pouco os vestígios das interferências anteriores, que incluíram maus tratos aos animais, utilização de agrotóxicos e outras mazelas da exploração absurda do solo dentro da filosofia do “tempo é dinheiro”, pela qual a única coisa que se busca é “ganhar dinheiro”, ter lucro.Incluímos no projeto energias alternativas como a energia eólica e o aquecimento da água através da energia solar.

Estabelecemos como condição para se viver no local, o completo respeito aos animais e a todas as espécies que ali vivem, não sendo permitido que se mate nem mesmo uma cobra e muito menos que se eliminem as formigas, pois se tem algum invasor em nossa Base, somos nós e não as demais espécies que já estavam no local quando chegamos.
Mas o mais importante foram as plantações que começamos a fazer pó lá: iniciamos com 260 mudas bem desenvolvidas de mais de 60 tipos diferentes de frutas, que estão crescendo rapidamente, inclusive muitas delas já produzindo, dentre estas: manga, goiaba, acerola,calabura, alguns cítricos, carambola, abacate, caju, pitanga, nêspera, pessego, maracujá doce, mamão, banana, coco e outras.
Também incluímos o plantio de grãos de diferentes tipos de feijão; vagem, quiabo, tomate, milho, abóbora, abacaxi, berinjela, maxixe,caju, mandioca, batata doce, coco etc e a produção tem sido abundante e não temos dado conta de consumir tudo, precisamos fazer geleia, molho e suco de tomate, secar frutas e também distribuir muitas coisas para pessoas da região.Já comprovamos para nós mesmos que é possível viver de uma outra maneira, diferente desta que oferece o mundo caótico e agonizante que aí está.
Em nossa base podemos viver com as coisas que nós mesmos produzimos.
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NO RUMO DA FRATERNIDADE UNIVERSAL
Este é um momento planetário especial, em que as grandes mudanças exteriores e interiores já em curso requerem urgente transformação da consciência coletiva, para adequá-la à nova civilização do terceiro milênio.
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X – MUITO BEM, MAS O QUE É …
Agora vem a melhor parte.
Aquela em terei o prazer de lhe dizer que você não vai ser um pobre infeliz, tornando-se vegetariano – um asceta comedor de folinhas de alface e cenouras cruas. (E as proteínas? E as proteínas ???).E tu terás por sustento as ervas da Terra.
Gênese 3:18
Pois bem – as proteínas. Só o que a carne possui, já que ela é um deserto de vitaminas e sais minerais.(Em ferro e cálcio, perde longe para a maioria dos vegetais.) Pois saiba, caro companheiro herbívoro, que:
Os feijões e seus primos – Soja, lentilha, ervilha e grão-de-bico, contêm mais proteínas por peso que as carnes! E mais cálcio de ferro! Cem gramas de feijão preto, lentilha ou soja, por exemplo, contêm mais proteína que cem gramas de carne. O mesmo para o amendoim, o requeijão, o levedo de cerveja, o germe de trigo e o pão integral! E a aveia, o arroz integral, as nozes e suas primas, o leite, os ovos, e diversos outros alimentos são ricos em proteínas. Até brócolis e batata, entre outros vegetais, embora em menor proporção.
Ou seja: se você comer diariamente uma porção de feijão ou um de seus primos, algo de soja, ou um pouco de germe de trigo ou amendoim (creme de amendoim é uma delícia!) já resolveu sua proteína.
A soja é um festival de proteínas boas e baratas. A “proteína de soja”, em flocos, faz pratos deliciosos. Como? Você já provou e achou horrível Garanto-lhe que foi mal feita! A base para uma proteína irresistível é um reles detalhe que vou revelar-lhe: O pequeno segredo da proteína de soja gostosa é: ao contrário do que diz a embalagem, não a hidrate em água antes de usar. Ela fica “aguada” e meio sem graça. Hidrate colocando diretamente no molho – um caprichado molho, de tomate com cebola e temperinhos, e/ ou cebola com shoyo. O molho de soja – o shoyo – dá um belo sabor e uma cor caprichada (em pequena dose!).
A soja contêm isoflavonas – fitormônios que têm uma estrutura química semelhante à do estrogênio, hormônio sexual feminino. É portanto, um “repositor hormonal”, sem efeitos colaterais, e eficiente. Além da soja, o inhame produz esse efeito. Com ela, você terá centenas de opções, como patéis, croquetes, lasanhas, bolinhos, cheeseburger, guisadinho com vegetal, arroz e carreteiro… e tudo mais.
A soja em grão se presta para saladas, sopas etc.
O queijo de soja, o tofú, é a proteína mais “nobre” da soja. Parece queijo de minas. Com mel ou geléia, ou com sal, ou em patês, ou receitas deliciosa.
O leite de soja é um achado. Além de ser usado em receitas, pode substituir com vantagem o leite de vaca. (Reflita: o homem é o único mamífero que continua tomando leite depois de desmamado. Parece natural isso? Não. O leite produz muco(atenção, turma da rinite, da asma e cia), e o consumo de leite causa ou acentua a depressão!) Para mulheres na menopausa, é um achado: as isoflavonas da soja previne a osteoporose, o colesterol alto, os sintomas calóricos. Uma tranquilidade.
Não se atire em excesso de ovos, queijo, manteiga e leite, com receio de “enfraquecer” sem a carne. Se você mantiver uma dieta equilibrada, com cereais, verduras, e frutas, isso jamais acontecerá. Não é necessário abandonar os laticínios e os ovos de saída. Mas procure ovos caseiros, de galinhas criadas soltas, com milho (em lugares que vendem produtos orgânicos).
Guardei a declaração de um nutricionista, que me parece lapidar:
O prato comum do brasileiro, de feijão com arroz, se este for integral, já é uma refeição quase perfeita, com nutrientes básicos necessários. É só acrescentar verduras e ai está a refeição ideal.
Portanto, relaxe. Feijão com arroz integral – e deu para a proteína.
A propósito: a base de uma alimentação sadia deveriam ser cereais integrais. A base. Isso quer dizer, uns 60 por cento, mais ou menos. Arroz, trigo, centeio,cevada, aveia etc. Eles contêm proteínas, fibras, montes de vitaminas e sais minerais. (Experimente macarrão de trigo integral, de vários formatos).
