Autor: EON

  • MENOPAUSA E HOMEOPATIA

    MENOPAUSA E HOMEOPATIA

    Menopausa não é doença, é apenas um importante estágio no amadurecimento da mulher. Quanto mais as mulheres compreenderem o sentido desta mudança, mais preparadas estarão para escolher os recursos disponíveis.

    Calores seguidos de dor de cabeça, suores ou “fogachos”, alteração de humor, irritabilidade, depressão, sensação de vazio ou de carência afetiva, insônia, aumento de peso, retenção de líquidos, isolamento, aumento das taxas de colesterol e triglicerídeos, taquicardia, dores poliarticulares, cansaço crônico e indisposição geral são os principais sintomas que as mulheres passam a ter geralmente depois dos 50 anos, com a chegada do climatério e da menopausa.

    É um período marcado pela diminuição gradativa da produção dos hormônios femininos no qual a menopausa é apenas um evento, o da última menstruação. Mas para muitas mulheres, a menopausa tem sido um pesadelo, tanto físico como emocional, principalmente nos dias de hoje, quando se valoriza demais a juventude, dando-lhe a sensação de envelhecimento, término de vigor e frustração. É preciso que as mulheres compreendam melhor este estágio em que todos os desconfortos são causados pelos esforços que o organismo faz para se adaptar às variações dos níveis hormonais. Ao mesmo tempo, devem buscar uma solução para minimizar os desconfortos com o mínimo de riscos à saúde.

    Para reduzir os incômodos do climatério, período que pode levar de 6 a 8 anos antes e depois da menopausa, existem hoje três tipos de terapêuticas disponíveis: a reposição hormonal sintética, a reposição hormonal de origem vegetal e a homeopatia.

    A reposição hormonal sintética, já relacionada a um aumento na incidência do câncer de mama, das doenças cardíacas e dos derrames, também quase dobra o risco de morte por câncer no pulmão em mulheres, segundo estudo recentemente publicado na revista The Lancet por pesquisadores do Centro de Pesquisas Biomédicas de Los Angeles, do Centro Médico Harbor – UCLA (EUA). De acordo com os pesquisadores, os resultados da pesquisa sugerem que os hormônios não provocam, por si mesmos, o câncer de pulmão, mas aceleram o crescimento de tumores existentes, tornando-os mais agressivos e aumentando a probabilidade de metástase.

    Outra forma alternativa para a terapia de reposição hormonal durante o climatério e menopausa é a reposição hormonal de origem vegetal, geralmente através de fitoestrógenos. O fitoestrógeno, estrutura encontrada numa substância chamada isoflavona, é muito semelhante ao estrógeno, só que atua de forma mais amena. No caso da menopausa, age suprindo a falta do estrógeno e, consequentemente, diminui os seus sintomas.

    Mas existe também uma terceira forma, totalmente natural, não hormonal, e que não aumenta o peso corpóreo: a terapêutica homeopática. O tratamento melhora comprovadamente os sintomas do climatério, além de poder se utilizado juntamente com outras drogas. Este tratamento, que precisa ser feito sempre com acompanhamento médico, pode ser feito com medicamentos homeopáticos.

    O Laboratório Almeida Prado, a maior e mais tradicional fabricante de produtos homeopáticos do país, lançou recentemente o MENOEX® que possui em sua fórmula seis ativos homeopáticos que promovem um tratamento que equilibra o organismo, com resultados visíveis.

    Um trabalho realizado pelo Ambulatório de Ginecologia da Unidade de Homeopatia do Hospital do Servidor Público Municipal, em São Paulo, demonstrou que o tratamento homeopático apresentou resposta benéfica em 89% das pacientes estudadas com idades entre 42 e 61 anos – sendo que deste total, 42% apresentaram melhora total da queixa principal – além de comprovar que o tratamento homeopático é mais acessível que o hormonal, além de ser isento de efeitos colaterais.

  • DEPRESSÃO E HOMEOPATIA

    DEPRESSÃO E HOMEOPATIA

     “A Depressão é a pior dor não física conhecida pelo ser humano”.

    O que é Depressão?

    Depressão

    É uma alteração significativa do estado de ânimo, qualificada mais recentemente como distúrbio do humor.

    O desequilíbrio das substâncias químicas do sistema nervoso central pode estar por trás das doenças mentais.
    As drogas usadas pela psiquiatria afetam os níveis destas substâncias, chamadas de neurotransmissores, pois transmitem sinais elétricos entre as células do cérebro.

    Elas são produzidas através dos alimentos e afetam nosso pensamento e comportamento.
    O excesso ou a deficiência de alguma delas prejudica a função cerebral, provocando distorções do humor, das percepções e das emoções. A deficiência de serotonina tem sido associada à ansiedade e à depressão.
    O organismo produz serotonina a partir do aminoácido l-triptofano na presença da vitamina b6 (piridoxal-5-fosfato). O ferro, o cromo, a vitamina c e o magnésio também ajudam a converter o triptofano em serotonina.
    Autópsias realizadas em muitos suicidas mostram um baixo nível de serotonina no cérebro. As drogas antidepressivas funcionam através do aumento do nível de serotonina e norepinefrina no cérebro.
    A dopamina está relacionada ao prazer. acredita-se que sua escassez possa resultar em depressão e o excesso em mania. O caminho para a produção de dopamina começa com o aminoácido fenilalanina e passa pelo aminoácido tirosina. Dentre outros nutrientes necessários à essa conversão estão as vitaminas b6, c e os minerais ferro, magnésio, manganês, cobre e zinco. O caminho para a produção de dopamina começa com o aminoácido fenilalanina e passa pelo aminoácido tirosina.Dentre outros nutrientes necessários à essa conversão estão as vitaminas b6, c e os minerais ferro, magnésio, manganês, cobre e zinco. Deficiência na transmissão cerebral de dopamina e de noradrenalina pode gerar estados depressivos.
    A serotonina está envolvida no ciclo do sono, na regulação términca, no controle do comportamento agressivo e nas oscilações do humor. sua depleção nos neurônios efetores está relacionada a quadros depressivos.
    Estimular o humor no sentido antidepressivo através da alimentação significa aumentar a formação e a transmissão da serotonina, dopamina e noradrenalina, envolvendo a administração dos seus precursores : l-triptofano, l-fenilalanina e l-tirosina com o devido complemento de vitamina b6 e cromo.
    Na depressão pode haver uma deficiência de vitamina b1, b3, b5, b6, b12, c, magnésio, zinco, ferro e cromo.
    Tomando os aminoácidos tirosina e triptofano, tanto os níveis de norepinefrina quanto de serotonina aumentam.
    A l-tirosina está envolvida na síntese da adrenalina e os níveis ade drenalina “são quase sempre ínfimos em pacientes com adepressão”. Cafeína, tabaco, álcool e açucar podem ser bastante problemáticos para pessoas propensas à depressão.
    Através de estudos foi observado uma sobrecarga de vanádio no organismo de pessoas com distúrbio bipolar, tanto na fase maníaca quanto na fase depressiva. A vitamina c pode ajudar a remover do organismo o excesso de vanádio.
    Muitas pessoas deprimidas melhoram sozinhas, mas a deterioração dos sentimentos pode aumentar, caracterizando uma depressão mais profunda.
    Algumas pessoas experimentam uma depressão tão severa, que suas vidas são transformadas, e se esforçam por achar um significado e um propósito para ela. Para estas pessoas existem várias abordagens que podem ajuda-las a sair da depressão : psicoterapia,homeopatia, alopatia, fitoterapia, alimentação natural e várias outras práticas com o corpo como a ioga, etc.
    “A depressão severa está sendo reconhecida como um dos maiores problemas de saúde pública neste século”.
    “A depressão é tão universal como o resfriado comum. pode ser tão superficial que nem mereça este nome… ou pode mudar para o outro extremo, podendo paralisar quase totalmente qualquer ação”.
    O médico grego hipócrates descreveu a depressão quatrocentos anos antes de cristo.
    Algumas pessoas deprimidas são capazes de levar uma vida relativamente normal. Para outras pessoas, todavia, certos estágios da depressão são por demais escuros e vazios para que elas tentem fazer qualquer coisa a respeito. Algumas pessoas conseguem controlar certas situações que contribuem para a autopreservação, como comer e beber; mas há quem fique tão deprimido que perde até mesmo essa capacidade.

    Sintomas da depressão

    Há muitos níveis diferentes de depressão, desde um vago sentimento doentio até sintomas extremos, como ouvir vozes, ter alucinações e passar por impulsos suicidas que algumas vezes acompanham as depressões mais profundas.

    Nos distúrbios depressivos de gravidade moderada as características centrais são humor depressivo, pessimismo, falta de alegria, diminuição da energia. O paciente pode se tornar negligente com sua aparência e o seu modo de vestir.

    Os outros sintomas são variáveis e incluem:

    • irritabilidade
    • impaciência, raiva e hostilidade incomuns
    • afastamento social
    • choro
    • perda ou ganho de peso
    • perda de apetite ou excesso de guloseimas
    • falta de concentração
    • incapacidade de tomar decisões
    • desinteresse pelo sexo
    • sensação de impotência
    • violentas mudanças de humor
    • desesperança
    • temor e ansiedade
    • culpa
    • sensibilidade às críticas
    • lágrimas sem motivo aparente
    • sentimento de inadequação
    • mudanças no hábito de dormir
    • desinteresse pelas pessoas e atividades antes consideradas importantes.
    • sentimentos descontrolados de desesepero total
    • retraimento

    A mudança no estilo de vida geralmente é o indicador mais claro da depressão.
    Em seus piores momentos a depressão assemelha-se a uma nuvem escura e espessa que desce sobre nós de maneira inesperada.
    Algumas pessoas notam que o indivíduo está sofrendo por dentro, mas geralmente elas não sabem o que poderiam fazer, como fazer ou dizer.

    Outras pessoas, que muitas vezes são os parentes mais próximos, os amigos, insistirão que a pessoa se controle, que ela não tem nada e precisa sair dessa para continuar a viver normalmente.
    As pessoas que acreditam em respostas simples estão equivocadas. As frases ditas por elas apenas lançam o indivíduo em uma depressão profunda. O mundo assume uma realidade de isolamento.É neste mundo em que vivem os depressivos.

    “Agora estou mergulhando no desconhecido. será preciso muito tempo para que me desvencilhe da tristeza. não há atalhos, será preciso percorrer todo o longo caminho”.

    Tipos diferentes de depressão

    Depressão endógena

    A Depressão é considerada como se viesse de dentro da pessoa, é uma indicação que há algum tipo de desequilibro na química do corpo da pessoa.
    Para os psicoterapeutas, essas causas podem proceder da infância ou de algum outro trauma que nunca foi resolvido.
    Na maioria das vezes os pacientes são tratados tanto por meio da terapia quanto por meio da medicação antidepressiva.

    Depressão reativa

    Com grande freqüência, a depressão é uma reação a eventos ou a circunstâncias. Quando as coisas importantes nos acontecem, reagimos. A morte de alguém a quem amamos, a idéia de deixarmos o nosso lar, uma doença pode fazer-nos mergulhar no desespero. Parte do nosso desespero pode vir da ira não-reconhecida e também causada pelo temor. Todas essas coisas servem de combustível para a depressão em potencial, visto que não conseguimos controlá-las, recuamos para a depressão reativa como medida de proteção.

    O estado de ansiedade

    A depressão é freqüentemente invocada como álibi psicológico por quem não quer enfrentar a ansiedade.
    As descrições de ansiedade e depressão parecem opostas:

    O ansioso apreende o futuro apoiando-se no passado, enquanto o deprimido está inteiramente voltado em direção ao passado e não percebe nenhum futuro;
    O ansioso possui uma grande energia, mesmo se estiver se sentindo bloqueado (inibição ansiosa), enquanto o depressivo vê sua energia sumir (desânimo depressivo);
    O ansioso procura desesperadamente uma saída, enquanto o deprimido se vê sem saída.
    O deprimido se sente esmagado pelo presente e se refugia no passado, e o ansioso se sente insatisfeito com o presente e apreensivo quanto ao futuro.
    É muito raro encontrar deprimidos que não apresentem nenhuma ansiedade e os estudos epidemiológicos mostram que os ansiosos correm grandes riscos de vir a sofrer depressão se não forem tratados. Os dois estados se misturam no que se convencionou chamar de:

    Estados ansiosos-depressivos:

    o ansioso / o depressivo
    inquieto / tem certeza da infelicidade
    inibido / desanimado
    febril / desligado
    ativo / inativo
    enerva-se / escarnece a situação
    fugidio / imóvel
    oprimido / desesperado
    irritado / triste
    não consegue dormir / acorda tarde
    procura uma saída / não vê solução
    quer sarar / não quer mais acordar
    teme a morte / deseja a morte
    se sente tenso / se sente vazio
    não consegue se concentrar / não consegue refletir
    colérico / indiferente
    suportam mal os outros / se auto-acusa
    não consegue fazer nada / deseja não fazer nada
    vê perigos / vê desgraças
    diarréia / resfriados
    transpira / frio

    Transtorno afetivo bipolar

    Num momento elevação do humor, da energia e da atividade (mania) e em outro momento um rebaixamento do humor com redução da energia e da atividade (depressão).
    Os três graus de depressão
    Leve, moderada ou grave, o paciente apresenta rebaixamento do humor, redução da energia e diminuição da atividade.
    Existe uma alteração da capacidade de experimentar o prazer, perda de interesse, diminuição da capacidade de concentração, associadas em geral a fadiga acentuada, mesmo após um esforço mínimo.
    Em geral com problemas de sono e diminuição do apetite.
    Existe quase sempre uma diminuição da auto-estima e da autoconfiança e freqüentente idéias de culpabilidade e/ou indignidade, mesmo nas formas leves.
    Pode ser acompanhado de sintomas somáticos como perda de interesse ou prazer, despertar precoce, depressão matinal, lentidão psicomotora acentuada, agitação, perda do apetite, perda de peso e perda da libido (desejo sexual).
    Na depressão leve ou na moderada o paciente vai perdendo gradativamente a capacidade de desempenhar as suas atividades de rotina.
    Na depressão grave surgem vários sintomas como perda da auto-estima, idéias de desvalia ou culpa, idéias e atos suicidas. pode surgir um episódio depressivo grave com sintomas psicóticos, como alucinações, idéias delirantes, lentidão psicomotora ou estupor com impossibilidade de manter as atividades sociais.
    Para o médico homeopata o mais importante é identificar o modo reacional de cada um ao meio onde vive, ou seja, os sintomas do paciente.
    A seguir descreveremos alguns tipos homeopáticos e como eles fazem seu quadro depressivo.

    Depressão Melancólica de Aurum Metallicum

    Uma cólera violenta pela menor contradição ou pelo menor obstáculo.
    Sua agitação o impede de dormir.
    Corre o risco de descompensar devido a um choque afetivo, um fracasso profissional e pela velhice.
    Decepcionado consigo, se sente inferior, se diz incapaz de fazer algo de bom, repleto de amargura. evita conversa.
    Se torna descuidado com suas roupas e seus modos, sentimentos irracionais de grande culpa, remorso, auto-acusação, delírio de autopunição.
    Desgosto pela vida, amargura, misantropia, desespero, pessimismo.
    Desejo de morrer, acha que merece a morte, desejo obsessivo pelo suicídio.
    Aurum é o medicamento homeopático mais freqüente nos riscos de suicídio quando acompanhado destes sintomas.
    Sente como se tivesse que fugir para longe.
    Gostaria de morrer ou dormir e nunca mais acordar.Sente tanta preguiça que prefere ficar sentado a ir para a cama.
    Triste com lágrimas, mas não consegue chorar, mesmo nos momentos mais dolorosos.
    Depressão com exaustão, se sente muito deprimido e aborrecido, quer ficar só com dor no coração.
    Mal humorado, não quer ver ninguém.
    Tem medo de ser envenenado.
    Se aborrece por visões, que lhe provocam choro.

    Depressão desesperadora de Arsenicum Album

    Queixas e reclamações do deprimido reivindicador.
    Astenia, sinal de esgotamento das possibilidades reacionais do paciente.
    Angústia intensa.
    Astenia, sinal de esgotamento das possibilidades reacionais do paciente.
    Diminuição dos interesses, apesar que persiste o desejo de ter uma companhia, quer ser tratado por um médico.

    Depressão Oculta de Lycopodium

    Se recusa a aceitar o medo e a humilhação de uma insuficiência psíquica.
    Não querem aceitar o apoio psicoterápico.
    Silencioso, reservado, distante e solitário.
    Retração e desinteresse.
    A angústia (com insônias) e a astenia não permitem negar o desmoronamento depressivo.

    Depressão Secreta de Sepia

    Enfraquecimento dos interesses habituais pelo trabalho que é a sua grande paixão, junto com sua religiosidade.
    A angústia impede o sono, tornando o dia insuportável de viver.
    Perda do impulso vital.

    Depressão Astênica de Calcarea Carbonica

    Astenia, cansaço desproporcional que não aliva pelo repouso, sob a influência de um estresse, sobretudo de natureza afetiva (luto, problema familiar).
    Perda dos interesses habituais.
    Tristeza e retração social, com sentimentos de incapacidade e de vergonha de não poder continuar trabalhando.

    Revolta Depressiva de Nux Vomica

    Não admite estar com depressão, acha que isto é uma desculpa para pessoas sem força de vontade.
    Angústia violenta e astenia contra a qual luta tanto quanto pode.
    Doente difícil de cuidar, impaciente, infiel ao médico e aos tratamentos.
    Sofre pelo fracasso familiar, profissional, humilhação.

    Ameaça Depressiva de Natrum Muriaticum

    Tenta negar o sofrimento.
    Angústia paralisante com mutismo.
    Interrupção no trabalho, ritmo de vida acomodado.
    Toda situação de sofrimento (luto, agressão, frustração) pode levar a um estado depressivo.
    Tem medo da vida ou pensa no suicídio após um sofrimento amoroso.

    Falha Depressiva de Phosphorus

    Astenia profunda atrapalhando qualquer atividade, sonolência diurna, lentidão motoro e ideativa.
    Consciência de estar um “morto-vivo”.
    Instáveis para seguir regularmente um tratamento.
    Perda dos interesses habituais.

    Depressão Trágica de Platina

    Nada existe, exceto o eu, o pedestal se desmorona.
    Desinteresse, nenhum projeto.
    Não tolera o fracasso, a menor ofensa. pode se suicidar por insatisfação existencial.

    Crises Depressivas de Lachesis

    Angústia em crises paroxísticas
    Delírios sobre ciúmes ou misteriosos complôs.
    Possessividade afetiva.

