Autor: EON

  • Monge mumificado não está morto ?

    Monge mumificado não está morto ?

    Quando o corpo foi descoberto, peritos avaliaram que ele teria cerca de 200 anos e havia sido preservado em peles de animais.

    Mas o monge Barry Kerzin, que é médico do dalai lama, disse ao jornal mongol que o monge está num estado espiritual muito especial conhecido como “tukdam”. (mais…)

  • EUA liberam acesso à arquivos de OVNIs

    EUA liberam acesso à arquivos de OVNIs

    Qualquer um pode ser um investigador de OVNIs :  Os  arquivos do ‘Projeto Blue Book‘ estão online

    Um entusiasta UFO reuniu mais de 100.000 páginas de documentos do governo relacionados com relatos de discos voadores e outros fenômenos aéreos inexplicáveis, além dos que já estão online no site do projeto Blue Book, e os postou online para “homens de preto” amadores, e teóricos da conspiração profissionais.

    A Força Aérea dos Estados Unidos desclassificou o enorme legado de arquivos ao longo dos anos, cobrindo mais de 10.000 casos do  Projeto secreto do governo norte-americano, o  “Blue Book”, que investigou avistamentos de objetos voadores não identificados (OVNIs) a partir de 1947 até  quando o projeto foi fechado, em 1969.

    Mas até a semana passada, as pessoas só podiam ver a coleção completa, visitando os Arquivos Nacionais em pessoa.

    Agora, essas dicas de homenzinhos verdes são graças a John Greenewald, o entusiasta de UFOs, que recolheu e digitalizou os arquivos  on-line gratuitamente, a Coleção Blue Book Project, através do seu site , o The Black Vault.
    Seu objetivo era “dar ao público a maneira mais fácil possível acessar essas coisas”, disse Greenewald. “As pessoas estão saindo do nada para olhar para esta coisa e tem definitivamente me surpreendeu um pouco.”

    Um total de 12.618 avistamentos foram relatados para o Projeto Blue Book. Setecentos casos permanecem “não identificados”, de acordo com a Força Aérea dos EUA.

    Greenewald disse que queria lançar a coleção para despertar o interesse do público em outros documentos relacionados com os UFOs,  que, segundo ele, ainda não estão disponíveis ao público.

    “Eu vejo isso como a ponta do iceberg”, disse ele.

    Fonte: NBC News

  • Painel capta energia solar até da Lua !!!

    Painel capta energia solar até da Lua !!!

    Existe uma fonte de energia permanente e gratuita… o sol.  Cada vez mais devemos ver as possibilidades infinitas da energia solar. O Rawlemon é uma inovação no conceito de captação de energia solar, até mesmo em dias nublados, e pelo reflexo da lua !!!

    Painéis solares são conhecidos por serem pouco eficientes e por terem um design não muito agradável. Os globos solares Rawlemon buscam mudar essa história, oferecendo uma tecnologia até 70% melhor na captação de luz do Sol e ainda um formato belo que pode ser considerado até mesmo o de um artigo de decoração para a sua casa.

    Os aparelhos da Rawlemon podem captar até mesmo a energia solar refletida pela Lua. O projeto é do alemâo André Broessel, que começou a trabalhar no produto há três anos com o objetivo de baratear e tornar mais eficiente captura da energia advinda do Sol.

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    O conceito do novo aparelho é relativamente simples. Ele é uma esfera de vidro perfeita que faz a refração da luz em um raio concentrado. Para seguir a movimentação do Sol durante o dia, o Rawlemon conta com um microrastreador que segue o astro em sua percurso diário de leste a oeste. O mesmo se aplica quando o produto é usado à noite.”É uma oportunidade única de coletar enegia em uma situação em que outros sistemas falham”, de acordo com a descrição do projeto.

    Após a captação, a energia é armazenada em baterias que podem abastecer a seu casa ou até mesmo um restaurante, segundo os criadores.

    “Estamos concebendo produtos autônomos que podem concentrar a luz mesmo em um dia nublado, que estão gerando energia onde quer que você esteja. É energia grátis”, disse Broessel ao Gizmodo.

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    O projeto de Broessel fez sua estreia na plataforma de financiamento coletivo IndieGoGo recentemente, com a meta de arrecadar 120 mil dólares, cerca de 282 mil reais. Até o momento, o projeto conseguiu pouco mais de 4 mil dólares, aproximadamente 9.400 reais. Ainda há mais 26 dias de campanha de captação de fundos.

    180103-globoA versão beta do produto sai por 150 dólares (354 reais), mas a contribuição mínima para apoiar a iniciativa é de 1 dólar (2,38 reais). Se a meta financeira não for atingida, o dinheiro é devolvido aos apoiadores.

    veja o vídeo

    fonte: Info

  • Eletricidade sem fio – O legado de Tesla

    Eletricidade sem fio – O legado de Tesla

    Em 1988, o professor John Boys, da Universidade de Auckland (Nova Zelândia), construiu o primeiro protótipo de fonte de alimentação elétrica que dispensava contato físico com os equipamentos alimentados. (mais…)

  • TECNOLOGIA DE PONTA

    TECNOLOGIA DE PONTA

    A pesquisa científica trouxe novas técnicas que permitiram a transferência de genes de uma espécie para outra, proporcionando uma gama de aplicações voltadas ao benefício da saúde da sociedade. A produção de insulina humana foi uma das principais conquistas da biotecnologia, por ser essencial para os portadores de diabetes. Ainda no campo da saúde, a biotecnologia é utilizada para produção de hormônios humanos e vacinas. (mais…)

  • MEC publica portaria do Bolsa Permanência

    MEC publica portaria do Bolsa Permanência

    bolsa-permanenciaAlunos de baixa renda terão auxílio de R$ 400. Já para indígenas e quilombolas, o valor sobe para R$ 900. O Ministério da Educação publicou nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial da União a Portaria nº 389 que cria o Programa de Bolsa Permanência (PBP).

    Pela iniciativa, estudantes de baixa renda, indígenas e quilombolas que façam cursos de graduação em universidades federais terão direito a uma bolsa de permanência.

    Para alunos com vulnerabilidade econômica, o auxílio é de R$ 400, valor que pula para R$ 900 para indígenas e quilombolas.

    Veja aqui a portaria publicada no Diário Oficial da União.

    No caso dos estudantes de baixa renda, terão direito à bolsa quem possuir renda per capta mensal não superior a um salário mínimo e meio. Além disso, eles devem estar matriculados em cursos de graduação com carga horária média superior ou igual a cinco horas diárias. Vale lembrar que a bolsa é válida até no máximo dois semestres a mais do tempo regulamentar para se diplomar.
    Consideram-se quilombolas aqueles assim definidos no art. 2o do Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003. Já para os indígenas, valem os critérios da art. 1o da Convenção no 169/1989, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).A portaria faz a ressalva de que a Bolsa Permanência concedida pelo Ministério da Educação é acumulável com outras modalidades de bolsas acadêmicas e com auxílios para moradia, transporte, alimentação e creche criados por atos próprios das instituições federais de ensino superior.
    A norma publicada no Diário Oficial lista ainda o modelo do Termo de Compromisso que deve ser preenchido pelo estudante e os documentos necessários para a comprovação de vulnerabilidade econômica.
    Dentre eles, estão a declaração do Imposto de Renda, acompanhada do recibo de entrega à Receita Federal e da respectiva notificação de restituição, se houver. No caso de indígenas e quilombolas, também é preciso ter as declaração da Fundação Nacional do Índio (Funai) ou da Fundação Cultural Palmares.
    Ainda não se sabe quantos estudantes terão direito à bolsa permanência, mas estimativas preliminares dão conta de que esse número poderia oscilar entre 10 mil e 20 mil bolsas.

    Em 2013, o MEC prevê repassar R$ 650 milhões às universidades federais para programas de assistência estudantil, inclusive para o pagamento de bolsas, que já é feito individualmente a critério de cada universidade. O novo programa receberá recursos adicionais, e será pago diretamente aos estudantes, por meio de um cartão do Banco do Brasil.
    O novo programa foi motivado pela política de cotas, mas as novas bolsas poderão ser pleiteadas inclusive por estudantes que tenham cursado o Ensino Médio em escola particular, desde que sejam de baixa renda. O benefício poderá ser dado também para universitários estrangeiros.

     

     

  • NOVAS TECNOLOGIAS EM EDUCAÇÃO

    NOVAS TECNOLOGIAS EM EDUCAÇÃO

    angry-birds-space-1332532601393 956x500Especialistas apontam para a necessidade de novas práticas de ensino que atendam as exigências da educação do século 21. Há aqueles que apostam nas tecnologias digitais como ferramentas indispensáveis capazes de endereçar essas demandas de ensino-aprendizagem.

    No entanto, outros estudiosos garantem que, ao mesmo tempo em que a chamada era digital democratiza a informação, ela também pode estar desprovida de objetivos formativos, colocando a informação apenas a serviço do mercado, da publicidade, do consumo.

    Para o especialista em educação brasileira, José Carlos Libâneo, antes de propor qualquer adoção tecnológica em sala de aula, é preciso, primeiro, que os professores repensem como ajudar no desenvolvimento das capacidades intelectuais dos estudantes por meio dos conteúdos de suas disciplinas.

    “Penso que as características de todo bom professor precisam ser identificadas a partir de sua base pedagógica. Não são as tecnologias digitais que as definem e nem apenas as demandas da escola do futuro”, afirma ele, que é pós-doutor em Educação pela Universidad de Valladolid, da Espanha.

    Libâno aponta três características fundamentais para a prática docente: dominar a matéria que ensina, saber como ensinar os conteúdos e identificar as necessidades individuais de cada estudante. Essas condições, afirma, são importantes para atender às novas exigências educacionais, como: formar jovens com capacidade reflexiva, capazes de fundamentar e lidar criticamente com a informação e a produção própria de conteúdo utilizando a palavra, a imagem, o movimento, o hipertexto etc.

    No caso da primeira característica, o domínio do conteúdo que o docente leciona é imprescindível para a formação dos alunos. “Para um professor ensinar matemática aos seus alunos, por exemplo, ele precisa, primeiramente, e como condição absoluta, dominar o conteúdo. Nada feito sem saber o conteúdo que ensinará. É sumamente desejável que tenha uma cultura geral, ou melhor, uma cultura interdisciplinar”, diz.

    Além disso, o educador também precisa saber como ensinar, mais especificamente, como pode ajudar o aluno a entender a lógica mental por trás dos conteúdos da disciplina. “Ele precisa identificar na matéria as capacidades intelectuais (conceitos, ações mentais) mais importantes a serem desenvolvidas e propor atividades e experiências que estimulem, envolvam e melhorem a aprendizagem ativa e a compreensão dos alunos”, assegura.

    Conhecer o aluno
    Por fim, é preciso identificar quem é o estudante ao qual leciona, principalmente seus motivos, seus objetivos subjetivos, a relação que ele tem com a matéria trabalhada. “É preciso saber em que contexto sociocultural e institucional ‘João’ vive, como esse contexto influi na sua aprendizagem e como esse contexto pode ser modificado. Entre essas práticas socioculturais incluem-se o contexto familiar, as foras de organização e funcionamento da escola, mas também o contexto das TICs [Tecnologias da Informação e Comunicação].”

    De acordo com Libâno, só a partir dessas tarefas, consideradas “básicas”, é que as tecnologias digitais podem desempenhar um papel mais assíduo na prática docente.

    “Como pedagogo, posso afirmar que as TICs atuam no âmbito psíquico dos estudantes, na sua relação com os objetos de conhecimento, nas formas de percepção, expressão e comunicação com os outros”, diz. “São inúmeros os benefícios. Elas ajudam a modificar as formas de aprender dos estudantes, seja definindo novas interações com os conteúdos, colocando os estudantes nas redes sociais, intervindo nas relações na sala de aula, entre outros.”

    No entanto, ele pondera que é impossível aceitar que a escola trabalhe com o uso ferramental das tecnologias ou a partir de um currículo fixado apenas nas habilidades dissociadas do seu conteúdo e significado.

    “Elas [as tecnologias], dessa forma, praticamente não contribuem para o desenvolvimento das capacidades intelectuais e a formação da personalidade dos estudantes. É necessário o domínio da linguagem informacional, habilidade de articular as aulas com as mídias e multimídias, as lógicas e modos de lidar com o conhecimento das tecnologias”, diz.

     

     

  • SUPERFATURAMENTO NA MERENDA ESCOLAR

    SUPERFATURAMENTO NA MERENDA ESCOLAR

    Os contratos foram assinados com as empresas Atacadista de Alimentos Fonte Fofinho Ltda e Comércio J. A. de Mercadorias e Serviços Ltda, em 11 de setembro de 2012 e tiveram vigência até 10 de março de 2013.

    O TCDF apurou que com a empresa Atacadista de Alimentos Fonte Fofinho Ltda foram adquiridos 710.859 quilos de leite em pó, ao valor de R$ 18,50 a unidade. No pregão eletrônico feito pela secretaria no mesmo período, a unidade foi cotada em R$ 11,10. Isso representa uma diferença de 67%.

    Na empresa Comércio J. A. de Mercadorias e Serviços Ltda foram adquiridos 131.352 quilos de milho verde, a R$ 8,90 por quilo. Em licitação feita no mesmo ano, foi pago R$ 4,08 por quilo. Uma diferença de 118%, de acordo com o tribunal.

    O TCDF determinou que a Secretaria de Educação do Distrito Federal pague somente os valores cotados para os mesmos produtos no último pregão eletrônico. A secretaria tem dez dias para explicar as irregularidades.

    Em nota, a Secretaria de Educação informou que os dois últimos pagamentos referentes aos contratos foram suspensos, atendendo às orientações do tribunal. “A contratação emergencial foi necessária tendo em vista que não havia sido concluído o processo licitatório regular”, diz a nota. “Caso não fosse feita a compra emergencial, cerca de 500 mil crianças poderiam ficar sem merenda escolar”.

    A secretaria diz ainda que 20 empresas foram consultadas sobre a contratação emergencial e apenas quatro se interessaram. A de menor preço declinou da proposta e o segundo colocado foi chamado. “Diante disso, os preços unitários dos itens contratados puderam ser comparados com a estimativa de preços do processo regular que estava em andamento e percebeu-se que os valores não estavam tão díspares”.

    O órgão diz que “no caso de uma compra emergencial, os preços exercidos acabam sendo sempre mais altos. Mas a avaliação dos órgãos técnicos demonstrou que tais valores não eram tão mais elevados que aqueles previstos no processo licitatório”, e ressalta a dificuldade de encontrar fornecedores “capazes de atender a grande demanda da Secretaria de Educação, principalmente de forma emergencial”.

    Além disso, a secretaria alega que “todos os trâmites legais foram cumpridos e a compra emergencial foi feita com o aval da Procuradoria-Geral do Distrito Federal”.

     

     

  • CONHECER O CAMINHO:  DAS PALAVRAS

    CONHECER O CAMINHO: DAS PALAVRAS

    eumesmacomigo

    O efeito do que falamos, do que proferimos, vai torna-se nossa própria colheita.

    “A ação das palavras perdura tempos depois, por isso pensem duas vezes antes de ofender, três antes de magoar, quatro antes de cobrar e infinitamente antes de machucar.

    Às vezes, um simples comentário pode desestimular uma pessoa ou incentivá-la a realizar algo fantástico. Para muitos, pode parecer que não, mas a realidade é que as palavras são extremamente poderosas, cabe a cada um escolher se irá usar esse poder para construir ou para destruir. E, apenas o fato de você estar lendo este artigo, se interessando em saber mais sobre o assunto, demonstra que a sua intenção é usar as suas palavras para o bem, e isso é maravilhoso.

    Para que entenda melhor sobre o poder das palavras, imagine a seguinte situação. Uma pessoa está muito feliz, porque decidiu que irá cursar medicina, sente que essa é a sua vocação. Então, ao compartilhar sua decisão com amigos e familiares, ouve comentários ruins, de que não conseguirá passar no vestibular, de que o curso é caro demais e não terá condições e assim por diante. Se essa pessoa não tiver muita segurança do que quer, pode acabar desistindo do seu sonho por causa de opiniões alheias.

    É claro que cada um deve se responsabilizar por suas decisões, entretanto, é fato que as coisas que as pessoas com as quais convivemos dizem têm um peso significativo em nossas escolhas. Então, se você tem a opção de dizer algo positivo e que estimule, por que falar coisas ruins? Lembrando que ninguém deve mentir e dizer coisas nas quais não acredita apenas para agradar, e sim pensar melhor no que fala, tendo mais cautela e empatia.

    A Importância do Cuidado Com as Palavras nas Redes Sociais
    Quando se trata de tomar cuidado com as palavras, é interessante citar um tema que está bastante em voga atualmente, as redes sociais. Hoje, elas são usadas por uma parcela significativa da população para se comunicar, divulgar trabalhos, trocar ideias. E um problema bastante comum que muitos usuários enfrentam é lidar com pessoas que falam coisas que, talvez, não diriam pessoalmente, como se o fato de estarem atrás de uma tela as desse coragem.

    VOCÊ É FELIZ?
    A verdade é que, apesar de ser uma modalidade diferente de comunicação, as redes sociais são uma ferramenta que conecta pessoas. Assim, um comentário que um indivíduo faz será lido por um ser humano, que tem sentimentos como qualquer outro, e com o agravante de que aquelas palavras poderão ser lidas por um grande número de usuários, gerando uma exposição desconfortável.

    Por tudo isso, é fundamental ter cuidado com o que diz a alguém, seja pessoalmente ou através da internet, seja para um amigo ou um indivíduo famoso. Coloque-se sempre no lugar daquele que receberá a sua mensagem, considerando se gostaria de ler aquilo e, se a resposta for negativa, não envie. Prefira usar essa ferramenta para propagar coisas boas, acompanhar o trabalho daqueles que admira, se comunicar com amigos, compartilhar o bem.

    5 Cuidados Com as Palavras Que Todos Devem Ter

    Se quer usar as suas palavras para o bem, para estimular pessoas e se comunicar de forma clara e gentil, coloque as cinco dicas a seguir em prática. Assim, além de beneficiar os relacionamentos que tem com terceiros, irá também melhorar a sua forma de falar e se conectar com o seu eu interior.

    1 – Coloque-se no Lugar do Outro Antes de Expor Sua Opinião Sobre Ele
    A empatia é a chave para melhorar as relações humanas, pois quando você se coloca no lugar da outra pessoa, evita fazer coisas ofensivas, já que não gostaria que fizessem aquilo contigo. Portanto, faça sempre este exercício e se pergunte: eu gostaria de ouvir isso? É claro que cada indivíduo tem as suas preferências, porém, isso irá ajudar a guiar as suas palavras sempre para o bem.