Afinal, o que é um cereal integral? É exatamente um cereal – aquilo que a Mãe Natureza criou para nós: uma pequena urna cheia de nutrientes. Aí, vem o homo-dito-sapiens (homo-stupidus seria mais correto) e faz o quê? Tira as camadas externas do cereal – o chamado polimento – justamente as que contêm as proteínas, sais minerais e vitaminas em quantidade. Deixa a parte interna, que é quase só amido (engorda e pouco alimenta), jogando fora a porção nobre do cereal. Burrice é pouco para qualificar isso.
Aveia é um cereal fantástico. Use ao natural, com frutas,iogurte, etc, e em receitas – biscoitos, bolos, tortas salgadas. Uma criança criada com mingau de aveia adoçado com mel é um dínamo de saúde.
E finalmente, uma informação consoladora para novos (e velhos) vegetarianos: há uma alternativa de produtos – “carnes” vegetais – em formatos e aspectos próprios para substituir a carne, que permitem uma culinária prática e sem grandes traumas saudosistas. (“Ah! Um bifinho à milanesa! Uma carne acebolada! Um churrasquinho! Um cachorro-quente!”).
Refiro-me à linha de produtos marca “Superbom”, em latinhas (sem conservantes) intituladas “Carne Vegetal”, “Bife Vegetal” e “Salsicha Vegetal”, à base de gluten de trigo. O “Bife vem em rodelas, e com ele se faz a carne de panela, bife à milanesa, strogonoff, churrasco, e dezenas, centenas de variações. A “carne” é um guisadinho. E a salsicha – bem, é uma salsicha escrita. Onde se encontram? Nos bons supermercados, geralmente na prateleira dos “dietéticos” (mas nem sempre: pode ser na vizinhança da salsicha comum e das sardinhas). E em alguns armazéns de produtos naturais. (Não, não é marquetingue: eles nem sabem que eu existo).
E conclua: só não é vegetariano e feliz quem não quiser.
Ah! Você desejaria abandonar a carne, mas acha tão difícil… Que fazer?
Há uma receita infalível, com dois itens.
Primeiro: leia o capítulo inicial de Fisiologia da Alma, de Ramatís.
Segundo: vá por partes. Primeiro corte a carne suína. Depois de algum tempo, decida cortar a carne bovina. Também gradualmente – diminuindo os dias da semana, instituindo o “dia do peixe”, e um “dia da carne” – introduza as carnes vegetai, por exemplo. Dê-se um tempo; e livre-se depois das aves. Esse é o grande marco de sua liberdade.
Se chegar a “só peixe”, parabéns. Se precisar ficar por aí algum tempo, já pode respirar aliviado. Há uma distância que separa o animal bem individualizado – o mamífero, a ave – do peixe, que obedece ao comando de uma alma-grupo. (O que não significa que não sinta dor, não sofra. Se até os vegetais sentem!).
Tem gente, porém, que nem titubeia: encerra de repente, e de uma só vez, o capítulo carnívoro de sua vida. Sem sentir saudades. Sem recaídas.
Se você recair, não se desespere: retorne devagar e recomece.
Mas o dia chegará, e lhe desejo de todo coração, em que você estará liberto do condicionamento milenar, liberto da escravidão do hábito, livre do peso da crueldade.
Sua saúde vai melhorar, sua disposição e seu astral idem. Sua concentração, sua meditação, sua pele, suas articulações, rins, fígado, intestinos, e até (conheço casos!) dores de coluna vão melhorar/curar-se. Seu equilíbrio interior vai insensivelmente mudar – para melhor. Você estará mais leve, mais tranqüilo, mais pacífico – e provavelmente mais próximo do peso ideal. E muito, muito mais longe dos achaques da velice, da esclerose e da senilidade.
Um dia chegará, em que você vai sentar num gramado verde, olhar o céu, as árvores, os insetinhos nas folhas, ouvindo as cigarras e os pássaros, sentindo na pele o abraço do sol, vendo uma lagartinha que avança devagar num talo de grama, e lá em cima uma asa preguiçosa que plana no silêncio; estendendo a mão, vai sentir o dorso da pedra aquecida, a maciez da grama; vai pressentir, ao seu redor, os milhares de pequenas que se abrigam no regaço da Grande Mãe – e você vai sorrir, sabendo que pode se sentir, como se sente, irmão de todos eles – um Filho Universo. -

IX – COMO FIZERDES A VOSSOS IRMÃOS…
Enquanto o homem assassinar animais e comer sua carne, vamos continuar tendo guerras.Na Idade Média se acreditava que esta nossa terrinha minúscula era o centro do universo. Custamos a descobrir que a nossa galáxia tampouco era o universo, mas uma das tantas “ilhas de estrelas” – bilhões delas – do cosmo. Uma correção radical de foco em nosso sentimento de arrogância, mas pelo visto não bastou.
Recentemente, o mapeamento do genoma humano confirmou que somos geneticamente irmãos da comunidade animal – uma linhagem a mais, não os “reis da criação”. (Quanto tempo até que a mera informação intelectual produza efeitos conscienciais?). (mais…)
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VIII – O COMBUSTÍVEL SECRETO
Enquanto aceitarmos ser túmulos ambulantes de animais sacrificados, como poderemos ter condições ideais nesta terra?“O que está em cima é como o que está embaixo”. O preceito hermético é o que melhor descreve a constituição do universo.
A nutrição é processo inevitável em todos os planos. Nas regiões mais elevadas do plano astral, pela absorção consciente do prana, a energia solar, através da respiração.Um terço, talvez, da humanidade atual (encarnada e desencarnada) habite esses níveis (nem falemos dos superiores).
O resto, é aquilo que se sabe: o Umbral — a extensa faixa vibratória colada à crosta terrestre, com vários sub-níveis, e as regiões das trevas mesmo. (mais…)
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VII – O CAMINHO É O MESMO…
Os animais são os irmãos inferiores dos homens.