    Depressão Infantil de Pulsatilla

    Menina ou mulher infantil
    Imagina o seu fim, vive por antecipação com os olhos cheios de lágrimas, com pena de si.
    Meu caixão será o meu segundo berço.

    OBS.: Estes são apenas alguns dos mais de cem tipos homeopáticos sujeitos a depressão.

     

  • EMAGRECER COM HOMEOPATIA

    EMAGRECER COM HOMEOPATIA

    A homeopatia veio da Europa e foi introduzida no Brasil no ano de 1840 e, desde então, o uso tem crescido como tratamento para várias disfunções.

    Como funciona

    A homeopatia é usada atualmente para diversos fins, como por exemplo, a ansiedade, nervosismo, depressão, cefaleia, irritação e também para o emagrecimento, entretanto, ainda não existe na lista de medicamentos homeopáticos nenhum tipo de medicamento específico para o emagrecimento. Esses medicamentos trabalham com o emocional dos pacientes, promovendo o equilíbrio e afastando possíveis doenças e consequentemente o excesso de peso.

    Como é feito

    Os medicamentos homeopáticos são elaborados por uma ténica baseada em substâncias originadas da natureza, em quantidades e tipos específicos para cada tipo de fórmula. No Brasil, existem milhares de laborátorios especializados na manipulação de tais compostos.

    Homeopatia para o emagrecimento

    Para conseguir perder peso é preciso que o médico homeopata veja o obeso como um todo e identifique pontos que influenciam o excesso de peso: hereditariedade, dieta desequilibrada, falhas no metabolismo e outros. E a partir disso, trabalhar para corrigir tanto o físico como o emocional, proporcionando maior qualidade de vida e saúde.

    Mas, dietas e exercícios físicos devem ser aliados ao tratamento com os medicamentos homeopáticos, que devem ser prescritos por médicos homeopatas qualificados. Para que o resultado seja positivo é preciso força de vontade do paciente, tentando ao máximo encontrar o seu ponto de equilíbrio e assim prevenir doenças e o sobrepeso.

  • HOMEOPATIA VETERINÁRIA

    HOMEOPATIA VETERINÁRIA

    Como já vimos a homeopatia valoriza o indivíduo como um todo, e procura, através da compreensão do paciente, curá-lo de seus males.O uso da homeopatia para o tratamento de animais vem se desenvolvendo com o tempo e tem nos mostrado como essa prática pode ser benéfica. Temos presenciado a eficácia deste modo de tratamento, que é quase que uma filosofia.

    Para promover a cura, o homeopata precisa conhecer todos os sintomas de seu paciente. Estes sintomas irão revelar o modo como cada indivíduo interage com o meio que o cerca, e qual a solução para o mal que lhe aflige.

    Pelos sintomas apresentados e observados no animal, o homeopata irá escolher, com base na totalidade sintomática do paciente, aquele medicamento que espelhe o seu paciente, e que, portanto, seja capaz de curá-lo.

    Podemos destacar básicamente três grupos de sintomas que o profissional homeopata (seja ele médico ou veterinário) irá pesquisar:

    Sintomas Mentais não querem dizer doença mental, na concepção que estamos acostumados a ouvir. E sim se referem a um modo pessoal de reagir a determinadas situações; como por exemplo ao medo (alguns animais quando se deparam com situações de perigo recuam, enquanto que outros partem para o ataque). O que dificulta a coleta destes sintomas por parte do médico veterinário é devido ao fato da inexistência de comunicação falada entre o animal e o homem. Alguns sintomas podem até ser percebidos, mas sempre deixa um pouco a desejar em suas nuances. Por exemplo, podemos perceber que o animal está triste, mas não sabemos o porque; podemos perceber quando o animal tem medo, mas as vezes não sabemos de que; etc.

    Contamos apenas com a nossa observação e a observação do proprietário, que deve ser a mais detalhada possível; mas este deve ter o cuidado de somente relatar ao veterinário exatamente o que viu, sem tentar interpretar o que observou.

    Sintomas Gerais se referem ao animal como um todo, englobando várias esferas, tais como suas preferências alimentares, sua piora ou melhora diante de alguma situação, fato, hora do dia ou clima, por exemplo.

    Sintomas Físicos se referem àquilo que conhecemos como doenças; ou seja, as doenças que o animal já apresentou durante toda a sua vida. Verificaremos que determinados animais têm uma maior tendência a desenvolver determinadas doenças. Alguns têm otite por várias vezes, enquanto que outros têm pneumonias, enquanto outros têm insuficiência renal. Isto se deve ao fato de que cada organismo apresenta facilidade de exteriorizar seu mal desta ou daquela forma

    Também se faz necessário se qualificar a queixa (o motivo pelo qual fomos procurados) em todos os seus nuances. Quanto mais detalhado for um sintoma, maiores a chances de conseguirmos individualizá-lo, portanto mais facilmente chegaremos ao medicamento correto. Nestes nuances procuramos descobrir o que existe que piore ou melhore o quadro; horários em que sintoma aparece mais evidente; determinadas atitudes que o agravem ou o melhorem.

    O paciente que chega ao Médico Veterinário Homeopata, vem ou porque o proprietário já se trata com Homeopatia, ou porque apresenta alguma doença onde a alopatia está falhando, tais como problemas dermatológicos ou problemas de comportamento.

    Precisamos mudar esta visão da homeopatia, esta onde dizem que ela é ótima para este tipo de doenças.

    Realmente ela é ótima para isto, mas não somente para isto.

    Você pode tratar seu animalzinho com a Homeopatia para qualquer doença que seja tratável com a alopatia; sendo os resultados mais duradouros e os medicamentos mais inócuos.

    Os profissionais que se utilizam da homeopatia na medicina veterinária também examinam o paciente, fazem diagnósticos, se utilizam de exames complementares (radiografias, exames de sangue, ultrassonografias, etc.) e usam outras terapias quando necessário, não dispensando as novas descobertas da medicina veterinária.

    O homeopata também recomenda uma cirurgia, sendo ela realmente necessária; inclusive, no arsenal de medicamentos homeopáticos existem drogas que podem ser utilizadas para minimizar os efeitos traumáticos da cirurgia, bem como os efeitos indesejáveis da anestesia.

    Ou seja, o Médico Veterinário Homeopata é um Veterinário como outro qualquer, apenas vê o seu animal por um outro ângulo, mais complexo e mais completo.

    A homeopatia atua em todas as áreas, não existindo nenhuma contra indicação para a sua utilização.

    A única contra indicação ocorre quando pessoas leigas em homeopatia fazem prescrições, normalmente porque já se utilizaram deste ou daquele medicamento e conseguiram resultados. Isto não é uma garantia para que o tratamento funcione em outro indivíduo. Os medicamentos, na homeopatia, não são para este ou aquele quadro clínico, e sim para determinado indivíduo com aquele determinado quadro clínico.

    Justamente por isto, muitas pessoas que já fizeram uso de medicação homeopática não ficaram satisfeitas com o resultado. A “culpa” não é da homeopatia, e sim destas prescrições realizadas sem a correta individualização do quadro e do paciente; que, neste caso, não terá recebido o medicamento correto.

    O que acontece é que, na alopatia, qualquer um que tenha uma dor de cabeça, por exemplo, pode se utilizar de uma série de medicamentos. Já na homeopatia a dor de cabeça de um indivíduo será combatida com um medicamento escolhido para esta dor dele, enquanto que a dor de cabeça de outro paciente poderá não ceder com aquele mesmo medicamento, visto que não são a mesma dor de cabeça, terão nuances diferentes.

    E é isto tudo que torna o ato de saber prescrever medicamentos homeopáticos uma arte. Arte esta difícil, pois requer muita observação e estudo; mas, ao mesmo tempo, apaixonante.

     

     

  • Gravidez o Milagre da Vida

    Gravidez o Milagre da Vida

    Durante a gravidez, diversas transformações ocorrem no corpo da mulher que se prepara para receber uma nova vida. A gravidez é o período de crescimento e desenvolvimento de um ou mais embriões. Chamamos de gravidez o período de crescimento e desenvolvimento de um ou mais embriões no interior do útero.

    Para que ocorra a gravidez é necessário que o óvulo, gameta feminino, seja fecundado pelo espermatozoide, gameta masculino. O resultado dessa fecundação dá origem ao zigoto, que após várias mitoses se transforma no embrião. Quando esse embrião chega ao útero, ele se fixa na parede uterina em um processo que conhecemos como nidação, que ocorre geralmente no 7º dia após a fecundação.

    Assim que ocorre a nidação, tem-se o início da gravidez, também chamada de gestação. Na espécie humana, a gravidez dura aproximadamente nove meses ou cerca de trinta e nove semanas.

    Durante as primeiras semanas após a fecundação, a futura mamãe ainda não sente os efeitos da gravidez, mas isso não quer dizer que seu bebê não esteja se desenvolvendo, pelo contrário, ele continua crescendo a cada segundo. Como o corpo da mulher está se preparando para abrigar um novo ser, ele também sofrerá diversas transformações. A primeira delas é a ausência de menstruação, que se dá pela produção de determinados hormônios que impedem a descamação do endométrio. A partir da quarta semana após a fecundação, o embrião começa a produzir o hormônio Gonadotrofina Coriônica Humana beta ou beta-HCG, sigla em inglês, que causa sintomas como náuseas, cansaço e dores nos seios. Nesse período, os testes de gravidez comercializados em farmácias podem não conseguir detectar o hormônio presente na urina, mas um exame de sangue certamente conseguirá detectar a gravidez.

    Assim que a mulher souber que está grávida, é extremamente importante que ela inicie o pré-natal com um médico de sua confiança. Esse acompanhamento é importante tanto para a saúde da mãe, como para a saúde do bebê.

    A futura mamãe também deverá se preocupar com os alimentos que ingere, pois alimentos crus ou mal cozidos podem transmitir doenças como a toxoplasmose, que podem atingir o embrião causando sérios prejuízos e até mesmo a morte do bebê.

    Aproximadamente na sétima semana de gestação, um tampão de muco com a função de impedir o contato do útero com o meio externo se desenvolverá no colo uterino, dando ao bebê uma maior proteção. É provável que a gestante sinta cólicas leves à medida que o embrião se implanta no útero. É muito importante lembrar que cólicas fortes e sangramentos não são normais e que ocorrendo qualquer um desses sintomas, a mulher deverá entrar em contato com seu médico imediatamente.

     

  • SINUSITE TRATAMENTO NATURAL

    SINUSITE TRATAMENTO NATURAL

    Com a chegada do frio, aumentam os casos de rinite, sinusite e demais doenças respiratórias. O tratamento de escolha para estas doenças consiste geralmente de descongestionantes – que podem conter em sua formulação derivados da cortisona.

    No entanto, o uso indiscriminado de descongestionantes nasais, especialmente corticóides, tem suas desvantagens. Corticóides são substâncias semelhantes ao cortisol, hormônio produzido pelas glândulas adrenais (as mesmas que produzem a famosa adrenalina). Ele é secretado em situações de estresse, para aumentar a pressão arterial, elevar a glicemia, diminuir a dor e assim facilitar num processo de fuga. Por seu efeito antinflamatório, eles são largamente utilizados na prática clínica desde a década de 1950.

    Seus efeitos colaterais são bem conhecidos, dentre eles a Síndrome de Cushing, um desequilíbrio hormonal que leva a aumento de peso, depósito de gordura na face, no tronco e pescoço, além de afilamento dos braços e pernas, diminuição da musculatura e fraqueza. Há diversos relatos na literatura de pessoas que desenvolveram esta doença pelo uso abusivo de descongestionantes nasais e pomadas à base de corticóides.

    Como todo medicamento, eles exigem acompanhamento criterioso, mas com um cuidado extra. Mesmo com os derivados mais seguros que existem hoje, é fundamental respeitar a dose e o tempo de uso prescrito pelo médico.

    Por conta dos efeitos colaterais dos medicamentos alopáticos, é grande a procura por tratamentos naturais. Mas mesmo neste caso é preciso ter a orientação de um profissional de saúde.

    Das muitas plantas usadas popularmente para o tratamento de infecções respiratórias, como a sinusite, uma muito conhecida é o eucalipto. Essa árvore australiana pertence à mesma família botânica da goiaba, pitanga, jabuticaba, cambuci, entre outras frutas brasileiras. Ela foi introduzida no Brasil há mais de um século, para servir de matéria prima à produção de papel, devido ao seu crescimento rápido que permite um alto rendimento em celulose em pouco tempo. O eucalipto também apresenta a capacidade de absorver muita água do solo, e por isso é muito usado em paisagismo urbano para drenar terrenos úmidos.

    Das várias espécies de eucalipto, algumas são mais aromáticas, outras nem tanto. Mas praticamente todas elas têm o mesmo odor típico e agradável. Só de chegar perto de uma praça de eucaliptos, já sentimos abrir as narinas. Talvez seja por isso que os bosques de eucaliptos sejam tão procurados para a prática da caminhada.

    Há alguns anos, pesquisadores da Universidade Federal do Ceará, em parceria com o Medical College da Geórgia (EUA) testaram várias espécies de eucalipto, dentre elas Eucalyptus citriodora e Eucalyptus globulus. Eles constataram que o óleo essencial extraído das folhas dessa árvore induz a um efeito analgésico ao nível do sistema nervoso central. Ou seja, além da ação descongestionante local, ela também teria um efeito farmacológico, de aliviar dores e outros sintomas físicos comuns nas doenças respiratórias. Isso explicaria o seu uso popular.

    Há diversas outras plantas usadas comumente para o tratamento de sinusites e outras doenças respiratórias, dentre as quais podemos citar: a sálvia (Salvia officinalis), planta aromática da mesma família da hortelã e do orégano, possui propriedade antisséptica e descongestionante, e suas folhas são muito usadas para fazer inalações; a calêndula (Calendula officinalis), muito conhecida em pediatria e dermatologia, também é indicada para o mesmo fim (inalação com o chá das flores) e a equinácea (Echinacea purpurea) que já era usada pelos índios norte-americanos, e hoje é conhecida no mundo todo por sua propriedade estimulante do sistema imunológico.

    Como já dissemos, mesmo para o uso de plantas é preciso contar com o apoio de um profissional da saúde, e adquiri-las em local confiável. Uma planta tradicional brasileira, a buchinha do norte (Luffa operculata), pode provocar sangramento nasal e aborto se usada incorretamente. Plantas mal armazenadas podem trazer fungos e outros contaminantes que agravam ainda mais o quadro clínico.

    Mas, como nem sempre temos à mão os chás e outros materiais para inalação, podemos utilizar medicamentos elaborados a partir de plantas com longa tradição de uso, coletadas ou cultivadas de forma a produzirem princípios ativos seguros e confiáveis. Com base nas matérias médicas homeopáticas, no conhecimento goetheanístico da natureza e do ser humano, e em outras fontes como a Teoria das Assinaturas de Paracelso (segundo a qual uma planta possui indicação terapêutica relacionada ao ambiente onde ela cresce), já foram criados vários medicamentos. Rudolf Steiner resgatou esse conhecimento sob um olhar científico, e foi capaz de explicar fenômenos antes só experimentados na prática, mas sem uma explicação lógica. Exemplos? Dissemos que o eucalipto absorve muita água da terra, certo? Essa mesma propriedade “secativa” está presente no medicamento. E outra árvore que faz esse mesmo processo é o carvalho (Quercus), também indicado na homeopatia.

    LIMPEZA DAS NARINAS – JALA NETI

    Jala Neti é um dos Kryias do Yoga, uma técnica  usada para limpar as narinas através da condução de água pela cavidade nasal. Ele é indicado para eliminar a  mucosidade acumulada na cavidade nasal, desobstruir os orifícios de drenagem dos seios faciais evitando a sinusite, fazer a assepsia do local e como profilático para gripes e resfriados. Essa limpeza estimula os olhos e melhora a visão. Este método pode parecer incômodo, mas essa impressão se desfaz após a primeira tentativa, pois sua excecução é muito simples.

    EFEITOS:

    • Elimina o excesso de muco e os resíduos da poluição.
    • Previne e atenua doenças respiratórias como alergias, resfriados, sinusites e rinites.
    • Atua sobre olhos, ouvidos e garganta. Melhora miopia, alguns tipos de surdez por excesso de secreção e inflamação de adenóides.
    • Tem efeito calmante e refrescante sobre o cérebro e é benéfico no tratamento da enxaqueca e da epilepsia.
    • Ativa o ájña chakra, o centro energética entre as sobrancelhas, que é responsável pela intuição e meditação.

    COMO FAZER:

    Para fazer essa limpeza você precisa de um lota. Esse instrumento parece um pequeno bule e tem um bico apropriado para inserir nas narinas. Para manter seu lota sempre limpo, lave-o com água e sabão e guarde em local livre de poeira. O melhor horário para fazer o Jala Neti é pela manhã, ao acordar. Nunca faça antes de dormir, pois se ficar um pouco de água acumulada na cavidade nasal, poderá ir para o ouvido quando você estiver deitado. Coloque 1 colher (chá) de sal grosso em 1/2 de litro de água mineral. Ferva a mistura por alguns minutos e deixe esfriar até que a água esteja morna. Ponha a solução no lota e introduza o bico em uma das narinas. Tombe a cabeça para frente e para o lado e introduza o bico do lota de forma que a água flua de uma narina à outra. Respire pela boca durante o Jala Neti. Cuidado para que a cabeça não tombe para trás, nem deixe que ela tombe muito para os lados. Se o ouvido ficar mais baixo do que as narinas, a água poderá ir para o canal auditivo. Repita introduzindo a água pela outra narina. Termine secando as narinas como se você assoasse o nariz sem criar pressão nelas. Assoe algumas vezes com a cabeça tombando para frente, algumas com a cabeça tombando para cada lado e mais algumas com ela tombada para trás.

    CUIDADOS ESPECIAIS:

    Não faça o Jala Neti se as narinas estiverem completamente bloqueadas e a água não conseguir passar. Não force a passagem da água. Não faça o Jala Neti quando houver sangramento ou hemorragia nas narinas. Se sentir ardor nas narinas, procure ajustar melhor a quantidade de sal. Experimente aumentá-la ou diminuí-la. A medida que damos acima é muito confortável para a maioria das pessoas. Se der vontade de espirrar, veja se a temperatura da água está adequada. Você deve ser capaz de manter o dedo dentro da água sem desconforto. Se sentir que as narinas ressecam com o sal, diminua um pouca a quantidade de sal ou passe um pouco de azeite por dentro das narinas usando o dedo mínimo. Isso protegerá as mucosas.

    ONDE COMPRAR:

    Aqui no site INFORMALUZ, na nossa lojinha, entre fique à vontade, e compre o que quiser.