    2 – Considere o Tom de Voz
    Além daquilo que se fala, é necessário pensar no modo como se fala, o que inclui principalmente o tom de voz, que tem uma grande influência sobre a interpretação de uma frase. Nesse sentido, evite alterar o tom ou falar de forma sarcástica, pois isso pode ser recebido de forma negativa e magoar a outra pessoa.

    3 – Seja Sincero Sem Ser Rude
    Alguns indivíduos usam a sinceridade como desculpa para serem grosseiras, e a realidade é que é totalmente possível ser verdadeiro sem ser rude. Para isso, é necessário que escolha bem as palavras e, principalmente, analise se a sua opinião pode mesmo ajudar e agregar de alguma maneira. Se a resposta for não, guarde para si.

    4 – Evite Falar Quando Estiver Com Raiva
    As emoções têm uma forte influência sobre as nossas palavras. Por esse motivo, evite dizer qualquer coisa a alguém quando estiver com raiva, pois são grandes as chances de que fale coisas ruins, que possam magoar. Prefira dar um tempo, se acalmar e, se for necessário, continue a conversa em outro momento, quando tiver controle sobre o que irá dizer.

    5 – Peça Desculpas Se Falar Algo Que Magoar Alguém
    Mesmo que se esforce e tome todos os cuidados para não magoar ninguém com as suas palavras, é normal que vez ou outra acabe falhando. Quando isso acontecer, use o poder das palavras para pedir perdão e explicar que não teve a intenção de dizer aquilo. Mesmo que a pessoa demore a desculpar, você estará fazendo a sua parte.

    Deepak Chopra disse que aquilo que falamos cria a nossa realidade e que, por isso, devemos falar sempre com o objetivo de criar felicidade. Acredita que as suas palavras estão seguindo esse caminho? Se acha que não, sempre é tempo de melhorar e evoluir!

    Tomem cuidado com as palavras.
    Palavras proferidas jamais poderão ser guardadas.
    Palavras são como lâminas que uma vez desembainhadas, não terão para onde retornar.”
    Cuidem-se, sejam suaves e doces como sua alma o é.

  • Você acredita em anjos ?

    Anjos, enviados, mensageiros, mentores…

    Independentemente de espiritualidade ou religião, temos que aceitar que existem forças que estão acima da compreensão do ser humano, e isso está sendo provado cada vez mais pela ciência, com as dimensões reveladas pela física quântica, entre outros estudos.

    Neste contexto se encontram os anjos, mensageiros, mentores, instrutores, enviados galáticos, espiritos protetores, chamem como quiser, mas o fato é que esta energia existe e pode transformar sua vida. (mais…)

  • HISTÓRICO DA PERMACULTURA

    HISTÓRICO DA PERMACULTURA

    Você pratica permacultura ?

    A palavra PERMACULTURA foi criada por Bill Mollison e David Holmgren, e significa muito mais do que uma junção das palavras permanente e agricultura. A palavra diz respeito a uma<strong> cultura permanente

    permaculturano-mundoCom valores, ideais, respeito e dignidade, utilizando  harmonicamente os elementos do meio ambiente para uma arquitetura, agricultura e cultura permanente. Bill Mollison preocupado com as questões referentes a redução dos recursos naturais em algumas regiões do planeta e em especial na Austrália começou a estudar sistemas de agriculturas sustentáveis no final da década de 1960.

    Junto com David Holmgren desenvolveu um modelo de agricultura sustentável baseado em policultivo, tendo os resultados publicados mais tarde, em 1978 com o livro Permacultura Um. A visão holística, multi e interdisciplinar misturando (biologia com arquitetura, agricultura com florestas e zootecnia), deixou muitos profissionais descontentes e contrários a tal modelo e os especialistas se sentiam incomodados com tais metodologias, por outro lado a opinião popular já era diferente e em muitos lugares já se discutiam modos de produção com base em sistemas ecológicos. Neste momento o próprio Mollison via a permacultura como uma associação de plantas e animais que visava apenas a subsistência e possivelmente uma iniciativa comercial.

    Com o passar do tempo outras estratégias foram envolvidas e outros objetivos como autofinanciamento e economia regional entraram no modelo permacultural. Nos fins da década de 1970 já haviam sido projetadas varias propriedades na Austrália se utilizando da visão e metodologia permacultural.
    Permacultura busca o planejamento e manutenção consciente de sistemas agrícolas produtivos que possam manter a diversidade, estabilidade e resistência de ecossistemas naturais.

    Procura integrar de forma harmoniosa, pessoas e paisagem focando alimento, abrigo e energia bem com outras necessidades. De forma mais resumida, são práticas agrícolas tradicionais aliadas a tecnologias atuais unindo conhecimento secular às descobertas da ciência moderna, proporcionando o desenvolvimento integrado da propriedade rural de forma viável e segura para o agricultor familiar e o meio ambiente com sustentabilidade, atualmente utiliza também praticas para o meio urbano – Permacultura Urbana, como a otimização de pequenos espaços, redução de consumo, reciclagem e reutilização de resíduos domésticos. Prioriza redução do consumo energético, adequando nossos costumes e infra-estrutura para uma melhor utilização destes. Na permacultura acredita-se que ao participar da produção de alimentos, por menor que seja a escala já estaremos contribuindo para redução das grandes áreas agrícolas, além disso, estaremos criando uma atividade prazerosa, cuidar de uma pequena horta ou jardim, por exemplo. Uma grande vantagem da permacultura sob o aspecto humano é a interação entre os mais diversos profissionais na hora de pensar o projeto ou sistema seja para uma comunidade, sitio, fazenda, casa ou mesmo uma cidade, isso faz com que todos opinem no que diz respeito dentro da área que possui conhecimento e experiência, promovendo dessa forma uma grande troca de informações – visão holística. No inicio da década de 1980 os primeiros graduados em permacultura estavam atuando em projetos na Austrália.

  • COLETA SELETIVA

    COLETA SELETIVA

    Muitas pessoas dotadas de consciência ambiental deixam de contribuir para o aproveitamento pós-consumo de material reciclável simplesmente porque não sabem como agir nesse sentido. Na maioria das cidades do país, coleta seletiva de lixo ainda é uma proposta utópica, longe da prática, e os cidadãos, nesse contexto, terminam por estacionar no terreno das boas intenções.

    A população ganhou um instrumento de apoio para quem procura transcender a inoperância do poder público, demanda suprida por intermédio de uma ação da iniciativa privada.

    A Tetra Pak acaba de lançar uma ferramenta preciosa para facilitar a busca por pontos de coleta s, com suporte do Google Maps, aponta cooperativas, eletiva e reciclagem de resíduos. O portal Rota da Reciclagem (www.rotadareciclagem.com.br) pontos de entrega voluntária e comércios ligados à cadeia de reciclagem em todo o Brasil.

    Embora o instrumento de busca priorize postos de coleta de embalagens longa vida (caixas de leite, sucos, molhos de tomate e outros alimentos), ele acaba atendendo a demanda de todo o ciclo de reaproveitamento do “lixo”, ao mostrar estabelecimentos que, em geral, também lidam com outros materiais – latas de cerveja, papelão etc.

    “O principal ponto é a conscientização do cidadão comum de que é preciso já criar este hábito para a conservação do planeta. Não há mais aquela desculpa de não saber onde entregar suas embalagens longa vida e demais materiais recicláveis, pois existe agora um buscador específico que aponta estes locais próximos ao endereço consultado”, disse a AmbienteBrasil Fernando von Zuben, diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak.

    Segundo ele, nas primeiras duas semanas do portal, houve mais de 10 mil consultas no site. “É um resultado incrível e animador, pois retrata o interesse do público em colaborar com a coleta seletiva das embalagens longa vida e material reciclável”, diz ele. “Deixando a modéstia de lado, a Rota da Reciclagem será referência para quem pretende divulgar a reciclagem em todo o Brasil. Nossa meta é de ter cinco mil visitantes únicos por dia”, completa.

    O leitor é convidado no site a informar se existem pontos de coleta, voluntária ou comercial, não listados.

    De todas as embalagens Tetra Pak comercializadas no país, o Brasil recicla 25,5%, ou seja, uma em cada quatro. Em 2007, passaram por esse processo, no mercado brasileiro, cerca de 50 mil toneladas, montante que, ainda assim, alça o país à terceira colocação no ranking mundial, perdendo apenas para Alemanha e Espanha. “Há ainda um potencial enorme de crescimento”, diz Fernando.

    Outro objetivo do portal é esclarecer ao cidadão que não é necessário ter em casa cinco recipientes para a prática da coleta seletiva (papel, vidro, plástico, orgânicos e metal), mas apenas dois recipientes (úmido e seco), pois a separação do lixo é feita na cooperativa coletora dos resíduos. “Com isso, a coleta seletiva fica mais fácil e aumentará entre a população”, acredita ele.

    A Tetra Pak assumiu este compromisso bem antes da “moda” pegar, demonstrando um caráter vanguardista. E, seguindo esta premissa, a empresa desenvolve soluções inovadoras como, por exemplo, o sistema plasma, que separa o alumínio do plástico das embalagens e renova o alumínio em forma de lingote e parafina como matéria-prima para a produção de peças plásticas.

    Outra novidade é a aplicação do Sinal Verde, um selo na lateral das embalagens da empresa, que tem o objetivo de promover a conscientização do público consumidor sobre questões importantes, como consumo de materiais renováveis, a coleta seletiva do lixo e a reciclagem. Cada selo é composto pela caricatura de uma embalagem animada da Tetra Pak e uma mensagem de apelo ambiental.

     

     

  • PERIGO !!! SINAL VERDE PARA O SALMÃO TRANSGÊNICO NOS EUA

    PERIGO !!! SINAL VERDE PARA O SALMÃO TRANSGÊNICO NOS EUA

    Salmão TransgênicoOs EUA estão prestes a servir a primeira carne modificada geneticamente do mundo: um salmão mutante que pode devastar as populações de salmão selvagens e ameaçar a saúde humana. Esse peixe Frankenstein pode abrir as comportas para a carne biotecnológica em todo o mundo, a menos que nos mobilizemos.

    Assine a petição no Avaaz

    A FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) afirmou que um salmão transgênico que cresce duas vezes mais rápido que o normal não causaria grande impacto ambiental, o que abre caminho para a aprovação do primeiro animal geneticamente modificado para ser consumido por humanos.

    A agência ainda fará uma consulta pública sobre o tema, mas especialistas veem a declaração como o último passo antes da aprovação.

    Em 2010, a FDA afirmou que o peixe era seguro como alimento, mas não tomou outras medidas desde então.

    Empresários da Aquabounty, que produz o peixe, especulam que o governo tem prorrogado qualquer ação por pressão de grupos que se opõem aos transgênicos.

    Críticos, que chamam o salmão de “frankenpeixe”, temem que ele possa causar alergias ou até dizimar a população natural de salmões se a variedade transgênica procriar na natureza –sem contar os questionamentos éticos envolvidos.

    A empresa, que já gastou mais de US$ 67 milhões para desenvolver o peixe, afirma que há medidas protetoras contra problemas ambientais –uma delas é que só seriam criadas fêmeas estéreis, ainda que uma pequena porcentagem pudesse se reproduzir.

    O peixe transgênico recebeu um gene de hormônio do crescimento do salmão do Pacífico, que é mantido “funcionando” o ano inteiro por meio de um gene de um peixe similar a uma enguia. A combinação permite que o salmão chegue ao peso ideal para venda em 18 meses em vez de três anos.

    Ainda não está claro, porém, se o público aprovará o peixe, caso a FDA dê seu aval.

    Se o salmão entrar no mercado, os consumidores podem nem saber que estão comprando peixe transgênico, já que o produto não seria acompanhado de qualquer aviso caso seja decido que ele tem as mesmas propriedades do convencional.

    A empresa diz que o novo salmão é similar ao “normal” em sabor, cor e textura.

     

     

  • ORAÇÃO CELTA

    Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente ódio.

    Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.

    Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.

    Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.

    Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.

    Que os teus momentos de amor contenham a magia da tua alma eterna em cada beijo.

    Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.

    Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.

    Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.

    Que em cada amigo o teu coração faça festa,

    que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.

    Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.

    Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.

    Que um suave olhar te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.

    Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!

    Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.

    Aquele amor que não se explica, só se sente.

    Que esse amor seja o teu acalento secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.

    Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.

    Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.

     

  • A INTENÇÃO DA PALAVRA

    A INTENÇÃO DA PALAVRA

    O que muda com as Festas Natalinas? O que muda com a entrada de um Novo Ano?

    Considero o Natal como sendo uma festividade eminentemente FAMILIAR. Neste momento nos tornamos mais sinceros, mais amigos, mais justos, mais pais, mais filhos, mais avôs, mais irmãos, mais e muito mais saudosos; além é claro, de nos tornarmos mais humildes.

    Infelizmente ainda não nos comportamos como sendo uma grande família. Tais predicados só se resumem aos nossos entes queridos; quando, em verdade isto deveria ser uma praxe dentro do nosso cotidiano. Enfim, sinto saudade da minha educação quando me levantava e dava lugar a uma senhora ou a um senhor dentro de um simples ônibus.

    A propagada FRATERNIDADE UNIVERSAL só existe em determinados momentos e, ainda, sem acontecer todos os dias e em todas as horas. Que lástima! O pior é que nos julgamos evoluídos. O pior é que nos comportamos dentro de um EGOISMO SEM PRECEDENTES. O pior é que precisamos de Leis para dizer como devemos nos comportar, não importando o lugar ou em qual ocasião, que se faça necessária exercitarmos o respeito ao nosso próximo.

    Ah! Jesus, meu Jesus Sertanejo, pelo visto ainda haveremos de caminhar e muito caminhar para fazermos renascer dentro de nós, o verdadeiro espírito da confraternização universal, não como Palavras; mas, sim, com Intenções, Atenções, Gestos e Atitudes da forma mais simples e trivial possível.

    Considero o Natal como sendo o momento de “lavarmos a nossa roupa suja”. A sujeira vem mais como sendo uma tentativa de purificação do nosso EGOÍSMO. Nós tornamos bonzinhos, cordeirinhos bem comportados e supostamente atenciosos. Tentamos com meros presentes e mensagens mexer com o amor próprio das pessoas, dos nossos congêneres e pasmem até mesmo com os animais e a própria natureza. Sim, porque enfeitamos ÁRVORES que lá sempre estiveram e nunca receberam as devidas atenções, no sentido amplo da palavra.

    Poderia discorrer fatos e mais fatos, comparações e mais comparações. Mas, de que adiantaria se continuamos, espero que poucos ainda se deixem levar por um período Natalino, para refletir, para se autoanalisar e, mesmo que momentaneamente aja de forma diferente, daquela praticada ao longo dos meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos, que antecedem a este luminoso período.

    E quanto ao sentimento do Ano Novo? O que podemos realmente, de fato, desejar ou sonhar para que aconteça durante o novo ano? É neste momento que conhecemos todas as intenções, o intimo, o interior de cada um de nós. Neste momento a materialidade e o egoísmo imperam sobremaneira – com certeza! Infelizmente os desejos (espero que de muitos poucos), se voltam para o nosso egocentrismo. São desejos eminentemente mesquinhos e altamente pessoais e individualizados.

    Como diz o matuto, cá para as nossas bandas Nóis num vai cum sede, nós vai com a bexiga taboca! Nóis num percebe, nóis dá fé! Nóis num se diverte, nóis bota pra decê!

    Quem sabe se a máxima da vida não seria bem mais aconselhável, nesta reflexão, do tipo: Amar ao Criador sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo? Agora sim, posso esperar que todos vocês tenham tido e curtido O BOM NATAL e, assim, com certeza haveremos de raiar no novo ANO com muita LUZ, envoltos na poderosa Luz da Fraternidade Universal, ampla e irrestrita!

  • Comunicação Compassiva

    Comunicação Compassiva

    A CNV nos orienta a rever a maneira pela qual nos expressamos e ouvimos os outros e a nós mesmos, focando nossa consciência no que estamos observando, sentindo, valorizando (necessitando) e pedindo.

    (mais…)

  • TV E VIOLÊNCIA: UM CASAMENTO PERFEITO

    TV E VIOLÊNCIA: UM CASAMENTO PERFEITO

    NR: Nos dias atuais, a televisão, com pouquíssimas exceções. vem se tornando cada dia mais,  um  vetor de disseminação da ignorância,  massificação e violência.Seja em filmes, novelas, noticiarios, o que é exbido na programação televisiva na maioria das vezes descamba para este lado. E quem sofre o maior impacto, são as crianças, que desde cedo são condicionadas pela TV.Leiam abaixo, artigo do prof. Valdemar Setzer sobre o tema.

    tviolencia

    As forças que estão por detrás da tecnologia são infinitamente inteligentes, mas falta-lhes algo fundamental: o bom senso. Ainda bem, pois com isso sempre acabam exagerando, de modo que muitas pessoas passam a perceber por experiência própria que o uso indevido e indiscriminado de máquinas prejudica o ser humano. Este é o caso da poluição e é o caso da TV.

    Em particular, está havendo uma reação muito grande contra o excesso de violência (em quantidade e em qualidade) na TV. Neste artigo, vamos mostrar que infelizmente não é possível acabar com a violência na TV, pois ela é conseqüência da natureza do próprio aparelho.

    Jerry Mander, em seu livro Four Arguments for the Elimination of Television (New York: Morrow 1978) faz uma simpática assertiva: a TV não transmite violência por preferência dos telespectadores, mas por que é o conteúdo que mais se adapta à natureza do aparelho e ao estado de consciência do telespectador. Vamos entender essa afirmação.

    A primeira natureza do aparelho de TV que nos importa aqui é o fato sua da imagem ser irreal e muito grosseira. A irrealidade, ou ‘virtualidade’, faz com que as pessoas subestimem a influência do aparelho. De fato, provavelmente quase todos os pais protegem suas crianças, para que essas não vivenciem situações emocionalmente fortes (como por exemplo a morte de um parente, a visão de uma pessoa acidentada deitada na rua toda ensangüentada, etc.). Trancam a porta de casa, erguem altos muros ao redor da mesma, passam a morar em prédios ou condomínios no intuito de melhor proteger seus filhos. No entanto, permitem a penetração, no lar, de toda sorte de violência (entre outras imagens e palavras inconvenientes para as crianças) ao ligar a TV. Há vários anos constatou-se que nos EUA mais da metade de todas as crianças ou jovens tinham um aparelho de TV em seu quarto, isto é, em geral sem absolutamente qualquer controle do que assistem. Pelo contrário, a mentalidade educacional deturpada de hoje em dia leva os pais a achar que não devem coibir nada, pois qualquer controle talvez crie traumas. Eles não percebem que as crianças precisam sentir-se guiadas e controladas (com amor), e que a falta disso gera graves problemas psicológicos.

