Autor: Lux

  • VI – O BAIXO ASTRAL É FATAL

    VI – O BAIXO ASTRAL É FATAL

    paz e amor bicho-12.jpg.thumbO comportamento do homem para com os animais é inseparável do comportamento dos homens entre si.
    Herbert Spencer.

    Os animais – onda de vida que vem logo depois da nossa, portanto literalmente nossos irmãos menores – possuem um duplo-etérico e um corpo astral. As energias circulares nesses corpos têm uma vibração densa, letárgica e agressiva, se comparada ao campo energético humano.

    Quando o animal é sacrificado, os resídos energéticos astroetéricos – obviamente não destruidos pelo cozimento – permancem aderidos à sua carne, sendo absorvidos então nos corpos etérico e astral do comedor de carne.
    vacaEsses verdadeiros “emplastos” de energias animais, que se colam na rede energética dos corpos sutis do carnívoro,iniciam um processo de “rebaixamento de vibrações” de “contaminação psíquica”. É uma espécie de “desaceleração” energética.
    A energia animal “intrusa”, que não vibra no mesmo teor da humana, causa uma espécie de “curto-circuito” ou desaceleração da rede eletromagnética do organismo, nos níveis denso, etérico e astral. Perturba-se o fluir da energia cósmica de freqüência mais elevada, que constitui o ser humano. Está preparado o cenário para o que chamamos de “doença”.
    Paralelamente, o “contágio astral” da carne animal desperta no campo astral do carnívoro as vibrações similares às do animal devorado. Que tal ser parceiro das emoções do porco, do boi, do frango…? Pois, sinto dizer, é exatamente o que você estará absorvendo com o astral da carne ingerida.
    Essas emoções primitivas vão reativar as memórias “arquivadas” nas camadas ancestrais do nosso psiquismo – os instintos por onde já transitamos, construindo a nossa consciência. Todo “lixo emocional” que estamos trabalhando duramente para reciclar é reativado. Agressão, raiva, egoísmo, brutalidade ciúme, impaciência, crueldade, sexualidade instintiva – são as contrapartes invisíveis ingeridas com a carne animal.
    É muito difícil resitir a essa sintonia instintiva que pressiona o emocional humano. Não é de admirar que o embrutecimento das sensações, uma certa letargia ou indiferença bovina, um egoísmo inconsciente, se alastrem e não consigam ser vencidos pelo apelo da natureza humana superior.
    Por outro lado, imagine as emoções de medo, desespero e dor que vibram no campo astral dos animais sacrificados; e a tristeza, a depressão que acomete um animal criado em condições cruéis. O astral desse infeliz animal é um pacote de emoções mórbidas, sombrias, desesperadas – que é ingerido pelos humanos inconscientes.
    Imagine a delicada fisiologia de uma criança submetida a isso. É uma verdadeira agressão dar carne a uma criança. (Observe que muitas, atualmente, estão, desde pequenas, rejeitando-a com firmeza). Esqueça os velhos e obsoletos conceitos dos séculos anteriores. Muitas novas crianças do Terceiro Milênio estão aí, algumas já adolescentes, esbanjando saúde, inteligentes, sensíveis e criativas – sem jamais terem sido submetidas ao embrutecimento da ingestão de cadáveres animais.
    Sim, pois a carne, vamos encarar de frente, não passa disso: é um cadáver, e comê-la transforma o seu estômago num cemitério onde vai se decompor esse animal morto.

    Mas ninguém desejaria o sofrimento dos animais inocentes. Ninguém pensa nisso, quando come um sanduíche de presunto ou faz um churrasco com os amigos!

