Autor: EON
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Barney vai a selva
esse é o caminho -

PARA REFLETIR – por QUINO
Brilhante sequência de Quino, sobre como a sociedade de consumo moderna infuencia nos hábitos das crianças e da humanidade como um todo, de uma forma ou de outra.
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O “Inominável” Presidente do Brasil é denunciado no tribunal de Haia
Cacique Raoni denuncia o “Inominavel” Presidente do Brasil no Tribunal de Haia por crimes ambientais.
Os caciques Raoni Metuktire e Almir Suruí abriram ontem (22) uma denúncia contra o ser que não deve ser citado, apenas em casos excepcionais, presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Tribunal Penal Internacional (TPI), citando crimes ambientais, em um contexto de crimes contra a humanidade.
A representação feita pelas duas lideranças indígenas contou com ajuda do advogado francês William Bourdon, famoso por defender causas internacionais de direitos humanos e mais recentemente casos de “whistleblowers” como Edward Snowden, Julian Assange e ativistas africanos.Esta é a quinta denúncia contra o “inominável” no TPI. O próximo passo será uma análise preliminar pela Procuradoria da corte para decidir se autoriza a investigação do caso.
Segundo o advogado Bourdon, em documento divulgado a Ecoa, o caso pode ajudar no reconhecimento do ecocídio entre os crimes internacionais julgados pelo TPI, que tem competência para analisar crimes de guerra, genocídios e crimes contra a humanidade. Ecocídio é definido como dano sério e duradouro ao meio ambiente, na medida em que causa danos significativos à vida humana e aos recursos naturais.“Os crimes pelos quais Bolsonaro é acusado provavelmente serão qualificados como crimes contra a humanidade. No entanto, esses crimes contra a humanidade foram perpetrados em um contexto mais amplo de crime ambiental”, disse Bourdon. “No contexto da superexploração dos recursos naturais da floresta amazônica, são inúmeros os exemplos de ecocídio.”
O advogado acrescentou que, em setembro de 2016, a Procuradoria do TPI anunciou publicamente que uma de suas prioridades na seleção dos casos seria o combate aos crimes ambientais. “Isto reforça nossa crença que os crimes denunciados podem ser crimes contra a humanidade”, acredita.
A denúncia de Raoni e Almir Suruí cita recordes de desmatamento desde o início do governo Bolsonaro, recorde também de assassinatos de lideranças indígenas em 2019 e descreve o desmantelamento de agências responsáveis pela proteção ambiental.“A terra vai se rebelar”, diz Raoni
Numa viagem organizada pela ONG Darwin-Climax-Coalitions, que apresentou Raoni a Bourdon dois anos atrás, jornalistas estrangeiros ouviram o cacique caiapó e outros líderes indígenas na sua aldeia na Terra Indígena Capoto-Jarina (MT), na semana passada.
Num áudio disponibilizado pela ONG, Raoni disse, de acordo com seu tradutor oficial: “As barragens que estão construídas nos rios, eu repudio, não gosto. Também o desmatamento que estão fazendo, não gosto. Queria que as florestas continuassem existindo para minimizar a temperatura. Vocês estão vendo que está muito quente agora? Quando a árvore fica em pé, faz sombra e fica frio.”
“Tive visões, e uma pessoa me falou: ‘Raoni, estão desmatando e acabando com toda a floresta e os animais. Os espíritos dos peixes e dos animais estão muito bravos’. Não sei… Acho que a terra vai se rebelar contra os humanos. Os animais falaram comigo, e eu estou contando a vocês. As florestas precisam ficar em pé. Mas muitas pessoas são loucas e doidas e continuam desmatando.”
O cacique Megaron Txucarramãe, sobrinho de Raoni e considerado por muitos seu sucessor, disse que, desde que Bolsonaro tomou poder, passou a atacar seu tio.“Meu tio quer viver em paz. E os índios querem viver do jeito deles, do jeito que eles são”, disse Megaron, numa gravação disponibilizada pela ONG. “Temos dois artigos na Constituição […] que nos garantem viver na terra indígena do nosso jeito, caçar, pescar, fazer roça, viver nossa cultura, costume, ritual. Ele quer acabar com nós, mas nós não aceitamos.”
“A Funai não é mais defensora do índio. O presidente da Funai do Bolsonaro é a favor de ruralista, que quer acabar com terra, plantar soja, criar boi […] Ao redor da aldeia, se você voar um pouco, vai ver tudo desmatado. É só soja e boi.”
Outras denúncias
Entre as outras denúncias contra Bolsonaro no TPI, três dizem respeito ao combate à pandemia, e a quarta aborda direitos das populações indígenas.
Em dezembro, o escritório da Procuradoria do TPI informou à Comissão Arns e ao Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu) que a corte estava analisando a representação das duas entidades, protocolada em novembro de 2019. Na denúncia, Bolsonaro é acusado por crimes contra a humanidade e incitação do genocídio de povos indígenas.
As outras três foram feitas pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e a Rede Sindical Brasileira UNISaúde, uma coalizão de mais de um milhão de trabalhadores da saúde.
Com sede em Haia, na Holanda, o TPI foi estabelecido em 1998 e é composto por cerca de 100 países, incluindo o Brasil. A corte recebe mais de 500 denúncias por ano, mas apenas cerca de 10 viram investigações e uma parte ainda menor é aceita pelo tribunal para ir a julgamento.
Até hoje, a corte realizou 28 julgamentos. Os juízes do TPI já emitiram 35 mandados de prisão, e 17 pessoas foram detidas no centro de detenção da corte. Treze seguem foragidas, de acordo com o site oficial, enquanto as outras morreram. Quatro pessoas foram julgadas e condenadas pela corte internacional. Em 2019, o julgamento de Bosco Ntaganda considerou o ex-líder rebelde do Congo culpado por crimes de guerra e o condenou a 30 anos de prisão, maior sentença já dada pelo tribunal. O caso, no entanto, ainda cabe recurso.Fernanda Ezabella
Colaboração para Ecoa, de São Paulo
23/01/2021 08h00fonte: ECOA – Por um mundo melhor
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20 anos do Pacto Global
Faz 20 anos que o Pacto Global foi criado pela ONU, baseado nas áreas dos direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção .
Mas será que este pacto foi aplicado globalmente ? Infelizmente todos sabemos que não…
Pois é… existe um Pacto Global, onde é sugerido às empresas, aceitar, apoiar e aplicar, dentro da sua esfera de influência, um conjunto de valores fundamentais nas áreas de direitos humanos, padrões trabalhistas, meio ambiente e combate à corrupção.
O Pacto Global é uma iniciativa proposta pela Organização das Nações Unidas para encorajar empresas a adotar políticas de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade.
Este pacto foi anunciado pelo ex-secretário das Nações Unidas Kofi Annan no Fórum Econômico Mundial (Fórum de Davos) na reunião de 31 de janeiro de 1999 e foi oficialmente lançado em 26 de julho de 2000 no escritório da ONU em Nova Iorque.
O pacto é baseado nos seguintes documentos:
- Declaração Universal dos Direitos Humanos
- Declaração da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
- Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
- Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção
Vamos aos 10 principios do Pacto:
Direitos HumanosPrincípio 1- As empresas devem apoiar e respeitar a proteção dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente; e
Princípio 2 – certificar-se de que não são cúmplices em abusos dos direitos humanos.Trabalho
Princípio 3 – As empresas devem defender a liberdade de associação e o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva;
Princípio 4 – A eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou compulsório;
Princípio 5 – A erradicação efetiva do trabalho infantil; e
Princípio 6 – A eliminação da discriminação no emprego e ocupação.Meio Ambiente
Princípio 7 – As empresas devem apoiar uma abordagem preventiva sobre os desafios ambientais;
Princípio 8 – desenvolver iniciativas a fim de promover maior responsabilidade ambiental;
Princípio 9 – incentivar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias ambientalmente sustentáveis;Combate à Corrupção
Princípio 10 – As empresas devem combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina.
Ainda dá tempo. Vamos modificar o que precisa ser modificado em nosso mundo.
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PERGUNTAS e RESPOSTAS SOBRE FELICIDADE INTERNA BRUTA
(1) De onde surgiu o conceito de Felicidade Interna Bruta – FIB?
O conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB) surgiu em 1972, quando o então rei do Butão, com apenas 17 anos de idade, declarou “A Felicidade Interna Bruta é mais importante do que o Produto Interno Bruto”. Desde aquela época esse conceito foi adotado pelas Nações Unidas, e uma série de projetos têm sido patrocinados pelo PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento visando a implementação do FIB no Butão e sua disseminação
pelo mundo.
Em 1999 o governo do Butão inaugurou o Centro para Estudos do Butão (CBS em inglês), cujo objetivo é o de desenvolver o FIB como um abrangente indicador sócio- econômico, que inclua a questão da sustentabilidade ambiental. Com a contribuição de um grupo internacional de especialistas o CBS formulou o questionário do FIB, que foi usado em diversos levantamentos de âmbito nacional para medir o FIB estatisticamente. A Comissão de Planejamento de FIB usa os resultados desses levantamentos para influenciar na alocação dos
recursos e na formação de políticas e projetos públicos, tanto em nível nacional quanto local.
Depois de cinco conferências internacionais sobre FIB (respectivamente no Butão, Canadá, Tailândia e Brasil), e dos conjugados esforços do grupo orientador transnacional, as nove dimensões do FIB têm gerado um crescente interesse através do mundo, principalmente por conta da sua ênfase na promoção de um desenvolvimento holístico que harmonize as aspirações individuais com as nacionais.(2) Deveria o FIB substituir o PIB enquanto uma medida de progresso
social?
Não. O FIB não foi formulado para substituir o PIB enquanto uma medida de progresso social, e sim para complementar uma versão revisada do PIB, que por sua vez tem sido usado desde a 2a Guerra Mundial como um indicador de tudo que é produzido num país em termos de bens e serviços.
O PIB acabou sendo usado como parâmetro de referência para se comparar o
desempenho econômico entre países e medir o progresso social. Contudo, nos anos mais recentes, o PIB tem sido fortemente criticado, uma vez que esse indicador não computa os custos dos danos ligados aos recursos ambientais, bem como outros fatores que afetam o bem-estar da humanidade e a sustentabilidade do meio-ambiente. Já o indicador FIB é uma medida
muito mais ampla, gerada por vários indicadores que perpassam nove domínios, e por isso provê um índice muito melhor para se avaliar o bem-estar da sociedade.
O prêmio Nobel em economia Joseph Stiglitz, presidente da Comissão para Mensuração do Progresso Econômico e Social, convocada pelo presidente da França Nicolas Sarkozy para identificar as limitações do PIB e avaliar a viabilidade de alternativas de mensuração, declarou que “Não há um único número que possa ser capaz de capturar algo tão complexo quanto a
nossa sociedade”. O relatório final dessa comissão advoga três diferentes conjuntos de indicadores para o progresso: uma revisada versão do PIB; indicadores objetivos para sustentabilidade ambiental; e indicadores para bem-estar e felicidade – este último, portanto, muito similar ao conceito de Felicidade Interna Bruta.3) Esses nove dimensões foram categorizados no pequeno reino do
Himalaia, o Butão. Então será que tais domínios não seriam limitados
àquele país, ou será que eles de fato também podem ser usados nos
meios urbanos ocidentais ou em países pós-industrializados?