Eles também, como nós, vêm de longe, através de lutas incessantes e redentoras, e são, como nós,candidatos a uma posição brilhante na espiritualidade.Faz apenas trezentos anos que, neste país, autoridades religiosas garantiam que os escravos negros não possuiam alma, e portanto nada impedia que fossem torturados e mortos por seus donos.
As mulheres, também, para certa religião do Oriente Médio, não eram dotadas desse “apêndice” invisível.
A vítima não tem alma, portanto pode sofrer à vontade. E os animais, têm alma? Sofrem?
Não há um só reencarnacionista, seja de que corrente for – hinduista, budista, espírita, umbandista, teosofista, rosa-cruz, esotérico de qualquer corrente – que possa alegar o desconhecimento da Lei da Evolução.
E é difícil esconder a verdade – a verdade de que o caminho das Centelhas de Vida divinas – nós – é um só: via reinos mineral, vegetal e animal, humano e super-humano, da inconsciência para a Consciência Cósmica.
É assim que fomos, nos evos da evolução, aprendendo a ser gente. O animal de hoje será o humano amanhã – como o humano de hoje esteve no mesmo nível de ontem.
Não fora assim, que espécie de deus seria Deus?
Segue-se dessa Regra Geral Cósmica que somos todos irmãos. E que a única diferença entre nós e o animal – qualquer animal – é apenas cronológica. Eles só entram numa turma depois da nossa.
O adepto de uma religião tradicional, ou materialista, pode esconder-se atrás do argumento eles não têm nada a ver conosco”. Mas como uma pessoa que se diz reencarnacionista e adepta da Lei da Evolução, concilia essa noção de fraternidade de todos os seres vivos, com o exercício de crueldade que é matá-los e come-los?
Falta de instrução superior não é. O hinduismo é claríssimo a respeito. O budismo, idem. Todas as tradições iniciáticas do passado tinham como condição básica para o discipulado, o vegetarianismo. Os essênios, com os quais conviveu o Mestre Jesus, eram de um vegetarianismo estrito. Ele mesmo – vide os Manuscricos do Mar Morto – era o maior dos vegetarianos.
Não há sofisma capaz de atenuar o peso dessa contradição: aqueles que se dizem adeptos da clara Lei Cósmica da fraternidade sentarem-se à mesa e devorarem os despojos sangrentos do irmão menor, em nome exclusivamente do “prazer” gustativo, porque da saúde ou da sobrevivência não é!
Todos os “argumentos pró-carnivorismo dos adeptos dessas correntes têm um claro objetivo: tentar justificar de alguma forma a sua dificuldade pessoal de abandonar o consumo da carne.
Quanto às doutrinas chamadas esotéricas, é dispensável argumentar: qualquer espiritualista honesto mesmo sabe o que deve fazer a respeito!
Quanto os espíritas, se verifica com frequência uma falta de memória sobre os conceitos claros, de Kardec como dos mais abalizados instrutores da doutrina.
No Livro dos Espíritos, cap. XI, fica bem explicadinha a nossa irmandade com os menores irracionais:
Há nos animais um princípio independente da matéria, que sobrevive ao corpo: é também uma alma. Estão sujeitos como o homem, a uma lei progressiva. Emanam de um único princípio a inteligência do homem e a dos animais; no homem, passou por uma elaboração, numa série de existências que procedem o período a que chamais de Humanidade. Nesses seres (animais) o principio inteligente se individualiza, e entra então no período de humanização. Nessa origem, coisa alguma há de humilhante para o homem. Reconhecei a grandeza de Deus nessa admirável harmonia, mediante a qual tudo é solidário na natureza. Acreditar que Deus haja criado seres inteligentes sem futuro, fora blasfemar da sua bondade. Então, metre Allan Kardec, o velho iniciado dos templos do passado, deixou bem claro: os animais têm uma alma, que não só sobrevive ao corpo como evolui, destinando-se no futuro a ser humana. Viver para evoluir é uma necessidade deles. Amputar-lhes a vida, além de cruel, é um débito pesado para com a lei evolutiva. Nós deveríamos ser os protetores dessas consciências pequeninas, já que somos – você já pensou nisso? – as únicas “divindades” que eles conhecem. Somos os “Seres Superiores” deles. Mas, ainda acrescenta o Livro dos Espíritos:
À medida que o espírito se purifica, o corpo que o reveste se aproxima igualmente da natureza espiritual (…) e menos grosseira se lhe fazem as necessidades físicas, não mais sendo preciso que os seres vivos se destruam mutuamente para se nutrirem. (Cap. IV, pergunta 82).Ora, preciso não é que o homem destrua nenhum animal para se nutrir. Deve seguir-se, pela lógica irrefutável do texto, que quando o faz, só pode tratar-se de um espírito pouco purificado, e de grosseiras necessidades físicas. E mais:
P – Tendo dado ao homem a necessidade de viver, Deus lhe facultou, em todos os tempos,os meios de o conseguir?
R – Certo. Essa a razão por que faz com que a terra produza de modo a proporcionar o necessário aos que a habitam, visto que só o necessário é útil. O supérfluo nunca o é.
(Cap. V, pergunta 703).Idem, pergunta 737:
Toda destruição que excede os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus.
Os animais só destroem para satisfação de suas necessidades; enquanto que o homem destroí sem necessidade.
Terá que prestar contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois isso significa que cede aos maus instintos.
Atenção, pois, espíritas: os animais são nossos irmãos menores, destruí-los é próprio de espíritos grosseiros, e uma violação da lei de Deus, um abuso desnecessário, fruto dos maus instintos, e do qual o homem terá que prestar contas, não tendo para isso qualquer desculpa, já que a terra lhe oferece tudo o que é necessário para sobreviver. Bem claro, não?
Outro esquecido de muitos espíritas é o belo texto do “Irmão X”, intitulado “Treino para a Morte”, do livro Crônicas do Além Túmulo:
Comece a renovação de seus costumes pelo prato
de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição.
O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e caiapós, que se devoravam uns aos outros.