    Sim, esse é exatamente o problema, ninguém pensa nisso.
    Ou, por outra: ninguém deseja pensar séria e honestamente sobre o que está fazendo, porque ninguém deseja ser conscientemente cruel – e no âmago da consciência, todos sabemos o que estamos fazendo. O problema é que não queremos abdicar de nossos velhos prazeres, por mais mórbidos que sejam, e temos preguiça de mudar.
    Um último lembrete. Você, se é uma pessoa com anseios espirituais, considere que sua sintonia com os planos internos da vida fica prejudicada pela “cortina” de fluidos animais obscuros que se espalham pelos seus corpos etérico e astral, com a ingestão de carne. Se você for médium, tenha certeza de que o astral animal torna o astral do médium menos receptivo e mais embotado – e com mais “janelas vibratórias ” abertas para o astral inferior. Se você trabalha com passes ou cura espiritual, cromoterapia ou magnetização(isso vale para todos os terapeutas energéticos!) tem por dever manter sua energia astro-etérica tão pura quanto possível. Você vai doá-la a pessoas que confiam em você.

  • V – É ASSIM QUE AS COISAS…

    V – É ASSIM QUE AS COISAS…

    amigodohomemOs animais são meus amigos… e eu não consumo os meus amigos.  Isso é terrível! Não só devido ao sofrimento e à morte dos animais, mas também devido ao fato de o homem se privar da mais elevada capacidade espiritual, que é a de sentir simpatia e compaixão por todos os seres vivos, violentando seus próprios sentimentos e se tornando cruel.

    George Bernard Shaw

    Lembro muito bem. Por volta dos seis anos de idade, tive um momento de intensa dor e mal-estar ao pensar que a carne que comíamos exigia o sacrifício animais. E a resposta enfática dos adultos: não, a gente não podia viver sem comer carne; iria enfraquecer e morrer.

    Foi um triste momento, o de ter que soterrar minha dor e compaixão naquela sentença irremovível. Recordo a “acomodação” forçada que me obriguei a fazer, tentando “esquecer” a dor e o peso na consciência, mas me sentindo muito mal.

    Relato isso com um objetivo: testemunhar esse movimento que ocorre no interior da consciência das criaturas, quando têm que conciliar sua sensibilidade e compaixão pelos animais com o irraigado hábito do carnivorismo. Tentar “esquecer” o que se passa na realidade é a única forma de calar a dor da consciência. Mas se temos coragem de fazer, temos que ter coragem de olhar o que fazemos.
    paz e amor bicho-10.jpg.thumbO animal sente. Não apenas sente dor, mas tem sentimentos. Quando um boi, porco ou ovelha marcha para a execução, eles pressentem o que vai ocorrer.
    Nós temos hoje a bênção da anestesia até para restaurar um dente. Os infelizes bovinos são marcados a sangue frio com ferro em brasa, tratados com brutalidade, apanham com frequência, e muitas vezes sofrem fome. Para morrer, ao ingressar no brete sinistro – quando se rebelam, recebem choques elétricos nas partes sensíveis – são contemplados com um disparo de pistola de ar comprimido na testa que deixa o animal desacordado por “alguns minutos”.
    Depois ele é erguido por uma pata trazeira, e cortam sua garganta com um cutelo.
    “O animal tem que ser sangrado vivo, para que o sangue seja bomboado para fora do corpo, evitando a proliferação dos microorganismos, diz um fiscal. Em 1997, a ativista dos direitos dos animais a americana Gail Eisnitz escreveu o livro Slaughterhouse (“Matadouro”, inédito no Brasil) no qual acusava os matadouros de sangrar muitos animais ainda conscientes. O abate a marretadas está proibido no Brasil, o que não quer dizer que não aconteça – já que quase 50% dos abates são clandestinos. O problema da marretada é que não é fácil acertar o boi com o primeiro golpe. Muitas vezes, são necessários dezenas para desacordá-lo”. (Superinteressante, abril/2002, p.48) Se é que isso acontece completamente. E quando são esfaqueados, não sentem?
    Já os porcos, “são confinados do nascimento ao abate, diz o agrônomo Luis Carlos Pinheiro Machado Filho, da UFSC. As gestantes são forçadas a parir atadas a uma fivela, apertadas na baia. O abate é parecido com o de bovinos, com a diferença de que o atordoamento é feito com um choque elétrico na cabeça e que o animal é jogado num tanque de àgua fervendo após o sangramento, para facilitar a retirada da pele. Gail Eisnitz afirma, em seu livro, que muitos porcos caem na água fervendo ainda vivos” (Superinteressante,idem, ibidem).
    Outros seres indefesos, moluscos, crustáceos, polvos e lulas são jogados vivos nas panelas em ebulição para retornarem depois, com apelidos requintados, para atender à gula humana. Galinhas perus são degolados sumariamente nos quintais, ou guilhotinados em massa nos aviários e criadouros.
    As infelizes galinhas de postura são confinadas em gaiolas exíguas, mal podendo mexer-se, para não “desperdiçar energia”,entupidas de antibióticos para não “adoecer” e de anabolizantes para crescer mais rápido. Têm bicos cortados para não matem umas às outras, nem possam escolher partes da ração.
    As luzes nesse locais jamais se apagam, para que elas, desesperadas pelo stress, não cessem de comer e durmam pouco, produzindo mais e mais. Prisioneiros de guerra nessas condições nos despertariam revolta. Mas elas não falam. Entretanto, seu desespero e angústia impregnam a carne e os ovos – ou você pensa que as nergias astrais do animal são destruidas pelo cozimento? E ninguém associa a depressão e síndrome do pânico de nosso tempo com nada disso. Mas os espiritualistas dizem que acreditam e corpo astral.
    Os humanos requintam na crueldade com os irmãos menores. Adoecem os pobres gansos, enfiando um funil em sua garganta e literalmente entupindo-os de comida, hipertrofiando-lhes o fígado, até que mal possam se arrastar pelo chão, para produzir o patê de foigras. Submetem os pobres suinos ao regime de ceva forçado em chiqueiros imundos. E criam os mais inocentes e indefesos animais para sacrificar depois sem piedade.