A idéia desses nove domínios do FIB – padrão de vida econômico, governança,
educação, saúde, vitalidade comunitária, resiliência ambiental, acesso à cultura, gerenciamento equilibrado do tempo e bem-estar psicolócio – na verdade foi desenvolvida por uma equipe de especialistas internacionais no campo das pesquisas sobre a felicidade, trabalhando em conjunto com o Centro para Estudos do Butão. Os fatores que contribuem para a felicidade humana são
os mesmos através de diversas culturas, conforme a ciência Hedônica (a ciência da felicidade) provou através de diversos estudos transnacionais. Algumas culturas podem colocar mais ou menos ênfase em diferentes indicadores, mas eles são universalmente comuns.
Disse o Rei do Butão, Jigme Khesar Namgyel Wangchuck, “Queremos fazer com que o mundo compreenda e aprecie que o FIB não é apenas algo enraizado na nossa cultura e nas nossas tradições, mas algo que está entre as necessidades e aspirações de cada pessoa, seja na nação mais rica, cercada de arranha-céus e tecnologia, ou no país mais pobre, trabalhando nos campos. O desenvolvimento e o progresso econômico que as nações buscam deve ser
direcionado ajudando esses indivíduos a se darem conta do seu potencial e metas comuns de felicidade e contentamento”. Dasho Karma Ura, o Presidente do Centro para Estudo do Butão, ressalta, “Os indicadores de FIB, assim como o próprio FIB, precisam ser bastante holísticos, e ter aplicabilidade não apenas no Butão, mas por todo o mundo”.4) O conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB) e o seu questionário
têm algum vínculo com alguma religião, especificamente com o
budismo, e com a cultura do Butão, onde esse conceito de originou?
A equipe de pesquisadores internacionais que desenvolveu as nove dimensões do FIB e seus respectivos indicadores, incluindo os especialistas butaneses budistas, sempre esteve motivada pela intenção de criar uma estrutura trans-cultural e com base empírica, não baseada em filosofia tradicional ou religião budista, e sim fundamentada em pesquisas científicas sobre felicidade que foram feitas através de várias culturas e crenças religiosas – algo que pudesse ser
genuinamente universal, e útil a todos os povos. Embora algumas perguntas do levantamento em Butão estejam relacionadas à cultura e tradição nacionais, a versão internacional, que foi desenvolvida no Canadá e revisada para o Brasil, é isenta de vínculos com quaisquer religiões ou culturas específicas, e universal na sua abordagem.5) Afinal de contas, o que é felicidade?
Os pesquisadores sobre felicidade da “ciência da hedônica” definem a felicidade (algumas vezes chamada de “bem-estar subjetivo”) como a combinação de três aspectos: o grau e a freqüência de sentimentos positivas; o nível médio de satisfação que a pessoa reporta durante um período mais alongado de tempo; e o grau de ausência de sentimentos negativos, tais como depressão. Essa forma de definir a felicidade estabelece que a mesma deve ser um traço estável
no indivíduo, e não uma momentânea flutuação. Logo, a felicidade não é meramente definida como a ausência de sentimentos negativos, mas também a presença de sentimentos positivos.6) Mas será que felicidade não é algo demasiado subjetivo para ser
medido? Felicidade pode ser medida estatisticamente? Por quê afinal
de contas precisamos de um indicador para a felicidade da população?
Até recentemente os cientistas sociais evitavam discutir o tema da felicidade porque eles acreditavam que seria muito difícil medi-la. Mas nos últimos anos as pesquisas hedônicas tiveram um crescimento dramático, com mais de 27 mil artigos publicados em jornais científicos apenas nos últimos 18 meses. Novas ferramentas, como Imageamento por Ressonância Magnética Funcional e mensurações de níveis hormonais, têm permitido que cientistas vejam
quais as áreas do cérebro que se tornam ativas sob determinadas circunstâncias, e quais os hormônios que são secretados quando alegamos estar nos sentindo felizes.
Logo, os cientistas atualmente medem a felicidade sob diversos ângulos: através de tomografia cerebral, eletromiografia facial, níveis hormonais, etc. E eles também fazem uso de questionários que avaliam o bem-estar subjetivo, cujos resultados são quase que uniformemente de acordo com os correlatos mais objetivos sobre a felicidade. Isso tudo dá aos cientistas a segurança de que a felicidade pode ser medida por indicadores subjetivos, e que esses levantamentos podem e devem ser usados apara mapear políticas públicas visando o bem-estar da sociedade.
Conforme o relatório da Comissão Sarkozy concluiu: “As pesquisas têm demonstrado que é possível coletar dados significativos e confiáveis tanto no bem-estar subjetivo quanto no objetivo. Medidas quantitativas desses aspectos subjetivos [como questionários] mantêm a promessa de gerar não apenas uma boa medida de qualidade de vida per se, mas também uma melhor compreensão dos seus determinantes, com um alcance além da renda e das condições materiais das pessoas. Por conta disso, os tipos de perguntas (nos questionários de bem-estar) devem ser incluídos em levantamentos de maior escala que sejam feitos por órgãos de
estatística oficiais”.7) Mas então o FIB não passa de um indicador?
Não. FIB é muito mais do que um mero indicador ou de um questionário. O FIB é um catalisador de mudança, um processo de mobilização social em prol do bem-estar coletivo e do desenvolvimento sustentável. Também é um processo de conscientização das lideranças locais para a formação de parcerias entre os principais setores da sociedade: governo, empresas, cidadania e academia, vizando o bem-estar de todos.
O FIM começa como um indicador, mas o questionário é simplesmente a plataforma de lançamento para as discussões coletivas e para os articulados esforços, por meio de uma política governamental oficial de “cima para baixo” e de uma mobilização social de “baixo para cima”.8) O que o ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, tem a ver com FIB?