Sugiro encarecidamente que o amigo leitor leia, ou releia, com a maior urgência possível, o capitulo inicial de Fisiologia da Alma, “A alimentação carnívora e o vegetarianismo”, de Ramatís.
Talvez tenha chegado o seu momento áureo de liberdade… -

VI – O BAIXO ASTRAL É FATAL
O comportamento do homem para com os animais é inseparável do comportamento dos homens entre si.
Herbert Spencer.Os animais – onda de vida que vem logo depois da nossa, portanto literalmente nossos irmãos menores – possuem um duplo-etérico e um corpo astral. As energias circulares nesses corpos têm uma vibração densa, letárgica e agressiva, se comparada ao campo energético humano.
Quando o animal é sacrificado, os resídos energéticos astroetéricos – obviamente não destruidos pelo cozimento – permancem aderidos à sua carne, sendo absorvidos então nos corpos etérico e astral do comedor de carne.
Esses verdadeiros “emplastos” de energias animais, que se colam na rede energética dos corpos sutis do carnívoro,iniciam um processo de “rebaixamento de vibrações” de “contaminação psíquica”. É uma espécie de “desaceleração” energética.
A energia animal “intrusa”, que não vibra no mesmo teor da humana, causa uma espécie de “curto-circuito” ou desaceleração da rede eletromagnética do organismo, nos níveis denso, etérico e astral. Perturba-se o fluir da energia cósmica de freqüência mais elevada, que constitui o ser humano. Está preparado o cenário para o que chamamos de “doença”.
Paralelamente, o “contágio astral” da carne animal desperta no campo astral do carnívoro as vibrações similares às do animal devorado. Que tal ser parceiro das emoções do porco, do boi, do frango…? Pois, sinto dizer, é exatamente o que você estará absorvendo com o astral da carne ingerida.
Essas emoções primitivas vão reativar as memórias “arquivadas” nas camadas ancestrais do nosso psiquismo – os instintos por onde já transitamos, construindo a nossa consciência. Todo “lixo emocional” que estamos trabalhando duramente para reciclar é reativado. Agressão, raiva, egoísmo, brutalidade ciúme, impaciência, crueldade, sexualidade instintiva – são as contrapartes invisíveis ingeridas com a carne animal.
É muito difícil resitir a essa sintonia instintiva que pressiona o emocional humano. Não é de admirar que o embrutecimento das sensações, uma certa letargia ou indiferença bovina, um egoísmo inconsciente, se alastrem e não consigam ser vencidos pelo apelo da natureza humana superior.
Por outro lado, imagine as emoções de medo, desespero e dor que vibram no campo astral dos animais sacrificados; e a tristeza, a depressão que acomete um animal criado em condições cruéis. O astral desse infeliz animal é um pacote de emoções mórbidas, sombrias, desesperadas – que é ingerido pelos humanos inconscientes.
Imagine a delicada fisiologia de uma criança submetida a isso. É uma verdadeira agressão dar carne a uma criança. (Observe que muitas, atualmente, estão, desde pequenas, rejeitando-a com firmeza). Esqueça os velhos e obsoletos conceitos dos séculos anteriores. Muitas novas crianças do Terceiro Milênio estão aí, algumas já adolescentes, esbanjando saúde, inteligentes, sensíveis e criativas – sem jamais terem sido submetidas ao embrutecimento da ingestão de cadáveres animais.
Sim, pois a carne, vamos encarar de frente, não passa disso: é um cadáver, e comê-la transforma o seu estômago num cemitério onde vai se decompor esse animal morto.Mas ninguém desejaria o sofrimento dos animais inocentes. Ninguém pensa nisso, quando come um sanduíche de presunto ou faz um churrasco com os amigos!
Sim, esse é exatamente o problema, ninguém pensa nisso.
Ou, por outra: ninguém deseja pensar séria e honestamente sobre o que está fazendo, porque ninguém deseja ser conscientemente cruel – e no âmago da consciência, todos sabemos o que estamos fazendo. O problema é que não queremos abdicar de nossos velhos prazeres, por mais mórbidos que sejam, e temos preguiça de mudar.
Um último lembrete. Você, se é uma pessoa com anseios espirituais, considere que sua sintonia com os planos internos da vida fica prejudicada pela “cortina” de fluidos animais obscuros que se espalham pelos seus corpos etérico e astral, com a ingestão de carne. Se você for médium, tenha certeza de que o astral animal torna o astral do médium menos receptivo e mais embotado – e com mais “janelas vibratórias ” abertas para o astral inferior. Se você trabalha com passes ou cura espiritual, cromoterapia ou magnetização(isso vale para todos os terapeutas energéticos!) tem por dever manter sua energia astro-etérica tão pura quanto possível. Você vai doá-la a pessoas que confiam em você. -

V – É ASSIM QUE AS COISAS…
Os animais são meus amigos… e eu não consumo os meus amigos. Isso é terrível! Não só devido ao sofrimento e à morte dos animais, mas também devido ao fato de o homem se privar da mais elevada capacidade espiritual, que é a de sentir simpatia e compaixão por todos os seres vivos, violentando seus próprios sentimentos e se tornando cruel.Lembro muito bem. Por volta dos seis anos de idade, tive um momento de intensa dor e mal-estar ao pensar que a carne que comíamos exigia o sacrifício animais. E a resposta enfática dos adultos: não, a gente não podia viver sem comer carne; iria enfraquecer e morrer.
Foi um triste momento, o de ter que soterrar minha dor e compaixão naquela sentença irremovível. Recordo a “acomodação” forçada que me obriguei a fazer, tentando “esquecer” a dor e o peso na consciência, mas me sentindo muito mal.
Relato isso com um objetivo: testemunhar esse movimento que ocorre no interior da consciência das criaturas, quando têm que conciliar sua sensibilidade e compaixão pelos animais com o irraigado hábito do carnivorismo. Tentar “esquecer” o que se passa na realidade é a única forma de calar a dor da consciência. Mas se temos coragem de fazer, temos que ter coragem de olhar o que fazemos.
O animal sente. Não apenas sente dor, mas tem sentimentos. Quando um boi, porco ou ovelha marcha para a execução, eles pressentem o que vai ocorrer.