    A grosseria da imagem pode ser constatada observando-se os programas. Nas novelas, em geral é focalizado apenas o rosto dos atores, pois se o corpo inteiro fosse focalizado, não se perceberia a expressão facial; os olhos, nariz e boca tornar-se-iam pequenas manchas. Com isso, não se notariam as emoções que os atores devem transmitir. Se uma árvore aparece inteira na tela, não se consegue distinguir suas folhas. Compare-se com nossa fantástica acuidade visual, que permite ver com nitidez todos esses efeitos no mundo real, em meio a um campo de visão de quase 180 graus (abra-se os braços e veja-se até onde se consegue ver as mãos). E por falar no mundo real, se queremos ver um objeto com mais nitidez aproximamo-nos dele. No caso da TV essa aproximação não ajuda em nada, pelo contrário, apenas prejudica a visão, pois passa-se a ver, no caso de TV colorida, os pontos da máscara de cor vermelha, verde e azul escuro, a partir dos quais se tem a impressão das várias cores meio fantasmagóricas que compõem as imagens. No caso de TV branco e preta, viam-se as linhas formadas pela varredura do feixe eletrônico que, batendo na tela fosforizada, fá-la emitir luz no local do choque. Podemos, assim, já colocar aqui um dos efeitos perniciosos da TV: ela deseduca o sentido da visão, pois acostuma-se a não procurar maior acuidade, por exemplo aproximando-se mais do objeto que se quer examinar. Isso para adultos é ruim, mas para crianças, que justamente estão desenvolvendo seus sentidos, é altamente prejudicial.

    Essa varredura do feixe faz com que a imagem se forme atomisticamente, compondo 30 quadros completos por segundo, sendo 60 para as linhas impares, varridas primeiramente, e 60 para as linhas pares, varridas logo em seguida. Essa alternância visa diminuir o efeito de piscar da imagem. A nossa retina retém imagens por cerca de 1/10 de segundo, de modo que com um período menor temos a impressão de continuidade, por exemplo do movimento de uma pessoa. Mas se se olhar com o lado dos olhos, perceber-se-á o piscar da imagem. O piscar, mesmo se não percebido conscientemente, é detectado pelo nosso cérebro e o afeto. Este é um terceiro fator da natureza do aparelho, que será muito importante nas considerações a seguir.

    Do ponto de vista do telespectador, pode-se constatar que das atividades interiores pensar, sentir (de sentimentos) e querer (volição que leva a ações, desde a concentração do pensamento em certos assuntos escolhidos como a movimentação dos membros), apenas a segunda está realmente em atividade. De fato, a imobilidade física leva o telespectador a não exercer nenhuma ação. Nem a de concentrar os pensamentos, pois estes estão abafados, já que normalmente a TV induz um estado semi-hipnótico. Esse efeito, que é óbvio quando se observa uma pessoa assistindo um programa (ela fica em geral com cara de bobo, principalmente as crianças, que têm rosto mais maleável), foi constatado cientificamente infelizmente por poucas pesquisas de efeitos neuro-fisiológicos da TV. H.E.Krugman (‘Brain Wave Measurements of Media Involvement’, Journal of Advertising Research, 11:1, Feb. 1971, pp. 3-9), usando o movimento dos olhos e eletro-encefalograma, mostrou que a TV induz rapidamente (cerca de ½ minuto) um estado semi-hipnótico ou de sonolência, de desatenção. Descrevendo-se a um psicólogo a situação de um telespectador, sem mencionar que está assistindo TV, isto é, que está sentado estaticamente, uma luz pisca 30 vezes por segundo à sua frente, o som vem de um ponto fixo, e o ambiente está em penumbra, esse psicólogo imediatamente reconhecerá uma sessão de hipnotismo.

    Comparemos com a leitura. Quando uma pessoa lê, ela é forçada a prestar atenção no que está lendo, pois caso contrário perde o fio da meada. Quando se lê um romance, é necessário imaginar os personagens, o ambiente em que a ação se passa, etc.; quando se lê algo filosófico ou científico, é necessário associar conceitos constantemente. Em ambos os casos, o pensamento está muito ativo. Mas na TV, as imagens já vêm prontas; por outro lado, é impossível acompanhá-las conscientemente, pensando-se no que elas significam, associando-se idéias ou lembranças a elas, etc., pois, como justificaremos adiante, elas necessariamente sucedem-se com muita rapidez. Com isso, não se consegue nem prestar atenção durante um tempo razoável, nem criticar calmamente o que está sendo transmitido e compará-lo com nosso conhecimento prévio como o permite um livro – na velocidade individual de cada leitor. Quando o primeiro governo socialista assumiu na França, tentou fazer da TV um veículo educativo – para começar, acabando com os ‘enlatados’ americanos. A reação foi violenta: os telespectadores classificaram as transmissões como “chatas” e alguns disseram que a TV não era um veículo de transmissão de cultura – havia outros melhores para isso. Assim, se alguma emissora quiser transmitir um programa que exija concentração mental e raciocínio, os telespectadores em sua grande maioria vão mudar de canal.

    Em palestras em que abordamos o problema da TV, costumamos recomendar aos participantes: “Se os senhores quiserem desenvolver seu pensamento, leiam. Se querem prejudicar seu pensamento, abafando-o cada vez mais, vejam TV.” O famoso psicólogo Bruno Bettelheim escreveu (‘Parents vs. Television’, Redbook, Nov. 1963): “A TV aprisiona a fantasia, não a liberta. Um bom livro incentiva o pensamento e liberta-o simultaneamente”. Jane Healey, em seu livro contra a TV Endangered Minds – Why Our Children Don’t Think (New York: Simon & Schuster, 1990), menciona prejuízos que os neurônios sofrem ao ser excitados indevidamente pela avalanche de imagens da TV.

    É fácil verificar pessoalmente como o telespectador em geral não acompanha conscientemente o que está sendo transmitido. Basta repetir uma experiência relatada por F. Emery e M. Emery em seu livro A Choice of Futures – to Enlighten or to Inform? (Leiden: H.E.Stenfert Kroese, 1976), na qual telefonou-se para pessoas da cidade de San Francisco perguntando que notícias haviam acabado de assistir no jornal nacional americano. Pois metade das pessoas não se lembrava de uma única notícia sequer! Sugerimos repetir essa experiência sem naturalmente contar aos outros que ela será feita. Em particular, o estado de desatenção leva à conclusão de que a TV não tem quase efeito informativo e muito menos educativo. Marie Winn dedicou seu livro The Plug-in Drug (New York: Viking, 1979) a provar esses pontos, desmascarando por exemplo o mito de que o programa Vila Sésamo (‘Sesame Street’) tinha efeitos educativos. A falta de efeito educativo é constatada por M.A.Erausquin et alli, em seu livro Os Teledependentes (São Paulo: Summus Editorial, 1980), dizendo “Cada vez mais parece mais provado que a televisão em si é incapaz de ensinar praticamente nada.” Não é difícil entender o porquê dessas características: a aquisição de informação deve ser um processo individual, lento e consciente. Por outro lado, educação requer, além de lentidão, interação e não-passividade, inexistentes na TV, e tem que ser necessariamente altamente contextual em relação a quem está sendo educado ou se educando. De fato, os pais sempre escolheram os livros que iriam comprar para suas crianças, verificando se são adequados à idade, maturidade, educação, etc. Uma professora dá uma aula levando em conta o que deu na aula anterior, o que foi dado na semana, mês ou ano passado, a particular situação dos alunos reais que tem em frente de si, etc. Nada disso se passa com a TV (e nem com o ensino com computador ou com a Internet!), um veículo de comunicação de massa, não tendo portanto nada de individual e contextual. É por isso que programas educacionais pela TV nunca deram os resultados esperados: alguém conhece alguma estatística de quantas pessoas aprenderam o que com os nossos programas educativos? Se um programa é seguido de uma aula com professor-gente que reveja e aprofunde o assunto transmitido, obviamente o efeito será da aula, e não do que foi observado com o aparelho. Cremos que do ponto de vista educacional a TV só tem lugar como reprodutor de vídeo, em brevíssima ilustração (alguns minutos), talvez depois da 6a série – desde que a professora discuta logo em seguida o que foi visto, repita o vídeo, discuta-o novamente, etc.

    Talvez fosse interessante citar aqui um outro casamento perfeito com a TV. Como Jerry Mander chamou a atenção em seu livro, nunca se gastou tanto em propaganda quanto depois do advento da TV, e é nela que as grandes empresas investem mais na tentativa bem sucedida de fazer as pessoas comprarem a sua marca, o que não precisam ou o que é mais caro. Se a propaganda pela TV não tivesse sucesso, alguém acharia que essas grandes empresas gastariam centenas de milhões de dólares nessa atividade? Esse sucesso é justamente devido ao fato de os telespectadores estarem normalmente em estado semi-hipnótico, gravando toda a propaganda em seu subconsciente. Mais tarde, em um super-mercado, que justamente é feito para se poder ver e pegar todos os produtos, o comprador muitas vezes apanha, sem perceber, aqueles que estão gravados em seu subconsciente. Aí sim, temos o real efeito da TV: não é o de informar ou de educar, e sim de condicionar.

    Ações – vontade – inativas e pensamentos abafados: sobram os sentimentos. Esses sim, são ativados, e como! São a única arma que as emissoras têm para atrair a atenção do telespectador. Pior, a única arma para que ele não passe do estado de sonolência para o sono profundo, o que seria um desastre em termos de audiência. Como escreveu B.S.Centerwall (‘Television and Violence – the Scale of the Problem and Where to Go From Here’, Journal of the American Medical Association, June 10, 1992, 267:22, pp. 3059-3063), o negócio das emissoras de TV não é de vender programas, mas de vender audiência para os anunciantes. Mesmo as TVs não-comerciais acabam caindo no mesmo padrão para atrair telespectadores, pois se não tiverem audiência perdem a justificativa de sua existência e seus funcionários ficariam desempregados. Portanto, se os sentimentos é que são ativados, vamos transmitir para eles! Agora pode-se compreender por que, como constatamos acima, as novelas transmitem em geral apenas os rostos dos atores: para que os seus sentimentos sejam bem transmitidos, sua expressão facial deve ser nítida. Se fossem transmitidos de corpo inteiro a grosseria da imagem faria perder essa expressão. Ora, as novelas têm como finalidade prender a atenção do telespectador justamente pelo forte da TV, os sentimentos, nesse caso provindos dos conflitos pessoais retratados. Portanto não se pode deixar de transmitir as emoções fingidas pelos atores, principalmente por meio de seus rostos.

    Uma outra maneira de prender a atenção do telespectador é pelo excesso de sons, de movimentos e de cores. Neil Postman escreveu em Amusing Ouserlves to Death – Public Discourse in the Age of Show Business (New York: Penguin, 1985) que a TV tinha transformado tudo em ‘show’: a educação, a política, a religião, etc. Em termos educacionais, veja-se o exemplo da série ‘Beeckman’s World’, ‘O mundo de Beeckman’, onde experiências interessantíssimas e muito simples de Física eram transmitidas num verdadeiro festival de caretas, gritaria, com um homem em cena fantasiado de ratão, e pastelões. Isto é, demonstrações excelentes tinham que se dobrar à ‘linguagem’ dos ‘shows’. Estes justamente caracterizam-se pelo excesso de movimentos, sons exagerados e excitantes, cores berrantes. É mais uma maneira de atingir os sentimentos do telespectador e de fazê-lo não adormecer. Veja-se como a transmissão de um concerto de música clássica é transformada num ‘show’: a câmera não pára, focalizando ora a batuta do maestro, ora os movimentos do arco de um violinista, ora a audiência, etc. – em lugar de transmitir simplesmente o som, que é o que interessa. Em relação aos sons, note-se como muitos locutores falam gritado: eles têm consciência de que idealmente, nada pode ser calmo na TV, e com sua gritaria contribuem para prender a atenção do telespectador, e fazer com que este não passe do estado de sonolência para o sono profundo.

    Uma parte dos truques usados pelos diretores de imagem para evitar o adormecimento do telespectador, é fazer a imagem mudar constantemente. Jerry Mander, no livro citado, relata em 1978 que nos EUA as imagens eram alteradas, nos programas comerciais, em média de 8 a 10 vezes por minuto, empregando-se para isso, além de mudanças totais de imagem, mudança de fundo (é o que ocorre quando um locutor vira-se, sem razão aparente, mudando a câmera), efeitos zoom, etc. No Domingo 9/1/2000 fizemos uma contagem de 10 minutos de um programa de auditório da SBT às 11:40 e obtivemos uma média de 11,3 mudanças de imagem por minuto. Logo em seguida, num intervalo para comerciais da Globo medimos 16,3 (!) mudanças por minuto. O extremo exagero da tentativa de despertar o telespectador encontra-se nos ‘video-clips’, verdadeiros ‘shows’ de histerismo.

    Enfatizamos: se um programa transmitir algo delicado, sutil, calmo, ele será tomado com extremamente ‘chato’ pelo telespectador, que sentirá muito sono, levando-o a mudar de canal. A impossibilidade dessa transmissão resulta das características do próprio aparelho e o estado que ele induz no telespectador, e não do particular programa.

    Pois bem, juntemos a grosseria da imagem aos sons berrantes e ao excesso de movimentos. O resultado é… violência! Violência é o que a TV transmite melhor! (O que já foi notado por Jerry Mander no livro citado.) Note-se como os esportes violentos, como o Futebol, ou os movimentados como o Basquete, são apreciados. E note-se como um jogo de tênis é monótono, apesar do esforço dos operadores das câmeras e do diretor de imagem. Cremos que a grande atração da transmissão das corridas de Fórmula 1 é a expectativa de um grande acidente – e quanto mais grave, melhor. O ideal é se o carro espatifar-se, pneus voarem para os alto, sendo uma explosão o máximo do que os telespectadores querem apreciar. Note-se o que ocorre depois de um desses acidentes: passa-se a repetir seguidamente as imagens do mesmo – afinal, aí é que a TV atinge o máximo da adequação do transmitido às características do aparelho e ao estado do telespectador. Em oposição, imagine-se a chatice que seria assistir pela TV um jogo de xadrez ou de Go!

    Há possibilidade das transmissoras de TV mudarem por si próprias sua programação? Infelizmente, não. Como afirmou Centerwall no artigo citado, se o negócio das estações de TV é vender telespectadores aos anunciantes, elas jamais controlarão seus programas enquanto estes atraírem audiência. Cremos que o único meio de elas mudarem seria os telespectadores boicotarem seus programas. Infelizmente a conscientização das massas imbecilizadas justamente por assistir TV em vez de fazer algo que desenvolva a capacidade de pensar, a consciência, sensibilidade e ação, é praticamente nula. Precisamos enfatizar que, mesmo mudando sua programação para conter menos violência, a TV continuaria sendo altamente prejudicial, principalmente para crianças, por abafar a consciência e o pensamento, e aniquilar a vontade (uma vez um aluno nos escreveu que, depois de ouvir nossos argumentos contra a TV, e ficar convencido de que estávamos corretos, chegou em casa e tentou não ligá-la, mas não o conseguiu!). Nesse sentido, o título do livro citado de Marie Winn, comparando a TV a uma droga que causa dependência, é absolutamente adequado.

    Qual o problema de assistir violência ou outras imagens e sons inconvenientes? Além da deseducação dos sentidos e dos sentimentos, o problema é que o ser humano grava tudo o que vivencia, a maior parte em seu subconsciente. Por exemplo, se uma pessoa encontrar um conhecido e não reparar conscientemente na cor de seu sapato, não se lembrará da mesma. Mas se, no dia seguinte, ela for hipnotizada, lembrará perfeitamente daquela cor. (Entre parênteses, para nós esse efeito de gravar tudo é uma indicação de que temos uma memória infinita, e portanto o ser humano não é uma máquina.) Assim, todas as milhões de imagens de violência assistidas ficam também gravadas para sempre, em sua quase totalidade no subconsciente. Em uma situação de ‘stress’, de emergência ou de ação inconsciente, elas podem influir na atitude, nas ações, nos pensamentos e nos sentimentos. É por isso que a propaganda pela TV funciona melhor que por outros meios: ao ver caixas de diferentes sabões em pó no supermercado, todas de mesmo tamanho, talvez de mesmo preço, praticamente de mesmo conteúdo (o que talvez muda é um perfumezinho) o que a compradora escolherá? Sem querer, aquela marca que ficou gravada em seu subconsciente. Da mesma maneira, em uma situação especial, principalmente de inconsciência (devido a tensão, drogas, emergência, etc.) uma pessoa pode agir ou reagir seguindo os atos violentos que assistiu pela TV ou pelo cinema. (Há pequenas diferenças entre o cinema e a TV, mas não vamos nos estender sobre esse aspecto.) Talvez isso explique o trágico acontecimento passado em São Paulo, de um jovem que atirou em espectadores em um cinema, justamente em um filme – que ele tinha visto – com muitos tiros e arma parecida. Talvez assim se possa compreender por que jovens metralham seus companheiros de escola, por motivos aparentemente fúteis.

    Há muito se conhece resultados de pesquisas mostrando que crianças, logo após assistir programas violentos, reagem mais agressivamente do que outras que não os assistiram. R.M.Liebert et alli, em The Early Window – Effects of Television on Children and Youth (New York: Pergamon 1982) faz uma resenha de pesquisas sobre efeito de violência em TV; a quase totalidade dos resultados mostra o efeito violento que ela causa a curto prazo. Mas foi justamente o já citado Centerwall que mostrou pela primeira vez, por meio de estatísticas, que havia uma alta correlação entre o aumento do número de aparelhos instalados em países ou regiões que não tinham TV, e o aumento, cerca de 15 anos depois, do número de homicídios. Isto é, foi a primeira demonstração de efeito da violência a longo prazo. Quem sabe leva cerca de 15 anos depois de assistir programas violentos na TV, para crianças atingirem uma idade em que podem ter a força e acesso às armas para matar outros. Ou quem sabe leva 15 anos para que as imagens violentas acumulem- se ou trabalhem no subconsciente a ponto de influenciar o comportamento das pessoas. A situação é mais perigosa com jovens (aos 20 anos, eles em média já assistiram mais de 20.000 horas de TV, 20.000 horas de lixo gravado no subconsciente!), que ainda não desenvolveram sua consciência moral a ponto de controlarem seus atos como adultos deveriam ser capazes de fazer. Animais não têm auto-consciência, isto é, não refletem antes de fazer alguma ação. Eles são simplesmente levados pelos seus instintos ou pelo condicionamento. É o ser humano, esse não-animal, que pode pensar nas conseqüências de seus atos antes de fazê-los, usando para isso sua moral, que obviamente os animais não possuem. Mas para isso ele tem que estar em plena consciência e, se estiver em inconsciência, ser dominado por bons instintos, adquiridos com uma educação para o bem e a ação social – antítese do que é mostrado em programas violentos. Assim, pode-se dizer que a TV animaliza o ser humano.