O ex-presidente Sarkozy convocou uma comissão composta de sete prêmios Nobel em Economia, entre eles Joseph Stiglitz e Amartya Sen, para que revisasse o atual status dos indicadores sociais e econômicos usados na França, e também que fizesse novas recomendações. O relatório dessa comissão, publicado em setembro de 2009, advogou novos indicadores para a França – não apenas medidas de desempenho econômico, mas também de
sustentabilidade e de bem-estar. As recomendações da comissão no tocante às medidas de bem-estar replicam quase que fielmente as nove dimensões do FIB. Na verdade, o próprio Stiglitz declarou no lançamento do relatório da Comissão que, “A preocupação levantada pelo presidente Sarkozy e pela nossa comissão tem, não surpreendentemente, vibrado uma corda mundial. Há uma ressonância através do mundo. Mesmo antes do trabalho da Comissão, o Butão já estava trabalhando duro na criação de indicador FIB, Felicidade Interna Bruta”.9) Mas como que um governo local poderia usar o FIB?
Uma vez que o questionário tenha sido ministrado numa comunidade, isso mobiliza um nível muito mais elevado de participação cidadã nas reuniões e no planejamento de ações futuras. Os questionários e os seus resultados, ao serem reportados para a população, gera um grande interesse e muito mais conscientização no tocante às forças e fraquezas da comunidade,
e aos recursos disponíveis e necessários. Isso salienta as áreas para remediação, de modo que os cidadãos e o poder público possam então trabalhar juntos para identificar os mais importantes planos de ação. O FIB é, portanto, uma poderosa ferramenta para aglutinar as pessoas com vistas a resolver seus problemas comuns e aumentar o seu bem-estar coletivo.
E os municípios também podem se beneficiar dessa ferramenta para testar, através de uma abordagem sistêmica e multidimensional, qualquer projeto de desenvolvimento proposto.
Ao se usar o FIB como uma ferramenta de triagem para analisar como um dado projeto, enquanto o mesmo ainda está na sua fase de planejamento, impactará no bem-estar geral, conflitos entre os nove domínios podem ser evitados mais tarde.10) O Setor Privado pode fazer uso de indicadores FIB?
Sim, as empresas privadas podem usar os indicadores para avaliar e melhorar o bem-estar dos seus funcionários e dos stakeholders (todas as entidades afetadas pela atuação da empresa) no seu ambiente externo, incluindo clientes, fornecedores e a comunidade circunvizinha. As informações geradas pelo processo FIB são muito úteis para as empresas poderem melhorar suas relações com seus funcionários e clientes – gerando assim uma empresa com baixa rotatividade de mão-de-obra, alta satisfação por parte dos clientes e crescente produtividade e inovação (estudos têm mostrado que pessoas felizes são mais
produtivas, eficientes e criativas!).
No Brasil o Instituto Visão Futuro desenvolveu uma versão empresarial do questionário e um processo FIB para empresas, e começou uma parceria com a Natura Cosméticos e com a CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais), para aplicar o processo FIB com vistas a melhorar o desempenho dessas empresas nas nove dimensões. Nos EUA, a empresa Seventh Generation, uma
5das líderes no uso de produtos orgânicos, está trabalhando com o MIT (Massachussets Institute of Technology) para aplicar os princípios FIB.11) Onde que o FIB está sendo aplicado atualmente?
O FIB está sendo aplicado ou desenvolvido em muitos países, incluindo Butão, Canadá, Tailândia, Japão, Reino Unido, EUA, França e Brasil. Existe uma ampla adoção desses princípios por parte das Nações Unidas e da OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico na Europa. O interesse no FIB está crescendo à medida que mais países estão buscando melhores meios para se medir o progresso social.12) Por quê o FIB é importante para mim?
Refletir a respeito das fontes da nossa verdadeira felicidade pode ser um dos mais poderosos antídotos para a nossa atual angústia. Participar de um crescente movimento mundial em prol do progresso integrado de todos pode dar um profundo senso de significado às nossas vidas. E se aliar a outras pessoas que estão ativamente aumentando o bem-estar coletivo – nas nossas comunidades e nos nossos locais de trabalho – é, conforme os pesquisadores hedônicos têm provado, um dos melhores modos de aumentar o nosso próprio
bem-estar pessoal. Como alguém já disse, “Felicidade é um subproduto do esforço para se fazer alguém feliz” -

Esperança na Pandemia
A FDA dos EUA (Administração de Alimentos e Drogas em português) aprovou o uso experimental de sangue de pessoas curadas do COVID-19 como tratamento para pacientes infectados.
As autoridades de saúde chinesas iniciaram este procedimento em meados de fevereiro de 2020, pedindo para que as pessoas que se recuperaram do novo coronavírus doem sangue para extrair o plasma com o objetivo de tratar os doentes que ainda se encontram em estado grave.
Alguns médicos já estão usando infusões de plasma sanguíneo de pessoas que se recuperaram do coronavírus para tratar aqueles que ainda lutam contra a infecção. O método é apontado como uma solução enquanto os laboratórios farmacêuticos ainda estão em busca de desenvolverem um tratamento e uma vacina contra o vírus.
Conhecida como terapia de plasma convalescente, o tratamento remonta ao final do século XIX, e os médicos de hoje creem que pode ser a solução provisória que necessitamos para conter o vírus enquanto são desenvolvidos tratamentos e vacinas.
Método pioneiro
Na década de 1890, o cientista alemão Emil Behring foi pioneiro na implementação de um novo tratamento para a difteria. Behring, juntamente com o médico japonês Kitasato Shibasaburo, descobriu que o soro sanguíneo de animais infectados com certas toxinas poderia ser usado em humanos para tratamento de várias doenças.
Behring descreveu na época essas moléculas protetoras como “antitoxinas” e passou o resto da década otimizando o processo, acabando por descobrir que os cavalos eram o animal mais eficiente para produzir grandes volumes de soro de antitoxinas.
Em 1901 Behring ganhou o primeiro Prêmio Nobel da Medicina por seu trabalho sobre essas terapias com soro para difteria.