    “Quantas vezes, enquanto o cabrito doméstico lambe as mãos do seu senhor, a quem se afinizara inocentemente, recebe o infeliz animal a facada traiçoeira nas entranhas, apenas porque é véspera do Natal de Jesus.”
    Ramatís – Fisiologia da alma

    paz e amor bicho-11.jpg.thumbSim, sim, claro: você, pessoa sensível, incapaz de maltratar um animal, jamais suportaria assistir, que dirá protagonizar, a matança de um boi, porco, ovelha ou ave. Entretanto, é a demanda de carne, por parte de materialista e espiritualistas, que sustenta e expande essas carnificínas diárias que cobrem o planeta de rios de sangue inocente. Os carnívoros são os “acionistas ideológicos” da indústria da tortura e da morte.

    Se as pessoas tivessem que matar, com suas próprias mãos, o animal que fossem consumir. É óbvio que se reduziria drásticamente o carnivorismo. Não o fazendo, passam procuração para os outros, que se brutalizam no ofício da morte. Mas é a mesma a resposabilidade do mandante e do executor.

    Pense nisso. Não se violente tentando “esquecer” o que aquilo realmente é; não cale o protesto de sua sensibilidade, fingindo ignorar que é a porção de um ser vivo, que lhe foi arrancada com dor e crueldade. Não renuncie ao nível humano de seu ser.
    Mas – dirá você – isso acontece há milênios. Não é possível que só agora passe a ser um crime e uma crueldade!
    Mas a guerra, a tortura, a escravidão, a perseguição religiosa e racial – tudo isso também é milenar, não? Porém só agora – quando nossa consciência coletiva se sensibilizou o suficiente, isso passou a nos ser inadmissível!
    Então a humanidade inteira está diariamente cometendo uma chacina – e ninguém diz nada?
    Está. Por que você acha que este mundo ainda é o que é?