Nós temos hoje a bênção da anestesia até para restaurar um dente. Os infelizes bovinos são marcados a sangue frio com ferro em brasa, tratados com brutalidade, apanham com frequência, e muitas vezes sofrem fome. Para morrer, ao ingressar no brete sinistro – quando se rebelam, recebem choques elétricos nas partes sensíveis – são contemplados com um disparo de pistola de ar comprimido na testa que deixa o animal desacordado por “alguns minutos”.
Depois ele é erguido por uma pata trazeira, e cortam sua garganta com um cutelo.
“O animal tem que ser sangrado vivo, para que o sangue seja bomboado para fora do corpo, evitando a proliferação dos microorganismos, diz um fiscal. Em 1997, a ativista dos direitos dos animais a americana Gail Eisnitz escreveu o livro Slaughterhouse (“Matadouro”, inédito no Brasil) no qual acusava os matadouros de sangrar muitos animais ainda conscientes. O abate a marretadas está proibido no Brasil, o que não quer dizer que não aconteça – já que quase 50% dos abates são clandestinos. O problema da marretada é que não é fácil acertar o boi com o primeiro golpe. Muitas vezes, são necessários dezenas para desacordá-lo”. (Superinteressante, abril/2002, p.48) Se é que isso acontece completamente. E quando são esfaqueados, não sentem?
Já os porcos, “são confinados do nascimento ao abate, diz o agrônomo Luis Carlos Pinheiro Machado Filho, da UFSC. As gestantes são forçadas a parir atadas a uma fivela, apertadas na baia. O abate é parecido com o de bovinos, com a diferença de que o atordoamento é feito com um choque elétrico na cabeça e que o animal é jogado num tanque de àgua fervendo após o sangramento, para facilitar a retirada da pele. Gail Eisnitz afirma, em seu livro, que muitos porcos caem na água fervendo ainda vivos” (Superinteressante,idem, ibidem).
Outros seres indefesos, moluscos, crustáceos, polvos e lulas são jogados vivos nas panelas em ebulição para retornarem depois, com apelidos requintados, para atender à gula humana. Galinhas perus são degolados sumariamente nos quintais, ou guilhotinados em massa nos aviários e criadouros.
As infelizes galinhas de postura são confinadas em gaiolas exíguas, mal podendo mexer-se, para não “desperdiçar energia”,entupidas de antibióticos para não “adoecer” e de anabolizantes para crescer mais rápido. Têm bicos cortados para não matem umas às outras, nem possam escolher partes da ração.
As luzes nesse locais jamais se apagam, para que elas, desesperadas pelo stress, não cessem de comer e durmam pouco, produzindo mais e mais. Prisioneiros de guerra nessas condições nos despertariam revolta. Mas elas não falam. Entretanto, seu desespero e angústia impregnam a carne e os ovos – ou você pensa que as nergias astrais do animal são destruidas pelo cozimento? E ninguém associa a depressão e síndrome do pânico de nosso tempo com nada disso. Mas os espiritualistas dizem que acreditam e corpo astral.
Os humanos requintam na crueldade com os irmãos menores. Adoecem os pobres gansos, enfiando um funil em sua garganta e literalmente entupindo-os de comida, hipertrofiando-lhes o fígado, até que mal possam se arrastar pelo chão, para produzir o patê de foigras. Submetem os pobres suinos ao regime de ceva forçado em chiqueiros imundos. E criam os mais inocentes e indefesos animais para sacrificar depois sem piedade.“Quantas vezes, enquanto o cabrito doméstico lambe as mãos do seu senhor, a quem se afinizara inocentemente, recebe o infeliz animal a facada traiçoeira nas entranhas, apenas porque é véspera do Natal de Jesus.”
Ramatís – Fisiologia da alma
Sim, sim, claro: você, pessoa sensível, incapaz de maltratar um animal, jamais suportaria assistir, que dirá protagonizar, a matança de um boi, porco, ovelha ou ave. Entretanto, é a demanda de carne, por parte de materialista e espiritualistas, que sustenta e expande essas carnificínas diárias que cobrem o planeta de rios de sangue inocente. Os carnívoros são os “acionistas ideológicos” da indústria da tortura e da morte.Se as pessoas tivessem que matar, com suas próprias mãos, o animal que fossem consumir. É óbvio que se reduziria drásticamente o carnivorismo. Não o fazendo, passam procuração para os outros, que se brutalizam no ofício da morte. Mas é a mesma a resposabilidade do mandante e do executor.
Pense nisso. Não se violente tentando “esquecer” o que aquilo realmente é; não cale o protesto de sua sensibilidade, fingindo ignorar que é a porção de um ser vivo, que lhe foi arrancada com dor e crueldade. Não renuncie ao nível humano de seu ser.
Mas – dirá você – isso acontece há milênios. Não é possível que só agora passe a ser um crime e uma crueldade!
Mas a guerra, a tortura, a escravidão, a perseguição religiosa e racial – tudo isso também é milenar, não? Porém só agora – quando nossa consciência coletiva se sensibilizou o suficiente, isso passou a nos ser inadmissível!
Então a humanidade inteira está diariamente cometendo uma chacina – e ninguém diz nada?
Está. Por que você acha que este mundo ainda é o que é?A mesma crueldade insensível que leva as criaturas a mandarem outras para morrer ou serem mutiladas nos campos de batalha é a que autoriza a morte à distância dos animais inocentes: é a mesma inconsciência.
Felizmente há os que estão acordando, e cada vez em maior número.
”Não em nosso nome”, gritam multidões em protesto contra a guerra insana.
É isso que se requer para mudar o mundo: não em nosso nome, declararmos, se querem matar, torturar e maltratar qualquer ser vivo.
Mas adianta eu parar de comer carne? O resto do mundo vai continuar, Não vai mudar nada …
Não? Pense em quantos restaurantes vegetarianos existiam há 40 anos.