Ao longo das primeiras décadas do século XX, o tratamento ficou conhecido como terapia plasmática convalescente, sendo frequentemente utilizado em tempos de surto de doenças infecciosas.Os produtos sanguíneos de pacientes recuperados eram tratamento comum para tudo, desde sarampo e papeira até poliomielite, tendo sido amplamente utilizados durante a pandemia de gripe espanhola em 1918.
Um estudo de 2006 mostrou que essa terapia reduziu significativamente as taxas de mortalidade, de 37% entre os não tratados para 16% entre os pacientes tratados com plasma convalescente. A descoberta de antibióticos e o desenvolvimento de vacinas tornariam este método obsoleto.
Funcionou então, pode funcionar agora
No início dos anos 2000, um novo coronavírus respiratório apareceu na China. Perante um vírus inteiramente novo, com uma elevada taxa de mortalidade e sem opções de tratamento, médicos em Hong Kong conduziram um estudo de plasma convalescente improvisado, inspirado em estudos de casos similares recentes fora de África, e que tinham demonstrado potencial eficácia no tratamento do vírus ebola.A taxa de mortalidade total entre os pacientes tratados foi de 12,5 por cento e a geral em Hong Kong de 17 por cento. A ilação mais importante foi que os mais precocemente tratados apresentaram melhores índices do que aqueles que receberam o tratamento mais tarde.
Um estudo mais recente sobre os efeitos da terapia plasmática convalescente, que incorpora relatórios clínicos desde a gripe espanhola até a SARS, detectou uma impressionante redução de 75% na mortalidade geral entre os doentes tratados com essa terapia.Medida provisória
O imunologista Arturo Casadevall reacendeu a ideia do plasma convalescente, após relatos de que o tratamento estava sendo testado na China. Casadevall não só propôs a terapia centenária como um tratamento precoce potencialmente útil em pacientes recentemente diagnosticados com o vírus, mas também como profilaxia útil para os profissionais de saúde e para membros de famílias que cuidam de pacientes com COVID-19 em casa.
Casadevall e sua equipe da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, rapidamente começaram a investigação, tendo a FDA respondido prontamente alguns dias depois, não só acelerando as aprovações de ensaios clínicos de plasma convalescente, como também permitindo disposições imediatas de uso compassivo. Isto possibilita aos médicos ter a capacidade de administrar o tratamento a pacientes fora das limitações de um ensaio clínico, desde que certas condições sejam satisfeitas.
Ainda há muitas questões que precisam de ser respondidas antes que o tratamento possa ser amplamente implantado.
Quantos anticorpos precisam ser detectados no sangue dos pacientes recuperados para que o tratamento sérico seja eficaz? Qual é a quantidade de plasma convalescente que precisa ser administrada para tratar a doença? Qual é o momento ideal para administrar o tratamento? O tratamento oferece alguma imunidade confiável em pacientes que não contraíram o vírus?Os cientistas não esperam encontrar com isso a cura para a COVID-19, mas somente algo que ajude a mitigar o fenômeno enquanto não houver tratamentos e vacinas.
Produzir e implantar tratamentos de plasma convalescente requer apenas redes de bancos de sangue pré-existentes. O atual sistema de coleta e fornecimento de sangue nos Estados Unidos poderia ser rapidamente mobilizado para começar a coletar doações de pacientes recuperados da COVID-19.
Quando Casadevall e seus colegas possam verificar a melhor prática para o tratamento, o plasma convalescente poderia ser estendido a um enorme volume de pacientes em meses, achatando a curva de transmissão e ganhando mais tempo para os cientistas trabalharem em uma vacina eficaz.
Posição da OMS
Mike Ryan, chefe do programa de emergências em saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que o método é válido, mas que é importante acertar o tempo de aplicação do plasma para que ele seja eficiente à imunidade dos pacientes.
O plasma de ex-pacientes que foram infectados pelo coronavírus contém anticorpos que podem reduzir a carga viral em pacientes graves, explicou a Comissão Nacional de Saúde da China durante uma coletiva de imprensa, realizada em 17/02/2020.
Pedido de doação de plasma
“Gostaria de pedir aos que se recuperaram que doassem seu plasma. Ao fazer isso, dariam esperança àqueles que ainda estão gravemente doentes”, disse Guo Yanhong, funcionária da Comissão Nacional de Saúde chinesa.Em Wuhan, epicentro da epidemia, onze pacientes receberam transfusões de plasma no finla de fevereiro, anunciou o Ministério da Ciência e Tecnologia da China.
“Um deles já voltou para casa, outro conseguiu se levantar e andar, e os outros estão se recuperando. Os ensaios clínicos mostraram que as transfusões de plasma (de pacientes curados) são seguras e eficazes”, disse Sun Yanrong, pesquisadora do centro biológico do Ministério.
Em uma postagem em uma rede social, o China National Biotec Group afirmou que os pacientes que receberam transfusões de plasma viram sua condição “melhorar em 24 horas”.“Apenas o plasma será usado, os outros componentes do sangue, incluindo glóbulos vermelhos e plaquetas, serão restituídos aos doadores”, completaram.
Fonte OMS
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A Floresta manda um recado…
A Floresta queimada manda um recado a todos que ainda não perceberam que dependem dela viva.
Paulistanos receberam de forma contundente um recado da floresta. Em tempos de desinformação e fake news rolando pelas redes sociais, se alguém ainda achava que eram boatos falsos a situação de emergência sobre queimadas na Amazônia, o recado certamente foi penetrante como o fogo. No dia 20 de agosto de 2019, o céu de São Paulo se tornou cinza e escuro por causa da fumaça produzida por esses incêndios silvestres de grande porte que estão acontecendo na região amazônica, conjugado com o ar frio e úmido que está no litoral de São Paulo.