    A mesma crueldade insensível que leva as criaturas a mandarem outras para morrer ou serem mutiladas nos campos de batalha é a que autoriza a morte à distância dos animais inocentes: é a mesma inconsciência.
    Felizmente há os que estão acordando, e cada vez em maior número.
    ”Não em nosso nome”, gritam multidões em protesto contra a guerra insana.
    É isso que se requer para mudar o mundo: não em nosso nome, declararmos, se querem matar, torturar e maltratar qualquer ser vivo.
    Mas adianta eu parar de comer carne? O resto do mundo vai continuar, Não vai mudar nada …
    Não? Pense em quantos restaurantes vegetarianos existiam há 40 anos.
    Quantos livro ou cursos de culinária vegetariana. E quantas pessoas você conhecia que eram vegetarianos. E pense em tudo isso hoje. E na quantidade enorme de animais que já não estão sendo consumidos. Faz diferença, sim. No mundo inteiro há um número crescente de pessoas acordando, e estendendo essa influência: família, amigos, colegas. Cada energia plantada na vibração do vegetarianismo é um pilar que fortalece essa ponte de inofensividade e paz que um dia há de conduzir a humanidade para um mundo sem sangue e sem guerras. O mundo que nós precisamos construir – não apenas sonhar – com nossas atitudes.

    “Os corações integralmente bondosos e piedosos não só evitam matar o animal ou ave,como ainda não têm coragem de devorar-lhes as entranhas sob os temperos de cebola, sal e pimenta… Aqueles que fogem na hora cruel de massacre do irmão bem demonstram compreender a perversidade do ato e o reconhecem como injusto e bárbaro. É óbvio que, se depois o devoram cozido ou assado, ainda maior se lhes torna a culpa, porque o mesmo ato que condenam fica justificado na hora famélica da ingestão dos restos mortais do animal.”

    Ramatís – Fisiologia da Alma

     

  • IV – HIPÓCRATES SABIA DAS COISAS

    IV – HIPÓCRATES SABIA DAS COISAS

    Faz do teu alimento o teu remédio.

    Hipócrates – O pai da medicina

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    Se o Homo-dito-Sapiens abastecesse o seu modelo recebido zero quilômetro da Natureza

    somente com o combustível adequado, a maioria esmagadora da humanidade chegaria à velhice com uma saúde invejável. A engenharia da Mãe Natureza tem alto padrão de qualidade.

    Nós é que não seguimos o manual de instruções que vem embutido.

    Agora, tome aquele modelo zerinho, e desde cedo, comece a intoxicar seu delicado motor com as toxinas de carne e gordura animal que vem junto. Por volta dos 40-50 anos, os vasos sanguíneos estarão como velhos canos d’água de ferro, entupidos pelos depósitos de colesterol. A pressão do sangue sobre as paredes aumenta.

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    Hipertensão, medicamentos. Os fantasmas do enfarte e do derrame começam a rondar a sua vida.  Não precisa ser assim.  Na realidade, hipertensão e colesterol não são “problemas de idosos”. São “problemas de idosos carnívoros” – conseqüência de uma vida de consumo de mau combustível. Para ser mais exato, as proteínas da dieta carnívora. O seu fígado não pode aproveitar mais do que o necessário delas. O excesso, em forma de uréia e creatinina, tem que ser excretado pelos rins. Se você insiste em bife,churrascos & Cia, eles não conseguem mais dar conta, e despacham o excesso para armazenamento – nas articulações e ossos.  Repetimos: reumatismo, artrite,gota & Cia não são inevitáveis “doença de idoso”. São “doenças de carnívoros idosos”.

    A carne contém toxinas e resídos que, além de prisão de ventre e hemorróidas, causam uma intoxicação lenta que deteriora a pele, afeta todo o organismo e pode levar ao câncer, colite, apendicite e outras coisas desagradáveis terminadas em “ite”.

    O Rio Grande do Sul, onde o churrasco é ícone e o lema, aquela velha frase: “sem carne para mim não é comida”, é o estado campeão nas estatísticas de câncer de mama do Brasil.