    O que fazer? Em primeiro lugar, estudar, observar e refletir sobre o que é o aparelho de TV e o estado que ele impõe nos telespectadores. Se se chegar a conclusões semelhantes às nossas, o mais simples é não ter. Se o aparelho existe em casa, principalmente se for de fácil acesso, haverá uma luta constante para não ligá-lo ou desligá-lo. Essa luta está fadada ao insucesso se houver crianças em casa, pois estas não podem compreender o mal que ele faz. Por isso não tivemos TV até nossa filha mais nova tornar-se adulta. Como nunca tivemos TV, esta não fazia parte do ambiente e as crianças não sentiam sua falta: estavam acostumadas a improvisar continuamente brincadeiras, a ler muito, a tocar instrumentos musicais, etc. Marie Winn, no livro citado, conta o caso de um jornal de Denver, no Colorado, que convocou famílias a desligar a TV por 1 mês. 100 se inscreveram, e 25 foram até o fim. Todas estas relataram depois como o começo foi difícil, mas como no fim todos os envolvidos estavam entusiasmados, tendo arranjado várias atividades úteis para fazer. No entanto – veja-se o poder desse aparelho – todas essas 25 acabaram voltando para a TV depois de terminada a experiência! Se houver uma razão muito especial para ter uma TV em casa, ela deve ser colocada em um local de difícil acesso, talvez trancada em um armário. Deve ser de lá retirada apenas quando se decide conscientemente assistir um determinado programa (se bem que duvidamos da necessidade de assistir qualquer coisa pela TV – nós e nossa esposa simplesmente não a assistimos, apesar de ainda a termos em casa, e não sentimos a mínima falta dela.). Depois de assistir apenas o programa escolhido, deve-se colocá-la novamente no local trancado. A TV não deve fazer parte do lar, pois destrói a vida familiar ou, se a pessoa mora sozinha, não permite que ela tenha uma vida interior de calma e reflexão. Alguns pais podem criticar-nos dizendo que estamos sendo um pouco radicais. Não, não é verdade, estamos sendo é totalmente radicais, mas é essa a atitude que se deve tomar em educação frente àquilo que se reconhece como mal para as crianças e jovens. Os pais não são radicais em não deixar seus filhos pequenos guiar carro (sim, há algumas aberrações nessa área), em tomar álcool ou drogas, em não deixá-los brincar com armas verdadeiras (aliás, alguém pode achar alguma boa razão para crianças brincar com armas de brinquedo, brincar de matar outros)? É obrigação dos pais dirigirem seus filhos, orientarem-nos e não dar-lhes total liberdade, achando que se não o fizerem criarão traumas, fruto de um psicologismo moderno. As crianças e os jovens sabem inconscientemente que não têm experiência de vida e que precisam ser guiados. E a primeira coisa a fazer é eliminar de casa o que é prejudicial do ponto de vista educacional. Esperamos ter deixado claro que a TV é prejudicial nesse sentido, independentemente do programa sendo transmitido, e muitíssimo pior ainda nos casos de programas violentos – talvez a grande maioria. Uma parte dessa maioria está nos desenhos animados, essa aberração caricata do mundo, talvez adequada para adultos quando transmitem uma crítica social – origem da tiras –, mas jamais para crianças que deveriam receber uma imagem real do mundo, que deveriam respeitar, e não uma caricatura da qual só se pode rir. A TV, e em particular seus programas violentos, fazem com que as crianças deixem de ser infantis, como chamou a atenção Neil Postman em um livro de 1994, recém traduzido como O Desaparecimento da Infância (Rio de janeiro: Graphia Editorial, 1999).

    Infelizmente, é quase impossível, devido à natureza do aparelho, que o casamento perfeito entre a TV e a violência seja desfeito. Nós é que temos que nos mudar, conscientizando-nos dos prejuízos causados por esse aparelho, e dele nos desligarmos. Qualquer pequeno benefício que ele pode trazer é prejudicado de longe pelos enormes prejuízos que ele nos causa, em particular às nossas crianças e jovens. Só que elas não podem reagir sozinhas – cabe a nós tomar a única atitude possível: impedir o acesso delas a esse aparelho verdadeiramente diabólico. Tenham coragem e iniciativa para experimentar e verão em suas crianças resultados fantasticamente positivos.

    Autor : Valdemar W. Setzer
    Fonte: www.ime.usp.br/~vwsetzer

  • CAUSAS DA INSÔNIA

    CAUSAS DA INSÔNIA

    Você se arrasta para a cama, cansado, pensando que irá pegar no sono em poucos segundos e ainda fica acordado por muito tempo antes de conseguir dormir? Ou você cai no sono rapidamente, mas acorda várias vezes durante a noite?

    Ou quem sabe você acorda às 4h ou 5h da manhã e não consegue mais dormir, embora ainda se sinta cansado e não tenha que se levantar antes das 7h. Todas essas são formas de insônia.

    Grande parte das pessoas já teve insônia em algum momento da vida e uma boa quantidade ainda tem regularmente.

    A insônia é um termo amplo que descreve problemas para dormir, permanecer dormindo, ou dormir pelo tempo que você precisa para se sentir revigorado. A insônia, como outros transtornos secundários do sono, é geralmente sintoma de que um outro problema físico, emocional, comportamental ou ambiental está afetando o sono. A maioria dos pesquisadores determina os diferentes tipos de insônia baseados em sua freqüência e duração. Veja a seguir, as principais formas de insônia.

    Insônia transitória ou ocasional – dura normalmente entre uma e várias noites e, em geral, é causada por estresse ou emoção.
    Insônia intermitente – aparece e desaparece durante um longo período e geralmente é resultado de estresse ou ansiedade.
    Insônia crônica – ocorre na maioria das noites, dura pelo menos duas semanas (às vezes dura mais tempo) e pode ser conseqüência de um ou mais problemas de saúde.
    As insônias transitória e intermitente são mais facilmente tratadas com métodos comprovados de redução de estresse e/ou mudando o ambiente onde se dorme. Pessoas que têm insônia crônica também podem precisar de ajuda profissional, especialmente se ela estiver relacionada a um problema de saúde.

    Existem vários problemas (como a azia, por exemplo) que podem afetar o sono. A ligação entre azia e insônia é discutida na seção seguinte.

    Insônia e azia

    A maioria de nós já teve aquela sensação de queimação ou dor persistente no meio do peito, que conhecemos como azia. Apesar de seu nome em inglês (heartburn), azia não tem nada a ver com o coração. Ela é provocada quando o esôfago, o tubo que liga a boca ao estômago, é exposto ao conteúdo altamente ácido do estômago.

    Quando isso ocorre, diz-se que há um refluxo do que há no estômago para o esôfago. É esse forte ácido no esôfago que causa a sensação de queimação. Além da queimação, você pode sentir um gosto amargo na boca e fortes acessos de tosse, ambos devido ao refluxo ácido.

    O refluxo normalmente ocorre quando se está deitado. Nessa posição, a força da gravidade não ajuda a levar o alimento que está no estômago para o intestino delgado, que é para onde ele deve ir. Como geralmente dormimos na posição horizontal, o refluxo é mais comum durante a noite. A apnéia do sono também pode provocar refluxo através de efeito de sifão, que puxa o conteúdo do estômago para o esôfago.

    Se você tiver refluxo regularmente, deve procurar um médico. É possível que ele recomende algumas mudanças na sua dieta e no seu estilo de vida, como:

    evitar o álcool;
    evitar alimentos muito condimentados e outros alimentos que normalmente provocam azia, como chocolate, hortelã e café;
    controlar o peso;
    controlar o estresse;
    não fazer refeições pesadas até três horas antes de se deitar;
    deitar depois de pelo menos uma hora após a refeição.
    Uma técnica que pode ajudar é elevar a cabeça à noite para deixar que a gravidade faça seu trabalho. Isso pode ser feito colocando-se calços debaixo dos pés da cama do lado da cabeceira. Outra opção é colocar diversos travesseiros sob a cabeça e ombros para elevar a parte superior do corpo na hora de dormir (mas cuidado para não dobrar demais o pescoço).

    Você também pode pensar em uma cama ajustável eletronicamente, como as usadas em hospitais. Embora certamente seja uma opção mais cara do que alguns travesseiros, alguns planos de saúde cobrem a despesa com a cama regulável se for necessária para algum problema de saúde. Se a apnéia for a causa da azia, ela precisa ser tratada.

    Insônia, estresse e humor

    O estresse e o humor são complicados, e a relação entre cada um deles e o sono também é complicada. Em algumas pessoas, entretanto, o estresse e os transtornos do humor podem causar insônia.

    Estresse

    O estresse também tem um grande efeito sobre o sono. Entende-se melhor o estresse como uma reação a um estímulo externo (como uma situação difícil no trabalho ou um casamento se aproximando) ou a um estímulo interno (doença ou dor), ou a ambos. As pessoas reagem ao estresse de maneiras diferentes. Algumas, especialmente jovens, usam o sono como uma fuga para situações emocionais desagradáveis e podem passar uma grande parte do dia na cama. Nessas circunstâncias, o sono pode ocupar 12 horas do dia, ou mais. Outras acham que o estresse leva à insônia.

    É importante lembrar que o estresse pode se originar de situações positivas e negativas. Formaturas, casamentos, férias e outros acontecimentos agradáveis podem causar estresse e também ansiedade, podendo também afetar o sono. A insônia relacionada a esses tipos de acontecimentos geralmente desaparece quando o evento termina.

    Para limitar o efeito que o estresse tem sobre seu sono, você precisa aprender a lidar com a maneira como seu organismo reage a ele.

    Transtornos do humor

    Você sabia que a depressão, ansiedade e outros distúrbios emocionais podem afetar seu sono? O inverso também acontece: dormir mal pode causar depressão, ansiedade, irritabilidade e mesmo mudanças na personalidade. Às vezes, tudo acontece ao mesmo tempo, resultando em um ciclo muito difícil de quebrar. Entender a possível ligação entre os trasntornos do sono e os transtornos do humor pode ajudar você a chegar à origem dos dois problemas.

    A depressão e a ansiedade são os problemas que mais interferem no sono. Existem muitos tipos de depressão e diferentes maneiras com que podem afetar os padrões do sono. No chamado transtorno bipolar pode ocorrer uma forma extrema de insônia em que a pessoa dorme somente quatro horas ou menos por noite. A falta de sono provoca, em vez de tristeza, uma euforia exagerada e potencialmente perigosa.

    Se você acha que um transtorno do humor está afetando seu sono e os sintomas persistirem por mais de três semanas, é aconselhável procurar um profissional. A primeira consulta deve ser com seu médico, que deve examinar você. Se não for encontrado nenhum problema físico, então, você deve procurar um terapeuta para ajudar você com seu possível transtorno do humor. Normalmente, seu médico pode indicar um bom terapeuta.

    Algumas pessoas nessas condições podem estar sendo medicadas. Infelizmente, como verá na próxima seção, essas substâncias controladas também podem causar insônia.

  • A MÚSICA INSTRUMENTAL BRASILEIRA

    A MÚSICA INSTRUMENTAL BRASILEIRA

    Pode-se dizer que a Música Instrumental Brasileira surgiu e foi feita sempre onde os músicos profissionais trabalharam: começando pelas confeitarias, hotéis e salas de cinema (onde produziu um Ernesto Nazareth), passando pelo mercado da partitura e da música do teatro de revista (Chiquinha Gonzaga) e chegando aos estúdios das rádios e gravadoras (Pixinguinha e Radamés Gnattali).

    Segue abaixo um pequeno roteiro de gravações para se ouvir, que podem traçar um pequeno panorama dos grandes nomes da Música Instrumental Brasileira:

    Pixinguinha sera o primeiro da minha lista. Um grande pioneiro da profissionalização, arranjador mais importante da década de 1930 e que depois passou a atuar como instrumentista no conjunto de Benedito Lacerda.

    Outro time de profissionais pioneiros são os músicos que trabalharam ao lado de Radamés Gnattali na Rádio Nacional. Além dos músicos da orquestra, que tocava ao vivo nos programas, Radamés formou um conjunto espetacular de base, que incluiu, em diversos momentos, os seguintes músicos: Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto (violão); Chiquinho do Acordeom; Luciano Perrone (bateria); Edu da Gaita; Zé Menezes (guitarra). Além, é claro, do próprio Radamés ao piano.

    Uma boa mostra do trabalho desse pessoal também está nas gravações realizada pelo Sexteto Radamés.

    Uma terceira geração de instrumentistas foi a que surgiu nos estúdios e palcos às voltas com os grandes cancionistas que surgiram nos movimentos dos anos 1960. São tantos músicos, que não dá para falar de todos. Então apenas uma pequena seleção:

    Baden Powell, aluno de Meira, do célebre regional do Canhoto, que tocou também com Jacob do Bandolim. O Baden ficou célebre a partir dos Afro-sambas, feitos em parceria com Vinícius de Morais. Mas desde cedo ele também gravou muita música instrumental. Como vai ser comum a partir desta época – o músico instrumental tem mais campo de trabalho nos EUA ou Europa do que no Brasil. Baden Powell transferiu-se para Paris, onde viveu muitos anos.

    Outro conjunto instrumental pioneiro, surgido por estas épocas foi o Quarteto Novo. Inicialmente Trio Novo, que acompanhou Geraldo Vandré por uma turnê. Depois veio se somar mais um músico ao conjunto que tinha Theo de Barros (violão e contrabaixo), Heraldo do Monte (violão, viola caipira e guitarra elétrica) e Airto Moreira (percussão). Em 1967 o grupo gravou seu célebre disco instrumental.

    Músicos que acompanham cantores. Os melhores são contratados pelos grandes nomes da MPB, mas tem ganas de fazer sua música autoral, instrumental.

    E dois grandes nomes da MPB se notabilizaram por ter sempre os melhores instrumentistas do país atrás de si no palco: Elis Regina e Milton Nascimento. Basta que se diga que a banda de Elis Regina contou com Cesar Camargo Mariano nos instrumentos de teclado, Hélio Delmiro na Guitarra, e Luizão Maia no contrabaixo.

    Hélio Delmiro deve ser colocado entre os principais guitarristas que já pisaram no planeta, o que pode ser comprovado por quem ouvir com atenção seu principal disco: Emotiva, de 1980.

    Dos que andaram tocando e gravando com Milton, destaque para Tonhinho Horta, outro monstro da guitarra, reconhecido universalmente.

    Na verdade, são trilhões de grupos instrumentais ou artistas solo de altíssimo nível que o Brasil ostenta em atividade. De um modo ou de outro eles derivam de escolas começadas por estes grandes pioneiros e fazem músicas que vem sendo chamadas com maior ou menor propriedade de Choro, de jazz brasileiro, de samba-jazz, entre outros nomes.

    Eu considero que o nome Música Instrumental Brasileira reflete melhor a proposta de usar ritmos e idiomas musicais associados à música popular brasileira e criar a partir deles obras autorais, com muito improviso, dialogando com a tradição internacional do jazz e da música instrumental, e criando uma expressão muito brasileira – ao mesmo tempo muito reconhecida internacionalmente.

  • A HISTÓRIA DA MÚSICA

    A HISTÓRIA DA MÚSICA

    Podemos dizer que a “Música” é a arte de combinar os sons e o silêncio. Se pararmos para perceber os sons que estão a nossa volta, concluiremos que a música é parte integrante da nossa vida, ela é nossa criação quando cantamos, batucamos, acessamos algum streaming, ligamos um rádio ou TV.

    Hoje a música se faz presente em todas as mídias, pois ela é uma linguagem de comunicação universal, é utilizada como forma de “sensibilizar” o outro para uma causa de terceiro, porém esta causa vai variar de acordo com a intenção de quem a pretende, seja ela para vender um produto, ajudar o próximo, para fins religiosos, para protestar, intensificar noticiário, etc.

    A música existe e sempre existiu como produção cultural, pois de acordo com estudos científicos, desde que o ser humano começou a se organizar em tribos primitivas pela África, a música era parte integrante do cotidiano dessas pessoas. Acredita-se que a música tenha surgido há 50.000 anos, onde as primeiras manifestações tenham sido feitas no continente africano, expandindo-se pelo mundo com o dispersar da raça humana pelo planeta. A música, ao ser produzida e/ou reproduzida, é influenciada diretamente pela organização sociocultural e econômica local, contando ainda com as características climáticas e o acesso tecnológico que envolvem toda a relação com a linguagem musical. A música possui a capacidade estética de traduzir os sentimentos, atitudes e valores culturais de um povo ou nação. A música é uma linguagem local e global.

    Na pré-história o ser humano já produzia uma forma de música que lhe era essencial, pois sua produção cultural constituída de utensílios para serem utilizados no dia-a-dia, não lhe bastava, era na arte que o ser humano encontrava campo fértil para projetar seus desejos, medos, e outras sensações que fugiam a razão. Diferentes fontes arqueológicas, em pinturas, gravuras e esculturas, apresentam imagens de músicos, instrumentos e dançarinos em ação, no entanto não é conhecida a forma como esses instrumentos musicais eram produzidos.

    Das grandes civilizações do mundo antigo, foram encontrados vestígios da existência de instrumentos musicais em diferentes formas de documentos. Os sumérios, que tiveram o auge de sua cultura na bacia mesopotâmia a milhares de anos antes de Cristo, utilizavam em sua liturgia, hinos e cantos salmodiados, influenciando as culturas babilônica, caldéia, e judaica, que mais tarde se instalaram naquela região.

    A cultura egípcia, por volta de 4.000 anos a.C., alcançou um nível elevado de expressão musical, pois era um território que preservava a agricultura e este costume levava às cerimônias religiosas, onde as pessoas batiam espécies de discos e paus uns contra os outros, utilizavam harpas, percussão, diferentes formas de flautas e também cantavam. Os sacerdotes treinavam os coros para os rituais sagrados nos grandes templos. Era costume militar a utilização de trompetes e tambores nas solenidades oficiais.

    Na Ásia, a 3.000 a.C., a música se desenvolvia com expressividade nas culturas chinesa e indiana. Os chineses acreditavam no poder mágico da música, como um espelho fiel da ordem universal. A “cítara” era o instrumento mais utilizado pelos músicos chineses, este era formado por um conjunto de flautas e percussão. A música chinesa utilizava uma escala pentatônica (cinco sons). Já na Índia, por volta de 800 anos a.C., a música era considerada extremamente vital. Possuíam uma música sistematizada em tons e semitons, e não utilizavam notas musicais, cujo sistema denominava-se “ragas”, que permitiam o músico utilizar uma nota e exigia que omitisse outra.