A tragédia foi poeticamente descrita por Tarso de Melo em uma postagem no Facebook:
“A QUEDA DO CÉU: O céu está escuro às três da tarde. Não é preto, não é cinza. É uma mescla estranha de cores. É escuro. Há uma floresta queimada sobre São Paulo. Vai cair sobre a cidade a cinza de milhares de árvores. Assim se dá o encontro entre o Brasil que se julga civilizado e o Brasil que queimamos para civilizar. O Brasil que matamos cai sobre o Brasil que se acha vivo, esperto, moderno. A floresta vem visitar, vem avisar. Vai cair o céu” (https://www.facebook.com/tarso.demelo).Tarso salienta que espera que junto com o poema tenha compartilhado também por aí a vontade de ler “A queda do céu: palavras de um xamã yanomami” (Cia. das Letras, 2016).
O tema já estava rolando nas redes com a polêmica demissão do presidente do INPE por divulgar números que mostram situação alarmante do desmatamento na Amazônia (https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49256294). Um desmatamento que parece estar sendo criminosamente orquestrado neste ano, quando foi criado o “dia do fogo”, um fato totalmente absurdo, que infelizmente não é fake News.
“O “dia do fogo” foi revelado no último dia 5 pelo jornal Folha do Progresso, de Novo Progresso, Rondônia. De acordo com a publicação, os produtores se sentem “amparados pelas palavras do presidente” Jair Bolsonaro (PSL) e coordenaram a queima de pasto em processo de desmate na mesma data. O objetivo, segundo um dos líderes ouvidos sob anonimato, é mostrar para o presidente que querem trabalhar” (https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2019/08/em-dia-do-fogo-sul-do-pa-registra-disparo-no-numero-de-queimadas.shtml)
Realmente, no momento atual, é crítico confirmar a veracidade de todas as informações que recebemos. E sobre este fato não há mais dúvidas, a situação que ocorreu em SP no dia 20 de agosto, foi contundente o suficiente para mobilizar muitos meios de comunicação e pesquisa que divulgaram grande número de notícias. Selecionamos textos com dados e referências bastante consistentes que podem ser facilmente confirmadas:
A Amazônia tá em chamas e dá pra ver do espaço
E qual a real dimensão disso tudo? O problema se limita apenas aos moradores da Amazônia ou de São Paulo?
Algumas reportagens relatam o evento e suas implicações em SP, focando nos componentes tóxicos e problemas de saúde que poderão causar à população e meio ambiente local. Obviamente esses aspectos são graves e precisam ser averiguados.
Contudo, a parte mais importante da “mensagem da floresta” talvez seja o alerta de que não importa onde você more, sua saúde e bem estar estão diretamente relacionados à saúde da floresta. Se você considera essa afirmação alarmista e exagerada recomendo fortemente que leia o relatório de avaliação científica “O futuro da Amazônia”, do renomado pesquisador brasileiro Antonio Nobre.
Ele explica, em uma linguagem muito simples e acessível a qualquer leigo, os serviços ambientais dessa enorme floresta incluindo a razão de a porção meridional da América do Sul, a leste dos Andes, não ser desértica, como áreas na mesma latitude, a oeste dos Andes e em outros continentes. A floresta amazônica não somente mantém o ar úmido para si mesma, mas exporta rios aéreos de vapor que, transportam a água para as chuvas fartas que irrigam regiões distantes no verão hemisférico.
Além de ser essencial para manter os ciclos hidrológicos de grande parte do Brasil ele ainda menciona que “Entre os serviços que a floresta presta ao clima, está um seguro contra eventos atmosféricos destrutivos, atenuando a concentração da energia nos ventos” Pg. 19. Ou seja, de forma curta e direta, sem floresta teremos muito menos chuvas e condições climáticas bastante complicadas em grande parte do centro-sul do Brasil, e até mesmo na região de Buenos Aires, na Argentina.

fuligem na América do Sul. Foto satélite NOAA fonte:Reddit Esses Rios Voadores foram pesquisados e divulgados pelo Projeto Brasil das águas: revelando o azul do verde e amarelo (https://brasildasaguas.com.br). O trajeto dessas correntes atmosféricas que trazem rios voadores se tornou negra pela fuligem e se tornou visível nas imagens de satélite
Agora cabe a cada um de nós escolher se queremos ter rios voadores que irrigam grande parte do nosso pais com vapor puro de água ou se vamos deixar que sejam “assoreados” com fuligem tóxica. Se você escolhe a natureza peço que seja solidário às questões da Amazônia e que divulgue as verdades sobre a grave situação que estamos vivendo.
Fonte: https://www.instagram.com/ecosurfoficial/
Não se trata de uma questão político partidária, para a floresta não existe esquerda ou direita, há apenas vida, que precisa ser preservada em benefício de todos os seres.
Há queimadas concretas e abstratas ocorrendo neste momento histórico.
FONTE: MONICA CARAPEÇOS
https://sitionosnateia.com.br/2019/08/salve-a-floresta/ -

A revolução silenciosa
Na superfície da terra exatamente agora há guerra e violência e tudo parece horrível.
Mas, simultaneamente, algo silencioso, calmo e oculto está acontecendo e certas pessoas estão sendo chamadas por uma luz mais elevada. Uma revolução silenciosa está se instalando de dentro para fora.
De baixo para cima. É uma operação global. Uma conspiração espiritual Há células dessa operação em cada nação do planeta.
Vocês não vão nos assistir na TV. Nem ler sobre nós nos jornais.
Nem ouvir nossas palavras nos rádios. Não buscamos a glória.
Não usamos uniformes. Nós chegamos em diversas formas e tamanhos diferentes.
Temos costumes e cores diferentes. A maioria trabalha anonimamente.
Silenciosamente trabalhamos fora de cena. Em cada cultura do mundo. Nas grandes e pequenas cidades, em suas montanhas e vales. Nas fazendas, vilas, tribos e ilhas remotas.
Você talvez cruze conosco nas ruas. E nem perceba…
Seguimos disfarçados.
Ficamos atrás da cena. E não nos importamos com quem ganha os louros do resultado,
e sim, que se realize o trabalho.E vez enquanto nos encontramos pelas ruas.