    Índices tão elevados como os países do “Primeiro Mundo”, também os maiores consumidores de carne. Você sabia que pesquisas médicas já comprovaram (divulgado na imprensa comum) que existe uma relação direta entre o consumo de carne e câncer de mama, útero e ovário – e de próstata e intestinos? E ninguém sai por aí comentando.
    Saúde é herança natural do ser humano. Nossos desmandos – físicos, emocionais e mentais, desta e de outras vidas – alteram isso. Mas quem faz, pode desfazer.

    “Já tendes provas irrecusáveis de que podeis viver e gozar de ótima saúde sem recorrer à alimentação carnívora. Para provar o vosso equívoco,bastaria considerar a existência,em vosso mundo, de animais corpulentos e robustos, de um vigor extraordinário e que, entretanto, são rigorosamente vegetarianos,tais como o elefante, o boi,o camelo,o cavalo e outros.”
    Ramatis

     

  • III – O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM

    III – O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM

    A natureza não tem recompensas nem castigos: tem consequências.

    Você sabe que diariamente se comete o crime e a irresponsabilidade de cultivar lavouras com adubos e pesticidas químicos.
    Logo, aquelas plantações verdinhas de forrageiras infectadas vão parar – é claro! – no seu bife de cada dia, depois de terem andado sobre quatro patas durante algum tempo. E vão direto para seu fígado, rins e intestino, mais a pele.

    bifeadtivadoMas essa é apenas a primeira cena de um filme de terror – “A Bioquímica Mortal”, infelizmente verdadeiro. Há um coquetel de substâncias de que seu bife/churrasco é aditivado. Para tornar mais rentável a produção. Antibióticos, vacinas, hormônios, anabolizantes, estimulantes de apetite, dados aos animais.Antibióticos são uma artilharia pesada, destruidora de microorganismos.
    Mas desde que os rebanhos e aves não adoeçam, para serem lucrativos, os efeitos no consumidor dela – você – não importam. Quais estarão sendo as consequencias, depois de décadas?
    Mais preocupante ainda é o casa dos hormônios. Na delicada bioquímica natural do corpo,bastam gotas deles para comandar todas as reações orgânicas.
    Imagine doses incontroladas absorvidas durante anos. Pense nos sintomas pós-menopausa que só têm feito se agravar nas últimas décadas. Nos cânceres de mama, de últero e de prostata. Ou seja: vacinas, antibióticos, hormônios, estimuladores de apetite – esse bifinho “gostoso” é uma bomba-relógio que vai deixar estilhaços, lamento dizer, dentro de você. Mas não é tudo.
    A carne demora alguns dias para chegar dos abatedouros até o açougue e tende a assumir uma coloração escura e acinzentada – que afugentaria os consumidores. O produtor então acrescenta uma bela coloração vermelha: nitratos. Substâncias cancerígenas – um pequeno detalhe que ninguém comenta.

    Ainda tem mais.

    Benzopireno – é uma substância química que causa câncer de estômago e leucemia. Em pouco mais de um quilo de carne assada, há mais benzopireno que na fumaça de seiscentos cigarros. E também há o Metilcolantreno – um cancerígeno que se forma na alta temperatura, ao cozer a gordura da carne.
    Ainda mais. Um organismo sob forte stress – como um animal prestes a ser sacrificado – segrega um monte de adrenalina, o hormônio de ataque-e-defesa. Que, junto com as toxinas metabólicas, o ácido úrico e tudo mais que circulava no organismo animal, é armazenado na carne e nas víceras, quando se interrompe bruscamente a circulação. Ah, e não esqueçamos os micro-organismos – bactérias e vírus, e vermes e protózoarios. Alguns perigosamente presentes na carne malpassada. Sobretudo de porco.
    Sem esquecer os animais doentes. Sim, os manifestamente doentes são sacrificados (e os abatedouros clandestinos?).

    Mas se num ser humano a doença grave às vezes se instala silenciosamente, o que dizer do animal, que não pode descrever o que sente? Ou cada boi, porco, ovelha ou ave passa por check-up completo antes do abate?