Quantos livro ou cursos de culinária vegetariana. E quantas pessoas você conhecia que eram vegetarianos. E pense em tudo isso hoje. E na quantidade enorme de animais que já não estão sendo consumidos. Faz diferença, sim. No mundo inteiro há um número crescente de pessoas acordando, e estendendo essa influência: família, amigos, colegas. Cada energia plantada na vibração do vegetarianismo é um pilar que fortalece essa ponte de inofensividade e paz que um dia há de conduzir a humanidade para um mundo sem sangue e sem guerras. O mundo que nós precisamos construir – não apenas sonhar – com nossas atitudes.“Os corações integralmente bondosos e piedosos não só evitam matar o animal ou ave,como ainda não têm coragem de devorar-lhes as entranhas sob os temperos de cebola, sal e pimenta… Aqueles que fogem na hora cruel de massacre do irmão bem demonstram compreender a perversidade do ato e o reconhecem como injusto e bárbaro. É óbvio que, se depois o devoram cozido ou assado, ainda maior se lhes torna a culpa, porque o mesmo ato que condenam fica justificado na hora famélica da ingestão dos restos mortais do animal.”
Ramatís – Fisiologia da Alma
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IV – HIPÓCRATES SABIA DAS COISAS
Faz do teu alimento o teu remédio.Hipócrates – O pai da medicina

Se o Homo-dito-Sapiens abastecesse o seu modelo recebido zero quilômetro da Natureza
somente com o combustível adequado, a maioria esmagadora da humanidade chegaria à velhice com uma saúde invejável. A engenharia da Mãe Natureza tem alto padrão de qualidade.
Nós é que não seguimos o manual de instruções que vem embutido.
Agora, tome aquele modelo zerinho, e desde cedo, comece a intoxicar seu delicado motor com as toxinas de carne e gordura animal que vem junto. Por volta dos 40-50 anos, os vasos sanguíneos estarão como velhos canos d’água de ferro, entupidos pelos depósitos de colesterol. A pressão do sangue sobre as paredes aumenta.

Hipertensão, medicamentos. Os fantasmas do enfarte e do derrame começam a rondar a sua vida. Não precisa ser assim. Na realidade, hipertensão e colesterol não são “problemas de idosos”. São “problemas de idosos carnívoros” – conseqüência de uma vida de consumo de mau combustível. Para ser mais exato, as proteínas da dieta carnívora. O seu fígado não pode aproveitar mais do que o necessário delas. O excesso, em forma de uréia e creatinina, tem que ser excretado pelos rins. Se você insiste em bife,churrascos & Cia, eles não conseguem mais dar conta, e despacham o excesso para armazenamento – nas articulações e ossos. Repetimos: reumatismo, artrite,gota & Cia não são inevitáveis “doença de idoso”. São “doenças de carnívoros idosos”.
A carne contém toxinas e resídos que, além de prisão de ventre e hemorróidas, causam uma intoxicação lenta que deteriora a pele, afeta todo o organismo e pode levar ao câncer, colite, apendicite e outras coisas desagradáveis terminadas em “ite”.
O Rio Grande do Sul, onde o churrasco é ícone e o lema, aquela velha frase: “sem carne para mim não é comida”, é o estado campeão nas estatísticas de câncer de mama do Brasil.
Índices tão elevados como os países do “Primeiro Mundo”, também os maiores consumidores de carne. Você sabia que pesquisas médicas já comprovaram (divulgado na imprensa comum) que existe uma relação direta entre o consumo de carne e câncer de mama, útero e ovário – e de próstata e intestinos? E ninguém sai por aí comentando.
Saúde é herança natural do ser humano. Nossos desmandos – físicos, emocionais e mentais, desta e de outras vidas – alteram isso. Mas quem faz, pode desfazer.“Já tendes provas irrecusáveis de que podeis viver e gozar de ótima saúde sem recorrer à alimentação carnívora. Para provar o vosso equívoco,bastaria considerar a existência,em vosso mundo, de animais corpulentos e robustos, de um vigor extraordinário e que, entretanto, são rigorosamente vegetarianos,tais como o elefante, o boi,o camelo,o cavalo e outros.”
Ramatis -

III – O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM
A natureza não tem recompensas nem castigos: tem consequências.
Você sabe que diariamente se comete o crime e a irresponsabilidade de cultivar lavouras com adubos e pesticidas químicos.
Logo, aquelas plantações verdinhas de forrageiras infectadas vão parar – é claro! – no seu bife de cada dia, depois de terem andado sobre quatro patas durante algum tempo. E vão direto para seu fígado, rins e intestino, mais a pele.
Mas essa é apenas a primeira cena de um filme de terror – “A Bioquímica Mortal”, infelizmente verdadeiro. Há um coquetel de substâncias de que seu bife/churrasco é aditivado. Para tornar mais rentável a produção. Antibióticos, vacinas, hormônios, anabolizantes, estimulantes de apetite, dados aos animais.Antibióticos são uma artilharia pesada, destruidora de microorganismos.
Mas desde que os rebanhos e aves não adoeçam, para serem lucrativos, os efeitos no consumidor dela – você – não importam. Quais estarão sendo as consequencias, depois de décadas?
Mais preocupante ainda é o casa dos hormônios. Na delicada bioquímica natural do corpo,bastam gotas deles para comandar todas as reações orgânicas.
Imagine doses incontroladas absorvidas durante anos. Pense nos sintomas pós-menopausa que só têm feito se agravar nas últimas décadas. Nos cânceres de mama, de últero e de prostata. Ou seja: vacinas, antibióticos, hormônios, estimuladores de apetite – esse bifinho “gostoso” é uma bomba-relógio que vai deixar estilhaços, lamento dizer, dentro de você. Mas não é tudo.
A carne demora alguns dias para chegar dos abatedouros até o açougue e tende a assumir uma coloração escura e acinzentada – que afugentaria os consumidores. O produtor então acrescenta uma bela coloração vermelha: nitratos. Substâncias cancerígenas – um pequeno detalhe que ninguém comenta.Ainda tem mais.
Benzopireno – é uma substância química que causa câncer de estômago e leucemia. Em pouco mais de um quilo de carne assada, há mais benzopireno que na fumaça de seiscentos cigarros. E também há o Metilcolantreno – um cancerígeno que se forma na alta temperatura, ao cozer a gordura da carne.