     

  • CHÁ VERDE ORIGEM E BENEFÍCIOS

    CHÁ VERDE ORIGEM E BENEFÍCIOS

    O Chá Verde é consumido há muitos de anos no Oriente, mas só se popularizou no mundo todo por volta de 2000, devido às suas propriedades medicinais.

    O Poder Emagrecedor do Chá Verde

    O Chá Verde é bastante indicado pela fitoterapia para pessoas que querem emagrecer, devido aos seus efeitos termogênicos que aceleram a queima de calorias  e, em consequência, a perda de gorduras corporais. A vantagem é que essa estimulação ocorre no organismo sem os inconvenientes de alguns medicamentos e suplementos, como problemas renais, cardíacos e dermatológicos (surgimento de acne).

    Pesquisas indicam também que o Chá Verde possui propriedades estimulantes que contribuem para um melhor desempenho na prática de exercícios físicos.

    Além da perda de peso corporal e da queima de calorias e gordura, o Chá Verde promove a drenagem de toxinas e retenção de líquidos, o que significa a redução de inchaços e melhora a aparência de celulite, ao amenizar o aspecto “casca de laranja” de locais como coxas e glúteos.

    O Chá Verde tem ainda propriedades hidratantes e ajuda na boa circulação sanguínea. Já a pele se beneficia do seu poder antioxidante que estimula a produção do colágeno e bloqueia a ação dos radicais livres.

    Apesar desses e outros benefícios do Chá Verde, sua ingestão deve ser acompanhada por um profissional, caso a pessoa tenha problemas de saúde, como obesidade, pressão alta e doenças cardíacas. O chá écontra-indicado para pessoas que apresentam problemas de ansiedade generalizada, insônia ou nervosismo, já que a erva é estimulante e pode piorar estes quadros.

    O Chá Verde pode ser consumido antes das refeições ou ao longo do dia (nesse caso, a quantidade diária ingerida não deve ultrapassar 800 ml). Vale ressaltar que o Chá Verde deve ser consumido até no máximo quatro horas antes de dormir, caso contrário, a bebida pode causar insônia e diurese noturna.

    Outra dica em relação ao uso da bebida é se certificar da autenticidade da erva, que deve ser originária da planta Camellia Sinensis, pois alguns chás vendidos no mercado não são elaborados com as folhas verdadeiras.

    Fitoterápicos para Emagrecer Proibidos no Brasil pela ANVISA

    Há décadas os remédios fitoterápicos para emagrecer são buscados por pessoas que querem se livrar dos efeitos colaterais causados pelos emagrecedores alopáticos. Os produtos fitoterápicos são fáceis de adquirir, principalmente pela internet, já que a maioria é vendida sem receita médica, e entre alguns dos mais populares estão o Agar Agar, a Quitosana e a Pholia Magra.

    No entanto, em alguns medicamentos de fitoterapia para emagrecer foram detectados efeitos colaterais que podem prejudicar a saúde de quem os ingere, e por isso eles estão proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Uma das substâncias naturais proibidas recentemente é Caralluma Fimbriata, originária de uma planta da índia que promete suprimir o apetite. A Anvisa não encontrou nenhuma evidência quanto ao seu poder emagrecedor, além de suspeitar da existência de efeitos colaterais. A fabricação e venda da Caralluma está proibida até que mais pesquisas comprovem sua eficácia e segurança.

    Outros medicamentos proibidos pela Anvisa são o Chá de Sete Ervas da marca Rouxinol e o Chá Emagrecedor 30 Ervas da marca Suco da Terra. Ambos não têm eficácia comprovada, não apresentam as ervas indicadas na embalagem e apresentam riscos gástricos para os usuários.

    O Dietrine Phaseolam é mais um medicamento cujas vendas estão suspensas pela Anvisa. Embora a Faseolamina (extrato de feijão branco), a qual é o composto do medicamento, não seja proibida no país, o fabricante não tem autorização da Anvisa para comercializá-la.

    A Erva de São João não teve sua comercialização proibida, mas entrou para a lista dos medicamentos controlados da Anvisa e só pode ser vendida com retenção de receita médica de controle especial. A erva tem efeitos ansiolíticos e antidepressivos comprovados e é indicada como auxiliar em tratamentos para a perda de peso.

    Apesar de outros remédios fitoterápicos não serem proibidos pela Anvisa, o consumo só deve ser feito com a indicação de um médico, pois eles não estão livres de efeitos colaterais. Por exemplo, a Quitosana (extraída da casca de crustáceos) pode causar alergias graves em pessoas com intolerância a peixes e frutos do mar. Já o Chá Verde pode causar insônia em pessoas ansiosas, se consumido poucas horas antes de dormir.

    Chás da Origem ao Preparo

    Acredita-se que o chá tenha sido descoberto por um imperador chinês que, esperava que sua água fosse fervida, embaixo de uma árvore. Ao bebê-la notou um gosto agradável e uma cor diferente, e viu que isso se devia à queda de uma folha da árvore no seu copo. Nascia o chá, costume que foi difundido pelo mundo todo.
    Chás são infusões em água quente, preparadas a partir de folhas, raízes e flores. Popularmente, a infusão feita a partir de qualquer planta é conhecida como chá, mas o verdadeiro chá é preparado a partir da Camellia sinensis. A partir dessa planta, podem-se obter outros tipos de chá, como o chá preto, chá verde, oolong e aromatizados.
    Para extrair o princípio ativo da planta, recorremos a processos como a maceração e a decocção. Na maceração, deve-se triturar ou amassar a parte que deseja utilizar e mergulhar no líquido escolhido (água, óleo, álcool de cereais, etc.), de acordo com sua necessidade. A mistura deve descansar durante o tempo necessário, que pode ser de até 24 horas.
    A decocção é um processo mais utilizado em cascas, caules e frutos secos. A parte da planta utilizada deve ser fervida e permanecer tampada por alguns minutos. Quando mais fresca, por menos tempo a planta deve ser fervida.
    Muitas pessoas preferem as ervas frescas na hora de preparar o seu chá, devido ao sabor mais acentuado. Mas algumas delas têm o sabor e propriedades mais acentuadas após sua secagem. Outro fator que favorece o uso das ervas secas reside no fato de nem sempre haver a disponibilidade da versão fresca da planta.
    Há três maneiras básicas para secar folhas: pendurar, congelar ou através da imersão em óleo. As folhas devem ser colhidas, de preferência, no final da manhã e antes das flores nascerem, para garantir um melhor resultado e sabor.
    Os chás são bebidas muito utilizadas no mundo todo, já que trazem benefícios ao organismo. Mas é bom tomar cuidado para não fazer o seu mau uso, como cometer excessos ou consumir um chá cuja conservação não tenha sido feita da maneira correta, pois os efeitos podem ser o contrário do que se espera.

     

  • FITOTERAPIA CHINESA

    FITOTERAPIA CHINESA

    A Fitoterapia, literalmente terapia através das plantas, é conhecida na China há quase 3000 anos, época em que os livros eram escritos em pergaminhos, casco de tartaruga e seda.

    Na época da última dinastia Han (25-220 dC), quando os clássicos foram compilados, surgiu a Matéria Medica Clássica do Esposo Divino e Discussões de Desordens Induzidas pelo Frio (Shang Han Lun) de Zhang Zhong Jing, os quais são as fontes de todas as prescrições utilizadas até hoje.

    O povo acreditava na sua habilidade de observar e entender a natureza, a saúde e a doença eram objetos dos princípios da ordem natural.

    O universo é composto de várias forças: a complementaridade oposta do Yin e Yang e os Cinco Elementos. O microcosmo humano é a miniatura destas forças.

    No Shang Han Lun o autor separa as agressões externas (vento, frio, calor, umidade, secura) dos fatores internos (alegria, medo, raiva, melancolia, preocupação) como causas das doenças. Ele distingue as energias que causam perturbações das infecções por penetração de um agente nocivo.

    O respeito à milenar tradição da Fitoterapia Chinesa fez com que as fórmulas utilizadas hoje fossem as mesmas da Dinastia Han. Estas Fórmulas Magistrais encontradas nos livros em diversos idiomas são utilizadas e estudadas em quase todos os países. No Japão, desde 1950 o Ministério da Saúde Japonês reconhece 148 destas fórmulas como de utilidade pública.

    Na fitoterapia chinesa, não se pensa em cura mas sim em equilibrio, pois o organismo busca a auto-cura. Para isto precisamos desestagnar algumas energias paradas, como no caso da TPM – que para medicina chinesa é estagnação do sangue e a pessoa necessita de ervas, que aqueçam e melhorem a circulação do sangue, principalmente naquela parte do corpo.

    O mais importante é suprir o que o corpo necessita naquele momento:

    Seja um Tônico para aumentar a energia de um organismo com falta de CHI (energia), ou uma fórmula para sedar e ajudar a dormir melhor, restaurando esta energia, ou ainda um Tônico de Sangue, por que a pessoa não esta se alimentando direito. Tudo isto pode ser visto, num diagnóstico chinez, de pulso e de lingua ou no diagnóstico japonês do Hara. Se você fornece o que o organismo esta precisando, a pessoa fica em seu melhor estado, com a mente clara, alegre e com energia. Fora deste estado está o desequilibrio, pois saúde é bem estar.

    Devemos conservar o que se tem de mais precioso: O corpo, a Energial Vital dentro do corpo, o Sangue (principalmente as mulheres, pois possuem Deficiência de Sangue, por causa de partos e menstruações, etc) e a mente tranquila. Por isso a maioria dos fitoterápicos são de carater preventivo. A idéia é não deixar o corpo adoecer.

    A Fitoterapia Chinesa é como a alquimia, para se fazer uma fórmula é preciso conhecer as capacidades energéticas, curativas e sinérgicas das ervas, ou seja, a interação de uma planta com as outras. Na formulação Chinesa existe uma erva Imperador, que vai determinar a ação da fórmula, as ervas Ministros, que ajudam a potencializar a ação do Imperador, as ervas Assistentes que são necessárias para o bem estar da pessoa e cuidam do estômago para que este receba bem a fórmula, e por fim as ervas Mensageiras que levam as ervas para o local necessário.

    Acreditamos que trabalhar com as Fórmulas Magistrais, que pertecem na sua maioria a Dinastia Han, seja o modo mais eficientes de se usar a Fitoterapia Chinesa.

  • FITOTERÁPICOS COMO ALTERNATIVA DE TRATAMENTO

    FITOTERÁPICOS COMO ALTERNATIVA DE TRATAMENTO

    Os benefícios das plantas medicinais e de medicamentos fitoterápicos são reconhecidos em todo o mundo como elementos importantes na prevenção, promoção e recuperação da saúde. Para ampliar o acesso a esses medicamentos, o Ministério da Saúde disponibiliza a utilização de fitoterápicos na rede pública.

    Atualmente, 12 medicamentos são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde. Entre eles, estão a Aloe vera (Babosa) para o tratamento de psoríase e queimaduras, o Salix Alba (Salgueiro) contra dores lombares e a Rhamnus purshiana(Cáscara-sagrada) para prisão de ventre.

    Financiados com recursos da União, estados e municípios, os medicamentos podem ser manipulados ou industrializados, e devem possuir registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os produtos são oferecidos em 14 estados: Acre, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal.

    São medicamentos que desempenham um papel importante em cuidados contra dores, inflamações, disfunções e outros incômodos, ampliando as alternativas de tratamento seguras e eficazes pelo SUS. Indicado para o alívio sintomático de doenças de baixa gravidade e por curtos períodos de tempo, os fitoterápicos podem ser produzidos a partir de plantas frescas ou secas e de seus derivados que ganham diferentes formas farmacêuticas, como xaropes, soluções, comprimidos, pomadas, géis e cremes.

    O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, explica que os investimentos em pesquisas para a produção de medicamentos, a partir da flora brasileira, contribuem para o acesso da população e o seu uso racional. “O desenvolvimento dos fitoterápicos no Brasil incorpora as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental, numa mesma iniciativa”, observa.

    Como todo medicamento, o fitoterápico deve ser utilizado conforme orientação médica. Para ter acesso, o usuário tem que procurar um profissional – médico legalmente habilitado em prescrever fitoterápicos – em uma das unidades básicas de saúde dos 14 estados que disponibilizam esses medicamentos. Nessas unidades, o cidadão pode receber atendimento médico gratuito. Com um documento de identificação pessoal e a receita atualizada em mãos, o paciente pode retirar o medicamento em uma das farmácias dessas unidades básicas.

    FITOTERÁPICOS NO SUS

    A promoção do acesso aos medicamentos fitoterápicos teve início em 2007, com a disponibilização pelas secretarias estaduais e municipais de saúde da Maytenus ilicifolia (Espinheira-santa), utilizada no tratamento de úlceras e gastrites, e da Mikania glomerata (Guaco), indicada para os sintomas da gripe. Em 2008, o Governo Federal aprovou o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. O programa tem como objetivo garantir à população o acesso seguro e o uso racional a plantas medicinais e aos fitoterápicos.

    São diretrizes do programa a promoção da pesquisa, desenvolvimento e inovação; a regulamentação e produção de fitoterápicos e insumos à base de plantas medicinais e o cultivo e manejo dessas plantas. Também integram essas diretrizes a distribuição pelo SUS; a comercialização pelo setor privado; a capacitação de recursos humanos e a orientação aos usuários. A iniciativa, além de melhorar o acesso da população a tratamentos integrativos e complementares – seguros e eficazes – promove o uso sustentável da biodiversidade brasileira, o fortalecimento da agricultura familiar e o desenvolvimento tecnológico e industrial da saúde.

    Este ano, o programa ganhou reforço com o repasse pelo Ministério da Saúde de R$ 6,7 milhões a 12 municípios em sete estados, para apoiar o projeto Arranjos Produtivos Locais de Plantas Medicinais e Fitoterápicos no SUS. O montante visa o investimento na aquisição de equipamentos e materiais, contratação de pessoal e qualificação técnica para promover a interação e a cooperação entre os agentes produtivos, o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva, a produção e a distribuição de plantas medicinais e fitoterápicos no SUS.

     

  • A FITOTERAPIA NO MUNDO ATUAL

    A FITOTERAPIA NO MUNDO ATUAL

    Por trás da beleza da natureza esconde-se uma guerra surda pela sobrevivência dos mais aptos. As plantas para sobreviver e evoluir têm que competir por espaço e se defender do ataque de herbívoros e patógenos, em geral. Neste embate de milhões de anos, as plantas foram desenvolvendo suas próprias defesas químicas.

    Esta é uma das razões pelas quais a constituição química das plantas é tão complexa, e porque muitas plantas biossintetizam substâncias para atuar em alvos específicos moleculares de seus predadores. Metabólitos secundários de plantas e micro-organismos são produzidos para modular seus próprios metabolismos e, consequentemente, também podem alcançar alvos terapêuticos de doenças humanas.

    Ao longo do processo evolutivo, o homem foi aprendendo a selecionar plantas para a sua alimentação e para o alívio de seus males e doenças. O resultado desse processo é que muitos povos passaram a dominar o conhecimento do uso de plantas e ervas medicinais.

    O uso de medicamentos é muito recente e sua comprovação por testes clínicos é ainda mais recente. Enquanto os medicamentos apresentam, em sua quase totalidade, um único princípio ativo que é responsável pelo seu efeito farmacológico, os extratos vegetais e de fungos, por exemplo, são constituídos por misturas multicomponentes de substâncias ativas, parcialmente ativas e inativas, que, muitas das vezes, atuam em alvos farmacológicos diferentes. A eficácia destes extratos é o resultado de seu uso, durante muitos anos, por diferentes grupos étnicos.

    Até hoje, alguns povos ainda fazem uso consciente de medicamentos fitoterápicos tradicionais relacionados com saberes e práticas que foram adquiridas ao longo dos séculos. No entanto, deve-se ressaltar que, muitas vezes, o uso desta medicina tradicional se dá por falta de acesso ao medicamento, e é nesse cenário que aparecem os espertalhões que vendem fitoterápicos falsos e milagrosos.

    As plantas consideradas medicinais beneficiaram, e continuam beneficiando a humanidade. Não precisaram dos testes clínicos como os fármacos sintéticos, credenciaram-se pelo seu uso tradicional ao longo de séculos. Ainda hoje muitas são utilizadas para tratamento de enfermidades, mesmo havendo medicamentos sintéticos no mercado para o tratamento das mesmas patologias. No entanto, existem plantas que são venenos por conterem toxinas poderosas que podem levar à morte. Algumas plantas medicinais são, inclusive, incompatíveis com o uso de certos medicamentos.

    A sociedade tem a percepção de que todo produto natural é seguro e desprovido de efeitos colaterais. Em alguns casos, os efeitos dos produtos naturais são apenas psicológicos e, em outros, causam danos irreversíveis à saúde. A falta de informação do público sobre os fitoterápicos tem sido explorada por muitos espertalhões em busca de curas milagrosas e lucros fáceis. Outros com intenções duvidosas, ao invés de esclarecerem os seus benefícios, lançam dúvidas e emitem opiniões sem levar em consideração os milênios que as plantas medicinais estão a serviço da humanidade. A única maneira de combater estes espertalhões é levar informações confiáveis de cientistas ao grande público, sem parcialidade ou interesses econômicos escusos.

    As indústrias farmacêuticas foram, e continuam sendo beneficiadas pelos conhecimentos populares sobre o uso medicinal das plantas. Recentemente, mostrou-se que 50% dos medicamentos aprovados entre 1981 e 2006, pelo FDA, são direta ou indiretamente derivados de produtos naturais. As chances de se obter novas entidades químicas de plantas, fungos, bactérias etc, terrestres ou marinhos são reais. Mesmo que a nova entidade química não passe em todos os testes clínicos, ela servirá de modelo para a síntese de novos candidatos a fármaco.

    Apesar dos muitos desafios enfrentados nas últimas décadas, a Química de Produtos Naturais tem tido avanços importantes com a intersecção com outras áreas afins como Bioquímica, Biologia Molecular, Etnofarmacologia, Imunologia, e de tecnologias inovadoras de análise e elucidação estrutural como a ressonância magnética nuclear, espectrometria de massas4 etc… No Brasil, a Química de Produtos Naturais (QPN) sempre foi uma das áreas que lideraram o desenvolvimento da Química.5 Porém, a QPN enfrenta atualmente diversos desafios a nível global e econômico. A biodiversidade está diminuindo com a redução das florestas e dos recifes de coral, em razão do aumento populacional, da poluição atmosférica e da expansão do agronegócio. Além disso, não se sabe exatamente qual será o efeito do aumento do CO2 na sobrevivência e desenvolvimento das grandes florestas. Como consequência, muitos protótipos naturais para o desenvolvimento de novos fármacos estão sendo perdidos.