  • II – NOSSO MODELO ORIGINAL DE FÁBRICA

    II – NOSSO MODELO ORIGINAL DE FÁBRICA

    paz e amor bicho-6.jpg.thumbO conflito não é entre o bem e o mal, mas entre o conhecimento e a ignorância.

    Buda.

    Se compararmos a máquina humana do Homo Sapiens com dois modelos básicos – carnívoro e herbívoro – é difícil não perceber o óbvio: nosso modelo não é o carnívoro. Os carnívoros receberam de fábrica dentes caninos, afiados, para rasgar a carne de presa. E não possuem molares– os dentes trituradores.(Dê uma olhada nos dentes do seu gato).Já os herbívoros e o homem não têm caninos frontais. E possuem pré-molares e molares – uma eficiente máquina trituradora de grãos e sementes. Bem claro, não?
    Além disso, a saliva: a dos carnívoros não possui ptialina – uma substância que promove a pré-digestão, na boca, dos amidos (presentes nos vegetais). A dos herbívoros e do homem a posuem!

    Os carnívoros não mastigam a carne. Sua digestão começa no estômago, que possui um suco gástrico poderoso – vinte vezes mais ácido que o dos herbívoros, para digerir carnes e osso.
    Mas o mais importante distintivo da espécie humana e dos herbívoros é o intestino.
    O intestino dos carnívoros se destina a dar trânsito à carne – uma substância repleta de toxinas. O que fez a engenharia da Mãe Natureza? Um conduto curto – três vezes, no máximo, o tamanho do animal – e sem reentrâncias, para que os resíduos venenosos sejam eliminados rapidamente. Já os herbívoros – e o homem – têm o quê? Longos intestinos – dez a doze vezes o tamanho do corpo! E repletos de vilosidades – reentrâncias e saliência que aumentam a superfície de absorção dos vegetais.

    Claríssimo, não é?

    vegetariano

    Pois não é – parece. O que faz o Homo-dito-Sapiens?
    Coloca no seu motor-vegetais o combustível inadequado e medonho da carne. Toxinas. Essas substâncias lentamente pelo seu longo intestino herbívoro.
    E elas têm um longo tempo, e uma estrutura infernalmente propícia para absorvê-las – ao invés de livrar-se delas!
    Isso é pior do que colocar óleo disel queimado no motor de uma ferrari.
    Imagine o efeito de anos – décadas – desse processo de envenenamento lento, e é fácil entender porque as pessoas adoecem tanto, e padecem de prisão de ventre, colite, apendicite, pele flácida e envelhecida, as juntas enferrujadas, e têm alergias, gases, halitose e muito mais.

  • I – POR TRÁS DA FOME NO MUNDO

    I – POR TRÁS DA FOME NO MUNDO

    “Detesto exceções e privilégios. O que não pode ser de todos, não o quero para mim.”
    Gandhi

    Planeta Terra: 7 bilhões de pessoas – 925 milhões com fome crônica.

    Falta de alimentos? Não Falta de consciência.

     

    Você sabia que, se numa área de terra qualquer, cultivamos forrageiras para alimentar o gado, este afinal irá alimentar mil pessoas: mas, se nessa mesma área plantarmos grãos, serão alimentadas por eles quatorze mil pessoas.

    Essa é a proporção real: 14 por 1.

    fomenomundo

    Multiplique isso por milhares. Por milhões. E saberá para onde vai a comida das crianças famintas do planeta Terra.

    Mais precisamente, um terço dos grãos do mundo vira comida animal!

    E mais: os animais de corte são verdadeiros “sumidouros de proteínas”. De toda a proteína que um boi consome – 100 % – sabe quanto ele vai devolver? Dez por cento.

    Isso faz da carne o alimento mais anti-econômico e elitista da planeta. Enquanto milhões de pessoas morrem de fome, utiliza-se imensas extensões de terra, água e grãos para criar e alimentar animais para suprir os consumidores de carne.