Ainda mais. Um organismo sob forte stress – como um animal prestes a ser sacrificado – segrega um monte de adrenalina, o hormônio de ataque-e-defesa. Que, junto com as toxinas metabólicas, o ácido úrico e tudo mais que circulava no organismo animal, é armazenado na carne e nas víceras, quando se interrompe bruscamente a circulação. Ah, e não esqueçamos os micro-organismos – bactérias e vírus, e vermes e protózoarios. Alguns perigosamente presentes na carne malpassada. Sobretudo de porco.
Sem esquecer os animais doentes. Sim, os manifestamente doentes são sacrificados (e os abatedouros clandestinos?).Mas se num ser humano a doença grave às vezes se instala silenciosamente, o que dizer do animal, que não pode descrever o que sente? Ou cada boi, porco, ovelha ou ave passa por check-up completo antes do abate?
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II – NOSSO MODELO ORIGINAL DE FÁBRICA
O conflito não é entre o bem e o mal, mas entre o conhecimento e a ignorância.Buda.
Se compararmos a máquina humana do Homo Sapiens com dois modelos básicos – carnívoro e herbívoro – é difícil não perceber o óbvio: nosso modelo não é o carnívoro. Os carnívoros receberam de fábrica dentes caninos, afiados, para rasgar a carne de presa. E não possuem molares– os dentes trituradores.(Dê uma olhada nos dentes do seu gato).Já os herbívoros e o homem não têm caninos frontais. E possuem pré-molares e molares – uma eficiente máquina trituradora de grãos e sementes. Bem claro, não?
Além disso, a saliva: a dos carnívoros não possui ptialina – uma substância que promove a pré-digestão, na boca, dos amidos (presentes nos vegetais). A dos herbívoros e do homem a posuem!Os carnívoros não mastigam a carne. Sua digestão começa no estômago, que possui um suco gástrico poderoso – vinte vezes mais ácido que o dos herbívoros, para digerir carnes e osso.
Mas o mais importante distintivo da espécie humana e dos herbívoros é o intestino.
O intestino dos carnívoros se destina a dar trânsito à carne – uma substância repleta de toxinas. O que fez a engenharia da Mãe Natureza? Um conduto curto – três vezes, no máximo, o tamanho do animal – e sem reentrâncias, para que os resíduos venenosos sejam eliminados rapidamente. Já os herbívoros – e o homem – têm o quê? Longos intestinos – dez a doze vezes o tamanho do corpo! E repletos de vilosidades – reentrâncias e saliência que aumentam a superfície de absorção dos vegetais.Claríssimo, não é?

Pois não é – parece. O que faz o Homo-dito-Sapiens?
Coloca no seu motor-vegetais o combustível inadequado e medonho da carne. Toxinas. Essas substâncias lentamente pelo seu longo intestino herbívoro.
E elas têm um longo tempo, e uma estrutura infernalmente propícia para absorvê-las – ao invés de livrar-se delas!
Isso é pior do que colocar óleo disel queimado no motor de uma ferrari.
Imagine o efeito de anos – décadas – desse processo de envenenamento lento, e é fácil entender porque as pessoas adoecem tanto, e padecem de prisão de ventre, colite, apendicite, pele flácida e envelhecida, as juntas enferrujadas, e têm alergias, gases, halitose e muito mais. -

I – POR TRÁS DA FOME NO MUNDO
“Detesto exceções e privilégios. O que não pode ser de todos, não o quero para mim.”
GandhiPlaneta Terra: 7 bilhões de pessoas – 925 milhões com fome crônica.
Falta de alimentos? Não Falta de consciência.
Você sabia que, se numa área de terra qualquer, cultivamos forrageiras para alimentar o gado, este afinal irá alimentar mil pessoas: mas, se nessa mesma área plantarmos grãos, serão alimentadas por eles quatorze mil pessoas.
Essa é a proporção real: 14 por 1.

Multiplique isso por milhares. Por milhões. E saberá para onde vai a comida das crianças famintas do planeta Terra.
Mais precisamente, um terço dos grãos do mundo vira comida animal!
E mais: os animais de corte são verdadeiros “sumidouros de proteínas”. De toda a proteína que um boi consome – 100 % – sabe quanto ele vai devolver? Dez por cento.
Isso faz da carne o alimento mais anti-econômico e elitista da planeta. Enquanto milhões de pessoas morrem de fome, utiliza-se imensas extensões de terra, água e grãos para criar e alimentar animais para suprir os consumidores de carne.
Só o rebanho bovino do Brasil tem 172 milhões de cabeças. Uma para cada brasileiro! Cada um desses bovinos recebe, com certeza, melhor alimentação do que nossos milhões de crianças subnutridas e famintas.
Tomemos a soja,uma fonte magnífica e barata de proteínas. O Brasil está coberto de um mar de soja. A América do Sul, já é o maior exportador de soja do mundo – Brasil e Argentina exportaram 86 milhões de toneladas na última safra.
Um país assim não deveria ter desnutridos nem famintos. Mas, o que acontece com a nossa soja? Em vez de alimentar pessoas,vai alimentar o gado do Primeiro Mundo, para os que pagam em dólares aos nossos produtores. Que dormem tranquilos, à noite, sem sequer cogitarem do significado social do alimento que plantam.
O que nos leva a uma questão igualmente nevrálgica.
O alimento que a Terra generosamente produz para o sustento de todos os seus filhos, deveria ser um patrimônio de toda a humanidade. São as energias do Sol, armazenadas pelos vegetais – que nos são doadas de graça. Por que razão nós permitimos que essa dádiva da Natureza para sustentar a humanidade se transformasse em objeto de lucro de uns poucos, em detrimento de todos?
O alimento devia ser produzido e consumido por cada comunidade, para nutrir todos os homens: mas nós o transformamos em objeto de comércio.E de lucro! E enquanto as indústrias de alimentos – as segundas mais lucrativas do mundo – enriquecem alguns, o alimento necessário é negado às classes miseráveis. Transformar os frutos da Terra em objeto de comércio, especulação e lucro, é tão imoral como pretender-se vender a luz do sol ou o ar.