    A teoria musical só começou a ser elaborada no século V a.C., na Antiguidade Clássica. São poucas as peças musicais que ainda existem deste período, e a maioria são gregas. Na Grécia a representação musical era feita com letras do alfabeto, formando “tetracordes” (quatro sons) com essas letras. Foram os filósofos gregos que criaram a teoria mais elaborada para a linguagem musical na Antiguidade. Pitágoras acreditava que a música e a matemática formavam a chave para os segredos do mundo, que o universo cantava, justificando a importância da música na dança, na tragédia e nos cultos gregos.

    É de conhecimento histórico que os romanos se apropriaram da maioria das teorias e técnicas artísticas gregas e no âmbito da música não é diferente, mas nos deixaram de herança um instrumento denominado “trompete reto”, que eles chamavam de “tuba”. O uso do “hydraulis”, o primeiro órgão cujos tubos eram pressionado pela água, era freqüente.

    Hoje é possível dividir a história da música em períodos específicos, principalmente quando pretendemos abordar a história da música ocidental, porém é preciso ficar claro que este processo de fragmentação da história não é tão simples, pois a passagem de um período para o outro é gradual, lento e com sobreposição. Por volta do século V, a igreja católica começava a dominar a Europa, investindo nas “Cruzadas Santas” e outras providências, que mais tarde veio denominar de “Idade das Trevas” (primeiro período da Idade Média) esse seu período de poder.

    A Igreja, durante a Idade Média, ditou as regras culturais, sociais e políticas de toda a Europa, com isto interferindo na produção musical daquele momento. A música “monofônica” (que possui uma única linha melódica), sacra ou profana, é a mais antiga que conhecemos, é denominada de “Cantochão”, porém a música utilizada nas cerimônias católicas era o “canto gregoriano”. O canto gregoriano foi criado antes do nascimento de Jesus Cristo, pois ele era cantado nas sinagogas e países do Oriente Médio. Por volta do século VI a Igreja Cristã fez do canto gregoriano elemento essencial para o culto. O nome é uma homenagem ao Papa Gregório I (540-604), que fez uma coleção de peças cantadas e as publicou em dois livros: Antiphonarium e as Graduale Romanum. No século IX começa a se desenvolver o “Organum”, que são as primeiras músicas polifônicas com duas ou mais linhas melódicas. Mais tarde, no século XII, um grupo de compositores da Escola de Notre Dame reelaboraram novas partituras de Organum, tendo chegado até nós os nomes de dois compositores: Léonin e Pérotin. He also began the “Schola Cantorum” that gave great development to the Gregorian chant.

    A música renascentista data do século XIV, período em que os artistas pretendiam compor uma música mais universal, buscando se distanciarem das práticas da igreja. Havia um encantamento pela sonoridade polifônica, pela possibilidade de variação melódica. A polifonia valorizava a técnica que era desenvolvida e aperfeiçoada, característica do Renascimento. Neste período, surgem as seguintes músicas vocais profanas: a “frótola”, o “Lied” alemão, o Villancico”, e o “Madrigal” italiano. O “Madrigal” é uma forma de composição que possui uma música para cada frase do texto, usando o contraponto e a imitação.

    Os compositores escreviam madrigais em sua própria língua, em vez de usar o latim. O madrigal é para ser cantado por duas, três ou quatro pessoas. Um dos maiores compositores de madrigal elisabetano foi Thomas Weelkes.

    Após a música renascentista, no século XVII, surgiu a “Música Barroca” e teve seu esplendor por todo o século XVIII. Era uma música de conteúdo dramático e muito elaborado. Neste período estava surgindo a ópera musical. Na França os principais compositores de ópera eram Lully, que trabalhava para Luis XIV, e Rameau. Na Itália, o compositor “Antonio Vivaldi” chega ao auge com suas obras barrocas, e na Inglaterra, “Haëndel” compõe vários gêneros de música, se dedicando ainda aos “oratórios” com brilhantismo. Na Alemanha, “Johann Sebastian Bach” torna-se o maior representante da música barroca.

    A “Música Clássica” é o estilo posterior ao Barroco. O termo “clássico” deriva do latim “classicus”, que significa cidadão da mais alta classe. Este período da música é marcado pelas composições de Haydn, Mozart e Beethoven (em suas composições iniciais). Neste momento surgem diversas novidades, como a orquestra que toma forma e começa a ser valorizada. As composições para instrumentos, pela primeira vez na história da música, passam a ser mais importantes que as compostas para canto, surgindo a “música para piano”. A “Sonata”, que vem do verbo sonare (soar) é uma obra em diversos movimentos para um ou dois instrumentos. A “Sinfonia” significa soar em conjunto, uma espécie de sonata para orquestra. A sinfonia clássica é dividida em movimentos. Os músicos que aperfeiçoaram e enriqueceram a sinfonia clássica foram Haydn e Mozart. O “Concerto” é outra forma de composição surgida no período clássico, ele apresenta uma espécie de luta entre o solo instrumental e a orquestra. No período Clássico da música, os maiores compositores de Óperas foram Gluck e Mozart.

    Enquanto os compositores clássicos buscavam um equilíbrio entre a estrutura formal e a expressividade, os compositores do “Romantismo” pretendem maior liberdade da estrutura da forma e de concepção musical, valorizando a intensidade e o vigor da emoção, revelando os pensamentos e sentimentos mais profundos. É neste período que a emoção humana é demonstrada de forma extrema. O Romantismo inicia pela figura de Beethoven e passa por compositores como Chopin, Schumann, Wagner, Verdi, Tchaikovsky, R. Strauss, entre outros. O romantismo rendeu frutos na música, como o “Nacionalismo” musical, estilo pelo qual os compositores buscavam expressar de diversas maneiras os sentimentos de seu povo, estudando a cultura popular de seu país e aproveitando música folclórica em suas composições. A valsa do estilo vienense de Johann Strauss é um típico exemplo da música nacionalista.

    O século XX é marcado por uma série de novas tendências e técnicas musicais, no entanto torna-se imprudente rotular criações que ainda encontra-se em curso. Porém algumas tendências e técnicas importantes já se estabeleceram no decorrer do século XX. São elas: Impressionismo, Nacionalismo do século XX, Influências jazzísticas, Politonalidade, Atonalidade, Expressionismo, Pontilhismo, Serialismo, Neoclassicismo, Microtonalidade, Música concreta, Música eletrônica, Serialismo total, e Música Aleatória. Isto sem contar na especificidade de cada cultura. Há também os músicos que criaram um estilo característico e pessoal, não se inserindo em classificações ou rótulos, restando-lhes apenas o adicional “tradicionalista”.

     

     

  • UM NOVO CAMINHO PARA APRENDER MÚSICA

    UM NOVO CAMINHO PARA APRENDER MÚSICA

    Não é raro encontarmos pessoas que se dizem frustadas por não tocarem nenhum instrumento musical. Mas isso não é nenhuma novidade. O fato é que, vivendo nas grandes cidades onde a necessidade e os objetivos profissionais consomem a maior parte do nosso tempo diário, pouco nos sobra para darmos vazão às necessidades artísticas e de satisfação pessoal.

    Pensando nisso, um grupo de professores universitário, músicos e profissionais de música e tecnologia, resolveram unir forças para por um basta nessa agonia.

    A ideia embrionária já vinha sendo desenvolvida desde meados de 2005, e tinha como coluna principal a reunião de diversos materiais didáticos de qualidade, com o objetivo de formar um acervo que pudesse ser disponibilizado ou oferecido online ou por sistema de frete para quem tivesse interesse em aprender ou ampliar seus conhecimentos musicais sem ter a necessidade de sair de casa.

    Inicialmente o sistema começou a operar em formato reduzido, dando prioridade de atendimento aos ex-alunos de conservatório e aulas particulares dos últimos 18 anos de ensino musical.

    Tendo em mãos os cadastros de inúmeros interessados em ter acesso a esses materiais, em questão de poucos meses, foram distribuídos dezenas de apostilas e livros originais usados e novos, o que deu mais confiança, credibilidade e certeza do sucesso desta ferramenta de ensino a distância. A partir daí foram traçados novos objetivos no intuito de poder atender um numero maior de interessados nesse sistema de ensino a distância. Ao longo desses anos, conseguimos ampliar mais o acervo de materiais para o ensino musical .

    Graças ao esforço de nossa equipe de ótimos profissionais, além de nobres parceiros e empresários, conseguimos atender todo o nacional. A pesquisa e catalogação continua.

    São diversos títulos e autores, a grande maioria em língua portuguesa. São apostilas, livros novos e usados, revistas, DvD’s (vídeo aula), Cd’s e uma infinidade de itens para o ensino de música a distância. Reunimos materiais para o aprendizado de violão popular, guitarra, contrabaixo elétrico, harmônica (gaita), teclado, percussão, música e tecnologia e outros .

    Agora sim temos a certeza de ter alcançado o objetivo inicial. Levar aos quatro cantos do país a oportunidade de realizar aquele velho sonho de tocar um instrumento musical.

    Pois com determinação e força de vontade tudo é possível.

    Escola Virtual de Música – Perfil do Autor:
    A Escola Virtual de Música, tem como meta principal levar ao público em geral, materiais didáticos para o desenvolvimento e aprendizagem musical de qualidade.

     

  • A RITA TINHA RAZÃO

    A RITA TINHA RAZÃO

    O ano era 1977. De todos os esfuziantes anos 70, talvez tenha sido o mais sem graça deles. Destaque, destaque mesmo, e mesmo assim negativo, só a morte de Elvis e Chaplin. Há quem diga até hoje que o rei do rock ainda anda por aí. Clarice Lispector e o ativista antiapartheid Steve Biko também partiram naquele ano. Todos eles nos deixaram com a sensação ruim de que ainda tinham muito para dar.

    O rei Pelé parava de jogar profissionalmente, o cinema estreava a primeira aventura da série “Star Wars” sem ter a menor ideia do que isso iria virar, os Sex Pistols lançavam seu primeiro e único disco “Never mind the bollocks”. Ah, é claro: o mundo era invadido pela febre dos “Embalos de Sábado á Noite” com John Travolta fazendo todo mundo dançar ao som dos Bee Gees.

    Eu mesmo andei dando minhas reboladas. As coisas que a gente não faz para ganhar uma mulher… E tinha também a Apple que apresentava o primeiro microcomputador moderno, o Apple II. Começava a pintar por aqui o macarrão instantâneo que ficou conhecido por Miojo e já quebrava o galho de muito estudante.

    O São Paulo de Waldir Peres, Chicão e Mirandinha virava zebra e conquistava o seu primeiro título brasileiro encima do poderoso Atlético Mineiro de Reinaldo , Toninho Cerezzo e Angelo em pleno Mineirão. O Corinthians depois de um jejum histórico de 23 anos sem título era campeão paulista diante de uma valorosa Ponte Preta com gol histórico de Basílio em um Morumbi com mais de 120 mil torcedores. Tem aquela história do Rui Rei ter se vendido, mas isso fica pras rodinhas de bar. Na política…bom, deixa a política prá lá.

    Meu assunto é outro.

    Naquele ano, Rita Lee, a hoje vovó do rock nacional, mas ainda na ativa e ainda polêmica, lançava a música “Arrombou a festa II”. Era uma sátira escrachada ao momento atual da MPB da época, com Sidney Magal cantando Sandra Rosa Madalena, Lady Zu na onda discoteca e Sergio Malandro enchendo nossos ouvidos com “Bilú Tetéia” e “Farofa-fa”. Quem ouviu se lembra bem. Quem não ouviu, não perdeu nada.

    Pois é, Rita… Ainda bem que você ainda está no pedaço para ver que o que parecia não poder piorar, piorou. E muito.

    Se na época os grandes sucessos do rádio e do programa Silvio Santos eram criticados por sua excessiva ingenuidade e falta de conteúdo, a música brasileira de hoje quase que virou sinônimo de bebedeira, sexo pelo sexo e refrões popularescos. Conforme alguns críticos e produtores musicais: é música “prá fazer neném”. Fazem a alegria de rodeios , puteiros e bailões.

    O Brasil já teve vários modismos musicais dada a sua maravilhosa afinidade com os ritmos das mais variadas tendências. Merengue, disco, lambada, brega e pagode tiveram sua época onde nada mais parecia existir. Mas passaram. A pedra da vez é o tal de sertanejo universitário que, para muita gente, ainda está no ensino fundamental tal é a mesmice das letras e arranjos. Elas falam de sexo, cama, paixão, balada, sexo, coração, sofrer, sexo, beber, chorar e por último, sexo. Nada contra, é claro. Sexo é primordial em uma relação saudável, renova os sentimentos e até a pele. Sem falar no ego e na alma. Aprofunda as sensações entre seres que se amam ou que simplesmente se atraem. Não vamos discutir aqui aquela história se sexo tem que ter amor ou não. Fica a critério de cada um. Sexo bem feito é muito bom e fim de papo. Não vem ao caso em que nível isso acontece.

    Beber? Quem não gosta de uma cervejinha gelada, um vinho ou uma branquinha de vez em quando. Até eu que sou mais bobo.

    Mas as letras induzem não a um relacionamento progressivo, onde cada fase tem seus encantos, segredos, e conquistas mas sim a algo superficial e sem conteúdo. Tipo assim: “foi bom prá você também? Legal… a propósito, qual é mesmo o seu nome?” Você não precisa nem saber o nome do cara ou da gatinha e pode já estar na cama com ela. Aliás, no funk as mulheres agora são chamadas até de cachorras. E a maioria gosta…

    Aí alguém pode dizer que o importante é chegar logo no tchu e no tchá. Então tá. Só lembro a essa galera que existe uma grande diferença entre fazer amor e transar. Os animais transam, nós fazemos amor. Ou deveríamos fazer. E quem não sabe a diferença não sabe o que está perdendo.

    Que não pensem que não gosto de música sertaneja. Não é minha preferida, mas não tem como não gostar de Paula Fernandes (ela diz que não é só sertaneja), Victor & Léo, Daniel e mais um ou outro. Sem falar na verdadeira música sertaneja, aquela que fala do pôr do sol no sertão, do cheiro da mata e do canto dos pássaros no amanhecer. Mas a enorme maioria “comete” as mesmas canções começando na balada, passando pela cerveja e terminando com a fila anda. Tudo embalado por lê, lê, lê e outras baboseiras mais. Ouviu uma? Ouviu todas!

    Falo de conteúdo, de músicas que o tempo não apaga. De canções que quando você ouve outra vez parecem que fazem o tempo parar e as sensações voltarem. A música é o sentimento da alma, dizia Bach. E o cara sabia do que estava falando. Como não fechar os olhos e sonhar ouvindo “Detalhes” e “Os botões da blusa” do Roberto, “Deslizes” e “Coração Alado” de Fagner, “Flor de Lis” e “Oceano” de Djavan?

    Quer sentir o poder da música? Ouça “A tempestade” de Tchaikowski ou a 5ª Sinfonia de Beethoven. Música clássica? É sim, mas ouça com atenção e depois diga se não se sentiu diferente. O que vale é ter “ouvido” para a música e não “zoreia”.

    Tem prá todo mundo: “Fly me to the moon” e “My way” de Sinatra. “Crazy” e “All of you” de Julio Iglesias. No rock, experimente “Stairway to heaven” e “Black Dog” do Led Zeppelin, “With or without you” e “Vertigo” do U2 , “Us and them” e “Money” do Pink Floyd , “It’s only rock and roll” e “Angie” dos Stones e por aí vai.

    A lista é interminável: Belchior, Zizi Possi , Maria Rita , Alcione , Jobim , Engenheiros do Havaí , Legião , Rita Lee , Beatles , Bob Dylan , Tony Bennett , Luis Miguel , Martinho da Vila , Ivan Lins , Tim Maia, Almir Satter , Rush , Eduardo Dusek , Capital Inicial , Elis, Raul Seixas, Tonico & Tinoco, ufa…

    Todos eles e mais um monte de gente deixaram sua marca na história da música e o tempo não passa para esses talentos. São e continuarão a ser referências de qualidade musical.

    Música é arte. E um dos versos do manifesto do Afro Reggae diz: “Salve a arte que nos salva”. A boa música nos faz seres humanos melhores. Não é o que se ouve nos celulares por aí. O funk começou como música de protesto, algo próximo do rock, mas sem o mesmo impacto. Hoje, as letras são pornográficas e violentas. Trilha sonora da tragédia urbana. Uma pena.

    Uma de minhas filhas tem 22 anos e quando era criança ouvia Xuxa e a Turma do Balão Mágico. As crianças de hoje repetem refrões cheios de duplos sentidos enquanto rebolam em poses sensuais.

    Léo Santana, do grupo de axé Parangolé –aquele do rebolation – disse em entrevista á revista Trip que “o negócio é fazer música para mulher rebolar. É sucesso garantido. Quem quiser ouvir poesia, que vá ouvir Caetano”.

    Pois é, Rita … Pode repetir com força seu refrão: “Ai, ai meu Deus, o que foi que aconteceu com a MPB?”

     

     

     

  • MÚSICA E PSIQUE

    MÚSICA E PSIQUE

    Ao longo da evolução o som tem desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento dos organismos vivos. O som faz parte da criação, estamos imersos nos sons da natureza: vento, rumor do mar, trovões, ruídos da chuva. As diversas formas vida emitem seus sons, enriquecendo a sinfonia da natureza. O canto dos pássaros, por exemplo, tem servido de inspiração para músicos e poetas através dos tempos.

    No ambiente uterino o feto já é capaz de escutar sons a partir da 10ª semana de gestação. Os primeiros sons que ouvimos é o batimento cardíaco de nossa mãe, som ritmado que já nos faz nascer com  a noção de ritmo. Não é por acaso que os primeiros instrumentos musicais inventados pela humanidade tenham sido os de percussão, e que até hoje esses instrumentos são utilizados para nos levar a um estado de transe regressivo, ou seja, uma regressão ao útero materno, aos primórdios da existência.

    As primeiras verbalizações da criança, os “gu-gu da-dá”, cheias de ritmo, tempo, dinâmicas e interações em forma de brincadeiras, como bater palmas, são a base para o desenvolvimento da criança como ser social. Isso levou o neurocientista, Daniel Levitin, a levantar a hipótese de que a música teve um papel fundamental não só na organização da sociedade humana quanto no desenvolvimento do cérebro humano. No seu livro “This is your Brain in Music” (Esse é seu cérebro musical) – ainda não disponível em português, ele descreve a relação entre os diferentes componentes da música, tais como timbre, ritmo, harmonia, melodia, com a neuroanatomia, psicologia cognitiva, neuroquímica e evolução.

    Ele afirma, inclusive, que a música é mais capaz que a linguagem para evocar sentimentos e emoções apontando para a capacidade que a música tem de ultrapassar os filtros criados pela linguagem. Em seu outro livro, “The World in Six Song: How the Musical Brain Create the Human Nature” (O Mundo em Seis Canções: Como o Cérebro Musical Criou a Natureza Humana) ele levanta a polêmica e não menos engenhosa idéia de que a música é um elemento crucial na identidade humana; que a música abriu o caminho para a construção da linguagem e criou condições para o desenvolvimento de projetos cooperativos.