    Só o rebanho bovino do Brasil tem 172 milhões de cabeças. Uma para cada brasileiro! Cada um desses bovinos recebe, com certeza, melhor alimentação do que nossos milhões de crianças subnutridas e famintas.

    Tomemos a soja,uma fonte magnífica e barata de proteínas. O Brasil está coberto de um mar de soja. A América do Sul,  já é o maior exportador de soja do mundo – Brasil e Argentina exportaram 86 milhões de toneladas na última safra.

    Um país assim não deveria ter desnutridos nem famintos. Mas, o que acontece com a nossa soja? Em vez de alimentar pessoas,vai alimentar o gado do Primeiro Mundo, para os que pagam em dólares aos nossos produtores. Que dormem tranquilos, à noite, sem sequer cogitarem do significado social do alimento que plantam.

    O que nos leva a uma questão igualmente nevrálgica.

    O alimento que a Terra generosamente produz para o sustento de todos os seus filhos, deveria ser um patrimônio de toda a humanidade. São as energias do Sol, armazenadas pelos vegetais – que nos são doadas de graça. Por que razão nós permitimos que essa dádiva da Natureza para sustentar a humanidade se transformasse em objeto de lucro de uns poucos, em detrimento de todos?
    O alimento devia ser produzido e consumido por cada comunidade, para nutrir todos os homens: mas nós o transformamos em objeto de comércio.

    E de lucro! E enquanto as indústrias de alimentos – as segundas mais lucrativas do mundo – enriquecem alguns, o alimento necessário é negado às classes miseráveis. Transformar os frutos da Terra em objeto de comércio, especulação e lucro, é tão imoral como pretender-se vender a luz do sol ou o ar.

    A Terra pode perfeitamente produzir o suficiente para alimentar toda sua população atual e mais ainda. Bastaria que alimentássemos pessoas em vez de gado.
    Cosumir carne nos faz – mesmo a contragosto – coniventes com a fome, a desnutrição, e a especulação e o lucro daqueles que ganham comece desperdício energético que assola o planeta.

  • OS QUE HERDARÃO A TERRA

    OS QUE HERDARÃO A TERRA

    Há tanto que ser mudado, se quisermos construir o mundo melhor que é necessidade imperiosa de nossas consciências, neste limiar da Nova Era…

    Códigos, instituições, relacionamentos,a produção e distribuição dos bens da Terra, a educação, a perspectiva da ciência, a religiosidade, as artes curativas, a política,as artes…

    Tanto a ser mudado – e talvez um único fator, uma chave mágica nos daria entrada nesse mundo novo – cujo território, afinal, jaz no interior de nossas consciências, sendo o mundo lá fora mero reflexo.
    Essa pequena chave de acesso chama-se “respeito à Vida”.
    Não há uma única miséria, violência,desonestidade,injustiça,desiquilíbrio individual ou coletivo,neste planeta, que não resulte da ausência, em qualquer grau, desse valor essencial; começando pelo respeito incondicional ao ser humano – qualquer ser humano, seja como ou qual for – e estendendo-se a todas as formas de vida.
    Não nos foi ensinado, desde que nascemos, que a Vida é sagrada, e divinos todos os seres. Por isso, por nossa falta de revêrencia ao divino que habita todas as formas, podemos passar indiferentes por um ser divino jogado na calçada, podemos conviver com a existência de crianças com fome e velhos desampardos – todos divinos; admitimos a guerra, a pobreza e a desigualdade, a destruição da Terra e de seus filhos menores.

    Em suma: assistimos inertes ao desrespeito à Vida.