    O Brasil precisa avançar no campo da fitoterapia. Este avanço depende de uma forte campanha de esclarecimento público, que deve incluir a classe médica, para mostrar a segurança e eficácia das plantas medicinais de uso tradicional, como uma alternativa terapêutica. É também importante que os melhores químicos de produtos naturais se envolvam com o estudo de plantas medicinais, desde o trabalho de identificação do princípio ativo ao controle de qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor. A complexidade na composição química dos extratos dos fitoterápicos é uma das principais razões para a reprodução dos seus efeitos farmacológicos desejados, e este é o grande desafio que os químicos precisam vencer, padronizando o extrato e informando ao usuário quais são o(s) princípio(s) ativo(s) e a(s) sua(s) concentração(ões).

    Há países que aceitam medicamentos fitoterápicos com vários ingredientes, sinalizando uma mudança de atitude para o reconhecimento destes medicamentos, desde que tenham uma boa observação clínica. Esta mudança está ligada ao entendimento de que o corpo humano é um organismo complexo e que poucas doenças podem ser atribuídas a uma única causa.

    O Ministério da Saúde ao recomendar e indicar 66 plantas medicinais aprovadas pela ANVISA, cujo uso está consagrado na cultura da medicina popular brasileira, teve uma atitude correta e coerente. A etapa seguinte é fiscalizar a comercialização destes fitoterápicos para preservar a saúde do consumidor.

     

  • HISTÓRIA DA HOMEOPATIA

    HISTÓRIA DA HOMEOPATIA

    A construção da Homeopatia ocorreu primeiro pela observação dos fatos e posteriormente pela experimentação das drogas. Em 1790, Hahnemann, que já há algum tempo havia abandonado a prática médica por considerá-la prejudicial às criaturas, mantinha sua família à custa de traduções de obras médicas e literárias.

    Traduzindo para o alemão o “Tratado de Matéria Médica de W. Cullen”, onde o autor relatava que a intoxicação por China officinalis causava os mesmos sintomas da febre malárica e que essa planta era usada no tratamento da malária, resolveu experimentar tal planta, ingerindo aproximadamente 13g de quina duas vezes ao dia.

    Descreveu seus sintomas com riqueza de detalhes e concluiu que a quina não curava febres intermitentes por ser droga amarga e adstringente como se supunha, mas sim porque produzia no homem saudável sintomas parecidos ao da febre intermitente. O que produz sintomas é capaz de curá-los, é o princípio da semelhança – semelhante cura semelhante. Nos anos seguintes Hahnemann experimentou mais de noventa e nove drogas.

    Os estudos evoluíram e pela observação notou que as substâncias grandemente diluídas e potencializadas produziam estímulos maiores no organismo, obtendo-se uma resposta melhor. Daí o uso de medicamentos altamente diluídos.

    “…Cada potência que atua sobre a vitalidade, cada medicamento, afeta mais ou menos a força vital e causa certa alteração na saúde do indivíduo por um período mais longo ou mais curto. … À sua ação a nossa força vital procura opor sua própria energia. Esta ação resistente é uma propriedade e, de fato, uma ação automática de nosso poder de preservar a vida, chamada de ação secundária ou reação.”

    “…Contudo, uma ação contrária secundária certa, não se deverá notar na ação de doses homeopáticas mínimas dos agentes perturbadores no corpo são. Uma pequena dose de cada uma delas produz, certamente uma ação primária que é perceptível ao observador atento; mas o organismo vivo emprega contra ela somente a reação que for necessária para o restabelecimento do estado normal.”

    “…No tratamento antipático, o médico dá para um único sintoma incômodo, entre muitos sintomas da moléstia um remédio que se sabe produzir o oposto exato do sintoma que se tenta eliminar.”

    Ao ingerir de café para evitar o sono segue-se uma excitação excessiva(ação primária), porém mais tarde ocorre certa indolência e sonolência que permanece por algum tempo (reação, ação secundária), se não for sempre removida outra vez, por pouco tempo, bebendo-se mais café. Esse seria um tratamento alopático, onde combate-se o sono com um estimulante, a reação do organismo é combater a excitação com mais sono.

    “A mais importante missão do médico é restabelecer a saúde nos doentes. É o que se chama arte de curar”

    Obtáculos à Curas

    Fatores alimentares, ambientais ou emocionais podem servir de obstáculo à cura. A chegada de um novo animalzinho, a falta de um ente querido, não adaptação à novas pessoas na casa, todos esses eventos podem retardar o tratamento, quando não temos a volta ao início do caso.

    A alimentação também interfere no tratamento, deve haver um padrão alimentar em qualidade e quantidade. Muitas vezes o proprietário não obtém sucesso em bloquear certos alimentos, muitos alimentos saudáveis para os humanos não o são para os animais.Cães e gatos são carnívoros por natureza, proteínas vegetais oferecidas não oferecem os nutrientes necessários na forma que melhor seriam aproveitadas pelo organismo.

    Animais que não podem ter acesso livre ao sol ou espaço para exercícios, moradia úmida, insalubre, vida sedentária, etc podem não apresentar o desenvolvimento desejado do tratamento.

     

     

  • DEFINIÇÃO DE FITOTERAPIA

    DEFINIÇÃO DE FITOTERAPIA

    Do ponto de vista etimológico, o termo “fito” de fitoterapia vem do grego antigo, com o termo mais preciso para “phyton”, que significa “vegetal”. Fitoterapia é a “terapia pelo vegetal ou do mundo vegetal”, hoje consideramos mais fitoterapia como “terapia das plantas”.

    O que é Fitoterapia ?

    Uma prática tradicional, às vezes, muito antiga, baseada na utilização de plantas, as quais tiveram suas virtudes descobertas empiricamente. Segundo a OMS, a fitoterapia é considerada como uma terapia tradicional, e é muito utilizada nos países em desenvolvimento. É uma medicina não convencional, devido à ausência de estudos clínicos.

    Uma prática baseada em pesquisas avançadas e em provas científicas de extratos ativos de plantas. Os extratos ativos identificados são padronizados. Essa prática faz com que os fitoterápicos sejam reconhecidos e estejam de acordo com os regulamentos em vigor no país. A sua circulação está sujeita à autorização de colocação no mercado para produtos acabados, e à regulamentação de matérias primas farmacêutica para preparações magistrais de plantas medicinais, sendo essas manipuladas apenas em farmácias. Falamos de Farmacognosia e Biologia farmacêutica. Mundialmente, estima-se que existam cerca de 35.000 espécies de plantas medicinais.

    Princípios ativos
    São substâncias químicas encontradas nas plantas, que agem isoladamente ou em conjunto para uma ação terapêutica (fonte: Jardim Botânico Bauru, SP).

    Os medicamentos convencionais e a fitoterapia, qual o lugar deles ?

    Você deve saber que mais de um terço dos medicamentos conhecidos como químicos ou alopáticos (encontrados nas farmácias), provem originalmente das plantas. A molécula é utilizada tanto na sua forma original, quanto pode ser modificada por um químico (por exemplo, a aspirina).

    Esse é sobretudo o caso de alguns medicamentos antigos, e de alguns medicamentos utilizados hoje, contra o câncer (por exemplo, o extrato de taxol). Por enquanto, a maioria dos novos medicamentos é produzida por processos químicos e matemáticos muito complexos (síntese), no qual são produzidas milhões de moléculas até o final, sendo selecionadas apenas algumas para realização de ensaios clínicos.

    Exemplos de medicamentos com origem fitoterápica:

    – A aspirina tem sua origem na planta salgueiro e contém uma molécula de ácido acetilsalicílico. O ácido salicílico é um composto do Salgueiro, o qual é transformado quimicamente em ácido acetilsalicílico (aspirina), tendo essa transformação química sido descoberta por um químico alemão da empresa Bayer.

    – A digitalina, que vem da planta dedaleira, é utilizada na insuficiência cardíaca.

    – A papoula é uma planta que contém muitos alcaloides. Estes grupos de substâncias nitrogenadas (contém uma molécula de nitrogênio) são a base de muitas moléculas que agem sobre o sistema nervoso. Algumas são, infelizmente, muito perigosas e ilegais (heroína), mas existem moléculas que possuem uma solução extraordinária na luta contra a dor, no caso a morfina. Esta molécula é isolada a partir da planta papoula. Também pode ser extraída dessa planta a codeína, uma molécula de ação central e muito eficaz contra a tosse seca e a dor (na verdade, esta molécula é transformada na maioria das pessoas em 10% de morfina).

    Mais recentemente, uma molécula virou notícia: a artemisina. Esta substância é extraída de uma planta que cresce na China, a Atermisia annua L. Esta molécula é muito eficaz em associação com outros tratamentos, na luta contra a malária (que causa milhões de mortes por ano). Artemisia annua é uma planta chinesa que há alguns anos deixou a medicina tradicional chinesa e passou a ser empregada com sucesso nos laboratórios farmacêuticos ocidentais. Esta molécula ilustra o potencial incrível das plantas medicinais na luta contra doenças graves. Enquanto investimos pesadamente em técnicas de laboratório para triagem de moléculas (técnica que combina química e informática) para desenvolver um número astronômico de moléculas, a fitoterapia oferece uma alternativa surpreendente. Isso explica o grande interesse geoestratégico, mas também, como vemos, do potencial fitoterápico desse “ouro verde” da China e de sua capital econômica Shangai!

     

     

  • HOMEOPATIA PARA ANSIEDADE E NERVOSISMO

    HOMEOPATIA PARA ANSIEDADE E NERVOSISMO

    A terapia alternativa visa tratar diversas doenças, sem agredir o organismo, podendo ser usada no tratamento dos sintomas da TPM, menopausa, estresse, ansiedade, nervosismo, inflamações nas vias aéreas, disfunções hormonais femininas, lesões graves, tumores, alergias e outros.

    A homeopatia tem a cura baseada na semelhança, pois usa substâncias que são capazes de produzir efeitos similares aos sintomas que o paciente apresenta, induzindo assim uma reação do sistema imunológico do organismo para curar a doença, estimulando os sintomas para que o corpo se regenere.

    Composição e função

    Os medicamentos são feitos a base de substâncias de origem vegetal, animal e mineral que são diluídas em água ou álcool, podendo ser encontrados em gotas, pomada e xarope. Há medicamentos homeopáticos para diversas doenças, como por exemplo, o nervosismo e a ansiedade, para os quais os medicamentos são preparados segundo os fundamentos da homeopatia e respeitando as técnicas da Farmacopeia Homeopática Brasileira, podendo ser usados por pessoas ansiosas e nervosas de qualquer faixa etária. Mas, antes é preciso fazer uma visita ao seu médico psicólogo, pois o mesmo irá diagnosticar se o problema realmente é nervosismo e ansiedade e, a partir disso, irá prescrever um tratamento médico convencional e você pode pedir informações sobre um tratamento terapêutico a partir da homeopatia.

    Recomendações de uso

    Os medicamentos homeopáticos devem ser usados três vez ao dia no caso de xarope ou gotas e no caso de comprimido deve ser tomado somente uma ao dia. A quantidade de gotas deve ser prescrita pelo médico homeopata.
    É importante ressaltar que algumas farmácias de manipulação de medicamentos homeopáticos só comercializam os remédios com prescrição médica, levando sempre em consideração as regras da ANVISA. Entretanto, a maioria normalmente é vendida sem a necessidade de uma receita médica, porém, isso não significa que as pessoas podem se automedicar, pois é fundamental consultar um médico homeopata para tirar todas as dúvidas e relatar os sintomas para poder chegar ao diagnóstico correto e o tratamento homeopático adequado.

    Para manipular os seus remédios homeopáticos, lembre-se sempre de procurar laboratórios de manipulação de sua região de boa procedência e que usam substâncias naturais verdadeiras para que não corra o perigo de causar uma possível intoxicação medicamentosa e levar a problemas sérios de saúde.

    Técnicas para controlar o nervosismo

    O nervosismo atinge muitas pessoas durante o dia seja em casa ou no trabalho, devemos saber que ele pode nos trazer sérias consequência A vida agitada e os problemas diários causam estresse e nervosismo que prejudicam a saúde de forma geral, ficamos á flor da pele e sentimos ansiedade, vontade de roer as unhas, irritação e tensão muscular, as pessoas com nervosismo constante podem desenvolver doenças. Não devemos ultrapassar nosso limite, é muito importante realizar as tarefas diárias com calma e agendar os compromissos de acordo com a disponibilidade de horários, devemos ter calma, paciência e respirar fundo diante de situações difíceis e estressantes, existem técnicas de relaxamento que ajudam a controlar o nervosismo, como a prática de yoga, meditação, massagens relaxantes, acupuntura e exercícios físicos.

    Benefícios da atividade física

    É fundamental aprender a controlar a respiração, inspire pelo nariz e aspire pela boca de forma lenta, essa técnica é eficaz para aliviar a tensão e o nervosismo. A caminhada é uma atividade física que melhora o humor e ajuda a acalmar e tranquilizar a mente, auxilia o corpo na produção de serotonina que é o hormônio capaz de proporcionar sensações de bem estar, quando caminhar respire levemente e devagar, tenha pensamentos positivos para limpar a sua mente, refletir momentos especiais ajuda a limpar a sua mente dos problemas que te deixam nervoso.

    Sintomas

    O nervosismo pode desenvolver doenças na pele, pode desencadear doenças gástricas, respiratórias, circulatórias, saiba que as doenças que se desenvolvem devido ao estresse e ansiedade geralmente costumam causar espinhas, cefaléia, ulcera, gastrite, hipertensão e asma.

    Receita caseira

    Você pode tomar duas xícaras de chá de camomila, erva cidreira ou melissa nos intervalos das refeições, pois as ervas possuem propriedades calmantes e terapêuticas em sua composição ajudam a acalmar a mente e diminuir o nervosismo, você pode preparar também suco de maracujá que é excelente para relaxar o corpo e tranquilizar a mente.

    A yoga tem também exercícios que são fisicamente intensos, mas que acalmam a mente porque é necessário concentrar-se naquilo que o seu corpo está a fazer, ela exige a meditação que se focam na respiração. Cuide-se mais e não deixe que pequenas atitudes deixe seu dia para baixo, reaja e mostre que você é maior que seus problemas.

     

  • BELO MONTE, ANÚNCIO DE UMA GUERRA

    BELO MONTE, ANÚNCIO DE UMA GUERRA

    [vc_row][vc_column][vc_column_text css_animation=”fadeInUp”]Belo Monte é uma usina hidrelétrica que foi construída no coração da Amazônia, na Volta Grande do rio Xingu na cidade de Altamira, Pará. Um verdadeiro desastre do ponto de vista ambiental, econômico e social

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  • DESFRUTE DA REFLEXOLOGIA

    DESFRUTE DA REFLEXOLOGIA

    todo mundo gosta de uma boa massagem nos pés. Mas, quando ela é realizada por especialistas em reflexologia, seu efeito não é apenas relaxante, mas pode auxiliar no tratamento de doenças físicas e psicológicas.

    Reconhecida pelo Ministério da Saúde do Reino Unido como uma terapia complementar, a técnica possui tradição milenar e já era conhecida na antiguidade em países como Egito, Índia e China. No início do século XX, o otorrinolaringologista americano William Fitzgerald descobriu a reflexologia moderna (terapia zonal), que pressupõe linhas de energia ramifi cando-se por todo o corpo. Segundo Noriyuki Kashiwaya, professor de Reflexologia do Centro de Estudos de Acupuntura e Terapias Alternativas, a prática compreende a estimulação de determinados pontos situados nos pés, que se relacionam a regiões específicas do corpo humano, conhecidas como áreas reflexas. “Cada área corresponde aos órgãos, nervos, glândulas e partes do corpo inteiro”, diz Kashiwaya.

    A partir da pressão desses pontos, o corpo relaxa, a circulação sanguínea melhora e os órgãos e glândulas se equilibram. Como a maioria dos problemas de saúde está relacionada ao estilo de vida, a reflexologia se apresenta como uma terapia útil, não invasiva, sem contraindicações, que estimula o funcionamento correto do corpo, fortalecendo o organismo e desbloqueando tensões.

    Por dentro da técnica

    Louise Keet, diretora da London School of Refl exology (Reino Unido) e autora do livro A bíblia da reflexologia, um guia definitivo para a reflexologia (Pensamento), afi rma: “Esta não é uma terapia para diagnosticar doenças, nem um tratamento médico. Ela não cura: só o corpo pode fazer isso. A reflexologia apenas facilita sua recuperação”. Kashiwaya completa: “O que acontece é que o terapeuta, através da técnica, ativa essa capacidade que todo corpo possui, levando-o ao equilíbrio”.

    A técnica pode ser aplicada em qualquer pessoa: bebês, idosos, grávidas e até em pacientes oncológicos, ou como parte dos cuidados paliativos. Estudos científicos preliminares têm demonstrado que a reflexologia é efetiva para distúrbios como ansiedade, estresse, tensões, constipação crônica, diabetes do tipo 2, bem como no controle da dor. Kashiwaya acrescenta que o objetivo final é o equilíbrio integral. “Por isso, a terapia é indicada para todo tipo de patologia, a menos que seja um caso cirúrgico, onde houve uma fratura exposta”, exemplifica.

    Numa primeira visita, o terapeuta observará atentamente a pessoa e investigará seu histórico para conhecer seus hábitos de vida. Após essa primeira fase, ela será convidada a se sentar ou a se deitar para exame dos pés. Avaliadas as áreas a serem tratadas, as sessões terão duração média de 20 minutos. E as sessões serão semanais ou, em casos mais graves, poderão ocorrer a cada três dias. “É difícil dizer quanto tempo durará o tratamento, pois isso dependerá da evolução e da saúde de cada um”, fala o professor.

    A formação se dá por e diploma de graduação em  terapia naturista  e também por meio de cursos livres. Segundo Kashiwaya, na hora de escolher um profissional, o melhor a fazer é investigar sua formação. “O bom profissional deve se empenhar em utilizar todo conhecimento adquirido. Mas o importante é sua intenção. Esta, somada à capacidade de ouvir a pessoa, representa 50% do trabalho”, conclui.

    Desfrute da reflexologia
    Conheça uma prática milenar suave e segura que visa a saúde integral e tem trazido alívio no controle da dor até para quem tem câncer

    TIRE SUAS DÚVIDAS

    A reflexologia é feita somente nos pés?
    Não, ela pode ser também manual, facial, nasal, auricular, óssea, ocular e até dental.

    A técnica dói?
    Em geral é indolor, mas pode doer em determinados pontos. Terapeutas bem treinados devem avaliar os limites de cada indivíduo.