    Polêmicas à parte, é certo que a música é um fenômeno central na vida humana em todos os tempos e exerce uma poderosa influência sobre nossas funções vitais tanto físicas quanto emocionais. Há inúmeros estudos que demonstram esse fato, inclusive um estudo com bebês prematuros mantidos em incubadoras que apresentam melhora em seu estado de saúde geral (sinais vitais) ao serem expostos a uma audição de harpa. Esses estudos demonstram que a música tem a propriedade de afetar o nosso sistema nervoso de forma natural e espontânea, ativando determinadas funções vitais de acordo com suas características, inclusive atuando sobre os núcleos do Sistema Límbico (Cérebro Emocional) afetando nossas emoções.

    A partir desse entendimento tem se desenvolvido uma nova disciplina chamada “Semântica Musical”, a qual pretende compreender as complexas inter-relações entre as combinações de sons e seus efeitos sobre a psique, em outras palavras, compreender a experiência musical humana. A música constitui-se de uma sintaxe de notas musicais ordenadas em determinasida disposição. É assim que a música se expressa chegando ao nosso sentido auditivo possibilitando um sentimento estético. A sintaxe é a ordem presente na música, o encadeamento de sons que se unem harmoniosa e melodicamente. A música é a arte de combinar sons de maneira agradável ao ouvido através da sensibilidade.

    Em vista destas descobertas, outros estudiosos levantaram hipótese sobre a influência dos diferentes estilos musicais sobre nossas funções mentais. É sabido que certos tipos de música são capazes de desencadear sentimentos e emoções diversas, como vitalidade, pode, tranqüilidade, medo, alegria, tristeza, raiva, compaixão, amor, ódio, etc. Dependendo da forma como se combina os diferentes elementos musicais – ritmo, harmonia, melodia, tom, volume – podemos obter diferentes efeitos sobre nossa psique. Os diretores de cinema sabem muito bem disso e utilizam a música como elemento fundamental para dar o clima emocional de suas produções. Quem não sente medo, por exemplo, ao ouvir a trilha sonora de “Psicose” de Alfred Hitchcock ou um certo grau de pânico diante da música do filme “Tubarão”. Já outras músicas nos trazem a sensação de enlevo, paz e felicidade, tais como as trilhas sonoras dos desenhos animados de Walt Disney.

    Uma das mais famosas tentativas de atribuir poderes especiais à música está a criação do chamado “Efeito Mozart”, que criou grande polêmica no final da década de 90 e continua até hoje criando adeptos e contestadores. O Efeito Mozart foi o termo cunhado por Alfred Tomatis, do Centro de Neuropsicologia da Univercidade da Califórnia, que realizou um estudo demonstrando que a audição de músicas de Mozart era capaz de acelerar o desenvolvimento cerebral de crianças com menos de três anos.

    Outro estudo revelou que um grupo de estudantes do Departamento de Psicologia que ouviu a dez minutos da “Sonata para Dois Pianos em Ré Maior” de Mozart (K448) comparado ao o grupo que não ouviu, conseguiu notas mais altas em 9 a 10 pontos da tabela de QI. Esses estudos alimentaram a também polêmica iniciativa do governador do Estado da Geórgia, Zen Miller, que distribui um CD com músicas de Mozart a cada recém nascido. Posteriormente um outro autor, Don Campbell, publicou um livro intitulado “O Efeito Mozart”, que se tornou best seller (edição brasileira esgotada atualmente), afirmando não apenas as propriedades curativas da música de Mozart com de outros compositores.

    Esse livro, popularizou ao conceito do Efeito Mozart, mas criou grandes resistências à pesquisa do tema no meio científico, pelo fato de as propriedades propaladas por Campbell não terem maior embasamento científico; Como consequência o assunto caiu no ostracismo científico até recentemente quando o neurobiólogo norte-americano, Gordon Shaw e seus colaboradores usaram aparelhos de ressonância magnética para mapear as áreas do cérebro que são ativadas pela música – ressonância magnética funcional. Perceberam através desse estudo que Percebeu-se então que, além do córtex auditivo, onde o cérebro processa os sons, a música também ativa partes associadas com a emoção e, com a música de Mozart, o cérebro todo se “acende”.

    Independentemente das divergências científicas sobre o assunto, o efeito que a música causa em nosso estado emocional é um fato inegável, que faz parte da experiência empírica de todos nós. O que ainda não está definitivamente claro, é como se pode utilizar as propriedades da música de forma científica, seja para promover a saúde física e mental quanto como fator coadjuvante no tratamento de doenças físicas e mentais. Muitos estudos vem sendo conduzidos sobre esse tema e, em breve, teremos desdobramentos interessantes que irão jogar mais luz sobre esse tema tão interessante quanto polêmico. Isso não impede que uma outra disciplina não-médica, uma técnica de terapia complementar chamada Musicoterapia, vinculada à Arteterapia, continue se desenvolvendo e sendo aplicada em muitos ambientes com resultados muitas vezes animadores.

    Musicoterapia, segundo definição da UBAM – União Brasileira de Associações de Musicoterapia, é a utilização da música e de seus elementos constituintes, ritmo, melodia e harmonia, por um musicoterapeuta, com um cliente ou grupo, em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, a fim de atender as necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. A Musicoterapia busca desenvolver potenciais ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor qualidade de vida, através de prevenção, reabilitação ou tratamento. Algumas universidades brasileiras já oferecem cursos de Bacharelado em Musicoterapia.

    Outra disciplina que vem apresentando desenvolvimento crescente, e que também se vale da música associada ao movimento, com objetivos semelhantes, é a Biodança, um sistema criado pelo antropólogo e psicólogo Chileno Rolando Toro. A Biodança é ensinada no mundo todo em Escolas de Formação de Facilitadores sob a estrita supervisão da Fundação Biocêntrica Internacional, fundada por Rolando Toro.

     

  • A HISTÓRIA DO VIOLÃO

    A HISTÓRIA DO VIOLÃO

    Sem sombra de dúvidas uma longa história que começou a ser descoberta há quase dois mil anos antes de cristo. Na antiga Babilônia arqueologistas encontraram placas de barro com figuras seminuas tocando instrumentos musicais, muitos deles similares ao violão atual (1900-1800 a.C). Um exame mais detalhado nos mostra que há diferenças significativas no corpo e no braço.

    O fundo é chato, portanto sem relação com o alaúde, de fundo côncavo. As cordas são pulsadas pela mão direita, mas o número de cordas não é preciso mas em algumas placas pelo menos duas cordas são visíveis. Indícios de instrumentos similares ao violão foram encontrados em cidades como Assíria, Susa e Luristan.

    EGITO: O único instrumento de cordas pulsadas era a HARPA de formato côncavo que depois foi acrescentada de um braço com trastes cuidadosamente marcados e cordas feitas de tripa animal. Pouco tempo depois estas características se combinariam e evoluíram para um instrumento ainda mais próximo do violão.

    ROMA: Instrumento totalmente de madeira surge (30 a.C-400 d.C) . O tampo que antes era de couro cru (semelhante ao banjo) agora é de madeira e possui cinco buracos. É importante frisar que nas catacumbas egípcias foram encontradas instrumentos com leves curvas características do violão.

    O primeiro instrumento de cordas europeu, de origem medieval data de 300 anos depois de cristo, e possuía um corpo arredondado que se interligava com um braço de comprimento considerável. Este tipo de instrumento foi utilizado por muitos anos e foi o antepassado provavelmente da teorba.

    Há também a descrição de outro instrumento datado da Dinastia Carolingian que pode ser de origem tanto alemã como francesa. Este instrumento possuía formato retangular e seu corpo era equivalente ao seu braço.

    Em ilustrações pode se observar que na “mão ” do instrumento ( de formato arredondado) se encontravam de quatro e as vezes cinco tarraxas de afinação, com um número de cordas equivalente. Este instrumento manteve seu formato e suas definições até o século quatorze.

    Paralelamente á este instrumento, outro começou a se desenvolver. Possuía leves curvas nas laterais do corpo tornando-o mais anatômico e confortável. Descrições deste instrumento foram encontradas em catedrais inglesas, espanholas e francesas datadas do fim do século quatorze. Surgia então a guitarra.

    É importante frisar que haviam distinções, como a guitarra Latina e a guitarra Morisca. A guitarra Morisca , como o nome indica, tinha origem Moura, devido a colonização da Espanha e da África do Norte.

    Este instrumento possuía um corpo oval e o tampo possuía vários furos ornamentados chamados de Rosetas. Era totalmente remanescente do Alaúde, e dentro deste conceito uma série de outros modelos, com diferentes números de cordas também existiam .

    Já a guitarra Latina , tinha as curvas nas laterais do corpo que marcariam o desenho já quase definitivo do instrumento. A guitarra latina ( assim como a Morisca ) gozavam de grande popularidade e gosto na Europa Medieval.

    Essa popularidade se devia principalmente a presença dos “Trovadores”, músicos de natureza nômade que com suas performances e constantes viagens enriqueceram a cultura européia e impulsionaram a popularidade e reconhecimento do instrumento.

    Até a Idade Média as informações sobre a guitarra eram obtidas de maneira indireta na sua maioria, através de afrescos, pinturas e pequenas anotações da época. A partir do período Barroco, as informações sobre instrumentos em geral e sobre música são muito mais claras e precisas.

    Embora não seja bem definida, pois existem segundo musicólogos várias teorias para o sua criação, originalmente apresentam-se duas, citadas por Emílio Pujol na sua conferência de nome “La guitarra y su História” que ocorreu em Paris no dia 9 de Novembro de 1928, onde resolveu que:

    A primeira hipótese é de que o violão seria derivado da chamada “Khetara grega”, que com o domínio do Império Romano, passou a se chamar “Cítara Romana”, era também denominada de “Fidícula”.

    Teria chegado á península Ibérica por volta do século I d.C. com os romanos; este instrumento se assemelhava á “Lira” e, posteriormente foram acontecendo as seguintes transformações: os seus braços dispostos da forma da lira foram se unindo, formando uma caixa de ressonância, a qual foi acrescentado um braço de três cravelhas e três cordas, e a esse braço foram feitas divisões transversais (trastes) para que se pudesse obter de uma mesma corda a ser tocado na posição horizontal, com o que ficam estabelecidas as principais características do violão.

    A segunda hipótese é de que o Violão seria derivado do antigo “Alaúde Árabe” que foi levado para a península Ibérica através das invasões muçulmanas, sob o comando de Tariz.

    Os mouros islamizados do Maghreb penetraram na Espanha cerca de ( 711 ) e conseguiram vencer o rei visigodo Rodrigo, na batalha de Guadalete. A conquista da península ( 711-718 ), formou um emirado subordinado ao califado de Bagdá.

    O Alaúde Árabe que penetrou na península na época das invasões, foi um instrumento que se adaptou perfeitamente á s atividades culturais da época e, em pouco tempo, fazia parte das atividades da côrte. Acreditava-se que desde o século VIII tanto o instrumento de origem grega como o Alaúde Árabe viveram mutuamente na Espanha.

    Isso pode-se comprovar pelas descrições feitas no século XIII, por Afonso, o sábio, rei de Castela e Leão ( 1221-1284 ), que era um trovador e escreveu célebres cantigas através das ilustrações descritas nas cantigas de Santa Maria, que se pode pela primeira vez comprovar que no século XIII existiram dois instrumentos distintos convivendo juntos.

    O primeiro era chamado de “Guitarra Moura” e era derivado do Alaúde Árabe. Este instrumento possuía três pares de cordas e era tocado com um plectro (espécie de palheta ); possuía um som ruidoso. O outro era chamado de “Guitarra Latina”, derivado da Khetara Grega.

    Ele tinha o formato de oito com incrustações laterais, o fundo era plano e possuía quatro pares de cordas. Era tocado com os dedos e seu som era suave, sendo que o primeiro estava nas mãos de um instrumentista árabe e o segundo, de um instrumentista romano.

    Isso mostra claramente as origens bem distintas dos instrumentos, uma árabe e a outra grega; que coexistiram nessa época na Espanha. Observa-se, portanto, como a origem e a evolução do Violão estiveram intimamente ligadas á Espanha e a sua história.

    Como este instrumento passou a chamar-se “Violão”? Em outros países de língua não portuguesa o nome do Violão é guitarra, como pode se ver em inglês (Guitar), francês (Guitare), alemão (Gitarre), italiano (Chitarra), espanhol (Guitarra).

    Aqui no Brasil especificamente quando se fala em guitarra quer se denominar o instrumento elétrico chamado Guitarra Elétrica. Isso ocorre porque os portugueses possuem um instrumento que se assemelha muito ao Violão e que seria atualmente equivalente á nossa “Viola Caipira”.

    A Viola portuguesa possui as mesmas formas e características do Violão, sendo apenas pouco menor, portanto, quando os portugueses se depararam com a guitarra (Espanhol), que era igual a sua viola sendo apenas maior, colocaram o nome do instrumento no aumentativo, ou seja, Viola para Violão.

    O VIOLÃO NO BRASIL

    A VIOLA, instrumento de dez cordas ou 5 cordas duplas, precursor do violão e popularíssima em Portugal, foi introduzida no Brasil pelos jesuítas portugueses, que a utilizavam na catequese. Já no século XVII, referências são feitas á viola em São Paulo, uma delas colhida por Mário de Andrade: “Em 1688 surge uma certa viola avaliada em dois mil réis, preço enorme para o tempo.

    E, caso curioso, esta guitarra pertenceu a um dos mais notáveis bandeirantes do século XVII: Sebastião Paes de Barros.”

    Ainda na mesma obra, Mário de Andrade cita Cornélio Pires, para quem a viola é um dos instrumentos que acompanha as danças populares de São Paulo. A confusão entre a viola e violão começa em meados do século XIX, quando a viola é usada com uma afinação própria do violão, isto é, lá, ré, sol, si, mi.

    A confusão no uso do termo viola/violão, continua nessa época como atesta Manuel Antônio de Almeida, autor da Memórias de um Sargento de Milícias (1854-55), quando se refere muitas vezes com terminologia da época do final da colônia, á viola em vez de violão ou guitarra sempre que trata de designar o instrumento urbano com o qual se acompanhava as modinhas.

    A viola, hoje, tornou-se a viola-caipira, instrumento típico do interior do país, e o violão, depois de ter sua forma atual estabelecida no final do século XIX, tornou-se um instrumento essencialmente urbano no Brasil. O violão também tornou-se o instrumento favorito para o acompanhamento da voz, como no caso das modinhas, e, na música instrumental, juntamente com a flauta e o cavaquinho, formou a base do conjunto do choro.

    Por ser usado basicamente na música popular e pelo povo, o violão adquiriu má fama, instrumento de boêmios, presente entre seresteiros, chorões, tornandos-se sinônimo de vagabundagem. Assim o violão foi considerado durante anos. Os primeiros a cultivar o instrumento de uma maneira séria foram considerados verdadeiros heróis.

    O engenheiro Clementino Lisboa foi o primeiro a se apresentar em público tocando violão, especialmente no Clube Mozart, o centro musical da elite carioca fin-de-siècle. Ainda algumas figuras proeminentes da sociedade carioca dedicaram-se ao instrumento na tentativa de reerguê-lo, tal é o caso do desembargador Itabaiana, do escritor Melo Morais e dos professores Ernani Figueiredo e Alfredo Imenes.

    Um dos precursores do violão moderno no Brasil foi Joaquim Santos (1873-1935) ou Quincas Laranjeiras, fundador da revista O Violão em 1928, e que nos últimos anos de vida dedicou-se a ensinar o violão pelo método de Tárrega.

    Uns anos antes, 1917, Augustin Barrios se apresenta em uma série de recitais no Rio de Janeiro, tocando o instrumento de uma forma nunca vista/ouvida antes. Segue-se a tournée de Josefina Robledo, que tendo permanecido aqui por algum tempo, estabelece os fundamentos da escola de Tárrega.

    Dessa época destaca-se a agora reconhecida obra de João Teixeira Guimarães (1883-1947) ou João Pernambuco, sobre quem Villa-Lobos dizia, a respeito de suas obras: “Bach não teria vergonha de assiná-las como suas.”

    Atualmente a obra de João Pernambuco é bem conhecida graças ao trabalho de Turíbio Santos e Henrique Pinto.

    Aníbal Augusto Sardinha (1915-1955), o Garoto, foi um dos precursores da bossa-nova. Atualmente as excelentes obras de Garoto ganharam vida nova, graças a Paulo Bellinati, que recuperou, editou e gravou boa parte de sua obra.

    Mencionamos o samba-exaltação Lamentos do Morro, os choros Tristezas de um violão, Sinal dos Tempos, Jorge do Fusa e Enigma, e a Debussyana, entre tantas outras. Ainda na linha da música popular destacam-se Américo Jacomino (1916-1977), Nicanor Teixeira, e mais recentemente a figura de Egberto Gismonti com suas obras Central Guitare e Variations pour Guitare (1970), ambas de caráter experimental.

    Também Paulo Bellinati realiza excelente trabalho como compositor, obras como Jongo, Um Amor de Valsa e Valsa Brilhante já ganharam notoriedade.

    O violão no Brasil passou a se desenvolver, principalmente, em dois grandes centros, Rio e São Paulo, de onde vem a maioria dos grandes violonistas brasileiros, que tiveram ou têm sua formação instrumental com os professores destas cidades.

    Em São Paulo, o excepcional trabalho desenvolvido pelo violonista uruguaio Isaías Savio (1900-1977), que teve sua formação violonística com Miguel Llobet, resultou em uma das melhores escolas de violonistas da América do Sul.

    Depois de residir na Argentina, Savio radicou-se definitivamente no Brasil, primeiro no Rio, depois em São Paulo. Nesta cidade, onde desenvolveu a maior parte do seu trabalho, fundou a Associação Cultural Violonística Brasileira, e em 1947 tornou-se professor de violão do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, como fundador da cadeira de violão, a primeira do país.

    Ainda em 1951, participou da fundação da Associação Cultural de Violão de São Paulo. Além desta intensa atividade, Savio se distinguiu pela composição de mais de 100 obras para o instrumento e cerca de 300 transcrições e revisões.

    Hoje em dia suas compilações de estudos ainda são usadas em muitas escolas por todo o país.

    Entre os discípulos de Savio que mais se destacaram está Antonio Carlos Barbosa-Lima (1944), que aos 13 anos estreou como concertista e aos 14 gravou seu primeiro LP.

    Barbosa-Lima é na atualidade um dos mais conceituados violonistas, tanto em concertos, como na edição, transcrição e comissão de novas obras para o instrumento. Basta dizer que a Sonata op. 47 de Alberto Ginastera foi por ele comissionada e a ele dedicada.