Trocamos olhares de reconhecimento e seguimos nosso caminho.
Durante o dia muitos se disfarçam em seus empregos normais.
Mas à noite, por atrás de nossas aparências, o verdadeiro trabalho se inicia.
Alguns nos chamam do Exército da Consciência. Lentamente estamos construindo um novo mundo.
Com o poder de nossos corações e mentes. Seguimos com alegria e paixão.
Nossas ordens nos chegam da Inteligência Espiritual e Central.
Estamos jogando bombas suaves de amor sem que ninguém note; poemas,
abraços, músicas, fotos, filmes, palavras carinhosas, meditações e
preces, danças, ativismo social, sites, blogs, atos de bondade…
Expressamo-nos de uma forma única e pessoal. Com nossos talentos e dons.
Sendo a mudança que queremos ver no mundo. Essa é a força que move nossos corações.
Sabemos que essa é a única forma de conseguir realizar a transformação.
Sabemos que no silêncio e humildade temos o poder de todos os oceanos juntos.
Nosso trabalho é lento e meticuloso. Como na formação das montanhas.
O amor será a religião do século 21. Sem pré-requisitos de grau de educação.
Sem requisitar um conhecimento excepcional para sua compreensão.
Porque nasce da inteligência do coração. Escondida pela eternidade no pulso evolucionário de todo ser humano.
Seja a mudança que quer ver acontecer no mundo.
Ninguém pode fazer esse trabalho por você.
Nós estamos recrutando.
Talvez você se junte a nós.
Ou talvez já tenha se unido.
Todos são bem-vindos.
A porta está aberta.
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Experimento: Cultivo na lama da SAMARCO
Arroz cultivado na lama da Samarco é mais pobre em nutrientes
Experimento produziu grãos com baixos componentes tóxicos, mas com pouco rendimento e menor crescimento das raízes
Estudos preliminares em lama de resíduos da mineradora Samarco mostram baixas concentrações de substâncias tóxicas, mas também de nutrientes. (mais…)
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Por trás do verdadeiro mecanismo de corrupção do Brasil
Pesquisadores mapeiam as redes de relacionamento entre os escândalos de desvio de dinheiro público que assolaram o Brasil após a redemocratização
Anões do Orçamento, Dossiê Cayman, Pasta Rosa, Máfia dos fiscais, compra de votos para a reeleição… (mais…)
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ALERTA – Votação para liberação do plantio de cana na Amazônia
Liberação de cana na Amazônia joga contra as florestas e o etanol brasileiro
Senado deve votar, nesta terça-feira, projeto de lei que autoriza o cultivo de cana-de-açúcar na Amazônia Legal, proibido há oito anos.
PL está na pauta de votação do Senado desta terça (27/03/2017). Confira a íntegra da carta:
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Como smartphones reciclados e o aprendizado de máquina ajudam os Tembé a proteger a própria terra natal
Uma tribo no estado brasileiro do Pará está descobrindo maneiras de usar smartphones antigos e o aprendizado de máquina para combater o desmatamento.
Como smartphones reciclados e o aprendizado de máquina ajudam os Tembé a proteger a própria terra natal

Um smartphone Android é conectado a um adaptador de energia solar e a um microfone externo. Esses dispositivos, apelidados de Guardiões, podem captar os sons de atividades de exploração ilegal de madeira à distância de até 1 km.
Os Guardiões são escondidos no topo das árvores para melhorar o serviço da rede celular e o acesso à energia solar. Eles ouvem todos os sons da floresta 24 horas por dia.
O modelo do TensorFlow da Rainforest Connection usa o aprendizado de máquina para analisar o áudio gravado pelos Guardiões e aprende a identificar os sons de motosserras e caminhões das madeireiras.
Minutos após a identificação de um ruído, um alerta em tempo real é enviado aos guardas Tembé, uma força de segurança selecionada entre os membros da tribo que pode intervir ou denunciar a atividade de extração madeireira às autoridades.A Rainforest Connection está disponibilizando o mesmo sistema de monitoramento acústico para outros parceiros no combate ao desmatamento em cinco países, como Peru, Equador e Romênia.
Hoje, o cacique Naldo e a tribo vistoriam a própria terra, sobem em árvores para fazer a instalação e a manutenção dos dispositivos Guardiões e respondem aos alertas de exploração madeireira que recebem. Armados com essa nova tecnologia, os Tembé têm a chance de proteger não só a floresta onde moram, mas o próprio modo de vida.
Veja a campanha completa no Google
Fonte: Google
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Não podemos mais aceitar rios urbanos fétidos e contaminados !
No momento em que está sendo realizado o 8º Forum Mundial das Águas , e a Lei das Águas do Brasil completa 21 anos, algumas questões continuam abertas:
Por exemplo, nos estados da Mata Atlântica , apenas seis rios apresentam qualidade de água boa.

Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão O retrato da qualidade da água, elaborado a partir do levantamento que a SOS Mata Atlântica realizou de março de 2016 a fevereiro de 2017, mostra a dura realidade que o País precisa encarar para garantir água, em qualidade e quantidade, à sociedade.
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Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para a Humanidade
Estes são os objetivos para uma humanidade sustentável até 2030, determinados pela ONU.
São fruto do trabalho conjunto de Governos e Cidadãos de todo o mundo para criar um modelo global de governança com a finalidade de acabar com a pobreza, proteger o ambiente e promover a prosperidade e o bem-estar de todos até 2030. (mais…)
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ONU considera ‘nula e sem efeito’ alteração no status de Jerusalém
A ONU rejeitou a declaração de Donald Trump ????
Maioria dos países, incluindo o Brasil, assinou resolução afirmando que qualquer alteração no status de Jerusalém é “nula e sem efeito”.
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Agrotóxico além do limite no Brasil !