    Dá cócegas?
    Os terapeutas têm conhecimento e habilidade para manusear e estimular pontos com firmeza que nada se parece com cócegas.

    É segura?
    Sim, e pode ser aplicada em bebês, idosos, grávidas e até em pessoas submetidas a tratamentos oncológicos ou cuidados paliativos.

    É um tipo de massagem embelezadora para os pés?
    Não, é uma terapia que estimula pontos que se relacionam a órgãos vitais do organismo e leva ao equilíbrio integral.

    Todos os benefícios que você pode ter

    •  A técnica ajuda o corpo a restabelecer-se de quaisquer distúrbios a que esteja sujeito
    • Diminui o efeito do estresse
    • Estimula o sistema imunológico
    • Alivia a dor
    • Melhora a circulação
    • Agiliza o trânsito intestinal
    • Elimina detritos orgânicos
    • Livra o corpo de toxinas
    • Estimula os nervos
    • Promove relaxamento geral
    • Cria vínculos mais sólidos com as crianças
    • Facilita o convívio entre as pessoas
    • Ajuda na recuperação pós-cirúrgica, diminuindo a dor e acelerando a cura

     

  • O QUE É QUIROPRAXIA

    O QUE É QUIROPRAXIA

    Quiropraxia é a ciência, arte e filosofia que se preocupa com a saúde plena, restabelecendo e mantendo o sistema nervoso livre de interferências e funcionando apropriadamente, sem o uso de medicamentos ou cirurgia.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Quiropraxia é uma profissão da saúde que lida com o diagnóstico, tratamento e a prevenção das desordens do sistema neuro-músculo-esquelético e dos efeitos destas desordens na saúde em geral. Há uma ênfase em técnicas manuais, incluindo o ajuste e/ou a manipulação articular e com um enfoque particular nas subluxações.

    Complexo de Subluxação

    Segundo o CID -10 M99.1 (Código Internacional de Doenças), “complexo de subluxação é uma relação aberrante entre duas estruturas articulares adjacentes que pode ter sequelas funcionais ou patológicas, causando uma alteração nas reflexões neurofisiológicas e/ou biomecânicas destas estruturas articulares, e/ou outros sistemas corpóreos que podem ser diretamente ou indiretamente afetados por estas estruturas.”

    A Quiropraxia baseia-se no fato de que o corpo é um organismo com características auto-reguladoras e auto-curadoras. Estas funções importantes são controladas pelo cérebro e por todos os nervos do corpo que passam pela coluna vertebral. Os ossos do crânio protegem os tecidos delicados do cérebro. Os ossos móveis da coluna protegem as trilhas de comunicação da medula espinhal e suas raízes nervosas que saem em todas as direções. Se a comunicação do sistema nervoso sofrer algum tipo de “interferência” ou “irritação” por um mau posicionamento ou movimento inadequado dos ossos, ele pode causar o mau funcionamento dos tecidos e órgãos por todo o corpo. Os Quiropraxistas chamam isso de Complexo de Subluxação .

    A manipulação articular promove o ajuste Quiropráxico que tem por objetivo remover o complexo de subluxação e devolver a normalidade possível ao organismo. Assim ao retirar o que está causando a interferência ou irritação nervosa, aumenta o movimento, melhora a circulação, reduz o inchaço e a dor. Uma coluna vertebral saudável, bem alinhada e movendo-se por toda a faixa de movimento permite que o sistema nervoso funcione apropriadamente e o corpo volta a ser capaz de exercer sua fisiologia natural para curar-se.

    Tipos de Subluxação

    1.CERVICAL – Dores de cabeça, insônia, pressão alta, acne, sinusite, alergias, estrabismo, problemas oculares e auditivos, amnésia, crises nervosas, cansaço crônico, vertigem, febres, catarro, dormência de braços, dores, neurite, surdez, neuralgias, torcicolos, faringite, ronco.

    2.TORÁCICA – Artrite, asma, úlcera, gastrite, reumatismo, tosse, dificuldades para respirar, dores em braços, problemas coronários, dores no peito, bronquite, pleurite, pneumonia, gripe, congestão, herpes, má circulação, sanguínea, indigestão, cardiologia, dor no abdómen, gases fadigas, urticária, problemas renais.

    3.LOMBAR – Prisão de ventre, varizes, dor em nervo ciático, lombalgia, hérnias, cólicas, diarreia, dor e debilidade crônica, problemas de bexiga, problemas menstruais, incontinência, impotência, dores de joelho, edemas em membro inferior, pés frios, pernas tensas, esterilidade, pernas fracas.

    4.SACRO – Dores ao sentar, hemorróidas, certos tipos de esterilidade, coceira, varizes, dores no quadril.

    O tratamento de Quiropraxia

    Da mesma maneira que há razões diferentes para visitar um quiropraxista, há tipos diferentes de tratamentos. Alguns pacientes querem simplesmente o alívio da dor. Outros estão procurando um modo de se manter saudável. Em qualquer desses casos a Quiropraxia atua.

    Quiropraxia só trata de dores nas costas?

    O tratamento de quiropraxia corrige problemas vertebrais (subluxações) em qualquer lugar em sua coluna, não só sua dor nas costas. Uma subluxação existe quando os ossos vertebrais (vértebras) se tomam desalinhados ou perdem sua amplitude normal de movimento. Nesses locais ocorrem irritações ou pressões sobre os nervos o que interfere na comunicação entre o cérebro e o corpo (e vice-versa). Usando ajustes altamente específicos, a subluxação será eliminada, e a comunicação restabelecida. Assim, sua coluna e seu sistema nervoso voltam a funcionar corretamente. Para que isso aconteça, estão disponíveis diferentes tipos de cuidado quiropraxista.

    Quais os cuidados necessários?

    Todo tratamento de quiropraxia começa com um exame inicial depois do qual podem ser recomendadas radiografias para determinar a seriedade de seu problema. Além de ser ajustado, você pode ser orientado a fazer exercícios, mudar seus hábitos alimentares além de dicas sobre como melhorar sua postura. Tratamento de alívio – Aqui buscamos o alívio de dor aguda e do desconforto que o acompanha. Dependendo do diagnóstico, da idade e da condição física, podem ser requeridas visitas freqüentes por um período relativamente curto. Tratamento corretivo – Busca eliminar os problemas vertebrais que existem há mais tempo. Como eles existiram por um tempo mais longo requerem um período mais longo de tratamento. É como se o corpo já estivesse acostumado àquela posição “errada”, e o trabalho da Quiropraxia será o de “ensinar” o corpo a aceitar como “normal” esta nova posição. Tratamento de manutenção- Ajuda a manter os benefícios que você alcançou nos tratamentos de alívio e corretivo. Continuando o trabalho de quiropraxia e recebendo ajustes periódicos você se mantém saudável e previne a volta ou o aparecimento de novas subluxações. O cuidado da quiropraxia, exercícios e uma dieta sensata lhe ajudarão a desfrutar de uma melhor saúde no futuro.

    Sabemos ainda que é o cérebro que coordena todas as células, órgãos, sistemas e funções do organismo. É o cérebro que controla a temperatura corpórea, a pressão arterial, a frequência cardíaca e a respiração, controla ainda nossos movimentos físicos ao andarmos, ficarmos em pé ou sentarmos, aceita milhares de informações vindas dos nossos vários sentidos (visão, audição, olfato) além de nos deixa pensar, sonhar, raciocinar, sentir emoções, etc.

  • A TV ANTIEDUCATIVA

    A TV ANTIEDUCATIVA

    por Valdemar Setzer

     Introdução

    As forças que estão por trás da tecnologia são infinitamente inteligentes, mas não tem um pingo de bom senso. Com isso, sempre exageram, e pessoas que antes não percebiam os problemas que ela produz passam a notá-los. Esse é o caso da TV. Nas décadas de 1960 e 70, quando meus filhos eram crianças ou adolescentes, eu e minha esposa éramos considerados “bichos papões”, devido à nossa posição contra esse aparelho, principalmente quanto ao mal que ele causa em crianças e adolescentes. (mais…)

  • O QUE PROVOCA O ENVELHECIMENTO

    O QUE PROVOCA O ENVELHECIMENTO

    Há poucas diferenças físicas entre um grupo de alunos da primeira série. Porém, se você der uma olhada no mesmo grupo 65 anos depois, as diferenças físicas são em número muito maior do que as semelhanças. Alguns serão símbolos da saúde, ao passo que outros estarão lutando com um ou mais problemas crônicos. Uns estarão vigorosos; outros, letárgicos.

    Os genes e o ambiente são apenas alguns dos fatores que podem afetar ou causar o envelhecimento.

    À medida que envelhecemos, vamos ficando cada vez menos fisicamente parecidos com nossos semelhantes. Isso acontece em razão da soma de nossas experiências de vida. Aos seis anos, ainda não aconteceu muita coisa a nossos corpos a ponto de nos deixar radicalmente diferentes dos outros.

    Na meia-idade e na terceira idade, já tivemos décadas para desenvolver e manter hábitos que causam grandes impactos sobre nossa saúde, tanto positiva quanto negativamente.

    Mãos velhas

    Muita gente se preocupa com o envelhecimento do rosto e esquece das mãos. Saiba o que causa o envelhecimento das mãos e os tratamentos específicos.O ambiente também afeta nossa saúde, incluindo o local onde trabalhamos e vivemos e o quanto nos expomos a doenças contagiosas. O ato de envelhecer é universal, mas cada um de nós passa por isso de maneiras diferentes.

    Quando estamos velhos?

    O envelhecimento pode até ser inevitável, mas o ritmo em que ele acontece não é. O motivo e a maneira como nossos corpos envelhecem ainda estão envoltos em bastante mistério, embora estejamos aprendendo mais a cada ano que passa. Os cientistas, no entanto, acreditam que a idade cronológica tem pouco a ver com a idade biológica, ou seja, o número de velas em seu bolo de aniversário só funciona como um marcador de tempo e, na verdade, diz muito pouco sobre sua saúde.

    Natureza ou criação?

    As complexidades do envelhecimento dificultam a descoberta do motivo exato pelo qual uma pessoa envelhece bem, enquanto outra parece e age como se fosse mais velha do que realmente é. Boa saúde e resistência são passados de geração para geração como olhos azuis e cabelos loiros?

    Ou será que são produto do ambiente, incluindo os alimentos que comemos, a exposição a compostos químicos perigosos ou doenças contagiosas ou a falta de exercícios regulares? Certamente todos têm sua importância, mas ainda não sabemos qual exerce mais influência.Os genes são muito bons em prever a saúde e a longevidade, ou doenças e morte, mas são apenas uma parte da história toda. Se seus pais e avós chegaram bem aos 90 anos, são boas as chances de que você também consiga, contanto que não abuse de seu corpo no meio do caminho (cientistas dizem que toda a genética pára de exercer influência quando chegamos aos 80, pois a partir daí o histórico familiar não afeta a longevidade, ou afeta pouquíssimo).

    Caso seu pai tenha morrido jovem com um ataque do coração ou sua mãe tenha tido câncer, você pode estar geneticamente predisposto a ter essas doenças. Os cientistas do Projeto Genoma Humano continuam a descobrir mais e mais determinantes genéticos para doenças crônicas e fatais.Embora os genes determinem, parcialmente, quem irá desenvolver problemas crônicos que aceleram o processo de envelhecimento, como câncer e doenças cardíacas, não há dúvidas de que um estilo de vida saudável é sua melhor arma contra seus genes, ou mesmo a chave de ouro, caso já tenha genes bons.Um homem cujos pais e irmãos tenham morrido de ataque cardíaco durante os 40 e 50 anos de idade pode escapar do mesmo destino ao se exercitar regularmente e manter seus níveis de colesterol e peso corporal sob controle.

    Por outro lado, um homem sem nenhuma predisposição genética para doenças do coração pode criar problemas cardíacos se comer alimentos gordurosos e que obstruem as artérias ou levar um estilo de vida totalmente sedentário.Estilos de vida saudáveis atrasam várias das mudanças trazidas pela idade e nunca é tarde demais para pegar a estrada da saúde. Ingerir alimentos nutritivos ajuda muito a garantir a boa saúde; por exemplo, obter quantidade suficiente de cálcio e vitamina D em qualquer idade irá retardar o início e a progressão da osteoporose, uma doença óssea que causa dor, fraturas, hospitalização e até morte para os mais velhos.Caso seja um fumante e decida parar, em qualquer momento de sua vida, já terá diminuídas as chances de ter um ataque cardíaco. Praticar exercícios ou tornar-se mais ativo fisicamente aumenta o funcionamento pulmonar e diminui o risco de um ataque cardíaco, independentemente de sua idade.

    Como envelhecemos?

    As células, unidade mais básica do corpo, estão no cerne de qualquer discussão sobre o envelhecimento. Temos trilhões de células e elas se dividem em diferentes tecidos que compõem órgãos, como seu cérebro, coração e pele.Algumas células, como as que revestem o trato gastrointestinal, reproduzem-se continuamente, ao passo que outras, como as células no interior das artérias, ficam dormentes e se replicam em resposta a ferimentos.

    Há outras, contudo, incluindo as células cardíacas, nervosas e musculares, que não podem se reproduzir. Algumas dessas células que não se reproduzem possuem curtos períodos de vida e devem ser substituídas continuamente por outras células (células vermelhas e brancas do sangue são bons exemplos disso).Outras, como as células nervosas e cardíacas, vivem por anos ou até décadas. Ao longo do tempo, a morte celular ocorre em um ritmo mais rápido do que a produção celular, o que nos deixa com menos células. Como resultado, ficamos com uma capacidade menor de reparar o desgaste do corpo e com nosso sistema imunológico comprometido.

    Acabamos ficando mais suscetíveis a infecções e menos eficientes na tarefa de procurar e destruir células mutantes que poderiam causar tumores. Na verdade, vários adultos mais velhos sucumbem a problemas a que teriam resistido quando eram mais jovens.Embora a morte celular seja a base necessária para a compreensão do processo de envelhecimento, não é o único fator. Esse processo é extremamente complicado e costuma ser difícil distingüir entre as alterações que são resultado do tempo e as que derivam de condições médicas mais comuns, incluindo pressão alta e doenças cardíacas.O envelhecimento é o declínio inevitável da resistência do corpo levando à diminuição das capacidades, tanto mentais quanto físicas.

    Algumas alterações da idade afetam a todos nós. Um exemplo é a diminuição da qualidade da visão: consideramos normal a necessidade de óculos para compensar a perda de visão, principalmente porque esse problema afeta todo mundo que viver muito tempo.Por outro lado, a catarata, formações no cristalino do olho que nublam nossa visão, pode ser prevenida e não é considerada parte do processo de envelhecimento, apesar de surgir predominante em pessoas mais velhas. Para complicar ainda mais, os órgãos envelhecem em velocidades diferentes, o que explica o motivo de alguém de 50 anos conseguir ouvir tão bem quanto alguém 20 anos mais novo, mas, ao mesmo tempo, ter artrite e pressão alta.Há várias teorias sobre as causas do envelhecimento. Algumas dizem que o envelhecimento está pré-programado em nossas células, ao passo que outras afirmam que o envelhecimento é o principal resultado dos danos sofridos por nossas células.

    Que som é esse?

    De acordo com a teoria, é seu relógio biológico, movendo-se a um ritmo pré-determinado. Essa mesma teoria diz que o DNA, o material genético das células, tem a data de morte marcada desde o dia em que você nasce. Embora essa teoria pareça fatalista na superfície, lembre-se de que biologia não tem nada a ver com destino. Não dá para mudar seus genes, mas é possível diminuir o ritmo do tempo com boa alimentação e atividade física regular.

    Seu corpo produz hormônios que ajudam a regular inúmeras funções, incluindo crescimento, comportamento, reprodução e sistema imunológico. Na juventude, a produção hormonal é alta, mas, conforme se vai envelhecendo, os níveis hormonais caem diminuindo a capacidade do corpo de se reparar e se manter funcionando perfeitamente.

    O trabalho das células produz dejetos. Ao longo do tempo, as células acabam produzindo mais dejetos do que conseguem eliminar, o que pode afetar sua própria capacidade de funcionamento e lentamente levar à morte. A lipofuscina, ou pigmento do envelhecimento, é um dos dejetos encontrados principalmente em células nervosas e nos músculos cardíacos. A lipofuscina, que liga gordura a proteínas nas células, vai se acumulando com o tempo e pode interferir no funcionamento celular.

    O colágeno da proteína está no centro dessa teoria. O colágeno, algo como a cola do corpo, é uma das proteínas mais comuns na composição da pele, ossos, ligamentos e tendões. Na juventude, ele é flexível, mas conforme envelhecemos vai se tornando mais rígido e encolhe. É por isso que sua pele fica menos elástica do que antes.

    Deixando a estética de lado, ligações cruzadas podem bloquear o transporte de nutrientes para as células e obstruir a remoção de dejetos. Os radicais livres são saqueadores que circulam por seu corpo, prontos a atacar células saudáveis, sendo produzidos como parte das milhões de reações químicas realizadas por seu corpo para sustentar a vida.

    Além disso, seu corpo também produz radicais livres em resposta a toxinas do ambiente, como quantidade excessiva de exposição desprotegida à luz do sol e à fumaça do cigarro. Os radicais livres oxidam suas células (assim como o metal, que enferruja). Como são moléculas desequilibradas e voláteis, sacrificam as células saudáveis para ficarem mais estáveis.

    Ao fazer isso, os radicais livres destroem ou alteram o DNA, o diagrama genético da célula, e afetam várias outras funções celulares. Os radicais livres podem matar as células como resultado de seus ataques ou criar células mutantes que levam a outros problemas crônicos, incluindo câncer e doenças cardíacas. Felizmente, o corpo tem um sofisticado sistema de defesa contra os radicais livres. Infelizmente, porém, essas defesas perdem eficácia com o tempo e os danos celulares se tornam maiores.

    Essa teoria também poderia ser chamada de Teoria Use e Perca. A idéia é de que o uso e o excesso de uso dos órgãos os deixa cada vez mais perto da destruição. Acredita-se que a alimentação ruim, o excesso de álcool e o fumo aceleram o desgaste natural do corpo. Com a idade, o corpo perde sua capacidade de se reparar.

    Como ocorre o desgaste?

    Os radicais livres, que causam os danos celulares, podem ser os culpados. Assim como a ideia do desgaste, essa teoria diz que você nasce com uma certa quantidade de energia. Se viver em ritmo “rápido”, vai morrer jovem, já que usou suas reservas de energia mais rapidamente. Já as “pessoas relaxadas”, que sofrem menos estresse e levam a vida com mais tranqüilidade, conseguiriam viver mais se essa teoria se mostrar correta.