    Henrique Pinto, também aluno de Savio, é reconhecidamente um dos mais importantes pedagogos do instrumento na atualidade. Além de desenvolver uma grande atividade como editor e revisor de obras para violão, Henrique é o responsável por uma geração dos melhores violonistas brasileiros. Entre estes estão: Angela Muner, Jácomo Bartoloni, Edelton Gloeden, Ewerton Gloeden e Paulo Porto Alegre.

    Ainda de São Paulo devemos citar a Manoel São Marcos e sua filha Maria Lívia São Marcos, radicada na Europa, e Pedro Cameron, também compositor de excelentes obras como Repentes, vencedora do 1º Concurso Brasileiro de Composição de Música Erudita para piano ou violão – 1978.

    No Rio, destaca-se a figura de Antonio Rebelo (1902-1965), que também foi aluno de Savio quando da residência deste no Rio. Rebelo desenvolveu atividades como docente, impulsionando o violão na cena musical.

    Entre seus discípulos estão Jodacil Damasceno, Turíbio Santos, Sérgio e Eduardo Abreu. Jodacil Damasceno (1929), além dos estudos com Rebelo, estudou com Oscar Cáceres.

    Turíbio Santos (1943), também estudou com estes dois mestres e com Julian Bream e Andrés Segóvia. Santos foi o primeiro brasileiro a vencer, em 1965, o Concurso Internacional de Violão da O.R.T.F., em Paris. Fez a primeira gravação integral dos doze Estudos de Villa-Lobos e participou da estréia mundial do Sexteto Místico, também de Villa-Lobos.

    Turíbio é um dos maiores divulgadores da obra do grande compositor brasileiro e hoje dirige o Museu Villa-Lobos no Rio.

    Os irmãos Abreu, Sérgio (1948) e Eduardo (1949), desenvolveram uma das mais brilhantes carreiras de concertistas internacionais. Ambos estudaram com seu avô Antonio Rebelo e com Adolfina Raitzin de Távora.

    Foram premiados, em 1967, no Concurso Internacional de Violão da O.R.T.F.. Realizaram inúmeras gravações na Inglaterra, e se destacaram como um dos melhores duos de violão de todos os tempos.

    Atualmente, Sérgio dedica-se á construção de violões. Ainda devemos mencionar outros violonistas cariocas como Léo Soares, Nicolas Barros, Marcelo Kayath, também premiado em Paris, e o brilhante Duo Assad, formado pelos irmãos Sérgio e Odair.

    A música brasileira para violão tem se desenvolvido, praticamente, á sombra da excepcional, embora pequena, obra de Villa-Lobos, que continua sendo a mais conhecida nos meios violonísticos nacionais e internacionais. Alguns compositores tentaram reprisar o sucesso dos 12 estudos.

    Este é o caso de Francisco Mignone (1897-1986), que com sua série de 12 Estudos (1970), dedicados e gravados por Barbosa-Lima, não obteve o sucesso musical almejado.

    Já o mineiro Carlos Alberto Pinto Fonseca (1943), compôs Seven Brazilian Etudes (1972), também dedicados a Barbosa-Lima, nos quais demonstra um nacionalismo e lirismo da mais pura escola nacionalista.

    O compositor paulista Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993), uma das figuras mais proeminentes da música brasileira escreveu pouco, mas bem, para violão. O Ponteio (1944), dedicada e estreada por Abel Carlevaro, a Valsa-Choro e os três pequenos Estudos, apresentam-se com uma linguagem mais livre da influência da obra violonística de Villa-Lobos.

    Mais original quanto a sua linguagem musical é a obra de Radamés Gnatalli (1906-1988).

    A forte ligação de Gnatalli á música popular brasileira é claramente visível em várias de suas obras que misturam a música urbana carioca a uma refinada técnica e musicalidade.

    Das suas obras para violão, destacam-se os vários concertos para violão e suíte Retratos para dois violões, Sonata para violoncelo e violão e a Sonatina para violão e cravo, além da inclusão do violão em várias obras para grupo instrumental de caráter regionalista.

    Edino Krieger (1928) compôs uma das mais importantes obras para o repertório dos últimos tempos. A Ritmata (1975), dedicada a Turíbio Santos, explora novos efeitos instrumentais e associa uma linguagem atonal a procedimentos técnicos utilizados por Villa-Lobos.

    A obra de Almeida Prado (1943) Livro para seis cordas (1974) apresenta uma concepção musical originalíssima livre de qualquer influência violonística tradicional e que delineia bem o estilo deste compositor; esta obra ainda apresenta certas semelhanças com as Cartas Celestes (1974) para piano quanto á sua concepção sonora.

    Marlos Nobre (1939) tem na série Momentos a sua obra mais importante para violão. Escrita a pedido de Turíbio Santos e projetada para 12 números, os primeiros quatro foram escritos entre 1974 e 1982.

    Ainda de Nobre destaca-se a Homenagem a Villa-Lobos e Prólogo e Toccata op. 65. Para dois violões, Marlos Nobre recriou 3 Ciclos Nordestinos dos originais para piano, ótimas obras miniaturas que utilizam motivos do folclore nordestino.

    Ricardo Tacuchian (1939) escreveu Lúdica I (1981), dedicada a Turíbio Santos, em que apresenta uma linguagem contemporânea com toques de nacionalismo e efeitos sonoros os mais diversos.

    A sua Lúdica II (1984), escrita em homenagem a Hans J. Koellreutter, é uma obra mais tradicional quanto á sua concepção sonora. Jorge Antunes (1942) escreveu Sighs (1976), na qual o autos requer uma afinação especial para o segundo movimento, uma invenção em torno da nota si.

    Lina Pires de Campos escreveu o excelente Ponteio e Toccatina (1978), obra premiada no 1º Concurso Brasileiro de Composição de Música Erudita para Piano ou Violão – 1978.

    Deste mesmo evento surgiram novas obras, como o já mencionado repentes de Pedro Cameron, a Suíte Quadrada de Nestor de Holanda Cavalcanti e o ótima Verdades de Márcio Cortes.

    Ainda cabe aqui mencionar a obra do boliviano, radicado e ligado a Curitiba e ao Brasil durante anos, Jaime Zenamon (1953), dono de uma excelente e prolífica produção para o instrumento que tem sido extremamente bem aceita nos meios violonísticos internacionais.

    Entre suas obras destacam-se Reflexões 7, Demian, The Black Widow, Iguaçu para violão e orquestra, Reflexões 6 para violoncelo e violão, e a Sonatina Andina para dois violões.

     

     

  • BLUES AS RAÍZES NEGRAS NA CULTURA

    BLUES AS RAÍZES NEGRAS NA CULTURA

    O Blues nasceu como a voz dos escravos dos campos de algodão do sul dos Estados Unidos. Eles cantavam durante os trabalhos nas plantações para aliviar a dureza do trabalho e também como distração.Comparado ao banzo africano, ou seja, o sentimento de nostalgia mortal dos negros da África, quando cativos ou ausentes do seu país, pode ser considerado o modo mais viável para que os ex-escravos pudessem gritar seus sentimentos e fazer disso um modo de resistência, visto que, mesmo libertos, sofreram da mesma marginalidade social.

    Enquanto os escravos negros realizavam seus trabalhos cantando e buscando alívio para suas emoções, os senhores brancos notavam um ponto prático positivo das work-songs(canções de trabalho). Para os fazendeiros, essas canções ajudavam a imprimir um ritmo ao trabalho no campo e deixavam os escravos mais alegres, de modo que conforto os acalmava e os fazia produzir mais.

    A partir da década de 1860, os spirituals – canções religiosas cantadas pelos negros africanos desde sua chegada à América – sofreram uma mutação até então fundamental para a formação de novos estilos de música como o gospel: além de apelar para Deus, os escravos começaram a curar suas dores de amor através da música. Nas igrejas os negros tentavam passar a dura realidade e faziam cânticos que muito lembravam as work-songs, daí deu a origem ao estilo de música gospel. Esse estilo, a princípio foi criado com a ideia de catequizar o negro.

    Após a escravidão, os negros migravam para as cidades do norte a fim de se livrar da pobreza e do preconceito. Buscavam um futuro diferente daquele que, no sul, parecia reservado a todos os negros: miséria, discriminação e marginalidade.

    No final do século XIX, a alta taxa de natalidade provocada pela emancipação dos escravos proporcionou outros tipos de trabalho aos negros. Muitos deixaram o campo e partiram para a periferia das grandes cidades do sul, como Chicago, Memphis e a região do Delta do rio Mississipi, nos estados de Arkansas, Tennessee, Alabama, Luisiana e Mississipi, para trabalhar nas primeiras metalúrgicas e refinarias do país ou em canteiros de obras.O Blues é considerado não só um lamento (um jeito de expressar através da música seus sentimentos e desabafar),mas também servindo de protesto para osandarilhos das estradas, já que muitos eram descendentes de escravos e até mesmo escravos recém-libertos.

    Hoje pode-se ver nas ruas, praças, e até mesmo em bares alguns cantores de Blues pondo o seu tradicionalismo (cantando como os antigos músicos de Blues cantavam) nas ruas, indo de esquina a esquina expressando-se com seu talento e improviso, usando não só a guitarra elétrica e o violão dos tempos modernos, mas também com a gaita e suas vozes.

    Criado no século passado, esse gênero musical tomou sua forma final somente a partir de 1900. As primeiras gravações datam dos anos de 1910. Mas o Blues esperaria um pouco mais para florescer graças ao talento de Bessie Smith, Big Bill Broonzy, Muddy Waters, Otis Spann, Bo Diddley, B.B. King, Lowell Fulson, John Lee Hooker, Howlin, Wolf, Sonny Boy Williamson, Memphis Slim e Buddy Guy.

    A transgressão não estava somente na conotação amorosa e sexual das letras do Blues. O formato musical, o estilo, a expressão inserida nas letras e na melodia também marcou uma ruptura. Com o fim de guerra civil americana e a consequente libertação dos escravos, os negros se sentiram mais livres e em alguns casos se tornaram agricultores de suas próprias terras. O que antes era entoado em coro como work-songdeu lugar a um cultivador solitário, guiando sua mula, puxando seu arado e improvisando cantos.

    Normalmente os songsters, ou cantadores, passavam de vila em vila cantando e improvisando suas canções e trazendo nelas problemas da lei, uma traição amorosa, experiências marcantes vividas com sofrimento sendo alguns cegos, assim seu principal meio de expressão e de chamar atenção das pessoas era propriamente o Blues, fazendo-as se sentirem comovidas com o sofrimento e a necessidade da pessoa cega e ajudando-a com esmolas. Porém com a época do aparecimento do proletariado começou a sair a figura de songster. Inicialmente a preferência de instrumentos musicais para a música era banjo e violino. Posteriormente, estes instrumentos foram substituídos por uma guitarra leve, prática e barata, muito mais completa que o violino e muito mais prática que o banjo.

    Mesmo assim, o Blues somente em 1910 começou a ser gravado em estúdios musicais tendo como intuito passar à sociedade tanto o seu sofrimento – do próprio cantador – quanto o da sociedade em geral,assim tentando levar as pessoas à pensarem, refletirem e prestarem a atenção na tão perturbada vida americana.

    Enquanto depois da liberdade da escravidão americana, os negros se acostumando com a vida de liberdade sofriam frequentemente com preconceitos(tais como o racismo) e desconsiderações no mercado de trabalho. Para um de seus consolos alguns negros libertos buscavam a fé como refúgio e conforto, tornando alguns a serem pastores.

    E foi assim que em algum lugar do século XX do agricultor solitário compondo e improvisando suas cantigas,do cantor pré-conceituado e vítima de racismos e dos pastores inflamando seus fiéis seguidores com cânticos de louvores surgiu o Blues. Este já teve grandes mestres como B.B. King, Albert King, Stevie Ray Vaughan, Chuck Berry, etc. É impossível mencionar todos, mas existem vários Bluesmen que participaram da história do blues desde suas origens:

    Big Bill Broonzy (1893-1958) – Um dos primeiros artistas do blues clássico, foi o bluesman de maior sucesso nos anos 30.
    Sonny Boy Williamson (1899-1965) – Adotou o nome com a morte do primeiro Sonny Boy, e só emplacou por conta de seu talento na harmônica.
    WillieDixon – Compositor, cantor, baixista e guitarrista, foi talvez a figura mais importante na chamada era clássica do blues urbano de Chicago.

    Otis Spann (1930-70) – Pianista que, juntamente com Waters e LittleWalter, foi um dos criadores do blues de Chicago do pós-guerra.
    Muddy Waters (1915-83) – O maior artista do gênero entre a era clássica de Robert Johnson e a de B.B. King. Mestre da slideguitar (uma forma de tocar guitarra, em que se utiliza, atualmente, um pequeno tubo ôco chamado Bottleneck, de metal, originalmente o gargalo de uma garrafa, para alterar o tom em que se toca, deslizando esse tubo pelas cordas da guitarra).Manteve a crueza do blues rural mesmo quando adaptou a guitarra elétrica.
    Memphis Slim – Pianista que migrou do estilo R&B para o folk-blues com muito sucesso.

    Lowell Fulson – Figura de conexão entre o blues clássico e o R&B, guitarrista que alinha tradição a novos estilos.
    John Lee Hooker – Um dos grandes intérpretes da onda dos anos 60,este guitarrista faz um blues bem tradicional com sua interpretação econômica e sarcástica.
    Howlin’ Wolf (1910-76) – O principal rival de Waters nos anos 50, seu jeito de gritar o blues fez sua exclusividade e tornava suas performances inesquecíveis.
    Buddy Guy – Showman da guitarra revitalizou o gênero nos anos 60.
    Bo Diddley – Precursor da batida do rock, esse guitarrista faz um rhythm’n’blues cheio de swing e animação.
    Bessie Smith (1894-1937) – A maior de todas as cantoras de blues, chamada a “Imperatriz do Blues”, por suas interpretações sinceras e cheias de emoção. Sendo ela que gravou pela primeira vez um disco blues.

     

     

  • MUSICOTERAPIA

    MUSICOTERAPIA

    O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDA/H, catalogado sob CID-10) é um transtorno neurobiológico de origem genética e suas características são distração, impulsividade e hiperatividade. A criança/adolescente em idade escolar com TDA/H é aquela que, além do normal para a idade, tumultua o ambiente, tem dificuldades em obedecer, tem problemas de auto-estima e é solitária.

    O seu rendimento escolar é baixo mesmo sendo inteligente, pois não consegue “parar” para aprender. A música, por meio de técnicas da musicoterapia, tem sido usada como auxiliar nesses transtornos, por prescindir de palavras. A presente pesquisa realizou atividades musicais com 6 alunos portadores de TDA/H durante 6 meses, procurando levá-los a uma nova tomada de consciência por meio do fazer musical, com foco em: precisão rítmica, treino de melodias em grupo de modo a estimular a integração entre os alunos, atenção à diversidade de timbres dos instrumentos, audição orientada para musicas variadas.

    Os encontros musicais serviam como terapia alternativa àquelas tradicionais para hiperativos e, além de sensibilizá-los musicalmente, procurou-se fazê-los perceber que a disciplina conseguida poderia ser estendida a outras situações da vida principalmente na escola, melhorando o seu rendimento escolar.

     INTRODUÇÃO

    Um dos desafios da vida escolar, tanto para quem ensina como para quem aprende, é a chamada hiperatividade: alunos que não conseguem ficar quietos e tumultuam o ambiente, prejudicando a sua aprendizagem e a da turma. A partir da vivência com alunos hiperativos, percebeu-se a possibilidade da utilização da música com fins terapêuticos, centrada no auxílio à aprendizagem.
    As técnicas musicoterápicas utilizadas combinam o agir-fazer musical com a terapia, pois tal como é definido pela literatura, o campo de atuação da musicoterapia envolve a combinação dinâmica de muitas disciplinas destas duas áreas do conhecimento, que devem misturar-se para chegar-se a um objetivo profissional (BRUSCIA, 2000). Tem-se, de um lado, o fazer musical consciente e competente, com a devida noção do poder da música sobre os indivíduos, e por outro, técnicas de terapia.

    1 – A hiperatividade em Crianças

    Os estudos apontam a hiperatividade como um transtorno neurobiológico de origem genética. Atualmente é catalogado na medicina sob o CID-10, com a denominação de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDA/H). É mais comum entre crianças e adolescentes do sexo masculino, e os seus sintomas podem estender-se até à vida adulta, porém mais brandamente. As características principais são: impulsividade e desatenção. Há pessoas que apresentam apenas a desatenção (Transtorno do Déficit de Atenção: TDA) e outras, cerca de 50%, demonstram também agressividade, comportamento mentiroso e oposição. Uma pessoa com TDA/H influencia o ambiente em que vive, geralmente negativamente: na família é sempre o responsável por situações embaraçosas; na escola é inicialmente bem aceito por ser agitado e brincalhão, porém, como também é competitivo e por não saber compartilhar, vai aos poucos perdendo as amizades (PHELAN, 2005). Algumas das consequências das citadas características é a baixa tolerância à frustração e a tendência ao isolamento, o que faz das pessoas com TDA/H seres humanos com baixa auto-estima. A Música Como Recurso para a Aprendizagem do aluno Hiperativo.

    No entanto, é importante ressaltar que uma criança considerada inadequada para trabalhos minuciosos, para estudos em grupo e outras atividades que exijam concentração, pode se mostrar ótima companheira de jogos, pois num local entediante, sem brinquedos, ela dá sempre um jeito de inventar mil brincadeiras (já que não consegue ficar parada). Esta mesma capacidade inventiva pode manifestar-se em modos diferentes de resolver questões matemáticas (que nem sempre estarão corretas), ou sugestões originais para algum problema, visto que é impulsiva e geralmente falante. (SILVA, 2003). Isso tudo revela, sem dúvida, um alto índice de inteligência, grande capacidade criativa e potenciais que só esperam um modo ou forma para desenvolver-se.

    O diagnóstico e tratamento para este transtorno devem ser feitos por uma equipa multidisciplinar que envolve a família, a escola, psicólogos, médicos e terapeutas. Atualmente, combina-se o uso de medicação (psicoestimulantes, que paradoxalmente agem aumentando a atividade cerebral, mas criando condições para que o cérebro do hiperativo mantenha um controle sobre a impulsividade, vigilância e atenção) com terapias comportamentais, artes terapias e a musicoterapia. Partindo-se da verificação de que o aluno com TDA/H possui importante capacidade criativa e espontaneidade nas suas ações e que tais características são de grande valia no meio artístico, planeamos e desenvolvemos vivências musicais direcionadas à interação entre os participantes, à observação e avaliação de seus comportamentos, estimulando a sua participação e vibrando com os seus progressos, a fim de elevar a sua autoestima.
    Tendo por base estas informações, atividades musicoterápicas foram desenvolvidas em ambiente escolar com alunos que apresentam problemas de aprendizagem, alguns portadores de TDA/H, e outros apenas com TDA, como se passa a relatar.