Brasil libera quantidade de agrotóxicos até 5 mil vezes maior do que Europa…
Oito brasileiros se intoxicam com agrotóxicos por dia devido à permissividade da lei brasileira, aponta estudo inédito
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Projeto bloqueia transmissão de dengue através de bactéria
Fiocruz expande projeto que bloqueia transmissão de dengue a partir de bactéria
Fundação libera mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia em larga escala, uma alternativa natural e segura para controle de doenças (mais…)
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Dois parques de energia solar entram em operação no Nordeste Brasil
Finalmente, parece que o Brasil percebeu que o sol é a melhor forma de geração de energia.
BRASÍLIA — O grupo energético italiano Enel anunciou nesta segunda-feira, que iniciou a operação de dois parques de geração de energia solar no Brasil, totalizando 546 megawatts (MW) de capacidade. Os projetos são Ituverava (254 MW), na Bahia, e Nova Olinda (292 MW), no Piauí. Segundo a empresa, os dois empreendimentos são os maiores parques de energia solar da América do Sul atualmente em operação.
Ituverava fica no município de Tabocas do Brejo Velho (BA) e Nova Olinda está localizada no município de Ribeira do Piauí (PI). Juntos, os projetos demandaram investimentos de US$ 700 milhões (o equivalente a R$ 2,2 bilhões).
O parque de Nova Olinda é composto por quase 930 mil painéis solares em uma área de 690 hectares na região do semiárido brasileiro — cada hectare equivale ao tamanho de um campo de futebol. O parque será capaz de produzir energia elétrica suficiente para atender às necessidades de consumo de cerca de 300 mil casas, segundo a Enel.
A planta de Ituverava é composta de cerca de 850 mil painéis distribuídos em uma área de 579 hectares.Em plena operação, será capaz de produzir eletricidade suficiente para atender às necessidades de consumo de mais de 268 mil residências.
Fonte: Manoel Ventura – O GLOBO
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Acredite, tem prata no lixo!
Prata obtida com reciclagem eletrônica pode contribuir para a economia
Prata foi separada dos metais que compõem placas de circuitos e utilizada para sintetizar nanopartículas
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Justiça suspende extinção de Reserva na Amazônia 🙂
De acordo com o juiz Rolando Spanholo, da 21ª Vara Federal, do Distrito Federal, medida precisa de aval do Congresso
Dessa vez, o “bombardeio” contra a proposta vem da Justiça Federal no Distrito Federal, que determinou a suspensão imediata de “todo e qualquer ato administrativo” para acabar com a Renca, que fica na divisa entre o Sul e Sudoeste do Amapá com o Noroeste do Pará. (mais…)
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DENÚNCIA – Governo libera reserva na Amazônia para exploração
Em decreto, Temer extingue a chamada Reserva Nacional de Cobre e Associados, localizada entre o Amapá e o Pará. Após mais de 30 anos fechada à mineração, área rica em ouro poderá ser explorada por mineradoras. (mais…)
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Assimilar noticiários negativos gera ansiedade e depressão
Avaliação é de especialista, sobre como dar foco em informações externas pode afetar o psicológico
ouça o áudio:
A psicóloga Guida Graf, graduada em Mindfulness pelo Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP, avalia como os noticiários negativos podem afetar psicologicamente os indivíduos, apontando sintomas, e, para quem está se sentindo impotente, recomendações.
“Se as pessoas não começarem a mudar esse pensamento, se focarem no seu dia a dia, a tendência é só piorar”, avalia.
Fonte: Jornal da USP
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Conheça a Rosie, o robô da transparência
Rosie é uma robô… e ela trabalha no Serenata de Amor,
um projeto de tecnologia que usa inteligência artificial para auditar contas públicas e combater a corrupção. (mais…)
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Uma questão cultural…
Desde menino ouço que os males que assolam o país são “uma questão cultural…”.
Certo… e a pergunta é: Como vamos ter uma população com cultura, quando a cultura no país está abandonada ?
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Filme solar – a revolução da energia…
Painéis Orgânicos Fotovoltaicos, muito prazer, OPV. Trata-se de um filme super fino, com cerca de 1 mm de espessura, considerado um tipo de painel solar de terceira geração. Pesa cerca de 0.5 kg/m² e possui um raio de curvatura de até 10 cm. Sua superfície tem um nível de transparência que alcança 50%. (mais…)
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Será o fim do uso de gorduras-trans em alimentos no Brasil ?
Na última quarta-feira (26), a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou o projeto de lei (PLS 478/2015) que proíbe o uso de gorduras vegetais hidrogenadas, as chamadas gorduras trans, na produção de alimentos.
As gorduras trans são produzidas artificialmente e buscam aumentar o sabor e o tempo de conservação das comidas industrializadas, como margarina, macarrão instantâneo, biscoitos e pratos congelados. Em excesso, elas contribuem para o colesterol ruim (LDL) subir e o bom (HDL), cair. No longo prazo, o quadro pode levar a episódios de derrame e infarto.O relator da proposta, o senador Eduardo Amorim (PSDB-SE), alterou o texto original, incluindo a proibição de gorduras parcialmente hidrogenadas na fabricação alimentícia e estabeleceu um prazo de três anos para as empresas se adequarem à norma.
O projeto de lei é de autoria da senadora Marta Suplicy (PMDB) e segue agora para tramitação na Câmara dos Deputados.
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Conheça o “concreto vivo”
Apesar de ser o material de construção mais usado do planeta, a humanidade tenta há alguns milênios encontrar formas de tornar o concreto mais durável. Mesmo quando misturado com outros compostos ou é reforçado, todo concreto racha. E, em alguns casos, as rachaduras fazem a estrutura entrar em colapso.Mas pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, afirmam ter encontrado a solução para esse problema na biologia. Uma equipe de cientistas, liderada pelo professor Henk Jonkers, criou o que batizaram de bioconcreto, uma espécie de concreto que se conserta sozinho utilizando bactérias. (mais…)