    A defesa mais importante contra germes e toxinas é um sistema imunológico forte. São as células brancas que englobam e destroem possíveis pestes, como as bactérias e os vírus. Além disso, elas ainda fabricam anticorpos, os “soldados” que patrulham a corrente sanguínea, atacando e desarmando qualquer substância que não reconheçam como parte do corpo.

    O problema é que o sistema imunológico perde sua eficiência com o tempo, fazendo com que menos anticorpos sejam produzidos e aumentando seu risco de contrair infecções. E mais: o corpo pode começar a produzir anticorpos que destroem seu próprio tecido, as chamadas doenças auto-imunes, como lúpus e artrite reumatoide.

     

     

  • COMO FUNCIONA O CORAÇÃO

    COMO FUNCIONA O CORAÇÃO

    Todo sabemos que o coração é um órgão vital. Não podemos viver sem nosso coração. Porém, sendo muito direto, o coração é apenas uma bomba. Uma bomba importante e complexa, mas ainda assim, apenas uma bomba e, como qualquer outra bomba, pode entupir, quebrar e precisar de conserto.

    É por isso que é importante saber como funciona o coração. Com um pouco de conhecimento sobre o que é bom ou ruim para ele, você pode reduzir significativamente o risco de ter uma doença cardíaca.

    Coração artificial

    Itália anuncia implante de coração artificial permanente em adolescente. O sangue do jovem será bombeado por uma bomba hidráulica ativada eletricamente.
    As doenças cardíacas são a causa principal de mortes nos EUA e no Brasil 300 mil brasileiros morrem do coração todos os anos. Isso significa uma morte a cada 44 segundos. A boa notícia é que essa taxa está caindo. Infelizmente, as doenças cardíacas causam morte súbita e muitas pessoas morrem antes de chegar ao hospital.
    O coração também tem um lugar especial em nossa psique coletiva. Ele é sinônimo de amor, mas tem outras associações também. Veja aqui alguns exemplos:
    ter coração – ser piedoso
    mudar o coração – mudar de idéia
    saber algo de cor (de coração) – memorizar algo
    coração partido – perder um amor
    sentir do fundo do coração – sentir profundamente
    ter um bom coração – ser bom
    sem coração – maldoso
    coração pesado – tristeza
    ouvir seu coração – seguir sua intuição

    Certamente nenhum outro órgão do corpo traz à tona tanto sentimento.

    Neste artigo, estudaremos este órgão importante para que possamos entender o que faz seu coração bater.

    O coração é músculo oco em forma de cone, localizado entre os pulmões e atrás do esterno (osso do peito). Dois terços do coração fica ao lado esquerdo da linha mediana do corpo e 1/3 à direita.

    O ápice (ponta final) aponta para baixo e para a esquerda. Ele tem 12 cm de comprimento, 8-9 cm de largura e 6 cm da frente para trás e é mais ou menos do tamanho do seu punho. O peso médio do coração de uma mulher é 250 g e de um homem 300 g. O coração representa menos de 0,5% do peso total do corpo.

    Ele tem três camadas: a camada lisa, dentro do coração, é chamada endocárdio, a camada média do músculo cardíaco é chamada miocárdio, ele é rodeado por uma película chamada pericárdio.

    O som do coração

    Quando alguém escuta seu coração com um estetoscópio, os som é freqüentemente descrito como tum-tuum tum-tuum. O som da primeira batida do coração (tum) é provocado pela aceleração e desaceleração do sangue e por uma vibração do coração no momento em que as válvulas tricúspede e mitral se fecham. A segunda batida do coração (tuum) é causada pela mesma aceleração e desaceleração do sangue e vibrações no momento que que as vávulas pulmonar e aórtica se fecham.
    O coração é dividido em quatro câmaras:

    átrio direito (AD)
    ventrículo direito (VD)
    átrio esquerdo (AE)
    ventrículo esquerdo (VE)

    Cada câmara tem um tipo de válvula unidirecional em sua saída que evita que o sangue retorne. Quando cada câmara se contrai, a válvula em sua saída se abre. Quando a contração termina, a válvula se fecha evitando que o sangue retorne na direção contrária.

    a válvula tricúspide fica na saída do átrio direito.
    a válvula pulmonar fica na saída do ventrículo direito.
    a válvula mitral fica na saída do átrio esquerdo.
    a válvula aórtica fica na saída do ventrículo esquerdo.

    Quando o músculo cardíaco se contrai ou bate (chamada sístole), ele bombeia o sangue para fora do coração. O coração contrai em dois estágios. No primeiro estágio, os átrios se contraem ao mesmo tempo, bombeando o sangue para os ventrículos. Então os ventrículos se contraem juntos para empurrar o sangue para fora do coração. Depois o músculo cardíaco relaxa (chamada diástole) antes da próxima batida. Isso permite que o sangue preencha o coração novamente.

    Os lados direito e esquerdo do coração têm funções separadas. O lado direito coleta sangue venoso (pobre em oxigênio) do coração e bombeia para os pulmões, onde o sangue pega oxigênio e libera dióxido de carbono. O lado esquerdo do coração coleta o sangue arterial (rico em oxigênio) dos pulmões e bombeia para o corpo, para que todas as células recebam oxigênio adequadamente.

    Quanto sangue seu coração bombeia?

    Um coração normal bombeia 70 ml por batida. E, como já mencionamos, um batimento cardíaco normal é de 72 batidas por minuto. Portanto, um coração médio bombeia 5 litros por minuto. Em outras palavras, bombeia 7.200 litros por dia, quase 2.628.000 litros por ano ou 184.086.000 litros até os 70 anos de idade. Nada mal para uma bomba de 300 gramas!

     

     

  • COMO FUNCIONA O CHORO

    COMO FUNCIONA O CHORO

    Todo mundo tem um daqueles dias em que tudo parece dar errado. Seu despertador não funciona, você fica sem gasolina no caminho para o trabalho (para o qual você já estava atrasado), você derrama café na sua mesa, e fica preso em um engarrafamento na hora de voltar para casa. No final do dia, só o que você quer fazer é tomar um banho quente e correr para a cama. E neste ponto, muitos de nós recorremos ao verdadeiro e natural método para aliviar o estresse – o choro.

    O choro alivia o estresse

    Obviamente, experiências mais sérias e traumáticas podem “abrir a torneira” instantaneamente como nascimentos, mortes, doenças (particularmente em filhos ou pais), infidelidade e crimes violentos. As causas mais comuns do choro, no entanto, são baixos níveis de estresse ou frustração e assistir algo triste na televisão.

    De qualquer forma, nem mesmo os mais “machos” dos homens estão livres das lágrimas. Como seres humanos, estamos sempre propensos a chorar e somos os únicos seres do planeta que derramam lágrimas emocionais (os elefantes e gorilas podem ser exceções, embora ainda não tenham sido comprovadas). Então, a não ser que você seja um crocodilo de água salgada que chora apenas para eliminar o excesso de sal dos olhos, as chances são grandes de que você já tenha chorado muito – e ainda venha a chorar mais ainda.

    Já se fala sobre o choro há bastante tempo. Rumores históricos dizem até mesmo que São Francisco de Assis ficou cego por derramar tantas lágrimas. Uma antiga pesquisa sobre esse tema atribuiu essa resposta fisiológica à cremação de entes queridos nos tempos pré-históricos. De acordo com Paul D. MacLean, quando nossos antigos ancestrais cremavam seus mortos eles eram inundados por emoções, bem como pela fumaça que entravam em seus olhos. MacLean acreditava que esses fatores causavam lágrimas reflexivas e que com o tempo acabaram ligadas à morte em nossas psiques.

    Neste artigo, você lerá sobre como a sociedade atual percebe o choro e como homens e mulheres diferem tanto física como emocionalmente quando se trata de chorar. Nós também discutiremos a fisiologia por trás do choro, os vários tipos de lágrimas e como o choro pode te ajudar a evitar e diagnosticar problemas de saúde.

    O propósito do choro

    O que acontece exatamente quando você chora? Um fluido salgado cheio de proteína, água, muco e óleo é liberado da glândula lacrimal na região superior e externa de nosso olho. Em seguida este fluido, mais conhecido como lágrima, escorre pelo nosso olho, atravessa o rosto e, no caso das mulheres, estraga a maquiagem.

    No entanto, nem todas as lágrimas são emocionais. Na verdade, existem três tipos de lágrimas, e todas elas com diferentes propósitos. As lágrimas basais estão onipresentes em nossos olhos. Essas constantes lágrimas são o que impedem os nossos olhos de secar completamente. O corpo humano produz uma média de 140 a 280 gramas de lágrimas basais por dia. Elas drenam através da cavidade nasal, razão pela qual muitos de nós ficamos com o nariz escorrendo.

    Piscando os olhos

    O segundo tipo são as lágrimas reflexivas que servem para proteger o olho humano de algo irritante como a fumaça, cebolas ou até mesmo um forte vento empoeirado. Para conseguir essa façanha, os nervos sensoriais de sua córnea comunicam essa irritação ao seu tronco cerebral, que por sua vez envia hormônios para as glândulas localizadas nas pálpebras. Esses hormônios fazem com que os olhos produzam lágrimas, livrando-os da substância irritante.

    O terceiro tipo de lágrimas são as lágrimas emocionais. Tudo começa na parte do cérebro onde a tristeza é registrada. O sistema endócrino é então acionado para que libere hormônios para a área ocular que então causa a formação de lágrimas. As lágrimas emocionais são comuns entre as pessoas que vêem a mãe de Bambi morrer ou sofrem perdas pessoais.

    A frase “o choro lava a alma” sugere que chorar pode verdadeiramente fazer com que você se sinta física e emocionalmente melhor. Alguns cientistas concordam com essa teoria, afirmando que o choro lava os produtos químicos acumulados no organismo durante momentos de grande estresse. Esses pesquisadores acreditam que o choro emocional é a forma que o corpo tem de se livrar dessas toxinas.

    Na verdade, um estudo coletou tanto lágrimas reflexivas como emocionais (depois de descascar uma cebola e assistir a um filme triste, respectivamente). Quando os cientistas analisaram o conteúdo dessas lágrimas, eles descobriram que elas eram bem diferentes. As lágrimas reflexivas são compostas geralmente por 98% de água, enquanto que vários produtos químicos estão presentes nas lágrimas emocionais [fonte: The Daily Journal).

    Em primeiro lugar aparece uma proteína chamada de prolactina, que já é bem conhecida por controlar a produção de leite materno. Hormônios adrenocorticotróficos são também comuns e indicam um alto nível de estresse. A outra substância química encontradas nas lágrimas emocionais é a encefalina-leucina, uma endorfina que reduz a dor e trabalha para melhorar o humor. É claro que muitos cientistas apontam que a pesquisa nessa área ainda é bastante limitada e que outros estudos devem ser realizados antes de que se chegue à alguma conclusão.

    Ponha o choro para fora

    Como dito anteriormente, muitas pessoas e até mesmo cientistas acreditam que o choro é benéfico. Frey acredita que o choro pode ser um mecanismo de segurança, pois livra o corpo das toxinas relacionadas ao estresse.

    Concorde você ou não com esta teoria, a maioria dos psicólogos acredita que conter suas emoções pode se tornar algo perigoso a longo prazo. Algumas pesquisas indicam até mesmo que sufocar lágrimas emocionais pode aumentar o risco para doenças cardíacas e hipertensão. Outros estudos têm mostrado que pessoas que sofrem de doenças como colite e úlceras tendem a ter uma atitude menos positiva em relação ao choro do que seus homólogos mais saudáveis. Os psicólogos recomendam que as pessoas que sofrem de tristeza e mágoa devem expressar seus sentimentos através da fala e do choro, em vez de tentar manter suas emoções sob controle.

    Infelizmente, muitas doenças e condições têm no choro o principal sintoma, ao invés de uma solução. Por exemplo, a depressão pós-parto é um período de muita tristeza vivenciado por 9 entre 16% das mulheres após o parto. Isso pode resultar em choro excessivo, entre outros sintomas.

    O aumento no choro também é grande em indivíduos que sofrem de transtorno de estresse pós-traumático, muitas vezes enfrentado por aqueles que vivenciaram crimes violentos ou outra grave situação emocional, como por exemplo os soldados quando voltam de uma guerra.

    No geral, é importante lembrar que o choro faz parte da composição humana, bem como o riso. Embora você não queira chorar na frente de seu chefe ou de seu ex-namorado que está agora ao lado de sua bela e nova namorada, acredita-se que é sempre melhor emocional e fisicamente “colocar o choro para fora” no lugar de prendê-lo.

     

     

  • AS CONEXÕES FÍSICAS DO CÉREBRO

    AS CONEXÕES FÍSICAS DO CÉREBRO

    O cérebro possui várias conexões físicas, assim como um prédio ou um avião tem suas partes interligadas por fiação elétrica. No caso do cérebro, as conexões são feitas por neurônios que conectam as entradas sensoriais e as saídas motoras com os centros nos vários lobos do córtex. Também há conexões entre esses centros corticais e outras partes do cérebro.

    Diferentes áreas do cérebro superior possuem funções específicas.

    Lobo parietal – recebe e processa todas as entradas somatossensoriais do corpo (toque, dor); as fibras da medula espinhal se distribuem pelo tálamo para várias partes do lobo parietal. E essas conexões formam um “mapa” da superfície do corpo no lobo parietal. Esse mapa é chamado de homúnculo.

    O homúnculo tem uma aparência bem estranha, porque a representação de cada área está relacionada ao número de conexões sensoriais de neurônios em vez de ao tamanho físico da área.

    A parte traseira do lobo parietal (próxima ao lobo temporal) tem uma seção chamada de área de Wernicke, muito importante para compreender as informações sensoriais (visuais e auditivas) associadas à linguagem. Danos a essa área do cérebro produzem o que se conhece como “afasia sensorial”, na qual os pacientes não conseguem entender a linguagem mas ainda são capazes de produzir sons.
    Lobo frontal – o lobo frontal está envolvido nas habilidades motoras (incluindo a fala) e nas funções cognitivas.
    O centro motor do cérebro (giro pré-central) localiza-se na parte de trás do lobo frontal, logo na frente do lobo parietal. Ele recebe conexões da parte somatossensorial do lobo parietal e processa e inicia as funções motoras. Assim como o homúnculo no lobo parietal, o giro pré-central possui um mapa motor do cérebro. Para mais detalhes, consulte A Science Odyssey: You Try It – Probe the Brain Activity (“Uma odisséia espacial: experimente – examine a atividade cerebral”, em inglês).
    Uma área no lado esquerdo do lobo frontal, chamada de área de Broca, processa a linguagem por meio do controle dos músculos que criam os sons (boca, lábios e laringe). Danos a essa área resultam na “afasia motora,” problema no qual os pacientes conseguem entender a linguagem mas não podem produzir sons corretos ou com qualquer significado.
    As áreas restantes do lobo frontal realizam processos associativos (pensamento, aprendizado e memória).

    Lobo occipital – o lobo occipital recebe e processa informações visuais diretamente dos olhos e relaciona essas informações com o lobo parietal (área de Wernicke) e com o córtex motor (lobo frontal). Uma das coisas que ele deve fazer é interpretar as imagens invertidas que são projetadas na retina pelo cristalino do olho.

    Lobo temporal – o lobo temporal processa informações auditivas a partir dos ouvidos e as relaciona com a área de Wernicke do lobo parietal e com o córtex motor do lobo frontal.

    Ínsula – a ínsula influencia funções automáticas do tronco encefálico. Por exemplo, quando você prende a respiração, os impulsos da ínsula suprimem os centros de respiração do bulbo. A ínsula também processa informações sobre o paladar.

    Hipocampo – o hipocampo localiza-se dentro do lobo temporal e é importante para a memória de curto prazo.

    Amígdala – ela se localiza dentro do lobo temporal e controla o comportamento sexual e social e outras emoções.

    Gânglios basais – os gânglios basais trabalham junto ao cerebelo para coordenar movimentos precisos, como movimentos da ponta dos dedos.

    Sistema límbico – esse sistema é importante no comportamento emocional e no controle dos movimentos dos músculos das vísceras (músculos do aparelho digestivo e cavidades do corpo).

     

  • COMO FUNCIONA O CÉREBRO

    COMO FUNCIONA O CÉREBRO

    O cérebro realiza várias tarefas incríveis:

    controla a temperatura corpórea, a pressão arterial, a freqüência cardíaca e a respiração aceita milhares de informações vindas dos nossos vários sentidos (visão, audição, olfato) controla nossos movimentos físicos ao andarmos, falarmos, ficarmos em pé ou sentarmos nos deixa pensar, sonhar, raciocinar e sentir emoções.

    Todas essas tarefas são coordenadas, controladas e reguladas por um órgão que tem mais ou menos o tamanho de uma pequena couve-flor: o cérebro.

    O cérebro humano

    Nosso cérebro, medula espinhal e nervos periféricos compõem um sistema de controle e processamento integrado de informações. O estudo científico do cérebro e do sistema nervoso é chamado de neurociência ou neurobiologia. Como o campo da neurociência é tão vasto e o cérebro e o sistema nervoso, tão complexos, este artigo vai começar dando uma visão geral sobre esse órgão.

    Vamos examinar aqui as estruturas do cérebro e o que cada uma delas faz. Após essa explicação geral sobre o cérebro, você vai poder entender conceitos como controle motor, processamento visual, processamento auditivo, sensações, aprendizagem, memória e emoções.

    Nosso cérebro: Estrutura dos neurônios
    Nosso cérebro é composto por aproximadamente 100 bilhões de células nervosas, chamadas de neurônios. Os neurônios têm a incrível habilidade de juntar e transmitir sinais eletroquímicos, como se fossem entradas, saídas e fios de um computador. Os neurônios compartilham as mesmas características e têm as mesmas partes que as outras células, mas o aspecto eletroquímico os deixa transmitir sinais por longas distâncias e passar mensagens de um para o outro. Os neurônios possuem três partes básicas: corpo celular, axônio e dendritos.

    Corpo celular – essa parte principal contém todos os componentes necessários da célula, como o núcleo (que contém DNA), retículo endoplasmático e ribossomos (para construir proteínas) e mitocôndria (para produzir energia). Se o corpo celular morrer, o neurônio morre.
    Axônio – essa projeção da célula, longa e semelhante a um cabo, transporta a mensagem eletroquímica (impulso nervoso ou potencial de ação) pela extensão da célula; dependendo do tipo do neurônio, os axônios podem ser cobertos por uma fina camada de mielina, como um fio elétrico com isolamento. A mielina é feita de gordura e ajuda a acelerar a transmissão de um impulso nervoso através de um axônio longo. Os neurônios com mielina costumam ser encontrados nos nervos periféricos (neurônios sensoriais e motores), ao passo que os neurônios sem mielina são encontrados no cérebro e na medula espinhal.
    Dendritos ou terminações nervosas – essas projeções pequenas e semelhantes a galhos realizam as conexões com outras células e permitem que o neurônio se comunique com outras células ou perceba o ambiente a seu redor. Os dendritos podem se localizar em uma ou nas duas terminações da célula.