    2 – Atividades Musicoterápicas

    Foram selecionados 6 meninos com idades entre 8 e 11 anos, estudantes de um colégio particular de Belém-PA, Brasil. A seleção ocorreu por meio de avaliação com os orientadores educacionais e através dos pais, que deram a anuência ao trabalho, assim como a direção do Colégio. Foi feita uma entrevista com os pais, que na ocasião preencheram uma ficha de anamnese sobre seus filhos. Durante o desenvolvimento do trabalho de atividades musicais A Música Como Recurso para a Aprendizagem do Aluno Hiperativo com fins terapêuticos a comunicação entre as pesquisadoras, pais, professores e orientadores educacionais foi constante.

    No próprio colégio onde os alunos estudam, mas em dias e horários diferentes dos das aulas, as pesquisadoras dispuseram de uma sala com almofadas, aparelho de som, instrumentos musicais (violão, teclado e percussão variadas), material de desenho e pintura. Formaram-se dois grupos com três alunos cada, trabalhando-se por uma hora com cada grupo, uma vez por semana. As atividades musicais foram realizadas visando a melhorar a atenção e a concentração dos alunos e promover a sua socialização.

    De início percebeu-se a aptidão do grupo para batidas e chocalhos, apesar de terem à disposição instrumentos melódicos e orientação para extrair os sons destes instrumentos. Assim, foram realizados vários jogos com instrumentos de percussão onde se procurava despertar sincronia, pulsação, interatividade e leitura de partituras alternativas. As combinações sonoras levaram à formação de parcerias entre instrumentos diferentes como forma de estimular a interação entre o grupo: chocalhos e tambores de diferentes timbres deveriam se comunicar entre si.

    Buscava-se a compreensão de que, tal como os instrumentos musicais, as pessoas também devem saber se comunicar. Foi promovida a escuta atenta e direcionada de trechos de músicas selecionadas, a fim de sensibilizá-los musicalmente. Em cada aula procurou-se focar um ponto, porém com atividades variadas de curta duração (10 a 15 minutos) respeitando a pouca tolerância que o portador de TDA/H tem para se concentrar.

    A avaliação sobre estas atividades foi feita durante todo o processo em que os pais, professores e orientadores eram instados a manifestar-se sobre o desempenho e comportamento, além da observação das pesquisadoras feita com base nos trabalhos desenvolvidos por eles.

    3 – Resultados

    Após o período de 6 meses, verificou-se uma melhoria na auto-estima das crianças, que mostraram a sua alegria em participar nas atividades musicais. O facto de conseguirem seguir comandos e obedecer a regras foi um fator que lhes deu mais confiança em si mesmas, o que se refletiu em outros campos. E foi neste contexto que pudemos observar que:

    a) se o aluno considera a atividade interessante, sua atenção é total; A Música Como Recurso para a Aprendizagem do Aluno Hiperativo;
    b) a música vivenciada como prática de conjunto propicia a interação e a sociabilidade;
    c) é possível fazer a relação entre uma individualidade timbristica e as diferenças entre as pessoas;
    d) o trabalho com sons exige alta concentração, obtida com a escuta e a percepção musical de forma lúdica e agradável. Enfim, esta relação de intimidade com a música no manuseio dos instrumentos proporciona a idéia de liberdade, disciplina e organização, tão necessárias à aprendizagem na sala de aula, porém, às vezes, tão ausentes, principalmente tratando-se de alunos hiperativos.

    Conclusão

    Ao trabalhar com atividades musicoterápicas com essas crianças, verificámos o grande contributo destas dinâmicas para o desenvolvimento escolar: na medida em que o aluno se interessa pelas atividades ele fica entusiasmado, começa a seguir comandos, e a cada acerto torna-se mais motivado, e assim, como num espiral ascendente a sua auto-estima vai-se fortificando.

    Os 6 alunos tinham em no seu histórico escolar a marca das notas baixas, e em alguns casos a aprovação mediante critérios diferenciados, já que não conseguiam fazer provas como as demais crianças.Após o trabalho musical – com exceção de uma das crianças cuja família se mudou para outra cidade, tendo que interromper o trabalho – apenas um aluno ficou reprovado; 1 passou para o ano seguinte ainda por avaliação diferenciada e os demais foram avaliados normalmente e passaram de ano. Os pais reiteraram progressos no seu convívio social com a família e amigos.

    Além disso, percebeu-se que o tratamento para este tipo de transtorno não está apenas em remédios, mas pode contar com o auxílio essencial de terapias alternativas e de formas não convencionais de ensino para a busca de melhores resultados escolares. Outras crianças juntaram-se ao grupo inicial no segundo semestre e, apesar de não fazerem parte do grupo de estudo, o trabalho realizado com elas serviu para confirmar os resultados satisfatórios alcançados com o primeiro grupo. A Música Como Recurso para a Aprendizagem do Aluno Hiperativo.

     

     

  • FITOTERAPIA E O JOGO DOS 7 ERROS

    FITOTERAPIA E O JOGO DOS 7 ERROS

    Quando era criança, adorava revistas que traziam aqueles jogos dos 7 erros, onde você devia comparar uma figura com outra, teoricamente igual, e marcar as diferenças entre elas. Nunca soube exatamente porque eram sempre 7 erros e não 6 ou 8 ou 10, etc. Mas a lição ficou: nem sempre o que parece idêntico à primeira vista é realmente uma cópia fiel do original.

    Recentemente, a onda dos medicamentos naturais – especialmente os Fitoterápicos – levantou uma série de questionamentos que lembra bastante o jogo dos 7 erros. Alguns remédios naturais dizem possuir os mesmos compostos químicos, propriedades e indicações terapêuticas de remédios industrializados, e deixam para o consumidor a tarefa de descobrir as diferenças escondidas entre uns e outros. Em muitos casos, este tipo de jogo termina minando a confiança nos remédios naturais que são verdadeiramente eficazes.

    Uma pesquisa realizada em 1997 no Beth Israel Deaconess Medical Center (Boston, EUA) mostrou que 1 em cada 2 pessoas utiliza alguma forma de medicina alternativa, mas apenas 30% revelam o fato aos seus médicos. Os principais motivos da falta de comunicação incluem preconceito, vergonha e receio de ser criticado ou incompreendido.

    Muitos fitoterápicos funcionam de fato e a maioria deles possui interações medicamentosas relevantes. Não comunicar o fato ao seu médico pode resultar em conseqüências que você não será capaz de resolver. Por exemplo: a camomila pode potencializar o efeito de remédios anticoagulantes. Um caso desse tipo, envolvendo alterações hemorrágicas em uma senhora de 70 anos que fazia uso regular de Warfarina (anticoagulante utilizado no tratamento de tromboses), foi descrito recentemente no prestigiado Canadian Medical Association Journal.

    Além da camomila, outros alimentos e fitoterápicos também podem aumentar o risco de hemorragia em pessoas que utilizam remédios anticoagulantes. A lista inclui coenzima Q10, gengibre, alho, ginseng, ginkgo, garra do diabo e casca de salgueiro.

    Outra interação que freqüentemente passa despercebida é o uso de fitoterápicos e suplementos que estimulam o sistema imunológico (p.ex.: alfafa, astrágalo, equinácea, ginseng e suplementos de zinco). Este equívoco é perigoso no caso de pessoas que sofrem de doenças de fundo auto-imune, tais como Artrite Reumatóide, Lúpus e Diabetes tipo 1, ou pacientes sob tratamento imunossupressor por algum motivo (p.ex., pessoas que receberam órgãos transplantados). Nestes casos, ervas que estimulam o sistema de defesa podem resultar em exacerbação da doença ou rejeição do órgão transplantado, com graves conseqüências.

    Uma vez que a interação entre suplementos naturais e medicamentos anestésicos ainda não foi muito bem estudada, a maioria dos cirurgiões recomenda que qualquer suplemento ou fitoterápico seja suspenso pelo menos 2 semanas antes da operação.

    Algumas pessoas com queixa de cansaço fácil e “baixos níveis de energia” costumam procurar o auxílio de fitoterápicos antes mesmo de uma avaliação médica. E passam semanas tomando vitaminas naturais na esperança de resolver o problema. Infelizmente, alguns destes incautos na verdade podem estar sofrendo de Anemia, Hipotireoidismo, Apnéia Obstrutiva do Sono, Mononucleose Infecciosa, Insuficiência Cardíaca Congestiva, Diabetes, Insuficiência Renal ou mesmo Depressão, e sua busca por uma solução rápida e prática estaria apenas retardando o tratamento mais adequado.

    Substituir medicamentos tradicionais por similares naturais ou confiar que, se um fitoterápico foi eficaz para o seu vizinho também será para você, é um enorme risco. Em caso de dúvida, procure sempre a ajuda do seu médico
    de confiança. Ao contrário das figuras com 7 erros, sua saúde não merece ser tratada como um jogo.

    POR: DR. ALESSANDRO LOIOLA

    FONTE: ARTIGOS.COM

  • FITOTERÁPICO CASTANHA DA INDIA

    FITOTERÁPICO CASTANHA DA INDIA

    Uma das plantas mais utilizadas no Brasil para problemas circulatórios é a castanha da índia pois esta planta medicinal possui inúmeras funções e uma das que se destacam com certeza é o fortalecimento e auxílio no sistema cardio vascular.

    A planta em sí da castanha da india é semelhante a outras, por exemplo as folhas são parecidas com as de algumas espécies de pinheiros norte americanos ou até mesmo uma certa semelhança com a folha da mandioca, já a semente que é o que tem fins medicinais, se parece com o nosso guaraná.

    Mas o que diferencia a castanha da india de outras plantas com que ela se parece é seu valor medicinal como fitoterápico, ela tem o poder de restaurar a circulação especialmente em pernas de pessoas com varízes e também auxilia e muito no tratamento de hemorróidas se for feito uma associação com outra planta medicinal chamada de hamamelis, se for feita a associação com o ginko biloba ela potencializa seu poder de ajudar o sistema circulatório auxiliando também na circulação cerebral.

    Ela pode ser tomara tanto em forma de chá, sendo fervida se for colocada partes de sua semente ou até mesmo ela inteira, se for no caso de pó pode ser feita apenas a infusão, e também pode ser consumida em forma de capsulas que é encontrada em lojas de produtos naturais e farmácias. A castanha da india é um fitoterápico e deve ser consumido sob orientação de médico ou nutricionista, mas seus benefícios para a manutenção e prevenção da saúde são extraordinários.

     

  • FITOTERAPIA NO BRASIL

    FITOTERAPIA NO BRASIL

    No Brasil, o emprego das plantas na medicina popular surgiu por intermédio dos índios com a contribuição dos negros e dos europeus. Quando ainda era colônia de Portugal, os cuidados médicos eram restritos às metrópoles, enquanto na zona suburbana e rural, a população tinha que recorrer às ervas medicinais.

    Assim, essa terapia alternativa de cura surgiu da mistura de conhecimentos dos indígenas, fazendeiros e jesuítas. Os escravos africanos também tiveram sua contribuição na tradição do uso de plantas medicinais, em nosso país, ao trazerem consigo plantas para usarem nos rituais religiosos e por suas propriedades farmacológicas, descobertas empiricamente.

    Os índios que aqui habitam, em suas diversas tribos, utilizam as plantas medicinais e através dos pajés, o conhecimento sobre as ervas locais e sua utilização é transmitida e aprimorada entre as gerações. Quando os descobridores chegaram, depararam-se com esses conhecimentos, principalmente aqueles que passaram a viver no país, sentindo necessidade de utilizar o que a natureza lhes tinha a oferecer, além do contato com os índios que passaram a auxiliá-los. Dessa forma, os europeus ampliaram seu contato com a flora medicinal brasileira e utilizaram-na para suprir suas necessidades alimentares e medicamentosas.

    A partir daí, no Brasil, até o século XX, utilizavam-se bastante as plantas medicinais para curar diversas enfermidades, sendo essa prática tradicionalmente transmitida ao longo dos tempos.

    A partir do momento em que os leigos começaram a utilizar formas alternativas de cura, sem o conhecimento acadêmico, surge o conflito entre as formas de cura alternativa e o saber científico.

    Contudo, com a industrialização, a urbanização e também a evolução tecnológica relacionada à elaboração de fármacos sintéticos ocorreu aumento da utilização desses medicamentos pela população, deixando-se de lado o conhecimento tradicional das plantas medicinais.

    A crença na utilização das plantas no tratamento das doenças obtinha bons resultados, mas aos poucos foi sendo substituída pelo uso dos remédios industrializados, que prometia cura rápida e total.

    Porém, devido aos efeitos colaterais ou ao alto custo dos medicamentos, o uso das plantas foi novamente retomado. As pessoas estão questionando os riscos da utilização abusiva e irracional de produtos farmacêuticos e procuram substituí-los pelas plantas medicinais. Além disso, existe uma insatisfação da população em relação ao sistema de saúde oficial, assim como também a necessidade do controle de seu próprio corpo e recuperação de sua saúde, assumindo as práticas de saúde para si.

    Embora as drogas sintéticas ainda representem a maior parte dos fármacos utilizados pela população, o espaço da fitoterapia tem crescido na farmácia caseira.

    O uso dessa prática alternativa em saúde persiste até hoje devido à dificuldade no acesso à assistência de saúde para parte da população.

    Contudo, apesar de ser um método com baixo custo e não agressivo pode desencadear alguns efeitos colaterais se utilizada incorretamente. Assim, várias pesquisas científicas vêm sendo realizadas com objetivo de alertar e indicar o uso correto de determinadas plantas.

    Na década de 80, foram realizadas pesquisas a fim de verificar o uso de terapias alternativas de mães e gestantes em Centros de Saúde na cidade de São Paulo. Observou-se como eram utilizados e obtidos os conhecimentos sobre as plantas medicinais, constatando-se que a maioria já havia utilizado a fitoterapia para diversos males, como tentativas de aborto (com ou sem sucesso). Outras conheciam, porém não utilizavam por não acreditarem ou não encontrarem as plantas de que precisavam.

    Em uma pesquisa foi verificada a utilização de terapias alternativas por enfermeiros brasileiros com objetivo de descobrir o como, o porquê e o que eles utilizavam ou indicavam aos seus pacientes. Segundo os resultados obtidos, os enfermeiros utilizavam, cada vez mais, métodos alternativos no cuidado com os pacientes, justificado pela falta de credibilidade nos recursos alopatas e pela facilidade do cuidado e manutenção da saúde dos pacientes com um custo mais baixo.

    No Piauí foi realizado um trabalho com mulheres – mães de crianças até cinco anos – com objetivo de fazer comparação entre os saberes científicos e populares na utilização das plantas medicinais em condições de saúde-enfermidade. Essas mães tinham mais contato com farmácias vivas – criadas pela Universidade Federal do Ceará – para viabilizar a utilização de plantas medicinais aos que não tinham acesso à alopatia – do que com médicos. Constatou-se que o uso das plantas medicinais nos programas de atenção básica em saúde pode ser uma alternativa terapêutica devido ao baixo custo, facilidade na aquisição e compatibilidade com a cultura da população atendida.

    Desde 1976, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem o objetivo de considerar a chamada medicina tradicional, difundir práticas úteis e eficazes e a promover integração dos conhecimentos e das técnicas da medicina ocidental nos sistemas de medicina tradicional em seus programas de promoção de terapias alternativas.

    Em 1978, a OMS recomendou na Conferência de Alma-Ata, que fossem estabelecidas políticas nacionais de saúde com base no uso de recursos da medicina tradicional por meio dos sistemas nacionais de prestação de serviços de saúde.

    A OMS tem incentivado os países na identificação e exploração dos aspectos da medicina tradicional que fornecem remédios ou práticas eficazes e seguras, para que se obtenha saúde, as quais devem ser recomendadas em programas relacionados aos cuidados primários de saúde.

    Em 1986 no Brasil, aparece pela primeira vez oficialmente, no Relatório Final da VIII Conferência Nacional de Saúde, a proposta de se introduzir as práticas alternativas de assistência à saúde, nos serviços de saúde, dando ao usuário o direito democrático de escolher a terapêutica de sua preferência e incluir o conhecimento das práticas alternativas no currículo de ensino em saúde.

    O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), em 1995, aprova o parecer 004/95, que discute as atividades em terapias alternativas com fundamento na visão holística de totalidade do ser humano, o que favorece as práticas de terapias naturais de saúde por profissionais de enfermagem desde que os mesmos tenham comprovação de formação básica em tais terapias a fim de proporcionar o tratamento seguro para si e para o cliente.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), hoje a utilização de plantas medicinais é a principal opção terapêutica da maior parte da população mundial (cerca de 80%). O mercado de fitoterápicos movimenta aproximadamente US$ 22 bilhões ao ano. No ano 2000, o setor arrecadou US$ 6,6 bilhões nos EUA e US$ 8,5 bilhões na Europa. Recentemente, uma pesquisa comprovou que aproximadamente 37% da população adulta dos EUA utiliza esses produtos, onde são considerados “suplementos dietéticos”, diferente do Brasil, onde são classificados como medicamentos, de acordo com a Portaria nº22/1967 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e pela Resolução-RDC nº17/2000 5. Estima-se que, no Brasil, esse comércio seja da ordem de 5% do mercado total de fármacos, avaliados em mais de US$ 400 milhões.

     

  • CONHEÇA AS DIFERENÇAS ENTRE FITOTERAPIA E HOMEOPATIA

    CONHEÇA AS DIFERENÇAS ENTRE FITOTERAPIA E HOMEOPATIA

    A Fitoterapia é o tratamento mediante o uso de plantas (reino vegetal). As matérias-primas dos fitoterápicos são plantas (folhas, caule, flores, raízes ou frutos) com efeitos farmacológicos medicinais, alimentícios, coadjuvantes técnicos ou cosméticos.

    Na Homeopatia os medicamentos são preparados a partir de substâncias provenientes dos reinos mineral, vegetal ou animal. A lei que rege a homeopatia afirma que os semelhantes se curam pelos semelhantes. Uma pessoa sã ingere doses tóxicas de certa substância e apresenta dores gástricas, vômitos e diarréia; essa mesma substância, preparada homeopaticamente, é administrada ao enfermo que apresenta dores gástricas, vômitos e diarréia, obtêm-se a cura desses sintomas.

    As preparações básicas dessas substâncias recebem o nome de tinturas-mãe e a partir delas são iniciados os processos das diluições sucessivas seguidas de agitação (dinamização), chegando-se às doses mínimas. Desta maneira, a toxicidade das substâncias é atenuada e o potencial curativo é aumentado. A dinamização desperta na substância a capacidade de agir sobre a força vital do organismo vivo. A homeopatia não trata doenças trata a pessoa que apresenta a doença.