    A Vida, a Vida Divina, chama sagrada que anima a todos os entes,não é objeto de nossa reverência, respeito e amor. Inútéis serão todas as religiões, rituais e crenças, enquanto não ensinarem a humanidade a vivenciar essa suprema verdade.
    Por trás de coisas a priori tão diversas, como um plantador de arroz envenenando flora e fauna com seus pesticídas, indústrias jogando metais pesados na água que vamos beber, um motorista que ignora um idoso no ponto de ônibus,um traficante com drogas à porta de uma escola, um carroceiro que espanca seu cavalo, um jovem que mata os pais, pais que matam filhos, um político corrupto desviando verbas sociais, a mutilação e matança dos jovens nos matadouros das guerras e dos animais nos matadouros civis – uma única e verdadeira causa: nós não respeitamos a vida. Ela não é para nós um valor supremo (só nos textos).
    Sua sacralidade não basta para deter a mão dos torturadores, paralisar os linchadores, inibir os violentos, coibir os assassinos passionais. Por que?
    Ninguém ensinou aos maridos homicidas que não são donos da vida; nem aos adolescentes violentos pela miséria que uma vida vale mais que um par de tênis alheio. Por que?
    Porque nós, coletivamente, não respeitamos essa vida, de modo incondicional. E enquanto permanecemos na ilusão de que se pode pedir paz e exigir segurança num mundo sem esse respeito essencial, enquanto admitirmos a crueldade e a destruição de qualquer forma de vida inocente, tudo que fizermos será incapaz de mudar verdadeiramente o mundo.
    A única argamassa definitiva capaz de cimentar a construção desse Mundo Melhor será a consolidação, na consciência coletiva, desse princípio simples e difícil: A Vida é Sagrada. Um único artigo. Sem parágrafos. Sem exceções.
    Para as criaturas de boa vontade, que sinceramente desejam colocar-se no rol dos servidores da Vida, dos seres mansos e pacíficos – únicos que poderão renascer, dentro em breve, neste planetinha – há uma perplexidade: por onde começar? São tão vastas as mudanças requeridas, de atitudes, comportamentos e hábitos! O que pode fazer um único ser humano, no âmbito de sua singela vida ?
    Há uma sugestão simples, concreta e acessível, e contudo de alcance inimaginável: pare de matar (ou, retire a procuração para que o façam por você).
    Como? Você seria incapaz disso?
    Confira, por favor, no seu prato de cada dia.
    Se há seres animais sendo mortos para se transformarem em sua refeição – sendo isso, como é, tão desnecessário quanto nocivo á saúde – evidentemente o respeito á Vida não senta á mesa junto com você.
    Não existem vidas maiores ou menores: existe a Vida.
    E onde existe sensibilidade à dor e aos sofrimentos, causá-los é incorrer no pior de todo os carmas: o da crueldade.
    Há uma atitude individual concreta, possível e infinitamente poderosa, por seu alcance, em qualque um de nós, que se diga consciente da Lei Evolutiva, pode tomar para iniciar hoje a transformação deste mundo violento e biocida num outro, pacífico e fraterno: respeitar a Vida. Começando por defender o direito à vida de todos os seres indefesos do planeta, suspendendo a matança daqueles que a humanidade intitula indevidamente de comida.
    Podemos ensinar a nossos filhos o respeito incondicional a todas as vidas; podemos ensiná-los a respeitar e amar pássaros,insetos,gatos e cachorros,baleias,tartarugas-marinhas,golfinhos e micos-leões dourados; mas não podemos desmentir isso quando nós sentamos à mesa. Não podemos amar e matar, respeitar e destruir ao mesmo tempo.E se a nossa reverência à Vida for genuína, será contagiosa. E uma criança nossa defenderar um caracol de ser pisado, levará gentilmente um inseto perdido até a janela – e nunca, nunca, nunca, poderá ferir nenhum ser humano. Como nunca admitiu ou viu admitir que nenhum ser vivo fosse ferido.
    Utopia? Não. Existem crianças que foram criadas assim.
    Se houvesse mais, nós poderíamos sair tranqüilos pelas ruas à noite.
    Se houvesse muitas mais, seria impossível a qualquer demente com poder levar pessoas à guerra(aliás, não haveria dementes no poder). E se elas fossem a totalidade das crianças da Terra, este já seria aquele Mundo Melhor.