    Nosso cérebro: Tipos de neurônios básicos
    Existem neurônios de vários tamanhos. Por exemplo, um único neurônio sensorial da ponta do nosso dedo tem um axônio que se estende por todo o comprimento do nosso braço, ao passo que os neurônios dentro do cérebro podem se estender por somente alguns poucos milímetros. Os neurônios possuem formatos diferentes, dependendo de sua função. Os neurônios motores, que controlam as contrações dos músculos, possuem um corpo celular em uma ponta, um axônio longo no meio e dendritos na outra ponta. Já os neurônios sensoriais têm dendritos nas duas pontas, conectados por um longo axônio com um corpo celular no meio.

    Os neurônios também variam no que diz respeito a suas funções:

    os neurônios sensoriais transportam sinais das extremidades do nosso corpo (periferias) para o sistema nervoso central;
    os neurônios motores (motoneurônios) transportam sinais do sistema nervoso central para as extremidades (músculos, pele, glândulas) do nosso corpo;
    os receptores percebem o ambiente (químicos, luz, som, toque) e codificam essas informações em mensagens eletroquímicas, que são transmitidas pelos neurônios sensoriais;
    os interneurônios conectam vários neurônios dentro do cérebro e da medula espinhal.

    O tipo mais simples de via neural é um arco reflexo monossináptico (conexão simples), como o reflexo patelar. Quando o médico bate no ponto certo do nosso joelho com um martelo de borracha, os receptores enviam um sinal para a medula espinhal através de um neurônio sensorial. Esse neurônio passa a mensagem para um neurônio motor, que controla os músculos da nossa perna. Os impulsos nervosos viajam pelo neurônio motor e estimulam o músculo específico a se contrair. A resposta é um movimento muscular que acontece rapidamente e não envolve nosso cérebro. Os seres humanos possuem vários reflexos desse tipo, mas, conforme as tarefas vão ficando mais complexas, o “circuito” também fica mais complicado e o cérebro se integra nele.

    Partes do cérebro
    Os seres mais simples têm os mais simples sistemas nervosos constituídos por arcos reflexos. Por exemplo, vermes achatados e invertebrados não possuem um cérebro centralizado. Eles têm associações separadas de neurônios, organizadas em arcos reflexos simples. Os vermes achatados possuem redes neurais, neurônios individuais conectados que formam uma rede ao redor do animal.
    A maioria dos invertebrados tem cérebro simples que consistem em grupos localizados de corpos celulares neurais chamados de gânglios. Cada gânglio controla funções sensoriais e motoras em seu segmento através de um arco reflexo e os gânglios são conectados para formar um sistema nervoso simples. Conforme o sistema nervoso evoluiu, as cadeias de gânglios evoluíram para cérebros simples mais centralizados.

    Principais divisões do cérebro:

    Medula espinhal
    Tronco encefálico
    Cerebelo
    Cérebro anterior
    Diencéfalo – tálamo, hipotálamo
    Córtex cerebral

    O cérebro evoluiu a partir dos gânglios dos invertebrados. Não importa o animal, um cérebro tem as seguintes partes:

    tronco encefálico – o tronco encefálico consiste em bulbo, ponte e mesencéfalo; o tronco encefálico controla os reflexos e funções automáticas (freqüência cardíaca, pressão arterial), movimentos dos membros e funções viscerais (digestão, micção);

    cerebelo – integra informações do sistema vestibular que indicam posição e movimento e utiliza essas informações para coordenar os movimentos dos membros;

    hipotálamo e glândula pituitária – controlam as funções viscerais, temperatura corporal e respostas de comportamento, como alimentar-se, beber, respostas sexuais, agressão e prazer;

    cérebro superior, também chamado de córtex cerebral ou apenas córtex – o cérebro consiste no córtex, grandes tratos fibrosos (corpo caloso) e algumas estruturas mais profundas (gânglio basal, amígdala, hipocampo); integra informações de todos os órgãos dos sentidos, inicia as funções motoras, controla as emoções e realiza os processos da memória e do pensamento, expressão de emoções e pensamentos são mais predominantes em mamíferos superiores.

    Dos peixes aos humanos é possível ver que o córtex fica maior, ocupa uma porção maior da área total do cérebro e se dobra. O córtex aumentado assume funções superiores adicionais, como processamento de informações, fala, pensamento e memória. Além disso, a parte do cérebro chamada de tálamo evoluiu para ajudar a transmitir informações do tronco encefálico e da medula espinhal para o córtex cerebral.

  • 16 FATOS CURIOSOS SOBRE O CORPO

    16 FATOS CURIOSOS SOBRE O CORPO

    1 – Impressão da língua
    Não saia mostrando a língua por aí se quiser esconder sua identidade. Similar à impressão digital, todo mundo tem uma impressão da língua única e exclusiva.

    2 – Perda de pele e pelos
    Seu animal de estimação não é o único na casa com problema de queda de pelos. Os humanos perdem 600 mil partículas de pele por hora. Isso resulta em cerca de 680 g por ano, por isso uma pessoa comum terá perdido cerca de 47 kg de pele até os 70 anos de idade.

    3 – Contagem de ossos
    Um adulto tem menos ossos que um bebê. Começamos a vida com 350 ossos, mas como eles se fundem durante o crescimento, terminamos com apenas 206 quando adultos.

    4 – Novo estômago
    Você sabia que seu estômago ganha um revestimento novo a cada três ou quatro dias? Do contrário, os ácidos fortes que seu estômago usa para digerir a comida também o fariam digerir-se.

    5 – Memória de cheiro
    Seu nariz pode não ser tão sensível quanto o de um cachorro, mas ele é capaz de lembrar-se de 50 mil cheiros diferentes.

    6 – Intestinos longos
    O intestino delgado é cerca de quatro vezes maior que a altura de um adulto médio. Se ele não desse voltas e mais voltas, seu comprimento de 5,5 m a 7 m não caberia dentro da cavidade abdominal, tornando as coisas meio bagunçadas para nós.

    7 – Bactérias
    Isso realmente vai fazer sua pele arrepiar: cada 6,4 cm2 de pele no corpo humano tem cerca de 32 milhões de bactérias, mas felizmente, a grande maioria delas não oferece risco algum.

    8 – Fonte do odor do corpo
    A fonte de pés com chulé, como a do cecê, é o suor. E as pessoas transpiram muito em seus pés. Um par de pés tem 500 mil glândulas sudoríparas e pode produzir mais de 470 ml de suor por dia.

    9 – Velocidade do espirro
    O ar do espirro humano pode viajar a uma velocidade de 160 km/h ou mais – outra boa razão para você cobrir seu nariz e boca quando espirrar, ou desviar a cabeça quando ouvir um vindo em sua direção.

    10 – Distância do sangue
    O sangue tem uma longa estrada para percorrer: estendidos de ponta a ponta, há cerca de 96,5 mil km de vasos sanguíneos no corpo humano. E o trabalhador árduo que é o coração bombeia cerca de 7.500 litros de sangue através dessas veias todos os dias.

    11 – Quantidade de saliva
    Você pode não querer nadar em sua saliva, mas se você guardasse toda ela, poderia. Durante sua vida, uma pessoa média produz cerca de 23.650 litros de saliva – o suficiente para encher duas piscinas.

    12 – Altura do ronco
    Aos 60 anos de idade, 60% dos homens e 40% das mulheres vão roncar. Mas o som de um ronco pode parecer ensurdecedor. Embora o ronco beire os 60 decibéis (o nível de ruído de uma fala normal), ele pode atingir mais de 80 decibéis. Oitenta decibéis é tão alto quanto o som de uma britadeira quebrando o concreto. Os níveis de ruído acima de 85 decibéis são considerados perigosos ao ouvido humano.

    13 – Cor e quantidade de cabelo
    Louras podem ou não se divertir mais, mas elas definitivamente têm mais cabelo. A color dos cabelos ajuda a determinar quão denso o cabelo da cabeça é, e as louras (apenas as naturais, claro), lideram a lista. A cabeça humana média tem 100 mil folículos capilares, cada um dos quais é capaz de produzir 20 fios de cabelos durante a vida de uma pessoa. As louras têm cerca de 146 mil folículos. As morenas tendem a ter cerca de 110 mil folículos, enquanto aquelas com cabelos castanhos têm exatos 100 mil folículos. As ruivas têm a cabeleira menos densa, com cerca de 86 mil folículos

    14 – Crescimento das unhas
    Se você corta as unhas das mãos com mais frequência que a dos pés, isso é natural. As unhas que ficam mais expostas e são mais usadas geralmente crescem mais rápido. As unhas dos dedos das mãos crescem mais rápido na mão que você escreve e nos dedos mais longos. Em média, unhas crescem cerca de 2,5 mm por mês.

    15 – Peso da cabeça
    Não é de se espantar que os bebês têm dificuldade para sustentar suas cabeças: a cabeça humana tem 1/4 do nosso comprimento total ao nascimento, mas apenas 1/8 quando chegamos à fase adulta.

    16 – Necessidade de sono
    Se você disser que está morrendo por uma boa noite de sono, pode estar sendo literal. Dá até para ficar sem comer por semanas sem sucumbir, mas 11 dias é o máximo que se chega sem dormir. Depois de 11 dias, você dormirá – para sempre!

     

     

  • TEMPERATURA DO CORPO

    TEMPERATURA DO CORPO

    O ser humano é homeotérmico, isto é, possui a capacidade de manter a temperatura corporal dentro de uma faixa razoavelmente estreita – em torno de 36,5 °C –, apesar das variações térmicas do ambiente. O equilíbrio térmico é conseguido por meio do balanço entre a perda e a produção ou aquisição de calor.

    Parte da energia liberada pelo funcionamento normal dos órgãos internos e pelos músculos durante a atividade física é energia térmica (calor). Uma pessoa em repouso libera a cada segundo uma quantidade de calor correspondente a cerca de 90 joules. Ao se praticar exercícios, a velocidade de produção de calor pelos músculos aumenta em função da intensidade do exercício e torna-se, transitoriamente, maior que a velocidade de dissipação dessa energia.

    O primeiro meio utilizado para remover esse excesso de calor dos músculos é a sua transferência, por condução, para o sangue. Desta maneira, grande parte dessa energia térmica é transferida para o resto do organismo pela circulação. Quando isso ocorre, a temperatura interna como um todo começa a se elevar, desencadeando reflexos fisiológicos que promovem um aumento da transferência do calor interno para a pele e desta para o meio ambiente.

    Estando o ambiente externo a uma temperatura mais baixa que a temperatura corporal, há três mecanismos básicos pelos quais se dá a perda de calor para o ambiente: condução, irradiação e, caso a temperatura da pele atinja 37,0 °C, a transpiração.

    A transpiração faz uso do alto calor de vaporização da água (580 cal/g a 37°C) para retirar quantidades apreciáveis de calor do corpo – o calor latente de vaporização da água é 540 cal/g no ponto de ebulição, mas a temperaturas mais baixas ele é significativamente maior, dado que as energias de ligação entre as moléculas de água são maiores nessas condições.

    A fim de analisar a evolução da temperatura corporal durante atividades físicas, alunas da 3ª série do ensino médio do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, CAp-UFRJ, fizeram uma série de exercícios e, usando um termômetro digital desenvolvido por elas e um programa específico de computador, mediram suas temperaturas praticamente a cada instante. Com um frequencimeto comercial posto na altura do peito, os batimentos cardíacos das estudantes também foram medidos. Dos dados obtidos, elas traçaram gráficos que ilustram o comportamento regulatório do corpo.

    Os resultados mostraram que a temperatura começa estável e aumenta progressivamente à medida que a atividade física vai ficando mais intensa. A fase em que os exercícios são mais pesados corresponde à temperatura mais alta alcançada, em torno de 37,5 °C – devido à transpiração, a temperatura se estabiliza neste patamar mesmo com a continuação da atividade.

    O monitoramento da freqüência cardíaca no mesmo período mostra uma repetição do comportamento observado para a temperatura, com algumas pequenas diferenças. No começo dos exercícios quase não há variação na freqüência cardíaca, mas quando o ritmo da atividade acelera, os batimentos sobem bastante.

    Nos gráficos fica bem nítida a correlação entre temperatura e freqüência cardíaca. Quando os batimentos estão baixos (entre 80 e 100 batimentos por minuto) a temperatura não varia nem um grau Celsius, pois quase não há mudanças na freqüência. Já quando há um aumento grande da freqüência, a temperatura também fica muito mais alta.

     

     

  • A CRIANÇA DESCOBRINDO SEU CORPO

    A CRIANÇA DESCOBRINDO SEU CORPO

    A criança se expressa e sente através de seu corpo. Por isso, é importante que ela conheça, explore e vivencie seu corpo. Esta aprendizagem não deve centrar-se unicamente nas partes externas e visíveis, mas também naquelas que a criança não vê, mas sente, e que geram nela um grande interesse e uma grande curiosidade.

    A experiência da criança com seu corpo.

    O corpo da criança é o veículo que lhe transmite todas as sensações durante os seus primeiros meses de vida. Ela reage com ele às experiências agradáveis e também às desagradáveis. Ele é o seu primeiro terreno de reconhecimento: ao chupar os dedos, ela toma contato com as mãos. Além disso, é também a primeira barreira de contato com o exterior. A partir do primeiro ano, seus tropeços freqüentes são uma indicação de suas limitações, mas também de suas possibilidades.
    No seu segundo ano de vida, a criança aproveita a possibilidade de controlar seu corpo: caminha com mais segurança e começa a controlar seus esfíncteres. Mas sua curiosidade é dirigida principalmente às partes genitais, acima de tudo para confirmar se há ou não diferenças entre ele e os outros que o rodeiam. Esta revelação provoca um golpe duro em seu egocentrismo: ela descobre que não é a única. Ela valoriza seu corpo e necessita que os outros também o valorizem. Ao descobrir sua pequenez perante os adultos, a criança precisa se afirmar, e o faz incessantemente: quando se machuca, apela para o consolo dos mais velhos; quando se corta, teme que tenha havido alguma alteração em seu corpo e pede, por essa razão, cuidados e atenção.
    A sua percepção do corpo varia com freqüência. Basta comprovar como evoluem os seus desenhos sobre a figura humana. A princípio, era um simples círculo, que depois se parece com um girino, para logo transformar-se em uma cabeça na qual insere duas ou quatro extremidades. Mais adiante, o desenho vai se completando com olhos, orelhas, boca, nariz. Aos cinco ou seis anos, já pode desenhar uma figura humana com as proporções adequadas.

    A imagem corporal
    Para qualquer indivíduo em processo de formação da própria concepção, a construção da imagem corporal é um elemento indispensável. Ela é conseqüência da experiência subjetiva da percepção do (remove “seu”) próprio corpo e dos sentimentos a respeito dele. Além disso, a impressão que uma pessoa tem de si mesma se configura a partir das relações que ela tem com os outros indivíduos.
    A construção da imagem corporal começa desde os primeiros dias da nossa vida. Não é nem homogênea, nem constante. Em um primeiro momento, compreendemos como os segmentos que constituem o corpo se relacionam para formar uma figura. Posteriormente, conseguimos pensar no corpo como uma estrutura em conjunto.
    A imagem corporal que cada pessoa tem de si mesma depende de sua auto-estima e segurança, bem como de sua forma de se relacionar com o mundo material e com os outros indivíduos. Daí, a importância de prestar atenção e estimular adequadamente este processo de construção, desde os primeiros dias de vida de nossos filhos.

    As partes externas do corpo
    Um dos primeiros passos para construir a imagem corporal é perceber o corpo e representá-lo mentalmente. Para isso, além de estimular a criança para que se olhe no espelho e descubra sua imagem e as partes que a compõem, é apropriado que ela também a descubra através dos sentidos. Desde pequenos, podemos convidar nossos filhos a mostrar e dizer o nome das diferentes partes do corpo, e tentar provocar sensações distintas nessas parte. Como por exemplo, descobrir as zonas mais sensíveis às cócegas, qual a sensação nas plantas dos pés ao caminhar sobre superfícies diferentes, o som dos dentes ao abrirmos e fecharmos os maxilares, ou o perfume que fica nas mãos depois de se tocar uma flor.
    Também é importante que nossos filhos aprendam a função das diversas partes de seu corpo. Podemos pedir-lhe, por exemplo, que descreva as coisas que fazemos com as mãos -acenar, acariciar, aplaudir, segurar objetos, desenhar -ou que experimente as distintas formas de ficar parado -com os pés juntos, separados, um à frente e outro atrás -e de caminhar -nos calcanhares, nas pontas dos pés, aos saltos, para frente, para atrás, para a direita ou para a esquerda.
    Uma vez que tenha descoberto os variados segmentos corporais e a função de cada um, torna-se imprescindível avançar com o sentido de percepção da integração de cada um destes elementos em relação aos outros. Isto vai ajudar a compreender o corpo como um todo e não como uma mera soma de partes. Por exemplo, quando caminhamos, utilizamos principalmente os pés e as pernas, mas o tronco também tem uma função indispensável, porque nos ajuda a permanecer erguidos. Já os braços acompanham balançando ligeiramente para manter o equilíbrio, e a cabeça nos permite fixar a direção para onde estamos nos dirigimos.

    As partes internas do corpo
    A partir dos três ou quatro anos, a criança começa a perguntar sobre as coisas que ocorrem dentro do corpo. A sua imaginação sobre o assunto é muito variada, e a função dos pais, longe de dar lições de anatomia, é inspirar tranquilidade com o tipo de informação que seja compreensível para ela. As comparações são excelentes aliadas nesta tarefa. Por exemplo, quando lhe falamos do aparelho digestivo, podemos compará-lo com o liquidificador que utilizamos na cozinha. Os alimentos entram por um orifício (a boca), descendo por um tubo (o esôfago) e chegam a um recipiente onde são convertidos em uma papa (o estômago).
    Essa papa é novamente conduzida por um tubo (o intestino delgado), tudo o que dá energia para o corpo passa para o sangue e o que não é útil para a saúde vai para outro tubo (o intestino grosso), convertendo-se em matéria fecal, que o corpo expele quando vamos ao banheiro. As representações gráficas ou reproduções em relevo do corpo humano são também um bom recurso para explicar a uma criança o que se passa em seu interior. De qualquer maneira, não podemos esquecer que, além de ver órgãos e aparelhos em um desenho, é importante que ela possa tocá-los, tirar e recolocá-los em seu lugar. Para os menores, é muito difícil transformar o que vêem numa imagem plana em realidade. Por isso, é uma boa estratégia utilizar reproduções tridimensionais do interior do corpo, que podem ser desde bonecos que se abrem e permitem ver a visualização e manipulação de seu interior, até jogos didáticos daqueles em que se pode extrair com pinças os vários órgãos, ou reproduzir diversos processos, como a circulação e a digestão.