A Terra pode perfeitamente produzir o suficiente para alimentar toda sua população atual e mais ainda. Bastaria que alimentássemos pessoas em vez de gado.
Cosumir carne nos faz – mesmo a contragosto – coniventes com a fome, a desnutrição, e a especulação e o lucro daqueles que ganham comece desperdício energético que assola o planeta. -

OS QUE HERDARÃO A TERRA
Há tanto que ser mudado, se quisermos construir o mundo melhor que é necessidade imperiosa de nossas consciências, neste limiar da Nova Era…
Códigos, instituições, relacionamentos,a produção e distribuição dos bens da Terra, a educação, a perspectiva da ciência, a religiosidade, as artes curativas, a política,as artes…
Tanto a ser mudado – e talvez um único fator, uma chave mágica nos daria entrada nesse mundo novo – cujo território, afinal, jaz no interior de nossas consciências, sendo o mundo lá fora mero reflexo.
Essa pequena chave de acesso chama-se “respeito à Vida”.
Não há uma única miséria, violência,desonestidade,injustiça,desiquilíbrio individual ou coletivo,neste planeta, que não resulte da ausência, em qualquer grau, desse valor essencial; começando pelo respeito incondicional ao ser humano – qualquer ser humano, seja como ou qual for – e estendendo-se a todas as formas de vida.
Não nos foi ensinado, desde que nascemos, que a Vida é sagrada, e divinos todos os seres. Por isso, por nossa falta de revêrencia ao divino que habita todas as formas, podemos passar indiferentes por um ser divino jogado na calçada, podemos conviver com a existência de crianças com fome e velhos desampardos – todos divinos; admitimos a guerra, a pobreza e a desigualdade, a destruição da Terra e de seus filhos menores.Em suma: assistimos inertes ao desrespeito à Vida.
A Vida, a Vida Divina, chama sagrada que anima a todos os entes,não é objeto de nossa reverência, respeito e amor. Inútéis serão todas as religiões, rituais e crenças, enquanto não ensinarem a humanidade a vivenciar essa suprema verdade.
Por trás de coisas a priori tão diversas, como um plantador de arroz envenenando flora e fauna com seus pesticídas, indústrias jogando metais pesados na água que vamos beber, um motorista que ignora um idoso no ponto de ônibus,um traficante com drogas à porta de uma escola, um carroceiro que espanca seu cavalo, um jovem que mata os pais, pais que matam filhos, um político corrupto desviando verbas sociais, a mutilação e matança dos jovens nos matadouros das guerras e dos animais nos matadouros civis – uma única e verdadeira causa: nós não respeitamos a vida. Ela não é para nós um valor supremo (só nos textos).
Sua sacralidade não basta para deter a mão dos torturadores, paralisar os linchadores, inibir os violentos, coibir os assassinos passionais. Por que?
Ninguém ensinou aos maridos homicidas que não são donos da vida; nem aos adolescentes violentos pela miséria que uma vida vale mais que um par de tênis alheio. Por que?
Porque nós, coletivamente, não respeitamos essa vida, de modo incondicional. E enquanto permanecemos na ilusão de que se pode pedir paz e exigir segurança num mundo sem esse respeito essencial, enquanto admitirmos a crueldade e a destruição de qualquer forma de vida inocente, tudo que fizermos será incapaz de mudar verdadeiramente o mundo.
A única argamassa definitiva capaz de cimentar a construção desse Mundo Melhor será a consolidação, na consciência coletiva, desse princípio simples e difícil: A Vida é Sagrada. Um único artigo. Sem parágrafos. Sem exceções.
Para as criaturas de boa vontade, que sinceramente desejam colocar-se no rol dos servidores da Vida, dos seres mansos e pacíficos – únicos que poderão renascer, dentro em breve, neste planetinha – há uma perplexidade: por onde começar? São tão vastas as mudanças requeridas, de atitudes, comportamentos e hábitos! O que pode fazer um único ser humano, no âmbito de sua singela vida ?
Há uma sugestão simples, concreta e acessível, e contudo de alcance inimaginável: pare de matar (ou, retire a procuração para que o façam por você).
Como? Você seria incapaz disso?
Confira, por favor, no seu prato de cada dia.
Se há seres animais sendo mortos para se transformarem em sua refeição – sendo isso, como é, tão desnecessário quanto nocivo á saúde – evidentemente o respeito á Vida não senta á mesa junto com você.
Não existem vidas maiores ou menores: existe a Vida.
E onde existe sensibilidade à dor e aos sofrimentos, causá-los é incorrer no pior de todo os carmas: o da crueldade.
Há uma atitude individual concreta, possível e infinitamente poderosa, por seu alcance, em qualque um de nós, que se diga consciente da Lei Evolutiva, pode tomar para iniciar hoje a transformação deste mundo violento e biocida num outro, pacífico e fraterno: respeitar a Vida. Começando por defender o direito à vida de todos os seres indefesos do planeta, suspendendo a matança daqueles que a humanidade intitula indevidamente de comida.
Podemos ensinar a nossos filhos o respeito incondicional a todas as vidas; podemos ensiná-los a respeitar e amar pássaros,insetos,gatos e cachorros,baleias,tartarugas-marinhas,golfinhos e micos-leões dourados; mas não podemos desmentir isso quando nós sentamos à mesa. Não podemos amar e matar, respeitar e destruir ao mesmo tempo.E se a nossa reverência à Vida for genuína, será contagiosa. E uma criança nossa defenderar um caracol de ser pisado, levará gentilmente um inseto perdido até a janela – e nunca, nunca, nunca, poderá ferir nenhum ser humano. Como nunca admitiu ou viu admitir que nenhum ser vivo fosse ferido.
Utopia? Não. Existem crianças que foram criadas assim.
Se houvesse mais, nós poderíamos sair tranqüilos pelas ruas à noite.
Se houvesse muitas mais, seria impossível a qualquer demente com poder levar pessoas à guerra(aliás, não haveria dementes no poder). E se elas fossem a totalidade das crianças da Terra, este já seria aquele Mundo Melhor.