    O corpo como instrumento de expressão e comunicação
    Algo muito importante para transmitir aos filhos é o fato de que o corpo, composto por matéria, possui uma estreita relação com aquilo que sentimos e pensamos. Esta integração realça a possibilidade que o nosso corpo nos dá de exprimir o que sentimos e de nos comunicarmos com os outros. Um bom exercício para acelerar esta percepção em crianças menores é o jogo de fazer expressões diferentes: de medo, de alegria, de tristeza, de surpresa ou de preocupação.
    Com os mais velhos, podemos jogar de descrever expressões que comunicam sentimentos mais complexos: quando temos vergonha de algo, mordemos o lábio inferior e inclinamos a cabeça ligeiramente para o lado; se algo não está bem, torcemos a boca e movemos a mão direita para um lado e para o outro; se alguma coisa nos parece gostosa, passamos a língua nos lábios de um lado para o outro; se queremos dizer que vamos dormir, colocamos as mãos juntas como uma almofada sob a cabeça.

     

     

  • SISTEMAS DO CORPO HUMANO

    SISTEMAS DO CORPO HUMANO

    O corpo humano é dividido em sistemas e o instrumentador cirúrgico deve ter conhecimento básico sobre estes sistemas para que possa atuar em qualquer tipo de cirurgia. Este sistema é representado pela pele e seus anexos. A pele é o responsável pelo revestimento do corpo.

    Sua função é proteger o corpo contra a entrada ou saída exagerada de líquidos, manterem a temperatura interna estável, defender o organismo das agressões ambientais, sejam essas, de ordem química, física ou biológica, além de desempenhar um grande papel sensitivo e contribuir na produção da vitamina D.

    É composta pela derme, epiderme e tecido subcutâneo. Abaixo descreveremos os detalhes de cada camada e seus anexos. São eles:

    Epiderme: Formada por cinco camadas de células sobrepostas, não possui irrigação sanguíneas nem terminações nervosas! É ela que dá resistência à pele, pois possui grande quantidade de queratina. A epiderme que confere a pela a elasticidade e a flexibilidade.

    Derme: Encontra-se logo abaixo da epiderme, é irrigada por vasos sanguíneos e aloja as terminações nervosas, o que confere a sensibilidade à pele como um todo. Nesta camada também se localizam os vasos linfáticos, as glândulas sebáceas e as sudoríparas.

    Subcutâneo: é uma camada de tecido conjuntivo frouxo localizado abaixo da derme, a camada profunda da pele, unindo-a de maneira pouco firme aos órgãos adjacentes

    A pele possui os seus anexos, são eles:
    Pelos; Cabelos; Unhas;

    Glândulas sebáceas: São responsáveis pela lubrificação da pele e possui poder bactericida. Formam-se junto à raiz dos pelos, havendo geralmente várias glândulas para cada pelo.

    Glândulas sudoríparas: Existentes em toda a extensão do corpo, porém concentrando-se em algumas áreas específicas, como por exemplo, na região das axilas, produzindo o suor.

    Esse sistema é formado pelos ossos, cartilagens e articulações. Sua função é dar sustentação ao corpo, proteger os órgãos internos localizados em cavidades por ele limitados, como por exemplo, a caixa torácica e o crânio.

    É um elemento fundamental para a inserção dos musculoesqueléticos, alguns deles possuem em seu interior tecido hematopoiético. São de forma variada e no adulto são em número de 206.

    Podemos destacar os seguintes tipos de ossos:
    Longos: No comprimento predomina sobre a largura e espessura. Podemos citar como exemplo os ossos dos membros superiores;

    Curtos: São os que se equivalem nas três dimensões. São exemplos, rótula, ossos do carpo e vértebra.

    Planos: Comprimento e largura predominam sobre a espessura. Podemos citar como exemplos os ossos de crânio;

    Pneumáticas: Apresentam ar em seu interior e são bastante leves. Como exemplo, temos os ossos do maxilar.

    Temos ainda outras estruturas que estão relacionadas com o sistema esquelético. São elas:

    Esqueleto cefálico: É formado por uma parte superior, o crânio e uma parte inferior, a face. Os ossos do crânio formam uma caixa resistente protegendo o cérebro. Os ossos da face por sua vez protegem os órgãos do sentido como a visão, olfato e gustação.

    Articulação: É a união de dois ou mais ossos.

    Coluna vertebral: Possui 33 vértebras em sua extensão, dispostas nas regiões cervical, torácica, lombar, sacral e coccígea.

    Costelas: São formadas por doze pares de ossos alongados que delimitam a cavidade torácica. Sua função é de proteção do órgão e dar sustentação do corpo.

    Esterno: É o osso achatado ímpar e ocupa a parte anterior do tórax.

    Membros superiores: São formados pela cintura escapular, braço, antebraço e mão.

    Membros inferiores: São formados pela cintura pélvica, coxa, perna e pé.

     

     

  • CONSTITUIÇÃO DO CORPO HUMANO

    CONSTITUIÇÃO DO CORPO HUMANO

    O corpo humano é constituído por células e substâncias intracelulares líquidas. São eles:

    Célula: É a menor unidade formadora dos tecidos do corpo humano. Ela é microscópica e constitui-se de uma membrana externa, citoplasma e um núcleo. Essas estruturas são imersas no citoplasma que é líquido. No núcleo encontra-se o material genético da célula.

    Tecido: É um grupo de células que possuem a mesma função e estrutura interna. O corpo humano é formado por tecidos nos quais podemos dividi-los.

    Tecido epitelial: É formado por células justapostas e reveste o organismo externamente e internamente, ou seja, a pele e as mucosas. Os tecidos epiteliais são divididos em germinativos, glandulares e de absorção.

    Tecido conjuntivo: É formado por células separadas com muita substância intercelular, na qual se encontram fibras elásticas e conjuntivas. Sua função é de proteger os órgãos de armazenar gorduras.

    Tecido adiposo: É o tecido que contém energia em forma de gordura, localizado logo abaixo da pele.

    Tecido cartilaginoso: Este tecido é formado por células afastadas entre as quais fica uma substância intercelular rígida, porém flexível. É o que forma a cartilagem encontrada na traqueia, na orelha, nos tendões, septo nasal e nas extremidades ósseas.

    Tecido ósseo: É formado por células chamadas de osteócitos, com muitas substâncias intercelulares formada por sais de cálcio deixando-a rígida, formando assim, os ossos do corpo humano.

    Tecido hematopoiético: É o tecido encontrado em determinados pontos dos organismos que é responsável pela produção de elementos do sangue

    Tecido muscular: É o tecido que forma os músculos do corpo humano. Possui células que têm a propriedade de se contrair e se alongar chamados de fibras musculares. O tecido muscular pode ainda ser subdividido conforme veremos abaixo.

    Musculatura lisa: Não apresentam estrias e são responsáveis pela de contração involuntária.

    Musculatura estriada: As células possuem estrias transversais e são responsáveis pela contração voluntária. Apresentam-se na cor vermelha. O tecido muscular cardíaco é estriado, mas sua contração é involuntária.

    Tecido nervoso: É formado por células nervosas chamadas neurônio. Sua função é transmitir os estímulos através de suas células.

     

     

  • TERAPIA FLORAL

    TERAPIA FLORAL

    Acreditando que determinadas flores têm propriedades vibracionais, ou seja, energéticas semelhantes à da alma humana em equilíbrio, o médico inglês Edward Bach legou para o mundo, na primeira metade deste século, 38 essências florais inglesas, indicadas para re-harmonizar as emoções humanas e, conseqüentemente, promover a saúde das pessoas.

    Seguindo seus passos, pesquisadores florais de diferentes regiões do mundo continuam extraindo, de novas flores, as vibrações necessárias para inúmeros males.

    As flores veiculam a mensagem das forças vitais da natureza. Consideradas, pelos adeptos da terapia floral, elementos de transformação e equilíbrio entre as forças vitais da natureza e do cosmo, as essências florais são utilizadas como instrumento de harmonização, funcionando como auxiliares eficazes na cura de diversos males. Sutis, essas essências transferem suas vibrações suaves, harmonizadoras, para quem se utiliza delas, levando às pessoas uma agradável sensação de conforto e bem-estar.

    As essências florais sintetizam os fundamentos de uma nova medicina, criada pelo dr. Bach, e tornam-se extremamente benéficas e eficazes na promoção da saúde, já que as doenças se originam, em grande parte, nas emoções mais profundas, que estão em desequilíbrio e mal resolvidas dentro de nós.

    Estresse, cansaço, ansiedade, medo, pânico, solidão, insegurança, ciúme, problemas de relacionamento em casa ou no trabalho, além de angústia, depressão, desespero e crises em diferentes fases da vida (adolescência, idade adulta, menopausa e andropausa, terceira idade), problemas na infância, pesadelos, insônia, tabagismo, alcoolismo, drogas, dificuldades na escola e uma série de conflitos internos ou externos vêm-se tornando responsáveis por distúrbios físicos e mentais que afetam cada vez mais gente.

    Para preencher a lacuna instalada no coração, na mente e na alma das pessoas, os florais aparecem como espécies de “remédios” contra as inquietações e desarmonias internas, que comprometem a saúde da pessoa.

     

     

  • MOXABUSTÃO

    MOXABUSTÃO

    A Moxabustão é uma técnica milenar chinesa que visa prevenir e tratar doenças pelo aquecimento de pontos de acupuntura através da queima de ervas medicinais. A erva mais utilizada é a  Artemísia Vulgaris. Também podem ser utilizados outros materiais como o carvão, que apresenta odor mais suave. A Moxabustão já era realizada pelas famílias reais quando a Acupuntura falhava. Segundo os textos chineses antigos, todas as pessoas que desejam ter uma vida longa e saudável devem realizar moxabustão em pontos específicos do corpo.

    A Moxabustão realiza a tonificação energética, elimina a estagnação e regula a circulação de energia. Dessa forma, melhora o funcionamento de órgãos e vísceras do corpo.

    Tem como indicações principais o tratamento de dores nas costas, ombros, joelhos, tornozelos, calcâneo, epicondilite, ansiedade, estresse, depressão, asma, bronquite, diarréia, doenças crônicas de pele, hemorróidas, enurese, incontinência urinária, paralisia facial, enxaqueca, cólica menstrual, infertilidade, impotência sexual, compulsão alimentar, fraqueza e cansaço.

    Como contra-indicação encontram-se os estados de excesso de calor pela Medicina Chinesa, como febre. Por isto, é importante que seja feito o diagnóstico correto pela Medicina Tradicional Chinesa, para melhor direcionar o tratamento.

    A Moxabustão pode ser direta ou indireta. A Moxabustão direta é realizada diretamente sobre a pele e pode ocasionar bolhas ou cicatrizes. Geralmente não é utilizada pelos médicos acupunturistas. A Moxabustão indireta realizada com o bastão de Moxabustão é o método mais usado atualmente, a uma distância de 1 a 2 cm da pele. A Moxabustão indireta também pode ser realizada sobre fatia de gengibre, camada de sal,caixa de madeira, sobre o cabo da agulha, moxa adesiva.

    Um método desenvolvido recentemente e que tem conseguido bons resultados é a Moxa Elétrica, um aparelho projetado para aquecer os pontos de acupuntura, simulando a Moxabustão indireta com uso de bastão de A. vulgaris.

     

     

  • ACUPUNTURA E AURICULOTERAPIA

    ACUPUNTURA E AURICULOTERAPIA

    A acupuntura é uma tecnologia de intervenção em saúde, que aborda de modo integral e dinâmico o processo saúde-doença no ser humano. Pode ser usada isolada ou de forma integrada com outros recursos terapêuticos. Ela tem origem na medicina tradicional chinesa (MTC) e compreende um conjunto de procedimentos, que permitem o estímulo preciso de locais anatômicos definidos por meio da inserção de agulhas filiformes metálicas, para promoção, manutenção e recuperação da saúde, bem como para prevenção de agravos e doenças.

    Como uma das ferramentas da MTC, utiliza linguagem que retrata simbolicamente as leis da natureza e que valoriza a inter-relação harmônica entre as partes visando à integridade.

    Como fundamento, aponta a teoria do Yin-Yang, divisão do mundo em duas forças ou princípios fundamentais, interpretando todos os fenômenos em opostos complementares.
    O objetivo desse conhecimento é obter meios de equilibrar essa dualidade.
    Também inclui a teoria dos Cinco Movimentos, que atribui a todas as coisas e fenômenos na natureza, assim como no corpo, uma das cinco energias (madeira, fogo, terra, metal, água).

    Sua origem e história

    A história da acupuntura confunde-se com a história da medicina na China. Seus primórdios remontam à pré-história chinesa, cerca de 5.000 AC. A linguagem escrita milenar permitiu a continuidade do conhecimento.
    Posteriormente, outros países orientais contribuíram para o desenvolvimento das técnicas de acupuntura.
    As notícias sobre acupuntura no velho mundo ocidental chegaram com os primeiros exploradores europeus, que visitaram o império Chinês, ainda na idade média. A denominação chinesa zhen jiu, que significa agulha (zhen) e calor (jiu), foi adaptada nos relatos trazidos pelos jesuítas no século XVII, resultando no vocábulo acupuntura (derivado das palavras latinas acus, agulha, e punctio, punção). O efeito terapêutico da estimulação de zonas neuro-reativas ou “pontos de acupuntura” foi, a princípio, descrito e explicado numa linguagem de época, simbólica e analógica, consoante com a filosofia clássica chinesa.

    Como funciona

    A Medicina Tradicional Chinesa parte do pressuposto que existe uma energia que permeia e dá vida a todos os seres. Esta energia, denominada, Qi, também se encontra nos seres humanos e circula no corpo através de 12 caminhos principais, denominados meridianos. A inserção de agulhas em determinados pontos destes meridianos faz a manipulação da energia Qi, para equilibrar as forças opostas do Yin e do Yang.
    Quando o Yin e o Yan estão em harmonia, o Qi flui livremente pelo corpo e a pessoa está saudável.
    Quando o indivíduo está doente, ferido, recém operado, ou se sente mal, tem conflitos emocionais, má alimentação ou outras dificuldades com o meio externo, significa que o fluxo da energia Qi está obstruído ao longo de um ou mais destes meridianos.
    Daí a inserção das agulhas na superfície cutânea, em pontos específicos – há centenas deles – para remover obstruções energéticas do Qi, prejudiciais à saúde, portanto, reparadoras do equilíbrio entre o Yin e o Yang.
    Dependendo da situação, essas agulhas podem ser giradas, aquecidas, estimuladas com correntes elétricas, ondas curtas, ultra som ou luz.

    O diagnóstico do acupunturista

    A acupuntura não trata a doença; e sim o doente. Ela utiliza as técnicas baseadas na lei dos 5 elementos e a lei do Yin e Yang para a promoção do equilíbrio e harmonização dos ritmos energéticos do paciente. Uma meticulosa anamnese, com a apreciação da variação dos sintomas, mais uma análise profunda das alterações do pulso; da morfologia da língua; e o conhecimento de fatores etiológicos importantes na Medicina Chinesa, como o vento, o frio, o calor, o verão, a umidade, o seco e o calor de fogo são importantíssimos para o plano diagnóstico e terapêutico do acupunturista.

    Sobre a língua: A avaliação da língua, por exemplo, (cor, forma e saburra) possibilita avaliar a condição energética (Yin e Yang), dos órgãos e das vísceras.

    Sobre o pulso: A avaliação do pulso (pulsologia) informa sobre o estado energético dos meridianos principais do corpo, evidenciando bloqueios ou deficiências. Esse exame permite identificar quais os procedimentos técnicos nos meridianos, que garantam a capacidade de adaptação energética do paciente às mudanças externas, como as climáticas sazonais, locais e etiológicas.

    Indicações

    A OMS – Organização Mundial de Saúde recomenda a acupuntura aos seus Estados-Membros, tendo produzido várias publicações sobre sua eficácia e segurança, capacitação de profissionais, bem como métodos de pesquisa e avaliação dos resultados terapêuticos das medicinas complementares e tradicionais. O consenso do National Institutes of Health dos Estados Unidos referendou a indicação da acupuntura, de forma isolada ou como coadjuvante, em várias doenças e agravos à saúde. Além disso, uma pesquisa publicada no fim de 2006 na China, pelo jornal oficial China Daily, informou que a acupuntura pode tratar 461 doenças, a maioria delas relacionada ao sistema nervoso e imunológico, aos aparelhos digestivo e geniturinário, e aos sistemas muscular e ósseo, além da pele.
    O responsável pelo estudo, é o Dr. Du Yuanhao, do Centro de Pesquisa de Acupuntura Chinesa de Tianjin.

    Ela é indicada:

    Analgésica – Dor de qualquer origem, crônica ou aguda.
    Antiinflamatória – Artrite e traumatismo
    Relaxante muscular – Contratura muscular, torcicolo
    Ansiolítica (calmante) – Insônia, stress, ansiedade, irritabilidade, síndrome de abstinência de dependência química
    Antidepressiva (leve) – Angústia, depressão, irritabilidade
    Broncodilatadora – Asma, enfisema, bronquite
    Vasodilatadora – Anomalias circulatórias (arteriais), AVC (derrame cerebral), angina de peito, seqüelas do infarto.
    Antiemética – Náuseas e vômitos de origem gastrointestinal, da gravidez e/ou pós-quimioterapia, constipação, gastrite, retocolite ulcerativa.
    Cicatrizante – melhoria da circulação, escaras, acne, incisões cirúrgicas
    Imunidade – Rinite, alergia, asma, herpes, sinusite
    Odontalgias pós-operatórias, paralisia facial
    Distúrbios hormonais – menopausa, impotência sexual, frigidez, infertilidade, TPM – tensão pré menstrual, distúrbios do crescimento.

    Contra-Indicações
    A Acupuntura deve ser realizada por um profissional capacitado, pois, é um procedimento invasivo, que exige conhecimentos de anatomia e fisiologia. Não existem contra-indicações e nem efeitos colaterais, salvo eletro-acupuntura em pacientes portadores de marca-passo.

    Auriculoacupuntura

    Esta é uma especialidade da Acupuntura que tem como foco o tratamento diretamente no pavilhão auricular (na orelha) tonificando assim os pontos patógenos, através de agulhas previamente preparadas para este fim.